O novo Missão Impossível – Protocolo Fantasma

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Monty Pyhton (quase) reunido novamente

O Monty Pyhton, brilhante grupo humorístico inglês, vai se reunir (ou quase) para colocar vozes em um desenho 3D sobre as memórias de Graham Chapman, outro de seus integrantes. Infelizmente, depois de anos sem contar com a presença de John Cleese, que se recusava a participar dos eventos do grupo, dessa vez a ausência será do genial Eric Idle.

Segundo informações divulgadas na imprensa (você confia nela?), o filme será dirigido e produzido por Bill Jones, Ben Timlett e Jeff Simpson. Ele trará 15 capítulos com duração entre três e 12 minutos, cada com um estilo, feito por uma empresa de animação diferente.

Esperemos que Idle decida participar.

O mundo é estranho: Mulher morre engasgada com sêmen do amante

Essa notícia foi publicada no portal paraiba.com.br. Não sei se é verdade, mas é estranho.

Na capital do Rio Grande do Norte, Natal, uma tragédia sexual provocou a morte de uma mulher. Ela teria se engasgada com o esperma do amante, na reta final da relação durante a prática oral. O caso aconteceu na tarde do último domingo (27). A Polícia Civil e o ITEP interditaram o local.

O amante da mulher, que tinha 28 anos e seis de casada, disse que, ao perceber que ela teria sido engasgada ligou para os funcionários do motel, e em seguida para o marido dela. “Eu estava tão desesperado que peguei o celular dela e liguei para o marido dela e contei tudo. Gritei no telefone: corre, vem pra cá que sua mulher está morrendo engasgada com o meu sêmen”, disse o amante a nossa reportagem.

O marido, e agora viúvo, não acreditou na ligação do amante da sua esposa. Pensou que se tratava de trote e desligou o telefone. Em seguida, uma nova ligação, desta vez dos funcionários do Motel, confirmando a tragédia, fez o esposo acreditar.

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso. O Delegado responsável pelas investigações disse que só vai falar com o G17 após concluir o inquérito.

Ringo Starr no Brasil em novembro

É, galera. Tá confirmado. Leiam o comunicado da T4F.

Pela primeira vez em terras brasileiras, Ringo Starr e sua All Starr Band aterrissam para uma série de shows em diversas capitais do país. Com a mesma turnê que já passou ou ainda está por passar por países como Ucrânia, Rússia, Suécia, Noruega, Dinamarca, Polônia, Inglaterra, França, República Checa, Itália, Holanda, Alemanha e Áustria, o ex-Beatle e sua All Starr Band se apresentam aos fãs de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Recife.

Em uma realização da TIME FOR FUN, Ringo Starr e sua All Starr Band iniciam a turnê brasileira dia 10 de novembro, no Ginásio do Gigantinho, em Porto Alegre, dias 12 e 13 de novembro, no Credicard Hall, em São Paulo, 15 de novembro, no Citibank Hall, no Rio de Janeiro, dia 16 de novembro em Belo Horizonte, no Chevrolet Hall, dia 18 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília e, fechando a passagem pelo Brasil, dia 20 de novembro, em Recife, no Chevrolet Hall. Clientes Credicard, Citibank e Diners contam com pré-venda exclusiva para os todos os shows da turnê entre os dias 11 e 17 de julho. Público em geral pode adquirir ingressos a partir de 18 de julho. Pré-venda e vendas acontecem nas bilheterias oficiais dos shows, pelo telefone 4003-5588 (válido para todo o País), pelo site http://www.ticketsforfun.com.br e nos pontos de vendas espalhados pelo Brasil. Mais informações sobre valores dos ingressos serão divulgadas em breve.

A música de Ringo Starr, tanto em carreira solo, quanto como um Beatle, é permeada por sua personalidade. Seu calor humano, senso de humor e musicalidade excepcional, deram ao seus fãs canções que todos conhecem e amam, que incluem “It Don’t Come Easy”, “With A Little Help From My Friends”, “Yellow Submarine”, “Don”t Pass Me By”, “Octopus Garden”, “Photograph”, “Back Off Boogaloo”, ‘You’re Sixteen (You’re Beautiful And You’re Mine)’, ‘Don’t Go Where the Road Don’t Go’, ‘The No No Song’ e Never Without You’.

A All Starr Band vem excursionando de forma consistente, desde o ínicio, em 1989. Baseado no conceito de que “cada membro é uma estrela no palco”, cada apresentação traz Ringo apresentando canções tanto de sua carreira solo, quanto dos Beatles. E cada um dos membros da All Starr Band também traz sua contribuição pessoal ao espetáculo. Já fizeram parte da All Starr Band grandes nomes da música como Joe Walsh, Dr. John, Todd Rundgren, Timothy B. Schmidt, John Entwhistle, Peter Frampton, Sheila E., Rod Argent e Paul Carrack.

SOBRE OS MÚSICOS DA ALL STARR BAND

Rick Derringer, talentoso guitarrista e vocalista, tinha apenas 17 anos quando sua primeira banda, a The McCoys, alcançou o topo das paradas com o hit ‘Hang On Sloopy’ no verão de 1965, tirando “Yesterday”, dos Beatles, do posto de número um. Anos mais tarde tocou com os músicos Edgar Winter e Johnny Winter e encontraram sucesso com o single ‘Rock and Roll Hoochie Koo’. Durante as décadas de 70 e 80 participou de diversos álbuns com artistas com Alice Cooper, Richie Havens, Todd Rundgren, Cyndi Lauper, Barbra Streisand, Kiss e Steely Dan. Na metade dos anos 80, descobriu o comediante Weird Al Yankovic, produziu albums vencedores do prêmio Grammy e em 2006, recebeu um Grammy pela participação no CD tribute a clássica guitarra Les Paul.

Nascido nos Estados Unidos, em 1953, Richard Page é conhecido como o cantor/baixista da banda, vencedora de vários discos de platina e indicada ao Grammy, Mr. Mister. Gravaram três álbuns e tiveram diversos como ‘Broken Wings’ e ‘Kyrie’. A banda se desfez em 1990 e um quarto album, ‘Pull’ permanece sem ter sido lançado. Este trabalho foi remasterizado e atualmente está disponível através do selo de Richard Page, o Little Dume Records. Ele gravou dois albums solo, ‘Shelter Me’ e ‘Peculiar Life’, além de ter sido backing vocal para artistas como Elton John, Michael Jackson, Madonna, Barbara Streisand, Elvis Costello e muitos outros. Como compositor, Richard Page já teve faixas gravadas por Madonna, Leona Lewis, Josh Groban, Celine Dion and Hall & Oates, citando apenas alguns.

Wally Palmar é vocalista, toca harmonica, guitarra base e fundador da banda The Romantics e possui uma das vozes mais conhecidas dos anos 80. O album de estréia do grupo traz o hit ‘What I Like About You’, famoso por décadas. Outras faixas de sucesso incluem: ‘When I Look In Your Eyes’, ‘One in a Million’, e a internacionalmente conhecida ‘Talking In Your Sleep’. The Romantics são constantemente re-introduzidos às novas gerações graças às rádios de rock via satélite, comerciais e trilhas sonoras de filmes. Hoje em dia, Palmar continua escrevendo músicas e em turnês mundiais com os The Romantics.

Edgar Winter é um bem-sucedido tecladista de jazz, rock e blues, saxofonista, vocalista e continua na estrada desde o início dos anos 70. Edgar já tocou com importantes guitarristas como Rick Derringer, Ronnie Montrose e Johnny Winter (este último, um importante guitarrista de rock e blues). Em 1972 Edgar emplacou em primeiro lugar das paradas a música ‘Frankenstein’, tirada do aclamado álbum ‘They Only Come Out At Night’. Edgar também obteve sucesso com os hits ‘Free Ride’ e ‘Dying To Live’, produzido pelo rapper Eminem para o filme ‘Tupac’. As músicas de Edgar Winter já apareceram em trilhas sonoras de mais de vinte filmes.

Em seus 40 anos de carreira, que tiveram início no Reino Unido com a banda de rock Spooky Tooth, Gary Wright já tocou para milhões de fãs e sua música já fez parte da trilha sonora de filmes campeões de vendas. É um pioneiro na introdução do uso de sintetizadores na música pop, em hits como ‘Dream Weaver’ e ‘Love Is Alive’. Gary inspirou gerações de artistas que incluem Eminem, Mya, Jay-Z, Busta Rhymes, Anastacia e o DJ Armand Van Helden. Todos eles já samplearam ou fizeram versões covers de suas canções. Gary juntou-se ao All Starr Band in 2008.

O baterista e vocalista Gregg Bissonette vem de uma família musical, em que seu pai também era um baterista, a mãe, pianista, o irmão, baixista e a irmã, violinista. Gregg tocou em três álbums do vocalista David Lee Roth, ex-Van Halen. Desde os anos 80, Gregg grava e excursiona com diversos artistas como Toto, ELO, Santana, Andrea Bocelli, The Maynard Ferguson Big Band, Spinal Tap e James Taylor. Trabalhou com Ringo Starr pela primeira vez em 2003, Gregg faz parte da All Starr Band desde 2008 e esta é a terceira turnê com o grupo.

Veja os shows internacionais de 2011, no Rio e no resto do Brasil.

Crise na indústria cinematográfica?

Ninguém tem dúvidas de que as produções têm menos qualidade, que os astros já não são tão talentosos e que os efeitos especiais mascaram defeitos de roteiro e direção. Entretanto, assim como acontece com os livros e jornais, os números muitas vezes desmentem esse declínio de qualidade. As cifras alcançadas não podem ser justificadas apenas por conta da majoração de preços. Há algo que não configura uma crise.

Nesse mês a Paramount Pictures International – gigante da produção e distribuição de filmes – anunciou que o estúdio ultrapassou a quantia de US$ 1 bilhão em bilheterias internacionais. Um recorde. Entre os principais sucessos estão os filmes Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família e Thor.

Pelo jeito vai demorar para acabarem com a Magia do Cinema.

Parabéns aos aniversariantes da música em junho

O time é eclético, mas conta com gente de peso como Curtis Mayfield, Ray Davies, Jeff Beck e a sempre interessante Carly Simon.

Aqui vai minha singela homenagem aos que nasceram em junho e deixaram a música muito mais rica.

3 – Curtis Mayfield
7 – Prince
10 – Judy Garland
14 – Rod Argent
21 – Ray Davies
22 – Todd Rundgren
24 – Jeff Beck
25 – Carly Simon
26 – Chris Isaak
30 – Philip Anselmo

R.I.P. Peter Falk – O Columbo

Morreu esta semana o intérprete de um dos personagens mais marcantes da TV em todos os tempos: Peter Falk – o detetive Columbo. Columbo era aquele investigador pentelho, que se fazia de bobo e enchia o saco do suspeito até que esse se entregasse. O seriado é uma obra prime e Falk nunca conseguiu se livrar do personagem, embora tenha tido uma longa carreira no cinema e TV.

Uma grande perda para o mundo do entretenimento. Abaixo, a nota publicada no jornal O Globo.

O ator Peter Falk, o detetive da série de TV “Columbo”, morreu na noite desta quinta-feira em Beverly Hills, aos 83 anos. Segundo sua filha Catherine Falk, ele sofria de mal de Alzheimer desde 2008.

“Columbo” estreou na televisão em 1971, na sessão de filmes de mistério aos domingos do canal NBC “Sunday Mystery Movie”. Seu personagem se tornou tão popular, que ofuscou os dois concorrentes ao programa: “McCloud” e “McMillan and wife”.

Falk ainda fez produções, como “O espanta tubarões”, “The Alfred Hitchcock Hour” e “Um casamento de alto risco”.

A lágrima mais amarga derramada sobre túmulos é para palavras que não foram ditas e planos não realizados

Falar não é fácil. Falar coisas importantes e que envolvam sentimentos é ainda menos simples. Arrependimentos e decepções são mais freqüentes que alegrias e realizações. Por isso, devemos valorizar e prolongar tudo o que trouxer felicidade.Infelizmente, sorrisos são bem mais raros do que deveriam ser.

Já as lágrimas são muito mais freqüentes do que gostaríamos de admitir e, segundo Harriet Beecher Stowe, a lágrima mais amarga derramada sobre túmulos é para palavras que não foram ditas e planos não realizados. Não tenho tanta intimidade assim com túmulos (ainda bem), mas sei que planos frustrados de maneira inesperada e sem um bom motivo aparente deixam marcas que são difíceis de traduzir verbalmente.

A convivência humana em sociedade é uma teoria muito interessante, que fica anos luz do que acontece na realidade. Nem todos têm a habilidade da oratória (nem mesmo muitos que dizem falar tudo na cara).

Não sei se as lágrimas derramadas sobre túmulos são mais amargas, mas, com certeza, são mais melancólicas. Não pela perda de alguém querido, mas pela perda da oportunidade de pedir explicações. Sim, pedir, porque nossa natureza é cobrar, não dar explicações.

Algumas pessoas seguem a vida ao sabor dos ventos, das marés, das amizades, fazendo crer que o importante é seguir sem rumo (coisa boa para jovens e um tanto triste para a meia idade). Planos, scripts e reservas são sempre bem vindos (algumas vezes até mesmo no sexo, podem acreditar).

Skank ganha um Leão de Ouro em Cannes

O Skank – provavelmente o grupo brasileiro que melhor utiliza a tecnologia em sua carreira – ganhou esta semana o Leão de Ouro no Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade 2011. O prêmio veio em função da plataforma interativa SkankPlay, que permite que qualquer pessoa toque virtualmente com os quatro integrantes do Skank e crie outros videoclipes oficiais.

Essa é a primeira vez que uma banda brasileira ganha o Leão de Ouro em Cannes e também a primeira vez que um projeto brasileiro ganha o prêmio na categoria de Public Relations (“Best Use of Social Media Marketing”).

Parabéns ao Skank!

 

Receitas – Croquetes de Carne

Estes croquetes de carne são ideais para serem preparados em dias festivos ou que peçam uma cervejinha gelada.

Ingredientes:

Meia xícara de chá de azeite de oliva
Uma cebola média ralada
Dois dentes de alho amassados
Meia quilo de carne moída
Uma xícara de chá de molho de tomate
Meia xícara de chá de azeitona preta picada
Um sachê de caldo de carne
Uma colher de chá de molho de pimenta
Duas colheres de sopa de salsinha picada
Sal
Uma xícara de chá de farinha de trigo
Três xícaras de chá de farinha de rosca
Óleo

Modo de preparo:

Aqueça o azeite em uma panela e refogue a cebola e o alho. Acrescente a carne e deixe refogar por mais 15 minutos no fogo médio ou até que esteja cozida. Em seguida, acrescente o molho de tomate, a azeitona, o caldo de carne, o molho de pimenta e deixe apurar por mais dez minutos. Por fim, acrescente a salsinha, o sal, a farinha de trigo e misture até que fique homogêneo. Retire a panela do fogo e deixe esfriar. Modele as bolinhas, passe-as na farinha de rosca e coloque-as em uma assadeira. Deixe no congelador por duas horas. Em seguida, frite as bolinhas no óleo quente até que estejam douradas e coloque-as em um papel absorvente.

Essa receita rende aproximadamente 30 unidades.

Parabéns, Sir Paul McCartney – 69 anos de genialidade

Obrigado pela trilha sonora de muitos bons (e maus) momentos da vida. Obrigado também por lembrar do Brasil nos últimos meses.

Aproveite para ver o vídeo do último lançamento de Paul.

 

 

 

 

 

 

 

Violência psicológica nas relações conjugais

Nem só de tapinhas, palmadas e pancadas vive uma relação. :p Muitas vezes os maus tratos são feitos de maneira menos física e mais psicológica. É um tipo de agressão silenciosa e cruel. Alguns especialistas dizem que a prática é basicamente masculina e que seria uma herança da cultura patriarcal. Discordo.

Foi o tempo no qual as mulheres eram submissas. Agora, a obrigação em se afirmar tornou-as seres muito mais complexos, pouco sociáveis e muito mais egoístas. Há livros sobre o assunto (violência psicológica e egoísmo) e muitos pontos de discussão.

Chegam a citar a estudante Geisy Arruda como exemplo da submissão feminina. Faça-me o favor!

Relacionamentos são complicados e demandam paciência e sacrifícios (mesmo os mais prazerosos).

Outros post sobre relacionamentos

Traveling Wilburys de graça na internet

Quem é fã do The Traveling Wilburys – grupo formado por George Harrison, Jeff Lynne, Roy Orbison, Bob Dylan e Tom Petty (1988- 1990) – e não teve condições de assistir ao ótimo documentário The True History Of The Traveling Wilburys, vai poder ver o filme online e de graça no próximo domingo (19/06).

É só ir até o site do grupo e se deliciar. O programa começa por volta das 5h (de Brasília).

Quem se intromete, se imiscui. Você sabia?

Imiscuir faz parte do rol de palavras que consegui encaixar em um texto. Você consegue?

O verbo imiscuir é sinônimo de intrometer. Para a pesquisa dar certo, o etnógrafo necessita de bom senso e cuidado na hora do contato com o povo nativo. Os embates e misturas de culturas e identidades pautam os estudos antropológicos.

(i.mis.cu.ir)

1. Envolver-se, intrometer-se [tr. + em : Muitos acham que a Igreja não se deve imiscuir em política: “… e se imiscuíam cada vez mais na complicada política” ( Alberto da Costa e Silva , A manilha e o libambo.) ]

[F.: Do lat. tardio immiscuere, formado do v. lat. immiscere, ‘imiscuir-se’.]

Receita do Dia dos Namorados – Macarrão com creme de leite, vinho e lascas de filé

O frio contínuo de junho sempre acaba levando o almoço/jantar do Dia dos Namorados para o lado italiano da cozinha. Pois foi com essa inspiração que foi preparado o almoço do domingo (12/06). Uma massa – penne rigate – e um molho com base em creme de leite fresco, manjericão fresco, lascas de filé e vinho branco.

As fotos (para variar) são apenas do momento do preparo (um dia aprenderei a fazer boas fotos de pratos bem arrumados), mas a aprovação foi completa.

Ingredientes

500g de massa (penne rigate) de boa qualidade
2 taças de vinho branco (de preferência Sauvignon Blanc)
350g de file mignon cortado em tiras pequenas
1 molho de manjericão fresco
250g de creme de leite fresco
2 fatias de bacon (finas)
150g de shitake cortado em tirinhas
Queijo parmesão ralado
Sal
Noz moscada
Pimenta do reino branca
Alecrim
Modo de fazer

Tempere a carne com sal, noz moscada e a pimenta do reino branca. Reserve. Ferva água com sal e vinagre e cozinhe o shitake por 3 minutos. Retire, escorra e reserve. Em uma panela larga, em fogo médio, coloque as fatias de bacon até que fiquem crocantes, despeje o vinho e coloque a carne para cozinhar por aproximadamente 5 minutos. Depois, acrescente o creme de leite, manjericão (a gosto), o shitake e o queijo ralado. Fique mexendo até que o molho engrosse (+/- 10 minutos). Desligue o fogo e deixe apurar.

Em outra panela, coloque água para ferver com sal e o alecrim. Cozinhe o macarrão até ficar al dente.

Reaqueça o molho por +/- 2 minutos e despeje por cima da massa. Sirva imediatamente.

Que tal um chardonnay com um queijinho?

Com o frio, os vinhos brancos vão perdendo espaço para os tintos, mais quentes e encorpados. Porém, não há como fugir deles na hora de pensar em um queijos e vinhos. Vivendo no Brasil, não há porque não dar espaço aos produtos nacionais e ao melhor que a América do Sul pode nos ofertar.

As sugestões desse post são três, com características razoavelmente diferentes: Pizzato Chardonnay 2010, eleito pelo público da Expovinis 2011 como o Melhor Branco Nacional;o Dadivas Chardonnay, da vinícula Lídio Carraro; e o clássico Angelica Zapata, da argentina Catena Zapata.

O Dadivas é o vinho mais alegre e fresco do grupo. Vai bem com sabores suaves, que contrastem bem com a sua acidez de quase um sauvngnon blanc. O Pizzato, apesar de não passar por carvalho, é mais encorpado, com uma elegância que noa faz bem quando lembramos que ele pode ser comprado por menos de R$ 40. Já o Angelica é de uma categoria realmente superior. Sua passagem por barricas faz o líquido ser untuoso, com toques de tostado e manteiga que se misturam ao de frutas como abacaxi e pêssego em conserva. O melhor branco que já tomei da América do Sul.

Compre queijos e aproveite que os preços desses brancos devem baixar ainda mais.

Sambódromo de cara nova

A implosão do antigo prédio da Fábrica da Brahma, que servia de apoio para o badalado camarote da marca de cervejas no Sambódromo, virou pó. No último dia 5 de junho, ele foi implodido para dar lugar a mais arquibancadas, seguindo o projeto original de Oscar Niemeyer. A Cidade Nova vive um renascimento e deve se transformar em um bairro muito mais interessante do que é hoje.

Abaixo agumas fotos (de Beth Santos) do momento da implosão. É o Rio mudando de cara.

 

Cristo Redentor completa 80 anos e escolhe música-tema

O Cristo Redentor – uma das sete maravilhas do mundo moderno – completa 80 anos no dia 12 de outubro e vai ganhar em 2011. Até lá, ganha festança, com inauguração de uma nova iluminação e a escolha da música-tema.

Veja como será a escolha.

Se a música brasileira sempre cantou em versos seus atrativos e as maravilhas da cidade – vide clássicos como Corcovado (Tom Jobim), Samba do Avião (Tom Jobim) e Garota de Ipanema (Tom Jobim/Vinicius de Moraes), canções populares como Aquele Abraço (Gilberto Gil), Do Leme ao Pontal (Tim Maia) e Rio Antigo (Chico Anysio) e marchinhas de carnaval como Cidade Maravilhosa (André Filho), que se tornou o hino da cidade – o concurso seguirá a mesma linha. Em âmbito nacional, terá enfoque no Cristo Redentor e sua sintonia com a cidade do Rio de Janeiro, sua natureza, beleza e povo acolhedor.

A música deverá ser em língua portuguesa e de qualquer gênero. Podem participar compositores, poetas, cantores ou intérpretes maiores de 18 anos de qualquer nacionalidade. Cada compositor poderá inscrever, individualmente ou em parceria, até duas composições, que serão analisadas pela comissão de triagem, mas será classificada apenas uma música, se for o caso.

As composições deverão ser inéditas, com duração máxima de 4 minutos, e, preferencialmente, arranjadas e com boa interpretação para facilitar a avaliação.

As inscrições são gratuitas e já estão abertas. Podem ser feitas através da ficha de inscrição disponível no site http://www.cristo80anos.org.br e se encerrarão em 23 de julho de 2011.

Dentre todas as composições inscritas serão selecionadas vinte semifinalistas. A seleção será feita pela comissão julgadora do festival, composta por nomes reconhecidos no meio musical. As semifinais estão programadas para os dias 29 e 30 de agosto no Teatro Tom Jobim e a final no dia 31 do mesmo mês, também neste teatro.

A comemoração ainda se estenderá com vários eventos, abrangendo todos os seguimentos de cultura: artes plásticas, dança, teatro, esporte, educação, gastronomia, moda e turismo, entre outros.

Premiação do Concurso

O compositor da primeira música colocada receberá o prêmio de R$ 10.000,00 (dez mil reais) e um troféu. Já o segundo lugar receberá o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) e o terceiro R$ 2.000,00 (dois mil reais).

Além disso, a música vencedora, escolhida como tema dos 80 anos, participará, com o mesmo intérprete da final, do show comemorativo dos 80 Anos do Cristo no dia 12 de outubro de 2011, na Praia de Copacabana. O Show da Paz, como foi batizado, será em frente ao Copacabana Palace, com participação de um coral de 800 vozes, ballet coreografado por Caio Nunes, grandes nomes da música brasileira e, ainda, uma atração internacional.

Estará também no registro deste show histórico, que será gravado e lançado nos formatos CD, DVD e blu-ray.

Blues na veia no Rio de Janeiro

Quem pensa que o Rio vive apenas de samba, chorinho e (argh) funk, se engana. Nesta quinta (9/06/11) tivemos a abertura do Rami – II Festival de Guitarras do Rio de Janeiro, na Sala Baden Powell, em Copacabana. O evento – que vai até o dia 19 desse mês – ainda conta com várias atrações de diferentes vertentes musicais. Para a abertura, tivemos o encontro de dois mestres do blues nacional: Big Joe Manfra e Big Gilson.

O show do Rami (nome tirado daquele som irritante que sai da guitarra quando está mal aterrada) foi um aperitivo para o que vai acontecer neste sábado no Rio Rock & Blues Club, na Lapa, neste sábado (11/06). Lá estarão reunidos Big Gilson (com Big Joe Manfra), Blues Etílicos e Blues Groovers. Toda a renda (R$ 35 o ingresso) será revertida para Ricardo Werther (ex-vocalista do Big Alambik).

Mas, voltando ao Rami, foi bom ver que a Sala Baden Powell – que antes foi um cinema- se transformou em um espaço aberto para música de todos os estilos e não mais uma farmácia ou igreja. O show, extremamente profissional, também teve toda a descontração de um encontro entre amigos. Até mesmo a (pouca) platéia era formada por rostos conhecidos do cenário do blues.

Jimmy Hendrix, T-Bone Walker e outros mestres foram reverenciados, além de músicas originais de Manfra – que oficialmente comandava a festa.

Para os que não tiveram coragem de enfrentar a chuva, o frio da noite carioca e pagar os (baratos) R$ 30 do ingresso, fica a certeza de que perdeu um grande show, mas também fica a chance de se redimir no sábado.

EMI relança discos dos Beach Boys, Culture Club, etc

Essa é uma boa notícia para todos os amantes da música que ficam tristes quando lembram da pouca oferta de discos antigos de rock nas lojas (ia dizer prateleiras) brasileiras. Curtam a pequena seleção que a EMI está lançando no Brasil.

Álbuns de grande sucesso de artistas renomados chegam às lojas em dose dupla. A EMI lança a coleção Classic Albums com 13 títulos internacionais reunindo 2 CDs de destaque da carreira de cada artista em mesma embalagem. Nomes consagrados como Norah Jones, The Beach Boys, David Guetta, Placebo, Blondie, Billy Idol, Lenny Kravitz, The Red Hot Chilli Peppers, entre outros, compõem este projeto inédito na gravadora.

Norah Jones, por exemplo, está representada com Feels Like Home, que vendeu mais de 1 milhão de cópias no mundo na primeira semana de lançamento e traz Sunrise, o primeiro single que deu à cantora o Grammy na categoria Melhor Performance Feminina; e Not Too Late, seu terceiro álbum de estúdio. Para recordar o passado, tem The Beach Boys, um dos nomes mais importantes da década de 60, com The Beach Boys Today e seu sucessor Summer Days (And Summer Nights), que traz o hit California Girls, entre outros.

Confira todos os lançamentos da coleção Classic Albums

The Beach Boys: The Beach Boys Today! / Summer Days (And Summer Nights)

Billy Idol: Billy Idol / Rebel Yell

Blondie: Parallel Lines / Plastic Letters

Culture Club: Kissing to be Clever / Colour My Numbers

David Guetta: Just a Little More Love / Pop Life

Jethro Tull: Heavy Horses / Songs From The Wood

Joe Cocker: Civilized Man / Cocker

Lenny Kravitz: Are You Gonna Go My Way / 5

Marillion: Misplaced Childhood / Script For a Jester’s Tear

Norah Jones: Feels Like Home / Not Too Late

Placebo: Black Market Music / Placebo

The Red Hot Chilli Peppers: The Red Hot Chilli Peppers / The Uplift Mofo Party Plan

Talking Heads: Little Creatures / True Stories

Moving Pictures – obra prima do Rush – ganha edição de luxo

O progressivo é – provavelmente – a vertente do rock que mais envelheceu. Velhos sintetizadores, vozes agudas e muito improviso marcaram obras que, apesar de importantes, ficaram datadas.

Apesar do capricho da Universal e da importância histórica do relançamento do Moving Pictures – obra prima do grupo Rush – também sofre um pouco desse mal. É impossível não achar familiar os Power Chords e arranjos grandiosos. O grupo canadense já não era novato quando, em 1981, lançou o álbum que marcou sua carreira e produziu sua canção mais famosa Tom Sawyer.

O disco é recheado de boas canções, que remetem a Pete Townshend, Yes, Genesis e, em menor escala, Emerson Lake & Palmer. A nova versão vem com um encarte com ótimas informações sobre o disco e muitas fotos das sessões de gravação, além das letras. O DVD que acompanha a edição tem vídeos de algumas músicas e mixagens 5.1.

Vale a pena (re)ouvir Red Barchetta e a instrumental YYZ, duas das minhas favoritas. Para os novatos em rock progressivo, é uma chance de ouvir um disco inteiro sem as contra indicações do excesso de virtuosismo que povoa a maioria dos álbuns do gênero.

Para incrementar o relançamento, o grupo toca o disco na íntegra, na atual turnê.

A cultura da vergonha e cultura da culpa

A procura de culpados e a imposição da vergonha são atitudes sempre repetidas na sociedade. O tema sempre esteve na minha pauta, mas o texto abaixo – tirado do blog Filosofia é o limite!!! – resume bem o meu pensamento.

Reflitam.

A cultura da vergonha, a cultura da culpa e a cultura da responsabilidade ética

Talvez todas as épocas tenham sido conturbadas, o que varia ao longo da história são as áreas onde os conflitos e as crises estruturais ocorrem. É nessas áreas que se situam os desafios mais importantes que a humanidade tem que resolver em cada momento da sua marcha rumo ao futuro.

E esses desafios assumem a forma de problemas colectivos que batem à porta, por assim dizer, dos indivíduos. Todos são convocados para a resolução desses problemas. E isso manifesta-se, a um nível mais englobante, na forma como as instituições se organizam. Os laboratórios científicos, por exemplo, não investigam todos os problemas que estão abertos à investigação científica em cada um dos seus domínios, há prioridades económicas, sociais, políticas e culturais que determinam o que se investiga e, até, o ritmo da investigação.

Ora, penso que não andaremos longe da verdade se considerarmos que o grande desafio da nossa época é o da responsabilidade ética, assumida a todos os níveis da acção humana, seja a nível individual, seja a nível colectivo. Essa responsabilidade abarca o horizonte da consciência moral, individual, onde os sistemas de moral de origem religiosa ou ideológica parecem insuficientes para satisfazer as exigências morais dos indivíduos, mas não se esgota nele. De facto, os homens de hoje, dada a evolução das tecnologias da informação, vêem alargado o âmbito da sua intervenção, o que, como seria de esperar, alarga também o campo da responsabilidade dos indivíduos, quer em relação a si próprios, quer em relação aos outros. As mudanças estruturais das sociedades, bem como o cada vez maior contributo das descobertas científicas para a emancipação do indivíduo face a determinismos de carácter biológico, leva à falência desses sistemas de moral tradicionais que não conseguem dar resposta à ânsia de autonomia que parece ser uma tónica dominante, se bem que a ilusão e a alienação estejam presentes ao nível da nossa vida quotidiana, alimentadas pelos media e pelo consumismo. No entanto, a moral sexual nos dias de hoje tem que dar conta de uma imensidade de problemas e de exigências a que os sistemas de moral tradicionais não conseguem atender.

É aqui que a filosofia se torna indispensável. Pois a ética tende a substituir a moral.

Em vez de regras impostas de fora, a consciência moral do homem contemporâneo parece preferir a adesão a princípios de orientação da acção, assentes na liberdade e no primado da autenticidade do pensamento emancipado. Mesmo a razão como era vista no passado, na generalidade dos sistemas filosóficos, como uma faculdade tutelar desenraizada do pulsar da vida tal como ela se dá ao indivíduo, na sua radical busca de um sentido, tende a dar lugar a uma visão englobante do homem e do mundo, dentro da qual as dicotomias tradicionais (emoção/razão; razão/experiência; espírito/matéria; pensamento/acção,etc;.) têm que ser profundamente repensadas e, necessariamente, ultrapassadas.

A responsabilidade ética abre-se, também, a comportamentos e atitudes pertencentes à esfera pública, abarcando a atitude dos indivíduos, e das sociedades, perante o ambiente, as migrações, a guerra, o desenvolvimento sustentado.

Vemos que os sistemas de moral tradicionais estão imbuídos de unilateralismo, alimentando, muitas vezes, o fanatismo, a intolerância e a recusa do direito à diferença.

O terrorismo global, os fanatismos religiosos, a cegueira política que, muitas vezes, leva a que a expressão da vontade maioritária dê origem a formas intoleráveis de manipulação política, todas estas formas de culto da intolerância, são obstáculos à responsabilidade ética como desafio fundamental do nosso tempo.

Não estão já em causa, como no tempo da guerra fria, concepções opostas sobre a organização das sociedades, mas o direito à verdade existencial dos indivíduos, dos povos e das culturas. O terror dos campos de extermínio da 2ª guerra mundial (e de tantas outras formas de barbárie, como os Goulags, a tragédia cambodjana, etc., etc.) assentou precisamente nisso, na recusa da verdade existencial do outro. Decretou-se a inconformidade antropológica de grupos étnicos e de formas de estar na vida. E passou-se à prática.

Hoje em dia o problema do terrorismo assenta precisamente nisso, não basta não tolerar os outros, rebaixá-los à condição de seres inferiores, há que combater a possibilidade da sua existência. Não se combatem já as ideias, as ideologias, os valores religiosos e políticos, combate-se o direito à existência de todos aqueles que não estão em conformidade com certos sistemas de crenças e de valores.

E isso é vivido nas relações entre indivíduos na nossa sociedade, uma vez que esta tendência não nasce dentro de algumas culturas, mas é global. Assim, quando recusamos aos nossos vizinhos, aos nossos colegas de trabalho, aos nossos concidadãos, o direito de serem em verdade, na sua diferença, estamos a alimentar o monstro que gera as fomes e as guerras, dá origem ao terrorismo e à exclusão. A xenofobia, a exclusão social, o quietismo político-social em nome dum hedonismo consumista que torna tudo indiferente, são sintomas que devem levar a que devamos combater esse mal, começando por nós próprios, pela forma como olhamos para nós e para os outros.

A cultura da responsabilidade ética é uma exigência civilizacional que está profundamente enraizada na história da humanidade (e do Ocidente). Caracteriza-se pela emancipação do indivíduo em relação a tudo o que torna a diferença um impedimento à sua plena realização como pessoa. As diferenças entre sexos, por exemplo, não devem dar lugar à discriminação das mulheres (ou dos homens). As diferenças no que respeita à orientação sexual, por exemplo, não devem dar lugar, igualmente, a qualquer tipo de discriminação.

E só há uma vacina para essa doença, ou um antídoto para esse veneno: a argumentação, a discussão livre, a abertura à troca de ideias e de argumentos.

E neste aspecto os sistemas de ensino e de educação devem abandonar o modelo da massificação, próprio da era industrial, e devem abrir-se cada vez mais à diversidade.

Há um longo caminho de evolução dos sistemas de moral até à emergência da cultura da responsabilidade ética.

As sociedades tribais, de carácter predominantemente nómada, deram origem à que se pode chamar cultura da vergonha. Nestas culturas as regras morais fundamentam-se na submissão do indivíduo ao grupo consanguíneo, seja ele a família, a tribo, o clã ou, até mesmo, nas sociedades mais próximas de nós em termos históricos, a pátria. Nessa cultura a propriedade privada não é uma prioridade, pois os bens tendem a ser partilhados pelos membros do grupo familiar (podemos chamar-lhe assim). A moral sexual está intimamente ligada às normas que presidem ao comportamento dos indivíduos dentro do clã, ou da família próxima ou alargada. E a vida da comunidade familiar obedece a uma rigorosa hierarquia que o chefe de família (o patriarca ou a matriarca) como líder incontestável.

Neste tipo de cultura aplica-se o preceito “olho por olho, dente por dente” (a chamada lei de Talião). As infracções são punidas duma forma directa e rigorosamente proporcional. Se um indivíduo mata outro, é morto, muitas vezes da mesma forma. Por vezes a punição recai sobre um membro do mesmo clã a que pertence o ofensor. O que importa é a retribuição. Dentro deste tipo de sociedades a vingança é considerada um direito e um dever, invioláveis. Há muitos exemplo, nos dias de hoje, de sociedades que vivem ainda de acordo com este tipo de mentalidade. Entre nós a etnia cigana é um exemplo claro disto. E no mundo rural há ainda muitos afloramentos desta forma de viver os preceitos morais.

Mesmo na Grécia antiga, considerada o berço da civilização ocidental, as normas morais derivavam da cultura da vergonha.

Nesse tipo de sociedade não há distinção entre vida pública e vida privada. Todos os comportamentos dos indivíduos pertencem, por direito, à esfera pública. O indivíduo só encontra justificação para a sua existência e para a sua aceitação como pessoa de bem, no grupo familiar ou social. A reprovação social determina a desgraça moral. O aplauso social, determina, por sua vez, o reconhecimento da dignidade moral do indivíduo.

Pode ver-se que neste tipo de mentalidade a consciência moral dos indivíduos não é verdadeiramente autónoma, pois depende da sanção social. Não se colocando nunca a hipótese duma justificação do indivíduo contra a vontade colectiva.

E neste aspecto a condenação de Sócrates não deixa de ser, ao mesmo tempo, paradoxal e profundamente elucidativa.

Pois Sócrates, mesmo rejeitando o fundamento das acusações que lhe foram movidas, dá sempre prova da sua inegável conformidade com a vontade colectiva. Mesmo sabendo que é injustamente acusado e condenado, aceita a condenação em nome do seu dever (moral) como cidadão, que é o mesmo que dizer, como homem. Mesmo quando a sentença lhe confere a possibilidade de optar pelo exílio, evitando a sua execução, Sócrates coloca o dever cívico (moral) acima da sua sobrevivência física. Por esta razão recusa, igualmente, a fuga quando os seus amigos e discípulos se propõem subornar os carcereiros e os magistrados.

Esta atitude de Sócrates é responsável pela exigência do primado do Direito que, desde então, se impõe no mundo antigo, assumindo a sua mais clara expressão no Império Romano. Não que os desmandos não se sucedam. Mas essa preocupação está no centro da mundividência cívica que os Romanos impuseram ao mundo Ocidental.

Com o advento do cristianismo, uma outra forma de encarar o fundamento da moral se vai impor, progressivamente, ao mundo Ocidental.

A cultura da vergonha dá lugar à cultura da culpa (é de notar que em muitos casos as duas culturas coexistem). A origem da sanção moral é interiorizada. Mesmo que não exista uma sanção social em relação a qualquer comportamento individual, a consciência moral do indivíduo pode sancionar negativamente esse comportamento. Mais: mesmo a mera intenção de agir, por mais fantasiosa que seja, pode levar ao sentimento de culpa. Se um indivíduo tiver o desejo de praticar uma acção contrária ao seu dever moral, mesmo que não pratique, de facto, essa acção, ele sente-se culpado. Isto deriva da concepção cristã de pecado que ganha uma densidade diferente da que tinha a prática do mal no âmbito da cultura da vergonha. Nas sociedades centradas na vergonha, o “pecado” recaía sobre o grupo social e não só sobre o indivíduo que o praticava. E transmitia-se como uma doença infecciosa, ou genética. Os pecados dos pais recaíam sobre os filhos, muitas vezes transmitia-se por várias gerações. E com eles, o direito à vingança.

No cristianismo a condição de pecador é herdada geneticamente, por assim dizer (o pecado original), o que garante que todos os indivíduos são portadores de culpa e que a suspeita é legítima, mesmo em relação a pessoas que passem como honestas e boas aos olhos da sociedade. Assim todos são encarados como capazes de mal e é necessário que se interiorizem nos indivíduos mecanismos de vigilância e de punição que levem a que mesmo a interioridade da consciência, um reduto que escapa à vigilância externa, seja permanentemente escrutinada. Por isso, a educação tornou-se repressiva de tudo o que esteja ligado ao desejo e, principalmente, ao desejo sexual.

O medo e a culpa reinam sobre os indivíduos como fantasmas insaciáveis, pelo menos desde há dois milénios. O medo da justiça divina e o sentimento de inconformidade com os mandamentos divinos, aliado a um culto do sofrimento como forma de libertação, de redenção, mantiveram os indivíduos reféns da sua consciência, sem poderem assumir, de forma plena, a sua liberdade.

Se a cultura da culpa valoriza o indivíduo, não o liberta, não fomenta a sua autonomia, indispensável para que se eleve, de forma plena, à condição de Pessoa. E isto porque a fonte da legitimidade moral é exterior à consciência do indivíduo. Depende de Deus ou de qualquer outra instância que o substitua, como por exemplo, o Estado, o Partido, a Economia.

A cultura da responsabilidade ética nasce da exigência de valorização da Pessoa, a cima de quaisquer outras instâncias, enquanto indivíduo consciente de si e capaz de se auto-determinar, com base numa liberdade inalienável e constitutiva do ser do homem. Ser homem é ser livre.