Blockbuster pede concordata

Um dos ícones da era dos vídeos, a Blockbuster, que durante décadas foi a maior locadora do mundo, pediu concordata. No Brasil a sua operação já havia sido comprada pelas Lojas Americanas, mas a notícia não deia de causar impacto.

Leia a nota do Meio & Mensagem.

Mergulhada em dívidas que beiram o montante de US$ 1 bilhão, a rede de locadoras Blockbuster encaminhou um pedido de concordata aos seus credores. O objetivo da companhia é tentar reduzir a dívida para uma quantia de US$ 100 milhões, contando com o apoio de 80% dos credores, que já concordaram em apoiar o plano e fornecer US$ 125 milhões em financiamento para ajudar as operações.

De acordo com o comunicado enviado pela companhia, as três mil lojas que a rede possui nos Estados Unidos permanecerão abertas. Apesar disso, a Blockbuster informou que a operação do Canadá não está incluída no processo de recuperação judicial e que os serviços naquele país não serão alterados. Já em relação a Argentina, país em que a companhia vem sofrendo sucessivos problemas de fluxo de caixa e de queda de rendimento, a Blockbuster informou que não aplicará os investimentos de recuperação.

Fortemente abalada pelo incremento dos serviços de alugueis de filmes online e pela diminuição do hábito de locação de DVD’s físicos, a Blockbuster, que já foi um fortíssimo ícone do setor e ainda conserva o titulo de maior rede de locadoras do mundo, vem assistindo à queda de seu faturamento há um bom tempo. No inicio do ano, a companhia informou que fecharia 10% de suas lojas em todo o mundo. Os planos da companhia para as operações no Brasil não foram especificados.

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Zero Hora passa a cobrar por conteúdo online

O Zero Hora, jornal do Grupo RBS, passou a cobrar por parte de seu conteúdo online. A medida vale para as reportagens da edição impressa replicadas na web, que agora serão acessadas mediante pagamento.

Os demais conteúdos do site como notícias atualizadas 24 horas, vídeos, blogs, entre outros seguem gratuitos. Os assinantes da versão em papel cuja assinatura é de segunda a domingo conseguirão acessar todos os cadernos. Já os que têm assinaturas parciais, como de fim de semana ou sem os cadernos, também terão de pagar por essa parte do site.

As informações são do Meio & Mensagem

Comida é prazer para alguém em algum lugar. Por que não para você?

Acredito que comer, dormir e transar são coisas que dão prazer. Uns correm, outros pulam de asa delta, mas todos dormem, comem e transam (pelo menos eu imagino isso). Mas é incrível o número de pessoas que resistem ao ato de dormir e, principalmente, ao de comer.

Não sentir prazer ao comer define bem como deve ser o resto da vida de um indivíduo: Pobre. E quando falo em prazer não estou falando em cozinha francesa. Pode ser um pastel de feira ou um biscoito polvilho. Qualquer coisa pode disparar o botão do prazer no seu cérebro.

Portanto, mesmo de dieta, aproveite os bons momentos a mesa. Com certeza eles vão melhorar os seus momentos na cama.

Cantor do America promete divertir os fãs brasileiros

A dupla America, formada por Gerry Beckley e Dewey Bunnell e responsável por sucessos como A Horse With No Name e I Need You, desembarca mais uma vez no Brasil – a última foi em 2008 – para uma série de shows, desta vez dividindo o palco com outro ícone dos anos 70 e 80, a banda Chicago.

Antes de aterrissar por aqui, Gerry Beckley falou ao comigo por telefone, da Califórnia, e prometeu muita diversão ao público brasileiro. O America toca no Rio neste sábado (25), na Arena HSBC, na Barra da Tijuca. Apesar do pouco tempo, deu pra sentir que o cara é gente boa e muito bem educado. Nada parecido com a maioria dos artistas que fazem sucesso nowadays,

Vocês fazem shows no Brasil constantemente desde 1995. Como encaram a fidelidade do público brasileiro?

Beckley – As plateias são sempre incríveis, sabem todas as nossas canções e nos tratam com muito carinho. Adoro tocar aí.

Como surgiu a ideia de dividir o palco com o Chicago?

Beckley – Somos amigos há muito tempo. Já havíamos feito uma turnê alguns anos atrás e achamos que era um bom momento para nos encontrarmos novamente. Agora, depois da América do Sul, levaremos nosso show para a Austrália.

Em 2008, Dewey Bunnell ficou doente e não pode acompanhá-lo. Como foi fazer a turnê sem ele?

Beckley – Um desafio [risos]. Tive que cantar todas as músicas, mas recrutei o velho amigo Hank Linderaman, e tudo correu bem.

Há algum artista brasileiro com o qual gostaria de trabalhar?

Beckley – Sei que a música brasileira é maravilhosa. Adoro os sons, mas não tenho tanto conhecimento assim. Mas sempre fico fascinado com a riqueza dos ritmos de vocês.

Recentemente, o America gravou com nomes da nova geração do rock. Como foi isso?

Beckley – Gravamos com vários, como Ryan Adams, Smashing Pumpkins e membros do My Morning Jacket. Isso aconteceu para um projeto grandioso, chamado Here and Now [2007]. Foi uma experiência maravilhosa e colocou a banda novamente nas rádios e nas paradas de sucesso depois de muito tempo.

Quem você costuma ouvir no rádio, no seu carro?

Beckley – Ouço música o tempo todo, todo tipo de música. Há vários bons cantores e músicos, dificil citar algum.

Alguns dos sus maiores sucessos foram produzidos por George Martin (produtor dos Beatles). Como foi trabalhar com ele?

Beckley – Sensacional. Ele é uma pessoa maravilhosa e um produtor muito sensível. Fizemos alguns álbuns produzidos por ele e alguns dos nossos maiores sucessos saíram dessa parceria. Foi uma época muito boa para o grupo e para ele, que queria coisas novas depois de trabalhar tanto tempo com os Beatles. Hoje ele é o apresentador de uma série sobre a história das gravações, mas ainda trabalhamos com Geff Emerick, que foi seu engenheiro de som e também produziu vários discos de Paul McCartney etc.

Por qual canção gostaria de ser lembrado?

Beckley – A Horse With no Name. Ela é especial para mim por ter sido o nosso primeiro grande hit.

O que gostaria de dizer aos fãs brasileiros?

Beckley – Que podem ter certeza de que vão se divertir muito. Nosso show é daqueles onde pode-se cantar à vontade. Espero vocês lá.

Esse texto também foi publicado no Portal R7

E House começa em clima de romance (Temporada 7)

Ao contrário das últimas temporadas de House, a 7a temporada começou sem um grande drama ou um episódio grandioso. Now What?, que foi ao ar nos Estados Unidos na última segunda-feira (20 de setembro de 2010), teve um clima muito mais romântico que qualquer outro momento da série. Tivemos House e Cuddy fazendo sexo (mais de uma vez), demonstrações de carinho explícito e doses bem menores de humor e mistérios médicos.

Na verdade, Now What? Foi um pequeno nariz de cera para o que realmente deverá ser o início da temporada, que acontecerá quando todos souberem do romance entre o médico louco e a administradora do hospital. A próxima segunda promete.

Muitos fãs se mostraram preocupados que esse romance possa significar o início do fim do programa. Não creio. House é daquelas séries que ainda demonstra fôlego para mais algumas temporadas. Não creio que deixemos de ver House e sua equipe após essa ou a próxima temporadas.

Mas, como tudo tem seu lado ruim, houve a saída de 13 – que está filmando um longa e deve aparecer apenas em alguns episódios desta temporada. A jovem e bela médica fará falta ao elenco, apesar dos vários rumores sobre novos acréscimos ao cast durante o ano.

Quem ainda não viu o episódio que abriu a nova fase de House e não tem paciência para esperar que o Universal comece a transmitir os novos programas, pode procurar na rede por algum torrent. É fácil de achar e totalmente indolor.

Positively 4th Street

Aniversário é sempre bom para refletir. E, se Bridge Over Trouble Water é um hino em homenagem a amizade, Positively 4th Street é uma declaração honesta de ressentimento e dor.

Já aturamos pessoas sem talento para executar suas funções, manusear suas emoções e fraquesas. Não faz sentido não demonstrar que sabemos o que aconteceu, fingindo que somos civilizados e politicamente corretos.

Para quem sabe inglês, ai vai uma letra nada corny. Difícil escolher a minha estrofe favorita. Deixei em negrito a preferida de hoje.

Positively 4th Street
Bob Dylan

You got a lotta nerve
To say you are my friend
When I was down
You just stood there grinning

You got a lotta nerve
To say you got a helping hand to lend
You just want to be on
The side that’s winning

You say I let you down
You know it’s not like that
If you’re so hurt
Why then don’t you show it

You say you lost your faith
But that’s not where it’s at
You had no faith to lose
And you know it

I know the reason
That you talk behind my back
I used to be among the crowd
You’re in with

Do you take me for such a fool
To think I’d make contact
With the one who tries to hide
What he don’t know to begin with

You see me on the street
You always act surprised
You say, “How are you?” “Good luck”
But you don’t mean it

When you know as well as me
You’d rather see me paralyzed
Why don’t you just come out once
And scream it

No, I do not feel that good
When I see the heartbreaks you embrace
If I was a master thief
Perhaps I’d rob them

And now I know you’re dissatisfied
With your position and your place
Don’t you understand
It’s not my problem

I wish that for just one time
You could stand inside my shoes
And just for that one moment
I could be you

Yes, I wish that for just one time
You could stand inside my shoes
You’d know what a drag it is
To see you

Rodrigo Santos recebe convidados na gravação de seu DVD

Rodrigo Santos, (ainda) baixista do Barão Vermelho, recebeu convidados primeira parte da gravação de seu DVD, na noite desta segunda-feira (20), no Teatro Ipanema,na zona sul do Rio. O DVD, que será completado com mais dois shows – um na praia do Arpoador no dia 10 de outubro e um outro ainda sem data e local – faz um balanço dos três CDs solo do músico.

No show, Isabela Tavianni, Milton Guedes, Frejat, Ney Matogrosso e João Penca e Seus Miquinhos Amestrados gravaram suas participações.

Destaque para a festa dos Miquinhos (com direito a plateia invadindo o palco) e a ótima interpretação de Ney Matogrosso para o clássico dos Secos & Molhados: Sangue Latino, que fez todo o teatro aplaudir de pé.

Rodrigo Santos acaba de lançar o CD Waiting On a Friend, com repertório que mistura, John Lennon, U2, Rolling Stones, Bob Dylan, Gilberto Gil e Paul McCartney.

Blogs no IVC

Pela primeira vez, o Instituto Verificador de Circulação (IVC) passará a mensurar as visitas e o tráfego de um blog dentro da sua auditoria de números da internet.

O instituto incluiu em sua lista de afiliados o blog feminino Unha Bonita, e passará a monitorar oficialmente o número de visitantes e de páginas visitadas da página. Até então, o serviço de monitoramento online do IVC é realizado com sites e portais de jornais, revistas e outros veículos de comunicação.

Com a inclusão do blog, o instituto espera ampliar a gama de análises realizadas no universo da web e oferecer as empresas e marcas um estudo mais completo do perfil dos leitores de diversas plataformas online.

Informações do Meio & Mensagem

Rita Lee ETC… – Vivo Rio – 18/9/10

Rita é rainha, é rock. No sábado (18 de setembro) ela trouxe ao palco do Vivo Rio o seu novo show, ETC… Com um repertório bem diferente do apresentado em janeiro, quando o show ainda era para divulgar o projeto Multishow ao Vivo, Rita continua fazendo uma festa, embora parecesse com (bem) menos mobilidade que no início do ano.

Mas, se a movimentação não era a mesma e a duração do show foi diminuta (menos de 90 minutos), a empatia com o público continua intacta. Não era difícil encontrar gente rouca na saída do show. Gente suada de tanto dançar e gente com sorrisos de satisfação.

Salve Rita!

Set List

Só Falta Você
Vírus do Amor
Pagu
Bwana, Bwana
Amor e Sexo
Tititi
Atlântida
Bad (com Michael Jackson cover)
Ovelha Negra
Banho de Espuma / Chega Mais
Lança Perfume

BIS

Ando Meio Desligado / Mania de Você
It’s Only Rock’n’Roll / Start Me Up (vocais Roberto Carvalho)
Flagra
Erva Venenosa

Leia um ping pong com a eterna roqueira


Fotos: Philippe Lima/AgNews


Burger King “brasileiro” x fast food no País

Uma boa notícia para quem gosta de fast food e não é lá tão fã do McDonals. O Burguer King foi comprado por brasileiros e deve ter seu ritmo de crescimento acelerado no país. Quem nunca provou não sabe o que está perdendo.

A aquisição do Burger King, segunda maior rede de fast-food dos Estados Unidos e uma das maiores do planeta, pelo 3G Capital Management deve causar forte impacto na categoria também no Brasil.

Isso porque os brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira são os maiores investidores e controlam as operações do fundo de private equity, que tem sede em Nova York. O empresário Eike Batista também faz parte do 3G Capital Management.

Assim, o mercado espera que executivos brasileiros ocupem cargos no alto escalão da rede. Além disso, o Brasil, que hoje conta com 93 lojas, é peça chave nos planos de expansão do Burger King, que contemplam a abertura de 500 novas franquias na America Latina.

“A operação brasileira vai sofrer um grande impacto em sua gestão, não há dúvida. Os principais acionistas do 3G não entram em negócios para ter crescimentos pífios, como os que o Burger King vinha apresentando no Brasil”, avalia Adir Ribeiro, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e sócio da Praxis Education, consultoria especialista em negócios de varejo.

Ribeiro espera que o estilo agressivo de gestão – marca registrada das empresas controladas por Lemann, Telles e Sucupira – a ser implementado no Burger King tenha reflexos em todo a categoria de restaurantes fast food por aqui.

“É uma área com muito potencial de crescimento e eles chegarão com um novo estilo de gerenciamento e distribuição”, diz o consultor, que não acredita em uma preferência do público nacional pelo Burger King por conta de seus novos sócios brasileiros. “Entender o habito de consumo dos brasileiros é muito mais importante do que ser brasileiro”, opina.

Atualmente, o Burger King tem mais de 12 mil restaurantes distribuídos por 75 países. Nos últimos dois anos, a rede vem apresentando quedas nos lucros. Em 2010, a receita global ficou em US$ 2,5 bilhões, uma variação negativa de 1,4% em comparação a 2009. A negociação com o 3G Capital foi avaliada em US$ 4 bilhões e anunciada na quinta-feira 2.

Há dois anos, o trio brasileiro da 3G esteve à frente de outra operação bilionária envolvendo a aquisição de um símbolo americano de consumo, quando a cervejaria belgo brasileira InBev fechou acordo para assumir o controle da Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser e maior cervejaria dos Estados Unidos.

O grupo também adquiriu uma fatia de 6,7% de outra tradicional rede de fast food americana, a Wendy´s. Diversificando sua atuação em território americano, o 3G comprou 8,3% da CSX, uma das principais ferrovias do país.

Com informações do Meio & Mensagem

Ping Pong com Rita Lee

Rita Lee é a mais carioca das paulistas e já até ganhou o título de cidadã da cidade. Seus shows são sempre festas e, com um humor afiado e sem papas na língua, Rita é capaz de inspirar declarações de amor ou ódio, como aconteceu recentemente com a torcida do curintians, após criticar o bairro onde seria erguido o estádio do clube.

Sem pressão de gravadora ou projeto no forno, Rita leva ao Rio de Janeiro o seu show ETC…, prometendo surpresas para os fãs. Confira esse rápido ping-pong onde ela falou sobre música e até política.

Você é cidadã carioca e tem o humor e irreverência do Rio. Quem você considera o mais paulistas dos cariocas que conhece?

Fernando querido, sem dúvida, o Roger do Ultraje a Rigor.

O que gosta de fazer quando vem ao Rio?

Olhar o mar…

Cite dois lugares que gosta de frequentar.

Não sou de frequentar, faço o show e volto para o hotel.

Caso resolvesse entrar na política, qual seria a sua principal bandeira?

Direito dos animais.

Já que não há disco novo, como você faz para escolher o repertório dos shows?

Escolhemos todos juntos: Roberto, Beto, amigos…

Ainda há algum artista com o qual gostaria de compor ou gravar?

João Gilberto!

Pode citar seus discos preferidos?

Passo. Essa pergunta sempre me pega.

Por qual música gostaria de ser lembrada?

Pela que eu ainda não fiz.

Quando chegar ao céu, o que gostaria que Deus falasse para você?

Demorou!

Serviço:

SERVIÇO:

Rita Lee ETC…

Data: 18 de setembro às 22hs.

Local: Vivo Rio – Rua Infante Dom Henrique, 85 – Flamengo.

Ingressos: Camarote A R$ 160,00, Meia R$ 80,00; Camarote B R$ 100,00, Meia R$ 50,00;

Pista Superior R$ 30,00, Meia R$ 15,00; Setor Vip R$ 140,00, Meia R$ 70,00; Setor 01 R$

120,00, Meia R$ 60,00; Setor 02 R$ 100,00, Meia R$ 50,00; Setor 03 R$ 80,00, Meia R$ 40,00

Uma versão ligeiramente diferente desse texto foi publicado no Portal R7.

Brasil é o país que mais pede dados privados ao Google

O país do Big Brother

Parece que não é só na TV que o reality show faz sucesso por aqui. Segundo o Meio & Mensagem, o Google tornou público dados que mostram que o Brasil é o país que mais pediu dados privados de pessoas para fins de investigação, com 3.663 solicitações no período analisado, que vai de 1 de julho até 31 de dezembro do ano passado.

O país fica à frente de Estados Unidos (3.580), Reino Unido (1.166), Índia (1.061) e França (846). A China não teve seus dados divulgados, pois são considerados “segredo de estado”.

O Brasil lidera também o ranking de “solicitações de remoção“, com 291 pedidos, ficando à frente de Alemanha (188), Índia (142), Estados Unidos (123) e Coreia do Sul (64). Do total de pedidos brasileiros, 82,5% foram parcial ou totalmente executados.

As solicitações de remoção se concentraram no Orkut, rede social mais popular do Brasil e que acabou elevando os números do País para cima. Foram ao todo 218 pedidos. Além disso, houve solicitações para os serviços Blogger (26), GMail (4), Google Suggest (1), busca na web (9) e Youtube (33).

É a eterna busca pelo controle da Internet.

O Segredo da Vida Longa

Um médico estava fazendo sua caminhada matinal quando viu essa velhinha sentada no degrau de sua varanda fumando um cigarro.

Curioso ele perguntou:

“Não pude deixar de notar como a senhora parece satisfeita com a vida!

Qual o seu segredo?”

“Eu fumo 10 maços de cigarros por dia” ela respondeu. “Antes de ir pra cama eu fumo um grande baseado. Fora isso, eu bebo uma garrafa de pinga a cada 3 dias e só como besteiras, porcarias, nada de proteínas, carboidratos, legumes, verduras, essa baboseira toda. E, nos finais de semana, tomo pílulas, faço sexo adoidado e nenhuma porra de exercício físico”

O médico espantado: “Isso é extraordinário! Quantos anos a senhora tem?”

“Quarenta e quatro……..”

Enviada pelo companheiro Daniel Uram

Peter Frampton – HSBC Arena – Rio de Janeiro – 11/09/10

Num ano onde o Rio já recebeu Johnny Winter e B. B. King, os cariocas tiveram a chance de assistir a mais um guitar hero: Peter Frampton. O inglês, ex-garoto prodígio do Humble Pie (banda de rock dos anos 60), abriu sua turnê brasileira neste sábado (11), na Arena HSBC, na zona oeste do Rio de Janeiro.

A noite era para relembrar slogans, comerciais e cabeleiras. Frampton mantém os dedos em forma porém, os cabelos….quanta diferença. A música do guitarrista e cantor é daquelas do tempo no qual comerciais de cigarro ainda eram veiculados na TV. Fumar faz mal, mas as canções faziam bem.

Pena que a plateia contasse com poucos jovens – daqueles que acham que guitar hero é só o nome de um game. O show, que teve preços menos abusivos do que os cobrados na apresentação de Lionel Richie, mas estavam longe de serem populares (o mais barato custava R$ 140), foi montado em uma Arena com uma configuração bem mais modesta que as de outros shows. O palco foi montado praticamente no meio da quadra.

Frampton, que tocou canções do novo disco (Thank You Mr. Churchill), temas instrumentais do álbum Fingerprints (ganhador do Grammy) e, claro, os sucessos do disco que o catapultou para o estrelato (Frampton Comes Alive), deixou claro que mesmo depois de décadas esmerilhando trastes e cordas, ainda sabe fazer inspirados solos.

O Framptone, invenção do próprio guitarrista
O Framptone, invenção do próprio guitarrista

O inglês usou várias guitarras (a maioria Gibsons) e o seu tradicional Framptone – aparelho responsável pelo som característico de solos como Show Me The Way.  Acompanhado por Rob Arthur (teclados, guitarra e backing vocal) e John Regan (baixo), Adam Lester (guitarra) e Dan Wojciechowski (bateria), Peter Kenneth Frampton mostrou, do primeiro acorde do show, até a última nota de Breaking All the Rules, que seu talento continua intacto. O sessentão se esforçou em divertir a plateia, que cantou junto com ele canções como Baby I Love Your Way, Show Me The Way e Do You Feel Like We Do. Ele também ensaiou frases em português e prometeu voltar em breve.

Teve gente que ainda sentiu falta de músicas como I’m in You e covers como Jumpin’ Jack Flash, mas elas podem ter sido cortadas durante o show, já que ficou claro que houve mudanças não programadas no setlist, causadas, talvez, pela pouca presença de público, já que a promessa era de um show longo e que acabaou não durando mais que 1h45.

Para os amantes de Gibsons, Les Pauls e afins o ano ainda não acabou. Jeff Beck, outra lenda da guitarra, desembarca em novembro no país. Bons solos para todos nós.

Fotos: Fernando de Oliveira e Jo Nunes.

Veja a lista completa de shows internacionais no Rio de Janeiro,

Lauryn Hill continua a mesma

Depois da péssima experiência passada com Ms. Lauryn Hill em 2007 resolvi deixar a nova passagem dela pelo Rio em segundo plano. Segundo o relato do colega Carlos Albuquerque (O Globo) a nova apresentação foi tão ruim quanto a anterior (leia aqui) e eu me dei bem em não ter ido.

Pelo jeito essa é mais uma diva que vai pelo ralo.

Pouco tempo até para posts

Queridos leitores,

O F(r)ases vive um momento de rara falta de posts. Não há tempo para garimpar velhos escritos, programar textos ou sequer comentar as novidades que venho recebendo e sabendo. São IBGEs, FGVs, matérias de política, polícia e música. Coisas demais para tempo de menos.

Mas prometo, depois de 19 dias seguidos de trabalho, o blog voltará ao seu ritmo normal na próxima semana.

Obrigado pela compreensão.

Buddy Guy & Junior Wells – Play the Blues

Warner relança álbum clássico de Buddy Guy e Junior Wells
Disco, originalmente lançado em 1972, tem participações de vários astros e chega em edição de luxo

Originalmente lançado em 1972, depois de uma espera de quase dois anos, quando apenas oito faixas foram gravadas, Buddy Guy & Junior Wells – Play the Blues chega ao mercado brasileiro em edição dupla, trazendo 23 faixas, 13 a mais que o LP que desembarcou nas lojas dos Estados Unidos no início dos anos 70. O disco uniu novamente a guitarra quente de Buddy Guy e a gaita de Junior Wells – dois gênios do blues – repetindo uma parceria que havia começado nos anos 60 e que iria seguir até o fim da década de 80, quando Wells morreu.

O projeto começou depois que a dupla fez a abertura dos shows da turnê dos Rolling Stones e Eric Clapton sugeriu que a dupla fosse contratada para gravar um disco, que ele produziria. Mas 1970 era uma época conturbada no cenário musical e, principalmente, para Clapton, afogado em heroína e num amor mal resolvido (Pattie Harrison). O que deixou tudo muito confuso e lento.

Com participações de Ahmet Ertegun, Tom Dowd, Dr. John e do núcleo do Derek and the DominosEric Clapton, Carl Radle e Jim Gordon – o disco levanta discussões calorosas. Para muitos é uma perda de tempo (e talento). Para outros, simplesmente o melhor disco já gravado por astros do blues elétrico de Chicago. Definitivamente não é um desperdício de talento. Canções como A Man of Many Words, T-Bone Shuffle e Messin’ With the Kid são ótimos exemplos do que Wells e Guy eram capazes quando inspirados. Guitarras ferozes, vocais sensuais (ou vice-versa) e uma gaita que guia, sem cansar.

A versão lançada agora no Brasil pela Warner foi compilada pela Rhyno (selo norte-aericano especializado em reedições de luxo) e tem algumas faixas que não foram lançadas sabe-se lá o porquê. Dirty Money for You, Sweet Home Chicago e Stone Crazy já valem o preço do CD. Além das músicas extras, que praticamente dobram o tempo de audição do disco original, o CD vem com um encarte especial (em inglês), com notas sobre as faixas especiais e as novidades. Leitura muito interessante.

As novas canções tem a presença do slide de Clapton e um feeling de que todos estavam se divertindo, deixando ainda mais enigmático o atraso de quase dois anos para o seu lançamento. Buddy Guy é hoje uma lenda, Junior Wells não está mais entre nós mas também galga um lugar alto no pódio do blues, mas em 1970, ambos estavam on fire.

Buddy Guy & Junior Wells – Play the Blues é um disco para todos (iniciados ou não no gênero). Boas canções, algumas regravações de clássicos e dois mestres do gênero. Mesmo que você considere o CD muito comercial e produzido – adjetivos que com os quais não concordo -, não há como não admirar a guitarra de Buddy Guy e a gaita poderosa e elegante de Junior Wells. Uma aula de blues.

Serviço:

Buddy Guy & Junior Wells – Play the Blues
Gravadora: Warner
Preço: R$ 49

Uma versão editada deste texto foi publicada no Portal R7