Ainda vale a pena comprar celular no exterior

Pesquisa compara os preços dos 21 celulares top de linha no Brasil e nos EUA

Muitos já ouviram histórias de pessoas que viajaram para o exterior para comprar enxovais e muambas para revender. Agora, com o dólar nas alturas e as passagens de avião custando mais e ainda tendo o limite de bagagens diminuído, o cenário mudou, certo? Errado!

Uma pesquisa divulgada recentemente mostra que a carga de impostos brasileira supera toda a instabilidade da nossa economia e a valorização do dólar. A Cuponation, do grupo alemão Global Savings Group, comparou os preços dos celulares de última geração das 6 principais marcas de tecnologia em 5 grandes e-commerces no Brasil, comparado com os preços do e-commerce mais popular dos EUA.

Os preços

Um bom exemplo da diferença de preços é o valor do (ainda) novo iPhone X com 256GB de memória. No Brasil ele custa, na média, R$ 6.453, enquanto nos Estados Unidos ele pode sair por volta de R$ 4.515 (no cartão) e menos ainda (R$ 4.261) se for pago em dinheiro e se livrar da tarifa do IOF. Já o Motorola Moto Z Play com 32GB é vendido por mais de R$ 2.900, lá fora ele custa entre R$ 1.238 e R$ 1.312. Para finalizar, o S9 Plus com 128GB, da Samsung, na terra do Tio Sam, custa entre R$ 3.050 e R$ 3.300, muito mais barato que os R$ 4.600 cobrados por aqui.

Vale a viagem

Com as diferenças apresentadas, se um casal decidir trocar os celulares eles vão poder viajar para os EUA, passar um fim de semana em Nova York, por exemplo, ficar hospedado em um hotel em Manhattan e ainda economizar. A passagem (ida e volta) para NY está custando por volta de R$ 1.795 e, para Miami, R$ 1.668. Um hotel, com café da manhã e happy hour e não muito distante da Times Square custa R$ 1.400 por três dias/duas noites. Dependendo dos modelos escolhidos (pelo menos dois) você paga a passagem e a estadia e ainda sobra um trocado para se alimentar (cachorros-quentes e pizzas).

Conclusão

Esse resultado é uma VERGONHA! Não há explicação para termos preços tão absurdos em produtos que são montados no exterior ou com a maioria das peças fabricadas na China. Se tivéssemos passagens por preços mais justos a situação seria ainda mais desfavorável ao comércio brasileiro. Imaginar que a economia pode ser aumentada se o destino escolhido for Miami ou se o hotel em NY estiver situado fora da ilha, só aumenta a vontade de comprar uma passagem e viajar o mais rápido possível, mesmo que não precise de um celular novo.

PS: Uma pesquisa própria, em lojas e hotéis das duas cidades citadas mostrou que o valor da viagem pode baixar bastante.

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EBC suspende perfis nas redes sociais durante período eleitoral

O Brasil é mesmo um país muito peculiar. Parece que sempre preferimos remediar um problema ao invés de atacarmos o seu cerne. Preferem – os governantes e legisladores do país – jogar a poeira para baixo do tapete do que afastar as maças podres e colocar nos cargos-chave pessoas (seja lá qual tendência política ou religiosa) de bem.

Sendo assim, criaram uma legislação que obriga a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) – responsável pelo controle da Agência Brasil, da TV Brasil, Rádio Nacional, Rádio MEC, NBR e A Voz do Brasil – a suspender as páginas de todos os perfis institucionais e de programas da empresa no Facebook e no Instagram. A suspensão vale de 7 de julho até 7 de outubro (ou 28 de outubro, caso haja um 2° turno).

Mas, qual seria o motivo para isso? Ah, a dificuldade em controlar as postagens nas redes sociais. Afinal, não se pode publicar nada que possa ser considerado como campanha eleitoral e, ao invés de responsabilizar as pessoas responsáveis (em todos os níveis), melhor impedir as publicações.

Você acha que é só isso? Claro que não!Segundo o portal Comunique-se, a EBC também vai ocultar as áreas de comentários e de chats de todos os canais institucionais e de programas da empresa no YouTube. O uso de fotos (mesmo as de arquivo), imagens e vídeos, inclusive de conteúdos jornalísticos, que contenham logomarcas, slogans, anúncios, painéis e qualquer conteúdo de natureza similar de governos ou de programas de governo também ficará proibido.

Como e porque conservar um (bom) vinho – Parte I

  1. “Quanto mais velho melhor/Bom como um ótimo vinho de guarda”. Essas são algumas das inúmeras frases sobre vinhos, mas você sabe quais podem ser guardados e como conservá-los?

A primeira coisa que precisamos saber antes de guardar um vinho é que nem todo vinho serve para ser guardado por muito tempo. Há vinhos que precisam e devem ser bebidos ainda jovens e há os vinhos com potencial para serem degustados após anos. São os vinhos de guarda.

Como surgiu a ideia de guardar o vinho

A ideia de que um vinho mais velho é melhor remonta dos tempos da Bíblia. “Ninguém que bebeu do vinho velho, quer já do novo, porque diz: ‘O vinho velho é melhor’”, diz uma passagem do evangelho de São Lucas. Isso acontecia porque as técnicas de colheita e produção faziam com que os vinhos mais jovens tivessem seus taninos fortes e duros, tornando-os bastante difíceis de beber e exigindo um tempo para domar suas características.

Hoje, a maioria das vinícolas comercializam rótulos que são preparados para serem consumidos quase que imediatamente (um ou dois anos após sua produção), o que não quer dizer que não haja vinhos que evoluam com o tempo espalhados pelas prateleiras das lojas e supermercados pelo mundo. O problema é reconhecer quais vão evoluir e quais se tornarão apenas uma perda de tempo.

Vinhos mais velhos tendem a ter aromas e notas de trufas, café, couro e tabaco – aromas chamados de terciários e que são difíceis de encontrar em bebidas jovens. Esses aromas são geralmente explicados pela oxidação dos ácidos que, com outras alterações químicas, transformam o frutado em algo mais sofisticado. Mas como os aromas são desenvolvidos não importa muito, apenas os seus resultados.

A essa altura já ficou claro que não é qualquer rótulo de R$ 40 que vai se encaixar na categoria de vinho de guarda.

“O vinho melhora com a idade. Quanto mais velho fico, mais gosto dele”

Porque guardar um vinho

Conforme disse, alguns vinhos evoluem com o tempo. Embora alguns críticos como Robert Parker achem que o milagre da garrafa (aquele que diz que o vinho melhora com o tempo) é, na maioria das vezes uma perda de tempo e um caro exercício de futilidade, já que os processos modernos de produção diminuem a sua capacidade de evolução. Pode até ter um quê de lógica, mas é inegável que alguns rótulos ainda conseguem ficar mais suaves e revelar sabores e aromas distintos de quando eram jovens.

O que muda no vinho

Muita gente ainda tem um tosco preconceito quanto aos vinhos brancos, mas, apesar de serem em menor número, também é possível encontrar alguns que mereçam a guarda. Saiba o que realmente esperar da evolução de um vinho de guarda.

Brancos

Os vinhos brancos envelhecidos costumam adquirir cores mais escuras, puxando para o dourado. Não é muito comum, mas eles também podem apresentar sedimentos que vão se depositando no fundo da garrafa. Outra característica é a troca da acidez por sabores e aromas considerados mais evoluídos e suaves, como frutas secas, manteiga, mel, baunilha e tostados/defumados.

Tintos

Assim como os brancos, os tintos normalmente também ganham aromas e gostos mais suaves. Porém, diferentemente deles, sua cor fica mais clara e não mais escura. Os sedimentos são bem mais comuns de serem encontrados e há o desenvolvimento de aromas e sabores de trufas, madeira, frutos secos, mel, couro, carne crua, tostados, defumados, tabaco e café, entre outros.

Como reconhecer um vinho de guarda

Da mesma forma como há dicas simples para reconhecer um bom vinho na prateleira de um supermercado, também há dicas bem fáceis para reconhecer os vinhos que jamais precisarão ser guardados.

• Vinhos com rolhas de plástico ou de rosca
• Vinhos verdes
• Vinhos com garrafas de fundo chato
• Vinhos baratos


Normalmente as grandes vinícolas colocam no mercado os seus melhores vinhos após anos de maturação em barricas e na garrafa. Por isso, a experiência de provar um vinho de qualidade já pode ser bastante prazerosa sem que seja preciso nenhum tempo extra, mas alguns realmente merecem uma evolução maior, principalmente os clássicos.

Na próxima parte: quais os principais vinhos de guarda e como conservá-los

Leia também: As cidades que mais bebem vinho no mundo

IstoÉ fecha sucursal no Rio

Publicação fica apenas com a sucursal do Distrito Federal e a sede, em São Paulo

A IstoÉ, que já foi uma das principais revistas semanais do Brasil, anunciou, este mês, o fechamento da sua sucursal no Rio de Janeiro. Apesar dos ótimos profissionais que já passaram pela reportagem da publicação no Rio, faz décadas que ela vinha sofrendo com a linha editorial e a edição das matérias produzidas na Cidade Maravilhosa. A decisão de acabar com a redação carioca é também mais um alerta da decadência do Rio como cidade e estado.

Crise financeira, a vilã de sempre

Como era de se esperar, a justificativa dada pela Editora Três para a decisão é a crise. A empresa vem sofrendo com o cenário econômico e, nos últimos anos, já extinguiu títulos e promoveu uma série de demissões. Claro que a linha editorial jamais é questionada. Afinal, a queda na reputação da IstoÉ só pode ser um complô e não pode estar relacionada com as escolhas feitas pela direção e pela qualidade da edição dos textos publicados.

Não publicar mais títulos como IstoÉ Gente e Status, que sempre tiveram ótima reputação entre os leitores mostra um descompasso entre o comercial, o editorial e a realidade do mercado. O Comunique-se chegou a informar que a mansão da família Alzugaray, dona da Editora Três, poderia ir a leilão para pagar algumas dívidas.

A IstoÉ mantém (em São Paulo) uma redação com 19 jornalistas. Isso não é pouca gente e reforça a queda na importância do Rio na produção de notícias que não sejam policiais.

Uma pena.

Eleições 2018: Por que está tão difícil escolher um vice e por que ele é importante — Blog QAP Osvaldo Matos

Michel Temer substituiu Dilma, alvo de impeachment, e José Sarney assumiu após a morte do presidente eleito Tancredo Neves O Brasil guarda, em sua história, um capítulo especial para vice-presidentes. Num período de 57 anos, o país foi comandado por quatro vices. João Goulart, José Sarney, […]

via Eleições 2018: Por que está tão difícil escolher um vice e por que ele é importante — Blog QAP Osvaldo Matos

‘Your mission, should you choose to accept it’

Tom Cruise volta às telonas com muito humor e ação

Mais do que uma franquia, “Missão Impossível – Efeito Fallout“, a grande estreia deste fim de semana, é um filme de retornos. Sexto da série, M:I, iniciada em 1996, o longa traz de volta à telona o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) e equipe do IMF.

Junto com eles, os mocinhos, retornam outros personagens importantes — o vilão Solomon Lane (Sean Harris), a espiã badass britânica Ilsa Faust (Rebecca Ferguson) e Julia (Michelle Monaghan). Além de Christopher McQuarrie (Missão Impossível – Nação Secreta, 2015) na direção e no roteiro.

Fato que, até então, era inédito na história da franquia.

O argumento de Fallout está fortemente ligado ao filme anterior. Desta vez, Hunt e equipe precisam correr contra o tempo para evitar que o grupo terrorista Apóstolos concretize atentados a lugares sagrados.

Para isso, além de lidar mais uma vez com Lane, ele terá de trabalhar em parceria com o agente da CIA August Walker (Henry Cavill) — e, obviamente, seu famigerado e polêmico bigode.

A trama passa a ser uma sequência de decisões rápidas tomadas a partir da boa índole do espião, que levam seu time a situações perigosas e muita ação. Tudo costurado por lembranças e dramas de escolhas antigas.

Socos, tiros, explosões e muitos saltos e correria

Politicamente correto ao destacar personagens femininas fortes — Angela Bassett, Rebecca Ferguson, Michelle Monaghan e Vanessa Kirby —, Efeito Fallout é tão tenso quanto divertido. As piadas não soam nada forçadas e, algumas vezes nem são feitas com palavras, mas pelas trocas de olhares entre os personagens.

Cena da sequência do acidente de Cruise (Foto: Chiabella James/Divulgação)

Simon Pegg (Benji) e Ving Rhames (Luther), os coadjuvantes de luxo, estão voando em cena. Dão aquele brilho às situações surreais em que Hunt sempre se envolve durante as missões, e o peso na medida ao famoso “azar” do espião.

“I’m working on it” é frase recorrente no longa.

Azar, inclusive, que fez o astro Tom Cruise, que dispensa dublês, ficar de molho por algumas semanas durante as filmagens. A cena do acidente está lá. A decisão de manter a sequência no longa foi, sem dúvida, acertadíssima.

Abrilhanta uma sequência espetacular da correria numa perseguição nas alturas — que poderia ser só mais uma cena de ação caso não fosse fechada com o momento onde Tom Cruise (que tem 56 anos!!!) quebra o tornozelo mas continua correndo para preservar a tomada.

Atenção, mesmo, é preciso ter à sequência final, com uma perseguição de helicópteros. Tom Cruise aprendeu a pilotar em questão de poucos meses para fazê-la. Não só pilotar, mas a fazer malabarismos no ar.

A Paramount chegou a divulgar um making of sobre a cena, onde Tom pilota, faz malabarismos, atua e ainda opera a câmera instalada no interior do helicóptero.

Mas como dizem os vilões do filme, “quanto maior o sofrimento, maior a paz”.

FICHA TÉCNICA

Missão:Impossível – Efeito Fallout
(Mission:Impossible – Fallout)
Direção e roteiro: Christopher McQuarrie
Elenco: Tom Cruise, Rebecca Ferguson, Henry
Cavill, Vanessa Kirby
Duração: 150min
Classificação: 14 anos

Cotação: ****

OBS: Eu quero beber da mesma água que bebem o Tom Cruise e Angela Bassett; alguém providencia, por favor!

This message will self-destruct in five seconds.

Thanks Mr. WHO?!

Autobiografia de Roger Daltrey ganha data de publicação

Um post na página de Roger Daltrey no Facebook, nesta quarta (25), anunciava a pré-venda da tão esperada autobiografia do fundador do The Who. O lançamento acontecerá no dia 18 de outubro, no London Literature Festival de 2018 do Southbank Centre. Nos EUA, chega em 23 de outubro, pela Blink Publishing.

Os felizardos que têm ZIP Code apto para a encomenda concorrerão a um exemplar especial — são apenas cinco —, com assinatura e capa personalizada exclusiva. Verifiquem suas chances neste link.

roger daltrey autobiografia frasesdavida
Capa: Roger nos anos 1970 em frente a uma pilha de escombros (Divulgação)

“Thanks A Lot Mr. Kibblewhite: My Story” aborda os 50 anos de Daltrey com o The Who, além da carreira solo que reúne oito álbuns de estúdio. Não é apenas um livro de memórias, nem só as lembranças de uma das lendas vivas do rock’n’roll; é também um vislumbre da vida no Reino Unido entre 1940 e 1970 — décadas de tumultuadas mudanças.

Ben Dunn, editor e diretor da Blink Publishing na Inglaterra, falou sobre a autobiografia.

“Roger Daltrey escreveu um livro de memórias brilhante: envolvente, engraçado e cheio de histórias incríveis. É uma das últimas grandes lendas do rock, e nós estamos satisfeitos que Roger escolheu a Blink Publishing para ajudar a contar sua fascinante história.”

Who the hell is Mr. Kibblewhite?

Nascido no coração da Blitz, em março de 1944, Roger Daltrey pertence a uma geração que lutou (literalmente) pela educação e sobreviveu à pobreza do pós-guerra. São histórias de trabalho duro, resiliência e, especificamente no caso de Daltrey, uma energia de tirar o fôlego.

“Tive a sorte de viver em tempos interessantes. Testemunhei a sociedade, a música e a cultura mudarem além do reconhecimento. E ainda estou aqui para contar a minha história quando tantos outros ao meu redor não fizeram nada de um milagre”, disse Daltrey a respeito da obra.

No caminho do jovem aluno inteligente e promissor que se tornou um trabalhador diurno em uma fábrica de chapas metálicas, estava  Mr. Kibblewhite, diretor da Acton County Grammar School que disse a Daltrey que ele não seria nada na vida.

“Sempre resisti à vontade de ‘fazer memórias’, mas agora, finalmente, sinto que tenho uma perspectiva suficiente. Quando você passou mais de meio século no epicentro de uma banda como o Who, a perspectiva pode ser um problema. Tudo aconteceu no momento. Em um minuto estou no chão de fábrica em Shepherd’s Bush, e no outro sou atração em Woodstock.”

Roger Daltrey

O cantor batizou seu livro com o nome do diretor da escola — a mesma onde estudavam Pete Townshend e John Entwistle — com quem ele frequentemente colidia no auge da sua transformação em um adolescente rebelde. Até ser expulso.

O que a imprensa estrangeira já fala sobre o livro

“Tão imediata quanto a autobiografia de Keith Richards e tão franca e honesta quanto Springsteen e Clapton.”

“Thank You, o Sr. Kibblewhite é franco, autodepreciativo e cheio de humor.”

“É um must-have não apenas para os fãs do The Who em todo o mundo, mas também para qualquer amante do rock.”

Roger Daltrey montou o The Who em 1961, recrutando John Entwistle. Concordou com a proposta de John de que Pete Townshend deveria participar. Daltrey era o líder e a voz da banda. Uma potência vocal. Ficou conhecido por sua presença de palco e energia.

O reconhecimento a suas performances como frontman podem ser comprovados pela sua introdução ao Rock And Roll Hall of Fame (1990) e no Music Hall of Fame do Reino Unido (2005). No livro, Daltrey lembra de suas muitas aventuras como vocalista do The Who e da criação das gravações clássicas da banda.

Seus relatos dos excessos do rock’n’roll pelos quais o The Who se tornou notório — a destruição da guitarra no palco, as brigas, o caos — são tão divertidos quanto chocantes.

“Demorou três anos para desfazer os eventos da minha vida, para lembrar quem fez o quê quando e por que, separar os mitos da realidade, desvendar o que realmente aconteceu no Holiday Inn no aniversário de 21 anos de Keith Moon. Espero que o resultado seja mais do que apenas outra autobiografia”, disse Daltrey.

Mas tão convincente quanto o sexo, as drogas e o rock são as reflexões honestas de Roger sobre as relações que definiram sua vida e carreira — as memórias agridoces de sua amizade com Keith Moon e seu relacionamento tumultuado com Pete Townshend que definiu uma das maiores parcerias criativas da nossa época e deu origem a tantos sucessos inesquecíveis.

Não é apenas a história pessoal de Roger Daltrey; é a história definitiva de uma das maiores bandas do mundo.

Dicas de Viagem IVc: minivisto para a Europa

Brasileiros precisarão de ‘minivisto’ eletrônico antes de viajar à Europa. Medida entra em vigor em 2021

A série de dicas para evitar ser barrado em um país estrangeiro já deveria ter terminado, mas a notícia de que a União Europeia vai passar a exigir um visto eletrônico para que cidadãos de vários países (inclusive o Brasil) me fez repensar e incluir mais um post na série.

A exigência só vai valer a partir de 2021 e é parte de uma estratégia para aumentar a segurança e evitar atentados terroristas e a imigração ilegal, alguns dos problemas mais graves do continente.

Como vai funcionar

O Etias (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem, na sigla em inglês) nem vai mudar muito a vida do turista brasileiro, apenas aumentar um pouco a burocracia na hora de planejar uma viagem. Segundo as informações divulgadas, o viajante que quiser visitar Paris ou Roma, por exemplo, terá que preencher um cadastro e pagar uma taxa de 7 euros (cerca de R$ 32, em valores de julho de 2018).

Relembrando: hoje, os turistas brasileiros que querem viajar para um dos países da União Europeia precisam apenas de um passaporte válido e responder a algumas perguntas sobre o motivo da viagem, além de comprovar a existência de um seguro de viagem e de fundos suficientes para se manter durante a estadia.

Quando o Etias estiver em vigor, será necessário preencher um formulário online com dados pessoais, número do passaporte e histórico anterior de viagens (o que deve facilitar a aceitação no continente). Esse formulário precisará ser preenchido com pelo menos 96 horas de antecedência do embarque e, conforme já mencionei, também será cobrada a tal taxa de 7 euros de taxa, sendo ou não concedida a autorização.

Os seus dados serão checados por vários órgãos – entre eles a Interpol – para saber se há algo que desabone a sua entrada no Velho Continente.

E o Reino Unido?

O Etias vai abranger toda a Área Econômica Europeia (AEE) e os países membros da Associação de Livre Comércio Europeia. Ou seja, toda a União Europeia, além da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. São, no total, 36 países que utilizarão a nova diretriz. Mas, e o Reino Unido? Bem, as Irlandas, a Inglaterra, País de Gales, Escócia, além de países como Bulgária, Croácia, Chipre e Romênia não vão exigir o Etias. Porém, como ele será exigido em caso de escalas em países da União Europeia, sua obrigatoriedade acontecerá em quase 100% dos casos.

Tempo de validade

A autorização de entrada na Europa será válida por até três anos.

Boa viagem (antes de 2021)!

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Chaves USB de US$ 20 garantem a segurança de 85 mil funcionários da Google

A boa e velha chave…

Information Security

Você pode imaginar que tem muito hacker por aí que ficaria muito feliz se conseguisse enganar funcionários da Google para roubar dados, não é mesmo? Pois a empresa também sabe disso, por isso sempre investe bastante na segurança de suas informações. E uma das medidas mais legais não está em software, mas sim em “chaves físicas” que são usadas como autenticação de dois fatores por lá.

A Google começou a usar chaves USB em 2017. Desde então, garante que nenhum de seus 85 mil funcionários teve suas contas roubadas ou invadidas. Essa chave funciona no lugar dos celulares e outros métodos de autenticação de dois fatores, sendo exigida para a homologação de acesso logo após a inserção de senha na conta Google.

Na Google, as chaves USB de autenticação utilizam U2F (universal 2nd factor) para as homologações. Além de inserir o dispositivo na porta USB…

Ver o post original 65 mais palavras

Casuarina volta forte com o álbum +100

Grupo carioca reúne bambas como Martinho da Vila e Lecy Brandão e mostra que a saída de João Cavalcanti não diminuiu o apetite musical da banda

Já faz tempo que os meninos do CasuarinaDaniel Montes (violão de sete cordas e vocais), Gabriel Azevedo (voz e percussão), João Fernando (bandolim, violão e vocais) e Rafael Freire (cavaquinho, banjo e vocais) – não são mais meninos. O grupo, criado em 2001, chega ao 8° álbum (+100) sem a participação de João Cavalcanti, que até então era o principal vocalista e compositor do grupo. Mas se muitos ficaram preocupados com o efeito da saída do filho de Lenine na sonoridade do agora quarteto, podem se despreocupar: +100 é um dos melhores (se não o melhor) disco do grupo.

O samba chegou diferente
E agora é para ficar
Vem que a batucada tá quente
E a gente é de firmar

É bom pra curar a dor
Tem ginga que vem de lá
Trago no pandeiro a fé de um orixá

– A saída do João já era uma coisa esperada e, claro, teve um impacto sobre o grupo, mas tem sido uma mudança positiva. Isso nos tirou da zona de conforto e estão todos mais participativos. São 16 anos juntos e a saída reforçou a nossa condição de grupo, culminando com o lançamento do +100 – conta Gabriel Azevedo, principal vocalista do Casuarina.

Convidados de luxo

Leo Aversa

Cria da Lapa, no Rio de Janeiro, o Casuarina se consolidou depois de dois ótimos álbuns lançados pelo selo Biscoito Fino – Casuarina (2005) e Certidão (2007) -, o mesmo por onde gravaram +100, e parece que a volta a velha casa fez bem aos rapazes. Deixando de fora o lado autoral, o grupo peneirou um repertório extremamente inspirado e ainda recheou o álbum com algumas participações mais que especiais, como Lecy Brandão (Herança de Partideiro) e Martinho da Vila (Tempo Bom na Maré), além de Geraldo Azevedo (Embira) e Criolo (Quero Mais Um Samba).

– Tivemos essas quatro participações, mas Tempo Bom na Maré, com o Martinho, ficou exatamente da maneira que imaginamos. Além disso, ele é um cara que dignifica o samba e dá essa chancela de qualidade ao disco. Foi um sonho concretizado – confessa Gabriel.

Meu amor quando sorri é o tempo bom na Maré
Rede na beira do mar, fruta madura no pé
Água doce no riacho, lua cheia no céu
Camarão frito no tacho, sereno beijando o chapéu
Samba no pé da fogueira, mel de engenho no licor
É a vitória do sonho, vida vivida sem dor

Fôlego renovado

Foto: Leo AversaCom um título que remete aos 100 anos do samba (completados em 2017), o novo trabalho mostra que, se o presente da Lapa anda incerto, com os problemas econômicos do país e a insegurança e violência que assolam o Rio de Janeiro, o futuro do samba oriundo da região está mais que garantido. Com arranjos que unem simplicidade e sofisticação, e um trabalho vocal de primeira, +100 renova o fôlego do grupo.

Sambões, ritmos africanos e até forró estão na mistura que faz do novo trabalho casuarinense um prazer de ouvir. As 12 canções levam o ouvinte – seja ele amante do ritmo que for – por uma estrada pela qual não há como não trafegar com alegria.

– A gente vinha fazendo um show em homenagem ao centenário do samba e pensamos em gravar o disco novo baseado no repertório do show, mas achamos melhor apontar para frente e interpretar só com sambas inéditos. Isso reaproximou a gente da galera do samba, da qual nos afastamos um pouco nos dois últimos discos – No Passo de Caymmi (2014), um projeto totalmente conceitual e 7 (2016), um álbum autoral – explica Azevedo.

Força para a Lapa

Um dos principais polos de criação de novos talentos do samba, a Lapa, conforme já citado nesse texto, padece com os problemas do Rio de Janeiro (cidade e estado)

– A Lapa está sofrendo muito com o que está acontecendo com a cidade. Fizemos uma temporada lá em dezembro e janeiro e a coisa não está muito boa por lá. Tem muita casa fechando por conta da violência e da insegurança. Precisamos dar uma força para não deixar essa bela história morrer – diz o músico.

Até rapper vira sambista

Em um lançamento marcado pela sonoridade da percussão, com um repertório de novos sambas de primeira, o nome de Criolo pode até parecer um tanto deslocado, mas o rapper fecha o disco dividindo a faixa Quero Mais um Samba, mostrando que também caminha bem pela passarela do samba.

No fim das contas, +100 reforça a importância do Casuarina na cena do samba e da música brasileira. O disco também mostra que ainda há muita gente produzindo música boa e que a mistura do novo com nomes tradicionais é uma fórmula que vai sempre valorizar os trabalhos bem elaborados.

Nota: **** ½

Fotos: Leo Aversa e Diogo Montes

Uma versão desse texto foi publicada na Revista Ambrosia

Paul McCartney atravessa Abbey Road

Foi na segunda-feira (23 de julho) que, da mesma forma que há 49 anos, Paul McCartney saiu da sua casa e, calçando sandálias, foi andando até os estúdios da EMI, em Abbey Road (Londres). Lá, encontrou seus três companheiros de banda e fez uma das fotos mais famosas do mundo. Dessa vez ele repetiu o caminho para realizar um evento promocional do seu próximo disco “Egypt Station” – que será lançado dia 7 de setembro e terá uma canção sobre o Brasil.

Detalhe: ele não foi incomodado no caminho e não foi reconhecido por duas senhoras que atravessaram a faixa de pedestres junto com ele.

Vamos ver quais eventos teremos anos que vem, quando a foto completa 50 anos.

Moz ‘strikes again’!

Compositor e cantor britânico fará dois shows no Brasil em novembro e dezembro, em São Paulo e no Rio

Enquanto escrevo este post especialmente para o Blog do Feroli, Morrissey cancela uma penca de shows da turnê “Low in High School“, do álbum lançado em 2017, o 11º de sua carreira solo. O anúncio foi feito em sua página oficial. A alegação: “problemas logísticos além do controle”. O que afetou as apresentações no Reino Unido e na Europa.

Confira uma das melhores músicas do álbum:

A turnê Latino-Americana, no entanto, está confirmadíssima. O ex-vocalista do The Smiths marcou dois shows no Brasil. No dia 30 de novembro, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, e em São Paulo, no dia 2 de dezembro, no Espaço das Américas. As vendas de ingressos já foram abertas.

Em apenas cinco dias, o primeiro lote promocional (R$ 170 ingresso solidário pista) para a Fundição Progresso se esgotou. Agora, quem não quer perder a chance de ficar pertinho desse ícone dos anos 1980 já encontrará valores que variam entre R$ 220 (ingresso solidário pista) e R$ 880 (frisa/camarote).

Como comprar seu ingresso para os shows:
smarturl.it/MorrisseySaoPaulo
smarturl.it/MorrisseyRio

‘Why is the last mile the hardest mile?’

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Morrissey, em uma de suas apresentações no ano passado (Crédito: GettyImages)

Steven Patrick Morrissey, o Moz, nunca teve uma extensão vocal privilegiada. Mas compensou (e muito) com seu timbre inconfundível e interpretações cheias de personalidade, que bebem na fonte do iodelei e se equilibram ali entre o característico pedantismo britânico e uma atitude blasé tipicamente francesa.

O resultado de toda essa “alquimia” — duvido você ouvir uma música do Moz e não identificar o cantor logo nas primeiras palavras cantadas — é que o vocalista, nascido em Davyhulme, no noroeste da Inglaterra, há 59 anos, é um dos poucos artistas a ter músicas no “Top 10 de Vendas de Discos do Reino Unido” em três décadas diferentes.

Na estrada desde 1977, Morrissey é uma personagem interessantíssima. Boa parte de sua vida e carreira foram contadas no livro “Autobiografia”, lançado em 2013. O livro entrou na lista dos mais vendidos do Reino Unido, em número um, atingindo a marca das 35 mil cópias apenas na primeira semana.

Vegano ativista (quem lembra do álbum Meat Is Murder, o segundo dos Smiths, lançado em 1985?), celibatário, fã de punk rock, Oscar Wilde e figuras como James Dean, Alain Delon, Joe Dallesandro e Jean Marais. As letras de Morrissey — aparentemente deprimentes, mas muitas vezes cheias de humor mordaz — inspiraram toda uma nova geração indie britpop que surgiu na década de 1990.

Em 1986, quando o The Smiths se apresentou no programa de música britânica The Old Grey Whistle Test, Morrissey usou um aparelho auditivo falso para confortar um fã com deficiência auditiva que tinha vergonha de usar o dispositivo. Frequentemente, usava óculos de aro grosso fornecido pelo Serviço Nacional de Saúde. No palco, a presença de Morrissey com danças desajeitadas e flores chamavam a atenção. Era assim que encorajava jovens ‘tímidos e desajeitados’ a dançar mesmo não sabendo dançar. Isso transformou Morrissey num objeto de culto. Seus shows precisavam de cada vez mais seguranças devido ao número de pessoas que invadiam o palco para tocar no ídolo.

Trecho da Wikipedia

Mas a atual década não tem sido muito gentil com o popstar britânico. Há quatro anos, Morrissey deixou escapar ao jornal espanhol “El Mundo” que foi submetido a tratamentos contra câncer.

Em 2012, numa de suas cada vez mais raras entrevistas, afirmou ter envelhecido muito rapidamente nos últimos anos — hipertenso, reclamou que o remédio para controle de pressão afina seu cabelo “dramaticamente”. Nesse mesmo ano, Morrissey chegou a anunciar uma aposentadoria planejada para 2014.

Mas como ele mesmo deixa subentender na letra de Speedway, só a morte fechará sua adorável boca.

Histórico (quase bizarro) de cancelamentos

Morrissey já se apresentou no Brasil em três ocasiões: 2000, 2012 e 2015. Em 2013, a “perna” da turnê na América Latina foi totalmente cancelada. Incluindo a passagem que faria por aqui. Na ocasião, a produtora responsável (Time For Fun) divulgou nota informando apenas que o cancelamento se deu por “motivos pessoais” do britânico.

morrissey
O polêmico Morrissey

No ano passado, Morrissey cancelou sua apresentação em Paso Robles, na Califórnia, no último minuto — na verdade, o público já esperava há uma hora que ele subisse ao palco — porque estava sentindo muito frio.

Além de ser extremamente polêmico (a revista Rolling Stones montou uma galeria com os insultos do cantor e compositor britânico na sua versão online), Morrissey protagoniza um histórico de cancelamentos que é, no mínimo, absurdo. Rendeu um post que é constantemente atualizado, infelizmente, no site We Heart Music. Uma compilação de cancelamentos que cobre desde 1988 até os dias atuais.

So far: 289 datas canceladas ou adiadas.

Previsão de setlist para os shows do Morrissey em novembro

Este ano, Morrissey subiu 19 vezes em palcos. As setlist têm uma espinha dorsal formada por várias canções que compôs ao lado de Johnny Marr para os quatro discos de estúdio do The Smiths, entre 1982 e 1987.

Um levantamento simples no site Setlist.fm, que reúne 14 setlists dos shows de Morrissey em 2018 —, já dá uma ideia do que podemos esperar para as apresentações de novembro — se o Morrissey não cancelar, of course

Nos links, vídeos das apresentações deste ano. O topete não está mesmo mais lá essas coisa. Mas o gogó continua o mesmo!

  1. Jacky’s Only Happy When She’s Up on the Stage – 14 vezes
  2. Spent the Day in Bed – 13 vezes
    When You Open Your Legs – 13 vezes
  3. Who Will Protect Us From the Police? – 12 vezes
    The Bullfighter Dies – 12 vezes
    I Wish You Lonely – 12 vezes
    World Peace Is None of Your Business – 12 vezes
    Jack the Ripper – 12 vezes
    My Love, I’d Do Anything for You – 12 vezes
    Everyday Is Like Sunday – 12 vezes
    How Soon Is Now? – 12 vezes
    Hold On to Your Friends – 12 vezes
    There Is a Light That Never Goes Out – 12 vezes
    The Boy With The Thorn In His Side – 12 vezes
  4. Munich Air Disaster 1958 – 11 vezes
    Back on the Chain Gang (The Pretenders) – 11 vezes
    If You Don’t Like Me, Don’t Look at Me – 11 vezes
  5. I Bury the Living – 10 vezes
    Suedehead – 10 vezes
    Irish Blood, English Heart – 10 vezes
    Home Is a Question Mark 10 vezes
  6. You’ll Be Gone (Elvis Presley) – 8 vezes
    I Started Something I Couldn’t Finish – 8 vezes
    Cemetry Gates – 8 vezes
  7. First of the Gang to Die – 6 vezes
    Bigmouth Strikes Again – 6 vezes
  8. The Last of the Famous International Playboys – 5 vezes
    This Charming Man  – 5 vezes
    The Queen Is Dead – 5 vezes
  9. Speedway – 4  vezes
    Girlfriend in a coma – 4 vezes
    Shoplifters of the World Unite – 4 vezes
  10. Judy Is a Punk (Ramones) – 3 vezes
    Vicar In A Tutu – 3 vezes
  11. I’m Not Sorry – 2 vezes
    Frankly, Mr. Shankly  – 2 vezes
    I Know It’s Over – 2 vezes
    Never Had No One Ever – 2 vezes
  12. Alone Again (Naturally) (Gilbert O’Sullivan) – 1  vez
    Alma Matters – 1  vez
    Israel – 1  vez
    The Girl from Tel-Aviv Who Wouldn’t Kneel – 1  vez
    All You Need Is Me – 1  vez
    Glamorous Glue – 1  vez
    November Spawned a Monster – 1  vez

 

Livro mostra a diversidade da música brasileira em imagens

Brasilerô traz imagens de grandes artistas captadas pela lente do fotógrafo Marcos Hermes e textos exclusivos de Andreas Kisser, Sandy, Zé Ricardo, Chico César, Zeca Baleiro e Chico Chico

Um dos grandes nomes da fotografia nacional, o carioca Marcos Hermes reuniu cliques dos seus quase 30 anos de carreira registrando ícones da música nacional em um livro tão diverso quanto os ritmos encontrados no Brasil: Brasilerô.

— A ideia do livro começou no aniversário de 90 anos do Dorival Caymmi (2004). Já tinha 20 anos de carreira e trabalhado com muita gente (Caetano, Gil, Sepultura, Ney Matogrosso). Nesse dia tive um insight do conceito. De juntar as imagens de forma eclética, para ajudar a desmistificar que a música brasileira é só MPB — explicou Marcos.

São 224 páginas de imagens que mostram a excelência de um trabalho que começou nos anos 1990 — publicando fotos, escrevendo em fanzines musicais e passando por jornais diários, como O Dia e Jornal de Hoje. As lentes de Hermes eternizaram momentos de ícones como Legião Urbana, Criolo, Tim Maia, Sepultura, Cássia Eller, Dorival Caymmi, Anitta, Sorriso Maroto, Pabllo Vittar, Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Novos Baianos, Liniker, Moraes Moreira, Sandy & Júnior, O Rappa, Elza Soares e Marisa Monte, entre muitos outros.

Amigos de estrada

Com suas fotos ilustrando mais de 700 capas de CDs e DVDs, Hermes colecionou amigos durante essa caminhada, como Ney Matogrosso, que ilustra a imagem de capa (tirada em 1999) e Cássia Eller, para quem produziu o material promocional do Acústico MTV (2001).

— Colaboro com o Ney faz 18 anos. Ele é o artista que resume o que é a nossa música. É um artista muito original e respeitado por todos os músicos, de todas as vertentes, seja rock, heavy metal, bossa nova, sertanejo ou MPB. Por isso escolhi uma foto dele para a capa do livro. Um verdadeiro camaleão. Já a Cássia foi um furacão que passou na minha vida. O pouco tempo que tivemos juntos foi muito intenso. Ela era uma pessoa muito especial, e me marcou muito — disse.

Produção independente

Mas transformar o sonho em realidade não foi fácil. Apesar do reconhecimento profissional e do material de altíssima qualidade, Hermes teve que seguir o caminho do crowdfunding para levantar a verba necessária para o lançamento de Brasilerô.

— Valeu demais, apesar das dificuldades logísticas. Da tiragem inicial, de mil cópias, restam menos de 500, em pouquíssimo tempo de lançamento — comemorou o fotógrafo.

Digital ou película?

Hermes é uma daquelas pessoas que abraçam a tecnologia. Nada de puritanismos ou preconceitos em relação aos registros.

— Qualquer foto, seja feita com uma máquina profissional ou um celular, está valendo. Não há como ignorar a força das redes sociais e as suas necessidades e oportunidades — explicou.

Parte II

Marcos HermesEnquanto curte o sucesso de Brasilerô, Marcos Hermes já faz planos para a edição de um segundo volume.

— Estou preparando um segundo volume, já que neste primeiro não consegui incluir muita coisa que queria. Tinha planos para lançar o livro com 330 páginas. Acabou saindo com 224. Mas já tenho 30% do próximo livro com layout pronto — revelou Marcos Hermes.

Paul McCartney

Além de imortalizar imagens de artistas brasileiros, Marcos Hermes é, desde 2010, praticamente o fotógrafo oficial do ex-beatle Paul McCartney em suas visitas quase anuais ao Brasil. Agora, com o lançamento do novo disco (Egypt Station) marcado para o dia 7 de setembro, onde o país será homenageado com a canção Back to Brazil, Hermes espera voltar a encontrar o músico em terras brasileiras.

— Fotografar o Paul McCartney é algo sempre especial. Espero encontrá-lo novamente, e ter a oportunidade de registrar, mais uma vez, o maior de todos os tempos no palco — disse Hermes.

Onde comprar

No momento, a única maneira de adquirir o Brasilerô é diretamente no site do fotógrafo/autor, que está fechando uma parceria para distribuir o livro em todo o país.

Ficha técnica

Brasilerô
Número de páginas: 224
Preço: R$ 150
Onde comprar: Site do autor

Uma versão desse texto foi publicada na Revista Ambrosia

Consumo de abacates no Reino Unido está causando uma seca grave no Chile

Li essa notícia outro dia e resolvi conferir. Para minha surpresa, é verdade.

O mundo globalizado tem alguns efeitos estranhos em vários aspectos das nações que fazem parte dele. O espirro de um executivo de uma grande empresa no Japão ou na Coreia do Sul pode causar a queda na Bolsa de Valores no Brasil, assim como uma geada na Argentina pode movimentar o preço de algum produto agrícola na China. Porém, saber que o consumo de abacates no Reino Unido está causando uma seca no Chile, é demais. Resolvi pesquisar para ver se era realmente verdade, e é.

A razão para efeito tão bizarro é um mix de estranhezas. Eu, pelo menos, quando penso no Chile lembro de vinhos, azeitonas, King Crab e neve, jamais de abacates. O mesmo acontece com a informação de que os ingleses são tarados pela fruta. Portanto, descobrir que a província de Petorca, localizada na região de Valparaíso, é uma das maiores produtoras de abacate do mundo e que os moradores da região dizem que foram instalados poços e tubulações ilegais para irrigar os abacateiros, diminuindo os níveis dos lençóis d’água e secando os rios locais.

A denúncia foi feita pelo respeitadíssimo jornal britânico The Guardian, o que só reforça a sensação de que a coisa é mesmo séria. Segundo o jornal, o consumo de abacate no Reino Unido aumentou em 27% no último ano e o Chile exportou mais de 17 mil toneladas de abacates para os súditos da rainha.

O que isso significa? Que não podemos ligar abacate somente ao México e que se você for comer uma pizza com pimentões pode estar causando um desastre natural em Bangladesh.

Eliana Pittman faz show em Niterói nesta quarta

Com o espetáculo ´Minhas novas influências’, Eliana Pittman se apresenta na série Show das 4, no Teatro da UFF

A veterana cantora Eliana Pittman – 72 anos de idade e 56 de carreira – vai até Niterói apresentar o repertório do seu mais recente CD (Minhas Novas Influências), como parte da série Show das 4, promovida pelo Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Acompanhada dos músicos Dudú Vianna (teclados), Jimmy Santacruz (baixo) e César Machado (bateria), a cantora interpreta canções dos maiores compositores do país como Milton Nascimento (Travessia), Ari Barroso (Aquarela do Brasil e Isso aqui o que é), Pixinguinha (Carinhoso), Luiz Gonzaga (Qui nem jiló), Cazuza (Codinome Beija-flor), Tom Jobim e Vinicius de Moraes (Chega de saudade, Garota de Ipanema e Eu sei que vou te amar), Adoniran Barbosa (Trem das onze), Marcos e Paulo Sérgio Valle (Viola enluarada), Edu Lobo (Ponteio), João Nogueira (Esse mar é meu), entre outros.

Serviço:

Série Show das 4 – Eliana Pittman – ‘Minhas novas influências’

Data: 4 de julho (quarta-feira)
Horário: 16h
Local: Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Preço: R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia para maiores de 60 anos, professores e servidores da UFF e estudantes)

Mais de 61 milhões de brasileiros estão com o nome negativado

Isso somente até fevereiro, mostra estimativa do SPC Brasil e CNDL

Segundo dados do indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) há 61,7 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. Pensando que esse número representa 40,5% da população com idade entre 18 e 95 anos, a preocupação com o futuro das famílias brasileiras é grande, principalmente se levarmos em conta que a região sudeste – a mais rica do país – concentra a maior parte desse contingente.

Faixa etária com maior proporção de negativados é entre 30 e 39 anos

Piorando o cenário, vem a informação de que a maioria das pessoas com problemas está na faixa entre os 30 e os 39, quando, na teoria, a população está no auge da sua força de trabalho. Em fevereiro, pouco mais da metade dos brasileiros nesta faixa etária (51%) tinha o nome registrado em cadastros de devedores. Mas, não há nada que não possa piorar, certo? Então, fique sabendo que 49% das pessoas entre os 40 e os 49 anos também estão nessa situação.

Sudeste e Nordeste na rabeira econômica

Contrastantes em quase tudo no que se refere aos índices econômicos, as regiões Sudeste e Nordeste se encontram tristemente nesse índice de endividados. A região Sudeste concentra a maior quantidade de consumidores com contas em atraso, em termos absolutos: 26,70 milhões – número que responde por 40% do total de consumidores que residem no estado. A segunda região com maior número absoluto de devedores é o Nordeste, que conta com 16,49 milhões de negativados, ou 41% da população.

Já em termos proporcionais, o Norte lidera o ranking, com 46% de sua população adulta incluída nas listas de negativados, seguida do Centro-Oeste, com 42% da população. Na boa, uma situação nada agradável.

Para quem devem?

Os brasileiros devem e, como não poderia deixar de ser, os bancos são os maiores credores, com pouco mais da metade das dívidas, seguidos pelo Comércio (18%), o setor de Comunicação (14%), e de Água e Luz (8%).

Para saber tudo sobre a pesquisa e acompanhar a série histórica, siga o link.