Natura, Google e Nubank tem os melhores serviços de atendimento ao cliente

O sucesso de uma empresa nem sempre está ligado apenas ao produto ou serviço que é oferecido. Muitas vezes o atendimento e o pós-venda são tão ou mais importantes. Ranking criado pela revista Exame e pelo Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) mostra que mesmo as empresas que não possuem call center próprio – como a Natura – podem obter ótimos resultados se utilizarem as práticas corretas.

O estudo mostra que as grandes marcas normalmente se aproveitem do seu poderia econômico para oferecer uma experiência melhor ao cliente. Porém, o grande destaque do ranking é o Nubank (na posição 3), uma startup relativamente nova, que oferece serviços financeiros (cartão de crédito e conta corrente) sem a cobrança de tarifas.

A discussão sobre atendimento interno ou terceirizado parece infinita e a decisão por uma ou outra opção pode definir a diferença entre o sucesso ou o fracasso de uma boa ideia/produto. Claro que um bom serviço de atendimento não garante nada. Vide os setores de telecomunicações, internet banda larga, TV a cabo e telefonia celular, que estão sempre entre os piores serviços e atendimentos.

Veja o ranking

Fonte: Blog Televendas & Cobrança

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WhatsApp ganha recurso para usuário avisar que mudou o número de telefone

Essa pode ser uma má notícia para quem quer se esconder ou fugir de alguém.

O WhatsApp ganhou um recurso que promete facilitar a vida dos usuários que trocam o número de telefone e precisam avisar a mudança aos seus contatos. Conforme relata o WABetaInfo, a funcionalidade já está sendo liberada para a versão beta do aplicativo para Android (2.18.97) e, em breve, também estará disponível para iPhone.

Agora, quando o usuário entrar na seção de “Alterar/Mudar número” poderá escolher se quer notificar os contatos sobre a alteração. Neste caso, é possível escolher entre notificar todos os contatos, somente os contatos que estão com conversas salvas ou pessoas específicas.

Fonte: Olhar Digital

Esses Ingleses Maravilhosos e suas Pesquisas Voadoras XXIII – Pessoas confiam mais nos jornais locais que nas redes sociais

Esta é, provavelmente, a pesquisa menos bizarra de toda a série. Porém, ela permite um número tão grande de reflexões que acho que ela se qualifica para fazer parte do rol das pesquisas voadoras.

A pesquisa, patrocinada pela News Media Association (NMA), mostrou que os ingleses confiam mais nos veículos locais (rádios e jornais, principalmente) do que nos grandes veículos nacionais e nas redes sociais. Os números mostram que 74% das pessoas confiam nos pequenos veículos locais, contra apenas 22% que disseram acreditar no que leem nas redes sociais, um território onde qualquer um escreve qualquer coisa sem o mínimo de apuração. A vantagem dos veículos de comunicação regionais também é grande quando comparado com os grandes jornais. O mais incrível é que os jornais alcançaram uma credibilidade maior que as TVs e rádios regionais (73% contra 43%).

A saída do jornalismo está nos veículos locais?

Claro que há grandes diferenças entre a mídia inglesa e brasileira. Entretanto, parece lógico que jornais locais acabem tendo a preferência das pessoas quando o assunto são notícias locais (com o perdão pela repetição). Infelizmente, no Brasil, os jornais (principalmente os menores) sofrem com uma visão distorcida do que deve ou não ser noticiado.

Muitas vezes um assunto é varrido para baixo do tapete por conta de amizades ou preferências polícias ou religiosas. Isso acaba se tornando uma bola de neve contraproducente, que vai minando a credibilidade do veículo, fazendo com que cada vez menos as notícias sejam recebidas da maneira correta.

A grande força dos veículos locais vem da proximidade. Os repórteres, editores e diretores são, na enorme maioria das vezes, pessoas que nasceram ou moram nas redondezas e que conhecem as pessoas, a cidade, a região e seus problemas. Impedir que determinada crítica seja publicada ou que determinado assunto seja impresso é de uma estupidez que me dá vergonha. Sempre há uma maneira positiva de se noticiar algo, mesmo que isso exija um pouco mais de trabalho.

Todo jornalista sabe que números, para citar um exemplo, podem dizer coisas totalmente diferentes, dependendo do viés que se pretenda dar ao assunto. O mesmo acontece com uma denúncia contra uma empresa, um segmento ou uma administração municipal. O jornalismo pressupõe que se ouçam todos os lados de uma questão, mas não impede que se tenham posições e uma linha editorial definida. O problema é que muitos jornais não possuem esse direcionamento definido.

A constante suposta crise do mercado jornalístico serve como justificativa para a diminuição das redações e a contratação de profissionais cada vez menos experientes e competentes. Enquanto na Inglaterra a confiança nos jornalistas subiu de 19% para 32%, nos últimos 6 anos, o mesmo não deve acontecer por aqui – não só pela qualidade dos profissionais, mas também pelo crescente clima de Fla-Flu que permeia quase todas as discussões sobre matérias que falem sobre temas que podem melindrar pessoas que não estão prontas para discutir, ouvir ou ler argumentos que não se encaixem na sua visão das coisas (política e futebol, por exemplo).

É bom saber que a imprensa inglesa está longe de ser um primor, mas tenho certeza de que lá tudo é feito muito mais as claras que em terras tupiniquins.

Fonte: PressGazette

Veja outras pesquisas inglesas

Outros posts sobre jornalismo

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Chegar em uma cidade ou país diferente do seu é sempre um prazer, mas também traz seus desafios. Um dos principais é saber como se locomover e chegar até os locais de seu interesse. Nesse momento, muitas vezes o turista acaba embarcando em algumas furadas que podem (e devem) ser evitadas. Vale lembrar que, com exceção da maioria das cidades do Brasil, usar o transporte público é quase sempre a melhor opção.

Transporte no Brasil

Infelizmente a infraestrutura de transportes no Brasil é muito precária. Portanto, ao decidirmos por um destino nacional é preciso pensar bem se vale apostar em táxis, Uber ou similares, alugar um carro ou utilizar ônibus e metrô.

Caso o seu destino seja uma grande capital ou cidades de praia, montanha e serra, de grande fluxo de turistas, as chances de conseguir utilizar ônibus, metrô ou táxi, embora seja bom checar quanto custa a bandeirada do táxi e se existe mesmo a opção do Uber, são boas. Ônibus e metrô deveriam ser as decisões lógicas, mas a violência e a pequena malha metroviária inviabilizam ao turista utilizar esses meios de transporte sem correr nenhum risco, vide a situação da segurança em cidades como o Rio de Janeiro, Recife, Natal ou São Paulo. Nesse caso, a minha sugestão é mesmo utilizar táxi, Uber ou equivalente. Não vale correr o risco de seguir por um caminho errado e parar em uma área de risco. Em algumas capitais há bares e restaurante que possuem um serviço de transfer de hotéis até o estabelecimento. É sempre bom conferir essa opção.

Se o destino for uma cidade do interior, pode ser que alugar um carro seja uma opção mais em conta e mais prática do que o táxi. Um exemplo disso é Campos do Jordão. A cidade do interior de São Paulo, considerada a Suíça Brasileira, tem a maioria dos seus atrativos no centro de Capivari, podendo ser explorado a pé, sem problemas. Porém, dependendo da localização do seu hotel/pousada qualquer deslocamento pode exigir um carro ou táxi. O problema é que a bandeirada dos táxis faz com que qualquer corrida dificilmente saia por menos de R$ 50. Por esse preço, dependendo de quantas vezes você pretende se deslocar, vale mais a pena alugar um carro do que ficar na dependência dos táxis, que são poucos na cidade. Portanto, faça um cálculo aproximado de quanto deve gastar (normalmente as cidades turísticas possuem portais onde pode-se encontrar as informações básicas sobre preços dos transportes e distâncias dos principais pontos turísticos. Além disso, os próprios hotéis e pousadas costumam dar aos hóspedes esse tipo de informação. Vale ligar e checar.

No exterior

Caso a sua viagem seja para o exterior, mas o destino seja próximo (Argentina, Uruguai ou Chile, por exemplo) a dica é: use o táxi e, quando possível, o metrô. A diferença de câmbio favorece o turista brasileiro, tornando as viagens super baratas. Mas há de se tomar alguns cuidados. Em Buenos Aires, por exemplo, evite pagar as corridas com notas de valor muito alto. Há um enorme número de relatos de turistas que receberam o troco com notas falsas. Alugar um carro só mesmo se os planos incluírem deslocamentos por grandes distâncias. Normalmente não há problemas com as carteiras de motoristas. As emitidas no Brasil são válidas em praticamente todos os países.

Europa e Estados Unidos

Nos países do 1° Mundo a coisa é diferente. Cidades como Londres, Paris ou Nova York possuem sistemas de transporte público que são inimagináveis para o brasileiro comum. As redes de metrô levam a praticamente qualquer lugar e os ônibus são confortáveis e com intervalos mais que convenientes, embora sempre sofram com os engarrafamentos.

A grande dica para esses destinos é comprar passes relativos ao número de dias que você pretende ficar no destino. Normalmente há bilhetes para 1, 3 ou 7 dias. O melhor de tudo é que esses bilhetes permitem (na grande maioria das vezes) viagens ilimitadas em qualquer um dos meios de transporte (ônibus, trens e metrô). Há também a opção de comprar um cartão e carregar com o valor desejado, o que pode ser melhor para quem prefere caminhar. Porém, nas cidades citadas, as distâncias e a quantidade de atrações faz com que essa tática, apesar de saudável, seja pouco prática.

Há também a opção de incluir o transporte nos City Pass que oferecem descontos em atrações e evitam filas (falo sobre eles em um próximo post). É uma boa saída para economizar tempo e dinheiro caso a sua lista de atrações seja extensa e esteja contemplada na lista de locais englobados nesse passe turístico.

Pode-se comprar os City Pass no Brasil e receber em casa ou (minha opção preferida) recolher o passe em algum endereço da cidade destino (normalmente há algum ponto de recolhimento nos aeroportos ou perto dos centros turísticos e, algumas vezes pode mandar entregar no hotel onde vai ficar. Há também a opção de utilizar as cabines ou máquinas automáticas das estações de metrô locais, mas, mesmo com a possibilidade de usar o espanhol, pode ser complicado. Portanto, se você não domina a língua do país para onde vai, sugiro a compra antecipada – Dizer “A 7 day travelcard, please” deve funcionar nos guichês do metrô de países de língua inglesa.

Outra dica importante: verifique em qual parte da cidade você está hospedado e para onde vai precisar ir na maioria das vezes. O metrô costuma ser dividido em zonas (Londres é um exemplo disso) e a viagem para cada uma delas tem um preço diferente. Portanto, se você está na zona 1 e, no máximo, vai se deslocar para a zona 2, não é preciso comprar um ticket que dê direito de ir até as estações da zona 5. Observar esse detalhe pode economizar um bom dinheiro. Usei o exemplo de Londres, mas Nova York e Paris usam basicamente o mesmo sistema.

Nas três cidades há aplicativos que auxiliam o turista sobre qual a melhor linha e estação para chegar até determinado destino e o serviço de wi-fi nas estações funciona muito bem (esses aplicativos também serão tema de um post futuro).

Segurança

Apesar da possibilidade de você ser ameaçado por alguém portando ema faca ou uma arma de fogo, há um grande número de batedores de carteira (pickpockets) atuando nas estações de metrô de Londres e Paris (menos em NY) é grande. Muitas vezes á avisos sonoros nas estações avisando da atuação dessas gangues. Portanto, não relaxe apenas porque a sensação de segurança é grande. Não deixe sua carteira, bolsa ou celular dando mole. Mantenha sempre os olhos abertos e suas coisas perto de você.

Aluguel de carros

O aluguel de um carro pode ser feito de várias maneiras. Pode-se incluir essa opção na hora da compra da passagem aérea, diretamente nos sites ou balcões das empresas, no local de destino ou usando descontos de algum clube de vantagens (postos de gasolina ou cartões e crédito, por exemplo). Para destinos nacionais eu sugiro que o aluguel seja feito antes da chegada ao destino. Digo isso porque, apesar das grandes operadoras possuírem balcões nos principais aeroportos do país, a burocracia pode acabar causando dores de cabeça e atrasos. Além disso, é mais fácil verificar as diferenças de tarifa e os tipos de aluguel possíveis – quilometragem livre ou não, tipo de automóvel, wi-fi ou não, etc. – para as suas necessidades.

É possível andar sozinho nos ônibus de Nova York. O trânsito é pesado

Já para os destinos internacionais a burocracia é bem menor. Normalmente, em menos de meia-hora você resolve tudo e sai dirigindo um carro nos principais aeroportos do mundo. Outra facilidade é o grande número de locais onde você pode devolver o automóvel, mesmo em outra cidade/estado. Eu mesmo saí de Miami e fui até Nova York, dirigindo milhares de quilômetros e passando por mais de dez estados, sem nenhum problema (essa história ainda vai se transformar em uma série de posts). Outra coisa que vale destacar é que no exterior, além das marcas famosas, há muitas empresas que oferecem o serviço e que são extremamente confiáveis e, algumas vezes, com preços mais em conta. Mas aí, o melhor é conferir in loco todas as opções. No fim do post coloco o link para algumas empresas de aluguel de automóveis.

Para obter mais informações sobre o transporte público siga os links (em inglês)

Londres

Nova York

Paris


Empresas de aluguel de carros

Unidas

Localiza

Alamo

Caso tenha alguma sugestão sobre tema ou alguma crítica, deixe um comentário.

Dicas de Viagem Parte I

Dicas de Viagem Parte II

Receita: Quiche de espinafre (com bacon)

A minha receita de quiche é bastante versátil. O recheio de espinafre (com bacon opcional) pode ser trocado por queijo com cebola, presunto e queijo ou qualquer outro da sua preferência. Até o bacon (que coloco como opcional) pode ser suprimido. Tudo uma questão de preferência, mas sugiro a sua adição. Afinal, bacon é vida!

Equipamento

Não há necessidade de nenhum equipamento especial – um pirex redondo, uma frigideira e/ou uma panela devem dar conta do recado -, mas se você tiver uma forma de fundo removível a sua vida vai ficar muito mais fácil e seu quiche, provavelmente, muito mais bonito. Não é dos utensílios mais caros e pode ser um ótimo investimento para as suas aventuras gastronômicas.

Ingredientes

Massa:

2 xícaras de farinha de trigo
100 g de margarina para cozinhar ou manteiga (Primor Forno & Fogão ou equivalente)
Creme de leite (1 caixinha)
Sal
Fermento químico (opcional)

Recheio:

1 maço de espinafre
1/2 cebola
3 dentes de alho
Azeite
1 ovo
Leite (+/- 300ml)
Amido de milho
Mussarela (100g)
Bacon (50g) – opcional

Modo de fazer

Comece pela massa. Em um pirex ou tigela funda coloque o tablete de margarina, uma pitada de sal, uma colher de chá de fermento e vá acrescentando a farinha aos poucos, mexendo sempre com as mãos até formar uma farofa que se solte das mãos. Coloque o creme de leite aos poucos, sempre misturando com as mãos até formar uma massa homogênea. Pegue a forma e forre o fundo e os lados com a massa (o fundo com cerca de 1,5 cm de espessura e os lados com menos). Com um garfo faça furos na massa que está no fundo da forma e deixe descansar.

O recheio

Vou descrever a receita com bacon. Porém, caso prefira, é só ignorar os primeiros passos da receita e seguir em frente. Corte o bacon (não muito magro) em cubos pequenos e coloque em uma panela pré-aquecida em fogo médio/baixo. Espere o bacon começar a derreter a gordura e coloque o espinafre (devidamente lavado e cortado em tirinhas). Caso não queira o bacon, use azeite. Quando começar a murchar adicione a cebola, o alho e uma pitada de sal. Aos poucos despeje o leite (cerca de 300ml), mexendo sempre. Antes do leite começar a ferver coloque o ovo e vá despejando o amido de milho até ficar com uma consistência cremosa. Prove, ajuste o sal e então desligue o fogo e deixe esfriar. Enquanto isso, pré-aqueça o forno (aproximadamente 200℃).

Quando esfriar, coloque a mussarela cortada em cubinhos, misture ao recheio e coloque na forma previamente forrada de massa. Leve ao forno por cerca de 15 minutos ou até as bordas começarem a ficar torradas e se soltarem da forma.

Pronto.

Serve como prato principal ou como acompanhamento de, por exemplo, um peito de frango grelhado.

Fotos: Fernando de Oliveira

Confira outras receitas do F(r)ases

Revistas crescem em digital

O mercado editorial continua a sua famigerada crise, apesar dos números das publicações digitais só subirem. Parece que a maioria das empresas ainda não descobriu a maneira certa de conseguir extrair verbas desse mercado (eu também quero saber essa fórmula), o que demonstra que o problema está mesmo dentro dos departamentos comerciais e de distribuição do que dentro das redações.

O levantamento também é interessante por mostrar que os maiores crescimentos no digital são de publicações que, dizem, têm forte hum… rejeição: Veja e Época, por exemplo, reforçando a impressão de que os brasileiros engajados são muito pouco coerentes, não é mesmo?

Vejam os números.

O ano de 2017 foi positivo para as edições digitais das maiores revistas do Brasil. De acordo com dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC), entre as 16 maiores publicações do Brasil, contando mensais (dez revistas analisadas), semanais (cinco analisadas) e quinzenal (revista Exame) tiveram crescimento em sua circulação digital. Apesar disso, a maioria teve queda em seus números gerais, incluindo impresso e online, e o mercado como um todo caiu 16%.

Entre os maiores saltos digitais de 2017 está a revista Época, que cresceu 288% em digital. Também tiveram destaque Claudia (96%), Mundo Estranho (59%) e Veja (59%). A semanal segue como líder em circulação digital, com média de 355,8 mil exemplares em 2017.

Veja também foi das poucas revistas que viu seus números crescerem de maneira geral, assim como Claudia. A semanal teve alta de 9% de circulação, chegando a 1,23 milhões de exemplares em sua média de dezembro. A revista feminina teve alta 15,4% e fechou 2017 com 327,4 mil exemplares. Ambos os títulos são líderes em suas respectivas periodicidades (clique nas imagens para ver as imagens em maior resolução).

Considerando todas as revistas auditadas pelo IVC, o mercado caiu 16% em 2017 na comparação com o ano retrasado. Em 2016, a circulação média mensal foi de 6,8 milhões de exemplares mensais e, no ano passado, foi de 5,72 milhões. Há dois anos, o IVC auditou 104 títulos, enquanto que em 2017 auditou 73.

Fonte: Meio & Mensagem

Quem controla a mídia no Brasil? – Um estudo que comprova a hipocrisia da audiência brasileira

Steve Hackett – Vivo Rio – 23-03-2018 – O lado progressivo do Genesis

A música do Genesis parece mesmo estar em conjunção com o Brasil. Depois da visita e do lançamento da biografia de Phil Collins, que apresentou alguns dos sucessos da fase pop do grupo, outro ex-integrante da banda se apresentou no Rio: o guitarrista Steve Hackett (que esteve no Genesis até 1977) é um dos pilares que fez do grupo um dos ícones do rock progressivo dos anos 70. O show de Hackett, que faz parte do Top Cat Concert Series, projeto iniciado ano passado, que trouxe Renaissance e 10.000 Maniacs ao Brasil e que ainda vai proporcionar aos cariocas shows de Carl Palmer (25 de maio) e do grupo Pemiata Forneria Marconi (21 de abril), sempre no Vivo Rio – também haverá apresentações dos artistas em Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre.

Começando pontualmente – com meros dez minutos de atraso – Hackett, simpático e até arriscando algumas palavras e frases em português, deu a maioria do público que praticamente lotou o Vivo Rio o que ele queria: música de qualidade, um show de técnica e uma chance de voltar para um tempo onde a música era bem mais complexa, em uma apresentação de mais de 2h30.

Seguindo à risca o roteiro do show anterior (em São Paulo), Hackett e banda – competentíssima – Roger King (teclados), Gary O’Toole (Bateria e percussão), Rob Townsend (saxofones e flautas), Jonas Reingold (baixo e violão de 12 cordas) e Nad Sylvan (vocais – emulando muito bem os timbres de Peter Gabriel) passaram por todas as fases da carreira do guitarrista, deixando, como não poderia de ser, suas canções da fase do Genesis para o final de tirar o fôlego de todos os que gostam de rock progressivo.

Depois de assistir, em menos de seis meses, dois ícones do progressivo – Yes (com Rick Wakeman) e, agora, Hackett) – fica claro que sempre vai haver espaço para música de boa qualidade. Pode ser que não se vendam mais milhares de discos, está claro que canções de 12 minutos não tocavam e continuarão a não tocar nas rádios, mas ouvir arranjos intrincados e cuidadosamente pensados, dá outro sentido ao prazer de ouvir música.

Com um domínio absurdo da guitarra e de seus recursos, Steve Hackett pode até não passar a emoção alcançada por alguns guitarristas de blues, por exemplo, mas retira do instrumento sons limpos e que fazem a viagem musical chegar longe.

Hoje (24 de março) Hackett se apresenta no Teatro Municipal de Niterói, um dos lugares mais bonitos do Rio (e do Brasil) para espetáculos. Imagino que o clima mais aconchegante do teatro pode criar uma atmosfera muito mais propícia para a sua música que o Vivo Rio que, apesar de ser uma ótima casa, sofre com a má educação do público.

No show de ontem, foi inacreditável a quantidade de gente que levantou no meio do show. Dava a impressão de que estavam bebendo cerveja demais ou estavam de saco cheio achando que veriam canções da fase pop do Genesis ou então que a comida servida estava estragada e as idas ao banheiro eram inevitáveis.

De qualquer forma, é muito bom ver que o rock (não importa a vertente) ainda é capaz de levar, apesar dos preços, um ótimo público aos palcos do Rio, ajudando a livrar a cidade da ditadura do samba e da bossa nova.

PS: Agora resta esperar o fim da turnê de Collins e a decisão dos membros do Genesis sobre uma turnê em comemoração aos 50 anos da banda.

Setlist

Please Don’t Touch
Every Day
Behind the Smoke
El Niño
In the Skeleton Gallery
When the Heart Rules the Mind
Icarus Ascending
Shadow of the Hierophant
Dancing With the Moonlit Knight (Genesis song)
One for the Vine (Genesis song)
Inside and Out (Genesis song)
The Fountain of Salmacis (Genesis song)
Firth of Fifth (Genesis song)
The Musical Box (Genesis song)
Supper’s Ready (Genesis song)

Bis:
Los Endos (Genesis song)

PS”: Há um código para a compra de ingressos com desconto (ROCKPROGRESSIVO). Aproveitem.

Fotos: Fernando de Oliveira
Vídeo: Jo Nunes

Agenda de Shows internacionais no Rio de Janeiro em 2018

Phil Collins – Maracanã – 22/2/2018

Por que o telemarketing te liga e desliga sem ninguém falar nada?

Seguindo o tema das irritantes ligações de telemarketing, reproduzo um texto que explica o porquê de algumas ligações serem desligadas sem que ninguém fale nada do outro lado da linha.

Entenda as razões para esse fenômeno e como (dizem) você pode se proteger.

Já deve ter acontecido com você. Em algum dia da sua vida, seu celular recebe ligações de números desconhecidos repetidamente e, mesmo desconfiando que seja um contato de telemarketing, você resolve atender. Acontece que, depois de 5 segundos da chamada, o telefone desliga.

De quem são essas ligações, afinal? E se é de uma empresa que quer vender algum produto ou fazer uma cobrança, por que eles desligam antes da conversa começar?

Liga e desliga: chamadas incompletas de telemarketing

A prática de realizar chamadas e depois desligar faz parte de um sistema das empresas de telemarketing que prende vários clientes ao mesmo tempo, mas em ligações centralizadas em um único operador. Por isso, nem sempre quando toca seu telefone você ouve um “alô” do outro lado.

Por que eles desligam a ligação?

Acontece que a máquina disca vários números de telefone que existem cadastrados no mailing e, quando uma pessoa atende, o operador entra automaticamente em contato com ela. Se a pessoa mantém o diálogo, o atendente fica ocupado e, assim, as outras chamadas são “derrubadas”. Tudo isso para garantir um atendimento mais volumoso.

O método, que leva em conta “taxas de abandono” (quantas ligações são perdidas) e “taxa de adesão” (quantas chamadas são, de fato, completas), faz com que o operador fique o tempo inteiro em uma conversa com uma pessoa, seja oferecendo produtos ou fazendo cobranças.

“Prática questionável”, diz advogado

Para o advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Igor Marchetti, esse tipo de discagem automática que desliga antes mesmo de o operador conseguir contato com o usuário é, de fato, uma prática “totalmente questionável”.

“É uma conduta estranha, ligar e desligar sem efetivar o contato. E uma prática totalmente questionável, porque pode gerar violação da vida privada da pessoa que não quer receber esse contato”, explica. “Dependendo da situação, cabe uma ação de reparação por dano pessoal”.

Como fazer para se livrar e/ou denunciar

Alguns estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Paraíba, Paraná, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo têm leis que permitem o bloqueio de telemarketing: basta acessar o site dos Procons regionais e cadastrar o CPF do titular da conta.

Em São Paulo, por exemplo, desde 2008 a lei garante que os cidadãos possam bloquear o contato de empresas que ofereçam produtos e serviços (empresas de cobrança e instituições que pedem doações não são atingidas pela regra), se não quiserem receber esse tipo de ligação.

Caso as ligações continuem acontecendo, o consumidor pode juntar os registros de chamada e levar ao Procon e, dependendo da situação, entrar com ação por dano moral contra a empresa

Para estados em que não há uma lei específica, o cidadão deve buscar apoio dos órgãos do consumidor.

“Se for o caso, o consumidor pode identificar o número que liga para ele com a operadora do celular ou de telefonia e enviar uma carta solicitando a retirada do contato da lista em que foi colocado de forma indevida ou sem autorização”, finaliza Marchetti.

Fonte: Veja

Senado aprova projeto que limita ligações de telemarketing

Provavelmente você não conhece ninguém que já tenha sido entrevistado pelo Ibope ou qualquer outro instituto de pesquisa, mas que todo mundo já recebeu e conhece muita gente que recebe ligações de empresas de telemarketing quase que diariamente, tenho certeza.

Em tempos não muito distantes você ainda podia xingar ou desligar na cara do atendente que incomodava com ligações em dias e horários mais que inconvenientes. Hoje, isso fica quase impossível por conta das gravações que passaram a infestar esse tipo de ligação.

Já foram criados vários mecanismos para proteger o consumidor desse tipo de abuso e todos eles falharam sensacionalmente. Agora, o Senado deu o pontapé inicial no trâmite de mais uma lei que pretende acabar com esses abusos. Os principais pontos da lei são: a identificação obrigatória da empresa que está ligando, assim como o nome do operador (como vai ser com as mensagens gravadas?); e a definição do horário das ligações – entre 10h e 21h de segunda a sexta e entre 10h e 13h aos sábados.

Será que isso vai funcionar dessa vez?

O Senado aprovou na última semana um projeto de lei para evitar abusos na atividade de telemarketing. A proposta tem como seus principais pontos a limitação dos horários em que as ligações podem ser feitas.

O texto, que modifica o Código de Defesa do Consumidor, foi votado na CTFC (Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle) do Senado e segue agora para análise da Câmara.

Outra previsão do projeto é a criação de um “botão” que, se acionado pelo consumidor, derruba automaticamente a chamada e retira o contato do cadastro da empresa por quatro meses.

A empresa será ainda obrigada a ser identificada nas ligações, assim como o nome do operador, que deve ainda oferecer um número de telefone para retorno.

Se aprovado no Câmara, o texto limitará as ligações de telemarketing entre 10h e 21h de segunda a sexta e entre 10h e 13h aos sábados. Fica proibido ainda que as empresas façam mais de três ligações ou enviem mais três mensagens por dia ao mesmo consumidor.

O projeto é de autoria do senador Roberto Muniz (PP-BA) e foi relatado no Senado por Armando Monteiro (PTB-PE). Na visão do pernambucano, a lei é necessária por falta de autorregulamentação do setor. “O projeto assegura mais direitos ao consumidor. Os fornecedores que utilizam os serviços remotos de marketing passarão a adotar padrões mínimos de qualidade que afastem o abuso no oferecimento de produtos e serviços ao consumidor”, justifica o parlamentar.

Fonte: Folha de S. Paulo

Quem controla a mídia no Brasil? – Um estudo que comprova a hipocrisia da audiência brasileira

No fim do ano passado li um estudo muito interessante realizado pela organização Repórteres Sem Fronteiras e o grupo Intervozes. Nele estavam dados sobre quem controla os principais meios de comunicação do Brasil. O assunto, que sempre me interessa, levanta questões que sempre fazem com que os revoltados fiquem sem poder responder. Por exemplo, por que não boicotar o sistema e dar audiência para os veículos que só falam a verdade?

Sempre achei curioso que aproximadamente 99,28% das pessoas que gritam “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo” não abrem mão da sua novela, dos desfiles das escolas de samba, do futebol, das transmissões de shows e festivais de música, do Jornal Nacional, do pay-per-view, do BBB, dos filmes dos canais por assinatura, etc. Isso, sem falar que todos são contra mas adoram quando aparecem no citado canal ou quando algum amigo/cliente aparece nas páginas dos jornais ou revistas do grupo.

Os números mostram que os líderes continuam líderes e que não há nenhum movimento para uma mudança (nem por conta da qualidade da programação ou por razões ideológicas dos leitores/ouvintes/telespectadores.

O estudo pode ser revelador de que há muita hipocrisia e pouco idealismo no país.

O estudo

A organização Repórteres Sem Fronteiras e o grupo Intervozes apresentaram o relatório “Monitoramento da Propriedade da Mídia no Brasil” (Media Ownership Monitor/Brasil – MOM). O estudo traz informações detalhadas sobre quem são os principais responsáveis pelos órgãos de imprensa do país, suas atuações em outros setores da economia e mostra o nível de concentração da propriedade dos meios de comunicação locais.

“O MOM associa os nomes dos proprietários aos seus veículos de mídia, grupos econômicos e empresas em outros setores, sistematiza essas informações e as torna acessíveis ao público em geral”, afirma o coordenador da pesquisa pelo Intervozes, André Pasti. Para gerar o relatório, a investigação durou quatro meses, abrangendo os 50 veículos de comunicação com maior audiência no Brasil e os 26 grupos econômicos que os controlam.

Para os organizadores da pesquisa, a transparência a respeito da propriedade da mídia é pequena, pois as empresas não são legalmente obrigadas a divulgar sua estrutura acionária ou balanços. Além disso, nenhuma das organizações respondeu as solicitações de informação da equipe do MOM.

A metodologia para o monitoramento foi desenvolvida pela organização Repórteres Sem Fronteiras. “A mídia não é como qualquer outro setor econômico. É importante saber quem a controla. Os cidadãos têm direito de conhecer os interesses por trás dos meios de comunicação que consomem. É isso que o Media Ownership Monitor deseja proporcionar”, diz o diretor do MOM e integrante da Repórteres Sem Fronteiras na Alemanha, Olaf Steenfadt.

Centros de poder da mídia

Os 50 meios de comunicação com maior audiência no Brasil pertencem a 26 grupos empresariais: nove são do Grupo Globo; cinco do Grupo Bandeirantes; cinco de Edir Macedo (considerando a Rede Record e os meios de comunicação pertencentes à Igreja Universal do Reino de Deus); quatro da RBS; e três do Grupo Folha. Os grupos Estado, Abril e Editorial Sempre Editora/Sada controlam, cada um, dois dos veículos de maior audiência. Os demais grupos possuem apenas uma das mídias pesquisadas.

No total, 80% dos grandes grupos de mídia estão localizados nas regiões Sul e Sudeste do país. Entre os dados revelados pelo estudo é informado que a região metropolitana de São Paulo abriga 73% das empresas sudestinas do setor.

As emissoras de rádio e televisão são organizadas em redes nacionais, em que afiliadas locais retransmitem programação da empresa-mãe. “A propriedade das empresas de comunicação reflete esta hierarquia da transmissão do conteúdo. As afiliadas pertencem a políticos locais ou mantêm fortes laços com eles, o que reforça as relações de poder entre as oligarquias locais e a sede dos grupos, em São Paulo”, dizem os responsáveis pelo estudo.

Os donos da audiência

Como principal meio de comunicação de massa no Brasil, a TV concentra altos índices de audiência. Mais de 70% do público nacional é compartilhado entre quatro grandes redes televisivas: Globo – com 36,9% do total da audiência –, SBT (com 14.9%), Record (com 14,7%) e Band com (4,1%).

O estudo mostra, ainda, que a concentração da audiência se estende aos mercados de mídia impressa e online. A soma da audiência dos quatro principais veículos, em ambos os segmentos, é superior a 50%.

Em rádio, a audiência local é menos concentrada e mais relacionada a dinâmicas de cada cidade. As emissoras de rádio, no entanto, também são organizadas em redes nacionais, que transportam grande parte do conteúdo das emissoras-mães. Das 12 grandes redes de rádio, três pertencem ao Grupo Bandeirantes de Comunicação e duas ao Grupo Globo.

Propriedade Cruzada

Outra questão abordada no estudo é a da propriedade cruzada, ou seja, quando um mesmo grupo controla emissora de rádio, televisão, jornais e portais na web. No Brasil não há dispositivos legais que impeçam este fenômeno. Ao contrário, “a comunicação de massa se constituiu com base na propriedade cruzada, o que reforça a concentração da propriedade nas mãos de um pequeno número de grupos. Isto se aplica tanto a nível nacional como estadual e local”, declaram os responsáveis pela pesquisa.

A única norma brasileira que limita a propriedade cruzada é a Lei 12.485 / 2011, que regula o mercado de televisão por assinatura e proíbe que empresas produtoras de conteúdo audiovisual, por um lado, e as empresas de rádio e de televisão por assinatura, por outro, se controlem mutuamente.

O Grupo Globo, por exemplo, desempenha papel central em diversos mercados: a Rede Globo é líder da TV aberta; o conteúdo gerado por sua subsidiária GloboSat – que inclui GloboNews e dezenas de outros canais – tem destaque na TV por assinatura; o portal Globo.com é o maior veículo de notícias online no Brasil; e as redes de rádio Globo e a CBN estão entre as dez maiores em termos de público. Além disso, o conglomerado atua nos mercados editorial e fonográfico.

Mais dois exemplos podem ser vistos com os grupos Record e RBS. O Grupo Record opera a Record TV e a RecordNews na TV aberta, e seu jornal (Correio do Povo) e o portal R7 estão entre os veículos com maior audiência no país. A RBS, por sua vez, administra a afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, os jornais Zero Hora e Diário Gaúcho, duas redes de rádio (a nacional Gaúcha Sat e a regional Atlântida), o portal ClicRBS e possui outros investimentos em mídia digital, bem como em publicações impressas.

Veja o alcance dos grupos de mídia e seus veículos em números no infográfico apresentados pelos organizadores da pesquisa:

Coronelismo eletrônico

Além de apresentar quem são os grupos de mídia que detêm mais audiência e falar sobre suas extensões, o Monitoramento da Propriedade da Mídia no Brasil mostra quem são os proprietários por trás da comunicação destas empresas, o que inclui pessoas muito próximas a políticos e donos de fundações privadas como bancos, siderúrgicas e igrejas.

De acordo com a Constituição Federal (art.54), políticos titulares de mandato eletivo não podem ser sócios ou associados de empresas concessionárias do serviço público de radiodifusão. Apesar disso, 32 deputados federais e oito senadores controlam meios de comunicação, ainda que não sejam seus proprietários formais.

Em diversos estados brasileiros, os maiores impressos, as afiliadas das grandes redes de TV e estações de rádio são controlados por empresas que representam diretamente políticos ou famílias com uma tradição política – geralmente proprietárias de empresas em mais de um setor da mídia. Como reproduz a concentração da propriedade da terra no Brasil, esse fenômeno é definido, por pesquisadores, como “coronelismo eletrônico”.

Ex-deputado federal e atual prefeito de Betim (MG), Vittorio Medioli (PHS) é um destes políticos. Sua mulher e sua filha gerenciam os negócios de mídia do Grupo Editorial Sempre Editora, que publica cinco jornais – entre o Super Notícias e O Tempo –, tem um portal de internet, um canal de webTV e uma estação de rádio FM.

“A família Macedo, que controla o grupo Record e a Igreja Universal do Reino de Deus, também domina um partido político, o Partido Republicano Brasileiro (PRB), que conta com um ministro no governo federal, um senador, 24 deputados federais, 37 deputados estaduais, 106 prefeitos e 1.619 vereadores”, informam os responsáveis pelo estudo que cita, ainda famílias como os Câmara (Goiás e Tocantins), Faria e Mesquita (São Paulo).

O MOM destaca que, na maioria dos casos, os laços entre políticos e meios de comunicação de massa são forjados por meio de estruturas de rede e acordos comerciais em que grandes radiodifusores nacionais sublicenciam sua marca e seu conteúdo para empresas no nível estadual. Esses afiliados atuam como redistribuidores, mas são veículos de co-propriedade para homens (muito raramente mulheres) poderosos em seus estados e municípios.

Há outros exemplos apresentados no relatório:

  • O Grupo do qual fazem parte a TV Bahia (afiliada da Rede Globo) e o jornal Correio da Bahia, controlado pela família Magalhães, do atual prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM).
  • O Grupo Arnon de Mello, que possui a TV Gazeta Alagoas (afiliada da Rede Globo), o jornal Gazeta de Alagoas e a emissora de rádio FM Gazeta 94, é liderado pelo ex-presidente e agora senador Fernando Collor de Mello (PTC).
    O Grupo Massa (afiliada do SBT no Paraná), do apresentador Carlos Massa, cujo filho, Ratinho Filho, foi deputado estadual e federal;
  • E o Grupo RBA de Comunicação, que possui o jornal Diário do Pará e a TV Tapajós (afiliada da Globo no Pará) e pertence ao senador Jader Barbalho (PMDB) e sua família.

Para além da política

Além de controlar as empresas de comunicação, os proprietários da mídia no Brasil mantêm fundações privadas no setor de educação, são ativos nos setores financeiro, de agronegócios, imobiliário, de energia e de saúde ou empresas farmacêuticas.

Por exemplo, o grupo Sada/Editora Sempre, da família Medioli, que investe em transporte de veículos e carga, logística, siderurgia, energia, esportes e educação. Além deste, há os proprietários do grupo Objetivo, que, além de controlar a Rádio Mix, são donos de escolas privadas, cursos pré-vestibulares e da Universidade Paulista (Unip).

Redes nacionais de rádio e televisão também são ligadas a igrejas, como o Grupo Record, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus e à Rede Aleluia de Rádio. Seu proprietário majoritário, o bispo Edir Macedo, também controla 49% do capital do Banco Renner.

Fonte: Comunique-se

 

 

Classic Quadrophenia Live – NY, 10/09/17

O dia 10 de setembro de 2017 vai ficar marcado para sempre na minha vida (pessoal e profissional). Neste dia, Jo Nunes me proporcionou a oportunidade de ir até o Metropolitan Opera House de Nova York para assistir ao último dos artistas que faziam parte da minha lista obrigatória para ver antes de morrer: Pete Townshend. Era o último que faltava antes de (se quiser) me aposentar da vida de concertos musicais.

Já tendo assistido gente como Les Paul (o inventor da guitarra), Eric Clapton (uma meia dúzia de vezes), Elton John (outra meia dúzia de vezes), Paul McCartney (umas duas dezenas de vezes), Steve Winwood, Brian Wilson, Police, Roger Waters, Sting, Rolling Stones, John Mayall, Supertramp, Tears for Fears, Oasis, Bob Dylan, Paul Simon, James Taylor, Albert King, Dr. John, B. B. King, Robert Cray, Buddy Guy, Johnny Rivers, Johnny Winter, Bajofondo, Gothan Project, Roger Hodgson, Ron Carter, T.M. Stevens, Coco Montoya, Jethro Tull, Van Halen, Ringo Starr, Micky Dolenz, Bruce Springsteen, Yes, Chuck Berry, Al Jarreou, Madonna, U2, Dione Warwick, Rod Stewart, Cindy Lauper, Pearl Jam, Kiss, Jeff Healey, Al Di Meola, José Feliciano, Iron Maiden, Scorpions, Steve Wonder, Air Suply e, sem modéstia, muitos outros, ficava faltando apenas Pete Townshend para completar a minha lista antes da aposentadoria. E falo de Pete e não necessariamente do The Who.

Admito que tinha poucas esperanças em conseguir estar na plateia de um show do guitarrista até que o empresário da banda deu uma entrevista para uma das rádios da BBC (em meados de 2017) informando que a banda iria tocar na América do Sul. Isso, em conjunto com o anúncio de Townshend que iria se afastar por um ano de qualquer atividade musical, deixou o comparecimento a um show do Who obrigatório. Porém, antes disso, uma viagem para Nova York – essa história ainda vai ser contada em uma série de posts – iria proporcionar uma experiência única: assistir Pete Townshend participando da versão sinfônica do disco/ópera rock, com direito as participações de Billy Idol, Alfie Boe, uma orquestra de 90 músicos, um coro de 40 vozes, além de uma banda de rock. O presente, proporcionado pela minha noiva Jo Nunes nunca vai sair da minha memória, mesmo que não tenha conseguido ver boa parte do espetáculo por conta da enorme e absurda quantidade de lágrimas derramadas (ainda bem que tudo foi filmado e gravado).

A expectativa

Quem ouviu a versão de estúdio do Classic Quadrophenia não teria grandes expectativas sobre o show. As canções são ótimas, mas perderam muito da sua força. Já o vídeo da apresentação no Royal Albert Hall é bem melhor, mas não faz jus ao que foi apresentado ao vivo em NY e, provavelmente no próprio RAH.

O show

Só entrar no Metropolitan Opera House – onde um mineiro nos atendeu na lojinha da casa de espetáculos – já foi uma emoção. Localizada no Lincoln Center, um dos locais de visita obrigatória em NY – onde existem escolas de teatro, dança, galeria de arte, etc – a casa estava tomada por um público bastante diferente dos de óperas. Eram pessoas com camisas do Who ou outras bandas e até algumas vestidas com ternos ou casacos elegantes, mas a maioria era mesmo de rockers.

O lugar é lindo e a acústica já podia ser conferida apenas pelo som das conversas da plateia e no momento da afinação dos instrumentos da orquestra. Dividido em dois atos, o show, que não deve ser mais apresentado, teve os arranjos criados por Rachel Fuller (atual mulher de Townshend). Pete, nesses shows em NY, participou como o pai, o avô e ainda tocou violão em canções como Drowned e I’m One. Alfie Boe, que cantou a maioria das músicas, fez um trabalho brilhante e em que nada lembrava Roger Daltrey (deixo claro que isso é um grande elogio), trazendo uma identidade própria para suas interpretações. Billy Idol (velho amigo de Townshend) também esteve ótimo, parecendo se divertir muito e sabendo de cor todas as letras (inclusive as partes de Boe e Townshend).

Ouvir uma orquestra de 90 peças e um coral de 40 vozes sempre vai ser uma experiência mágica. Ainda mais quando todos os participantes parecem estar se divertindo. Como já disse, não tive como ver muita coisa da primeira parte do show (apenas ouvi), mas a segunda parte (quando estava mais recomposto) mostrou que o ingresso (muito mais barato que assistir a gravação do DVD de um artista brasileiro) foi um dinheiro muito bem investido.

Os pontos altos? 5:15, Love, Reign O’er Me, The Real Me e todas as participações de Townshend.

Voltei par o hotel com os olhos inchados e a alma leve.

Obrigado, Jo. Nunca poderei retribuir o bastante.

PS: Quem puder deve assistir ao DVD.

 

O engodo das Operações da Lei Seca no Rio de Janeiro

Passei o dia vendo reportagens e pessoas exaltando o aniversário de nove anos do início das chamadas blitz da Operação Lei Seca. Vamos deixar claro que sou totalmente favorável a Lei, que existe faz muito tempo, bem antes da modificação que a tornou um veículo para que governos mal-intencionados a usassem como desculpa para extorquir mais verbas dos já oprimidos contribuintes, principalmente no Estado do Rio de Janeiro, e que sei que devo ser uma voz quase solitária. As tais blitzen nunca tiveram por objetivo salvar vidas. Sempre foram realizadas com o dinheiro como alvo. O percentual de motoristas flagrados com excesso de álcool no sangue sempre foi pífio (muitas vezes menos de 2% dos motoristas autuados), o que significa que a grande maioria sempre foi multada ou rebocada por conta de multas ou IPVA atrasados, razões que não necessariamente causam acidentes. Portanto, se levarmos em consideração esses fatores, o número de vidas salvas é bem menor que o alardeado ou cada pseudo acidente teria um número de vítimas fatais que somente caberiam apenas em um micro-ônibus.

Foto: Paulo Vitor

Dizer que a redução no número de motoristas flagrados é uma consequência somente das blitzen é de uma ingenuidade sem descrição. Só a quantidade de pessoas que se utilizam de aplicativos e grupos de WhatsApp para se livrar do arrocho das autoridades – vale lembrar que o Rio é um dos poucos lugares do mundo onde é obrigatório fazer uma vistoria anual do seu veículo, pagando uma taxa, claro – é substancial o suficiente para ser considerado nessa equação.

O que mais me incomoda é a parafernália montada e o efetivo policial usados para extorquir dinheiro de motoristas que dirigem assustados e com medo em um estado onde a segurança é uma piada.

O governo do Rio de Janeiro divulgou um release sobre o aniversário. É surreal e infelizmente foi comprado por grande parte da mídia e da população.

Querem fazer blitz e rebocar carros com IPVA atrasado? Mudem o nome e deixem a Lei Seca em paz.

Quando começou a Operação, em 19 de março de 2009, o percentual de motoristas abordados embriagados nas blitzen era de 7,9%, e esta média caiu para 4,3% em 2017. A comparação entre o número de motoristas abordados e os flagrados com sinais de embriaguez reduziu 45% em nove anos.

Balanço atualizado

Desde a criação da Operação Lei Seca até o último dia 14/3, 2.801.642 motoristas foram abordados em 20.295 ações de fiscalização em todo o Estado do Rio de Janeiro. E, ainda, 521.316 veículos foram multados, 100.974 veículos foram rebocados, 174.509 motoristas tiveram a CNH recolhida e foi identificada embriaguez em 183.219 motoristas.

Saudade é não poder voltar

Belas palavras

Divagações & Pensamentos


(Gostou? veja também de 2014: impuro e virtuoso)
É sombra que não se alcança.
Fumaça que se dissipa com o vento.
É vento que sopra o arrepio na nuca.
Calafrio em quarto escuro.
É desejo que não pode ser atendido.
Realidade escapando entre os dedos.
Uma cama vazia.

É sentir a presença na ausência.
Reflexo abandonando o espelho.
É roupa suja que foi largada.
Passos que vão sendo apagados.
É silêncio que se ouve mais que grito.
Murmúrios que se vão abafando.
Uma porta trancada.

É angústia pelo que não foi dito.
Arrependimento que não permite o perdão.
É uma toalha sobre a cama molhada.
Espelho ainda embaçado.
É solidão depois de uma madrugada.
Liberdade de quem não se quer liberto.
Um chaveiro deixado.

É explosão contida de sentimento.
Garrafa pela metade.
É fogueira que queima sem chama.
Lareira com fogo apagado.
É olhar que se fixa no teto.

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Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Vamos continuar com as dicas pré-viagem. Mas antes, vamos relembrar algumas coisas que citamos na Parte I das Dicas de Viagem.

1- Já escolheu a época da viagem;
2- Já selecionou algumas opções de destinos (nacionais e internacionais);
3- Já definiu o orçamento e o tipo de viagem que gostaria de fazer;
4- Já fez uma pesquisa sobre as atrações e se há algum feriado ou evento na cidade destino que possa atrapalhar a sua diversão.

Chegou a hora de se aprofundar ainda mais na programação, a não ser que, como já citei no texto anterior, você seja um mochileiro, esteja viajando por impulso, ou seja daquele tipo de pessoa que acha que nada precisa de programação (um easy rider retardatário).

O Orçamento

Toda viagem depende, basicamente, de quanto você pode gastar. Há o mito de que as viagens nacionais são mais baratas do que as para o exterior. Infelizmente, muitas vezes é mais barato ir do Rio para Miami do que para Manaus ou Fernando de Noronha. O mesmo vale para as diárias de hotel. Muitos estabelecimentos em Nova York têm tarifas iguais às cobradas no Rio de Janeiro. Portanto, caso a sua intenção não seja fazer uma viagem curta e para bem perto, não fique preso ao conceito de que viagens internacionais são caras. No fim das contas, um fim de semana em Buenos Aires pode sair muito mais em conta do que um fim de semana em Recife.

Gastos obrigatórios

Há despesas óbvias e das quais não há como fugir. Passagens, hotéis, malas, vistos e seguros (no caso de destinos internacionais), são alguns deles. Os mais importantes são, claro, passagem e hospedagem. São esses gastos que podem definir a duração e o destino das suas férias. Há sempre maneiras de conseguir tarifas e/ou descontos para aliviar o bolso, desde que haja disposição para abrir mão de alguns luxos.

Viagens em ônibus regulares, nas classes econômicas de empresas aéreas de atendimento menos glamoroso e em voos com escalas podem fazer muita diferença, assim como quartos duplos em hotéis que não fiquem tão perto das atrações ou dos centros das cidades.

Dicas para economizar

Antes de fechar qualquer orçamento, lembre-se de verificar todo e qualquer programa de fidelidade do qual participe. Cartões de crédito e clubes de fidelidade podem dar descontos em hotéis, pacotes turísticos, seguros e muito mais. Então, faça uma pesquisa em todos os seus prêmios que possam estar pendentes.

Outra dica é verificar a enxurrada de sites que fazem levantamentos de preços de hotéis e viagens e que inundam os comerciais dos canais de TV. Infelizmente, nenhum desses sites ou aplicativos mostra todas as possibilidades de hospedagem ou preços de passagens. É preciso mesmo fazer uma verificação em cada um deles e – apesar de parecer uma aberração em tempos digitais – anotar as melhores tarifas de cada um deles, além dos sites de redes de hotéis e empresas aéreas.

Diferentemente de sites especializados em turismo, o F(r)ases da Vida não ganha nenhum centavo com opiniões positivas ou negativas sobre algum site ou companhia. Sendo assim, os links que vou indicar são por terem proporcionado boas experiências para este viajante.

Sites para pesquisa de passagens aéreas e hotéis

Trivago
Hoteis.com
Expedia
Booking.com
Accor Hotéis
Tripadvisor
Airbnb
Hotel Urbano
CVC
Kayak
Decolar
Maxmilhas
Viajanet
Latam
Gol
Azul
Skyscanner
Avianca
Birtish
American
Alitalia
Air France
United

No próximo post vamos falar mais especificamente sobre transporte.

Dicas de Viagem Parte I

Participação dos importados no consumo brasileiro sobe para 17%

O dólar continua alto, as taxas de importação e os impostos são abusivos, mas a qualidade dos produtos importados é, na maioria das vezes, tão maior que a dos produtos fabricados no Brasil que o brasileiro não perde a chance de colocar a mão em produtos de fora do país. Mas é importante salientar que esse movimento não é apenas do consumidor brasileiro, mas, sim, principalmente, do empresariado brasileiro, como mostra o estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que reproduzo abaixo. Um verdadeiro retrato de que o protecionismo não presta.

Depois de três anos consecutivos de queda, a participação dos produtos importados no consumo brasileiro aumentou para 17% em 2017. Isso significa que, de cada cem produtos vendidos no mercado interno no ano passado, 17 foram estrangeiros. Enquanto isso, a participação das exportações na produção da indústria brasileira de transformação caiu para 15,6%, interrompendo uma sequência de altas registradas desde 2015. Ou seja, de cada cem produtos fabricados pela indústria de transformação no ano passado, quase 16 foram vendidos para o exterior. As informações são do estudo Coeficientes de Abertura Comercial, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O aumento da participação dos importados no mercado nacional e a perda da importância das exportações na produção da indústria é resultado da recuperação do consumo interno e da valorização do real diante do dólar, observa a economista da CNI Samantha Cunha. Ela explica que a evolução dos coeficientes de abertura comercial permite analisar a integração da indústria brasileira ao comércio internacional. Os dados de 2017 confirmam que o setor continua com o foco voltado para o mercado doméstico.

De acordo com o estudo, o coeficiente de penetração das importações, que mede a participação dos importados no mercado brasileiro cresceu 0,6 ponto percentual em 2017 na comparação com 2016. O coeficiente de insumos industriais importados cresceu de 22,5% em 2016 para 23,5% em 2017, a preços constantes. “Os setores de metalurgia, químicos e vestuário e acessórios apresentaram as maiores altas dos coeficientes de insumos industriais importados em 2017 na comparação com 2016”, observa o estudo.

O coeficiente de exportação ficou estável em 2017, com uma queda de apenas 0,1 ponto percentual em relação ao ano anterior. “Mesmo diante de condições mais favoráveis da demanda mundial, as quantidades exportadas pelas empresas industriais cresceram a um ritmo menor. A taxa de crescimento caiu de 6,6% em 2016 para 2,3% em 2017”, diz a CNI. As maiores quedas do coeficiente de exportação foram registradas nos setores de outros equipamentos de transporte, fumo e couro e calçados.

Conheça os quatro coeficiente de abertura comercial

1) Coeficiente de exportação: O indicador mede a participação das vendas externas no valor da produção da indústria de transformação. Com isso, mostra a importância do mercado externo para a indústria. Quanto maior o coeficiente, maior é a importância do mercado externo para o setor. O Coeficiente de Exportação a preços constantes, que exclui os efeitos das variações de preços, caiu de 15,7% em 2016 para 15,6% em 2017. Isso significa que a indústria de transformação brasileira exportou 15,6% da produção no ano passado.

2) Coeficiente de penetração de importações: O indicador acompanha a participação dos produtos importados no consumo brasileiro. Quanto maior o coeficiente, maior é a participação de importados no mercado interno. O coeficiente de penetração das importações a preços constantes subiu de 16,4% em 2016 para 17% em 2017. Isso significa que entre todos os produtos consumidos no país no ano passado, 17% foram importados.

3) Coeficiente de insumos industriais importados: O indicador aponta a participação dos insumos industriais importados no total de insumos industriais adquiridos pela indústria de transformação. Quanto maior o coeficiente, maior é a utilização de insumos importados pela indústria. O indicador aumentou de 22,5% em 2016 para 23,5% em 2017, a preços constantes. Isso significa que do total de insumos industriais consumidos pela indústria de transformação no ano passado, 23,5% foram importados.

4) Coeficiente de exportações líquidas: O indicador mostra a diferença entre as receitas obtidas com as exportações e as despesas com a importação de insumos industriais, ambos medidos em relação ao valor da produção. Se o coeficiente é positivo, a receita com exportação é maior do que os gastos com importações de insumos industriais. No ano passado, o coeficiente ficou em 4% a preços constantes, abaixo dos 4,8%, registrados em 2016.

Fonte: CNI

Receita: Batata Rostie

Outro dia postei em algumas redes sociais fotos de umas batatas Rostie que tinha feito. Para minha surpresa, recebi vários pedidos para publicar a minha receita. Bem, aqui vai ela, mas antes algumas explicações sobre o prato e os equipamentos necessários.

A origem

A Batata Rösti, Rostie ou Batata Suíça é um prato tradicional da região do Cantão de Berna – a parte alemã da Suíça. Ela pode ou não ser recheada, mas devemos sempre lembrar que a palavra Rösti, significa fina e crocante. Portanto, seja lã a maneira como for prepara-la, ela precisa ficar crocante por fora e macia por dentro, mesmo que façamos do jeito brasileiro, nada fino.

O equipamento

Apesar de razoavelmente fácil, uma boa batata Rostie precisa de uma frigideira especial, que pode ser uma omeleteira ou similar. Pode-se até fazer sem esse equipamento, mas vai ser mais difícil obter um resultado perfeito.

A batata

É possível preparar a batata Rostie com qualquer tipo de batata, mas se você quer um resultado realmente bom, é melhor usar a asterix. A asterix (nenhuma relação com o herói gaulês das histórias em quadrinhos) é aquela de casca rosa. Ela é a mais apropriada para frituras e para a preparação da Rostie por ter mais amido e ser menos úmida, o que faz com que ela fique mais crocante e cremosa, que não são coisas excludentes.


Ingredientes

Quatro (4) batatas médias – para uma frigideira pequena/média
Manteiga com sal
Água fervente
Pimenta do reino
Salsinha (opcional)


O preparo

Há várias técnicas para o preparo da Rostie. Já experimentei todas e vou publicar a que me trouxe os melhores resultados.

 

Primeiro descasque as batatas e coloque a água para ferver. Com um processador, fatie as batatas com a lâmina que normalmente é usada para fatiar legumes para saladas. Coloque em um escorredor de macarrão ou legumes e jogue a água fervente sobre ela, para dar uma escaldada, mas sem cozinhar.

Em seguida, ainda, com o perdão do trocadilho, com a batata quente, misture um pouco da manteiga (algo entre 50g e 75g) e a salsinha (1/3 de um molho, aproximadamente) e a pimenta do reino. Misture bem e forre o fundo de uma das frigideiras/omeleteiras com uma camada não muito grossa (a não ser que seu recheio seja muito cremoso). Coloque as camadas do recheio sempre deixando o ingrediente mais cremoso (Catupiry ou cheddar, por exemplo) por último, para que fique na parte de cima da batata. Depois, é só fechar com outra camada de batata e levar ao fogo baixo/médio, virando de tempos em tempos para conseguir uma cor e crocância perfeitas e não deixar que ela queime.

Recheios

Os brasileiros meio que bagunçaram o prato (nesse caso, no bom sentido), o que significa que quase tudo é permitido. Os mais tradicionais são os recheios de bacon com cheddar, queijo e presunto, e o meu favorito, calabresa com mussarela, cebola e tomate.

Você pode fazer com o ingrediente que preferir (camarão, frango, catupiry, carne de porco desfiada, etc. O importante é lembrar de deixar o ingrediente mais cremoso ou que derreta na parte de cima do recheio. Isso evita que a batata grude no findo da primeira frigideira.

Observações finais

Preparar uma boa batata Rostie não chega a ser um tratado de física quântica, mas tem seus segredos. Já fiz sem ter uma frigideira própria, mas, confiem, dá muito mais trabalho. Outra coisa: . A manteiga e o recheio são mais que suficiente.

Uma última dica: escolha um recheio simples para a sua primeira tentativa. Caso não fique boa, você não vai desperdiçar ingredientes caros nesse primeiro teste.

Boa sorte e bom apetite.

Malware infecta mais de 400 mil PCs através de brecha em app de torrent

Um alerta par quem usa torrents

Information Security

De acordo com um relatório da Microsoft, mais de 400 mil PCs foram infectados globalmente por um malware chamado “Dofoil” e suas variantes. Nesse caso, a ameaça estava sendo usada para minerar criptomoedas com o poder computacional dos dispositivos das vítimas. A infecção aconteceu por meio de uma brecha de segurança do MediaGet, um cliente de torrent para a rede do BitTorrent. O app na verdade distribuiu o malware através de uma atualização, a qual continha o código malicioso embutida.

A Microsoft não especificou como o Dofoil foi parar dentro do código do app de torrent, e não sabemos se a desenvolvedora da ferramenta estava de alguma forma envolvida no esquema ou se foi apenas uma vítima de hackers. Seja como for, boa parte dos computadores afetados eram de usuários na Rússia, Ucrânia e Turquia.

Distribuição massiva

De acordo com a Microsoft, o malware começou a ser distribuído…

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Depois de Phil Collins, Steve Hackett

A música do Genesis parece ter sua mira apontada mesmo para o Brasil. Depois da passagem de Phil Collins pelo país, agora é a vez do guitarrista Steve Hackett desembarcar por aqui. No Rio, Hackett se apresenta no Vivo Rio, no dia 23, e o F(r)ases da Vida estará lá para conferir e dizer como foi o show.

A promessa é de que o show englobe canções de toda a carreira de Hackett, incluindo Genesis e o supergrupo GTR, que formou com Steve Howe, nos anos 80.

Serviço

Datas: 23/03/2018 – Sexta-feira
Local: Vivo Rio
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Horário: 22h
Abertura dos portões: 20h
Preços: De R$ 190 a R$ 320

Palavra do Dia: Pseudo

Não há pseudos amores, pseudo fidelidade ou pseudo comprometimento. Acho que, na verdade, não há pseudos nada. Pseudo é daquelas palavras que dificilmente vem acompanhadas de algo positivo. Sou fã da sua utilização, mas nem um pouco fã dos seus significados.

Significado:

pref. De teor falso; cujo conteúdo não corresponde à realidade.
adj. Gíria. Que é falso, enganoso: ele levava uma pseudo vida.
s.m. e s.f. Alguém que aparenta ser o que não é; geralmente se refere aos pseudointelectuais: ninguém aguenta mais o pseudo da faculdade.
Gram. Acrescenta-se o hífen quando a palavra for iniciada por uma vogal idêntica à vogal do prefixo ou por h.
(Etm. do grego: pseûdos.eos)

Sinônimos:
falso, enganador, errôneo, pseudointelectual

Classe gramatical:
pronome de tratamento

Monty Python ganha biografia

Talvez os mais jovens estejam se perguntando: “o que diabos é Monty Python?”. O Monty Python é/foi um grupo humorístico inglês que revolucionou o jeito de fazer graça na TV (entre 1969 e 1974) e no cinema (entre 1975 e 1983), influenciando gente como o ex-beatle George Harrison, o comediante e ator Tom Hanks, os comediantes do Saturday Night Live e as mentes que criaram o TV Pirata e Casseta & Planeta – afinal, o humor começou muito antes do Porta dos Fundos. Lançado originalmente em 2003, Monty Python – Uma Autobiografia Escrita Por Monty Python, ganhou versão brasileira no início do ano, com prefácio do cronista Antonio Prata e de Gregório Duvivier, do já citado Porta dos Fundos.

As informações acima podem gerar uma outra dúvida: por que fazer uma crítica de um livro lançado em 2003 e que chegou ao Brasil em janeiro, quando já estamos em março? A resposta merece um parêntesis.

Abre parêntesis

Sempre que possível faço criticas de discos, filmes, shows, peças de teatro e livros. Porém, diferentemente de muitos veículos de comunicação que até gozam de certo prestígio, não escrevo sobre nada que não tenha lido, ouvido ou assistido. Não acho justo com o artista, escritor e, principalmente, com o leitor. Reproduzir as informações contidas em um release é fácil, mas está longe de poder ser considerado jornalismo. Portanto, você jamais irá ler uma crítica no F(r)ases sobre algo que não tenha sido verdadeiramente analisado. Se você vai concordar ou não é outra história.

Fecha parêntesis

 

Formado pelos britânicos Eric Idle, Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin, Terry Jones e pelo americano e Terry Gilliam (responsável pelas ilustrações que tornavam o humor do grupo ainda mais único), o sexteto mudou o mundo e tinha uma química tão poderosa que George Harrison dizia acreditar que o espírito dos Beatles havia reencarnado no Monty Python, já que eles se reuniram no mesmo ano no qual os Fab Four se separaram. Harrison era tão fã do grupo que chegou a criar uma produtora de cinema e a hipotecar a sua casa para produzir o filme A Vida de Brian, o que, segundo os Pythons, deve ter sido o ingresso de cinema mais caro da história.

Spam e outros quadros

Mas, provavelmente, a maior contribuição dos Pythons (como eles se chamavam) foi a inclusão da expressão spam na vida de praticamente todos os moradores da Terra que usem a internet. A expressão spam/caixa de spam foi adotado por cause de um esquete do grupo onde um casal vai até uma taberna viking onde todos os pratos são servidos com spam (uma marca de carne suína enlatada, popular e de má qualidade). Depois do esquete, o spam (Sending and Posting Advertisement in Mass, ou enviar e postar publicidade em massa, ou ainda Stupid Pointless Annoying Messages) foi incorporado aos leitores de e-mail de todo o mundo.

O livro – publicado pela editora Realejo – sofre com algums problemas de tradução, especialmente nos nomes dos quadros que fizeram a fama dos Pythons, mas nada que atrapalhe o entendimento do espírito da coisa, como A Inquisição Espanhola, O Papagaio Morto, O Ministério das Caminhadas Tolas ou a Canção do Lenhador (The Lumberjack Song), a minha preferida.

Outro detalhe do livro é que a narrativa, apesar de cronológica, não é linear. Todo o texto é baseado em entrevistas dos membros vivos e nos relatos do diário e de familiares de Graham, morto em 1989, o que faz com que cada tópico seja comentado por cada um dos membros do grupo, muitas vezes mais de uma vez, e exige uma atenção extra para lembrar quem falou o que. Uma bagunça organizada, bem ao estilo Python.

 

Eric Idle, Graham Chapman, Michael Palin, John Cleese,, Terry Jones e Terry Gilliam

Flying Circus e a conquista do cinema

 

O legado do Monty Python vai desde as esquetes criadas para o Monty Python’s Flying Circus (transmitido pela BBC entre 1969 e 1974), como as citadas anteriormente, mas também pelos filmes produzidos para o cinema e que foram, em alguns aspectos ainda mais brilhantes que os exibidos no programa de TV. Em Busca do Cálice Sagrado (1975), A Vida de Brian (1979) e, em menor escala, O Sentido da Vida (1983), são obras que não envelhecem e que estão entre o melhor que o humor já levou para as telas. Há também o Monty Python Ao Vivo no Hollywood Bowl (1982), mas esse é uma coletânea de esquetes e não um filme propriamente dito.

Provavelmente você vai lembrar de algumas das cenas que espalhei pelo post ou, pelo menos, notar semelhanças em muitos outros quadros e piadas de humoristas mais jovens.

A vida após o Monty Python

Com a morte de Chapman uma reunião verdadeira dos Pythons se tornou impossível, embora os sobreviventes tenham, vez ou outra, se encontrado para algum projeto. Porém, a atividade dos comediantes após a sua separação oficial foi sempre intensa e muitas vezes contando com a participação de algum dos antigos companheiros. Filmes de sucesso como Um Peixe Chamado Wanda, Brazil, As Aventuras do Barão de Munchausen, são alguns dos projetos nos quais pelo menos um dos Pythons esteve envolvido. Além desses filmes, há de se destacar as participações de John Cleese como M em alguns filmes da série James Bond, o especial de TV Rutles: All You Need is Cash (no qual Idle e amigos fazer uma paródia dos Beatles, com a participação de gente como Paul Simon, Mick Jagger e, claro, George Harrison). Cleese, talvez o mais ativo dos Pythons, também protagonizou a série de TV Fawlty Towers e fez aparições em outros programas como Cheers e 3rd Rock from the Sun.

Reconhecimento da classe

Os membros do Monty Python ganharam o reconhecimento definitivo dos colegas de profissão quando, em 2005, uma pesquisa feita com 300 outros comediantes, produtores, escritoires e diretores, colocou três dos seis Pythons entre os 30 melhores comediantes em lingua inglesa de todos os tempos: Cleese na posição 2, Idle na 21, e Palin na número 30.

Monty Python – Uma Autobiografia Escrita Por Monty Python conta muitos detalhes e curiosidades sobre a vida e carreira do grupo (quase totalmente) inglês e é uma leitura muito interessante, embora exija, como já foi dito, uma certa atenção. Creio que os vídeos e áudios que complementam esse post sirvam para ajudar a entender porque eles alcançaram o status de um dos melhores (senão o melhor) grupo humorístico de todos os tempos.

Monty Python – Uma Autobiografia Escrita Por Monty Python
Editora: Realejo
Páginas: 432 páginas
Preço sugerido: R$ 69,90

Mais dos Pythons

 

Palavra do Dia: recôndito

No recôndito da alma. Sempre que leio essa frase uma sensação de estranheza me bate. Acho que é a palavra mesmo. Ela não é muito comum, pelo menos para mim.

Recôndito:

adj. Que se encontra ou permanece encoberto; oculto ou retirado.
Que não se conhece bem; que se mantém ignorado; desconhecido.
Que existe ou origina no âmago; que tem origem no íntimo de alguém; íntimo ou profundo.

s.m. Aquilo que se encontra encoberto em alguém; âmago ou íntimo.
O local que está oculto; escaninho.
(Etm. do latim: reconditus.a.um)

Sinônimos:
escuso, recesso, ignorado, oculto, encoberto, recanto, interior, desconhecido, retirado, profundo, escaninho, solama, solapado

Antônimos:
evidente, conhecido, aberto, aparente, descoberto

Dicas de viagem I – Programação

O F(r)ases da Vida não é um blog especializado em viagens, mas tem expertise suficiente para dar algumas dicas sobre lugares, maneiras de reservar hotéis e atrações de maneira econômica e novidades do setor, além de sugestões e como programar a sua viagem de maneira eficiente. Uma vez por semana vamos publicar um post que (espero) vai ajudar na hora de decidir o que fazer.

Vamos ao primeiro post.

Os viajantes brasileiros vêm sendo assolados por mais e mais propagandas de sites de viagem, reserva de hotéis, etc. Mas a verdade é que nada vai ajudar a sua viagem se você não planejar o que quer fazer. Nada mais frustrante que fechar as datas de uma viagem e descobrir que aquele show que você queria ver acontece um dia antes da sua chegada ou um dia depois da sua partida. O mesmo raciocínio serve para um museu fechado ou um evento que interdite atrações ou torne o trânsito da cidade um inferno, entulhando de gente os transportes públicos e tornando praticamente inviável qualquer atividade turística. Portanto, a primeira coisa que é preciso fazer é decidir o que é prioridade na sua viagem.

Há várias razões para viajar. Pode ser para conhecer um país ou determinada cidade ou para participar de um evento (esportivo, musical ou de qualquer outra finalidade) ou até mesmo sem nenhum motivo específico, além do simples prazer de viajar. Seja lá qual for a razão, nada é justificativa para não aproveitar o máximo que o seu destino tem a oferecer por falta de planejamento. Claro que sempre haverá quem reclame de que a vida não é um roteiro de cinema, mas mesmo que você seja um mochileiro ou uma pessoa que já passou dessa fase, mas que quer acreditar que ainda está na casa dos 20, não há como fugir da obrigatoriedade de fazer um roteiro, mesmo que ele seja como de alguns filmes brasileiros, que começam querendo ser um documentário e terminam como uma obra surreal sobre a vida de alguém.

Então vamos lá. A primeira coisa é decidir qual a principal motivação da viagem. Se, por exemplo, a ideia é ir para um destino de praia e descansar vendo corpos bronzeados e experimentando drinks exóticos, a coisa pode ser razoavelmente simples, mas se você vai para um lugar onde as atrações são muitas e variadas (sítios arqueológicos, museus, shows, restaurantes, etc) volto ao ponto do primeiro parágrafo: é preciso pesquisar sobre o destino.

É imperativo saber o que e quando as coisas/lugares de interesse abrem e fecham e se há alguma atração de seu interesse acontecendo perto das datas nas quais você pretende viajar. Para isso, os blogs e sites especializados em viagem podem ajudar, mas não há porquê colocar para escanteio a ajuda de um bom agente de viagens. Claro que as redes sociais também podem ajudar, mas sugiro muita cautela com fontes de informações pouco confiáveis.

Amigos são sempre uma ótima escolha

As informações podem ser coletadas nos sites oficiais das autoridades de turismo do país ou cidade (algo como o nosso ministério ou secretarias de turismo), nos já citados blogs especializados em turismo (semana que vem indico alguns) ou nos sites das trações que se quer visitar, mas o melhor mesmo é seguir as indicações de amigos.

Caso tenha alguém (de confiança) que já tenha ido para o destino desejado, procure, pergunte, pegue todas a dicas possíveis. Nada como um turista para dar informações que muitas vezes não estão nos roteiros oficiais e que podem economizar muito tempo e dinheiro, além de permitir fugir de furadas e armadilhas para os mais desavisados.

Na próxima semana falo mais sobre como se programar e indico alguns sites para quem já escolheu o seu destino.

Leia outros posts sobre viagem e turismo

Oração para os sem-música

Uma lembrança para tempos de música ruim

F(r)ases da Vida - O Blog do feroli


Deus tenha piedade dos que não têm uma melodia para rir
Uma música para lembrar
Uma canção para sonhar

Perdoai os que não têm uma música para chorar
Uma canção para se envergonhar
Uma melodia para trabalhar

Tenha piedade dos que não têm uma canção para amar
Uma melodia para se isolar
Uma música para trabalhar

Orai pelos que só tem batidas monotônicas dentro do coração
(esses, não têm mesmo direito ao perdão)

Ver o post original

O Oscar está virando um gueto cotista? ou Como o mundo está realmente ficando chato

Hoje é dia de Oscar e a cerimônia, que para mim nunca foi muito justa, vide a quantidade de filmes, atores, atrizes, diretores e até músicas que foram premiados e que não são lembrados, enquanto vários que não receberam a estatueta ficaram imortalizados.

A entrega desta noite parece, infelizmente, que vai estar impregnada do vírus do bomoçismo (sic). Se antes, para ser reconhecido um ator precisava do talento e a estatura de um Sidney Poitier ou um Denzel Washington, agora, parece que o simples fato de ser negro já vale como credencial para ser indicado. O mesmo vale para as mulheres. Não importa a competência ou a qualidade do trabalho realizado. Se é mulher deveria ser indicada e se não ganhar teremos comentários sobre a derrota feminina.

Essa tendência não é exclusividade da Festa do Cinema. Vivendo a atual onda de violência que assola o Rio de Janeiro (estado e cidade) fico impressionado como qualquer morte deixa de ser consequência do estúpido estado de desgoverno e impunidade e precisa obrigatoriamente ser enquadrada em alguma categoria. Sendo assim, uma vítima de bala perdida sempre acaba sendo classificada como negra, pobre, gay ou mulher. Sei que existe preconceito e ódio, mas não creio que balas tenham esses sentimentos.

Não há dúvidas de que sempre houve seres humanos com instintos nada bons. A KKK não existe por acaso, os alemães e poloneses (sim, não há lei que vá tirar a parte deles da responsabilidade pelo Holocausto), lembrando que entre eles (alemães e poloneses) também havia judeus (ninguém era inocente), mas a humanidade nunca viveu um momento tão absurdo como hoje.

As minorias merecem ter seus direitos reconhecidos, mas não creio que cotas ou premiações dadas pelo simples fato de alguém ter uma religião, cor ou sexo, deva servir de requisito para nada. Parece um tipo de preconceito das minorias.

Um bom exemplo disso é o filme Pantera Negra, que conta história de um super-herói que é o rei de um país africano. Não paro de ler elogios aos produtores por finalmente realizarem um longa com um super-herói negro. Gente, ele foi criado muitas décadas atrás e, imaginem só, a maioria dos atores é negra! Uau! Peraí, é um país africano, não é mesmo? Então, a lógica é termos atores negros, certo? Esse tipo de elogio me parece tão sem sentido quanto encontrar hordas de guerreiros negões em Asgard. Você até encontra um ou outro, mas é isso: um ou outro. Quanto ao pessoal técnico que trabalhou no filme, a extensa presença de pessoas negras me parece apenas uma decisão oportunista. #prontofalei

Sonho com o dia que tenhamos uma distribuição de renda que permita não termos programas como o Bolsa Família ou Minha Casa, Minha Vida. Sonho com o dia que tenhamos uma educação decente que não necessite de nenhum esquema de cotas para que as pessoas que alguém seja admitido na faculdade e sonho com o dia no qual possamos voltar a viver sem sermos obrigados a conviver como se tudo o que acontece fosse em razão de algum preconceito. Muitas vezes as coisas acontecem porque têm que acontecer.

Bom Oscar para todos.

PS: Acredito que todos temos preconceitos – em maior ou menor escala – o que não gosto é de saber que há gente sendo reprimida por algum desses preconceitos, venham eles das maiorias ou das minorias.

Leia também: Todo fanatismo é ruim, menos o nosso

Esses Ingleses Maravilhosos e suas Leis Voadoras I – É proibido morrer

Aproveito a noite de sábado para inaugurar mais uma emocionante série no blog: Esses Ingleses Maravilhosos e suas Leis Voadoras.

Enjoy!

Que os ingleses têm um lado louco é de conhecimento público, mas é engraçado saber que algumas leis bastante antigas continuam em vigor até hoje na Terra da Rainha. Por exemplo, você sabia que é proibido morrer dentro do Parlamento? A lei foi promulgada pelo rei Edward II que, em 1313, decidiu que ninguém podia morrer no Parlamento, já que quem morre dentro do prédio precisa ser enterrado com honras de estado. Qual a pena para esse crime? Não sei. A morte, talvez.

Ah, na mesma lei também está disposto que um parlamentar não pode atender à uma sessão da Câmara dos Comuns usando uma armadura.