Burger King pode ser superado pelo Wendy’s

Enquanto, no Brasil, apesar de todo o vigor econômico do País, ainda sofremos com as poucas opções de fast food  – quem não gosta de uma podreira? -, nos Estados Unidos o Burguer King (que anda luta para se estabelecer por aqui) pode ser superado pela rede Wendy’s, com seus hamburgueres quadrados e deliciosamente gordurosos.

Torço para que o Wendy’s desça por aqui com sua mentalidade, pouco politicamente correta, que defende que fast food bom tem gosdura e precisa de muitos guardanapos.

Guerra do hambúrguer ameaça Burger King

Ambas as redes de fast-food estadunidenses Wendy’s e Burger King enfrentaram dificuldades com vendas, mudanças de comando e campanhas de marketing nos últimos anos. Mas com as duas fazendo esforços para dar a volta por cima, a briga pelo segundo lugar, atrás do McDonald’s, parece estar esquentando novamente.

O Wendy’s tem estado nos calcanhares do Burger King e pode estar a ponto de destronar o rei como o segundo maior vendedor de hambúrgueres dos Estados Unidos, de acordo com o analista Mark Kalinowski, do site Janney.com. “Esperamos que o Wendy’s ultrapasse o Burger King, talvez ainda neste ano”.

As vendas do Wendy’s na América do Norte no terceiro trimestre de 2011 subiram 0.9%, enquanto que os números do Burger King nos Estados Unidos e no Canadá caíram 0,3%. Levado em conta apenas o mês de dezembro, as vendas do Burger King no mercado do continente norte-americano caíram 3,8%, enquanto que o Wendy’s apresentou alta de 1,1%.

O Burger King vendeu, no ano passado, um total de US$ 8,7 bilhões, o que representa uma queda de 2,5% e uma fatia de 13,3% do mercado de hambúrgueres. Nesse mesmo período, a rede aumentou o número de restaurantes nos Estados Unidos para 7.264, m crescimento de 0,2%. O Wendy’s teve um decréscimo de 0,6% em vendas, alcançando a marca de US$ 8,3 bilhões nos Estados Unidos e 12,8% do mercado. De acordo com a Technomic, o número de lojas do atual terceiro colocado subiu 0,1%, alcançando a marca de 5.883.

O McDonald’s, sempre no topo entre as redes vendedoras de hambúrguer, possui quase metade do mercado, com 49,5%. Entre todas as redes de restaurantes, ambos Burger King e Wendy’s foram ultrapassados pelo Starbucks, cujas vendas em 2010 o fizeram subir para o terceiro lugar nos Estados Unidos, atrás do McDonald’s e do Subway.

Kalinowski afirma que, além do foco em novos produtos e na qualidade da comida, o Wendy’s pode aumentar as vendas se continuar investindo na remodelagem dos restaurantes, com um layout mais moderno. Segundo ele, apesar de a rede ter menos de 20 lojas modernizadas nos Estados Unidos, se o projeto for mantido as vendas podem subir de 4% a 6%.

O presidente do Wendy’s, Emil Brolick, disse que a rede está se posicionando para bater de frente com o que chamou de “novos QSR” – quick servisse restaurants, ou restaurantes de serviço rápido.

“O ponto é que eles oferecem uma melhor experiência, e muitos dizem que oferecem também um melhor valor total”, disse Brolick. “O jeito da competição mudou. Nós entendemos isso e estamos confiantes que podemos ter sucesso na construção da nossa marca, nas vendas e na obtenção de lucro”.

Procurando oferecer produtos de melhor qualidade, o Wendy’s reformulou as batatas fritas e alguns hambúrgueres. A agência da rede é a Kaplan Thaler Group, do Publicis Groupe. “Eles estão tendo um grande cuidado com o que eles oferecem e estão tentando melhorar o contexto no qual a marca se encaixa”, disse Kalinowski.

De olho nos resultados trimestrais do Burger King, o CFO da rede, Daniel Schwartz disse: “Nos Estados Unidos, estamos focados em melhorar nosso menu, a imagem da marca, as operações e nossos processos de comunicação de marketing”. De fato, o Burger King anunciou recentemente novas batatas fritas, um novo lanche e novas opções de sorvete.

Fonte: Meio & Mensagem

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25% dos homens sonham com a ex ou “Isso ainda vai dar merda”

Uma pesquisa (inglesa, claro) chegou a uma conclusão inquietante para homens e mulheres. Como não tive tempo de ler com atenção, não a incluí na minha série “Esses Ingleses Maravilhosos e Suas Pesquisas Voadoras”, mas acho que merecia o registro.

Pelo menos entre os mais de dois mil que participaram de um estudo inglês. A maioria dos entrevistados está  em um  novo relacionamento e feliz com a atual namorada/mulher, mas tem sonhos com a ex frequentemente. O estudo não diz extamente qual o tipo de sonho. Tenho uma amiga que surtaria se descobrisse que o namorado sonha com a ex (mesmo que o teor não seja erótico). E você, se incomodaria? Aliás, você costuma ter sonhos mais calientes com o seu ex?

Fonte: Revista Nova

Lembranças do Grammy

Enquanto o Grammy 2012 não chega (será no dia 12 de fevereiro), coloco aqui uma das lembranças mais engraçadas que tenho das festas que já vi pela televisão. Little Richard é mesmo uma figura!

PS: Esse ano tem Paul McCartney tocando ao vivo na festa de premiação dos melhores da música.

IMX – A agência de marketing esportivo do Eike Batista

Eike Batista – ele, sempre ele, o nosso Tio Patinhas – entra em mais uma empreitada milionária.

Fica a pergunta: quando será que vou trabalhar para ele?

Joint venture dos grupos EBX, de Eike Batista, e a multinacional IMG pretende promover 58 eventos já em 2012 e prevê R$ 500 mi em quatro anos

Com 58 eventos incluídos em sua programação para o ano que vem e a expectativa de um volume de negócios de R$ 500 milhões em até quatro anos, foi apresentada oficialmente no Rio de Janeiro a agência de marketing esportivo IMX. A empresa é uma joint venture entre a EBX, holding de Eike Batista, e a multinacional IMG, cada uma com 50% do negócio. Ainda neste encontro realizado na sede da EBX, os controladores da IMX oficializaram a compra da agência carioca Brasil1 (negócio noticiado pelo Meio & Mensagem em setembro – veja aqui). Até o início do ano, a Brasil1 integrou o Grupo ABC. O CEO da IMX será Alan Adler, um dos sócios da Brasil1.

A IMX chega ao mercado para atuar nas áreas de esportes, entretenimentos e arenas, com planos ambiciosos para estes segmentos. “Queremos nos consolidar como a maior e principal empresa de esportes do Brasil”, ressaltou o CEO da IMX. Eike Batista destacou o potencial do Rio de Janeiro, cidade que no ano que vem sediará 80% dos eventos da IMX. “Esta é a empresa em que mais vou me divertir, já que gosto de esportes. E o Rio é um site de eventos único no mundo, a cidade está bombando em todos os sentidos. Queremos investir, o Brasil tem conteúdo, o IMG tem experiência nesta área e agora com a Brasil1, temos quem vai comandar esta operação. E o Alan se encaixa perfeitamente na família EBX porque opera na mesma cartilha, de transparência e seriedade”, elogiou o empresário brasileiro, o 8º homem mais rico do mundo segundo a Forbes, com fortuna estimada em US$ 27 bilhões.

Já Michael Dolan, presidente e CEO da IMG Worldwide, revelou que tem grandes expectativas para o futuro da operação brasileira. “Não poderíamos estar mais satisfeitos, o ambiente é maravilhoso para pessoas que como nós gostam do esporte. O Brasil é um país poderoso neste setor de esportes e entretenimento, e apresenta um futuro ainda mais brilhante”, acredita. Ele citou ainda o momento econômico pelo qual passa país como decisivo para a chegada da IMG. “O Brasil explodiu com uma economia com taxas de crescimento fenomenais, nos últimos dez anos cresceu o dobro dos Estados Unidos e da Europa. Portanto, o foco do futuro do Brasil é algo em que todos do mundo estão de olho, seguindo muito de perto. Trata-se de uma das grandes coisas que o meio empresarial quer participar”, frisou. Dolan acrescentou que tanto nos Estados Unidos quanto na Ásia, quando as pessoas tiveram uma melhora no poder aquisitivo, passaram a gastar mais com esporte, moda e entretenimento. “E estes são os eixos com os quais a IMG trabalha”, disse.

Eike citou ainda o poder da classe média e o aumento deste segmento na população brasileira. “Temos hoje mais de 100 milhões de brasileiros na classe média com renda disponível para gastar em eventos esportivos, que fazem parte do DNA do brasileiro. Nos Estados Unidos, devem ser 200 milhões de pessoas na classe média, já estamos com metade disso e nos próximos dez anos devemos ter mais 50 milhões de pessoas com potencial para gastar. É uma combinação extraordinária”, comentou.

A ideia de criar a IMX surgiu há dois anos quando Eike encontrou Theodore Forstmann, chairman do IMG que faleceu em novembro deste ano. “Ambos compartilhavam uma visão do que poderia ser a junção destas empresas, a nossa experiência na IMG com a imensa capacidade da EBX e do Eike no Brasil. Eles viram que poderíamos construir algo poderoso em esportes e entretenimento aqui”, concluiu Dolan.

Entre os eventos que já fazem parte do portfólio da IMX estão Volvo Ocean Race, UFC, LPGA Brasil Cup, Travessia dos Fortes e Megarampa. Para o ano que vem estão programadas iniciativas não só no Rio de Janeiro, mas também em São Paulo, Brasília e Santa Catarina.

Fonte: Meio & Mensagem

Rita, para sempre Rainha

Rita Lee é Rainha (sim, daquelas com R maiúsculo). No último dia 21 ela se apresentou pela primeira vez no Circo Voador e, para surpresa geral, anunciou sua aposentadoria dos palcos. Talvez por estar trabalhando em Niterói e conhecer os atrasos dos shows do Circo ou talvez por já ter visto esse show algumas vezes, a preguiça me venceu e deixei de ir vê-la. Vacilo total.

Como disse o mestre Jamari França, “já que era primeira vez no Circo não podia faltar”. Eu faltei.

Rita sedimentou o rock no Brasil, seja com os Mutantes ou com a sua carreira solo. Ando Meio Desligado, Meu Refrigerador Não Funciona, Balada do Louco, Ovelha Negra, Papai Me Empresta o Carro, são canções que ficarão para sempre na memória de gerações de rockeiros brasileiros. Até mesmo o plágio dos Doobie Brothers em Lança Perfume é esquecido e perdoado.

O humor escrachado dessa paulista a fez ganhar o título de Cidadã Carioca que, mesmo sendo ela um símbolo de São Paulo, faz jus ao amor rockeiro que é recíproco – quem já viu os DVDs lançados pela Biscoito Fino sobre a carreira da artista sabe do que estou falando.

Como jornalista só a entrevistei uma vez, o que gerou uma boa manchete – mal aproveitada pelo veículo em questão, mas eternizada no site oficial da Rainha -, deixando aquele gostinho de dever cumprido (leia críticas de shows publicada aqui no F(r)ases: Rita Lee Etc -Vivo Rio 18/9/10  e Rita Lee Vivo Rio 16/1/10.

Vida longa para essa senhora de 64 (não, não são 67) anos.

Ave Rita!

Foto: Sergio Luiz

Victor Biglione, Jefferson Gonçalves e U2

Textos publicados na edição de 18 de janeiro do jornal O Fluminense

Victor Biglione na música e nas páginas de um livro

Guitarrista lança CD e ganha obra sobre sua carreira na MPB

Ostentando o título de músico estrangeiro com mais participações em gravações e shows na MPB, o guitarrista argentino Victor Biglione chega ao mercado em dose dupla: no CD Cinemúsica (Tratore), no qual desfila sua expertise na confecção de trilhas sonoras para a telona e no livro contando a sua vida, escrito pelo pesquisador musical Euclides Amaral, com a luxuosa orelha de Ricardo Cravo Albin.

Cinemúsica reúne várias trilhas premiadas, escritas por Biglione. Apesar de alguns títulos não serem familiares ao grande público, como Condor, Como Nascem os Anjos e O Inventor de Sonhos, a qualidade é garantida por prêmios como o Kikito de Ouro de Melhor Trilha Sonora (Como Nascem os Anjos) e Melhor Trilha do Riocine Festival de 1990 (Faca de Dois Gumes).

A música de Biglione mistura elementos bem brasileiros com acordeons e passagens nitidamente influenciadas pelo tango argentino, criando texturas que servem perfeitamente como pano de fundo para as imagens imaginadas pelos diretores com os quais trabalhou (Murilo Salles, Lucia Murat, Carlos Gregório, Emiliano Queiroz, Marcelo Laffitte, Chris Rodriques e Roberto Mader), mas que também funcionam como protagonistas, como no caso desse CD.

O ouvinte vai se deliciar com as nuances de temas como Wagneriana (do filme A Faca de Dois Gumes) e América Paloma (do filme Condor).

Cinemúsica é daqueles trabalhos que, apesar dos mais de 20 anos que separam algumas das canções, nos fazem ter certeza de que a MPB é mesmo um campo farto, onde se pode misturar elementos de várias culturas, e que vai muito além do que a bossa nova e samba.

Para completar, a Ediouro reedita o livro Victor Biglione & a MPB, que conta a trajetória do músico em mais de 200 páginas, desde a sua infância até os dias de hoje. Biglione, que já lançou discos dos mais variados gêneros – do blues ao jazz, com passagens pelo samba, choro, baião e muita MPB, além de um excelente trabalho com o ex-guitarrista do The Police, Andy Summers – circula pelos estúdios e palcos brasileiros desde a década de 70, sempre com um padrão de qualidade difícil de encontrar em artistas que se aventuram por campos tão diferentes.

A publicação é recheada de depoimentos, reprodução de capas de discos e revistas sobre Biglione, mas o seu charme está mesmo em dissecar o trabalho do músico, detalhando todos os seus trabalhos, faixa a faixa, suas parcerias, participações e shows, em um trabalho minucioso e que ajuda a colocar em perspectiva uma das figuras mais importantes da nossa música.

Tanto o disco quanto o livro são duas ótimas oportunidades para que se mergulhe no oceano de boa música que é produzida no Brasil e que nem sempre ganha destaque.


Jefferson Gonçalves: Uma encruzilhada onde o blues encontra o baião

Lançando seu quarto disco solo – Encruzilhada (Blues Time Records) -, o gaitista Jefferson Gonçalves, uma das figuras mais respeitadas da cena do blues nacional, mistura as influências do ritmo surgido nas plantações de algodão dos Estados Unidos com ritmos nordestinos como o baião e o maracatu.

“O que está registrado nesse quarto CD, que considero um divisor de águas na minha carreira, retrata um momento da minha vida no qual estou mais preocupado com música do que com estilo”, explica o músico.

O resultado é um disco que ultrapassa as fronteiras do Mississippi e acaba desembarcando nas praias de água quente do nordeste brasileiro. No disco, temos uma mistura de composições de blues tradicional (Catfish Blues, de Muddy Waters), MPB (Tudo Azul, de Carlos Malta) e ótimas composições próprias (Na Hora, Água Viva e faixa-título).

Com Encruzilhada, Jefferson Gonçalves mostra que é possível a convivência de artistas de várias tendências misturando ritmos, em um mercado onde nem sempre a qualidade é sinônimo de sucesso comercial, sem preconceitos e sem que surjam vozes contrárias à miscigenação musical entre estilos oriundos de locais tão distantes.

CD ao vivo do U2, só para fãs de carteirinha

Enquanto descansam e preparam material para um novo CD, os membros do U2 vão dar um presentão aos fãs de carteirinha do grupo. Bono, Edge & Cia prepararam uma série de registros ao vivo das canções tocadas durante a turnê 360. Depois, colocaram no site da banda trechos das canções e permitiram que os próprios fãs escolhessem as suas preferidas, que farão parte de um CD exclusivo.

O mimo, que se chamará U22, será enviado para cada um dos fãs que se cadastrarem e pagarem o registro anual (US$ 50).

Serão 22 faixas gravadas durante os 110 shows realizados entre 2009 e 2011 (inclusive no Brasil), que estarão espalhadas em um CD duplo que ainda virá com um livreto recheado de fotos dos concertos. As canções que farão parte do disco ainda não foram anunciadas, mas o lançamento do U22 deve acontecer ainda no primeiro trimestre de 2012.

Uma grande perda para a música: Morre Etta James

Etta James, de 73 anos, morreu nesta sexta-feira no hospital Riverside na Califórnia, segundo a CNN. A diva do soul sofria de leucemia – diagnosticada em 2010 -, hepatite C e demência. A morte foi confirmada por seu amigo de longa data e empresário, Lupe De Leon.

“É uma grande perda para a família, os amigos e todos os fãs pelo mundo. Ela era original, capaz de cantar tudo. Trabalhei com ela por 30 anos e vou sempre sentir sua falta”, disse De Leon, acrescentando que ela estava acompanhada do marido e de seus filhos.

A diva do soul ficou conhecida em 1950 por seu álbum “Good Rockin’ Daddy” e seus trabalhos a fizeram ingressar na Rock and Roll Hall of Fame e na Blues Hall of Fame, além de ter conquistado quatro Grammys. “At last” é considerado seu maior hit e até hoje ganha versões de artistas como Beyoncé.

Etta James teve uma carreira de altos e baixos por causa do envolvimento com drogas. Nos anos 1960, ela desenvolveu um vício por heroína e nos anos 1970 começou a usar cocaína. Seu problema com drogas e as inúmeras passagens por clínicas de reabilitação foram relatados com detalhes na autobiografia “Rage to survive”, de 1995.

Fonte: O Globo

Frejat, o roqueiro romântico e festeiro

A matéria abaixo foi publicada no site do jornal O Fluminense nesta quinta-feira (19/1).

Músico faz show na Barra e anuncia esperada reunião do Barão Vermelho

Com uma agenda que não deixa muito tempo para compor ou mesmo assistir aos muitos shows gringos que passaram pelo Brasil em 2011, Frejat, o roqueiro romântico, faz show hoje no Citibank Hall, na Barra da Tijuca. O espetáculo A Tal Felicidade é definido como um show festeiro, onde, além de alguns sucessos do Barão Vermelho e dos seus três discos solo – Amor para Recomeçar (2001), Sobre nós 2 e o resto do mundo (2003) e Intimidade Entre Estranhos (2008)- interpreta canções de pesos pesados da MPB.

“Comecei essa turnê em julho do ano passado e o espetáculo de hoje vai ser uma versão estendida do show que apresentei no Rock in Rio, com canções minhas, como Segredos e Amor Pra Recomeçar, e de artistas como Jorge Ben, Tim Maia e Caetano Veloso, por exemplo. Vai ser mais de 1 hora de festa”, explica o músico.

Frejat, que sobe ao palco acompanhado por Mauricio Barros (teclados e vocais), Billy Brandão (guitarra e vocais), Bruno Migliari (baixo e vocais) e Marcelinho da Costa (bateria e vocais), além da participação especial do filho Rafael, de 15 anos, que até já gravou com o pai, pretende levar A Tal Felicidade para rodar todo o Brasil, antes de se aventurar em novas empreitadas.

Aliás, os projetos para 2012 são muitos e, apesar de um novo CD solo não fazer parte dos planos do artista para 2012, incluem o lançamento do DVD com a apresentação do Rock in Rio e uma reunião do Barão Vermelho para comemorar os 30 anos do lançamento do primeiro disco do grupo.

“Estamos trabalhando para viabilizar o lançamento desse DVD do Rock in Rio, que, se não é um resumo apurado da minha carreira solo, foi uma apresentação marcante e que merece ser oferecida aos fãs. Já o Barão Vermelho deve se reunir para alguns poucos e grandes shows, mas ainda estamos fechando isso também”, adianta.

E, nessa volta do Barão – que contará com a sua formação mais recente (Fernando Magalhães e Frejat nas guitarras, Rodrigo Santos no baixo, Peninha na percussão e Guto na bateria) – algumas surpresas já foram reveladas, como a inclusão de uma música inédita da parceria Cazuza/Frejat, chamada Nós e que foi encontrada recentemente nos arquivos da banda.

Agenda apertada

A agenda apertada faz com que Frejat nem mesmo tenha muito tempo para assistir aos shows de artistas estrangeiros que passam pelo Brasil.

“Não consegui ver o Paul McCartney, que meu filho disse que foi maravilhoso, por exemplo. Geralmente tenho algum show marcado para as mesmas datas dos artistas que quero ver. Nos últimos anos, os dois que mais me emocionaram foram os shows da Norah Jones e do Radiohead”, conta o músico.

Desejo

Perguntado sobre a sua ausência dos palcos niteroienses, Frejat diz que faltam espaços na cidade para shows como o seu.

“Adoro tocar em Niterói, mas a cidade não tem tido muitos espaços para oferecer. Toquei muito aí quando fiz o circuito dos Sescs, mas essa programação está enfraquecida e não tenho sido convidado por empresários da cidade. Gostaria de fazer um show no Teatro Municipal, que é um espaço lindíssimo. Meu show é festeiro, mas não é quebrador de teatros. O meu público é bastante ordeiro”, explica, cheio de bom humor.

Para os que pretendem ir ao show, Frejat colou em seu site (www.frejat.com) uma versão inédita de A Felicidade Bate à Sua Porta, composta por Gonzaguinha e que foi primeiro hit das Frenéticas.

Serviço: O Citibank Hall fica na Av. Ayrton Senna, 3000 – Shopping Via Parque – Barra da Tijuca. Às 21h30. O ingresso varia de R$ 40 a R$ 140. Censura: 18 anos. Telefones para informações: 4003-6464.

Mais de 40 milhões se prostituem no mundo, diz estudo

Mais de 40 milhões de pessoas no mundo se prostituem atualmente, segundo um estudo da fundação francesa Scelles, que luta contra a exploração sexual. A grande maioria (75%) são mulheres com idades entre 13 e 25 anos.

O relatório analisa o fenômeno em 24 países, entre eles França, Estados Unidos, Índia, China e México e diz que o número de pessoas que se prostituem pode chegar a 42 milhões no mundo. O estudo revela ainda que 90% delas estão ligadas a cafetões.

O documento também analisa a questão da exploração sexual por redes de tráfico de seres humanos. De acordo com o relatório, o maior número de vítimas está concentrado na Ásia, que representa 56% dos casos.

Exploração de crianças

A América Latina e os países ricos registram, respectivamente, 10% e 10,8% do tráfico de pessoas para atividades ligadas ao sexo, afirma o “Relatório Mundial sobre a Exploração Sexual – A prostituição no coração do crime organizado”, publicado em um livro.

E quase a metade das vítimas de redes de tráfico humano são crianças e jovens com menos de 18 anos.

“Essa é uma das características da prostituição nos dias de hoje: um grande número de crianças é explorada sexualmente”, diz o documento. Estima-se que 2 milhões de crianças se prostituam no mundo.

Tráfico de mulheres brasileiras

O juiz Yves Charpenel, presidente da Fundação Scelles, diz que não há dados suficientes para avaliar o aumento da prostituição no mundo.

“O elemento marcante, na Europa, é a multiplicação de prostitutas vindas de países diversos, normalmente controladas por quadrilhas que as fazem circular por todo o continente”, afirma.

O estudo da fundação francesa afirma, com base em dados da agência da ONU contra as drogas e o crime, que o tráfico de mulheres brasileiras na Europa estaria aumentando. O documento não revela, no entanto, números em relação a esse crescimento.

“Essas vítimas são originárias de comunidades pobres do norte do Brasil, como Amazonas, Pará, Roraima e Amapá.”

“Se a maioria das prostitutas na Europa são de países do leste europeu e de ex-repúblicas soviéticas, a predominância desses grupos parece estar diminuindo no continente”, diz o relatório, acrescentando que paralelamente a isso o número de brasileiras estaria aumentando.

Em dezembro passado, a polícia espanhola desmantelou uma quadrilha internacional de prostituição que mantinha dezenas de menores brasileiras sob cárcere privado.

Eventos esportivos e prostituição

O estudo também afirma que grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos, contribuem para agravar o fenômeno da prostituição.

“Futebol e Olimpíadas são identificados como os cenários mais comuns da exploração sexual”, afirma o relatório.

Segundo o texto, essas grandes competições internacionais permitem que as redes criminosas “aumentem a oferta” de prostitutas.

Na África do Sul, por exemplo, 1 bilhão de camisinhas foram encomendadas pelas autoridades para enfrentar eventuais riscos sanitários durante a Copa do Mundo em 2010.

O número de prostitutas no país, estimado em 100 mil, aumentou em 40 mil pessoas durante o evento.

Internet

Segundo a Fundação Scelles, a internet também contribui para ampliar a prostituição no mundo.

“As redes de cafetões agora recrutam pessoas em redes sociais como Facebook e Twitter”, diz o estudo, citando um caso na Indonésia em que as autoridades prenderam suspeitos de aliciar jovens estudantes no Facebook e no Yahoo Messenger.

Nos Estados Unidos, a maioria das menores prostitutas são recrutadas por cafetões no site Craiglist, de anúncios, diz o estudo.

“Os cafetões fazem falsas propostas de trabalho como manequim e utilizam as vítimas para recrutar outras jovens.”


Fonte: BBC Brasil

Deu no Comunique-se: Record reprisa matéria de canal americano, mas a anuncia como “exclusiva e inédita”

Há coisas que não dá para entender em uma emissora/conglomerado que quer ser o número 1 do País. São matérias produzidas em redações falsas, com informações falsas ou coisas desse tipo (chamadas mentirosas). Isso, sem contar que alguns eventos – que não são patrocinados pelo grupo – são ignorados, apesar do seu tamanho ou importância.

Lamentável!

Na manhã da quarta-feira, 11, o programa ‘Fala Brasil’, da TV Record, anunciou em vários blocos que exibiria uma entrevista exclusiva e inédita com a cantora pop Lady Gaga. Porém, o material foi produzido pela equipe do ’60 Minutes’, da americana CBS, e já tinha indo ao ar no Brasil durante a última edição do ‘Domingo Espetacular’, da própria emissora de Edir Macedo.

Apresentado por Carla Cecato e Roberta Piza, o noticiário matutino da Record citou apenas durante a exibição da suposta entrevista exclusiva com a artista, que o conteúdo pertence originalmente ao ’60 Minutes’. Porém, durante os oito minutos da matéria, a Record manteve a tarja de “exclusivo”.

À reportagem do programa americano, Lady Gaga falou sobre sua fama de excêntrica e comentou sobre sua vida fora dos palcos.

O vídeo, exibido duas vezes pela Record esta semana, não está disponível, até a tarde desta quarta, nos sites do ‘Fala Brasil’ e ‘Domingo Espetacular’.

Agenda de shows internacionais no Rio em 2012

Atualizado em 18/12/2012 – Cancelamento Norah Jones

Mantendo a tradição, aqui está a agenda com os shows internacionais que passarão pela Cidade Maravilhosa durante o ano (2012).

A lista será atualizada sempre que alguma novidade for confirmada e qualquer informação é sempre bem vinda (mande seu comentário).

Quem está certo:

19 de janeiro: Fatboy Slim (Riocentro)

19 de janeiro: Black Alien (Parada da Lapa)

20 de janeiro: James Blunt (Citibank Hall)

25 de janeiro: Summer Soul Festival – Bruno Mars e Florence + The Machine (HSBC Arena)

27 de janeiro: The Rapture (Circo Voador)

3 de fevereiro: Mayer Hawthorne (Circo Voador)

4 de fevereiro: Selena Gomez (HSBC Arena)

12 de fevereiro: Within Temptation (Circo Voador)

9 de março: Morrisei (Fundição Progresso)

11 de março: Luis Miguel (Citibank Hall)

14 de março: Focus (Teatro Rival)

18 de março: Creedence Clearwater Revisited (Citibank Hall)

20 de março: Air Supply (Vivo Rio)

27 de março: Gipsy Kings (Citibank Hall)

28 de março: Zucchero (Vivo Rio)

29 de março: Roger Waters (Engenhão)

31 de março: Michael Bublé (HSBC Arena)

1 de abril: Joe Cocker (HSBC Arena)

8 de abril: Tarja (Vivo Rio)

13 de abril: Imagination (Vivo Rio)

13 de abril: Stacey Kent (Miranda)

13 de abril: 3 Doors Down (Citibank Hall)

15 de abril: Bob Dylan (Citibank Hall)

18 de abril: Jay Jay Johanson (Teatro Café Pequeno)

19 de abril: Demi Lovato (Citibank Hall)

19 de abril: The Vaccines (Circo Voador)

30 de abril: Duran Duran (Citibank Hall)

30 de abril: Roger Hodgson (Vivo Rio)

30 de abril: The Ting Tings (Circo Voador)

3 de maio: Noel Gallagher’s High Flying Birds (Vivo Rio)

10 de maio: The Kooks (Circo Voador)

11 de maio: Buddy Guy (Vivo Rio)

11 de maio: The Wailers (Fundição Progresso)

12 de maio: Roxette (Citibank Hall)

13 de maio: Crosby, Stills & Nash (Citibank Hall)

31 de maio: Joe Bonamassa (Vivo Rio)

27 de junho: Jennifer Lopez (HSBC Arena)

25 de agosto: Maroon 5 (HSBC Arena)

30 de agosto: Dream Theater (Citibank Hall)

4 de setembro: Juan Cañizares (Vivo Rio)

7 de setembro: Alanis Morisette (Citibank Hall)

21 de setembro: Jon Anderson (Imperator)

22 de setembro: Morten Harket (Citibank Hall)

28 de setembro: The WantedZ Festival 2012 (HSBC Arena)

28 de setembro: McFlyZ Festival 2012 (HSBC Arena)

28 de setembro: YellowcardZ Festival 2012 (HSBC Arena)

28 de setembro: Hot Chelle RaeZ Festival 2012 (HSBC Arena)

29 de setembro: Liza Minnelli (Citibank Hall)

29 de setembro: B. B. King (Vivo Rio)

29 de setembro: John Pizzarelli (Miranda)

29 de setembro: Epica (Fundição Progresso)

30 de setembro: Big Time RushZ Festival 2012 (HSBC Arena)

30 de setembro: Demi LovatoZ Festival 2012 (HSBC Arena)

30 de setembro: Rock BonesZ Festival 2012 (HSBC Arena)

6 de outubro: Evanescence (HSBC Arena)

8 de outubro: Linkin Park (Citibank Hall)

9 de outubro: Snow Patrol (Citibank Hall)

10 de outubro: Linkin Park (Citibank Hall)

11 de outubro: G3 (Citibank Hall)

13 de outubro: Marillion (Vivo Rio)

17 de outubro: Simple Plan (Citibank Hall)

18 de outubro: Robert Plant (HSBC Arena)

21 de outubro: Yanni (Citibank Hall)

23 de outubro: Maná (Citibank Hall)

9 de novembro: Never Shout Never (Vivo Rio)

9 de novembro: Lady Gaga (Cidade do Rock)

15 de novembro: Joss Stone (Citibank Hall)

18 de novembro: Kiss (HSBC Arena)

23 de novembro: Creed (Citibank Hall)

24 de novembro: Black Label Society (Vivo Rio)

27 de novembro: Stacey Kent (Citibank Hall)

29 de novembro: Tony Bennet (Vivo Rio)

16 de dezembro: Norah Jones (Vivo Rio) – CANCELADO pela morte de Ravi Shankar

30 de novembro: Fiona Apple (Vivo Rio) – CANCELADO

2 de dezembro: Madonna (Cidade do Rock)

Relembre os shows internacionais que passaram pelo Rio em 2011!

Linkin Park

Uma nova coletânia de Sinatra

‘Sinatra: Best of the Best’ traz os clássicos gravados pelo cantor na Capitol e Reprise

Frank Sinatra já teve uma infinidade de coletâneas lançadas durante décadas. Portanto, uma nova coleção de sucessos não deveria causar furor no mercado, mas as gravadoras sempre dão um jeito de conseguir um fato novo. Dessa vezm além da melhoria no som dos fonogramas, há o apelo de termos alguns registros da última fase da Voz.

Confira o setlist:

1. Come Fly With Me

2. You Make Me Feel So Young

3. My Funny Valentine

4. Witchcraft

5. Young At Heart

6. In the Wee Small Hours of the Morning

7. I’ve Got You Under My Skin

8. Three Coins in the

9. All the Way

10. The Lady Is a Tramp

11. One for My Baby (and One More for the Road)

12. Nice ‘N’ Easy

13. The Very Thought of You

14. Fly Me to the Moon (in Other Words)

15. Night and Day

16. My Kind of Town

17. It Was a Very Good Year

18. Strangers in the Night

19. Somethin’ Stupid

20. That’s Life

21. It Had to Be You

22. Mack the Knife

23. My Way

24. Theme from New York, New York

Abbey Road foi o vinil mais vendido do ano nos EUA

Continuando com as boas notícias da indústria fonográfica, a volta dos discos de vinil merece destaque. Praticamente todos os novos lançamentos tiveram sua versão em bolachão, que vem conquistando cada vez mais adeptos. O surpreendente foi saber que o Abbey Road (Beatles) foi o disco mais vendido nesse formato, bem a frente do fenômeno Adele.

Confira a matéria publicada no jornal O Globo:

Nada de Adele, Lady Gaga ou Coldplay. O disco de vinil mais vendido nos EUA em 2011 foi o bom e velho “Abbey Road”, dos Beatles. O disco, lançado originalmente em 1969, lidera a lista pelo terceiro ano consecutivo, com 41 mil cópias vendidas, segundo dados da Nielsen SoundScan. E esse números vem crescendo: em 2010 foram 35 mil cópias e em 2009, 34,8 mil. Em 2008, o disco ficou em segundo lugar, com 16,5 mil cópias vendidas, atrás apenas de “In Rainbows”, do Radiohead (25.800).

Os discos de vinil representam apenas 3,9% das vendas totais nos EUA, mas vem crescendo a cada ano. Em 2011 o mercado fonográfico americano teve seu primeiro ano de crescimento desde 2004. Segundo analistas, graças às vendas digitais e ao ressurgimento das velhas bolachas. Um discos de vinil nos EUA custa cerca de US$ 20. Confira os 10 álbuns mais vendidos do ano, de acordo com a Nielsen SoundScan:

1. The Beatles – Abbey Road (41,000)

2. Fleet Foxes – Helplessness Blues (29,700)

3. Bon Iver – Bon Iver (27,200)

4. Mumford & Sons – Sigh No More (26,800)

5. Radiohead – The King of Limbs (20,800)

6. Adele – 21 (16,500)

7. Bon Iver – For Emma, Forever Ago (16,200)

8. Wilco – The Whole Love (14,900)

9. The Black Keys – Brothers (14,200)

10. The Black Keys – El Camino (13,800)

Venda de álbuns nos EUA aumenta pela primeira vez desde 2004

Parece que as gravadoras estão encontrando uma maneira de sair do buraco. Não que o buraco seja tão fundo, mas foram décadas de grandes lucros fáceis com pouquíssimo trabalho, até o surgimento do Napster (lembram dele?). Agora, a venda de discos aumenta nos EUA pela primeira vez desde 2004. Muito por conta da volta do vinil e muito por conta do fenômeno Adele – que me parece um ser meio clonado da falecida Amy.

Bom saber que, a despeito da qualidade (ou falta dela), as pessoas voltaram a ouvir música do começo ao fim e não apenas arquivos isolados e sem contexto.

Fiz a minha parte em 2011 – ainda faltam vários post sobre minhas compras – e pretendo continuar contribuindo com a indústria em 2012.

As vendas de álbuns nos EUA subiram no ano passado pela primeira vez desde 2004. Analistas acreditam que o crescimento reflete a redução nos preços dos discos e as ofertas especiais, além da alta no mercado de vinil. As vendas de álbuns subiram 1,4% para 330,6 milhões em 2011, segundo dados publicados pela revista Billboard. Em 2010 foram 326,2 milhões. O pequeno aumento no maior mercado musical do mundo é uma boa notícia para a indústria após anos de queda nos lucros.

“Isso pode ser pela política agressiva de preços dos álbuns. Eles estão sendo vendidos a um valor muito mais econômico para os consumidores, que consideravam US$ 10 muito caro”, disse Keith Caulfield, um dos diretores da Billboard.com à Reuters.

Adele liderou a parada de sucessos em 2011, com 5,8 milhões de cópias vendidas do álbum “21” e 5,8 milhões do single “Rolling in the deep”. “21” foi o disco mais vendido nos EUA desde “Confessions”, de Usher, sete anos atrás. O segundo álbum de Adele não deixa o Top 10 da Billboard americana desde março. Ele vendeu mais que o dobro do segundo lugar da lista, “Christmas”, de Michel Bublé (2,4 milhões).

Bom desempenho americano não se repete no Reino Unido

As vendas de CDs nos EUA caíram 6% no ano passado, mas o aumento de 20% no número de álbuns digitais significou um recorde de US$ 103,1 milhões de discos vendidos, superando as perdas, segundo dados da Nielson SoundScan. A venda de músicas digitais cresceu 8,5% em 2011, alcançando o recorde de 1,27 bilhão de canções baixadas, em comparação ao 1,17 bilhão de 2010.

A venda de álbuns de vinil atingiu 3,9 milhões de cópias, em comparação aos 2,8 milhões vendidos em 2010. Caulifield disse que o crescimento na venda dos discos de vinil era uma “loucura”, atribuindo o sucesso a um “mercado inexplorado”.

“Está chegando a dois tipos de consumidores — os mais antigos que lembram dos discos de vinil com afeto, e muitos até têm mesas de som, e os mais jovens que podem ter uma cópia física na mão e aquela obra de arte para olhar”, analisa.

O bom desempenho do mercado americano não se repetiu no Reino Unido. Apesar do crescimento nas vendas digitais e do ressurgimento do vinil, as vendas combinadas caíram pelo sétimo ano seguido, dessa vez 5,6%, chegando a 113,3 milhões de cópias. No pico da indústria, em 2004, o número foi de 163,4 milhões de cópias vendidas. A venda de músicas digitais cresceu no Reino Unido 26,6%, para 26,6 milhões, mas as vendas de CD caíram 12,6%, chegando a 86,2 milhões. Os discos de vinil venderam 389 mil cópias.

Fonte:Reuters

Relembre o que já escrevi sobre a situação do Canecão

Matéria publicana neste domingo (8/1/2012) no jornal O Globo mostra o estado deplorável no qual se encontra o Canecão, 15 meses após a sua reintegração a UFRJ. O estado é de total abandono e confirma o que disse na época da desapropriação: “Isso é uma estupidez”. Abaixo um trecho do meu post de 12/5/2010:

Transformar o imóvel em espaço cultural, artístico, científico e acadêmico, é PIADA! Saber que o ministro da Educação apoia a ideia e que nosso prefeito não partiu para tentar qualquer solução que mantenha o Canecão em funcionamento é triste.

Nada mudou! A UFRJ continua sendo uma instituição incompetente para gerir o espaço, diferente do que pode acontecer na gestão do seu ensino. Saber que membros da chamada academia se recusam a sequer admitir passar parte da gestão para alguma empresa ou grupo de pessoas fora da instituição é prova de que vivem dissociados da realidade. Querer criar algo como um Centro Cultural é ridículo! Centro Cultural, na visão dos nobres membros do Conselho Universitário, o fórum de 50 integrantes (afora os suplentes) pelo qual passa toda decisão importante tomada na UFRJ, é sinônimo de atrações que não interessam ao público do Rio e nem mesmo aos estudantes, que poderiam ser obrigados a prestigiar o espaço.

Que não queiram negociar com um ex-proprietário que, segundo eles, é trambiqueiro, pode-se compreender, porém não ter a humildade em admitir a sua falta de habilidade em manter um espaço histórico para a cidade, a música e para o País, deixa a impressão de que eles realmente acham que sabem o que estão fazendo e que são os únicos que sabem como resolver os problemas do mundo.

O que deviam faze é, sim, passar o controle para a iniciativa privada, mas tendo a competência de fazer um contrato menos imbecil e prejudicial do que o anterior (será que não há um bom advogado na UFRJ para produzir um documento razoavelmente justo e que não permita que o problema de luta pela posse do imóvel se repita?).

A academia deve estar feliz em ver Roberto Carlos e Chico Buarque falando publicamente que sentem não tocar no Canecão. Também devem estar felizes em saber que um espaço voltado para a comunidade acadêmica não deverá ser utilizado por plebeus da música mundana ou por qualquer evento relativo aos Jogos Olímpicos ou a Copa do Mundo. Afinal, quem precisa disso? Precisamos é de salas de cultura, onde possamos ver curtas-metragens ou exposições de fotos ou mesmo de obras de arte feitas de barro, sei lá.

Leia a matéria do O Globo:

Só há três focos de luz no Canecão: dois sobre o palco e um à esquerda de quem entra naquela que, até ser fechada, em outubro de 2010, era a mais famosa casa de shows do país. O desligamento quase completo da energia é necessário, pois as infiltrações tornam o espaço vulnerável a curtos-circuitos — como já aconteceu. Chuvas fortes provocaram a queda de telhas, molharam o célebre salão e vêm derrubando o revestimento acústico de polipropileno, origem do forte cheiro de mofo.

A visita do GLOBO na última quinta-feira foi o primeiro passeio da imprensa por todos os escombros do Canecão: centenas de cadeiras sobre as mesas, palco e camarins vazios, poeira farta e quatro pontos de acúmulo de água, dos quais um, no sistema de refrigeração, é um foco de dengue comprovado pela Vigilância Sanitária na terça-feira passada.

Proprietária do terreno, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiu reavê-lo em 2010, após longa briga judicial com o empresário Mario Priolli, que fundou o Canecão em 1967 e era inquilino da instituição. Mas ainda não superou dois empecilhos à reabertura: os problemas judiciais de Priolli e as divergências internas quanto a como geri-la.

Quando a Justiça determinou a reintegração de posse, o empresário paulistano, neto de italianos, foi embora e deixou para trás mesas, cadeiras, o sistema de ar-condicionado e outros bens (depauperados, mas bens). Eles foram penhorados como garantia, já que são muitas as dívidas de Priolli. Enquanto as pendengas não forem resolvidas, a UFRJ não pode usar os equipamentos nem se desfazer deles.

Para não assistir à casa cair, a universidade começará na terça-feira a orçar uma obra emergencial que, ao menos, reforce a cobertura, diminua o assumido (pela direção de gestão patrimonial e pela subprefeitura do campus da Praia Vermelha) risco de incêndio e torne utilizável o anexo, batizado de Canequinho.

Projeto de gestão partilhada

Paralelamente, outra batalha será travada no Conselho Universitário, o fórum de 50 integrantes (afora os suplentes) pelo qual passa toda decisão importante. A reitoria pretende propor uma gestão partilhada: de segunda a quinta-feira, a área seria destinada a atividades da universidade, artísticas (Escola de Música, Escola de Belas Artes etc.) ou acadêmicas, abertas ao público ou não; de sexta a domingo, programação de shows, na linha tradicional do Canecão.

— É um modelo que comporta as expectativas internas e externas; os interesses da comunidade acadêmica e da sociedade — diz o reitor, Carlos Levi.

O problema é: quem será o responsável pela programação de sexta a domingo? Quando Levi assumiu, em 30 de junho passado, seu antecessor, Aloísio Teixeira, tivera várias reuniões para debater o assunto, inclusive duas amplas. Na primeira, em fevereiro, conversou com gente da área de música como a presidente do Museu da Imagem e do Som, Rosa Maria Araújo, o pesquisador Sérgio Cabral, o empresário José Fortes, o cantor Jorge Vercillo e uma das donas da gravadora Biscoito Fino, Kati Almeida Braga. Apontou-se para a criação de uma fundação ou Organização Social que buscasse recursos privados e permitisse uma gestão empresarial nos fins de semana.

No segundo encontro, em abril, no próprio Canecão, e com a presença de mais representantes da universidade, a proposta sofreu críticas porque, após ser reconquistado, o espaço estaria sendo novamente cedido à iniciativa privada. Simbolizando a falta de avanços, as mesas e cadeiras da reunião estão na mesma posição até hoje.

— A gente fica vendo aquelas faixas e pichações raivosas (“O Canecão é nosso”, “Não à privatização”), e parece que as pessoas estão nos anos 1960. Enquanto isso, a cidade perde um espaço dessa importância, que vira foco de dengue — lamenta um dos interlocutores da reitoria, Vinicius França, empresário de Chico Buarque, que sempre fez seus shows no Canecão e precisou se mudar neste ano para o Vivo Rio.

— Aquele ponto é tão bom que até uma coisa assim (ter a casa apenas três dias por semana) é estudável — diz o empresário Ricardo Amaral, que, ao lado do sócio Alexandre Accioly, conversou com o antigo reitor.

A Associação dos Docentes da UFRJ (Adufrj), cuja diretoria tem filiados a partidos como PCB, PSTU e PSOL, é contra a parceria com setores privados e pede um “projeto cultural para a cidade com cara própria, inovadora”, segundo seu presidente, Mauro Iasi. Mas muitos professores, como representantes de Letras, da Casa da Ciência e da Editora da UFRJ, aprovam a entrada de recursos externos, embora a gestão deva ser pública.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ — cujo leque partidário inclui PT, PDT e PSB — está afinado com a Adufrj e diz que basta “vontade política” para dinheiro federal ser injetado no Canecão.

Dentre os alunos, o GLOBO ouviu representantes do Diretório Central dos Estudantes e da Associação de Pós-Graduandos. Há quem considere saudável a abertura nos fins de semana para eventos comerciais, mas todos defendem controle público, para que eventuais receitas externas fiquem na UFRJ.

Para tentar vencer as resistências no Conselho Universitário, o reitor acredita que a melhor solução seja não abrir mão do controle. Segundo Levi, abrir um edital de ocupação para avaliar projetos poderia ser uma forma relativamente ágil de implantar programações sem que elas fiquem à mercê de desejos empresariais. Ainda assim, a Procuradoria Geral da República precisará aprovar o modelo.

Prefeitura como alternativa

Uma opção de parceria entre entes públicos, admitida como possível pelo reitor, seria com a Prefeitura do Rio. O prefeito Eduardo Paes tem pedido à UFRJ a reabertura para breve da casa de shows, por causa da falta que faz à cidade e já pensando nas opções culturais para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016. Na próxima quarta-feira, o pesquisador musical Ricardo Cravo Albin, um dos líderes do movimento de tombamento cultural do Canecão (ocorrido em 7 de outubro de 1999 por iniciativa do então deputado estadual Sérgio Cabral Filho), se encontrará com o prefeito pedindo essa parceria.

No ano passado, a UFRJ contratou o produtor Adonis Karan (ex-TV Tupi, TV Globo e organizador de festivais como o MPB Shell) para realizar um levantamento de preços e um estudo de programação — com atividades universitárias de segunda a quinta — visando à reabertura. Chegou a acertar com Maria Bethânia um show em março, mas não há como saber quando haverá condições de o público voltar a entrar no Canecão.

Aliás, como a marca pertence a Priolli, Karan sugeriu como novo nome Solar das Artes, alusão ao Solar da Fossa, que existia onde hoje é o shopping Rio Sul e no qual moraram Caetano Veloso, Paulinho da Viola e diversos artistas.

Texto de Luiz Fernando Vianna

O que movimentou a Economia e o Marketing em 2011

O F(r)ases da Vida não é um blog econômico, mas esse é um assunto que me interessa muito e, como o blog é meu, reproduzo aqui uma lista do Meio & Mensagem.

O ano de 2011 trouxe movimentações fortes no marketing e particularmente no setor de varejo. Foram destaque, por exemplo, a iniciativa do empresário Abilio Diniz, que tentou fundir as operações do Grupo Pão de Açúcar ao Carrefour. No setor farmacêutico, as concentrações aconteceram, especialmente a partir do segundo semestre. Já a Procter & Gamble apostou fortemente em suas operações no Brasil, país que também impulsionou o desempenho das empresas de compras coletivas.

Relembre, na lista abaixo os 10 principais fatos de Marketing do ano:

1. Fusão entre Carrefour e Pão de Açúcar ficou no papel

Em maio de 2010, a notícia de que Abílio Diniz negociava uma fusão com o Carrefour, tendo como partida a operação brasileira da rede francesa, surpreendeu todo o mercado – inclusive o seu sócio no Grupo Pão de Açúcar. Maior concorrente do Carrefour na França, o Casino, que passa a ter o direito de indicar e assumir o controle do GPA em junho de 2012, entrou com pedido de arbitragem contra a família Diniz na Câmara Internacional de Comércio (CIC), em Paris. Os acionistas do Carrefour aprovaram o acordo e a divulgação de fato relevante pelo Grupo Pão de Açúcar confirmou a participação do BNDES na proposta composição acionária para a empresa a ser formada. Até que Jean-Charles Naouri, diretor-presidente do Casino, saiu para o contra-ataque e veio pessoalmente ao Brasil para reuniões com representantes da instituição governamental de financiamentos. Diniz ainda tentou defender a negociação, mas bateu de frente com a postura irredutível de Naouri. A situação ficou insustentável e o empresário brasileiro retirou-se de cena. Os franceses, donos do Casino, por sua vez, seguem aumentando a participação acionária no GPA: em outubro já detinham 48,1% da empresa brasileira.

2. Aquisições aumentam a concentração do varejo farmacêutico

A já diagnosticada fragmentação do varejo farmacêutico começou a ser “tratada” por grandes investidores e grupos líderes do setor. O ano foi marcado pelo surgimento da Raia Drogasil, resultado da associação entre Drogasmil e DrogaRaia, a fusão entre as Drogarias Pacheco, do Rio de Janeiro, e a Drogaria São Paulo e a recente compra da rede baiana Estrela Galdino pela Brazil Pharma, pertencente ao banco BTG Pactual. A movimentação no quarto maior mercado consumidor de medicamentos do mundo chamou a atenção da americana Walgreens. Executivos da maior rede de farmácias do mundo, com 8,1 mil lojas, mantiveram conversas com players locais, como a Onofre e a própria Brazil Pharma. A expectativa é de que a superdosagem dos negócios continue em 2012, visto que o setor tem potencial para uma concentração maior: hoje, as cinco maiores redes respondem por apenas 25% do mercado brasileiro de drogarias, que hoje totaliza cerca de 60 mil estabelecimentos.

3. Marketing in Rio

O Rock in Rio abriu o caminho para a vinda ao Brasil de grupos de rock e astros pop até então inéditos ou que há muito não se apresentavam cá por estas bandas. De carona nos shows de Guns N’ Roses, Stevie Wonder, Red Hot Chili Peppers e Elton John, marcas como Itaú, Heineken, Trident, Niely Cosméticos, Bis, Chilli Beans, entre outras empresas, foram além das duas horas habituais dos concertos e acabaram atraindo mais atenção do que muitos dos próprios artistas. A multidão de 700 mil pessoas que acompanharam os mais de 160 shows durante os sete dias do festival demonstrou a força do mercado brasileiro de festivais e shows. Lidar com o gigantismo do público também foi um aprendizado para que os organizadores e patrocinadores, que já reformularam o conceito do Rock in Rio para as próximas edições, para evitar desgastes como as horas na fila enfrentadas pelos espectadores para conseguir um lanche. Por essas e outras, a edição de 2013 já está confirmada, mas com um público máximo de 85 mil pessoas por dia – 15 mil a menos do que o registrado neste ano.

4. São Paulo vira o jogo e dará o pontapé inicial da Copa 2014

No início do ano, 11 cidades já estavam confirmadas como sedes da Copa do Mundo de 2014. Por conta da indefinição quanto ao estádio que receberia as partidas, a dúvida recaía sobre São Paulo: até julho, a cidade não tinha certeza se receberia partida alguma do Mundial. Foi quando a Prefeitura assumiu o jogo e aprovou a lei que prevê a concessão de incentivos fiscais ao estádio do Corinthians. Pressionada politicamente e pelo rápido andamento da obra em Itaquera — 20% da construção ficou pronta em quatro meses —, não restou alternativa à Fifa a não ser entregar à abertura de seu mais precioso evento à capital paulista, que deixou para trás na disputa Belo Horizonte, Brasília e até mesmo o Rio de Janeiro, candidato nos bastidores a receber também a partida inaugural. Fortaleza também saiu vitoriosa na disputa para receber os jogos: a capital cearense receberá seis jogos do Mundial, inclusive um do Brasil na primeira fase e uma das quartas-de-final do torneio. A terceira apresentação do escrete nacional será em Brasília. Já o Maracanã só servirá à seleção brasileira em uma eventual decisão – se chegar até a finalíssima vencendo todos os embates da primeira fase, o time verde-amarelo também jogará duas vezes em Belo Horizonte.

5. Ano movimentado tem sabor amargo para Schin

O ano começou morno e terminou quente no mercado nacional de cervejas – por mais que os dois adjetivos não façam parte do bom vocabulário para a categoria. As principais movimentações aconteceram no segundo semestre, todas a partir de agosto. A Kirin comprou a Schincariol, uma aquisição que custou aos japoneses mais de R$ 5 bilhões e consolidada em duas etapas, a segunda delas depois de uma disputa judicial envolvendo dois lados da família dos ex-donos da companhia. O embate saiu caro também nos pontos de venda: em outubro, pela primeira vez em oito anos, a Schin perdeu a vice-liderança do mercado, assumida pela Petrópolis. A Schin ainda mudou de agência (trocou a Euro RSCG pela Leo Burnett Tailor Made) e não impediu a Brahma de assumir a cota máster do patrocínio do Carnaval de Salvador, propriedade cativa da cervejaria de Itu havia 11 anos. A líder absoluta Ambev ainda seguiu a sua estratégia de segmentação e finalmente lançou a Budweiser, cuja conta foi parar na Africa depois de muitos testes. Já a Heineken despontou como principal patrocinadora dos festivais de música no País e renovou a comunicação e o sabor de Kaiser, mirando a classe C.

6. A arrancada da P&G no Brasil

Presente no País há 23 anos e atuando por aqui em metade das 30 categorias nas quais concorre no mundo, a Procter & Gamble já conta o Brasil entre as dez principais operações da companhia, com faturamento superior a R$ 3 bilhões. Na categoria fralda descartável, já conquistou a liderança com os 29,6% de share de Pampers. A matriz, fundada em 1837, quer a subsidiária brasileira entre as cinco maiores da multinacional em até cinco anos – e não mediu esforços na busca por uma parcela maior do consumidor brasileiro. A empresa, que entrou para a lista dos dez maiores anunciantes do País em 2010, seguiu com forte presença na mídia em 2011. Foram destaques na sua comunicação o patrocínio ao clube de maior torcida do País, o Flamengo, e a ampliação da promoção Avião do Faustão, comandada pelo apresentador Fausto Silva, um dos seis embaixadores da P&G ao lado de Ana Maria Braga, Angélica, Luciano Huck, Rodrigo Faro e o jogador Paulo Henrique Ganso, do Santos e da Seleção Brasileira.

7. A explosão dos sites de compras coletivas

A impulsividade do brasileiro para as compras e o gosto por uma oferta fizeram decolar os sites de compras coletivas no País em 2011. Negócio recente por aqui, o novo modelo de e-commerce começou a se expandir no Brasil em 2010, quando chegaram o ClickOn e Groupon e foi lançado no Rio de Janeiro, em março, o Peixe Urbano. Hoje, a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico estima que o País tenha 1.200 sites de compras coletivas, que devem faturar R$ 1,2 bilhão em 2011 (de um faturamento total do e-commerce que deve ficar em R$ 18,7 bilhões). Embora não haja um número total da quantidade de clientes atendidos, os seis associados à Câmara-e.net (Groupon, ClickOn, Peixe Urbano, Clube do Desconto, Viajar Barato e Imperdível), que representam 85% do mercado, venderam dois milhões de cupons até novembro. O crescimento rápido gerou alguns problemas com o Procon, principalmente por conta de falhas dos parceiros na entrega das ofertas e serviços contratados por meio da compra dos cupons. Para resolver ou pelo menos diminuir as reclamações, o Comitê de Compras Coletivas da Câmara-e.net lançou em dezembro um Código de Ética e Autorregulamentação.

8. Neymarmania toma conta do País do futebol

1,50 m de altura e menos de 40 quilos: com apenas 13 anos de idade, Neymar foi descoberto pela imprensa no início de 2005 e logo tachado como o “novo Robinho”. Sete anos depois, o atleta já é considerado a maior estrela do clube depois de Pelé. Dentro dos gramados, venceu o Campeonato Paulista, a Taça Libertadores da América e disputou o Mundial de Clubes com o Santos no Japão (o campeonato terminaria neste domingo 18). Fora dele, foi protagonista da jogada que inovou ao inverter a lógica do futebol mundial: numa estratégia de marketing ousada, o Santos recusou os milhões de dólares ofertados por Barcelona e Real Madrid, encurtou o prazo do contrato e entregou os direitos de imagem de Neymar para a família do jogador e os seus representantes – leia-se a 9ine, de Ronaldo. Com isso, praticamente assegurou a presença do astro no clube até a Copa de 2014, quando então poderá seguir para a Europa embolsando o valor integral da transação. Os patrocínios pessoais cresceram proporcionalmente à fama mundial do atacante. Em 2010, apenas Nike e Panasonic possuíam contrato com o craque. Neste ano, Baruel, Lupo, Ambev, Red Bull, Santander, Unilever e Claro também associam suas marcas ao menino da Vila.

9. A onda do UFC e o fenômeno Anderson Silva

O octógono tomou conta do Brasil em 2011. O MMA, modalidade de luta que sempre foi sucesso de nicho por aqui, agora está até na novela das nove da Globo e a marca do mais notório torneio das artes marciais mistas, o Ultimate Fighting Championship, foi o tema mais comentado do ano pelos brasileiros no Facebook. Originário do vale-tudo criado pela família Gracie, o UFC nasceu em 1983, nos EUA, e hoje realiza mais de 20 eventos anuais, que podem ser acompanhados pela TV em 145 países. O Brasil assiste às lutas ao vivo desde 2002 – pelo canal pago Combate, pela RedeTV e agora pela Rede Globo, que, de olho no sucesso do ano, comprou os direitos de transmissão. Dentre os lutadores, Anderson Silva assumiu o posto de maior ídolo do esporte. Nascido em São Paulo e criado em Curitiba, Silva fez primeiro sucesso no exterior. Para melhorar a imagem no País, “Spider”, como Silva é conhecido nos Estados Unidos, procurou o empresário Sérgio Amado no começo do ano. A 9ine assumiu a carreira do atleta, gerenciando a imagem, captação de patrocínio e vida digital do campeão. Os contratos chegaram com a velocidade dos golpes de Anderson, que já foi patrocinado pela Bozzano, estrelou campanhas de Budweiser, Burger King, Ford e Honda, é atleta da Nike e representa o Corinthians no esporte.

10. Gerenciamento de crise em época de redes sociais

Com a incorporação das redes sociais à vida de um número cada vez maior de consumidores, as repercussões de uma crise de imagem saem de controle tão rápido quanto um clique. A PepsiCo esteve envolvida em algumas das polêmicas que mais ressoaram nas comunidades virtuais em 2011. A principal delas foi a contaminação de um lote de Toddynho com detergente, causando a internação de mais de vinte pessoas no Rio Grande do Sul. O incidente colocou o achocolatado nas manchetes dos jornais e nos Trending Topics do Twitter. Mesmo destino tiveram as grifes de moda Arezzo, que enfrentou uma avalanche de críticas também no Facebook, após anunciar produtos com peles de animais, e Zara, denunciada pelo Ministério Público pelo uso de trabalho escravo em seus fornecedores da espanhola Zara no Brasil. Nesse cenário, muitas companhias têm contratado profissionais ou empresas para dar respostas e propor soluções que minimizem o quanto antes os efeitos do boca a boca online.

Fonte: Meio & Mensagem

Esses Ingleses Maravilhosos e suas Pesquisas Voadoras XVI – Facebook é causa de um em cada três divórcios

Eles voltaram! O singleses voltaram! Viva o Facebook!

Segundo levantamento, 33% dos pedidos de divórcio no país citavam a rede social; mensagens inapropriadas e comentários maldosos para ex são as principais razões

Maridos e esposas do Reino Unido que se separam estão cada vez mais citando o Facebook em suas petições, de acordo com uma pesquisa realizada pelo site local especializado Divorce-Online.

Lançado nesta semana, o levantamento revelou que 33% dos pedidos de divórcio no país continham a palavra Facebook. Esse é um aumento significativo em relação a última vez que o site realizou a pesquisa em 2009. Naquela época, a rede social foi mencionada em 20% dos pedidos amostrados pelos pesquisadores.

Apesar de os advogados de divórcio estarem vasculhando o Facebook em busca de sinais de infidelidade, eles também procuram por comentários depreciativos feitos pelos esposos e esposas sobre o outro após terem se separado e estarem brigando judicialmente, explica o site. A página descobriu que as razões mais comuns para citar o Facebook em um processo de divórcio são:

-Mensagens inapropriadas para membros do sexo oposto

-Casais separados postando comentários maldosos um sobre o outro

-Amigos do Facebook informando o comportamento do ex-companheiro(a)

Já o microblog Twitter foi citado em apenas 20 dos 5.000 processos analisados pelo site.

Como as redes sociais tornaram-se uma das principais ferramentas de comunicação, tornaram-se o lugar mais fácil para as pessoas terem um caso ou flertarem com alguém do sexo do oposto, afirma o porta-voz do Divorce-Online, Mark Keenan.

“Além disso, o uso do Facebook para fazer comentários sobre os parceiros(as) para amigos tornou-se algo extremamente comum, com os dois lados usando o site para mostrar suas mágoas um contra o outro”, completou.

Com cerca de 800 milhões de usuários, a maior rede social do mundo também virou terreno fértil para achar evidências em processos de divórcio nos Estados Unidos. Por exemplo, um estudo realizado em fevereiro de 2010 pelo membros da American Academy of Matrimonial Lawyers revelou que 81% desses profissionais viram um aumento em relação aos cinco anos anteriores no uso de evidências a partir de redes sociais nos processos de divórcio. Mais ainda, 66% afirmou que o Facebook era uma fonte primária para encontrar evidências para o divórcio.

Fonte: Tribuna de Petrópolis

Um 2012 cheio de aumentativos

Caros,

Dois mil e onze foi um ano daqueles bem educativos. Aprendi que gente que fala em diminutivos tem mesmo é mente diminuta, que os que falam alto e grosseiramente são mesmo inseguros e procuram um processo de assédio moral, que quem toma remédio tarja preta não tem coerência. Também tive a reafirmação de que os amigos de verdade estão sempre do nosso lado, mesmo quando estamos distantes.

O ano também serviu para aprender várias coisas que não devem ser feitas jamais – obrigado aos péssimos profissionais que conheci ou aprendi a conhecer – e para confirmar que qualidade de vida é fundamental.

Agora é esperar que 2012 seja melhor, mais ensolarado e com menos fuscas nas ruas, vidas e redações.