A Globo e a decisão de retirar os links do Facebook

Revista ÉpocaDemorou para acontecer, mas aconteceu: alguns “executivos” e/ou “especialistas” chegaram à conclusão (no início do mês) de que a divulgação de links com matérias dos veículos da Globo no Facebook prejudicavam o tráfego nos sites controlados por eles. Por conta disso, enviaram um e-mail aos funcionários proibindo essa divulgação nos canais oficiais da Editora Globo, jornal O Globo e G1 – por algum motivo a TV Globo ficou de fora dessa diretriz.

Segundo a empresa, um estudo mostrou que as pessoas estavam usando o Facebook como um RSS, lendo apenas a chamada, sem ir até o site para ver toda a notícia.

Ok. Não vou discutir a qualidade e validade da pesquisa, mas acho mais que válido discutir a qualidade da medida tomada para reverter ou redirecionar esse desvio. Parece àquela mentalidade de gestores de segurança – que preferem proibir todos os acessos para evitar falhas na segurança – ou dos maridos traídos – que preferem tirar o sofá da casa para evitar que a esposa o traia com alguém no móvel.

jornal O GloboA decisão lembra a velha briga entre mídias tradicionais e digitais (algo que eu até pensava já tinha acabado em muitas empresas) e me incentivou a escrever sobre ela, antes mesmo de ler a opinião de um dos gurus da internet – assunto sobre o qual farei um post -, o britânico Andrew Keen: historiador, cientista político e autor do best-seller O Culto do Amador, no site do Meio & Mensagem. Assim como eu, ele acha que a decisão da Globo foi “estúpida e imprudente“.

Será que ninguém pensou na repercussão negativa da iniciativa ou acharam que o burburinho criado valeria o risco? Acho que perderam a chance de aproveitar o desmanche no “‘conglomerado“‘ (com aspas triplas) do bispo.

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Ringo Starr no Brasil em outubro

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Tá ficando difícil viver em um país rico como o Brasil. Depois dos shows de Paul McCartney e do Rock in Rio, acabam de confirmar a vinda de Ringo Starr e sua All-Stars Band em outubro (São Paulo e Curitiba), nos dias 29 e 31. Acho que vou me mudar para algum país onde aconteçam menos shows. Estou pensando na Inglaterra, o que acham?

Homem de Ferro 3 – A crítica

homem-de-ferro-3-poster-nacional-615x878Primeiro um aviso: se você ainda não viu o filme, não leia esse texto. Caso já tenha visto ou apenas não ligue muito em saber a história do filme, vá adiante.

Ainda antes de começar a falar do longa propriamente dito, um comentário: é impressionante como empresas do porte da Disney ou da Sony Music podem tomar decisões mesquinhas (em termos de economia). Não fazer uma cabine no Rio de Janeiro (limitando o número de veículos que puderam enviar alguém até São Paulo para ver o filme antes do lançamento é indefensável) acabou fazendo com que essa crítica só pudesse ser postada hoje (uma pena para os meus três leitores). Falta de dinheiro eu garanto que não foi. Talvez uma certa soberba em achar que seu produto seja tão importante que não mereça esse esforço. Who knows?

O filme

iron-man-3Homem de Ferro 3 vai dividir opiniões (ponto). Enquanto os mais puristas vão detestar o filme, os amantes dos filmes de ação devem apenas gostar dele, enquanto o público feminino parece considerá-lo o melhor da série. E, por mais estranho que pareça, todas as opiniões têm ótimos argumentos para sustentá-las.

Quem gosta de quadrinhos vai dizer que, de uma só vez, o filme acaba com dois pilares da história de Tony Stark: o Mandarim, um dos maiores inimigos de Stark e que é transformado em um fantoche idiota) e seus problemas de saúde (um dos fatores que o tornam/tornavam o herói mais humano e interessante). Já para os fãs dos filmes de ação e da enxurrada de super-heróis que invadiu as telas nos últimos anos, o filme fica abaixo dos dois primeiros da franquia, mas não de uma maneira vergonhosa, o que já é uma boa conquista. Muitos vão dizer que o diretor Shane Black exagerou, mas isso é bom para calar a boca dos entendidos que viviam reclamando do trabalho de Jon Favreau nos longas anteriores.

Homem-de-Ferro-3-PepperPor falar em conquista, parece que, mercadologicamente falando, a opção por dar mais espaço para o papel de Pepper Potts foi mais do que acertada. Se os fãs de quadrinhos irão ver o filme de qualquer maneira (assim como quem gosta de ação), a Disney parece ter mirado (com sucesso) nas mulheres. Todas com as quais falei (nenhuma delas fã do herói ou de filmes de ação) acharam o novo filme o melhor da trilogia. Parece mesmo que discutir a relação é coisa que agrada ao universo feminino (infelizmente).

Minhas reclamações ficam concentradas no direcionamento que o personagem pode ter de agora em diante. O roteiro, repito, matou um de seus melhores inimigos e de quebra tornou Tony Stark em uma pessoa responsável emocionalmente e ainda por cima saudável. Só falta ele ir correr uma maratona e se transformar definitivamente numa espécie de Duro de Matar. Fico curioso como farão para manter a franquia interessante, se é que ainda pensam em uma nova continuação.

homem-de-ferro-3-mandarimSe o roteiro é o ponto fraco, o ponto alto vem por conta do elenco onde todos (até o subutilizado Ben Kingsley) estão ótimos. Robert Downey Jr. continua brilhante e suas tiradas sarcásticas e cheias de humor nada correto são certeiras.

Vocês podem/devem ter notado que não citei o verdadeiro vilão da trama nem o teor de seus atos (terroristas), que servem como motivação para a luta contra o mundo livre. Bem, achei melhor deixar um pouco de suspense e mistério para ser descoberto no escurinho do cinema, chupando drops de anis.

Que Tony Stark deixe para trás suas crises de ansiedade e pânico e arrume um terapeuta melhor, pois algo me diz que suas sessões podem acabar de forma violenta.

PS: O filme tem versão em 3D, mas que é usado de forma protocolar e não acrescenta muita coisa ao filme. A versão 2D não vai decepcionar.

Leia sobre os outros filmes do herói.

Homem de Ferro 1

Homem de Ferro 2

Comunidade Nin-Jitsu lança DVD

DVD_CNJ_AoVivoCom sua mistura de rock, funk carioca, rap e outros estilos, a  banda porto alegrense Nin-Jitsu – formada pelo deputado estadual Mano Changes (voz), pelo DJ Fredi “Chernobyl” Endres (guitarra), Nando Endres (baixo) e Gibão Bertolucci (bateria)  – lança seu primeiro DVD, Comunidade Nin-Jitsu Ao Vivo no Opinião (Coqueiro Verde Records), recheado de convidados.

Tendo seis discos na bagagem – Atividade na Laje (2008), Comunidade no Baile (2005), Aproveite Agora (2003), Maicou Douglas Syndrome (2001), Broncas Legais (1998) – e apresentações em vários eventos (até mesmo um Free Jazz), a banda escolheu 21 faixas para fazer um balanço de carreira e ainda homenagear seus convidados, entre eles o roqueiro Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr., morto recentemente e aqui em uma de suas últimas apresentações. Além de Chorão, também aparecem no projeto B Negão, Xis, Serginho Moah, Edu K e Lucas Silveira.

Canções como Melô do Analfabeto, Tudo Que Ela Gosta de Escutar, Rap do Trago e Ah! Eu Tô sem Erva fazem a alegria da galera em um show totalmente descontraído. São 20 músicas no CD e 21 no DVD (Fazê a Cabeça entra como extra). O som (5.1 ou 2.0) é ótimo e não vai poder servir de desculpa para ninguém ficar parado.

Uma versão desse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Três tons de Luiz Melodia

tonsluizmelodiaA série Tons, que reúne sempre três discos emblemáticos de expoentes da música popular brasileira, ganha mais um volume, desta vez dedicado ao cantor e compositor carioca Luiz Melodia.

A Universal Music empacotou discos de três décadas diferentes (anos 70, 80 e 90), conseguindo desenhar um bom panorama da obra do artista, começando pelo primeiro disco lançado por ele – Pérola Negra (1973) -, que já continha entre suas dez faixas as hojes clássicas Vale Quanto Pesa e, principalmente, Estácio, Holly Estácio. Mas o disco não fica nisso, há muitos outros tesouros, como a faixa-título e também Magrelinha.

Capa Pérola Negra 1973O segundo disco da caixa – Felino (1983) – não tem o mesmo peso e inspiração de Pérola Negra, mas nem por isso não deixa de ter os seus momentos, apesar dos arranjos notadamente voltados para alcançar o padrão radiofônico da época, algo que nem sempre combinava com as composições do “Negro Gato” Melodia.

Pintando o Sete (1991), álbum que fecha a triologia, foi lançado na esteira do grande sucesso da regravação de Melodia para Codinome Beija-Flor, canção que estourou como parte da trilha sonora da novela O Dono do Mundo e apresenta novamente o artista em boa forma.

A caixa ainda vale por trazer as artes originais dos LPs agora adaptadas para o formato de CD e pelo belo trabalho na remasterização do som. Nunca Melodia soou tão bem!

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Muito longe do Trem da Alegria

Patricia MarxPode ser que muita gente não lembre, mas a cantora Patricia Marx – que agora lança seu mais novo trabalho, Trinta (LAB 344), já não é uma menininha e menos ainda uma novata. Com várias canções já emplacados em trilhas de novelas, além dos sucessos alcançados com o antigo grupo, Patricia usa todo o seu balanço em um disco que surpreende pela maturidade.

No CD, que, como a maioria dos lançamentos recentes, conta com algumas participações de peso, como Seu Jorge e Ed Mota, Patricia mostra muito suingue, com pitadas de soul, blues e um quê de Djavan, criando uma atmosfera sempre recheada de balanço. A nova versão de Espelhos D’água – composta por Dalto e Claudio Rabelllo e na qual Seu Jorge dá uma canja – é especialmente inspirada, com um belo arranjo de metais.

O disco já faz sucesso no iTunes e consolida Marx como uma artista que tem uma personalidade própria, bem distante daquela imagem da menininha que cantava canções infantis trinta anos atrás.


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So – A obra prima de Peter Gabriel

so-peter-gabriel-blu-ray-largeUm dos maiores sucessos de 1986, o disco So, de Peter Gabriel, o performático ex-vocalista do Genesis, ganha sua história contada na excelente série Classic Albums, lançado no Brasil (DVD e Blu-ray) pela gravadora ST2.

O disco, que entre os seus vários momentos brilhantes produziu o megahit Sledgehamer (e seu fantástico vídeo clipe), “sobreviveu” bem ao tempo, permanecendo atual, mesmo com mais de 25 anos de seu lançamento e o documentário mostra como foi o processo de criação da obra, com entrevistas com o próprio Peter Gabriel, além de músicos que tocaram nas gravações, produtores, colaboradores e outras figuras que participaram do processo.

Como em todos os episódios da série, as imagens (shows e entrevistas) e o som (com alguns momentos onde podemos ouvir os multitracks originais) são de arrepiar.

O DVD/Blu-ray, em seus 94 minutos, vem com um making of do clipe de Sledgehamer e mais de 30 minutos de material que não foi ao ar na versão transmitida na TV. Mas esteja em dia com algum outro idioma. O documentário conta com legendas em inglês, francês e alemão, mas não em português.


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Zeca Pagodinho canta clássicos do samba

DVD Zeca PagodinhoNão é fácil falar sobre Zeca Pagodinho. São muitas as facetas desse suburbano carioca que se transformou em um dos maiores nomes do samba das últimas décadas e que deve entrar para a história como um dos ícones do gênero em todos os tempos. Agora, chegando aos 30 anos de carreira, Zeca decidiu homenagear os sambas que ouvia quando era criança e que o inspiraram a entrar no mundo do samba, lançando o CD/DVD Multishow Ao Vivo – Zeca Pagodinho 30 Anos Vida que Segue.

Na entrevista coletiva de lançamento do projeto, em um hotel da Barra da Tijuca, o sambista chega de mansinho, fala com todos (jornalistas, funcionários do hotel e gente da gravadora), sem cerimônia ou qualquer tipo de afetação.

“Ainda não é um balanço de 30 anos da minha carreira. Esse trabalho é sobre quando comecei a minha paixão pelo samba e pela música brasileira. Eu estou cantando a carreira de outras pessoas”, explica o sambista.

A receita é infalível: misture um grande intérprete cantando clássicos da leva de Sinhô (Gosto que me Enrosco), Candeia (Preciso me Encontrar), Zé Keti e Elton Medeiros (Mascarada), Jamelão (Agora Eu Sou Feliz) Paulinho da Viola (Foi um Rio que Passou em Minha Vida) e Noel Rosa (Vem Chegando a Madrugada), entre outros gênios, acrescente convidados ilustres como Marisa Monte, Yamandu Costa, Paulinho da Viola, Xuxa e membros da Velha Guarda da Portela, e tenha um produto de primeira. Inclua um making of e confirme que toda a descontração do palco não é jogo de cena.

“O Max (Pierre) me disse: por que você não convida as pessoas que você gosta e admira? Concordei e disse: “deixa que eu mesmo falo com cada um”, conta sobre a escolha dos convidados.

Mas como é ser referência e ídolo para os sambistas da nova geração?

“Procurei fazer o melhor e trabalhar com os melhores para deixar o melhor. Quem viveu na época da minha mãe vai curtir e relembrar ao ouvir o disco e a garotada vai conhecer. A gente tomou o cuidado de fazer mais ou menos parecido como era. Não gosto de modernizar muito, para que essa música passe para a outra geração assim como passou para mim”, argumenta.

E o clima é totalmente família. Todos os músicos são amigos de Zeca, muitos deles desde antes do cantor se tornar um nome conhecido.

“Todo mundo tem que trabalhar, eu sou fã de todo mundo e todo mundo tem que estar perto de mim. São 20 músicas? Então um toca três, o outro toca duas e assim todo mundo fica feliz da vida. A gente não se conheceu no palco. Todo mundo se conheceu no botequim, no morro e, só no olhar, você já sabe quem vai entrar. É todo mundo compadre, não tem a aquela coisa do artista e dos músicos, mas, na hora de tocar, tem de tocar. Não pode jogar água fora da bacia”, dispara.

Mas família é algo sério e ainda capaz de deixar o experiente Zeca inseguro.

“O olhar da minha mãe é daqueles que reprova e, por isso, eu deixo ela lá atrás, para não me grilar. Tem sempre o perigo de errar e isso é chato. Para cantar Mascarada, por exemplo, eu tive que tomar Lexotan. A Mônica (esposa de Pagodinho) disse pra mim: ‘tira essa música. Em 25 anos eu nunca vi você tomar calmante por causa de uma música’. Fui do Rio até Búzios ouvindo para aprender. Meus filhos não aguentavam mais, mas, na hora, saiu de primeira”, conta.

Como se já não bastasse o seu genuíno jeitão de malandro carioca, daqueles do bem – cantados por Chico Buarque e personalizados por figuras como Moreira da Silva -, Zeca  conseguiu mais visibilidade ainda ao ajudar as vítimas das enchentes em Xerém, na Baixada Fluminense, onde viveu boa parte de sua vida. Tudo isso sem nenhum interesse que não apenas o de diminuir o sofrimento de amigos e vizinhos.

“Rapaz, lá não tinha nada. Agora, ficou nada menos que 50. Está sendo feito o mínimo. É aquela velha história: muita coisa põem na culpa de um ou na culpa de outro. Tá lá a pontezinha do mesmo jeito. Deram um improviso, mas até agora nada. A ponte de trás qualquer dia cai também. É complicado. A ponte de ferro está quebrada e uns dizem que é do (governo) federal, outros que é do estadual e outros do municipal. Eu sei é que tem gente ficando rico às custas da desgraça alheia. Eu fiz a minha parte, como sempre faço”, analisa.

A irreverência e sinceridade do cantor, que é daqueles que olham no olho e falam a verdade, sem frescuras, não deixam dúvidas de que a sua praia é o samba e que nem mesmo a possibilidade de participar de grandes eventos o seduz. Ao ser perguntado se aceitaria participar da abertura ou do encerramento das Olimpíadas do Rio, por exemplo, cai na gargalhada antes de disparar:
“Com essa pinta de atleta? Tá de sacanagem? Tá maluco? Deixa eu vendo só pela televisão que já está ótimo”, brinca.

Melhor mesmo deixá-lo fazendo o que sabe de melhor, da maneira que sabe melhor e onde se sente mais confortável.

Ave Zeca!

Uma versão desse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Os melhores horários para publicar no Facebook

Não sou tão adepto (pelo menos no campo pessoal) de ficar programando posts ou comentários para conseguir o maior número possível de visualizações, apesar de ser essa a razão de todo post, certo? Porém, saber quando você vai alcançar os melhores resultados é uma obrigação para todos os que trabalham com Mídias Sociais ou internet.

Enjoy!

facebookQuinta-feira entre 20h e 21h. Esse é o horário de maior pico de usuários postando e comentando no Facebook. O Scup – empresa gerenciadora de mídias sociais – identificou pelo segundo ano consecutivo os períodos de maior fluxo na rede social, que é usada por mais de 67 milhões de brasileiros. O estudo foi concebido a partir de uma amostra de quase 34 milhões de posts e comentários coletados pelos monitoramentos feitos em 2012.

O Facebook atinge um pico de uso entre 20h e 21h, mas o volume e a distribuição de posts e comentários é semelhante de segunda a sexta-feira, o dia todo. Uma pequena mudança ocorre aos sábados e domingos, quando os números de comentários e posts diminuem.

O relatório explica que o maior volume de posts e comentários não representam necessariamente como o melhor horário do dia para postar na rede social, já que a quantidade de oferta pode ser muito maior.

No final da manhã, entre 11h e 12h, o movimento no Facebook cresce. O Scup aposta no cenário: tem mais gente acordada; pra quem começou a trabalhar cedo, a rede social se torna um elemento de descontração; e as pessoas começam os preparativos para o almoço pelo Facebook.

Notem que o volume de postagens e comentários durante o horário comercial não muda muito após o expediente. Das 9h às 23h, os gráficos apresentam um comportamento quase uniforme.

Fonte: ProXXIma

Blur retorna com ‘Parklive’

Parklive packshotFormado em 1988, em Londres, pelos músicos Damon Albarn (teclados e vocais), Graham Coxon (guitarra e vocais), Alex James (baixo) e Dave Rowntree (bateria), o Blur se destacou na cena do rock alternativo com o lançamento de Leisure (1991). Dai em diante, o sucesso foi só crescendo e, depois de uma parada de dez anos, o Blur volta com o registro do show feito no Hyde Park, em agosto do ano passado.

Além do registro integral do show (em DVD e CD duplo), Parklive ainda conta com duas canções novas – Under The Westway e The Puritan -, as primeiras desde 2003, coroando a volta da banda, que tocou no encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres e ainda foram homenageados no British Awards.

Parklive é mais uma aula britânica de como se deve fazer um show pop. Gravado com 12 câmeras e com um trabalho primoroso de edição, o DVD dá aos fãs a oportunidade de tirar o atraso da música do grupo. Lá estão canções como Song 2, Parklife, Sing e Tracy Jacks.

Difícil predizer o futuro da banda, mas, aconteça o que acontecer, Parklive é um belo trabalho.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Atentados, explosões e mais uma cagada do governo do Rio

Obras MaracanãO mundo anda pegando fogo. É bombeiro transando na escada Magirus, bombas explodindo na maratona de Boston, fogo em uma usina de fertilizantes no Texas, mortes e muita tensão em todo o mundo, isso sem falar no louco Coreano, que vive ameaçando jogar uma bomba na cabeça de seus inimigos. Qualquer um desses assuntos seria um ótimo tema para discorrer minhas ilações inúteis, mas nossas cagadas domésticas podem ser menos graves (e são), mas não podem passar sem o registro da cara de pau, falta de simancol e má orientação de nossos governantes.

O tema da vez é a tentativa de roubar o direito e o patrimônio dos donos de cadeiras cativas do Maracanã. É impressionante como até pessoas que aparentemente são sérias (ou menos canalhas) que a maioria dos políticos pode cometer erros tão primários e dar declarações tão infelizes quantas as feitas pelo secretário da Casa Civil do governo do Rio de Janeiro, onde disse que o fato dos donos das cadeiras cativas do Maracanã terem comprado esses espaços “para a Copa de 50” não lhes dá o direito de assistir outras Copas realizadas no país. A frase deveria ter ido até o pedaço onde diz que “as pessoas compraram esses bens“. Assim como um apartamento ou um carro, as cadeiras cativas são propriedade privada e não podem ser transferidas para outros sem consulta prévia (e mesmo com consulta).

sergio-cabral-1Se o governo já sofreu uma derrota similar na época dos Jogos Panamericanos, parece que não aprenderam a lição e fazem questão de pagar mais um mico. A falta de respeito com a população e a ganância desse povo é de arrepiar. Esperar que alguém da assessoria de imprensa oriente seus clientes é utopia (hora de ouvir um fado cantado pelo Roberto Leal), mas deixar que eles digam coisas como: “o querer de alguns não pode prejudicar acordos internacionais já fechados“. Peraí, fazer contratos com os bens alheios pode, Arnaldo? Proibir que as pessoas acessem seus lugares adquiridos honestamente?

Na boa, é de matar esse tipo de atitude que, em conjunto com a demolição dos prédios do complexo do estádio (natação e atletismo) e dos problemas estruturais do Engenhão e dos prédios que seriam destinados aos sobreviventes do Morro do Bumba, mostram a índole de nossos governantes.

Entenda melhor o caso aqui.

Marcelo Martins lança seu primeiro disco depois de 20 anos de carreira

Difícil encontrar personagens que rendam bons assuntos e mereçam uma matéria de capa. O saxofonista Marcelo Martins, figurinha fácil nos discos de Djavan e Ivan Lins, é uma dessas figuras. Simpático, simples e talentoso, ganhou uma bela diagramação (nem vamos falar do texto, né?) na edição de hoje do jornal O Fluminense.

Palmas para o Alex, nosso bravo diagramador.

(Sem t355tulo-7)O cenário musical brasileiro é repleto de grandes instrumentistas, embora ainda sejam poucos os espaços reservados para esse tipo de música no País. No estado do Rio, o panorama não é muito diferente, o que leva o saxofonista niteroiense Marcelo Martins a não ter ainda uma data para fazer um show de lançamento de seu primeiro CD solo – Do Outro Lado – em algum palco de Niterói.
Marcelo, um apaixonado pela música, pelo saxofone e por Niterói, nos seus 20 anos de carreira, já tocou com grandes nomes da Música Popular Brasileira como Arthur Maia, Nico Rezende, Gal Costa, Ivan Lins, Mauro Senise e Djavan – artista com o qual está excursionando atualmente.

“A música é uma parte muito significativa da minha vida e tenho sorte de ter conseguido tocar com pessoas de muito talento e muito generosas. Apesar de todos os holofotes estarem virados para o Rio, sempre vivi em Niterói e tenho orgulho de estar ‘do outro lado da poça’”, conta Martins, que estudou na Orquestra do Instituto Abel e no Conservatório de Música do Estado do Rio de Janeiro, além de cursos de Harmonia e Arranjo Musical, na Rio Música.

O título do CD faz menção a esse amor por Niterói, mas também tem relação com momentos de reflexão mais profunda.

Saxofone“Do Outro Lado, além da referência lógica com Niterói, também é uma alusão à vida, à necessidade de aprender a olhar e entender o outro lado das coisas, o outro lado da vida”, filosofa.

O disco, que demorou alguns anos para ser finalizado, conta com a participação de amigos de estrada do calibre de Armando Marçal, Arthur Maia, Leo Gandelman e Torquato Mariano (que também foi o responsável pela mixagem do CD), entre muitos outros ótimos instrumentistas.

“Demorei a ter vontade de gravar um trabalho autoral e, quando achei que tinha material suficiente e de qualidade, aconteceu de sair em excursão com outros artistas. Assim, a primeira sessão de gravações aconteceu em 2004 e a masterização final só ficou pronta em 2011. Nesse tempo, recrutei amigos músicos que participaram do projeto apenas na amizade”, comenta Marcelo.

Das dez canções que fazem parte do CD, nove são composições próprias, todas arranjadas pelo próprio Marcelo, que criou um calidoscópio onde todas as influências musicais fazem parte da sua formação musical. O jazz é a principal fonte de inspiração, mas algumas melodias nos remetem ao cancioneiro popular, no seu melhor significado, sem os exageros instrumentais que muitas vezes marcam os trabalhos de estreia.

Marcelo MartinsA decisão de dar destaque para outros instrumentos, não somente o saxofone, torna o disco muito agradável, sensação que vai se acentuando a cada audição. Piano e sopro foram valorizados nos arranjos, ajudando a encorpar temas que fogem do intragável padrão “melodioso efemesco” (das FMs) e das músicas de elevador.

“O saxofone é um cantor, mas eu não curto essa coisa gratuita do sax solista. Além disso, pouca gente conhece esse meu lado de arranjador e aproveitei o tempo para criar texturas que valorizassem as melodias com o máximo de bom gosto”, salienta o músico, que também se dividiu entre as flautas e a produção.

Canções como Pé Quente – onde se destaca um conjunto de cordas – e a música-título, Do Outro Lado, podem remeter tanto às Big Bands dos anos 30, 40 e 50, como aos pequenos grupos que mesclavam improvisos com harmonias bem construídas, que fazem sucesso desde que o jazz se consolidou como um dos gêneros mais respeitados do mundo.

“Ainda não tive tempo para organizar a distribuição e isso demanda tempo. Tenho shows e workshops marcados em Natal (6/5) e Maceió (9/5), aproveitando que estarei em turnê com o Djavan e espero fazer uma apresentação no Teatro Municipal de Niterói. É assim que o disco está sendo vendido”, completa Marcelo.

Do Outro Lado é um projeto que coroa uma carreira como músico de estúdio e de bandas de artistas que fizeram e fazem a história da música brasileira. A distribuição ainda pode ser precária, mas vale o esforço para encontrar o CD feito com cuidado e atenção por um dos músicos mais requisitados do País.

Palavra do Dia: Barriga

Dizem que um hmem sem barriga é um homem sem história.  Por isso, preservo minhas memórias no meu corpo. Afinal, como jornalista, barriga é uma palavra sempre perigosa.

Hewlett-PackardNotícia falsa divulgada por jornal, revista etc. Notícias irreais são veiculadas quando não ocorrem as devidas checagens e verificações das fontes usadas. Portanto, quando ocorre uma barrigada em um jornal, não há a intenção de enganar o leitor, mas, possivelmente, trata-se de uma falha do repórter. A matéria falsa ou errada é o oposto do chamado ‘furo’, uma notícia exclusiva, dada em primeira mão. A barriga também pode ser considerada um fato desperdiçado, pois, dada a informação equivocada, perde-se a chance de se ter um furo de reportagem.

Definição:

(bar.ri.ga)

sf.

1. Anat. Região frontal do corpo, entre o tórax e a bacia.; ABDOME; VENTRE

2. Anat. Zool. Nos animais vertebrados, região do corpo que contém a maior parte das vísceras; ABDOME; VENTRE

3. Pop. A parte do corpo que recebe os alimentos ingeridos; estômago: Não consigo me concentrar de barriga vazia

4. Bras. Ventre proeminente: Mantém-se sem barriga fazendo ginástica.

5. Dilatação do ventre, devido ao desenvolvimento do feto, na gravidez: Está com uma barriga de oito meses.

6. Anat. Zool. Parte correspondente ao abdome, oposta ao dorso, nos animais; ABDOME; ABDÔMEM

7. Fig. Parte saliente de uma superfície; PROEMINÊNCIA; RESSALTO: O vazamento formou uma barriga no teto.

8. Bras. Notícia falsa divulgada por jornal, revista etc.

9. Tip. Defeito que faz com que a composição fique mais alta no centro

10. RS Lã retirada da barriga do ovino

[F.: Posv. do gaulês barrica]

jornalismoBarriga da perna

1 Parte posterior e musculosa da perna, abaixo do joelho; panturrilha.

Barriga de aluguel
1 Mulher, ou, mais especificamente, seu útero, que desenvolve a gravidez de um feto de óvulo fecundado fora dela (p.ex., por inseminação artificial) e nela implantado.

Carregar uma barriga
1 MA Estar de barriga, estar grávida.

Chorar de barriga cheia
1 Reclamar, queixar-se de algo sem ter motivo real, ou estando numa situação comparativamente boa.

Chorar na barriga da mãe
1 Constatar (alguém) que tudo lhe acontece conforme sua vontade.

Comer barriga
1 Pop. Cometer ou deixar passar erro por distração.

De barriga
1 Grávido, prenhe.

Empurrar com a barriga
1 Bras. Deixar continuar situação problemática sem resolvê-la, adiar providências.

Encher barriga de corvo
1 RS Morrer (animal).

Estar com a barriga no espinhaço
1 Estar muito magro, ou com muita fome.

Falar de barriga cheia
1 Ver Chorar de barriga cheia.

Levar barriga
1 Jorn. Bras. Gír. Publicar (jornal) notícia infundada.

Pegar barriga
1 Ficar grávida ou prenhe; engravidar.

Tirar a barriga da miséria
1 Usufruir (finalmente) de algo depois de muito tempo sem fazê-lo.

E lembrem-se: Estudo comprova que barriga de chope é um mito!

‘Só Morto’, a estreia do ‘Maldito’ Jards Macalé

MACALE-CAPAEm mais um capítulo das comemorações pelos 70 anos de Jards Macalé, o eterno “maldito” da MPB, o selo Discobertas resgatou o primeiro compacto (duplo) lançado pelo artista, em 1970. Mas o novo CD, Só Morto, não fica apenas nessas histórias quatro primeiras faixas gravadas pelo músico tijucano. No total, são 14 músicas registradas entre 1970 e 1973, sendo que as dez faixas extras são gravações ao vivo, entre elas a conhecidíssima Gothan City.

As canções escolhidas para esse primeiro compacto – Soluços, O Crime, Só Morto (Burning Night) e Sem Essa – já mostram a preocupação e apuro com o qual Macalé se dedicava aos arranjos. Acompanhado do grupo Soma, um dos grupos mais conceituados do rock brazilis dos anos 70. Os vocais, por vezes gritados e em outros momentos apenas singulares, já tinham a marca do Maldito, assim como as letras, que contavam histórias sempre com um toque de humor e alternatividade, típicos da época.

Essa seleção de canções, onde todas são inéditas em CD, serve para entender o ponto inicial da carreira de um dos mais importantes artistas da MPB, que depois se consolidou com a tropicália e o convite de Caetano Veloso para que Macalé produzisse o disco Transa, gravado em Londres, durante a ditadura militar.

O trabalho de remasterização é um dos pontos altos desse lançamento, que também conta com a arte original do compacto, lançado pelo selo RGE.

Altamente recomendado!

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Foals chega com pegada mais pop em ‘Holy Fire’

Foals Holy FireO terceiro álbum do grupo britânico FoalsHoly Fire (Warner) – é uma prova de que quem é bom não perde a mão, mesmo quando resolve deixar um pouco de lado o som mais pesado para optar por um som mais pop, palatável e, porque não, comercial.

A banda abandona a proposta do disco anterior – Total Life Forever (2010) – que não conseguiu repetir a boa recepção do disco de estreia – Antiodotes (2008) – e nem serviu como trampolim para novos e maiores “pulos“, fosse na popularidade ou no alcance de um público maior. Com Holy Fire o Foals aparece com força total e os dois singles tirados do álbum até agora – Inhaler e My Number – ajudaram o grupo a chegar ao segundo lugar nas paradas britânicas e ao topo de vendagens na Austrália.

Para aqueles que ainda não conhecem o som de mais essa banda formada por jovens da cidade de Oxford, fica a dica: não deixe de ouvir esse disco que, para variar, está sendo considerado pela crítica inglesa como uma das melhores “voltas” do ano, embora seja difícil chamar de volta o terceiro disco de alguém.

Destaque total para a faixa Late Night.

Um bom programa – Canções do Exílio

Caetano Veloso - Canções do ExílioQuem ainda não viu não deve perder a chance de assistir ao ótimo documentário Canções do Exílio, de Geneton Moraes Neto, que será exibido na próxima terça-feira (16/4) na sede do Sindicato dos Jornalistas do Município (rua Evaristo da Veiga, 16, 17º), às 19h. O filme fala sobre o período em que Gilberto Gil e Caetano Veloso viveram exilados em Londres.

Após a exibição, haverá um debate sobre filme com Geneton.

Seguindo duas direções contrárias na escolha da músicas

Gente, jornalismo pode ser uma profissão perigosa. Algumas vezes temos que superar nossos medos e encarar desafios que parecem impossíveis de transpor. Mas somos bravos e guerreiros, como prova este texto sobre trilhas sonoras de novelas.

Salve Jorge Nacional 2A escolha das canções das trilhas sonoras de novela continua surpreendendo. Se o bom gosto voltou a ser um dos critérios para a inclusão de fonogramas em alguns dos últimos lançamentos, a coisa também desanda para o popular, no pior significado da palavra. Esses são os casos das novas trilhas de Salve Jorge Nacional 2 e Guerra dos Sexos.

Enquanto a trilha da novela das 21h escorrega em um repertório fraco e na seleção de artistas como Batuk D’gueto, Jammil, Mc Mingau e João Bosco & Vinícius, só para citar alguns, deixando longe o cast do primeiro volume, composto por nomes como os de Marisa Monte, Wanderléia, The Originals, A Cor do Som, Ana Carolina e Elis Regina.

Já o CD de Guerra dos Sexos é uma outra história. Com composições instrumentais de Mú Carvalho, tecladista do grupo A Cor do Som e autor de trilhas de vários filmes e novelas, o disco é um primor de bom gosto, com temas que viajam por vários gêneros e épocas, criando climas que servem como pano de fundo para as diversas situações da trama. Se guardar os títulos das canções não é tarefa das mais fáceis – nunca é fácil lembrar-se dos nomes dados para temas onde não há uma voz cantando alguma história -, se apaixonar pelas canções não é nada difícil.

Os dois lançamentos provam que nem sempre uma boa história rende boas trilhas e que o bom gosto de um CD nem sempre é repetido no seu segundo volume.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

‘Maiden England’, do Iron Maiden, é relançado em CD e DVD

Iron Maiden 88Lançado originalmente em VHS, em 1989, Maiden England (EMI) é oferecido novamente aos fãs do Iron Maiden em CD e DVD duplos. Gravado durante a turnê do disco Seventh Son of a Seventh Son (1988) durante dois concertos realizados nos dias 27 e 28 de novembro em Birmingham, na Inglaterra, lógico, o combo CD/DVD mostra uma banda afiada, diante da plateia de seu País, o que sempre produz apresentações especiais, emocionais. Afinal, nada como ver rostos conhecidos na plateia, poder falar com parentes e amigos antes e depois dos shows.

Infelizmente, o que poderia ser um registro imprescindível para os fãs de Eddie & Cia, peca pela falta de peso no som, não por culpa da banda. A primeira audição, no som do carro, deixou dúvidas se havia algum problema com o equipamento, já a segunda – dessa vez já em casa – deixou claro que a mixagem do som não privilegiou o peso das guitarras e do baixo de Dave Murray, Adrian Smith e Steve Harris.

O DVD teve a imagem restaurada e ainda conta com ótimos documentários que contam a história da banda durante os anos iniciais bastidores da turnê e alguns bons vídeos de canções como Stranger is a Strange Land e The Evil that Men Do, entre outras.

Maiden England ’88 é histórico e mesmo não representando a força do heavy metal de uma das maiores bandas do mundo, vai agradar aos fãs e completistas da carreira do Iron Maiden.



Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

É sério que mudaram o nome do Túnel Acústico?

Túnel AcústicoTudo bem que a regra não é clara (certo, Arnaldo), mas nossos legisladores parecem que jamais vão perder o tino para se aproveitar de uma tragédia para aparecer. A ideia de batizar certos locais ou equipamentos esportivos com o nome de pessoas importantes ou que tenham sido vítimas de alguma violência é louvável, caso seguidas algumas regrinhas básicas, algumas delas já definidas em lei e muitas vezes descumpridas.

Praça João Hélio IIEstádios, aeroportos, praças, etc, só podem receber o nome de pessoas que já estejam mortas, lei que foi ignorada na hora de batizar o Engenhão como Estádio Olímpico João Havelange, personagem ainda vivo. Agora, a mais nova homenagem acontece com a mudança do nome do Túnel Acústico, na Zona Sul do Rio, que ganha o nome de Rafael Mascarenhas, o filho da atriz Cissa Guimarães, morto no local em 2010, atropelado por um motorista que trafegava pelo local quando este estava interditado para manutenção.

Peraí, Arnaldo! O rapaz não devia ter sido morto, ok, mas ele também não poderia estar no local andando de skate! Até onde sei, se o local estava fechado, essa interdição serve tanto para automóveis como para qualquer outra pessoa. Sendo assim, sem querer soar insensível, ele foi co-responsável pelo acidente. Vítima? Sim. Inocente? Não.

Praça João HélioEssa conclusão me deixa perplexo com a decisão de colocar o nome do rapaz batizando o local. Não lembro de nenhum de nossos bravos políticos pensarem em lembrar a memória do menino João Hélio, arrastado por várias ruas da Zona Norte do Rio depois do carro onde estava ser roubado. Não existe um “Caminho João Hélio“, “Rua João Hélio” ou “Praça João Hélio“, ele, sim, sendo uma vítima inocente da violência cotidiana. Na verdade, a única homenagem ao menino (que eu saiba) aconteceu em Araruama, onde uma praça/parque recebeu o seu nome. Na capital, NADA!

Provavelmente muitos vão ler esse texto pela metade e achar que eu sou a favor do atropelador de Rafael – que responde ao inquérito pela morte em liberdade, sabia? -, mas a questão é apenas em dar importância desigual a eventos que deveriam receber uma exposição inversa ao que acontece. Parece que a morte do filho de uma pessoa pública tem mais valor do que a de uma criança pobre do subúrbio.

Viajei?

Paul McCartney relança Wings Over America em edição de luxo

WOA Super DeluxeFoi confirmada hoje a data de 27 de maio para o lançamento de várias versões do disco Wings Over America, disco triplo ao vivo gravado em 1976, durante a turnê da banda pelos Estados Unidos.

Não há palavras para descrever o desespero do meu bolso.

Veja a configuração da caixa e assista ao vídeo sobre o lançamento:

2 CDs com o álbum remasterizado

1 CD com faixas oito extras gravadas no show do Cow Palace, em São Francisco

1 DVD com o especial de TV Wings Over the World e uma galeria de fotos

4 livros:

• 112-page book written by David Fricke, featuring new interviews and extensive tour photography

• Exclusive 60-page photographic journal of Linda s images chronicling life on the road

• 136-page replica tour book with itineraries, tour program, memorabilia, and lyrics plus three prints (10 x8 )

• 80-page book of drawings by artist Humphrey Ocean

 

Orgulho do presidente do STF

BarbosaxAnamatraPode ser que tudo seja um grande jogo de cena e que nada aconteça de efetivo, mas dá orgulho ver e ouvir, finalmente, uma autoridade colocando nos devidos lugares gente que acha que desrespeitar o bom senso, ignorar nossas leis e não dar bola para os gastos feitos com o dinheiro do contribuinte.

O atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, é uma figura que merece aplausos por, aparentemente, não aceitar pressões políticas ou econômicas e, principalmente, por saber usar a autoridade que o cargo lhe proporciona, sem medo de pisar no calo de alguém ou alguma categoria profissional. O vazamento do áudio da reunião entre ele e os representantes dos juízes é o melhor exemplo de como deve agir uma pessoa que ocupa o cargo onde ele está.

Diálogos como os destacados abaixo deixaram muitas otoridades incomodadas, mas também deixam a população cheia de orgulho.

– O senhor abaixe a voz que o senhor está na presidência do Supremo Tribunal Federal. Só me dirija a palavra quando eu lhe pedir…. Como é que quase duplica o número de tribunais federais no Brasil dessa maneira? Os senhores não representam o Conselho Nacional de Justiça. Os senhores não representam o Superior Tribunal de Justiça, representam seus interesses corporativos legítimos. Mais isso não supre a vontade dos órgãos estatais. Compreendam isso. Os senhores não representam a nação. Não representam os órgãos estatais. Os senhores são representantes de classe. Só isso.

A razão dessas falas nem é tão importante – embora você possa entender melhor o caso clicando aqui ou assistindo ao vídeo que posto abaixo.

Meus “estagnários” mandam bem

Jornalismo é algo que une o simples ao complicado. Algumas coisas aprendemos a fazer com a repetição e outras apenas aparecem de acordo com o seu talento e inspiração. Durante esses anos – não importam quantos – alguns ótimos nomes trabalharam comigo como estagiários e depois se transformaram em ótimos profissionais (claro que também há casos de pessoas que se tornaram baratas de fusquinha) e gosto de imaginar que alguma parcela desse sucesso pode ser atribuída aos comentários, toques, brincadeiras, sacaneadas e conselhos dados por mim.

Nos últimos tempos, já no O Fluminense, vários pupilos saíram para voos solo em outros veículos (Folha, Record, Rede Globo, O Globo, secretarias de estado, etc), além dos que foram contratados pelo próprio jornal. Nesse mês, os pupilos atuais andam cada vez mais serelepes. Só na edição de hoje temos uma matéria na capa do Segundo Caderno (com chamada na capa do jornal) e uma crítica de música da melhor qualidade, além de uma revelação para o rádio nacional de uma ótima repórter.

Confiram as matérias nos links abaixo.

Projeto 80 reúne astros da década de ouro do rock nacional

Bon Jovi lança novo trabalho com canções ‘mais do mesmo’

Parabéns, galera!

Página 3 - 2º Caderno - 10 de abril de 2013

(Sem t355tulo-1)

Homens lideram dívidas em bancos

Eu já sabia! (by Galvão Bueno)

Homem endividadoSegundo levantamento feito pelo Quitei.com, site criado para ajudar quem está devendo, os homens representam 64% das pessoas que procuram o site para renegociar suas dívidas com bancos, já as mulheres representam quase a metade deste índice com apenas 36%. Mas, quando se trata de débitos em lojas de vestuário e eletroeletrônicos, as mulheres tomam a frente com 75% dos cadastros, contra 25% dos homens. Já o cartão de crédito mantém um equilíbrio entre as mulheres (51%) e os homens (49%).

Lançado há um mês, o site já recebeu mais de 6 mil cadastros de pessoas que desejam limpar o nome nos órgãos de proteção ao crédito. Os homens representam 58% dos usuários cadastrados, sendo a maioria com idade entre 25 e 55 anos. No caso das mulheres, a faixa etária predominante é de 25 a 45 anos, com uma fatia de 42%.

O CEO do Quitei.com, Charles Duek, destaca que o site oferece uma forma fácil, discreta e segura de os brasileiros quitarem suas dívidas com descontos. A grande procura pelo site acompanha os últimos dados publicados pela Boa Vista Serviços ao mostrar que, no terceiro trimestre de 2012, metade dos inadimplentes que participaram da pesquisa possuíam uma conta em atraso, o que causou a restrição no crédito. Já 27% das pessoas declararam possuir de duas a três contas sem atraso e 23% possuírem quatro contas ou mais.

Fonte: Agência IN