Errar é humano quando não se usa playback: Paul McCartney

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Aniversáriantes do rock em março

O mês está quase acabando, mas fica aqui o meu feliz aniversário

A volta de Kid Morengueira

Tive o prazer de assistir vários shows de Moreira da Silva, já bem velhinho, nos Seis e Meia da vida. O homem era uma figura, representava um ritmo único e encarnava um personagem super simpático. Saudades.

Antônio Moreira da Silva (1902-2000), o Moreira da Silva, o Kid Morengueira, o Malandro, o ícone do samba de breque, que completaria 110 anos no próximo dia 1° de abril, está sendo relembrado com o relançamento dos seus primeiros oito discos – lançados entre 1958 e 1966 – em duas caixas de quatro CDs cada (O Último Malandro e O Tal Malandro), pelo selo carioca Discobertas.

Os relançamentos servem para entender melhor a obra desse malandro, que com seu humor afiado criou alguns dos sambas mais irreverentes já gravados. Mas, ao contrário do personagem que criou, Moreira era reconhecido pela sua incansável capacidade de trabalho. Filho de um músico da Polícia Militar, morto quando Moreira tinha apenas dois anos, o jovem Morengueira teve uma infância difícil, ajudando a mãe a sustentar a casa. Chegou a ser motorista de ambulância antes de entrar de cabeça na música.

“Ele sempre me dizia: fui tudo menos malandro, porque trabalho. Sou um malandro do bem”, relata o historiador Ricardo Cravo Albin, responsável pelo Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira e amigo do sambista. A carreira começou ainda na década de 1920, como cantor romântico e de seresta. Foi só na década seguinte que iniciou sua escalada no mundo do samba e apenas em 1937 deu início ao hábito de incluir frases faladas no meio dos sambas. O famoso breque. “O Moreira era um grande intérprete. A formação dele era a escola do Orlando Silva e Nelson Gonçalves. Quando ele queria e mostrar, cantava com a voz de tenor, voz de seresteiro. Depois, o samba de breque acabou se tornando a sua marca. Hoje, quando se canta um samba de breque, se vê logo a cara do Moreira. Ele brincava que esse negócio de hip hop ele já fazia desde os anos 1930”, conta o músico e parceiro Jards Macalé, com quem dividiu os palcos por mais de 30 anos.

Macalé, que conheceu Kid Morengueira em 1976, quando foi convidado para fazer um show com ele pelo finado Projeto Seis e Meia, que juntava dois artistas para shows na hora do rush, disse que a afinidade apareceu desde o primeiro momento.

“Foi empatia direto. No começo ele ficou desconfiado, já que a imagem que tinha de mim era daquele cara barbudo e meio hippie. Mas, nessa época eu já estava encarnando um outro personagem mais normal, eu mesmo. Então fomos apresentados, começamos a ensaiar e nossa dupla durou até 1999 (um ano antes da sua morte), que foi quando fizemos nosso último show”, explica Macalé.

“Na subida do morro me contaram
Que você bateu na minha nêga
Isso não é direito
Bater numa mulher”
Na Subida do Morro (Moreira da Silva / Ribeiro Cunha)

Genial na sua persona sambista, Moreira da Silva pregava o bem. Não aceitava calote e sempre dava um jeito de incluir uma expressão em inglês, francês ou qualquer outro idioma, assim como se tornava personagem de um bang-bang, de lutas contra espiões estrangeiros, sempre na luta entre malandros e otários.

Durante sua longa carreira, Moreira emplacou uma série de sucessos que são conhecidos por qualquer um que goste de samba ou tenha mais de 40 anos. BI, são exemplos do humor cinematográfico e cheio de esperteza de Moreira, que tanto podia defender os fracos e oprimidos como poderia eliminar quem mexesse com a sua nêga ou roubar um otário que chegasse do interior.

“Eu o descrevi para ele mesmo: Você é um personagem fantástico. Você não é malandro, mas malandramente viveu o personagem de um malandro que não era malandro. Vai se malandro assim lá na…” – Jards Macalé

Mas o sambista também sabia usar uma certa dose de malandragem.

“Quando ele não queria fazer alguma coisa, o Morengueira virava um velhinho frágil e todo mundo corria para ajudá-lo. Quando queria algo, virava um adolescente cheio de energia”, conta Macalé.

O sambista sempre sofreu com um certo descaso das gravadoras. Apesar de ter algumas poucas coletâneas sendo lançadas de tempos em tempos, nos anos 80, Moreira foi obrigado a regravar muitas de suas canções mais conhecidas para que seu público pudesse relembrar seus breques e, claro, colocar alguns tostões no bolso.

Somente agora, em 2012, sua discografia começa a ser redescoberta. Mas, o que leva uma gravadora a resgatar a obra de um artista que praticamente está fora do mercado há décadas?

“Longevidade, conteúdo, e um certo abandono. O Compact Disc existe há mais de 25 anos e o mercado de reedições esqueceu muitas discografias preciosas. Estamos trabalhando para corrigir isso. Basicamente reedito os discos que compraria se reeditassem”, explica Marcelo Fróes, dono do selo Discobertas e produtor executivo dos relançamentos.

Infelizmente, são poucos os registros de shows de Moreira. Ele nunca gravou um DVD ou disco ao vivo e pode, com sorte, ser visto fazendo participações. Uma rara exceção é o curta metragem Moreira da Silva, de 1973, dirigido por Ivan Cardoso, e que mostra Morengueira interpretando / dublando alguns de seus sucessos em paisagens bem cariocas como o Pão de Açúcar, o Hipódromo da Gávea e outros pontos de um Rio bem diferente dos dias de hoje (assista ao filme clicando aqui).

Moreira da Silva não deixou a música, apenas deu um breque que, assim como seus sambas, volta e meia são lembrados e cantados por alguém que ande pelo centro do Rio ou por qualquer lugar onde exista um malandro.

Moreira em versões De luxe

As caixas O Último Malandro – que reúne os discos “O Último Malandro”(1958)“A Volta do Malandro” (1959)“Malandro em Sinuca” (1961) e“Malandro Diferente” (1961) – e O Tal Malandro – que traz “O Tal Malandro” (1962)“O Último dos Moicanos” (1963), “Morengueira 64” (1964) e “Conversa de Botequim” (1966) – são o tipo de projeto que nos faz lembrar o quão rica é a MPB.

Os discos – os oito primeiros 12” gravados por Morengueira – foram remasterizados a partir das fitas originais e dão nova vida aos fonogramas – a maioria deles com pouco mais de 2 minutos de duração – onde Moreira da Silva, desfila seu estilo inconfundível, até mesmo quando faz homenagens a grandes compositores, como Noel Rosa.

A quantidade de sambas conhecidos e que arrancos risos por suas letras e temas inusitados é enorme. Moreira, além dos improvisos nos breques, também adorava criar historinhas que se encaixariam muito bem em um script cinematográfico, algumas vezes merecendo até continuações (O Rei do GatilhoO Último dos Moicanos, por exemplo), onde os protagonistas voltavam em novas aventuras.

Impressiona saber que o mais complicado em recuperar esses títulos não foi uma possível má qualidade das fitas máster e sim problemas burocráticos.

“As fitas estavam muito bem conservadas e foi fácil fazer a remasterização. Localizar as editoras musicais responsáveis pelas canções foi mais difícil, já que se trata de um repertório muito antigo – da época em que os compositores muitas vezes não editavam suas obras, apenas autorizavam diretamente as gravadoras”, diz Marcelo Fróes, responsável pelo projeto.

Os discos, que vêm com seus encartes e notas originais, ainda foram engordados com faixas extras lançadas em compactos ou retiradas de participações em outros discos, tornando-os ainda mais atraentes, um verdadeiro raio-x do samba de breque, mas um raio-x que ainda não é definitivo.

“Os 78 rpm de Moreira começaram em 1931. Já estou preparando a reedição do disco da Continental de 1970 e, para o ano que vem, possivelmente reeditaremos as gravações dos anos 50 – anteriores à contratação pela Odeon. Também estamos com o penúltimo disco dele pra reeditar. Enfim, aos poucos pretendo completar o quebra-cabeças”, promete Fróes.

Alguns depoimentos sobre Moreira

“Moreira da Silva foi genial no improviso, na graça carioca da “persona” que ele incorporou, o malandro do Rio – logo ele, um cidadão exemplar, honesto e honrado, cuja alma era lírica e seresteira como a de um passarinho. A tal ponto que a última vez que o vi, já no leito de morte, ele me tomou a mão e, aflitíssimo, pediu que o ajudasse a levantar fundos para quitar as despesas da clínica particular onde estava internado. Aliás, graças a Emilinha Borba, ele se internaria logo depois no Hospital dos Servidores, a custo zero. O que fez cessar a sua ansiedade de homem probo, o único malandro do mundo que não admitia calote” – Ricardo Cravo Albin.

“ Ele tinha um humor extraordinário. Para cada situação ele tinha uma tirada” –Jards Macalé.

Os relançamentos servem para entender melhor a obra desse malandro, que com seu humor afiado criou alguns dos sambas mais irreverentes já gravados. Mas, ao contrário do personagem que criou, Moreira era reconhecido pela sua incansável capacidade de trabalho. Filho de um músico da Polícia Militar, morto quando Moreira tinha apenas dois anos, o jovem Morengueira teve uma infância difícil, ajudando a mãe a sustentar a casa. Chegou a ser motorista de ambulância antes de entrar de cabeça na música.

“Ele sempre me dizia: fui tudo menos malandro, porque trabalho. Sou um malandro do bem”, relata o historiador Ricardo Cravo Albin, responsável peloDicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira e amigo do sambista. A carreira começou ainda na década de 1920, como cantor romântico e de seresta. Foi só na década seguinte que iniciou sua escalada no mundo do samba e apenas em 1937 deu início ao hábito de incluir frases faladas no meio dos sambas. O famoso breque. “O Moreira era um grande intérprete. A formação dele era a escola do Orlando Silva e Nelson Gonçalves. Quando ele queria e mostrar, cantava com a voz de tenor, voz de seresteiro. Depois, o samba de breque acabou se tornando a sua marca. Hoje, quando se canta um samba de breque, se vê logo a cara do Moreira. Ele brincava que esse negócio de hip hop ele já fazia desde os anos 1930”, conta o músico e parceiro Jards Macalé, com quem dividiu os palcos por mais de 30 anos.

Letras selecionadas

Amigo Urso (Henrique Gonçalves)
Amigo urso, saudação polar
Ao leres esta hás de te lembrar
Daquela grana que eu te emprestei
Quando estavas mal de vida e nunca te cobrei.
Hoje estás bem e eu me encontro em apuros,
Espero receber e pode ser sem juros.
Este é o motivo pelo qual lhe escrevi,
Agora quero que saibas como me lembrei de ti.
Conjecturando sobre a minha sorte,
Tranportei-me em pensamentos ao Pólo Norte,
E lá chegando sobre aquelas regiões,
Vai vendo só quais as minhas condições:
Morto de fome, de frio e sem abrigo
Sem encontrar em meu caminho um só amigo,
Eis que de repente vi surgir na minha frente,
Um grande urso, apavorado me senti.
E ao vê-lo caminhando sobre o gelo,
Porque não dizê-lo, foi que me lembrei de ti.
Espero que mandes pelo portador,
O que não é nenhum favor,
Estou te cobrando o que é meu.
Sem mais, queiras aceitar um forte amplexo
Deste que muito te favoreceu:
Eu não sou filho de judeu,
Dá cá o meu.

Acertei no milhar! (Wílson Batista e Geraldo Pereira)
Ganhei quinhentos contos (milhas), não vou mais trabalhar
você dê toda roupa velha aos pobres
e a mobília podemos quebrar
(breque)
“Isso é pra já, vamos quebrar. Pam, pam, bum, etc…”
Etelvina vai ter outra lua-de-mel
você vai ser madame
vai morar num grande hotel
eu vou comprar um nome não sei onde
de Marquês Morengueira de Visconde
um professor de francês mon amour
eu vou mudar seu nome pra Madame Pompadour
Até que enfim agora sou feliz
vou passear a Europa toda até Paris
e nossos filhos, oh, que inferno
eu vou pô-los num colégio interno
me telefone pro Mané do armazém
porque não quero ficar devendo nada a ninguém
e vou comprar um avião azul
para percorrer a América do Sul
mas de repente, derrepenguente
Etelvina me acordou está na hora do batente
mas de repente, derrepenguente
– Se acorda, vargulino! Saia pela porta de trás que na frente tem gente.
Foi um sonho, minha gente!
Na subida do morro
 

Na Subida do Morro Me Contaram (Moreira da Silva e Ribeiro Cunha)
Que você bateu na minha nêga
Isso não é direito
Bater numa mulher
Que não é sua
Deixou a nêga quase nua
No meio da rua
A nêga quase que virou presunto
Eu não gostei daquele assunto
Hoje venho resolvido
Vou lhe mandar para a cidade
De pé junto
Vou lhe tornar em um defunto
Você mesmo sabe
Que eu já fui um malandro malvado
Somente estou regenerado
Cheio de malícia
Dei trabalho à polícia
Prá cachorro
Dei até no dono do morro
Mas nunca abusei
De uma mulher
Que fosse de um amigo
Agora me zanguei consigo
Hoje venho animado
A lhe deixar todo cortado
Vou dar-lhe um castigo
Meto-lhe o aço no abdômen
E tiro fora o seu umbigo
Aí meti-lhe o aço, quando ele vinha caindo disse,
– ‘Morengueira, você me feriu”,
Eu então disse-lhe:
– ‘É claro, você me desrespeitou, mexeu com a minha nega’.
Você sabe que em casa de vagabundo, malandro não pede emprego. Como é que você vem com xavecada, está armado? Eu quero é ver gordura que a banha está cara!
Aí meti a mão lá na duana, na peixeira, é porque eu sou de Pernambuco, cidade pequena, porém decente, peguei o Vargolino pelo abdome, desci pelo duodeno, vesícula biliar e fiz-lhe uma tubagem; ele caiu, bum!, todo ensangüentado.
E as senhoras, como sempre, nervosas:
– “Meu Deus, esse homem morre, Moço! Coitado, olha aí, está se esvaindo em sangue’
– ‘Ora, minha senhora, dê-lhe óleo acanforado, penicilina, estreptomicina crebiosa, engrazida e até vacina Salk’
Mas o homem já estava frio. Agora, o malandro que é malandro não denuncia o outro, espera para tirar a forra.
Então diz o malandro:
Vocês não se afobem
Que o homem dessa vez
Não vai morrer
Se ele voltar dou prá valer
Vocês botem terra nesse sangue
Não é guerra, é brincadeira
Vou desguiando na carreira
A justa já vem
E vocês digam
Que estou me aprontando
Enquanto eu vou me desguiando
Vocês vão ao distrito
Ao delerusca se desculpando
Foi um malandro apaixonado
Que acabou se suicidando.

Chang-Lang (Moreira da Silva e Ribeiro Cunha)
Eu fui ao restaurante chinês, e peguei o gordurame, sem ter o
arame.
E disse ao China, “prá semana pagarei” – O Chang-Lang se queimou comigo
sem ter razão.
É, na durindana disse: “Aqui não é pensão, se você quer comer de
graça, você tem que trabalhar.
Ou deixe em depósito seu chapéu de palha. Vá se embora por
favor, que eu não sou seu pai”
Na alta roda de malandros sempre fui considerado, um
batuqueiro respeitado.
Me queimei com a ignorância do chinês, dei-lhe uma fritada prá
servir de lição.
E disse: “Chang, se agüenta. Vá por mim que eu sou direito.
Se eu me agarro com você derrubo todas prateleiras. ‘Time is
money’ quer dizer
Tempo é dinheiro, o velho tempo é grana e eu estou na durindana.
Eu pago a conta prá semana. Agüenta aí”.
Dificilmente o malandro perde o controle. Eu disse: “Está bem,
vou pagar”,
Meti a mão lá na aduana. Mas ao invés de grana puxei da minha
navalha.
Tomei o meu chapéu de palha prá poder me desguiar
“Mas Chang, o que é que há? Tá desconfiando do seu camarada?
Se eu me agarro com você derrubo todas prateleiras. ‘Time is
money’ quer dizer
Tempo é dinheiro, o velho tempo é grana e eu estou na durindana.
Eu pago a conta prá semana. Agüenta aí”Dificilmente o malandro perde o controle.
Eu disse: “Está bem, vou pagar”,
Meti a mão lá na aduana. Mas ao invés de grana puxei da minha navalha.
Tomei o meu chapéu de palha prá poder me desguiar
E disse: “O Chang, o que é que há? Eu conheço a tua terra, hein?
‘Time is money’ quer dizer tempo é dinheiro, o velho tempo é grana e eu estou na durindana.
Eu pago a conta prá semana” – Neca.

Fui a Paris (Moreira da Silva e Ribeiro Cunha)
Bonsoir madame mademoiselle
Monsier, Je vais vous chanter
Un sambé en français parce que
Je suis poligloté, n’est-ce pas?
Eu fui a França e conheci Paris
Cantei um samba e me pediram bis
Logo depois que o samba estava terminado
Uma linda francesinha chegou-se para o meu lado
E foi dizendo tudo que sentia
Mas eu não compreendia, pois não sabia o francês
Daí então ela ficou desanimada
E a minha ilusão naquela noite se desfez
Tive a lembrança de comprar um dicionário
Para não bancar o otário e me defender
Pois a francesa era linda de verdade
E eu tinha a necessidade de compreender
No dia seguinte quando a encontrei
Um “bonsoir” eu logo lhe falei
E gentilmente ela respondeu
Comment ça va mon amour, comment ça va?
Daí então eu disse tudo que aprendi
Inclusive très bien, mon amour, très jolie
E a francesa, cheia de contentamento
Falou-me em casamento e muito insistiu
Mas eu que tenho o meu amor
No Rio de Janeiro disse a ela:
Jamais mademoiselle, jamais
Qui nous pensez n’a pas d’argent
Je ne sais parce que je t’aime
Mon amour, quelle heure est’il?
Eu vou é pro Brasil

O Rei do Gatilho (Miguel Gustavo)
“O rei do gatilho…Super bang-bang de Michael Gustav,com Kid Morengueira,o mais temido pistoleiro de Wichitta.Temido pelos bandidos pois só atirava em nome da lei…”
O Rei do gatilho!
“Começa o filme com o garoto me entregando
Um telegrama do arizona, onde um bandido de lascar
Um bandoleiro transviado que era o bamba lá da zona
E não deixava nem defunto descansar.
Pedia urgente que eu seguisse em seu socorro
A diligencia do oeste neste dia ia levar
Vinte mil dólares do rancho Águia de Prata
Onde a mocinha costumava me encontrar
(breque)
” Venha urgente, pois estou morta de medo. Só tú poderás salvar-nos.
Beijos da tua mary.”
Botei na cinta dois revólveres que atiram
Sem que eu precise nem ao menos me coçar
Assobiei para um cavalo que passava do outro lado
E com o bandido mascarado fui lutar
Cheguei na vila e nem dei bola pro Xerife
Passei direto no Saloon, fui me encostando no balcão
Com o chapéu em cima dos olhos nem dei conta
De que o bandido me esperava a traição(breque)
”Cuidado, moreira”
Era um indio meu parceiro que sabia
Das intenções do bandoleiro contra mim
E advertia o seu amigo do perigo que corria
Devo-lhe a vida, mas isso não fica assim
A essa altura o cabaret em polvorosa
Já tinha um cheiro de cadáver se espalhando
Houve um “suspense”de matar o Hitchicock
E em close-up prô bandido fui chegando
Parou o show e as bailarinas desmaiaram
Fugiram todos só ficando ele e eu
Eu atirei, ele atirou, e nós trocamos tantos tiros
Que até hoje ninguém sabe quem morreu
Eu garanto que foi ele, ele garante que fui eu
Só sei dizer que a mulher dele hoje é viúva
Que eu nunca fui de dar refresco ao inimigo
Como um filme,bang-bang vale tudo
O casamento da viúva foi comigo(breque)
“Tem um final, mas o final é meio impróprio e eu não digo,
Volte na próxima semana se quiser ser meu amigo
Eu de cowboy fico gaiato, mas não fujo do perigo.”

Os Intocáveis (Miguel Gustavo)
Narrador (introdução): “Os Intocáveis. Dramático filme
policial de Michael Gustav com o famoso detetive federal
Kid Morengueira, seu fiel ajudante Elliot Ness e sua linda
secretária Nee Pall View (*), e cujo cenário é a famosa
década de trinta, quando a Lei Seca tinha fechado todos
os bares e botecos.”
Há quatro meses, ninguém via uma bebida
Nenhum pau-d’água pela rua cambaleava
Ninguém cantava mais O Ébrio do Vicente Celestino
E nem uísque nacional se fabricava
Mas em Chicago um enterro ia passando
Com muitos carros e coroas, desfilando entre orações
São tantos carros que a polícia desconfia
E os federais começam as investigações.
Narrador: “Eram exatamente 12h45 quando soaram os
alarmes da Penitenciária de Nova Iorque e o chefe de
polícia mandou oito federais para Chicago.”
Kid Moreira vai às casas funerárias
Fica sabendo que Al Capone encomendou o caixão
Falta saber qual é o nome do defunto
Que merecia tanta consideração
Vê quem morreu, olha na lista e nada consta
Ninguém morreu de ontem pra cá e os polícias federais
Cercam as ruas de Chicago e o Morengueira proclama:
– Ô, Al Capone, isto assim já é demais!
Vou dar-lhe um banho de metralha, desta não escaparás. Eu vou botar todo esse bando
na prisão de Alcatraz.
Narrador: “Eram precisamente 17h43 quando os federais
descobriram toda a trama criminosa do mais espetacular
contrabando de bebidas. Oito mil garrafas de uísque
estavam no meio das coroas. Kid Morengueira mandou
então que os homens de Elliot Ness atirassem sobre o
cortejo e acertassem em cheio no defunto.”
No tiroteio, os bandidos desertaram
E, solitário, sobre um poste o carro fúnebre bateu
E quando um tiro de metralha fez um rombo no caixão
O contrabando pelas ruas escorreu.
(Só tinha uísque no caixão, mas o defunto não bebeu.)
Enquanto o líquido jorrava, a polícia já cercava
O esconderijo de Al Capone e sua grei
Assim termina Os Intocáveis desta noite
Com a vitória da Justiça e da Lei.
Humphrey Bogart e George Raft eu mesmo encarcerei
Só tenho pena das garrafas que na rua eu quebrei
Volte na próxima semana que outro filme eu contarei!

O Último dos Moicanos (Miguel Gustavo)
Tinha jurado à minha mãe por toda vida
Não me meter em mais nenhuma trapalhada
Depois daquela do bandido em que o índio me salvara
Eu decidi levar a vida sossegada
Comprei um sítio e já ia criar galinhas
Quando a notícia no jornal me encheu de ódio
Um bandoleiro aprisionara aquele índio
Que me salvara no primeiro episódio
“Cuidado Moreiraaaaaaaa”
E tal viúva do bandido que eu matara
Com quem case perante o padre no local
Roubou meu sítio e fugiu para Nevada
Apaixonada por um velho marginal
E minha noiva por quem tanto eu lutara
Estava dançando em um saloon fora da linha
Como é que pode um pistoleiro aposentado
Comprar um sítio e querer criar galinhas
“pó, pó pó po´, pó ó ”
Montei de novo num cavalo mais ligeiro
Em Hollywood Harry Stone me esperava
E Moacyr chamava os extras para a cena
Enquanto a câmera já me focalizava
A luta agora era com os indios Moicanos
Que pelos canos nos empurram devagar
Me disfarcei, pintei a cara e apanhei a machadinha
E com a princesa comecei a namorar
“Indio cara-pálida chamar Morengueira”
“Morengueira que não é mané vai dar no pé”
Voltei à vila e arrasei os inimigos
Salvei o índio, minha dívida paguei
Dei uma surra na viúva e minha noiva
Naquele mesmo cabaré a desposei
E assim termina mais um filme americano
Com Hollywood já meio desminliguida
Eu vou passar para o cinema italiano
Pra descansar eu vou filmar La Dolce Vita
Não filme agora que a censura está sendo proibida
Perto de mim o Mastroianni não dá nem pra partida
Sofia Loren vem chegando mas já estou de saída
Arrivederti Roma ….
 

Morenguera Contra 007 (Miguel Gustavo)
Narrador (introdução): “Moreira da Silva contra 007. Sexo e violência
no mais espetacular filme de espionagem do famoso diretor americano
Abelardo ‘Chacrinha’ Barbosa. Com James Bond, Cláudia Cardinale e
Edson Arantes do Nascimento.”
Começa o filme com o 007
Saltando em Santos com a Cláudia Cardinale
Com seu decote italiano ela é tão bela
Que ninguém vê o James Bond junto dela
Os dois se hospedam na concentração do Santos
E, entre tantos, ninguém sabe por que é
Que ela desfila de biquíni na piscina
E na maior intimidade com o Pelé
Breque:
A bonitinha não percebe a tabelinha que ele faz.
Pelé controla a Cardinale, dá-lhe um beijo e avança mais.
Gol do Brasil!
O temperamento latino é fogo!…
O James Bond nesse instante dá o flagrante
Diz que Pelé tem que pagar pelo que fez
Entram em luta corporal e o ’07
Vai abater o jogador com um soco-inglês
Porém, Moreira, que assistia a toda a cena,
Entra sem pena, vai no ‘7 e manda o pé
Rabo-de-arraia e antes que caia dá-lhe um coco
Apara o soco e livra a cara do Pelé
Moreira leva James Bond para o DOPS
E na fofoca mais fofoca que eu já vi
Vem jornalista, embaixador inglês sem vida
E entra na fita todo o Itamaraty
Aí Moreira leva a Cláudia Cardinale
Para jogar um pif-paf em Guarujá
Vão no boliche e comem pizza lá no Braz
E cantam samba de Vinícius de Morais
Cláudia confessa o seu amor por Morengueira
Faz a besteira de dizer que o ama com fé
Só foi a Santos com o 007
Para ajudá-lo a raptar nosso Pelé.
Roubar Pelé pra não jogar contra a Inglaterra
Porque os ingleses sofrem de alucinação
E toda noite vêm um fantasma de chuteiras
Fazendo gol no gol da sua seleção
Breque:
E vem o time brasileiro se sagrando campeão
Termina o filme com Moreira dando um drible no espião
O James é derrotado e acabou sua missão.

Uma versão editada deste texto foi publicada no jornal O Fluminense

Roger Waters – Engenhão – 29/03/2012 – A Crítica

Roger Waters desconstrói o muro em apresentação no Engenhão

Falar de Roger Waters e o Pink Floyd sempre é perigoso. O grupo é quase uma religião, e uma religião dividida. Há os devotos de São Gilmour e discípulos de Santo Roger. Pior, as duas igrejas se detestam e agem como se fossem dissidências de alguma seita onde pastores e bispos se engalfinham. Portanto, elogiar o espetáculo apresentado por Roger Waters nesta quinta no Engenhão, quando apresentou a íntegra do disco/opera The Wall, vai desagradar um bocado de gente, mas quem foi ao estádio não vai jamais reclamar da falta dos ex-companheiros de grupo.

Se alguns veteranos como Paul McCartney e Eric Clapton apostam na simplicidade dos palcos e na força da música, atos como os do U2 e o de Waters provam que a combinação boa música/efeitos especiais ainda tem seu lugar no show bizz.

Mas, antes de falar do show propriamente dito, vamos colocar alguns pingos nos ís:

1 – Cheguei a ouvir gente pseudo antenada fazendo ligações entre a história do muro e as UPPs do Rio, que livraram várias comunidades isoladas pelo tráfico. PELAMORDEDEUS, isso é ridículo. Intelectualizar e politizar uma obra com esse tipo de comparações rasteiras chega a ser constrangedor.

2 – Vai ter um bando de pseudo jornalistas entendidos que vai classificar o Roger Waters como o letrista do Pink Floyd. Letrista? Das 26 músicas do disco, 22 são composições solo e praticamente todas contam com o seu vocal. Waters faz parte daquela seleta e rara espécie de músico (baixista) que ou é um zero a esquerda ou é um gênio. Só para tirar as dúvidas, ele está na segunda categoria. E, lembrando, letrista do grupo é o escambau.

3 – The Wall não é o disco mais popular da banda. Preciso mesmo dizer qual é?

Bem, voltando ao show.

Desde o início do espetáculo – que começou com a pontualidade britânica de meia hora de atraso – até o Thank You derradeiro, Waters fez até os que não são grandes fãs do conceito de The Wall (conheça mais sobre a história do disco aqui) viajarem e descobrirem nuances que só o seu criador poderia destacar.

O espetáculo apresentado no Engenhão – longe da sua capacidade máxima, pelo menos nas primeiras músicas – também desfez o mito de que chegar cedo e se grudar na primeira fila vale qualquer esforço. Quem ficou na primeira fila provavelmente viu a apresentação do pior lugar possível, perdendo a maioria dos efeitos especiais e deixando de ser surpreender com a qualidade das imagens projetadas no telão e no grande muro que tomou conta do palco.

O início, com In the Flesh? já impressionava com os atores e o próprio Waters vestidos de nazistas, o coro de crianças da Escola de Música da Rocinha em Another Brick In The Wall (Parte II), foi daquelas ótimas jogadas para ganhar o público e até mesmo a (previsível) homenagem a Jean Charles (brasileiro morto pela polícia londrina em 2005 a quem o show foi dedicado) emocionou.

Foram muitas emoções, diria o Rei Roberto. Ver e ouvir Waters fazendo um dueto consigo mesmo (em uma apresentação da turnê de 1980) durante a canção Mother, ver um avião (de verdade) se espatifar contra parte do mudo, que foi sendo construído durante a apresentação até esconder toda a banda e se transformar em uma imensa tela de projeção, foi inesquecível.

Um intervalo de 25 minutos permitiu que o público se alimentasse, fizesse compras esticasse as pernas, fosse ao banheiro, tudo sem qualquer aperto, parecendo uma boa saída para os comerciantes instalados no estádio. Na volta, Roger Waters se aproveitou ao máximo dos efeitos para interpretar as canções do segundo disco, onde Confortably Numb, com um ótimo solo de guitarra de Dave Kilminste enterrou qualquer lamento das viúvas de Gilmour.

Fim de papo e, depois de uma improvisação acompanhando o público em “Olê, Olê, Olê, Olê, Roger, Roger” o homem por traz dos clássicos do Floyd deixa uma multidão extasiada. Pode até ter havido um ou dois desavisados que esperavam ouvir canções do The Dark Side Of The Moon ou I Wish You Were Here, mas a maioria do educadíssimo público deixou o estádio do Botafogo suspirando de satisfação.


Fotos: Néstor J. Beremblum / Divulgação

In the Flesh?

The Thin Ice

Another Brick in the Wall Part 1

The Happiest Days of Our Lives

Another Brick in the Wall Part 2

Mother

Goodbye Blue Sky

Empty Spaces

What Shall We Do Now?

Young Lust

One of My Turns

Don’t Leave Me Now

Another Brick in the Wall Part 3

The Last Few Bricks

Goodbye Cruel World

 

Set 2

Hey You

Is There Anybody Out There?

Nobody Home

Vera

Bring the Boys Back Home

Comfortably Numb

The Show Must Go On

In the Flesh

Run Like Hell

Waiting for the Worms

Stop

The Trial

Outside the Wall

Roger Waters no Engenhão

Roger Waters, ex-baixista, compositor e principal cabeça pensante do Pink Floyd, se apresenta nesta quinta no palco montado no Engenhão apresentando a íntegra do álbum The Wall, obra-prima da banda inglesa e, com sorte, outros sucessos do grupo e de sua carreira solo.

Se repetir a qualidade da sua última aparição por essas bandas – em 2007, na Praça da Apoteose – o público pode esperar um espetáculo cheio de tecnologia, um telão com altíssima definição e muita, mas muita boa música.

Os fãs vão poder relembrar clássicos como Another Brick in the Wall, In the Flesh? e Comfortably Numb, que tornaram o Floyd um dos nomes mais queridos e cultuados do rock e entender que mesmo sem a presença da guitarra e da voz de David Gilmour, a alma e aura do grupo residem mesmo na figura de seu líder intelectual.

Depois do Rio, Waters e seu muro seguem para São Paulo, onde se apresentam nos dias 31 de março e 1º de abril, no estádio do Morumbi.

Aguardem a crítica do show!

Serviço

Roger Waters – The Wall. Local: Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão) – Rua Arquias Cordeiro. Horário: Abertura dos portões: 17h – Início do show: 21h. De R$ 90 até R$ 300.

Zucchero invade o palco do Vivo Rio

Texto publicado originalmente no jornal O Fluminense

Italiano faz nesta quarta única apresentação na cidade

O blues e o rock invadem o Vivo Rio nesta quarta, a partir das 22h. O cantor Zucchero sobe no palco da casa e toca sucessos de trabalhos anteriores.

Natural de Reggio Emilia, na Itália, Adelmo Fornaciari é conhecido mundialmente como Zucchero (açúcar), apelido dado por uma professora de escola. O artista vem ao Brasil, em março, para mostrar seu mais recente disco, Chocabeck, lançado no fim de 2010.

Além das canções do último trabalho, Zucchero vai interpretar sucessos como Senza Una Donna (Without a Woman), Diamante, Diavolo in Me e You Are So Beautiful. São vários hits em sua extensa carreira, que já contabiliza mais de 50 milhões de álbuns vendidos em todo mundo.

Sua singular mistura de rock, folk e blues começou a chamar atenção em festivais musicais na Itália, como Castrocaro e Sanremo, no início dos anos 80.

O disco de estreia, Un Po’ Di Zucchero, veio em 1983, mas o sucesso aportou mesmo no começo dos anos 90, com o hit Senza uma Donna.

Durante a sua trajetória, Zucchero fez parcerias com grandes nomes da música mundial como Luciano Pavarotti, Sting, Eric Clapton, James Taylor e Elton John.

Em Chocabeck participam Bono (U2) e Brian Wilson (Beach Boys), prova do respeito que possui no cenário musical.

O Vivo Rio está localizado na Avenida Infante Dom Henrique, 85, no Flamengo. O ingresso para a apresentação custa entre R$ 180 e R$ 350. Outras informações pelo 2272-2902. Classificação 16 anos.

DVDs de Santana e The Hollies

Os textos abaixo foram publicados originalmente na Coluna de Música do jornal O Fluminense (28 de março de 2012).

Santana Greatest Hits

Santana é daqueles artistas atemporais. Junto com sua banda, o guitarrista está na estrada desde o fim dos anos 60, com seu som que mistura rock com ritmos latinos. Dono de uma vasta discografia, Santana lança agora o DVD duplo Santana Greatest Hits – Live At Montreux 2011 (ST2), que compila suas canções mais conhecidas em versões com arranjos novos, mantendo o interesse até de quem já viu e ouviu várias apresentações do músico.

No DVD também há depoimentos do guitarrista e outros membros da banda, inclusive de Cindy Blackman, que, após se apresentar no Brasil, em 2010, acompanhando o animado T.M. Stevens, recebeu um pedido de casamento no palco durante um show em Chicago.

A apresentação é muito bem filmada e vai ganhar ainda mais quando for lançada a versão em Blu-ray. Já o som é, provavelmente, o melhor já ouvido em um vídeo do guitarrista.

A história dos Hollies

Aproveitando que Graham Nash se apresenta no Rio em maio, junto com David Crosby e Stephen Stills, os fãs podem relembrar o início da carreira do cantor e compositor, quando ainda fazia parte do The Hollies, um dos melhores grupos britânicos dos anos 60 e 70. O documentário Look Through Any Window 1963-1975 (ST2) conta a história do grupo, com imagens raras – e de ótima qualidade, além de depoimentos dos membros da banda (Allan Clarke, Tony Hicks, Bobby Elliott e, claro Graham Nash).

São 22 canções em quase 2 horas de uma narrativa coesa, recheada de músicas da melhor qualidade – há a opção de assistir só os números musicais sem os depoimentos. O grupo foi responsável por uma série de sucessos inesquecíveis como Bus Stop, On a Carousel, He Ain’t Heavy, He’s My Brother e The Air That I Breath, além de criar uma sonoridade única em relação aos seus contemporâneos. Aliás, segundo o próprio Nash, apesar dos vários sucessos de vendas, eles nunca rivalizaram com os Stones ou Beatles, exatamente porque eram ‘pessoas comuns’. Assim como os Fab Four, a maioria das suas canções foi gravada nos estúdios da EMI em Abbey Road e o clipe de On a Carousel é um exemplo de como eram feitas as gravações na época dos 4 canais.

Para quem já conhecia a banda e para os não iniciados, Look Through Any Window 1963-1975 é um trabalho muito bem produzido e com uma qualidade de som e imagem acima da média para os parcos registros de apresentações musicais produzidos nos anos 60.

O único senão do lançamento é a falta de legendas em português, o que prejudica o entendimento de quem não tem um inglês fluente.

 

Venda de smartphones no Brasil sobe 84% em 2011

O número de smartphones vendidos no Brasil cresceu 84 por cento em 2011, mostrou nesta terça-feira um levantamento da empresa de pesquisa IDC.

Segundo o estudo, foram vendidas cerca de 9 milhões de unidades no ano passado. A IDC prevê que em 2012 o total de vendas de celulares inteligentes no país avance mais de 70 por cento, para 15,4 milhões de smartphones.

A pesquisa aponta como fatores que levaram ao forte crescimento a diversificação dos modelos de smartphones, a oferta de pacotes de dados, os subsídios por parte das operadoras, o aumento da fatia de vendas no varejo do produto e o avanço da tecnologia.

De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na segunda-feira, o número de terminais de banda larga móveis (3G) somava, ao final de fevereiro, 47,2 milhões, o dobro em relação ao mesmo mês de 2011.

Segundo o levantamento da Huawei/Teleco a expectativa é de que o Brasil tenha 124 milhões de acessos de banda larga móvel em 2014.

Fonte: Exame

Inflação do Reino Unido chega a 3,4% em fevereiro

Como deve ser ruim morar em um país com uma economia instável!

A inflação anualizada britânica chegou a 3,4% no mês de fevereiro, de acordo com informações divulgadas hoje através Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pelo ONS, o Escritório Nacional de Estatísticas.

No primeiro mês do ano, o índice marcou 3,6%, que veio em linha com estimado pelo mercado.

A taxa anualizada do Índice de Preços no Varejo, que inclui o custo da habitação e o pagamento dos juros das hipotecas, alcançou 3,7% em fevereiro, contra 3,9% do mês imediatamente anterior.

Fonte: Agência IN

Amazon chega ao Brasil em setembro

Eu comemoro e meu bolso se preocupa!

O Brasil deve ganhar uma versão nacional da Amazon em setembro deste ano. A princípio ela venderá apenas Kindles, livros, CD e DVDs – incluindo aí softwares e games – mas é possível que passe a comercializar produtos de maior porte já no ano seguinte.

A informação vem de um documento da própria empresa, ao qual o jornal Brasil Econômico diz ter tido acesso. Em entrevista ao periódico, um executivo ligado à companhia, que preferiu não se identificar, afirmou que o portal já está atrás de um centro de distribuição em São Paulo, Estado que responde pela maior parte das vendas do setor.

O e-commerce nacional é o sétimo maior do mundo – em 2011 arrecadou 18,7 bilhões de reais – e, segundo o instituto Translated.net, deve alcançar a quarta posição em 2015. Para efeito de comparação, ano passado a renda da Amazon foi de 87 bilhões de reais, vinte vezes mais que os 4,2 bilhões da B2W – controladora de Submarino, Shoptime e Americanas.

A abertura da loja virtual da gigante é comentada há algum tempo. Em julho de 2011 ela começou a contratar no País – buscava um gerente sênior para o setor do Kindle – e em dezembro passou a oferecer serviços de computação em nuvem para companhias. Sua chegada é natural, pois já está presente nos seis maiores mercados globais (Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Reino Unido e França) e o Brasil é o próximo da lista – Espanha e Canadá também possuem versões locais do site.

A Amazon, para manter sua imagem intacta – é a terceira empresa mais admirada pelos norte-americanos – terá de superar problemas de logística, transporte e tributação, que prejudica a maioria dos concorrentes por aqui. Por isso, talvez, deverá começar com produtos pequenos, cuja entrega é bem mais simples.


Fonte: Computerworld

O mundo está mesmo perdido – Editora Abril terá que pagar indenização por chamar ex-presidente Collor de “corrupto desvairado”

Essa onde de politicamente correto cada vez mais me enoja. Precisamos de mais flexibilidade, minha gente! Vamos deixar o que aconteceu virar manchete. Essa nossa Justiça… :p

O artigo de opinião intitulado “O Estado Policial”, publicado na revista Veja, em março de 2006, trouxe à Editora Abril uma multa de até R$ 500 mil. O texto comparava as atitudes dos governos Collor e Lula e, um dos trechos, falava sobre as “traficâncias” de Collor e o chamou de “corrupto desvairado”. O texto opinativo foi escrito pelo jornalista André Petry.

Para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) entendeu que a simples publicação da expressão “corrupto desvairado” configura dano moral e, por isso, a editora terá que indenizar o ex-presidente.

Collor abriu ação de indenização alegando que havia sido atingido por uma série “de calúnias, injúrias e difamações”, mas, a princípio, o o pedido foi julgado improcedente e entendeu que o jornalista da revista Veja não teve intenção de atingir a honra do ex-presidente.

Segundo informações da Agência Brasil, entretanto, a sentença foi reformada e o TJ-RJ entendeu que algumas expressões usadas no texto poderiam ser evitadas e, portanto, configura danos morais. O tribunal fixou a indenização em R$ 60 mil, mas esse valor pode aumentar já que o ministro Sidnei Beneti e o ministro Paulo de Tarso Sanseverino se posicionaram no sentido de aumentar o valor para R$ 150 mil. Já os ministros Nancy Andrighi, Massami Uyeda e Villas Bôas Cueva votaram para fixar a indenização em R$ 500 mil.

Fonte: Comunique-se

Aquecendo para os shows de Paul McCartney na América do Sul em 2012

Soundcheck Rotterdam – 24/3/12

Matchbox
Honey Don’t
Jam (Saturday Night)
Coming Up
Ebony & Ivory
Flaming Pie
Come and Get it
Don’t Let the Sun Catch You Crying
My Valentine
Midnight Special
Walking with my Baby
San Francisco Bay
Sun is Shining
Petruschka
Dance Tonight
Ram On
Something
Bluebird
You Never Give Me Your Money (brief)
Lady Madonna

Setlist Rotterdam – 24/3/12

Hello Goodbye
Junior’s Farm 
All My Loving
Venus and Mars / Rock Show / Jet
Drive My Car
Sing the Changes
The Night Before 
Let Me Roll It / Foxy Lady
Paperback Writer
The Long and Winding Road
Nineteen Hundred and Eighty Five
My Valentine 
Maybe I’m Amazed 
I’ve Just Seen a Face
I Will 
Blackbird
Here Today
Dance Tonight
Mrs Vanderbilt
Eleanor Rigby
Ram On
Something
Yellow Submarine 
Band on the Run
Ob La Di, Ob La Da
Back in the USSR
I’ve Got a Feeling
A Day in the Life / Give Peace a Chance
Let It Be
Hey Jude
Live and Let Die
The Word / All You Need is Love
Day Tripper
Get Back
Yesterday
Helter Skelter
Golden Slumbers / Carry That Weight / The End

* As canções em negrito não foram tocadas nas passagens anteriores de Paul pelo Brasil

Relembre o show de Paul no Rio em 2011



Symantec anuncia fabricação do Norton no Brasil

Finalmente o velho galã de filmes B chega ao Brasil

A Norton, da Symantec, que atua no mercado de segurança da informação, vai iniciar a fabricação de toda a linha de produtos no Brasil. Entre eles estão Norton AntiVirus, Norton Internet Security, Norton 360, Norton Ghost, Norton Mobile Security, Norton Tablet Security e futuras soluções.

De acordo com a companhia, com a produção local, o prazo de entrega dos produtos após solicitação do distribuidor terá redução de 70% [de 25 dias para sete dias]. Antes, o pedido era feito diretamente para os Estados Unidos, onde a solução era manufaturada e então importada para o Brasil, o que ocasionava em atrasos e uma relação menos vantajosa de custo-benefício.

Com a mudança, a companhia espera crescimento de 20% nas vendas no varejo. Segundo a empresa, outra vantagem do novo modelo está no tempo de lançamento dos produtos, que demorava em média 30 dias para chegar ao Brasil. A partir de agora, os produtos estarão disponíveis no mercado nacional ao mesmo tempo que nos Estados Unidos.

Fabiano Tricarico, diretor de vendas da Norton da Symantec para a América Latina, explica que a decisão pela fabricação local foi possível após uma reestruturação da empresa que resultou na criação de uma divisão de desenvolvimento de negócios em países estratégicos. Ele aponta que o Brasil é o quarto país do mundo, dentro da Symantec, que possui um centro de produção local, além de Singapura, Estados Unidos, China e República Checa.

Fonte: IDG Now!

Frases: “Tente novamente, falhe novamente, mas falhe de uma maneira melhor” – Samuel Beckett

Muito antes de surgir a máxima “Sou brasileiro e não desisto nunca“, um tal de Samuel Beckett já nos ensinava que desistir não era solução para nada. Dizia ele: “Tente novamente, falhe novamente, mas falhe de uma maneira melhor“, em uma clara lição de perseverança e total falta de vergonha (no bom sentido).

Ai, não importa se estamos falando de um projeto pessoal, de vida, um objetivo concreto ou apenas uma fantasia disforme, o que interessa é tentar, ter força para superar os seus próprios obstáculos internos e limitações.

Quem tenta (assim como quem trabalha), erra. Simples, lógico e básico, assim. O importante é tentar sempre de maneira diferente (não importa se mais ousada ou mais conservadora) e torcer para que todo o Cosmo esteja ao seu lado ou então que o fracasso seja daqueles monumentalmente inesquecíveis.

Claro que não se arriscar é sempre mais confortável, mas sempre menos divertido.

Tablet do Google vai custar menos de 200 dólares

Surgem novos indícios de que o Google prepara o início da fabricação do seu tablet de 200 dólares, que vem sendo chamado informalmente de Nexus Tablet. O site especializado Android and Me diz ter ouvido, de uma pessoa ligada a um fornecedor de componentes, que o contrato com a Asus, que deverá fabricar o tablet, está fechado.

O site diz que o plano das duas empresas é vender o tablet por um preço entre 149 e 199 dólares nos Estados Unidos. A meta seria ter um produto ainda mais barato que o Kindle Fire, da Amazon, que custa 199 dólares naquele país. Para isso, o Google teria desistido de usar um processador poderoso, de quatro núcleos, e optado por uma solução mais simples e barata. O Nexus Tablet deverá ter tela de 7 polegadas.

O fato de que o Google tem um tablet em gestação é conhecido. Em dezembro, o próprio Eric Schmidt, chairman da empresa, confirmou isso ao jornal italiano Corrieri della Sera. “Nos próximos seis meses, vamos pôr no mercado um tablet de altíssima qualidade”, declarou ele. Schmidt não forneceu detalhes e o Google se recusou a comentar suas declarações.

Mas informações não oficiais têm aparecido no mercado. Em fevereiro, Richard Shim, analista de mercado da empresa DisplaySearch, disse que a fabricação começaria em abril e que o lançamento estava previsto para a metade do ano. Shim afirmou que o Google planejava fabricar um lote inicial contendo entre 1,5 milhão e 2 milhões de unidades.

O Google já tem a linha de smartphones Nexus, produzida e vendida em parceria com HTC e Samsung. Um tablet seria o próximo passo. Mas a informação de que ele seria fabricado pela Asus desperta dúvidas. A opção natural seria que a fabricação ficasse a cargo da Motorola Mobility. Em fevereiro deste ano, o Google recebeu sinal verde dos órgãos reguladores americanos e europeus para completar a aquisição dessa empresa, anunciada no ano passado.

Fonte: Exame

Camisinha Anti-Estupro

O acessório ao lado foi desenhado para evitar que as mulheres sejam estupradas na África do Sul. A Camisinha Anti-Estupro tem uma série de ganchos que se grudam no bilau do tarado quando ele tenta penetrar a vítima. Segundo o criador da armadilha, o homem não pode urinar ou andar enquanto a camisinha estiver grudada nele.

– Se ele tentar remover, ela vai ferí-lo ainda mais. Consultei ginecologistas, engenheiros e psisicólogos para ajudar no desenho dela – disse o médico Sonnet Ehlers, que patenteou a invenção.

Música – 21/03/2012 – O Fluminense – Springsteen, McCartney, Starr e The Fevers

Os textos abaixo foram publicados, em versões editadas, na coluna de música do Segundo Caderno do jornal O Fluminense desta quarta (21/03/2012).
Bruce Springsteen volta inspirado

Wrecking Ball, novo disco do The Boss, Bruce Springsteen – o 17º da sua vitoriosa carreira – traz de volta o tom ufanista/politizado/patriótico que norteou boa parte da trajetória do artista. Embora sem a mesma máquina de divulgação dos tempos nos quais as gravadoras apostavam na arte de conquistar os jornalistas antes de escreverem suas críticas – afinal, nada pior do que escrever baseado em releases (argh) ou ter que baixar uma versão pirata para poder ouvir o disco em questão -, Bruce consegue oferecer aos fãs um produto coeso, que merece ser ouvido com atenção, até pelos que não são grandes admiradores do roqueiro.

As letras das canções falam da crise econômica, social e até mesmo moral pela qual passa os Estados Unidos, enquanto os arranjos – sem o seu sempre fiel grupo de apoio, a E-Street Band – abrem espaço para audácias como a inclusão de trechos de um rap (Rocky Ground) e vários momentos com toques eletrônicos, cortesia do produtor Ron Aniello, que também guia Springsteen pelos caminhos nem tão novos como a música irlandesa (Easy Money), das baladas (Jack of All Trades) e, claro, dos rocks diretos e mais crus.

Provavelmente as comparações com o hoje clássico Born in the USA (1984), tempo no qual The Boss dominava as paradas e ainda era responsável por shows antologicamente longos. Em 2012, ele já não arrasta as mesmas multidões para seus concertos, mas mostra que ainda é capaz de realizar trabalhos relevantes e inspirados.

Ringo Starr faz disco cheio de rock, paz e amor

O ex-bateirista dos Beatles, Ringo Starr, que se apresentou no Rio no fim de 2011, lança mais um disco solo, fiel ao clima paz e amor e ao rock dos anos 60. Chamado apenas de Ringo 2012 (Universal Music), o novo trabalho é produzido pelo próprio Ringo, que faz da simplicidade um dos maiores trunfos do CD.

Econômico até no número de faixas – são apenas nove, sendo que duas são covers (Think It Over e Rock Island Line) e outras duas novas versões para músicas que ele já gravou em outros discos de sua carreira solo durante a década de 70 (Wings e Step Lightly). Mas não pense que o fato de conter poucas músicas inéditas é um sinal de falta de inspiração. Anthem, faixa que abre o disco, é um rockão daqueles que provavelmente fará parte dos concertos de Ringo. Além disso, a regravação de Think It Over, de Buddy Holly, é divertidamente agradável, com seu climão descompromissado, como é todo o som do novo trabalho. Descompromissado, mas muito competente.


A Universal Music e o jornal O Fluminense estão sorteando cópias do CD Ringo 2012. Para participar, vá até a página do jornal na internet (www.ofluiminense.com.br), siga as instruções e boa sorte. O resultado será divulgado na terça-feira (27 de março).

‘Febres’ noveleiras

O The Fevers, um dos mais importantes e premiados grupos da jovem guarda – são 28 discos de ouro, cinco de platina e um de diamante – ganha uma nova coletânea: The Fevers – Sempre (Som Livre). O CD, que reúne várias canções que foram incluídas em trilhas de telenovelas globais e outros sucessos, é uma oportunidade de relembrar músicas que nem sempre são fáceis de encontrar.

Das 14 faixas, destaque para Guerra dos Sexos (tema da novela de mesmo nome, exibida em 1983), a versão de É Preciso Saber Viver (Roberto e Erasmo Carlos) e a clássica Marcas do Que se Foi, sucessos que são reconhecidos por qualquer pessoa com mais de 30 anos.

O único ponto contra, porém, é a falta de informações sobre as canções, já que o encarte traz apenas o crédito dos autores, sem ao menos citar as datas de lançamentos de cada fonograma, dado que ajudaria o comprador a ter uma visão histórica das músicas que está ouvindo.

Relembrando o 11/09

O dia 11 de setembro de 2001 mudou o mundo para sempre. O ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, deixou marcas que até hoje não cicatrizaram. Por coincidência, Paul McCartney estava na cidade no dia dos atentados e, chocado com o episódio, resolveu ajudar da maneira que melhor sabe: fazendo música.

The Love We Make (lançado pelo selo ST2) é o documentário, em preto branco, que conta o trabalho de Paul para realizar um concerto em homenagem às vítimas. Nele, é possível conferir momentos de McCartney andando pelas ruas, dando instruções para seu motorista sobre como agir com os fãs e ensaiando. O concerto, que contou com nomes como o The Who, Eric Clapton, Mick Jagger, Keith Richards, David Bowie, Elton John, James Taylor e Billy Joel, entre outros, aconteceu no Madson Square Garden em outubro de 2001 e até hoje é um dos mais emocionantes shows realizados em decorrência da tragédia que vitimou milhares de pessoas. Vale conferir.

“PIB” da Internet deve alcançar US$4,2 tri até 2016

Pelo jeito as coisas vão ficar cada vez mais difíceis para os comerciantes tradicionais.

A atividade econômica da Internet dos países que fazem parte do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, crescerá mais de 10 % ao ano pelos próximos quatro anos, ultrapassando o tamanho do PIB alemão, para 4,2 trilhões de dólares em 2016, disse a consultoria Boston Consulting Group (BCG).

Com a proliferação dos smartphones com Internet, a expectativa é de que devem adicionar um total de 3 bilhões de pessoas à rede mundial de computadores até 2016. Serviços on-line de varejo, bancos, publicidade, serviços de TI e demanda por bens relacionados com a Internet irão prosperar, disse o BCG nesta segunda-feira.

A economia da Internet dos países do G20 vai praticamente dobrar entre 2010 e 2016, criando 32 milhões de postos de trabalho, de acordo com o relatório do BCG.

“Caso fosse uma economia nacional, iria estar entre as cinco maiores do mundo, atrás somente dos Estados Unidos, China, Índia e Japão e à frente da Alemanha”, disse David Dean, sócio sênior do BCG e coautor do relatório.

Em mercados desenvolvidos, a economia da Internet crescerá cerca de 8 % ao ano, enquanto em mercados em desenvolvimento vai crescer duas vezes mais rápido, de acordo com o BCG.

Ao todo, o Produto Interno Bruto (PIB) dos países que fazem parte do G20 cresceu 2,8 % no ano passado, de acordo com a Organização para o Desenvolvimento e Cooperação Econômica, e é esperada uma desaceleração este ano.

Fonte: Reuters

Média salarial digital cresce 35,3% ou “Cadê o meu aumento?”

Uma notícia que serve de parâmetro na hora de analisar uma proposta de emprego.

Este foi o índice médio de alta nas agências do segmento em 2011, segundo pesquisa da Abradi

A média salarial dos profissionais atuantes em agências digitais teve variação positiva de 35,3% em 2011, já descontada a inflação do período. A revelação é da segunda edição da Pesquisa de Cargos e Salários que a Abradi – Associação Brasileira das Agências Digitais lança neste mês de março.

A primeira edição foi divulgada em junho de 2012, com dados de 120 agências, sobre 40 cargos. Desta vez, a consultoria Remunerar fez um estudo mais amplo sobre 74 cargos, incluindo salários, benefícios e perfis de profissionais que atuam em 112 agências digitais de todo o Brasil, sendo 64% do Sudeste, 25% do Sul e 11% do Nordeste, Centro-Oeste e Distrito Federal.

As maiores médias salariais no Sudeste são dos diretores de mídia (R$ 14.580,18), operações (R$ 10.307,59), planejamento (R$ 10.193,04), atendimento (R$ 8.993,60), tecnologia (R$ 8.363,45) e criação (R$ 8.162,48). Veja tabela completa mais abaixo, incluindo maiores e menores salários.

A pesquisa foi realizada entre outubro de 2011 e janeiro passado. As agências ouvidas somam 2.100 funcionários, sendo 66% homens e 34% mulheres; 87% na faixa de até 28 anos e apenas 1% com idade superior a 36 anos.

Entre as pesquisadas, 67% são agências de pequeno porte, com até 20 funcionários; 21% tem porte médio porte, com efetivo variando de 20 a 50 profissionais; e 13% são de grande porte, com mais de 50 funcionários.

Há consideráveis diferenças entre as regiões: no cargo de programador, por exemplo, os profissionais do Sul ganham, em média, 30% menos que os do Sudeste. O tempo de experiência também influi: os profissionais plenos, que têm entre 2 e 5 anos de mercado, recebem 30% menos do que os seniores, que já acumulam mais de 5 anos de experiência. Já os juniores, com até 2 anos de trabalho, recebem até 60% menos do que os seniores.

Os principais benefícios concedidos pelas agências pesquisadas são: cursos de aperfeiçoamento (67%), vale refeição (62%), assitência médica (41%), vale alimentação (31%) e seguro de vida (24%). Para fazer contratações, as agências recorrem a indicação interna (29%), indicação externa (26%), redes sociais (23%) e head hunters (7%).

Segundo a Abradi, o mercado de agências digitais contratou duas vezes mais do que a média nacional do setor de serviços. No período de julho a setembro de 2011, as empresas pesquisadas contrataram mais do que demitiram, gerando um diferencial positivo de 3% a mais de vagas efetivas, versus um crescimento de 1,43% das contratações no setor de serviços em nove capitais, de acordo com levantamento do IBGE.

Confira, a seguir, as médias salariais das agências digitais do Sudeste:

Fonte: Meio & Mensagem

Creedence Clearwater Revisited – Citibank Hall – 18/03/2012

A noite de domingo estava agradável e uma (pequena) leva de fãs do bom e velho rock feito na dobradinha São Francisco / Sul dos Estados Unidos foi até o Citibank Hall para reviver os sucessos do Creedence Clearwater Revival. A nova formação, chamada de Creedence Clearwater Revisited, e que não conta com os irmãos Forgety (o cantor/guitarrista/compositor, John, e o também guitarrista Tom, já morto), tem como destaques os responsáveis pela cozinha do grupo – Doug Clifford (bateria) e Stu Cook (baixo) -, além de Kurt Griffey (guitarra solo), John “Bulldog” Tristao (vocais e guitarra base) e o polivalente Steve “The Capitan” Gunner (violão, teclados. gaita e backing vocals).

A nova banda mostrou que sabe conduzir um espetáculo onde o principal objetivo é manter viva a música produzida pelo CCR original, no fim dos anos 60 e início dos anos 70.

Se as brigas – artísticas e pessoais – impedem uma reunião da formação original, o Revisited (formado em 1995) funciona bem como um cover oficial do CCR, reproduzindo os arranjos originais e com Bulldog cantando em um timbre muito parecido com o de John Forgety. Era fechar os olhos e imaginar a banda em algum show no Fillmore West, nos anos 70.

Seguindo quase a risca o roteiro de canções, piadinhas e saídas falsas para o bis, a banda desfilou, durante pouco mais de 1h30, uma série de hits que praticamente não deixaram o público parado. Proud Mary, Suzie Q, Bad Moon Rising, Have You Ever Seen the Rain? e Hey Tonight, para citar apenas alguns dos clássicos apresentados, não ficaram devendo em nada aos registros originais.

Pode ser que o valor dos ingressos ou a grande quantidade de atrações internacionais que se apresentam no Rio em março tenha influído no número de pessoas presentes no Citibank Hall, mas não diminuiu o prazer de uma plateia que entrou em uma cápsula do tempo para reviver um dos pontos altos do rock sulista dos Estados Unidos.

Veja a agenda de shows internacionais no Rio em 2012.

Assista a Have you ever seen the rain? e Travelin´Band


Fotos e vídeo: Jo Nunes

Há bons e maus em todo lugar – Um desabafo

Que o ser humano não é confiável a gente já sabe faz uns 3 mil anos, mas ultimamente as minorias estão se aproveitando dessa infernal onde de politicamente correto para mostrar que muita coisa tem que mudar e que muitos privilégios deveriam ser revogados.

São negros que querem benefícios, mulheres querendo benesses por serem do sexo frágil e até mesmo moradores de rua querendo ganhar delegacia especializada – não seria melhor dar-lhes condições de mudarem de categoria?

Mas pior mesmo são os idosos e deficientes – vamos deixar claro que não são todos -, que usam e abusam dos tais direitos adquiridos para serem mal educados, desrespeitosos ou apenas usufruírem de suas neuroses, enchendo o saco dos outros. Há quem veja conspiração em tudo, que ache que por ser aleijado E idoso vai conseguir a simpatia ou comoção dos outros para seus desejos, por mais imbecis e infundados que sejam. Afinal: “Eu sou cadeirante e qualquer juiz vai ser simpático ao meu pedido”. Na boa, vão $#%#%$@#@##.

Tem horas que imagino como devia ser bom no tempo que cada um cuidava da sua própria vida, para não fazerem os outros terem o desejo de tratá-los como cães.