Jards Macalé e Jorge Mautner – Dois malditos no palco

Alternativos, cômicos, talentosos e malditos. Jorge Mautner e Jards Macalé são conhecidos por vários destes adjetivos, colhidos durante décadas de carreira. Durante dois dias (30 e 31 de abril) a dupla se reuniu no palco do Rival Petrobras para um show bem-humorado e bastante relaxado.

Para que os menos habituados ao estilo de Macalé não se enganem, vale dizer que ele estudou piano e orquestração com Guerra Peixe, violoncelo com Peter Dauelsberg, violão com Turíbio Santos e Jodacil Damasceno e análise musical com Ester Scliar. O cara não é fraco e usa todo o seu conhecimento harmônico para criar um estilo debochado e único.

Já Mautner, com seu violino e voz grave, é um navegador pelos vários ritmos brasileiros, tendo parcerias com nomes como Caetano Veloso e o próprio Macalé. Contador de causos, foi o responsável pela maior parte das histórias contadas no show.

Ah, o show. O formato é simples – uma música com os dois no palco, um set com Mautner, outro com Macalé e o final com a dupla novamente reunida – e efetivo. Na primeira noite, ainda foi possível detectar alguns erros e esquecimentos em letras e melodias, o que acabou dando um tom ainda mais descontraído ao encontro. Afinal, se tudo fosse certinho, não estaríamos diante de dois malditos.

Tivemos Noel Rosa, Chiquinha Gonzaga e clássicos da carreira dos dois músicos. Faltou uma do Kid Morengueira (Moreira da Silva), parceiro de Jards desde os anos 70. Aliás, Macalé ainda roda o Brasil com um show só com o repertório de Moreira, mas não tocou nenhuma na noite de quarta (30/03).

Entre risos, coros e silêncios respeitosos, o público – onde muita gente estranha, com ar de estudantes de cinema – saiu satisfeito com o que viu e ouviu. Nada de grandes produções, nada que vá render um DVD (merecia), mas um espetáculo de muito boa música.

 

Anúncios

Jornalistas de rádio e TV aprovam fechamento de acordo

Reunidos em assembleia nesta quarta-feira, dia 30, no Sindicato, jornalistas de rádio e televisão aprovaram a contraproposta dos patrões de aumento salarial de 6,55%, retroativo a 1º de fevereiro, data base da categoria. O índice será usado para atualizar as demais cláusulas econômicas para a renovação do acordo coletivo de trabalho de 2011.

Na assembleia iniciada ao meio-dia, os jornalistas também aprovaram a contraproposta de aumento das faixas da Participação no Lucro e nos Resultados LR, com a manutenção dos valores mínimo (R$ 416,00) e máximo (R$ 5.215,00) para o pagamento. Agora, com distribuição melhor dos resultados das empresas, os índices e valores são os seguintes:

• De 15% para 18% do salário nos veículos com até 15 jornalistas (mínimo de R$ 416,00 e máximo de R$ 930,00)

• De 20% para 24% do salário nos veículos com 16 até 150 jornalistas (mínimo de R$ 682,00 e máximo de R$ 1.340,00)

• De 30% para 35% do salário nos veículos com mais de 150 jornalistas (mínimo de 1.036,00 e R$ 5.215,00)

Com o índice de aumento salarial de 6,55%, os jornalistas de rádio e televisão conseguiram obter este ano, mais uma vez, uma pequena recomposição parcial das perdas salariais. O INPC no período de fevereiro de 2010 a janeiro de 2011 fechou em 6,53%.

A partir de 2002 houve um acúmulo de perdas salariais que chegaram a 10,55%. Nos últimos anos, o Sindicato vem dando prosseguimento a uma política de recomposição gradual e permanente dos salários nas negociações dos acordos coletivos. O mesmo índice de 6,55% vai orientar o reajuste das demais cláusulas econômicas, como os valores da despesa com creche, que passa para R$ 213,00, do seguro de vida, entre outros.

Avanço

Outra conquista importante, aprovada na assembleia, foi a mudança da redação na cláusula referente ao banco de horas. Agora, a redação está muito mais clara e não induzirá a erros de interpretação como era comum acontecer.

Fonte: Site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

Esclarece que as horas extras poderão se acumular no período de 30 dias e compensadas com folgas no decorrer dos 90 dias seguintes ao fechamento do mês em que ocorreram.

Também deixa claro que as horas extras poderão ser compensadas no período de férias, até o limite de 10 dias, ou da licença maternidade das jornalistas, no período máximo de 30 dias.

Pensar em atividade física pode aumentar o apetite

Mais uma boa noticia para todos os que precisam perder peso: Pensar em atividades físicas pode abrir o apetite. Portanto, nada de pensar em exercícios! Esta conclusão foi tirada de uma pesquisa realizada na Universidade Cornell, nos Estados Unidos.

Os cientistas dividiram as cobaias em 3 grupos. Dois deles foram convidados a ler um folheto que descreve uma caminhada de 30 minutos, enquanto um ouvia música e o outro teve de focar no exercício. Já o terceiro não fez nada.

Depois, todos foram colocados diante de uma mesa com doces e salgados. Quem leu sobre a caminhada acabou comento 58,9% mais doces e 51,9% mais salgados dos que os que não fizeram nada.

Portanto, não fazer nada permite que você perca peso.

James Taylor e os aniversariantes de março na música

James Taylor tem uma história com o Brasil e com o Rio, em especial. Em 1985, praticamente morto musicalmente, Taylor veio ao 1º Rock in Rio e se apresentou para o maior público daquele festival – cerca de 250 mil pessoas. Depois disso, o artista voltou aos holofotes, fez música para a cidade (Only a Dream in Rio) e renasceu.

James Taylor é um dos aniversariantes do mês de março (que está quase acabando, eu sei). Hoje ele diz que suas novas canções se parecem com as antigas e vice-versa. Tudo o que seus fãs querem.

Detalhe: James Taylor se apresentou no Rock in Rio na mesma noite que Al Jarreau. Os dois apagaram velinhas no dia 12.

Os outros aniversáriantes do mundo da música em março

2 – Lou Reed
3 – Robyn Hitchcock
4 – Evan Dando
7 – Arthur Lee
8 – Micky Dolenz
9 – Ornette Coleman
10 – Dean Torrence
12 – James Taylor
12 – Al Jarreau
15 – Phil Lesh
18 – Wilson Pickett
23 – Ric Ocasek
25 – Aretha Franklin
29 – Perry Farrell

Uma música pra lavar a alma – Secondhand Love – Pete Townshend

No dia que me livro de uma urucubaca, de um encosto, publico uma canção que lava a alma com dor e sinceridade. Uma aula de guitarra, arranjo e composição.

Don’t bring me secondhand love
Don’t bring me secondhand love

I know you went out tonight
Who’ve you been hanging around with this time?
I don’t care if he’s black or white
I just don’t like his kind.
I don’t want your secondhand love
I don’t want your secondhand love
I don’t want your secondhand love
Don’t bring me secondhand love

He’s been leaving his scent on you
I can sense it from a mile
All my money is spent on you
But you’re still selling your smile
Don’t bring me secondhand love
Don’t bring me secondhand love
I don’t want your secondhand love
I don’t want your secondhand love

Give your love, and keep blood between brothers
Give your love, and keep blood between brothers
I don’t want your secondhand love

I can guess where you’ve been tonight
You’ve been hanging out on the street
Wearing your dress too tight
You’re showin’ out to anyone you meet
But I don’t want your secondhand love
I don’t want your secondhand love
Don’t bring me your secondhand love
Don’t bring me your secondhand love

I want the first call on your kiss
Answer me one question:can you promise me this
I want my defences laying in your hands
I don’t want to rest in the palm of another man
I don’t want your secondhand love
Don’t want, Don’t want, your secondhand love
I don’t want, I don’t want, your secondhand love
I don’t want,I don’t want your secondhand love
I don’t want,I don’t want your secondhand love

Show do Iron Maiden no Rio é adiado

Foi só fazer um post sobre o Black Sabath e o show do Iron Maiden – outro ícone do rock pesado -, que aconteceria neste domingo (27 de março), acabou sendo transferido para hoje (28 de março). A grade que separava o público do palco quebrou e a banda nem chegou a terminar a primeira música.

Abaixo o release da empresa organizadora do show.

O show do Iron Maiden na HSBC arena que aconteceria hoje, domingo, dia 27, foi adiado para segunda-feira, dia 28 de março, as 21:00 hs por problemas técnicos com a montagem da barricada em frente ao palco.

Essa decisão foi tomada em conjunto pelo staff da banda e pela HSBC Arena por ser prioridade de ambos a segurança dos fãs.

A banda irá permanecer no Rio de Janeiro mais um dia para poder realizar o show e não deixar de fora o Rio de Janeiro nesta parte da turnê.

Todos os fãs poderão entrar no show de segunda-feira com os mesmos comprovantes dos tickets do show de hoje.

Os que não puderem comparecer ao show de amanhã poderão solicitar o reembolso a partir do dia 4 de abril:

Os que compraram ingressos na bilheteria da Arena e nos demais pontos de venda deverão se dirigir à bilheteria com os comprovantes dos tickets a partir do dia 4 de abril para o reembolso.

Os que compraram ingressos através do Call Center e da Internet, deverão entrar em contato com sac@livepass.com.br ou pelo telefone 4003 1527, munidos dos comprovantes dos tickets, também a partir do dia 4 de abril, para a solicitação do reembolso.

A banda naturalmente está consternada pelos fãs que não poderão retornar amanhã e promete um grande show para os que puderem comparecer.

HSBC Arena e a banda agradecem aos incríveis fãs por entenderem a dificuldade da situação e por sua colaboração. O Iron Maiden está ansioso para fazer um grande show!

Black Sabbath ganha edição especial de Dehumanizer

Dá série relançamentos especiais, chegou a vez do Black Sabbath. Um clássico do rock pessado. Essa dica vai para todos que reclamam do excesso de soft music aqui no F(r)ases.

Lançado em 1992 e considerado o último grande trabalho de inéditas de Black Sabbath, Dehumanizer ganha edição especial remasterizada.

Esta edição especial traz o músico e compositor Ronnie James Dio (falecido em 2010) nos vocais, juntamente com os membros fundadores Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo), e Vinny Appice (bateria), ou seja, a mesma formação que gravou Mob Rules, de 1981, e Live Evil, de 1983.

No repertório do disco duplo estão o single editado Master Of Insanity; uma versão alternativa para Letters From Earth, que apareceu originalmente como a b-side para o singleBI; e uma versão de Time Machine, gravado para a trilha sonora do filme Wayne’s World.

Além disso, inclui cinco faixas raras ao vivo, retiradas de um show em Sundome, na Flórida, gravado no início da turnê de Dehumanizer em 1992, incluindo uma inédita versão ao vivo de Master Of Insanity. Destaque também para Children Of The Sea e Neon Knights, verdadeiros hinos do metal.

Para completar, o encarte traz anotações assinadas por Dom Lawson, da revista inglesa Metal Hammer, baseadas em entrevistas com o guitarrista Tony Iommi.

Curiosidade Beatle: O velhinho da capa de Abbey Road

As capas dos discos dos Beatles foram alvo de vários estudos e teorias. Como colecionador e jornalista, prefiro me deter aos fatos. Nesse caso específico, a pergunta é: quem é aquele velhinho que aparece na capa do disco Abbey Road? A reposta é: Paul Cole, um americano, vendedor aposentado, que morreu nos Estados Unidos em 13 de fevereiro de 2008, aos 96 anos.

Cole estava de férias com a mulher em Londres e, para se livrar de uma visita a um museu, ficou na rua e resolveu bater papo com os policiais que estavam na viatura estacionada na rua, o exato momento que os Beatles faziam a sessão de fotos de onde sairia o frame para ilustrar o seu último disco, exatamente às 10 da manhã do dia 08 de agosto de 1969.

Quando viu a capa do disco disse:

– Eu estava na foto com um casaco novo e tinha acabado de comprar um novo par de óculos! Tive que convencer meus filhos que era eu ali na foto.

Mais um mistério resolvido!

 

Quem dorme até tarde não é vagabundo, diz ciência

Nem sempre as verdades científicas podem ou devem ser consideradas definitivas. A pesquisa abixo – publicada no site da revista Galileu – diz que quem dorme até tarde não é vagabundo.

(In)felizmente há casos e casos. O que não falta é vagabundo que não gosta de acordar cedo.

Quem dorme até tarde não é vagabundo, diz ciência

por Bruna Bernacchio

Alvo de críticas de familiares e amigos, quem gosta de ficar na cama até a hora do almoço pode ter um motivo científico para a “vagabundagem”: o distúrbio do sono atrasado. O assunto foi um dos temas abordados no 6º Congresso Brasileiro do Cérebro, Comportamento e Emoções, que aconteceu recentemente em Gramado.

O organismo humano tem um ciclo diário, de modo que os níveis hormonais e a temperatura do corpo se alteram ao longo do dia e da noite. Depois do almoço, por exemplo, o corpo trabalha para fazer a digestão e, conseqüentemente, a temperatura sobe, o que pode causar sonolência.

Quando dormimos, a temperatura do corpo diminui e começamos a produzir hormônios de crescimento. Se dormirmos durante a noite, no escuro, produzimos também um hormônio específico chamado melatonina, responsável por comandar o ciclo do sono e fazer com que sua qualidade seja melhor, que seja mais profundo.

Pessoas vespertinas, que têm o hábito de ir para a cama durante a madrugada e dormir até o meio dia, por exemplo, só irão começar a produzir seus hormônios por volta das 5 da manhã. Isso fará com que tenham dificuldade de ir para a cama mais cedo no outro dia e, consequentemente, de acordar mais cedo. É um hábito que só tende a piorar, porque a pessoa vai procurar fazer suas atividades durante o final da tarde e a noite, quando tem mais energia.

O pesquisador Luciano Ribeiro Jr. da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista em sono, explica que esse distúrbio pode ser genético: “Pessoas com o gene da ‘vespertilidade’ têm predisposição para serem vespertinas. É claro que fator social e educação também podem favorecer”. Mas não se sabe ainda até que ponto o comportamento social pode influenciar o problema.

A questão, na verdade, é que o vespertino não se encaixa na rotina que consideramos normal e acaba prejudicado em muitos aspectos. O problema surge na infância. A criança prefere estudar durante a tarde e não consegue praticar muitas atividades de manhã. Na adolescência, a doença é acentuada, uma vez que os jovens tendem a sair à noite e dormir até tarde com mais frequência.

A característica vira um problema quando persiste na fase adulta. “O vespertino é aquele que já saiu da adolescência. Pessoas acima de 20 anos de idade que não conseguem se acostumar ao ritmo de vida que a maioria está acostumada”, diz Luciano. Segundo ele, cerca de 5% da população sofre do transtorno da fase atrasada do sono em diferentes graus e apenas uma pequena parcela acaba se adaptando à rotina contemporânea.

O pesquisador conta também que, além do preconceito sofrido pelos pais, professores e, mais tarde, pelos colegas de trabalho, o vespertino sofre de problemas psiquiátricos com maior frequência: depressão, bipolaridade, hiperatividade, déficit de atenção são os mais comuns. Além disso, a privação do sono profundo, quando sonhamos, faz com que a pessoa tenha maior susceptibilidade a vários problemas de saúde: no sistema nervoso, endócrino, renal, cardiovascular, imunológico, digestivo, além do comportamento sexual.

O tratamento não envolve apenas remédios indutores do sono, como se fosse uma insônia comum. É necessária uma terapia comportamental complexa, numa tentativa de mudar o hábito, procurando antecipar o horário do sono. Envolve estímulo de luz, atividades físicas durante a manhã e principalmente um trabalho de reeducação.

E as pessoas que têm o hábito de acordar às 4 ou 5 horas da manhã? “O lado oposto do vespertino é o que a gente chama de avanço de fase. Só que esse não tem o problema maior no sentido social. Ele está mais adaptado aos ritmos sociais e profissionais. Os meus pacientes deste tipo têm orgulho, já ouvi mais de uma vez eles dizendo ‘Deus ajuda quem cedo madruga’”, diz o neurologista.

Mais boatos sobre Two and a Half Men: Charlie Sheen negocia sua volta

Como não podria deixar de ser, não são poucos os boatos envolvento o possível fim de Two and a Half Men. Conforme já postei aqui, Charlie Sheen acabou sendo demitido e o futuro da serie parecia mesmo ser o fim definitivo. Porém, o jornalista Jeff Rossen, da NBC, afirma que o astro estaria negociando seu retorno. Muito por conta do pequeno salário de quase US$ 2 milhões por episódio, muito por conta da possibilidade de Charlie estrelar um talk show em outro canal – o que teria deixado os executivos da CBS nervosos.

Por enquanto são apenas boatos, mas eles vêm vindo fortes.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Rio ganha calendário de shows de blues no Centro

Fugindo da ditadura dos sambas de raiz, pagodes & afins, chega a informação de que o Centro do Rio ganhou uma casa onde poderemos ouvir a boa e velha música criada pelos negros catadores de algodão do Mississipi.

O local – Lapa Café – já entrou nos meus locais favoritos, mesmo sem nunca ter ido lá.  Propaganda totalmente gratuita. Valendo mesmo pelo prazer pessoal.

Até uma terça dessas.

Como não pagar mico no restaurante na hora de pedir um vinho

Um dos grandes problemas ao ir em um restaurante chique (e mesmo nos nem tão chiques) e pedir um vinho é saber como se comportar com a aparente formalidade da situação. Claro que há momentos e momentos, fôlegos monetários diferentes e até mesmo pessoas diversas para serem agradadas.

O jornalista Marcelo Copello, da excelente Escola Mar de Vinho escreveu, algum tempo atrás, um texto que vale a pena ser reproduzido para todos. Aliás, recomendo uma visita ao site da escola, onde sempre há bons textos e ótimos cursos para iniciados ou não.

O medo de gafes, especialmente se for em um primeiro encontro romântico, é enorme. Relaxe, pois tudo pode ser simples, basta seguir uma lógica, norteada pelo bom senso e educação. Em uma seqüência onde a simplicidade deve prevalecer sobre qualquer tradição ou rigidez, normalmente:

1- Ao chegar no restaurante o sommelier, maitre ou garçon normalmente irá lhe oferecer a carta de vinhos, ou você pode pedi-la: “A carta de vinhos por favor”.

2- Leia a carta com calma e fique à vontade em pedir mais informações. Se tiver dúvida confira o que for necessário com o sommelier (safras, regiões, produtores etc). Se achar necessário, peça para ver a garrafa, sem compromisso.

3- Fique à vontade para pedir a orientação ao sommelier, ele está lá para isso e é quem melhor conhece a carta e o menu. O bom sommelier saberá identificar seu gosto, sua disposição financeira, fazer o melhor casamento com o menu e conciliar o gosto de todos à mesa.

4- Ao trazer a garrafa solicitada o sommelier deve mostrá-la antes de abri-la. Confira seu pedido, veja se o vinho e safra estão corretos e autorize a abertura. Um simples “pode abrir”.

5- O sommelier irá abrir a garrafa em um local onde você possa ver, uma mesa ao lado talvez. Ele irá então provar um “micro-gole” do vinho para verificar se não está estragado.

6- Depois o sommelier irá servir uma pequena dose para que você. Verifique se o vinho está de acordo com o que você queria. Depois sua aprovação (veja abaixo “a recusa da garrafa”), com um “pode servir”, o sommelier irá servir todos os outros à mesa (primeiro mulheres e depois homens). Caso haja um homenageado ou uma autoridade etc, esta pessoa será servida primeiro. Por último a sua taça será completada.

7- O sommelier deve servir o suficiente, nunca mais que a metade da taça, para que aja espaço na taça para que os aromas do vinho se mostrem.

8- O sommelier bem treinado saberá dividir a garrafa de modo a que todos recebam a mesma dose, e não abrirá outra garrafa sem sua autorização. Neste caso a outra garrafa (mesmo que seja do mesmo vinho) seguira todo o ritual novamente, e você irá prová-la antes de que os demais sejam servidos.

9- Ao mudar de prato é normal mudar de vinho, afinal você pode estar curioso para provar outros vinhos da carta. Mude de vinho quantas vezes achar necessário, o sommelier irá orientá-lo a cada escolha. Exija também que a taça seja trocada sempre que houver troca de vinho.

10- Se ao acabar a refeição sobrar vinho na garrafa leve o restante para casa. Alguns levam a garrafa, mesmo vazia, para enriquecer sua coleção de rótulos, por exemplo.

E se o vinho estiver ruim, posso devolver?

Você só deve recusar o vinho que você escolheu se este estiver defeituoso. Se o vinho está perfeitamente bom mas não era bem o que você queria, paciência. Contudo se foi o sommelier que escolheu o vinho, esta troca é mais fácil. Se você for trocar o vinho, não por outra garrafa do mesmo, mas por um vinho diferente, a etiqueta manda que você não peça um vinho muito mais barato, pois pode parecer que você se arrependeu do preço e não do vinho.

A maioria dos restaurantes irá aceitar a recusa da garrafa sem discussão. Caso o sommelier discorde de você em relação à sanidade do vinho, este deve indicar ao cliente para que não troque por uma outra garrafa do mesmo vinho, pois neste caso o problema não era do vinho mas de incompatibilidade deste com o gosto do cliente. A tolerância na questão da troca varia muito de restaurante para restaurante, nem todos seguem o lema “o cliente tem sempre razão”. Vale sempre a conversa, o entendimento e o bom senso.

Para que serve a rolha?

Talvez o sommelier ao abrir a garrafa lhe entregue a rolha da mesma, ou a coloque a seu alcance em um pires, por exemplo, para que possa examiná-la. Não é necessário examinar a rolha nem fazer nenhum tipo de comentário. No entanto, caso você queira, examine e cheire a rolha, se ela estiver verde e bolorenta possivelmente (mas nem sempre) o vinho estará estragado. Se a rolha está sem cor em um vinho escuro, indica que a garrafa estava de pé. Se a rolha é longa, indica um vinho de guarda, por exemplo. A meu ver é desnecessário examinar a rolha, já que uma vez aberto o vinho, podemos examinar diretamente o vinho. Muitos enófilos, no entanto, colecionam rolhas. Se for este seu caso não se acanhe e leve a rolha, ela é sua.

* Tastevin (ou tambuladeira, como chamam em Portugal) é aquela pequena taça prateada, que parece um pires, que os sommeliers mais tradicionais usam penduradas no pescoço e que serve para provar o vinho a ser servido.

Coca Light passa Pepsi como 2º refrigerante mais vendido dos EUA

Pela primeira vez o refrigerante de baixa caloria ficou com a vice-liderança; Coca-Cola normal se manteve no primeiro posto.

Uma pena. Pepsi é uma delícia e a Coca Light sucks.

A Coca Light, o refrigerante de baixa caloria da Coca-Cola, superou pela primeira vez em vendas a Pepsi nos Estados Unidos, o que o transforma no segundo mais consumido no país, anunciou nesta quinta-feira a publicação “Beverage Digest”.

Segundo os dados da publicação, a Coca-Cola normal se mantém como líder nos Estados Unidos com uma fração de mercado de 17% e um total de 1,59 bilhão de engradados vendidos em 2010.

O refrigerante é seguido pela bebida dietética da marca, a Coca Light, com uma fração de mercado de 9,9% e 926,9 milhões de engradados vendidos no último ano.

Essa mesma fração de mercado é a que a Pepsi possuía até 2010, quando caiu para 9,5%, já que suas vendas diminuíram até as 891,5 milhões de engradados, o que significa um duro revés para o conhecido fabricante de refrigerante na eterna rivalidade com a líder mundial do setor.

A Pepsi fez uma arriscada aposta em 2010 quando decidiu se retirar como marca oficial do Super Bowl e eliminar sua publicidade de outros eventos esportivos, além de lançar o “Refresh Project”, uma campanha com a qual distribuiu US$ 20 milhões em doações para projetos que apresentassem “ideias refrescantes para mudar o mundo”.

Entre os dez refrigerantes mais populares dos Estados Unidos estão, nesta ordem, Mountain Dew, Dr. Pepper, Sprite, Pepsi Diet, Diet Mountain Dew, Diet Dr. Pepper e Fanta, segundo os dados da publicação, que refletem que as vendas de todo o setor registraram em 2010 seu sexto descenso anual consecutivo.

As informações são da EFE

Leia também: Coca-Cola fatura R$ 17 bilhões no Brasil em 2009

O erro se repete – New York Times começa a cobrar por conteúdo digital

Uma das maneiras de não cometermos erros é saber quais já foram cometidos, para não repeti-los. Em 2005 o NYT tentou cobrar pelo seu conteúdo e, por conta da grande queda que tiveram no número de acessos, voltaram atrás. Agora, retornam com o projeto, levando em conta que são outros tempos e que vários outros veículos já fazem uso dessa prática.

No Brasil praticamente todos os grandes jornais cobram por parte de seu conteúdo, embora alguns tenham germinado esse projeto por muitos anos antes da sua efetivação, o que deve ter gasto muito dinheiro em salários de pessoas cujo trabalho foi supérfulo. O NYT pode obter sucesso nessa sua segunda tentativa, mas os preços cobrados sugerem que houve uma supervalorização da marca.

Pode ser que me engane, mas acho que ajustes serão feitos em breve no modelo do New York Times.

Abaixo a notícia completa da Reuters.

O jornal “The New York Times” começará a cobrar pelo acesso a parte de seu conteúdo digital, em uma nova tentativa de convencer internautas a pagarem por notícias digitais. Aqueles que não são assinantes terão acesso a 20 artigos de graça por mês. Se quiserem ler mais, terão que pagar.

O jornal anunciou nesta quinta-feira que iniciará a cobrança no Canadá agora e que lançará um modelo similar nos Estados Unidos e globalmente no próximo dia 28. Assinantes da versão impressa do jornal terão acesso gratuito.

A mensalidade para acesso digital ilimitado às notícias é de US$ 15. Por esse valor, os clientes poderão ler o conteúdo no site NYTimes.com e por meio de um aplicativo para smartphones. Quem pagar US$ 20 terá acesso às notícias pelo site e pelo tablet iPad, da Apple. A mensalidade de US$ 35 garante acesso ilimitado pelas três plataformas.

O modelo de cobrança digital adotado pelo “The New York Times” difere um pouco dos utilizados por outras grandes empresas de mídia . Mas muitas têm buscado esse modelo freemium: uma parte do conteúdo gratuita e outra, paga.

Acesso por ferramentas de busca e redes sociais será livre

O “New York Times” afirmou que vai usar o novo serviço de assinaturas da App Store da Apple a partir de 30 de junho.

Quem acessar o conteúdo do NYTimes.com por meio de links postados em ferramentas de busca (como Google e Bing), blogs e redes sociais (como Twitter e Facebook) poderá ler as matérias mesmo que tenha atingido a cota mensal de 20 artigos.

Porém, segundo o “Wall Street Journal” , executivos do veículo afirmaram que negociam com as principais ferramentas de busca para limitar o acesso por meio desses sites. Usuários do Google, por exemplo, poderão ler gratuitamente apenas cinco artigos por dia achados por meio do buscador.

“Nossa decisão de começar a cobrar pelo acesso digital irá resultar em outra fonte de receita, fortalecendo nossa habilidade de continuar a investir em jornalismo e inovação digital”, disse o chairman e publisher do “The New York Times”, Arthur Sulzberger Jr., em comunicado.

Essa é a segunda tentativa do jornal, fundado em 1851 e um dos mais importantes do mundo, a cobrar por conteúdo digital na esperança de diversificar suas receitas.

Em 2005, o “New York Times” começou a cobrar de não assinantes por acesso aos artigos de colunistas como Frank Rich, Maureen Dowd e Thomas Friedman. Mas o modelo foi deixado de lado depois de dois anos com o objetivo de atrair mais acesso para o site.

Em janeiro de 2010, a publicação disse que faria uma nova tentativa com um sistema de pagamento inspirado em veículos como o britânico “Financial Times”. A mudança era prevista para janeiro de 2011, mas atrasou, como um executivo do próprio jornal comentou há algumas semanas em reunião com investidores.

De acordo com a empresa de pesquisa comScore, o NYTimes.com atrai 30 milhões de visitantes únicos por mês, o que lhe garante o primeiro lugar no ranking de tráfego entre versões on-line de veículos impressos. Sua participação de mercado global foi de 3,85% em fevereiro, segundo a Experian Hitwise.

Elvis Costello cancela shows no Brasil e México

Pelo jeito não será dessa vez que Elvis Costello e o Brasil terão um encontro com final  feliz. O roqueiro – que já tocou no Rio em uma edição do falecido Tim Festival – cancelou as apresentações na América do Sul, que aconteceriam no Rio e em São Paulo no próximo mês.

Segundo o site oficial de Costello, circunstâncias além do seu controle foram os motivos do cancelamento.

No Brasil, Costello e sua banda, The Imposters, tocariam em São Paulo no dia 5 e no Rio no dia 6 de abril.

A Time 4 Fun, produtora dos shows, informou que a devolução dos ingressos serão feitos a partir desta quinta (17/03).

Receitas: Penne com limão

Mais uma receita de massa fácil de fazer. Essa foge um pouco ao tradicional, mas é bastante interessante e ótima para os dias não muito quentes.

Ingredientes:

– Casca de 3 limões sicilianos
– 2 copos de água
– Suco de 1 limão siciliano
– 2 colheres de sopa de manteiga
– 1 cebola grande picada
– Corações de alcachofra (opcional)
– 1 litro de creme de leite fresco
– Sal
– 500 g de penne
– Queijo parmesão ralado
– Pimenta vermelha seca (a gosto)

Modo de Preparo:

Cozinhe o macarrão até ficar al dente. Descasque os limões e corte a casca em tiras finas. Reserve. Ferva, por cerca de 10 minutos, a água com as cascas e o suco de limão. Retire as cascas, peneire e reserve.

Em outra panela, derreta a manteiga e coloque a cebola para dourar. Em fogo médio/baixo, coloque as alcachofras e as cascas de limão fervidas. Junte o creme de leite e o suco de limão. Mexa por cerca de 15 minutos, até que a mistura fique consistente e acrescente o sal (a gosto).

Na hora de servir, salpique o queijo ralado e a pimenta.

PS: Fotos meramente ilustrativas. Tentarei trocar por fotos reais no próximo reparo.

House perde Cuddy e volta às drogas?

A 7ª temporada de House está estranha. Muito romance, House feliz, Cuddy feliz, Wilson em segundo plano, casos menos interessantes e uma nova mulher na equipe que, pelo menos a mim, não cativou.

Agora, que o fim da temporada se aproxima, uma reviravolta pode salvar os rumos da trama, que parecia meio perdida. Cuddy termina com House, que volta às drogas. O episódio Get Happy – o 15º desse 7º ano – foi uma viagem lisérgica pelos medos dos dois personagens principais. No fim, Cuddy termina o romance com House, que volta ao vício.

O que vai acontecer no próximo capítulo, não sei. Imagino que os roteiristas tentem nos surpreender novamente e trazer de volta o velho rabugento que amamos.

Tomara!

Todo fanatismo é ruim, menos o nosso

Fanatismo é igual à unanimidade: é burro e não faz bem. Pode ser fanatismo religioso, político, por conta de alguma atividade profissional ou de recreação. Geralmente, temos facilidade em detectar essas falhas nos outros e dificuldade em aceitar as explicações para o fato. Infelizmente, o mesmo não acontece quando o foco do assunto passa a ser os nossos fanatismos.

Nossos argumentos parecem sempre mais coesos, lógicos e óbvios, sempre explicando o porquê das nossas ações. Ultimamente tenho conversado com um amigo que não consegue entender a razão da minha fixação por música, shows, etc. Ao mesmo tempo, ele parece natural achar que qualquer assunto que não envolva polícia seja irrelevante ou menos sério. Vá entender!

Há os que correm, os que fogem, os que cultuam a independência, o egoísmo, a percussão. Já disse que um pouco de preconceito pode fazer bem e, quem sabe, uma pequena dose de fanatismo/intransigência também faça.

Só sei que, definitivamente, eu sou normal!*

* Essa é uma piadinha para os fãs do velho Viva o Gordo.

Hugh Laurie e seu disco de blues – o 1º single

Como já havia informado aqui no blog, Hugh Laurie, o House da TV, vai lançar um CD de blues. O assunto andava meio esquecido e até mesmo a série andava estranha. Agora, parece que a coisa vai. O dublê de ator e músico divulgou 30 segundos do que deve ser o seu 1º single: You Don’t Know My Mind.

Ouça e tire suas conclusões sobre os dotes musicais do médico cínico e sarcástico.

PS: O disco, que se chama Let Them Talk,  sai em maio.

Beach Boys Smile: O maior “Álbum não Lançado” de todos os tempos chega às lojas em 2011

Smile era para ser o grande disco de 1967. O genial Brian Wilson trabalhava no seu mais ambicioso projeto e prometia sacudir o mundo com novas composições e arranjos. Os Beach Boys estavam no auge e a sua gravadora (a Capitol) apostava todas as fichas no seu menino de ouro.

Infelizmente, um coquetel de drogas, depressão e loucura fizeram Brian desabar e o projeto afundar. Para piorar, os Beatles ainda vieram com Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, mudando a história do rock.

O baque foi grande e Brian nunca mais se recuperou plenamente. Os Beach Boys lançaram um híbrido Smiley Smile – com algumas canções do Smile original, retalhos e novas canções. O resultado foi um ótimo single – Good Vibrations – e um álbum fraco.

Dezenas de bootlegs foram lançados com trechos das sessões de gravação – todos superiores ao Lp lançado em 1967 – e várias canções do disco original foram sendo lançadas nas décadas seguintes.

Em 2004, Brian Wilson e sua banda resolveram recriar o Smile. Ele refez a parceira com o letrista Van Dyke Parks, terminou algumas composições inacabadas e encontrou outras que estavam perdidas. Vendeu milhões de cópias, foi bem nas paradas (chegou ao 7° posto no Reino Unido) e até ganhou um Grammy.

Agora, em 2011, a Billboard anunciou que a versão original de Smile será lançada, podendo fazer com que o melhor disco do ano tenha sido gravado há 45 anos. O lançamento foi compilado de mais de 30 horas de gravações e não teve nenhuma parte regravada. Serão vários formatos, incluindo um set com 4 CDs, 2 Lps em vinil e 2 singles, também em vinil, além de um libreto de 60 páginas.

A data do lançamento ainda não foi confirmada, mas a expectativa já é grande em todo o mundo. Afinal, faz tempo que não se produz algo com o padrão de qualidade dos anos 60.

O lançamento está a cargo do engenheiro de som Mark Linett e do historiador e arquivista Alan Boyd, que sempre estiveram relacionados aos lançamentos do grupo.

Vamos torcer para a Capitol não desistir da idéia, como já aconteceu nos anos 90.

Detalhe: Os outros Beach Boys Mike Love à frente – nunca gostaram do projeto.

Detalhe II: O novo lançamento será mixado em mono, como Brian sempre fazia, já que é surdo de um ouvido.

 

 

 

O Globo perde Antonio Carlos Miguel

Foram tantas mudanças nos últimos dias que nem pude escrever sobre a saída de Antonio Carlos Miguel do O Globo e o fim do seu blog no site do jornal. As razões da saída nem são tão relevantes.

ACM era uma referência para todos os que se aventuram a escrever sobre música, mesmo que muitas vezes as opiniões sejam totalmente opostas – um dos charmes da crítica. Seu blog era ótimo e servia sempre como ótima referência da cena musical. A perda desse espaço será muito sentida.

Apesar de ainda manter grandes profissionais em seus quadros, o Segundo Caderno também fica enfraquecido. A pluralidade de opiniões fica menor e mais pobre. Espero que os editores consigam reverter esse empobrecimento, que já vem acontecendo faz algum tempo.

Agora ficamos com o rock do Jamari e as descobertas de Lichote e Calazans. Mas ACM fará falta!