Que venha março

Com chuvas (sem alagamentos) e muitos sorrisos.

Anúncios

Espumas e Paetês 2011 bombou

O bloco criado por Aurora Lilian e Claudia Holanda cresceu, foi oficializado e arrebentou em 2011. Composto por amantes do vinho e tendo como bebida oficial o espumante, o Espumas e Paetês não tem bateria nem gritaria. Marchinhas de Carnaval são entoadas por corais e o povo bebe, canta e se diverte sem sujeira, brigas ou bebuns anômimos. Todos eram conhecidos.

O camelódromo do espumante estava ótimo e só tende a melhorar!

Mais uma rádio de notícias: Estadão/ESPN

Pelo jeito a CBN e a BandNews ganharão uma concorrente de peso (pelo menos em Sáo Paulo). O Grupo Estado anuncou que a Rádio Eldorado ESPN (FM 92,9 e AM 700) vai se transformar na Rádio Estadão ESPN. A nova emissora deverá entrar no ar oficialmente no fim de março e também poderá ser acessada pela internet.

Uma boa para um mercado qu vive encolhendo.

Heródoto Barbeiro troca a CBN pela RecordNews

A CBN já perdeu Sidney Rezende, acabou com o programa do Juca Kfouri, deixou sair alguns ótimos profissionais que ficavam por trás do microfone e agora deixa escapar o âncora Heródoto Barbeiro, que comandava o noticiário matinal da emissora com competência e uma boa dose de bom humor. Parece que o plano é mesmo deixar de ser líder em todos os horários e segmentos.

Já a Record fez uma jogada de mestre, mostrando que – pelo menos em termos de TV – tem planejamento, dinheiro e competência para se estabelecer. Com um pouco mais de foco pode se transformar em uma potência praticamente imbatível. Falta se acertar em rádio e internet.

Boa sorte ao Heródoto na nova empreitada.

Sexo oral causa mais câncer de garganta que cigarro e bebida

Todos estão aguardando um desmentido oficial, mas os cretinos da Universidade do Estado de Ohio (EUA) fizeram esse estudo imbecil que diz que sexo oral causa mais câncer de garganta que cigarro e bebida.

Segundo eles, o vírus HPV atualmente é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos. O papiloma vírus humano pode provocar lesões de pele ou em mucosas. Existem mais de 200 variações com menores e maiores graus de perigo. Um deles é o causador de verrugas no colo do útero, consideradas lesões pré-cancerosas.

Homens com mais de 50 anos costumavam ser as principais vítimas do câncer de garganta. Principalmente aqueles com histórico de fumo e consumo de bebida alcoólica. Mas o problema tem crescido em faixas etárias mais baixas, e dobrou nos últimos 20 anos nos Estados Unidos em homens com menos de 50 anos devido ao vírus.

Os resultados do levantamento vão ao encontro de outros já feitos sobre o mesmo tema, como o realizado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Realizado no ano passado, o estudo apontou que pessoas que tiveram mais do que seis parceiros com quem praticaram sexo oral tinham nove vezes mais chances de desenvolver câncer de garganta. Nos que já haviam tido algum tipo de infecção provocada pelo HPV, o risco subia para 32 vezes.

No Brasil, há dois tipos de vacinas disponíveis, contra os tipos mais comuns de câncer do colo do útero, mas o governo alerta que não há evidência suficiente da eficácia da vacina, o que só poderá ser observado depois de décadas de acompanhamento. O governo também recomenda a prática de sexo seguro como a melhor maneira de se prevenir.

Com informações do Terra

Two and a Half Men sobe no telhado e pode acabar

Pelo jeito os problemas com álcool e drogas de Charlie Sheen – o Charlie de Two and a Half Men – colocam em risco não apenas a vida do ator, como a vida de uma das melhores séries da TV. Segundo o site TMZ, a CBS e a Warner Bros decidiram não manter a produção para este ano, depois de que Charlie disse que o produtor Chuck Lorre era um palhaço e que poderia “beber sua urina para comprovar que ele não é viciado em álcool“.

Ainda não está definido se essa suspensão é definitiva ou temporária, mas a coisa não anda boa.

Novidades no mundo do rock clássico e do jazz

Eric Clapton, Bill Wyman & Ringo Starr juntos em concerto beneficente

O Bunbury Cricket Club – na Inglaterra – anunciou que Eric Clapton & Friends, Bill Wyman & The Rhythm Kings e Ringo Starr serão as estrelas do 25th Birthday Ball, que acontecerá no dia 7 de maio, no Grosvernor House Hotel.

Andy Fairweather Low & The Low Riders acompanharão Eric Clapton

Andy Fairweather Low & The Low Riders serão a banda de apoio de Eric Clapton durante seus concertos marcados para maio de 2011, inclusive os shows em dupla com Steve Winwood, no Royal Albert Hall.

Joe Cocker lança álbum de inéditas

Após três anos sem um novo lançamento, Joe Cocker lança o álbum Hard Knocks. O disco traz nove músicas inéditas e uma nova versão de I Hope, do grupo Dixie Chicks.

Novo festival de jazz em São Paulo

Para quem curtia os finados Tim Festival e Free Jazz, uma boa notícia: a montadora alemã BMW vai patrocinar um grande evento de jazz, que será realizado em São Paulo, no Auditório Ibirapuera, entre os dias 10 e 12 de junho.

Para a primeira edição do BMW Jazz Festival já estão confirmados dez nomes, com destaque para o saxofonista Wayne Shorter e o baixista Marcus Miller.

Rock in Rio terá palco de duetos e encontros

A organização do Rock in Rio anunciou ontem (22 de fevereiro de 2011) que o evento contará com um palco onde artistas vão se apresentar em dua ou grupo. O Sunset Rock in Rio terá shows exclusivamente preparados para o festival.

Entre os destaques estão:

Bebel Gilberto + Sandra de Sá; Milton Nascimento + Esperanza Spalding; Mutantes + Tom Zé; e Erasmo Carlos + Arnaldo Antunes.

Veja a programação completa no site do Rock in Rio.

Saiba quais artistas os leitores do F(r)ases da Vida querem no Rock in Rio.

Preconceito, arrogância e competência

Um pouco de preconceito e arrogância fazem bem, desde que você tenha total consciência de qual o limite entre o bom e o ruim. Preconceito ajuda você a definir gostos, tribos e envolvimentos. Claro que não estamos falando em tatuar suásticas, bater em mendigos ou queimar índios. Isso é coisa de pessoas menos dotadas intelectual e mentalmente.

Arrogância também tem seu valor, principalmente se vier acompanhada de uma boa dose de competência. Infelizmente, para se avaliar a competência, é preciso ser competente, coisa cada vez mais difícil de se encontrar em um mundo corporativo onde parece haver a cultura de se criar Focas Arrogantes em Cargos de Chefia – preciso conseguir um monograma para essa expressão – que nem sabem a geografia de onde vivem ou se roupas são produtos têxteis. Com isso, fica cada vez mais latente a tensão entre os arrogantes que sabem e os que são apenas arrogantes.

Pode ser que a arrogância se transforme em soberba. Mas, é melhor uma soberba competente (mesmo que com menos reconhecimento) do que se segurar na puxada de saco ou no teste da farinha.

Abaixo, o contraponto da minha opinião.

Você é competente ou arrogante?
Por Fernando Scheller

Como já diriam nossas mães (e avós), tudo em excesso faz mal. Mesmo competência em excesso pode ser prejudicial à vida profissional. Especialmente porque, na maioria das vezes, a visão que temos de nós mesmos não corresponde à realidade. Sendo assim, quem acha que é muito competente pode (e deve) na verdade estar errado: a arrogância não faz bem a ninguém.

Uma consultora de RH que conheci diz que está escrevendo um livro sobre este tipo de ilusão que os profissionais formam sobre si mesmos: o imaginado “excesso de competência” pode se traduzir em práticas nocivas, especialmente se o profissional estiver em cargos de chefia. A arrogância pode levar a uma equipe menos unida e, por isso mesmo, menos eficiente. E os funcionários, renitentes, cumprem o que o chefe manda somente na frente dele.

Um chefe cheio de autoconfiança e certo de que tudo o que ele diz e pensa está correto pode ser nocivo para as empresas no longo prazo. A consultora afirma que gente assim costuma ser obrigado a dar passos atrás após um tempo de carreira. “A gente vê pessoas que, há 20 anos, eram presidentes e hoje estão em cargos médios, voltaram atrás.” A instransigência é um dos males que pode levar ao retrocesso.

E você? Já analisou como você se comporta? Está apenas confiante ou acha que sabe mais do que todo mundo (se é que isso é possível)? Fica a proposta de reflexão.

Fernando Scheller tem coluna no Estado de São Paulo

Receitas: Risoto de três cogumelos

Risotos costumam ser pratos populares, embora nem sempre tão fáceis de preparar quanto se pensa. Ultimamente venho notando uma tendência de se colocar um excesso de ingredientes nos risotos, o que acaba deixando difícil reconhecer todos os sabores. O meu risoto tenta ressaltar os sabores suaves dos fungos, sem deixar que eles briguem com os temperos.

Experimente.

Ingredientes

500g de arroz arbóreo
100g de shitake
100g de shimeshi
100g de champignon
100g de coração de alcachofra
1 pimentão amarelo cortado em pedaços pequenos
1 pimentão vermelho cortado em pedaços pequenos
200g de manteiga
1 taça de vinho branco
Azeitonas verdes ou pretas (sem caroço)
Queijo parmesão ralado
Óleo de soja
1 cebola média cortada em pedaços pequenos
Caldo de legumes
Salsinha
Manjerona
Pimenta do reino
Vinagre
Sal

Modo de fazer

Lave e corte os cogumelos em pedaços médios. Coloque-os em uma panela com água fervendo, sal e vinagre até cozinhar, sem deixá-los muito moles. Retire, seque e reserve.

Em uma frigideira alta (ou panela pequena) derreta, em fogo baixo, a manteiga e coloque os cogumelos, a cebola, os pimentões e as alcachofras. Tempere com a manjerona, a pimenta do reino e um pouco de sal. Despeje a taça de vinho e refogue até que o vinho evapore. Por fim, acrescente as azeitonas e reserve.

Para o preparo do arroz, esquente um pouco de água e reserve. Em uma panela larga, coloque um fio de óleo de soja e coloque o arroz. Mexa rapidamente e despeje a água até cobrir o arroz. Acrescente o caldo de galinha (natural ou em cubo) mexendo sempre o arroz.

Quando a água começar a evaporar, junte os ingredientes que foram refogados na manteiga e no vinho e acrescente um pouco mais de água (se for necessário), sempre mexendo com uma colher de pau, até que o arroz cozinhe e fique al dente.

Por último, coloque o queijo ralado, misture bem e sirva em seguida.

Confira as outras receitas do F(r)ases da Vida

McCartney e U2 no Rock in Rio estão na preferência dos leitores

Depois de vários meses de pesquisa, sai o resultado da enquete sobre qual o artista mais desejado para a próxima edição do Rock in Rio. Não sei se esse resultado chegará até os responsáveis pelo cast, mas não custa tentar. Afinal, os leitores do F(r)ases são super qualificados.

Disparado, Paul McCartney foi o artista mais citado (24,66% dos votos), depois dele, os irlandeses do U2 conseguiram 19,88% da preferência dos leitores. Na sequência, The Who (10,96%), Eric Clapton e Ringo Starr (8,22% cada), Roger Waters (2,74%) e Sting (1,37%).

Outros nomes também foram citados, como Seal, Queen, Lady Gaga, Santana, Muse, Simple Minds e até mesmo Julio Iglesias!

Aproveite e não deixe de acompanhar a Agenda de Shows Internacionais no Rio e no Brasil.

E não deixe de votar na nova enquete: Qual o veículo no qual você procura notícias da sua cidade?

Abaixo o vídeo de Paul McCartney e U2, ao vivo no Live 8.

Retórica

A arte da Retórica é, em filosofia, a capacidade/habilidade de se expressar bem com palavras. É uma característica fundamental para oradores, professores, advogados, enfim, para todos que precisam se expressar bem para exercer com êxito sua profissão.

Infelizmente retórica é confundida com verdade absoluta, apesar de ser amplamente utilizada pelos 171 da vida. Portanto, desconfie sempre de quem domina muito essa arte.

(re.tó.ri.ca)

sf.

1. Fil. Arte ou qualidade de se expressar bem por palavras, esp. em discurso; ELOQUÊNCIA; ORATÓRIA

2. Ling. Conjunto de regras e recursos dessa arte

3. Tratado que contém essas regras

4. Hist. Uma das três disciplinas do trivium, ensinadas nas universidades durante a Idade Média

5. Pej. Excesso de ornamentos em expressão verbal

6. Pej. Discurso brilhante na forma, mas pobre de ideias: “(…) o manifesto não foi uma tirada de retórica futilmente lançada aos ares, mas o anúncio, ao governo, de um programa de trabalho (…).” (Cecília Meireles, Manifesto da nova educação, In: Obra em prosa))

[F.: Do lat. rhetorica, deriv. do gr. rhetoriké. Hom./Par.: retórica (sf.), retorica (fl. de retoricar)]

Mudança na paisagem londrina

Depois de 33 anos, a Sanyo anunciou que retirará a sua marca do luminoso de Piccadilly Circus, em Londres. Será a primeira mudança ocorrida, desde 1994, nos logotipos expostos no gigantesco outdoor eletrônico.

Coca-Cola, McDonald’s, TDK, Panasonic e LG são as marcas que continuam expostas nos luminosos de Piccadilly Circus.

Quem já esteve lá jamais esquecerá do lugar.

Manual do Chefe Incompetente

Esse texto eu recebi faz algum tempo e estava aguardando uma data adequada para publicá-lo. Hoje é o dia.

Aposto como você vai reconhecer vários chefes e ex-chefes no texto. Eu vejo cada um….

Se você é chefe, descubra se a carapuça lhe serve. Se é subordinado, aprenda o que NÃO fazer quando chegar sua vez

POR ALESSANDRA FONTANA E MARCIA ROCHA

No dia 11 de setembro passado, a agência de notícias Reuters perdeu alguns funcionários no atentado ao World Trade Center, nos Estados Unidos. Um dos executivos da empresa, que tem escritório em Nova York, estava trabalhando em outro estado quando foi informado que um de seus subordinados havia morrido. Ele lembrou sem dificuldade o nome do profissional e os trabalhos que tinha realizado, mas, curiosamente, não conseguiu se recordar de seu rosto. O executivo ficou consternado ao se dar conta do absurdo da situação – afinal, tratava-se de uma pessoa com quem convivia. Por isso, sua primeira providência quando voltou ao escritório foi dedicar parte do tempo a uma conversa cara a cara com os outros funcionários. Fez isso para ter certeza de que não iria mais esquecer a fisionomia de nenhum deles. Essa história faz parte de uma das palestras do americano Robert Pasick, psicólogo organizacional e professor da Escola de Negócios da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e é um triste retrato de como anda a relação entre chefes e subordinados em pleno século 21. “Não que esse executivo seja um mau chefe, mas é fundamental que um líder se preocupe de verdade com sua equipe”, diz Pasick.

Incompetente no quê?
Na maioria das vezes, quando alguém diz que “fulano é incompetente” está se referindo às habilidades técnicas daquela pessoa. Acontece que saber fazer bem o trabalho é apenas uma das muitas competências que se exigem de um profissional hoje em dia, ainda mais de quem está no comando. No fim do ano passado, a consultoria PricewaterhouseCoopers fez um estudo com 12 empresas do porte da Alcoa, Algar, Natura e BankBoston sobre as dez qualidades mais valorizadas em um executivo que ocupa posto-chave. Entraram na lista pensamento estratégico, criatividade e inovação, e gestão de projetos e de mudanças. Liderança, trabalho em equipe e gestão de pessoas também fizeram parte do pacote – e é exatamente nessas competências que os chefes costumam escorregar. “Tenho a impressão de que as empresas se preocupam apenas com a excelência técnica de seus líderes e não os preparam para se relacionar com as pessoas”, diz a médica do trabalho Margarida Barreto. Outro estudo, feito pela consultoria KPMG no começo deste ano, chegou à seguinte conclusão: mais da metade dos 100 profissionais pesquisados deixou seu emprego por problemas de relacionamento com os superiores. “Quando o assunto é manter o funcionário na empresa, um bom chefe vale mais do que um salário compensador”, afirma Pasick.

Poderosos e imaturos
Sempre houve chefes incompetentes. Talvez eles tenham aumentado em número porque a guerra por talentos criou um problema muito sério nas empresas: na tentativa de reter seus funcionários mais competentes, muitas começaram a acelerar as promoções. “O resultado é que vários profissionais despreparados chegaram ao poder”, diz a consultora Irene Azevedo, da KPMG. O conceito de empregabilidade também deve ser levado em conta para analisar o desempenho de quem está no topo: é muito positivo que cada um se julgue responsável pela própria carreira, mas existem muitos profissionais que são promovidos e ficam à mercê da própria sorte, sem nenhum tipo de apoio da empresa. “É como se o simples fato de virar chefe tornasse a pessoa apta a exercer o cargo”, diz a consultora Maria Aparecida Rhein Schirato, da Rhein Schirato Consultores, e autora do livro O Feitiço das Organizações – Sistemas Imaginários (Editora Atlas). Além disso, os chefes costumam ter responsabilidades demais e autonomia de menos acabando por ficar engessados. Eles – principalmente os gerentes – vivem um papel ambíguo. “Têm de defender os interesses do dono da empresa, mas são empregados como qualquer outro funcionário”, observa Maria Aparecida.

Caçadores de auto-estima
Eis o cenário ideal para o surgimento dos torturadores psicológicos, aqueles chefes que tratam seus subordinados como inferiores. “Esses maus líderes, cada um no seu patamar da pirâmide organizacional, se valem do antigo bordão ‘eu mando, você obedece’ e aniquilam a auto-estima das pessoas”, diz Margarida. De 1996 a 2000, ela fez um levantamento sobre os casos de humilhação no trabalho e chegou a uma triste conclusão: o assédio moral é uma realidade nas empresas brasileiras (para saber mais sobre o assunto, acesse o site http://www.assediomoral.org). Uma das muitas pérolas corporativas que a médica coleciona é o e-mail que o gerente regional de um conhecido banco brasileiro mandou a outros 19 gerentes-gerais, seus subordinados: “Basta! Quem não entregar a lição de casa não vai passar de ano… Se tivermos outro fracasso neste mês, os culpados serão vocês, que não souberam levar seus subordinados a realizar as metas…” Margarida conta também o caso do gerente de uma companhia aérea que tem o hábito de subir na mesa e chamar a equipe de “cambada de incompetentes” e o de empresas que demitem seus funcionários por telegrama ou em reuniões coletivas.

Donos da verdade
Errar é humano e líderes também podem cometer erros, certo? Certíssimo, mas muitos deles erram, sabem disso e mesmo assim se recusam a dar o braço a torcer, com medo de perder a autoridade sobre os subordinados. “O que eles perdem é o respeito da equipe. As pessoas sabem quando estão sendo enganadas”, diz Irene, da KPMG. Se você quer sinceridade dos seus funcionários, deve dar o mesmo a eles. Discurso e ação têm de ser rigorosamente iguais. Senão, pode dizer adeus à confiança da equipe.

Nada de feedback
Deixar para dizer tudo depois é um pecado mortal porque torna a comunicação truncada e afeta o moral e a produção da equipe. As coisas devem ser ditas na hora – sejam elas boas ou ruins. “Se o comentário não for feito logo depois do ocorrido, não surte o efeito desejado”, afirma Maria Aparecida. Você deve elogiar ou chamar a atenção de seus subordinados quando os fatos ainda estão frescos na memória e na emoção deles. Só não vale fazer comentários atravessados, que humilhem o funcionário. Se não gostar de alguma coisa, chame-o para conversar a sós, em tom firme, mas sem deixar a delicadeza de lado.

Supervisores e nada mais
Muitos gestores agem como inspetores de qualidade, ou seja, só se manifestam depois que o trabalho está pronto, quando não há mais nada a fazer. O correto é acompanhar o processo, interferir e dar palpites enquanto as tarefas ainda estão sendo realizadas – afinal, estamos falando de um time. “O líder deve coordenar o trabalho e não apenas supervisioná-lo, como se estivesse à parte do processo”, diz Maria Aparecida.

Indispensáveis e insubstituíveis
Grande parte dos gestores não acredita que formar pessoas faça parte de suas atribuições, imaginando que, assim, vai garantir sua cadeira de chefe. “Eles confundem formar com adestrar”, diz o consultor Pedro Mandelli no livro
Muito Além da Hierarquia (Editora Gente). E formar pessoas dá trabalho, principalmente se a equipe foi treinada apenas para executar tarefas. O pior é que essa história de dar o peixe em vez de ensinar a pescar acaba se propagando para todos os níveis da hierarquia e deixa em evidência outra falha muito comum nas empresas: elas geralmente não preparam sucessores para o alto comando. Há um ditado perfeito para mostrar os riscos de agir assim: “Não seja insubstituível. Quem não pode ser substituído não pode ser promovido”. Se até Jack Welch, o ex-todo-poderoso da GE, preparou um sucessor, por que você não pode fazer o mesmo?

Motivação zero
Chefes que só estão preocupados com a competência técnica da equipe deparam com um problema sério: a falta de entusiasmo do grupo. Também pudera! Como você quer envolvimento e criatividade se está sempre pedindo às pessoas que se limitem a cumprir suas ordens? É seu papel fazer os funcionários se sentir parte fundamental do processo. Caso contrário, prepare-se para viver cercado por um bando de alienados. “Chefes que privatizam o sucesso e socializam os fracassos têm um time desanimado”, comenta Irene, da KPMG.

Toma lá, dá cá
Vânia Ferro, presidente da 3Com, diz que não costuma conversar com a equipe logo depois de uma reunião com seus próprios chefes, principalmente se a pauta do encontro foi a definição de metas e estratégias. Vânia prefere refletir um pouco antes de falar com seus funcionários. Assim, evita passar tensão ao grupo. Vânia é um exemplo a ser copiado! “Um bom chefe sempre se preocupa em filtrar as informações de seus superiores”, diz Irene. Considerando que, exceto o dono da empresa, todos têm um superior e alguém para chefiar, já pensou se você simplesmente se limitar a repassar as broncas que recebe? Trabalhar vira um verdadeiro inferno e, com o tempo, pode ter certeza de que sua produção e a da equipe vão ficar comprometidas. O segredo é aprender a falar a língua dos superiores e a dos subordinados.

Um pouco de psicologia
Alguns psicanalistas vão buscar na infância, na relação com os pais ou com quem assumiu esse papel, a explicação para a maneira como um profissional lida com a autoridade – seja na posição de chefe, seja na de subordinado. No livro The Practical Coach – Management Skills for Everyday Life (Editora Prentice Hall), Paula Caproni cita o trabalho de William Kahn e Kathy Kram, dois pesquisadores da Universidade de Boston, nos Estados Unidos. Eles descreveram três comportamentos básicos que as pessoas têm em relação ao poder:

interdependente – aparece em indivíduos que foram criados por pais que, desde cedo, se preocupavam com suas necessidades. Para esse profissional, a autoridade é boa – até prova em contrário. Eles confiam em si mesmos e nos outros. Líderes assim costumam ter um ótimo relacionamento com seus subordinados. É comum ouvir deles as seguintes frases: “Não se preocupem, estamos juntos nessa” e “o que vocês acham que podemos fazer para ajudarmos uns aos outros?”

dependente – pais que alternam períodos de carinho com outros de indiferença criam insegurança nos filhos, que ficam sem saber quando podem ou não contar com eles. Ao se tornar chefes, essas pessoas terão a convicção de que devem cuidar da equipe e, com isso, provavelmente manterão seus funcionários sempre dependentes. Caso sejam subordinados, sua marca registrada será a submissão. São daqueles que acham que o chefe está sempre certo.

contradependente – esse comportamento é típico de pessoas que tiveram pais física ou psicologicamente ausentes na infância. Essas pessoas têm uma alta dose de autoconfiança e uma descrença total no mundo que as cerca. Para elas, o chefe é absolutamente dispensável. “Quando estão no comando, não se comprometem com seus subordinados e não dão a eles nenhum apoio”, diz.

Para corrigir padrões negativos de comportamento, encare a convivência entre chefe e subordinado como a relação entre dois seres falíveis. “Quanto mais um profissional sobe na hierarquia, mais dependente se torna dos outros”, afirma. Ou seja, você não é ninguém sem sua equipe e eles precisam do seu apoio para crescer profissionalmente. Como diz Mandelli: “É preciso ser um gestor além da hierarquia”. Então, estamos conversados?

PARA LIDAR COM UM CHEFE DIFÍCIL

Separe o que é seu – Analise cuidadosamente qual ponto de seu trabalho está sendo criticado pelo chefe. “Existem coisas que estão muito mais relacionadas à maneira como ele lida com o poder do que com o próprio funcionário”, diz Maria Aparecida Rhein Schirato, da Rhein Schirato Consultores.

Deixe para amanhã – Se o chefe está num mau dia, fale com ele depois.

Dê e peça feedback o tempo todo – Um sapo aqui, outro lá e, quando você perceber, já engoliu um brejo inteiro. Por isso, resolva as pendências assim que elas aparecerem.

Inclua-se na história – Não acuse o chefe quando for conversar com ele – afinal, o problema é seu também. O melhor é adotar um discurso do tipo “sua ansiedade está fazendo com que eu me desconcentre. Você me faz tantas cobranças que fico sem saber por onde começar”.

Converse no escritório – Já que o assunto é trabalho, a conversa deve ser na empresa mesmo.

Esfrie a cabeça – Se tudo o que você quer é gritar e sair batendo  porta, contenha-se! “Quem age dessa maneira mostra que não é profissional. E um mau chefe vai deitar e rolar com essa situação”, diz Maria Aparecida.

Faça uma limonada – Como é muito difícil encontrar alguém 100% incompetente, veja o que é possível aprender com seu chefe. “Se você tem um líder fraco, pode aproveitar para desenvolver sua autonomia”, diz a consultora Irene Azevedo, da KPMG. Só não entre naquela de ficar reclamando pelos cantos, porque não há nada mais antiprofissional – e chato – do que isso.

Quebre o silêncio – Isso vale principalmente para pessoas que estão sofrendo algum tipo de assédio. Quando for conversar com o chefe, faça-o na presença de uma testemunha. Se não resolver, converse também com o superior dele. “E, se o caso for grave, leve o assunto para fora da empresa, ao sindicato ou a um advogado”, diz a médica do trabalho Margarida Barreto.

DÊ NOME AOS BOIS

Se você está saindo da empresa porque não suportava mais conviver com seu chefe, deve deixar isso claro. Muitas empresas instituíram a entrevista demissional justamente com tal objetivo. No Grupo Algar, por exemplo, elas acontecem desde 1987. Lá, nenhum funcionário se demite ou é demitido sem passar por uma entrevista dessas – a menos que não queira. “Dessas conversas, colhemos informações importantes para nos aprimorarmos na gestão de pessoas”, diz Cícero Penha, vice-presidente de talentos humanos da empresa. Segundo Penha, a transparência faz parte da cultura da Algar e gerentes e diretores encaram as críticas como um instrumento valioso para melhorar seu trabalho.

Agora, se não existe esse recurso na empresa em que você está, o jeito é improvisar. Penha sugere uma conversa com o chefe. “Com a maior calma, exponha seus motivos e explique o que aconteceu”, diz. Segundo ele, é conveniente ter uma conversa idêntica com o responsável pelo departamento de pessoal. Vale também escrever uma carta em duas vias – uma para o chefe e outra para o RH. “A pessoa só não deve sair calada porque falar é o único jeito de mudar essa situação”, diz Penha. Melhor ainda se, além de críticas, o funcionário fizer sugestões. Aí, com certeza, mesmo estando de saída, vai ganhar vários pontos no currículo. “Profissionais que agem assim mostram que têm ética e ainda deixam as portas abertas.”

PECADOS CAPITAIS

Para chegar ao resultado publicado neste ano no Guia Exame 2001 – As 100 Melhores Empresas para Você Trabalhar, o Great Place to Work Institute analisou quase 28 mil questionários. Estas foram as queixas mais freqüentes dos funcionários ao avaliar a atuação de seus chefes:

Não têm um critério justo na hora de promover seus subordinados
• Nunca reconhecem quando alguém faz um bom trabalho ou um esforço extra
• Favorecem alguns funcionários
• Fazem politicagem
• São centralizadores e não envolvem as pessoas em decisões que afetam seu trabalho
• Não dão autonomia ao grupo
• Não sabem distribuir adequadamente as tarefas

Facebook Phone será lançado em abril e Nokia usará Windows Phone 7

A fabricante britânica INQ lançará dois aparelhos totalmente sincronizados com a rede social mais famosa do mundo, o Facebook. Assim, confirma os rumores sobre o Facebook Phone, já que o desenvolvimento dos aparelhos é uma associação entre o próprio Facebook e a INQ. A HTC, de Taiwan, que controla a INQ, deve lançar ainda um outro dispositivo (que pode ser um smartphone ou tablet) na mesma linha, associado à rede social.

Um dos aparelhos é o Cloud Touch, que roda em Android 2.2, tem tela de 3,5 polegadas e poderá ser totalmente configurado com uma interface com recursos do Facebook. O outro modelo, Cloud Q, é menor, com tela de 2,6 polegadas e teclado QUERTY.

A apresentação oficial deve acontecer a partir do dia 14, no Mobile World Congress, em Barcelona. O Facebook Phone (nome não-oficial) será dirigido principalmente ao público entre 18 e 28 anos, com acesso rápido à rede social – atualizações, fotos, vídeos, chats, notificações e publicações do mural. Será possível agendar eventos e sincroniza-los com o Google Calendar. A funcionalidade Facebook Places estará na tela inicial dos aparelhos, para facilitar a localização de lojas, restaurantes e de outros serviços.

Já a Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, resolveu encarar o iPhone e firmou uma aliança estratégica com a Microsoft para usar o Windows Phone 7 e o sistema de buscas Bing. Nada foi falado sobre o Symbian, a plataforma criada e adotada atualmente pela fabricante.

Com informações do Meio & Mensagem

 

Mais um disco clássico ganha versão especial: Faith, de George Michael

Seguindo a tendência de relançar discos clássicos e de grande sucesso em versões remasterizadas e comemorativas, a Warner anuncia que Faith – primeiro álbum individual de George Michael, lançado em 1987, que teve mais de 20 milhões de exemplares vendidos no mundo – voltará ao mercado com melhor som, remixes e faixas extras.

A nova versão ganhou um CD extra e toda a produção foi supervisionada pelo próprio Michael.

 

Um Grammy para Macca – Helter Skelter

Pelo jeito os Beatles ainda fazem bem para a carreira de Paul McCartney. Shows lotados e até mesmo um Grammy em 2011 na categoria Best Solo Rock Vocal Performance por sua interpretação de Helter Skelter no CD/DVD Good Evening New Yokr City. Macca bateu Eric Clapton, JohnMayer, Robert Plant e Neil Young. Nada mal.

Veja ai a versão ganhadora do Grammy.

Rio das Ostras vai ter shows de jazz e blues o ano inteiro

Agora, além do tradicional festival, a música vai ecoar na cidade uma vez por mês!

Quem acompanha o F(r)ases e gosta de música sabe que o Festival de Jazz & Blues de Rio das Ostras é um dos eventos mais esperados, admirados e curtidos do ano. Agora, uma grande notícia: Rio das Ostras vai ter shows de jazz e blues o ano inteiro!

A prefeitura da cidade fechou com os organizadores do festival a criação do projeto Rio das Ostras Jazz & Blues o Ano Todo. A primeira apresentação acontece no próximo dia 21 de fevereiro, quando sobem ao palco Kenny Brown, e Big Joe Manfra, a partir das 18h, na Concha Acústica da Praça São Pedro. Depois, no dia 26, é a vez da Flávio Guimarães Blues Band agita a cidade.

PS: A nona edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival já tem algumas atrações confirmadas – Yellowjackets, o trompetista Nicholas Payton, Brian Lee e Azymuth com Léo Gandelman.

Este ano o evento acontece entre 22 e 26 de junho.

Veja a cobertura dos últimos anos.

Besouro Verde – uma besteira em 3D

A onda de refilmagens de clássicos do cinema e a recriação de heróis dos quadrinhos e dos desenhos animados não para. Em 2011, o primeiro herói a aparecer nas telas é o Besouro Verde (The Green Hornet, no original), com seu fiel escudeiro Kato. O filme é baseado no personagem criado para os quadrinhos nos anos 30 e que ganhou um seriado – que durou apenas uma temporada – nos anos 60.

A história se baseia em Britt Reid, playboy e dono de um jornal, que se transforma em um tipo de vigilante contra o crime, com a diferença que todos o consideram um bandido. Assim, ele é perseguido por policiais e criminosos da mesma forma. Era assim até mesmo com Batman, na sua série dos anos 60, que teve algumas participações do Besouro Verde.

Bem, mas como é a versão 2011 do personagem? Resposta: Uma grande besteira.

Escrito e produzido por Seth Rogen (Tá Rindo de Que? e Ligeiramente Grávidos) a nova aventura é muito mais uma comédia com aquele toque idiota juvenil americano do que qualquer outra coisa. Só mesmo com esse produtor e roteirista que Seth Rogen seria convocado para viver o papel principal. Nem mesmo a bela presença de Cameron Dias (como a secretária de Britt Reid) funciona. Falta química ao casal. Outro problema do roteiro é a total falta de conexão com qualquer pequeno traço de realidade. A linha do tempo parece estar sempre fora da ordem.

Surpreendentemente, o melhor do filme é a atuação de Jay Chou, como Kato. Infelizmente, quem viu Bruce Lee no papel, vai ficar com a sensação que nem mesmo com toda a tecnologia e efeitos especiais alguém poderá lutar parecido com ele. Mesmo assim, o ator é o menos fraco do filme.

Na verdade, a reprodução do Black Beauty (Beleza Negra), carro da dupla, consegue ser o astro da produção. Melhor que qualquer humano visto na telona.

Os efeitos 3D dão aquele tom de modernidade a produção, mas com um roteiro frouxo, um elenco que não se conecta e uma direção que se perde entre a comédia, a aventura e luta, não dá nem pra ter uma opinião definitiva sobre a qualidade do 3D.

Lá fora, o filme foi bem de bilheteria, mostrando a força dos heróis dos quadrinhos/TV, mas não espere nada demais dessa produção. Como disse lá no título, uma grande besteira.

Bloco Espumas e Paetês – 2011

Caros,

O bloco Espumas e Paetês vem para o seu segundo desfile cheio de novidades. Agora já está oficializado na Riotur e tem até site! Quem comprar o ingressso-kit (que dá direito a camiseta e uma taça de espumante) adiantado paga apenas R$ 25.

A concentração acontece no dia 26 de feveriro na praça da Rua General Glicério, em Laranjeiras.

Vamos lá?

O Bloco de Carnaval Espumas e Paetês surgiu em 2010 através de uma iniciativa das queridas Lilian Rodrigues e Claudia Holanda.

Na época, elas buscavam uma oportunidade para conciliar duas paixões: Carnaval de rua e vinhos.

Numa conversa com outros amigos, e alguns emails trocados em alguns fóruns sobre vinhos na internet, e logo se juntaram as meninas os amigos Duda Zagari, Eduardo Vianna e Ricardo Biban nesta idéia.

Em apenas duas semanas tudo foi arranjado: Camisas, Van, Músicos, Taças e o bloco estava na rua.

Mais de 160 camisas foram vendidas e aproximadamente 300 foliões participaram deste encontro maravilhoso.

Veja como foi a festa em 2010