Frase do Dia: “Infelizmente, uma super-abundância de sonhos é paga por um crescente potencial de pesadelos.” – Sir Peter Ustinov

Sonhar, pensar e fantasiar é um direito de todos. Entretanto, não podemos achar que o que queremos vai se realizar apenas porque queremos. Afinal, Quando você cria expectativas, automaticamente você cria decepções e quanto maior o número e a intensidade dos sonhos, maior o potencial dos pesadelos.

Pesadelos podem ser até mesmo ilusões criadas pela grande vontade de que algo aconteça, o que acaba se transformando em uma realidade paralela criada pela nossa mente doentia.

Sonhos e devaneios não podem dominar nossa vida, nossa realidade. Nossos pesadelos (eles sempre existem) também precisam de freios, de pés no chão.

Não importa qual remédio tenhamos que tomar, é preciso saber o que é realidade e o que não passa de um sonho distante.

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Palavra do Dia: Ablutomania – Mania de tomar banho

Sempre que lembro da palavra ablutomania, lembro de um anúncio de desodorante francês que prometia acabar com o incômodo do banho semanal.

Ô Loco!
Ablutomania

A ablutomania é a mania por tomar banho e se lavar exageradamente. Trata-se de uma mania que pode levar a pessoa a tomar muitos banhos por dia, nunca se sentindo verdadeiramente limpa. Ablutomania é uma palavra derivada de ‘ablut(io)’  e  abluere , palavras latinas que deram origem à palavra ‘ablução’, que denomina as cerimônias e rituais de purificação por meio de banhos e lavagens.

Definição:

(a.blu.to.ma.ni.a) Psiq.

sf.
1  Mania de banhar-se, de lavar-se

[F.: Do lat. ablut(io) ‘ablução’ + -o- + -mania. Tb. abluciomania.]

Metade dos consumidores nos EUA prevê morte dos notebooks

Apesar dos ultrabooks super finos chegando com toda força, a maior parte dos adultos entrevistados em uma pesquisa da  Poll Position  com 1.155 cidadãos norte-americanos, afirmou que os tablets devem substituir os notebooks.

A pesquisa descobriu que a incrível parcela de 46% deles acredita que um tablet como o iPad, da Apple, tem condições de eventualmente substituir um notebook. Em comparação, 38,4% pensam que os computadores portáteis devem continuar fazendo parte do dia a dia da sociedade, e 19,2% declararam não ter opinião formada sobre o assunto.

Os tablets definitivamente estão se tornando cada vez mais eficientes e potentes, com processadores quad-core, teclados bluetooth, serviços baseados na nuvem, e aplicativos remotos de desktop que os fazem tão funcionais quanto os notebooks. O tablet Asus Transformer Prime é apenas um exemplo de dispositivo que pode substituir computadores portáteis até mesmo no caso de usuários corporativos.

Fonte: IDG Now!

Os 50 anos de estrada do Tremendão Erasmo

Um dos mais importantes compositores da Música Popular Brasileira completa 50 anos de estrada e 70 de idade com a energia de um garoto. Com a agenda de shows lotada no Brasil e no exterior, o Tremendão Erasmo Carlos continua uma brasa. Depois de um tempo longe dos holofotes, Erasmo lançou dois discos – Rock ‘n’ Roll  (2009) e Sexo (2011) muito elogiados por crítica e público e agora chega com o CD e DVD 50 Anos de Estrada, com o registro do espetáculo histórico que fez no Theatro Municipal do Rio para comemorar sua trajetória musical iniciada com a Jovem Guarda.

Assumidamente viciado em rock‘n’roll, o Gigante Gentil bateu um papo exclusivo com sobre sua carreira, seus planos e a emoção de levar o rock para um dos templos sagrados da cultura nacional.

“Eu não sei o conceito que as pessoas têm hoje do Theatro Municipal, mas quando eu comecei, em 1960, o Municipal era uma coisa muito grande. Era um templo das artes nobres. Para mim que era um sonhador, um aventureiro da Tijuca que estava começando a aprender violão e cantar, era um sonho impossível de ser realizado. Então, pisar naquele palco foi uma coroação dos meus 50 anos de estrada. Uma vitória minha, da minha música, do meu valor. Ainda mais contando com a participação do Roberto, que foi um cara sempre presente nessa minha caminhada e da minha musa Marisa Monte, que é uma inspiração para qualquer compositor”, diz com orgulho o autor de Parei na Contramão.

Durante todo esse tempo Erasmo Carlos passeou pelo rock, soul, bossa e temas românticos sempre com sucesso, mas não esconde a sua verdadeira paixão.

“Eu havia esquecido um pouco que eu comecei cantando rock’n’roll e abandonei essa minha especialidade, fazendo outras coisas. O compositor brasileiro sofre muitas influências. É muito ritmo acontecendo por todo o país e acabei deixando um pouco as guitarras de lado, mas agora eu voltei e resolvi que é isso que eu sei fazer. Foi assim que eu apareci e decidi pegar o lugar que é meu e que ninguém tira”, conta Erasmo, que se apresenta no Bar do Meio, em Piratininga, no dia 7 de julho .

Metade da dupla de compositores mais conhecida do Brasil, Erasmo explica a razão de não ter colocado nenhuma parceria sua com Roberto Carlos nos dois últimos discos.

“Geralmente eu faço música com o Roberto quando surge uma oportunidade. Ele tem andando muito ocupado com a carreira internacional dele e ai não estava disponível nas horas que eu precisei. Calhou de na hora de compor ele estar em excursão e ficou difícil da gente se encontrar. Ai, eu apelei para outros amigos e parceiros, que são muito mais rápidos. A gente faz por e-mail. Hoje em dia a gente manda e-mails e mp3s pro Arnaldo Antunes e ele me responde. Então é mais rápido”, explica.

Mesmo com a criação de uma gravadora – a Coqueiro Verde – que lhe permite ter mais controle sobre a sua obra, e com todo o prestígio de ser um monstro sagrado da nossa música, Erasmo Carlos, reforça o coro da maioria dos artistas contra o pouco espaço destinado a sua música no rádio.

“É difícil emplacar um sucesso hoje. Como a gente não paga jabá, a gente não toca. Independência é isso: sair no mundo sem abrir concessões. Antigamente tudo era feito por debaixo dos panos e agora há departamentos nas rádios para receber jabá.  O jeito é contar com a internet e com a imprensa escrita”, lamenta Erasmo.

Mas nem mesmo as dificuldades do mercado atual tiram a disposição do Tremendão, que fica bravo e fala grosso quando perguntam sobre a possibilidade de uma aposentadoria.

“Não, bicho! Que isso? Antigamente eu tinha que batalhar o leite das crianças. Hoje, batalho o Danoninho dos netos!”, fala para depois soltar uma gargalhada.

Um dos momentos que mais marcaram a presença de Erasmo em um palco foi a vaia recebida na primeira edição do Rock in Rio, quando foi escalado para tocar na noite do heavy metal. Em 2011, Erasmo voltou ao festival e, ao lado de Arnaldo Antunes, protagonizou um dos melhores espetáculos do evento.

“Tinha uma mágoa pelo que aconteceu em 1985, mas lavei a alma naquele dia com o Arnaldo. Foi outro daqueles dias felizes da minha vida. Da primeira vez não houve culpados porque tudo aconteceu por ignorância de todo mundo. A produção não teve culpa, os artistas também não tiveram, porque ninguém sabia que existiam tribos. Quando o rock’n’roll surgiu era uma coisa só. Todo mundo gostava de rock. Com o tempo é que começaram a vir as tribos de heavy e etc”, lembra.

Humilde, ele diz não ter mais sonhos em termos de carreira.

“Meus sonho hoje em dia é conseguir manter minha estrada com a dignidade e honestidade que eu sempre mantive. As coisas boas vão me acontecendo. Eu tenho é que fazer o meu trabalho e chamar a atenção sobre ele para ser lembrado sempre. Um mês antes do show do Municipal, por exemplo, ninguém sabia que seria lá. Era o último show da turnê Rock’nRoll e iríamos fazer algo especial e por acaso surgiu o Municipal. Em seguida surgiu o Rock in Rio e depois o Rock in Rio Lisboa – onde toca no dia3 de junho. Mas não peço mais nada. Só agradeço o que vem pra mim”, finaliza.

50 Anos de Estrada – A Crítica

Gravado na última apresentação da turnê do disco Rock’n’Roll, o CD/DVD 50 Anos de Estrada é um resumo da trilha sonora musical de muitos brasileiros. Acompanhado por uma banda formada pelo maestro José Lourenço (teclados), Billy Brandão (guitarra e violão), Dadi Carvalho (guitarra) e o trio Filhos da JudithLuiz Lopes (violões e guitarras), Pedro Dias (baixo) e Alan Fontenele (bateria) -, além de uma orquestra, Erasmo mostra algumas de suas melhores composições, passando pela Jovem Guarda, pelo rock, por temas ecológicos, românticos e até um medley onde lembra canções que foram eternizadas na voz de Roberto Carlos, mas que têm o DNA do Tremendão.

Roberto, aliás, é protagonista de um dos momentos mais memoráveis do DVD, quando trava uma conversa com o amigo sobre roupas. Difícil imaginar um momento tão descontraído sendo exibido em algum especial do Rei, que de quebra ainda canta Parei na Contramão – primeira parceria da dupla – e É Preciso Saber Viver, em dueto com Erasmo. Só isso já valeria o dinheiro investido, mas o melhor é mesmo a música do nosso roqueiro mor.

Com uma mixagem que privilegia o baixo de Pedro Dias em relação as guitarras,  o setlist traz sucessos como Mulher, Mesmo Que Seja Eu, Quero Que Vá Tudo Pro Inferno e Sentado à Beira do Caminho. Na verdade, o show é praticamente um Best of de Erasmo.

“Como eu tenho muitos sucessos e eu já sei quais são as canções mais pedidas. Claro que uma ou outra pessoa quer ouvir uma música diferente, mas a massa quer ouvir Sentado à Beira do Caminho.  Quando vou numa cidade que nunca visitei é isso que querem ouvir. Eles não querem música nova, querem aquelas que já conhecem. A crítica já gosta do material novo. Então, como sempre está saindo coisa nova, você tem que dosar muito bem o antigo e o novo.  Eu também penso em músicas que eu não toco faz muito tempo e tenho vontade de tocar. Talvez no próximo show eu toque coisas como Dois Animais na Selva Suja, que é uma música do Taiguara, que eu gosto muito. Outra é É Preciso dar um Jeito Meu Amigo, que é minha e do Roberto. Tem horas que eu me lembro de alguma que eu podia cantar, como A Carta, que depois que eu gravei com o Renato Russo virou cult e eu nunca cantei ao vivo”, explica sobre a maneira que escolhe o repertório.

O CD é mais direto, sem diálogos, focado na música, enquanto o DVD dá ao espectador/ouvinte uma experiência mais abrangente, permitindo ver o carinho com o qual Erasmo trata e é tratado por todos e imagens curiosas, como Roberto Carlos conversando com seu sósia, que participa da canção Cover, uma das melhores do show. Outro grande destaque é a canção Panorama Ecológico, que ganhou o peso necessário com a adição das cordas da Orquestra do Theatro Municipal.

Seja em CD, DVD ou nos dois formatos, 50 Anos de Estrada é para ser ouvido por, pelo menos, mais 50 anos.

Algumas perguntas para definir o roqueiro Erasmo

Beatles, Rolling Stones ou The Who?

“Beatles,é claro!”

Lennon ou McCartney?

“Essa é dura. Eu não sei direito como era a parceria, quem escreveu o que. Não é porque no livro tal diz que foi o Paul McCartney quem escreveu tal coisa, que isso é verdade. Não acredito em livros. Só os parceiros sabem como é a parceria. Com Roberto e Erasmo é a mesma coisa. Nem eu sei direito o que eu fiz e muitas vezes o Roberto também não lembra! Portanto, fico com os dois”.

O que o Erasmo Carlos ouve hoje em dia?

“Eu ouço de tudo o que aparece na internet, na TV ou no rádio. Algumas vezes eu ouço e falo: “Boa Música”, mas logo em seguida já estou ouvindo outra coisa. É muito grupo, muita música, muita informação, muitas cantoras. Isso acaba confundindo a cabeça da gente. Não dá para seguir e conhecer todo mundo. Já desisti disso faz muito tempo. Quando eu quero mesmo ouvir música, eu ouço meus discos antigos de rock básico, bossa nova, etc”.

Você só compõe quando tem um disco para fazer?

“Agora to na estrada e não tenho tempo para fazer música, mas vou anotando sempre algumas coisas, vou gravando algo. Anoto sempre alguma frase, alguma notícia que leio nos jornais. Eu estou sempre colhendo dados e quando eu tiver que compor eu reúno essas coisas todas”.

E quando você compõe, ainda pensa em fazer uma canção melhor que a anterior ou a algum grande sucesso?

“Isso tem. Eu não quero fazer uma música ruim. Quero pelo menos fazer uma música boa”.

Você joga muita coisa fora?

“Jogo. Tem coisas que a gente acaba enjoando ou passa do tempo. Eu evito fazer músicas datadas, falando de alguma coisa de “agora” porque daqui a pouco ninguém liga mais. É natural escrever alguma coisa hoje e daqui a 15 dias não gostar mais”.

Too Many People – Paul McCartney

Já que o RAM já saiu e eu ainda não recebi, ai vai uma das melhores canções do disco!


Too Many People

Piece of cake!
Uh –
Uh –

Too many people going underground
Too many reaching for a piece of cake
Too many people pulled and pushed around
Too many waiting for that lucky break

That was your first mistake
You took your lucky break and broke it in two
Now what can be done for you?
You broke it in two

Too many people sharing party lines,
Too many people never sleeping late
Too many people paying parking fines,
Too many hungry people losing weight

That was your first mistake,
You took your lucky break and broke it in two.
Now what can be done for you?
You broke it in two.

Mm-mm-uh-uh.

Uh!

Too many people preaching practices,
Don’t let them tell you what you wanna be.
Too many people holding back, this is
Crazy and maybe it’s not like me.

That was your last mistake,
I find my love awake and waiting to be.
Now what can be done for you?
She’s waiting for me – yeah.

Google anuncia conclusão da compra da Motorola

A Motorola Mobility já é, oficialmente, uma empresa controlada pelo Google. A conclusão da transação foi anunciada nesta terça, 22, nos EUA. Com isso, a Motorora Mobility, que fabrica celulares, tablets e set-top boxes, passa a ser um braço do gigante de Internet, reforçando o Google em seu portfólio de patentes e tecnologias para mobilidade.

O Google faz questão de ressaltar que a plataforma Android permanecerá aberta e que a Motorola Mobility será uma divisão separada. Mas Sanjay Jha, CEO da Motorola Mobility, não ocupará mais o cargo, que agora passa a ser de Dennis Woodside, presidente do Google para a região das Américas.

O novo presidente já vem com um time de executivos recentemente contratados, entre eles Regina Dugan (ex-Darpa), Markall (ex-Amazon e Nokia), Vanessa Wittman (Marsh & McLennan), Scott Sullivan (ex-Visa e NVIDIA). Foram mantidos, contudo, os executivos responsáveis pela área de desenvolvimento de produtos (Iqbal Arshad), produtos de massa (Fei Liu), produtos domésticos (Dan Moloney) entre outros.

No press-release oficial, não há nenhuma referência a possíveis mudanças nas áreas de vídeo, banda larga e set-tops da Motorola, o que vem sendo considerado um dos grandes mistérios da estratégia do Google com a Motorola.

Existem especulações recorrentes sobre a intenção do Google de se desfazer da parte de set-top boxes, e há rumores sobre a vontade do Google de se desfazer da unidade de handsets inclusive, mantendo apenas as patentes da Motorola. Nenhum desses rumores está confirmado.

Fonte: Exame

Mais da metade dos brasileiros não sabe ou não quer utilizar a Internet

Apesar da inclusão digital, novos números sobre a Internet no Brasil revelam dados preocupantes. De acordo com um estudo feito pela Fundação Telefônica, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas e a operadora Vivo, 64% dos brasileiros consideram que o uso da web não é necessário, ou mesmo não sabem como utilizá-la.

33% das pessoas disseram que não possuem interesse em usar a Internet. Para se ter uma ideia do tamanho da exclusão digital do povo brasileiro, em Florianópolis (considerada umas das capitais com maior inclusão do país), 62% da população disse que não acha necessário utilizar a Internet com frequência. No Rio de Janeiro, este índice é de 54%. Outros 31% dos entrevistados na pesquisa simplesmente não sabem usar a Internet.

“Ter o computador em casa não significa que ele está sendo usado. É indicativo, mas não é suficiente. Ter dinheiro também não é tão importante como se imagina. Educação é o fator determinante”, afirmou Marcelo Cortes Neri, professor do Centro de Políticas Sociais da FGV e coordenador do projeto. “A pesquisa mostra que não basta subsidiar computadores e construir centros de Internet para combater a exclusão digital. É preciso investir em educação básica de qualidade. Se formos pensar em políticas de inclusão digital, temos de convencer as pessoas da importância da Internet. Quando falta educação, não adianta ter computador.”

No Nordeste, uma das regiões menos favorecidas do Brasil, grande parte das pessoas disseram que não usam a Internet por não conhecer o seu funcionamento. Em João Pessoa (PB), por exemplo, 46% dos entrevistados alegaram a falta de uso por não saber como manusear a tecnologia.

Já na região Norte a situação é ainda mais alarmante. Lá, o maior problema não é a falta de interesse ou não saber trabalhar com a web, mas sim a falta de computadores disponíveis. No relatório da FGV, o Amapá foi considerado o Estado com pior índice de acesso à Internet no País.

Para a Fundação Telefônica, o estudo dá subsídios para traçar novas estratégias no crescimento da rede de Internet banda larga pelo país. “A inclusão digital é vista por nós como uma forma de inserção social e faz parte do negócio da companhia. Esta pesquisa é importante para a aceleração do crescimento da Internet no País”, disse Luciene Dias, diretora regional da Vivo.

Os estados do Brasil com melhor acesso domiciliar são Distrito Federal (58%), São Paulo (48%), Rio de Janeiro (43%), Santa Catarina (41%) e Paraná (38%). Já os de pior taxa são Maranhão (10%), Piauí (12%), Pará (13%), Ceará (16%) e Tocantins (17%).

Fonte: Olhar Digital

Homens de Preto 3 – Mais açúcar e menos humor

Estreia nesta sexta a terceira aventura dos Agentes K e J para salvar o mundo de ataques alienígenas. A comédia Homens de Preto 3 (Men In Black 3, no original), traz de volta a dupla Will Smith e Tommy Lee Jones, com as mesmas caras e bocas, mas já sem a mesma graça.

A história gira em torno de um assassino alienígena que foi preso por K e levado para uma penitenciária na Lua. Ele foge e, como parte de sua vingança, volta no tempo e mata a versão jovem de K. Ao descobrir o que aconteceu, J também resolve voltar até 1969 e salvar o então jovem parceiro e a Terra de uma invasão por uma raça destruidora.

Apesar de manter os mesmos elementos das duas primeiras aventuras, o novo Homens de Preto é menos divertido e mais focado na amizade dos agentes, trazendo um pouco de água com açúcar para a história. Infelizmente, já não temos aquela sensação de novidade dos filmes anteriores e a decisão de focar a história na relação entre os dois personagens principais deixou a coisa muito mais melosa que nas aventuras anteriores.

Foram dez anos desde o último longa, o que deve ser suficiente para garantir uma boa bilheteria, mesmo competindo com um blockbuster do tamanho de Os Vingadores (já a 4ª maior bilheteria da história).

Homens de Preto 3 é uma boa sugestão para aqueles que quiserem se divertir sem compromisso e sem fazer comparações com os filmes anteriores da franquia.

A volta de Macy Gray

Uma das vozes mais marcantes do R&B e vencedora de cinco prêmios Grammy, Macy Gray volta ao mercado com o CD Covered (Lab 344) onde interpreta apenas canções de outros artistas como Eurythmics, Colbie Caillat, Radiohead, Kanye West, Sublime e até mesmo Metallica.

Gray, que também criou fama pelo grande atraso em seus shows, sempre entrando no palco pelo menos 1 hora após o horário marcado, consegue um bom resultado na maioria das canções, embora a decisão de incluir pequenas vinhetas – algumas delas cômicas – entre as canções nem sempre alcance o objetivo de prender a atenção do ouvinte. Na verdade, só a música já seria suficiente.

O trabalho é bem-intencionado, mas não deve alterar a queda nas vendas iniciada em Big (2007) e acentuada em The Sellout (2010), que vendeu apenas 37 mil cópias nos Estados Unidos, contra os 3 milhões de On How Life Is (1999).


Texto originalmente publicado no jornal O Fluminense

 


O canto do cisne do The Doors

A história de L.A. Woman em DVD

Mr. Mojo Risin’ – anagrama para o nome de Jim Morrison – é o documentário que conta a história da gravação do último disco do The Doors (L.A. Woman), em 1971. O filme, lançado em DVD e Blu-Ray pela ST2, narra, através de entrevistas recentes com os membros da banda ainda vivos, produtores, empresários e amigos, o processo de criação de canções como Love Her Madly e Riders on the Storm.

O documentário também traz uma canção inédita (She Smells So Good), descoberta nos arquivos da banda e comprova o declínio físico e vocal do cantor e poeta Jim Morrison, afundado nos problemas com o álcool. Foi logo depois do lançamento do disco que Morrison voou para Paris, onde morreu.

A banda que se notabilizou pelos longos temas e pela falta de um baixista, voltou às origens em um disco muito mais voltado para o blues do que os trabalhos anteriores, colhendo frutos até inesperados se levarmos em conta o espírito de disco de garagem com o qual foi produzido.


Texto originalmente publicado no jornal O Fluminense

A dor de cotovelo cantada segundo a música da bela Norah Jones

Cantora lança seu novo disco, ‘…Little Broken Hearts’, onde desencontros e desilusões são temas das canções, o que leva a cantora para um campo muito mais pop do que jazz

No melhor estilo Maysa, a eterna musa da dor de cotovelo, Norah Jones lança seu novo CD (…Little Broken Hearts), com uma coleção de canções falando sobre relacionamentos fracassados e corações partidos. O novo projeto, realizado em total parceria com o DJ, músico e produtor Danger Mouse, …Little Broken Hearts (EMI) é um disco que tira a filha do mentor musical do ex-beatle George Harrison (Ravi Shankar) da sua zona de conforto.

Inspirado nas experiências pessoais de Jones e Mouse, o disco é recheado de letras tristes e doloridas, com arranjos simples e eficientes, tendo como base a guitarra, o piano e a voz de Norah.

A dor de ser trocada por uma mulher mais jovem (She’s 22), a possibilidade de perdoar (4 Broken Hearts) e a necessidade de partir (Happy Pills) são temas inspirados que levam Norah Jones para um campo muito mais pop do que jazz.

Claro que há momentos que lembram os trabalhos anteriores de Jones, como a faixa de abertura (Good Morning), mas, no todo, …Little Broken Hearts é um trabalho corajoso, pessoal e diferente, com canções que vão tocar as almas de todos os que algum dia já sofreram por amor.

Lá fora, o disco alcançou os postos mais altos das paradas de sucessos em diversos países europeus e Estados Unidos, e tem tudo para repetir o bom desempenho de vendas também em terras tupiniquins.

Rio investe em rede própria

A notícia não é nada nova, mas é sempre um factóide que merece reaquecimento

O Rio de Janeiro está investindo na criação de uma rede de fibra óptica do governo municipal, com a previsão de 560 quilômetros de extensão.

O projeto entra no orçamento de R$ 10 milhões de um fundo de ciência e tecnologia da cidade.

De acordo com o secretário municipal de ciência e tecnologia, Franklin Coelho, neste momento o fundo está sendo regulamentado e a expectativa é que os primeiros editais saiam no segundo semestre e poderão ser conduzidos por meio de convênios com o CNPq e a Finep.

Segundo maior Pib do país, estimado em cerca de R$ 140 bilhões, o Rio é sede das duas maiores empresas brasileiras – a Petrobras e a Vale, e das principais companhias de petróleo e telefonia do Brasil.

O setor de serviços abarca a maior parcela do PIB (65,52%), seguido pela arrecadação de impostos (23,38%), pela atividade industrial (11,06%) e pelo agronegócio (0,04%).

Pesquisa da consultoria Mercer aponta que o Rio de Janeiro está entre as cidades mais caras do mundo, colocada na posição 12 em 2011, 17 postos acima de sua classificação de 2010, e superada por São Paulo (posição 10), mas na frente de cidades como Londres, Paris, Milão e Nova York.

Apesar dos indicadores, o investimento planejado pelo Rio ainda está abaixo do executado por cidades com PIB inferior, como a capital catarinense, Florianópolis, que destinou R$ 15 milhões para investimento em projetos da área a partir de 2013.

Fonte: Baguete

Um terço dos brasileiros faz compras pelo smartphone, diz Google

Pesquisa conduzida pelo Google em parceria com a IpsosMediaCT estima que 14% da população brasileira  possua um smartphone.

Utilizadas por 59% dos brasileiros que possuem um smartphone, as redes sociais são as categorias de serviço mais popular, seguidas de perto pelo e-mail (57%) e pelos mecanismos de pesquisa (55%). Pouco mais de 40% dos entrevistados disseram acessar a Internet por meio de seus dispositivos pelo uma vez por dia.

Um quarto dos consumidores ouvidos também afirmou que prefere ficar sem a TV a abrir mão do smartphone.  Ele, porém, é mais valorizado como ferramenta de entretenimento do que de comunicação. Enquanto 92% o usam para tarefas como navegar na web, ouvir músicas ou jogar games, 86% disseram adotá-lo para interagir por redes sociais ou enviar e-mails. Três quartos costumam assistir vídeos no celular, apesar das pequenas telas.

Os dispositivos são populares na hora de fazer compras: 45% pesquisam sobre os produtos neles e depois os adquirem pelo computador e 30% agem de maneira semelhante, mas preferem fechar o negócio em uma loja física. Interessante notar que 31% optam por realizar a transação a partir do próprio aparelho.

Esse índice, aliás, tende a crescer, pois 38% dos usuários brasileiros pretendem fazer mais compras pelo dispositivo nos próximos meses. O que impede que o mesmo seja ainda maior é a falta de confiança: 34% afirmam que não usam o smartphone para adquirir produtos por não se sentirem seguros para tanto. Outros 15% dizem que “é muito complicado”.

Segundo o estudo, 75% dos entrevistados iniciam uma pesquisa no celular após verem um anúncio em outra mídia, como TV e revistas. Quase metade, entretanto, não vai longe e não passa da primeira página da busca. Quanto à publicidade no celular, as mais notadas são as veiculadas em mecanismos de pesquisa (43%) e em sites (42%). Aplicativos aparecem bem atrás, com 31%.

Para a pesquisa, mil internautas brasileiros com idade entre 18 e 64 anos foram ouvidos durante os três primeiros meses deste ano.

Fonte: IDG Now!

Irã vai processar Google por omitir nome de golfo

Uma disputa política no Oriente Médio acabou gerando consequências para o Google. Isso porque o governo do Irã está processando a gigante das buscas por omitir o nome do golfo que separa o Irã de países árabes, de acordo com a BBC.

O problema está no nome dado ao pedaço de água que separa o Irã da Península Arábica. Para o Irã, ele é chamado de Golfo Pérsico, ressaltando o passado em que a nação da Pérsia se desenvolveu – e, hoje, é conhecida como Irã. Já para os países do outro lado, o que inclui Arábia Saudita, Bahrein, Omã, Emirados Árabes, Qatar e Kuwait, ele é o golfo da Arábia, evitando a associação com o Irã.

O Google se manteve neutro nessa conversa e não usa nenhuma das nomenclaturas para definir o espaço – ele simplesmente não tem nome noGoogle Maps.

De acordo com o ministro de relações exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, o Google vai enfrentar um processo caso não use o nome defendido pelo Irã no local. Já o Google afirma que não precisa corrigir nada, já que não mostra nenhum nome. Um representante da empresa afirma que nem tudo recebe um nome dentro do Maps.

Fonte: Olhar Digital

Música do Dia: Positively 4th Street

Dylan manda bem (principalmente quando outros o cantam). Leia com atenção que beleza de letra.

Positively 4th Street – por Rodrigo Santos

You got a lotta nerve
To say you are my friend
When I was down
You just stood there grinning

You got a lotta nerve
To say you gota helping hand to lend
You just want to be on
The side that’s winning

You say I let you down
You know it’s not like that
If you’re so hurt
Why then don’t you show it

You say you lost your faith
But that’s not where it’s at
You had no faith to lose
And you know it

I know the reason
That you talk behind my back
I used to be among the crowd
You’re in with

Do you take me for such a fool
To think I’d make contact
With the one who tries to hide
What he don’t know to begin with

You see me on the street
You always act surprised
You say, “How are you?” “Good luck”
But you don’t mean it

When you know as well as me
You’d rather see me paralyzed
Why don’t you just come out once
And scream it

No, I do not feel that good
When I see the heartbreaks you embrace
If I was a master thief
Perhaps I’d rob them

And now I know you’re dissatisfied
With your position and your place
Don’t you understand
It’s not my problem

I wish that for just one time
You could stand inside my shoes
And just for that one moment
I could be you

Yes, I wish that for just one time
You could stand inside my shoes
You’d know what a drag it is
To see you

Já disponível, Chrome 19 ganha sincronização de abas

A Google liberou na última terça-feira (15/05) a nova versão de seu navegador. Na comparação com seu antecessor, o Chrome 19 é até 25% mais rápido para abrir programas simples em JavaScript, garante a empresa.

“A atualização do V8 – o “motor” do Chrome – faz com que ele tome decisões quanto à otimização de forma mais ágil e confiável, pois analisa minuciosamente os programas executados”, informou Jakob Kummerow, engenheiro de software da gigante, a partir do blog para desenvolvedores.

“Marcadores são utilizados para aferir a frequência com que aplicações JavaScript são abertas e ajudam a reduzir o tempo gasto com cada interação.”

A principal novidade do browser, porém, é a incorporação de mais uma opção ao recurso de sincronização. Agora os usuários poderão manter as mesmas abas abertas, independentemente do dispositivo que estiverem usando, seja ele um computador ou um smartphone Android. Para isso, basta ativar a ferramenta no menu “configurações” do browser e fazer o login com o Google ID.

A função, no entanto, demorará algumas semanas para chegar a todos os usuários, como destaca Raz Mathias, também engenheiro de software da companhia, em comunicado publicado no blog oficial. A sincronização de favoritos, senhas, histórico e extensões, porém, continua valendo.

A Google ainda corrigiu vinte falhas de segurança com o update – nenhuma delas consideradas graves. Nove das vulnerabilidades foram descobertas por seis pesquisadores independentes, que receberam 7,5 mil dólares como recompensa. As outras 11 foram identificadas por funcionários da própria Google.

Para baixar o Chrome 19, disponível em português para Windows, Linux e Mac, clique aqui. Caso já tenha o navegador instalado, a atualização será implantada automaticamente, em segundo plano.

Fonte: PC World

YouTube transmitirá Rock in Rio Lisboa e Madri

Evento em Portugal começa no próximo dia 25. O canal de vídeos do Google aposta nos shows

Numa extensão do acordo firmado pelo YouTube com a Artplan no Brasil para o Rock in Rio 2011, as versões do festival realizadas em Portugal e Espanha também terão transmissão global online ao vivo por meio da plataforma de vídeos do Google. Assim, a partir do próximo dia 25 de maio, o Rock in Rio Lisboa estará no YouTube. No mês seguinte, será a vez do Rock in Rio Madri.

De acordo com Álvaro Paes de Barros, diretor de parcerias do YouTube para a região do Mercosul, os contratos firmadas junto aos eventos têm sido um atrativo a mais para a plataforma. Só neste ano, por exemplo, eventos como o internacional Coachella e o local Sónar (realizado em São Paulo no último final de semana) já foram transmitidos em live streaming, bem como o Carnaval de Salvador. No caso dos shows, a depender dos acordos firmadas com artistas e promotores, muitas vezes as apresentações seguem disponíveis para streaming sob demanda por até três meses após a transmissão original.

Em Lisboa e Madri, muitas das atrações dos eventos também passaram no ano passado pelos palcos do Rio de Janeiro; Metallica, Maná, Sepultura, Evanescence, Maroon 5, Red Hot Chili Peppers e Rihanna são algumas delas.

Fonte: ProXXIma

Música do dia: I Won’t Back Down – Tom Petty

Uma das minha canções preferidas de um dos melhores discos de rock já lançados (Full Moon Fever). A mensagem da letra é ótima para esses tempos nos quais os mais fracos se apoiam em outros para confrontar os mais fortes, achando que alcançarão algo mais duradouro que uma conquista passageira. Afinal, não há remédio que cure miopismo cerebral ou perseguição verdadeira.

Como diria um sábio amigo: Mesmo em rua de mão dupla, olhe para os dois lados antes de atravessar.

I Won’t Back Down – Tom Petty

Well I won’t back down
No I won’t back down
You can stand me up at the gates of hell
But I won’t back down

No I’ll stand my ground, won’t be turned around
And I’ll keep this world from draggin me down
gonna stand my ground
… and I won’t back down

Chorus:
(I won’t back down…)
Hey baby, there ain’t no easy way out
(and I won’t back down…)
hey I will stand my ground
and I won’t back down

Well I know what’s right, I got just one life
in a world that keeps on pushin me around
but I’ll stand my ground
…and I won’t back down

(I won’t back down…)
Hey baby, there ain’t no easy way out
(and I won’t back down…)
hey I will stand my ground
(I won’t back down)
and I won’t back down…

(I won’t back down…)
Hey baby, there ain’t no easy way out
(I won’t back down)
hey I won’t back down
(and I won’t back down)
hey baby, there ain’t no easy way out
(and I won’t back down)
hey I will stand my ground
(and I won’t back down)
and I won’t back down
(I won’t back down)
No I won’t back down…

Brasil é o País mais ativo no Facebook

Levantamento da Nielsen mostra que 38,1 milhões de brasileiros acessaram a rede social no mês de março, o que equivale a quase 80% da base online

O Brasil é o País mais ativo na maior rede social do mundo, o Facebook. A Nielsen acaba de divulgar uma pesquisa pela qual 38,1 milhões de brasileiros acessaram a rede durante o mês de março. Esses visitantes equivalem a 76,7% de todas as pessoas que estavam online, em casa ou nas empresas. Pela mesma pesquisa, a cidade de Bangkok, capital da Tailândia, é a localidade que mais acessa o Facebook.

Se forem incluídos os acessos ao Facebook por meio de tablets e smartphones, no entanto, a Nova Zelândia tem o maior alcance ativo na rede social, com quase 80% de todos os usuários que, em algum momento, acessaram o Facebook no mesmo período. Os EUA, com 152,8 milhões de usuários, ficam abaixo dos dez países que mais acessam a rede, com 69,6% dos acessos ativos ao Facebook. E a surpresa é o Japão, onde a atividade mensal do usuário de internet no Facebook é de apenas 24%, o que ressalta o baixo alcance da rede no país.

Os números da Nielsen, no entanto, contrastam com os fornecidos pelo próprio Facebook para o Brasil: segundo o último dado divulgado pela rede, o País tinha 45 milhões de usuários ativos até março deste ano, enquanto a Nielsen aponta 38,1 milhões de usuários ativos. Ainda pelos números fornecidos pelo Facebook – a um dia da realização de sua IPO -, a Índia teve 51 milhões de usuários ativos no período. A Nielsen não tem levantamento para a Índia. Nos EUA, segundo o Facebook, foram 169 milhões de usuários ativos (152,8 milhões segundo a Nielsen).

Além dos dados conflitantes entre Facebook e Nielsen, uma terceira estatística, da empresa de análise Social Bakers, aponta Bangkok como a cidade que tem mais usuários ativos no Facebook, com 8,7 milhões de pessoas. Pela abordagem da Social Bakers, o Brasil tem uma penetração de 23,4% no Facebook e a Nova Zelândia aparece com 51,4% de penetração. Pelo critério da empresa, a maior penetração é de Mônaco, com 124%. No entanto, são apenas 38 mil usuários ativos mensalmente.

Fonte: Meio & Mensagem

Elza Soares comemora 50 anos de carreira com novo show

Uma das vozes mais marcantes e reverenciadas da MPB, Elza Soares continua na ativa do alto dos seus 74 (muito bem vividos) anos. A diva não para e volta nesta sexta e neste sábado, ao palco do Teatro Rival Petrobras para uma minitemporada de seu show Deixa a nega gingar, título da coletânea lançada em 2010, que comemorou seus 50 anos de carreira musical.

O Rival, local da maioria das suas últimas apresentações no Rio, deve, como sempre, receber um grande público, ansioso por ouvir os malabarismos vocais e scats da cantora.

“Elza é sempre um espetáculo. É incrível sua facilidade para brincar com a voz unicamente rouca e sua vitalidade. Ela sempre tem alguma surpresa para o público. No último show que a vi, ela trocava de roupa no palco, atrás de um biombo”, conta o empresário Aurélio da Matta, fã da cantora e que garante a presença nos dois dias de apresentação.

Mas não são apenas surpresas cênicas que aguardam o público. Elza não só viaja pelo samba e samba-jazz, como também vem flertando com ritmos e tendências mais atuais, como o house, techno, drum’nbass, dubstep e breakbeat, que estão presentes em seus últimos trabalhos, como os excelentes Do Cóccix até o Pescoço (2002) e Vivo Feliz (2004).

“Eu também sou bluseira. Gosto de Billy Holiday e Elizete Cardoso, da mesma forma que sou fanática por Chet Baker e João Gilberto. Ao mesmo tempo, quero que a nova geração conheça meu trabalho, por isso esse flerte com o hip hop, techno, etc”, explica Elza.

Presente também em vários projetos de outros artistas, Elza Soares mantém seu suingue brasileiro, mesmo com novas leituras de clássicos de seu repertório como Nega do cabelo duro, Malandro, Chove chuva e Mas que nada. As novas roupagens, que ficam a cargo de uma banda – JP Silva (violão de sete cordas), Gabriel Bubu (baixo), Marcelo Callado (bateria) – onde se destacam as presenças de dois DJs (Ricardo Muralha e Bruno Queiroz), responsáveis pelo sabor moderno das novas interpretações.

“Não importa como ela apresenta as canções, é a voz que nos hipnotiza. Elza é uma cantora única no mundo. Sua técnica é incrível e cada apresentação é uma verdadeira aula para qualquer um que queira viver de música”, diz o professor de música Antônio Pedro de Oliveira, outro fã de carteirinha da cantora.

A mesma opinião de Antônio Pedro é compartilhada por grandes nomes da MPB.

“Elza é a expressão raríssima da voz feminina num País de cantoras”, definiu outra grande musa da nossa música, Maria Bethânia.

Mas nem tudo foram flores na vida dessa mulher com seu jeito eterno de musa. Mãe de nove filhos, ela teve um início de vida difícil e chegou a pensar em abandonar a carreira, após a morte trágica do filho Manuel, em um acidente de carro quando ia visitar o túmulo do pai, Garrincha, em 1986.

Mulher vaidosa, Elza Soares também é dona de frases de efeito e orgulha-se de ser constantemente convidada para fazer ensaios sensuais.

Não tenho culpa de ser gostosa, né?”, costuma dizer.

Quem quiser entender melhor como foi a vida e a carreira dessa cantora mundialmente conhecida, a melhor pedida é assistir ao documentário Elza, dirigido por Izabel Jaguaribe e Ernesto Baldan (lançado em 2010). Lá, depoimentos e números musicais retratam um perfil honesto da artista. As participações ao lado de nomes como Caetano Veloso e Paulinho da Viola já valeriam o aluguel do DVD.

Reedições

Além dos lançamentos mais recentes, a discografia de Elza Soares também ganhou um reforço com as reedições de seis álbuns da cantora pelo selo DiscobertasElza Soares (1974), Nos braços do samba (1975), Lição de Vida (1976), Pilão + Raça = Elza (1977), Somos Todos Iguais (1985) e Voltei (1988) – todos com reprodução das artes originais dos LPs e faixas bônus.

Apesar da irregularidade do material que compõe os discos, fica sempre evidente o profissionalismo e a paixão com a qual Elza se entregava a cada uma das interpretações. O destaque maior fica mesmo pelo álbum de 1974, onde a versão de Quem há de dizer (Alcides Gonçalves e Lupicínio Rodrigues) já vale todo o investimento. Mas em Lição de Vida (1976), a cantora gravou o samba Malandro (Jorge Aragão e Jotabê), que se tornou obrigatório na maioria de seus shows pelo mundo.

Outro disco que merece uma audição atenta é Voltei (1988), onde Elza interpreta uma série de sambas compostos por integrantes do histórico bloco carnavalesco Cacique de Ramos.

Pode não ser muito fácil encontrar esses relançamentos (originalmente editados em 2010), mas todo o esforço será compensado pela audição de uma das intérpretes mais ecléticas e talentosas já produzidas pelo “País das cantoras”.

Serviço:

O Teatro Rival Petrobras fica na Rua Álvaro Alvim, 33/37, Cinelândia. Sexta e Sábado, às 19h30. Os ingressos variam entre R$ 30 e R$ 75. Informações: 2240-4469.

Texto originalmente publicano no jornal O Fluminense

Bono Vox deve se tornar o músico mais rico do mundo graças ao Facebook

Cantor do U2 pode passar Paul McCartney após abertura de capital da rede social

Bono Vox deve se tornar o músico mais rico do mundo nesta sexta-feira, não por causa do lançamento de um novo disco ou grande turnê do U2, mas sim graças à oferta pública inicial do Facebook. O cantor e compositor irlandês tem 2,3% das ações do site de Mark Zuckerberg, através o fundo de investimentos Elevation Partners, do qual é um dos sócios.

A Elevation Partners investiu US$ 90 milhões no Facebook em 2009 e com a abertura da capital nesta sexta esse valor pode chegar a US$ 1,5 bilhão, segundo analistas ouvidos pela NME. Essa fortuna tornaria Bono o músico mais rico do mundo, a frente do ex-beatle Paul McCartney, atual dono do posto.

A estimativa é que o Facebook passe a ser avaliado em US$ 100 bilhões. Os personagens envolvidos na controversa fundação da empresa, retratada no filme “A rede social”, também não devem sair de mãos vazias. Segundo o site http://whoownsfacebook.com/, Eduardo Saverin tem 4% das ações da empresa, avaliados em US$ 3,4 bilhões.

De acordo com o mesmo site, os irmãos Winklevoss teriam 0,022%, o que pode render US$ 18,7 milhões para cada um deles. Divya Narendra, o outro criador do ConnectU, espécie de irmão mais velho do Facebook, deve embolsar o mesmo valor. Esses valores são baseados nos US$ 10 milhões em ações que os três receberam após o fim do processo em 2008, assumindo que o valor tenha sido dividido por três.

Fonte: O Globo

A música dos ‘Vingadores’

Enquanto o filme Os Vingadores vai batendo recordes ao redor do mundo, a Universal lança a trilha sonora do longa, com canções que fazem parte ou foram inspiradas na aventura dos heróis da Marvel. O esforço é louvável, mas apesar de contar com nomes como Soundgarden, Bush, Evanescence e Kasabian, o resultado é, provavelmente, o de menor destaque do projeto que reúne Hulk, Homem de Ferro, Capitão América & Cia.

O grande destaque da trilha é exatamente a canção do Soundgarden (Live to Rise) – a primeira gravada pelo grupo de Seattle em 15 anos e que aparece nos créditos finais do filme. Mesmo assim, não é uma música que deva figurar entre as melhores criações de Chris Cornell e demais companheiros de banda.

O CD vale pela novidade do Soundgarden e para os completistas que fizerem questão de ter tudo relativo ao bem-sucedido projeto.

Nicki Minaj: Muito além do rap e do hip hop

Nascida em Trinidad e Tobago, mas criada nas ruas do Queens, em Nova York, a cantora de hip hop Nicki Minaj lança seu segundo álbum – Pink Friday Roman Reloaded – com pitadas pop, sem perder toda a pegada do rap.

A cantora impressionou tanto com seu disco de estreia – Pink Friday (2010) – que foi convidada por ninguém menos que Madonna para participar de seu último lançamento (MDNA). Agora, é a vez de Nicki fazer às vezes de anfitriã e receber uma série de convidados como Chris Brown (Righty By My Side), Chainz (Beez in the Trap) e Lil’ Wayne (Roman Reloaded).

Minaj mostra versatilidade nos vocais, com vários timbres e entonações. Seus duetos mostram-se afiados e convincentes, muito acima da média das participações especiais produzidas artificialmente para artistas iniciantes nos dias de hoje.

Pink Friday Roman Reloaded se divide mesmo entre o pop, hip hop e o rap, com concessões até mesmo para algumas baladas inspiradas (Marilyn Monroe), mostrando que a artista está disposta a ocupar um espaço na mídia e nas rádios, não importa qual seja.

Pode ser até que ele desagrade os fãs mais puristas do rap e do hip hop, mas abre novos e bons horizontes para uma artista talentosa, que parece não ter medo de ousar.

Texto originalmente publicado no jornal O Fluminense

Ivete, Caetano e Gil: Especial com jeitão ‘fake’

Falso como um rosto cheio de botox. Assim pode ser descrito o especial de fim de ano que reuniu dois grandes da Música Popular Brasileira (Gilberto Gil e Caetano Veloso) e uma das cantoras mais populares do Brasil (Ivete Sangalo), e que virou CD e DVD. O botox fica por conta do público, formado na sua maioria por convidados globais ou uma claque que conseguia até acompanhar as canções com palmas batidas em perfeita sincronia (coisa praticamente impensável em um show de música).

O DVD, onde as imagens dividem força com as canções, se torna uma experiência um pouco mais penosa, enquanto o CD não sofre com os closes (muitas vezes desnecessários) do público e faz com que nossa atenção se concentre apenas na música. Música, aliás, que tem seus bons momentos – principalmente de Gil e Caetano -, como A Novidade e Drão. Infelizmente os duetos entre os dois e Ivete não funcionaram como era de se esperar, principalmente devido à diferença de tons entre as vozes do trio, que parece mais ter sido escolhido por questões mercadológicas que artísticas.

Quem gostou do especial ou é fã de alguns dos astros vai gostar da qualidade de imagem e de som, e ainda vai curtir as imagens dos ensaios, contidos no DVD, apesar da aparente falta de espontaneidade dos takes. Para o público em geral, é um produto apenas razoável.

Texto originalmente publicado no jornal O Fluminense

Disco ‘Transa’ ganha nova versão nos 70 anos de Caetano Veloso

Gravado na Inglaterra durante seu período de exílio e lançado originalmente em 1972, Transa (Universal) é um dos discos mais cultuados da carreira de Caetano Veloso. As sete canções que fazem parte do álbum (que foi remasterizado mas não ganhou faixas bônus) são das mais inspiradas do catálogo de Caetano. You Don’t Know Me (resgata nas últimas turnês do artista), Neolithic Man e It’s a Long Way (todas misturando português e inglês) são exemplos de como foi produtivo o período afastado do Brasil.

Gravado com um grupo de amigos brasileiros, o disco teve arranjos de Jards Macalé e as participações de Tutti Moreno, Áureo de Sousa e Moacyr Albuquerque. Curiosidade fica por conta das fichas técnicas (original e revisada) que mostram como era pouco o cuidado com essas informações na década de 70. Por exemplo, na ficha original, segundo o próprio Caetano, Transa contém a sua melhor canção escrita em inglês (Nine Out of Ten) e foi a primeira vez que o reggae foi citado em um disco de música brasileira.

Seja lá por qual razão você goste de Transa, essa versão remasterizada pelo engenheiro Steve Rooke – o mesmo responsável pelos lançamentos de Let It Be… Naked e LOVE, dos Beatles, nos sagrados estúdios de Abbey Road, em Londres, onde os rapazes de Liverpool e a maioria dos grandes astros do rock inglês gravaram seus clássicos – merece ser conferida. Nunca Transa teve um som tão cristalino ou uma edição tão cuidadosa.

Texto originalmente publicado no jornal O Fluminense