Resoluções para o ano novo

resolucoesJá são tantas decisões tomadas durante o ano, decisões que nos acompanham todo o tempo, algumas por toda a vida. Decisões que não nos permitem ser flexíveis, bondosos (com nós mesmos) ou apenas olhar para frente dando uma espiada no ‘espelho retrovisor’ da vida every now and then.

Achar que resoluções – que provavelmente nunca cumpriremos – irão mudar nossas vidas é um pouco ingênuo. Listas fazemos toda hora e jogamos fora com uma rapidez maior que a de uma gota de chuva caindo da janela do terceiro andar de um apartamento qualquer.

Não fumo, não me drogo e nem tenho hábitos tão condenáveis quanto gostariam de acreditar, mas também não sou do tipo de esconder meu egoísmo atrás de um pedaço de papel, escrito com um lápis de grafite fino e claro.

Resoluções devem ser definitivas enquanto forem corretas, mas não há porque não jogá-las no lixo quando deixarem de fazer sentido ou quando o sentido simplesmente deixar de ser certo ou quando deixamos de lembrar qual era o sentido.

resolucao2O negócio é ir olhando a estrada até onde o horizonte deixa, fazer as curvas com cuidado e anotar direitinho o endereço daquele mecânico honesto que conhecemos um dia.

Mas, como mudo de idéia com uma certa freqüência, resolvi deixar minha lista de resoluções para 2009 registrada aqui em cima (a primeira é de 2002).

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Cinema é mágica

batmanxVolta e meia um filme me faz lembrar que filmes foram feitos para serem vistos nos cinemas. Infelizmente as grandes e imponentes salas de rua acabaram e ficamos com as novas, modernas – e que não permitem mais ver várias sessões pagando apenas um ingresso – salas de shopping.

Mesmo com o crescente número de títulos que são lançados diretamente em DVD, não há como negar que o escurinho do cinema faz esquecer racionalidades e modos clássicos de comportamento. São obras que, olhando com a perspectiva correta, podem agradar e fazer a mente voar, sejam elas comédias, romances, dramas, filmes de aventura, ficção científica ou um simples documentário curta-metragem. É impressionante a quantidade de sonhos e idéias que pode caber no espaço de um fotograma de cinema.

Alguns dizem só se considerar o cinema sério como forma de arte. Besteirol, comédia romântica, super heróis? Tudo isso seria bobagem. Pobre da alma que não sabe ser levada por uma boa história, uma piada fácil, uma bela fotografia ou por bons atores, mesmo quando a direção não presta, a música é sofrível ou a edição é capenga.

Dois mil e oito não foi um ano ruim. o cinema continuou  sua vocação de brincar de falsear a realidade, com destaque para Batman – O Cavaleiro das Trevas e Homem de Ferro; mostrou que ainda há fôlego em uma mente genial (Woody Allen e seu Vicky Cristina Barcelona); Brindou crianças e adultos com bons desenhos (Wall-E e Madagascar 2); e manteve a boa escalada de recuperação do cinema nacional com Meu nome não é Johnny.

sevenpoundsO cinema cria heróis maiores que a vida e cria mitos. Will Smith mostrou que quer alcançar esses status. Primeiro foi Hancock, o super herói antipático e beberrão, e agora chega com Sete Vidas. O filme vem sendo criticado por ser feito para arrancar lágrimas da platéia. Bem, arranca mesmo! São 2h02 de uma história que até pode ser desvendada antes do seu fim, mas que prende e não deixa dúvidas que o rapaz com orelhas de abano aprendeu a dominar todos os aspectos da arte de atuar.

Não é todo dia que um Fellini cai bem, assim como nem todo dia é propício para um besteirol. Como dizia Hitchcock (meu diretor preferido): “Alguns filmes são como pedaços da vida, os meus são como pedaços de bolo“.

Feliz 2009 para todos

Desde meados de agosto foram mais de 130 posts e 7 mil visitas (acho que nem foi um mau começo). Alguns bons pensamentos, textos e informações e, claro, besteiras gerais. Como vou ficar meio longe do mundo virtual até o dia 5/1 (os textos que serão publicados aqui já estão programados), desejo que todos tenham um ótimo 2009, cheio de frases, música e amor.

Até dia 5.

Álbum Branco Indie Version

Como última parte das homenagens pelos 40 anos do lançamento do Álbum Branco original (aquele, dos Beatles), a gravadora Coqueiro Verde e o selo Discobertas lançaram a terceira parte da homenagem na qual artistas brasileiros cantam as canções do disco e as compostas pelo grupo no ano de 1968.

Primeiro foi o CD com artistas consagrados regravando o disco (leia aqui), depois cantando as músicas compostas em 1968, mas que só foram gravadas depois – algumas apenas nas carreiras solo e até mesmo uma inédita – (leia aqui) e agora os músicos da cena indie dão seu recado. Clique aqui e confira minha opinião sobre o resultado (sim, preciso de acessos lá no Mistura Interativa também).

Abraços,

Não quero que ninguém me conheça, quero que acreditem na minha versão

clonemanSeguindo a linha já comentada aqui de que Somos Aquilo que as Pessoas Acham que Somos ou Todo Mundo Mente, mais uma boa frase sobre o assunto. Não quero que ninguém me conheça, quero que acreditem na minha versão, é algo que parece tão lógico, tão cristalino que nem sei porque não pensei nisto antes.

É perfeito para gastarmos nossos conhecimentos sobre marketing e comunicação (seguindo o pensamento da Difícil Arte da Comunicação). Nada mais gratificante que vender algo que não é tão bom quanto parece por um preço bem caro. Principalmente quando esse algo somos nós mesmos!

A esta altura do campeonato já deve ter dado para notar que não confio na humanidade tanto quanto gostaria. São vários textos sobre o assunto e cada vez mais me convenço de que ninguém conhece ninguém de verdade. Alguns podem achar que você gosta apenas de vinhos, música e comidas sofisticadas, e jamais vão imaginar que você se diverte muito na Feira de São Cristóvão – sempre achei estranhas palavras com dois acentos.

beforeafterwomanQuantos podem achar que você não se importa, sem fazer idéia de que você está sempre pronto para ajudar (ou vice-versa). Tudo é um mistério, um quebra-cabeças que vamos espalhando pelos lugares e pessoas que conhecemos.

Nossa versão de nós mesmos esconde sempre os egoísmos, irracionalidades, manias e desejos, que só alguns poucos conhecem (e mesmo assim, só parte desses defeitos), o que nos torna muito mais interessantes para o mundo.

Quando nos deixamos conhecer, ficamos vulneráveis, com medo. Já ouvi gente dizendo isso com um sorriso nos lábios. Quanta imbecilidade!! Para que sorrir?? Infelizmente, para esses, Os olhos podem enganar, o sorriso mentir, mas a verdade vem sempre com os sapatos.