A difícil arte da Comunicação

26/12/2008 1 Por Fernando de Oliveira

Jornalistas são como todo mundo. Não importa quantos MBAs, especializações ou pós-graduações tenham feito, nem mesmo a quantidade de lugares onde tenham trabalhado ou funções que tenham exercido, todos temos dificuldade em passar nossa mensagem para outros seres humanos.

É muito mais fácil escrever um release, editar um site ou preparar um plano de mídia e marketing, que entender que saber quanto vai custar trocar todos os grampeadores de uma empresa ou qual o impacto financeiro de passar de 10º para 12º a inclinação de uma rampa em nada ajuda nas relações pessoais.

De nada adianta saber conduzir uma reunião, escolher profissionais, usar as expressões certas para reforçar pontos de vista. Tudo isso serve para o público e são qualidades totalmente irrelevantes no campo privado. É razoavelmente fácil prever a reação de um determinado grupo de pessoas, mas é preciso sensibilidade para imaginar a reação dos indivíduos separadamente.

Não importa se é por aquela pessoa pela qual você avançaria todos os sinais vermelhos, caso achasse que seu apoio (ou qualquer apoio) fosse fazer diferença em um momento de crise e dor, ou se é por alguém que não mereça um simples Feliz Aniversário, tudo e todos têm limites e não há porque esperar um comportamento civilizado na frente de qualquer público.

Todos temos defeitos que podem levar a que outras pessoas sejam designadas para funções que poderiam ser suas, que podem fazer com que amigos se magoem e familiares se ressintam. O importante é (re)conhecer essas deficiências. Há muita gente perfeita por ai e, sinceramente, elas são irritantemente pedantes e, independente da inteligência, não conseguem ou querem ver e respeitar a posição dos outros e jamais pensam na possibilidade de mudar de opinião, embora digam sempre o contrário.

Quer que as pessoas ajam de acordo com o seu jeito? Faça algo que as agrade ou esqueça. “Mas isso não pode causar alguma reação indesejada?” Sempre!

Aprenda a viver com as regras de Comunicação do mundo (e elas são bem diferentes das do seu mundo).

Não é um sorriso que muda a mensagem (principalmente quando não há uma mensagem).  Se houver, melhor escrever um cartaz, mandar um SMS, usar a sua criatividade.

Não tenho paciência para puxação-de-saco, discussões idiotas ou tradução de sinais. Acredito que essa seja a posição da maioria da população do planeta e é nessas horas que a maioria manda e temos que nos adaptar a ela.

Não faça com os outros aquilo que não gostaria que fizessem com você. A frase é batida, mas resiste ao tempo e as gerações, por mais dogmáticas que sejam.

Por isso, senhores, não me envergonho deste texto totalmente sem sentido. Uma das grandes vantagens desse blog é poder escrever essas insanidades e não precisar jogá-las no lixo após alguns segundos.

Pessoas nos cansam, eu canso, mas é o preço de estar vivo. Lembre sempre: gentileza faz parte daquele grupo de palavras que precisam ser praticadas e não apenas ditas.