Sedex de dar medo!

sedexEu sempre fui e sou fã dos Correios, mas faz alguns anos que esse órgão deixou de ser um exemplo de excelência e eficiência. Nem falo dos vários escândalos na empresa, mas da queda na qualidade dos serviços oferecidos. O vídeo abaixo mostra que se “Sedex é Sedex”, nós estamos muito, mas muito mal das pernas.

 

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A nova de Paul McCartney

A canção se chama simplesmente New e já está no iTunes. O disco novo deve sair em outubro!

Opiniões sobre a música?


Don’t look at me, it’s way too soon
To see what’s gonna be, don’t look at me
All my life, I never knew what I could be
What I could do, when we were new
OOh

You came along and made my life a song
One lucky day, you came along
Just in time, when I was searching for a ride
You came along, when we were new
OOh

We can do what we want
We can live as we choose
You see there’s no guarantee
We’ve got nothing to lose

Don’t look at me, I can’t deny the truth
It’s plain to see, don’t look at me
All my life, I never knew what I could be
What I could do, when we were new
OOh

We can do what we want
We can live as we choose
You see there’s no guarantee
We’ve got nothing to lose

Don’t look at me, it’s way too soon
To see what’s gonna be, don’t look at me
All my life, I never knew what I could be
What I could do, when we were new
OOh

When we were new
OOh
When we were new
OOh

João Senise estreia com clássicos americanos

Filho do flautista e saxofonista Mauro Senise, João arriscou ao criar novas versões de clássicos americanos

João SeniseComo se não bastasse ser filho do flautista e saxofonista Mauro Senise e afilhado do pianista Gilson Peranzzetta, João Senise é um cantor de mão cheia e que soube aproveitar as diversas participações especiais e um repertório calcado em clássicos do cancionário norte-americano, para criar um álbum de estreia – Just in Time – de primeira linha.

A escolha foi tão certeira quanto arriscada, pois, afinal, criar novas versões para temas tão conhecidos como All of Me ou Cheek to Cheek, por exemplo, é sempre uma tarefa perigosa. Porém, o piano de Peranzzetta, o sax do pai Senise e mais as vozes de Sofia Vaz e Ivan Lins, assim como o contrabaixo de Zeca Assumpção e a bateria de João Cortez, entre outros, criam uma atmosfera perfeita para a voz aveludada de João.

Mas Just in Time é mais do que apenas recriações de clássicos norte-americanos. Até agora, o melhor disco de estreia do ano.

Canon lança câmera com botão especial para Facebook

Intitulada “Facebook Ready”, funcionalidade possibilita fazer o upload, compartilhar e comentar diretamente na câmera

facebook-canonHoje em dia, uma boa foto quase sempre vai parar nas redes sociais, e pensando em facilitar a vida dos consumidores, a Canon lançou a máquina fotográfica digital PowerShot N. A novidade possui todas as funcionalidades de uma câmera normal, mas conta também com um botão na lateral que ostenta o logotipo do Facebook. Com isso, o usuário pode, instantaneamente, ter acesso à rede social para compartilhar fotos ou vídeos assim que eles forem gravados.

Além disso, a câmera está conectada via Wi-Fi. Ao pressionar o botão intitulado “Facebook Ready”, o usuário tem a opção de fazer o upload, compartilhar e comentar fotos direto da câmera. O produto poderá ser adquirido em setembro apenas na loja online da Canon e vai custar U$S 299,99.

Fonte: ProXXIma

Yahoo! supera Google em número de visitantes únicos nos EUA

Para quem não acredita que os dinossauros da internet possam competir com gigantes como o Google, o Yahoo! está ai para desmentir a tese.

Um bom trabalho muitas vezes colhe bons resultados.

CEO Yahoo!A estratégia arrojada de aquisições e investimentos implantada pela CEO do Yahoo, Marissa Mayer, no último ano está rendendo bons frutos à empresa. Segundo a pesquisa Web Ranking, feita pela comScore, a companhia superou o Google e atingiu o maior número de visitantes únicos no mês de agosto, nos EUA.

Na prática, a empresa registrou 197 milhões de visitas contra 192 milhões computados pela gigante de buscas. Além disso, o ranking coloca o Yahoo à frente de Microsoft, Facebook e AOL – que completam o top cinco, respectivamente.

De acordo com site de análises e notícias, MarketingLand, esta é a primeira vez que o Yahoo assume o topo da lista desde março de 2008. Em junho, o Google liderou com 193 milhões de visitantes, enquanto o Yahoo obteve 189 milhões. As constantes aquisições e as estratégias adotadas por Marissa Mayer são apontadas pelo retorno do Yahoo ao topo da lista.

Confira o gráfico de crescimento do Yahoo:

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Fonte: ProXXIma

Facebook testa sistema de pagamento na rede social para concorrer com PayPal e Amazon

Facebook_news_feedO Facebook irá testar um sistema de pagamentos para que os usuários que já cadastraram um cartão de crédito na rede social usem o mesmo login para fazer compras em aplicativos parceiros. O objetivo é agilizar a compra na rede social e também facilitar o processo via dispositivo móvel. O sistema seria concorrente do PayPal, Google e Amazon, além de startups como Braintree e Klarna.

Segundo o site AllThingsD, o primeiro parceiro seria o JackThreads, site de compras para jovens que tem grande parte de sua receita proveniente de compras feitas por meio de dispositivos móveis.

Um porta-voz do PayPal afirmou em nota ao site americano que tem uma ótima relação com o Facebook e espera que isso continue. “Investimos em pagamentos mobile desde 2006, e no último ano 10% do nosso volume total de pagamentos – US$ 14 bilhões – veio de dispositivos móveis. Ainda assim, sempre damos boas vindas a competidores e estamos ansiosos para ver o que o Facebook vai anunciar”, conclui a nota da companhia de pagamentos à distância.

Fonte: ProXXIma

Brasileiros são os mais conectados às redes sociais via mobile no mundo

Pelo jeito os brasileiros são mesmo viciados em conectividade e redes sociais. Depois da febre do Orkut, parece que o Facebook é o novo território brasilis.

brazilian-mobile-firms-continue-to-struggle-with-data-accessPesquisa revela que Brasil está no topo dos países que mais acessam as redes sociais. 77% das pessoas que utilizam celulares estão conectadas ao ambiente social

Um estudo realizado por especialistas da Tyntec identificou os brasileiros como os usuários mais conectados ao ambiente social via smartphones. A pesquisa entrevistou mais de quatro mil pessoas, com idades entre 18 a 55 anos, em quatro países: Brasil; Rússia; EUA e Reino Unido. A ideia do estudo foi avaliar o comportamento dos usuários de smartphones no mundo – que já ultrapassam o número de 1 bilhão de pessoas.

A pesquisa traz um infográfico mostrando que o Brasil é o país com maior conectividade em social, com 77% dos usuários utilizando redes sociais via celular. Na segunda posição aparece os EUA, com 53% das pessoas conectadas. O Brasil também possui o maior uso diário de mensagens SMS, com pelo menos 30 textos por dia.

Clique para ampliar a imagem e entender melhor os números da pesquisa.

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Fonte: ProXXIma

Biografia de Noel Rosa é reeditada

capa-LivroNoel-FINAL3-splash.inddNo Tempo de Noel Rosa (Editora Sonora), livro que conta a história de um dos maiores sambistas de todos os tempos e que colocou o bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, definitivamente no mapa do samba e que estava fora de catálogo há mais de 30 anos, volta às prateleiras das livrarias (físicas e virtuais). Escrito por Almirante, outro ícone do samba e um dos primeiros pesquisadores musicais do País, No Tempo de Noel Rosa é uma verdadeira viagem pela vida de Noel por Henrique Foréis Domingues (nome verdadeiro de Almirante) e pela criação do ritmo que se tornou a marca registrada do Rio de Janeiro e do Brasil.

Autor de sucessos como Com que Roupa?, Conversa de Botequim, Filosofia e Feitiço da Vila, Noel teve em sua breve existência (morreu com 26 anos, em 1937, por causa de uma tuberculose) uma importância tão grande que inspirou as calçadas musicais do bairro onde viveu, Vila Isabel, e que são uma atração e um patrimônio da música brasileira até hoje.

No Tempo de Noel Rosa é a chance de conhecer a vida de um mestre do samba, pesquisada e contada por outro mestre.

Leitura imperdível!

‘Help!’ chega em alta definição às prateleiras brasileiras

PrintO longa-metragem Help!, lançado em 1965, dirigido por Richard Lester e estrelando os Beatles, volta em formato Blu-ray, som 5.1 e recheado de extras. Se no ano anterior a primeira experiência do grupo de Liverpool no cinema – A Hard Day’s Night (no Brasil, Os Reis do iê-iê-iê), foi filmado em preto e branco, com locações simples e baratas e mostrava um dia fictício na vida da banda, que ainda era um fenômeno local, Help! já encontra a banda em outro estágio da carreira. Em 1965, os Beatles já haviam conquistado os Estados Unidos e já eram uma potência grande o suficiente para merecerem um filme colorido, com locações nas Bahamas e nos Alpes Austríacos, apesar de manter o mesmo núcleo de trabalho de A Hard Day’s Night (diretor, produtor e astros).

O filme tem uma trama bem mais elaborada – um dos anéis usados por Ringo Starr é alvo de um ritual por parte de um grupo de religiosos, que persegue o baterista -, boas doses de humor e uma trilha sonora das mais inspiradas da história do cinema. O trabalho de restauração da imagem e o som 5.1 são brilhantes e os extras trazem um documentário sobre as filmagens, um outro sobre o processo de restauração do filme, cenas não usadas, os trailers oficiais usados nos cinemas e muito mais para agradar os fãs de carteirinha e os de primeira viagem.

Beatles HelpA experiência de ver o filme em Blu-ray é simplesmente única e ouvir canções como Help!, The Night Before, You’re Going to Lose That Girl e Ticket to Ride em som 5.1 atordoa. Os completistas podem até reclamar que a trilha original (em mono) deveria fazer parte do pacote. Mas, embora uma reivindicação justa, ela em nada diminui o valor do lançamento, bem cuidado em cada pequeno detalhe.

Quem nunca viu um dos filmes dos Beatles, Help! é a escolha mais certeira. Já para quem viu todos e já comprou as recentes reedições de A Hard Day’s Night, Magical Mystery Tour, Yellow Submarine e ainda espero a chegada do derradeiro registro em filme (Let it Be), Help! apresenta-se como um caprichadíssimo lançamento do filme mais bem produzido dos Fab Four.

Uma versão desse texto também foi publicado no jornal O Fluminense



Smartphones assumem liderança de vendas de celulares

Smartphones-UsersOs smartphones representaram a maioria das vendas de celulares em todo o mundo pela primeira vez no trimestre entre abril e junho, mostrou uma pesquisa da Gartner divulgada esta semana.

O estudo mostrou que as vendas de smartphones totalizaram 225 milhões no segundo trimestre, ou seja, 51,8% de todos os celulares vendidos no período. Esta é a primeira vez que as vendas excederam a de celulares tradicionais, que são mais básicos, sem acesso ou com acesso limitado à internet e aplicativos.

Segundo a pesquisa, a Samsung continuou liderando as vendas de smartphones e celulares e o sistema Android, do Google, manteve sua posição com 79% dos smartphones vendidos. O iOS, da Apple, permaneceu em segundo com 14,2% de participação, em queda, em relação aos 18,8% no ano anterior.

A Gartner disse que a média de preços da Apple caiu porque muitos dos telefones vendidos eram mais antigos, exceto os modelos de iPhone. Isso “demonstra a necessidade de um novo carro-chefe”, analisou a consultoria.

O Windows Phone, o sistema operacional da Microsoft, ficou com o terceiro lugar, com 3,3%, à frente da BlackBerry, cuja participação caiu para 2,7%.

Os dados da Gartner mostraram que a Samsung vendeu 71,3 milhões de smartphones no trimestre, representando uma participação de mercado de 31,7%. A Apple ficou em segundo com 31,9, seguida pela sul-coreana LG, com 11,4 milhões e participação de 5,1%, pela chinesa Lenovo e ZTE.

A Samsung também foi a maior vendedora de todos os celulares, com um total de 107 milhões no período, ou 24,7%. A filandesa Nokia ficou em segundo com participação de 14% e 60,9 milhões de celulares vendidos.

Fonte: ProXXIma

A música é ruim quando precisa ser explicada

Críticos de MúsicaEscrever sobre música é algo complicado. Muitas vezes, o ego dos críticos pode chegar quase ao do tamanho do artista. Quando isso acontece, somos deparados com uma série de narizes de cera, imagens surreais, tratados filosóficos e colocações histórico/políticas que raramente têm alguma relação com a música que deveria estar sendo comentada. Mas, o que realmente me deixa abismado é quando produtores e artistas precisam de tempo (muito tempo) para explicarem a feitura de um disco.

Neste fim de semana, assisti a um programa (me permito não falar qual é ou o disco esmiuçado) onde produtor e artista se esforçaram – com a boa vontade do apresentador – em mostrar o contexto no qual um álbum foi gravado e as ideias que estavam por traz da mixagem e do som obtidos. Ouvir 40 minutos sobre conceitos concretistasdesconstrução do somprojeto multimídia e outras coisas para explicar um álbum só me convence que o disco em questão é uma merda e não há como passar isso para o público de uma maneira mais simpática do que dizendo que ele não foi inteligente o suficiente para alcançar a profundidade artística do seu idealizador.

Alguns discos são mesmo estranhos e foram lançados muito a frente do seu tempo, tão na frente, que nunca chegam ao seu tempo certo. Claro que se você for um Frank Zappa ou um Roger Waters, podemos relevar, mas é muito estranho ter que pensar para poder compreender uma canção. Melhor criar e escrever de maneira simples, descritiva e eficiente para o ouvinte/leitor.

PS: Deixo claro que não acredito que ninguém no mundo lance um disco sem interesses comerciais ou que os faça para que ninguém ouça.

Bandidos invadem emissora de rádio, mandam recado à polícia e pedem música

0radio1208A máxima de que a ocasião faz o ladrão foi comprovada em Machadinho D’Oeste, Rondônia, na sexta-feira, 9 de agosto. Ao assaltar o Banco do Brasil, cinco homens fortemente armados aproveitaram para invadir a rádio 97 FM, que fica em frente da agência bancária. Na ocasião, os criminosos mandaram recado à polícia e pediram música do Racionais MC’s.

Durante a ação, pelo menos quatro pessoas foram feitas de refém. Segundo o G1, um dos bandidos solicitou à rádio um link para que pudesse mandar um recado ao vivo. Como o link não estava pronto, ele resolvou ir pessoalmente até a emissora. Locutora, Ângela Rodrigues conta com detalhes como foi a chegada deles. “Ele veio até a rádio e para entrar deu um tiro de fuzil na porta. No estúdio, colocou a arma na minha cabeça e pediu para eu ligar o microfone e me apresentar normalmente”, relatou.

Depois, o assaltante tomou o microfone da profissional e avisou à polícia que se alguma ponte de saída do município fosse fechada muitas pessoas iriam morrer. Ao terminar, disse que queria pedir uma música. “Quero pedir uma música. Nego Drama dos Racionais MC’s”. A ordem era que a canção tocasse repetidas vezes até que a ação fosse finalizada. Em relato, Ângela conta que não tinha a música, por isso tocou outra, do mesmo grupo. Duas funcionárias da rádio foram levadas para garantir que a música iria tocar. “Ele me disse: ‘faça seu trabalho que eu faço o meu'”, lembra Ângela.

O grupo liberou os reféns logo depois. Ninguém ficou feriado. Os bandidos fugiram pela Linha MA-27, que dá acesso ao estado do Mato Grosso, levando dinheiro. Ainda não se sabe a quantia roubada.

Fonte: Comunique-se

Record desiste de vender Hoje em Dia

Apesar da negociação adiantada, grupo comprador não teria apresentado garantias suficientes

Hoje-Em-Dia300DivO Grupo Record recuou sobre a venda do jornal Hoje em Dia. O negócio, praticamente fechado com o grupo Axial Medicina Diagnóstica, de Rogério Aguiar, teve desacordo sobre a forma de pagamento.

Segundo o Brasil Econômico, o Axial não deu garantias suficientes e planejava saldar a dívida com notas promissórias. O negócio estava tão adiantado que semana passada Aguiar se apresentou à redação como representante de um grupo de investidores que iria sanar o jornal. Fabiano Rogério de Freitas, diretor-presidente do Hoje em Dia, já havia se transferido para outro título ligado à Igreja Universal.

A transação envolvia, além da marca Hoje em Dia, a sede da empresa em Belo Horizonte e dois parques gráficos. O jornal tem 25 anos e circulação média de 21 mil exemplares, segundo o IVC.

Fonte: Meio&Mensagem

Nunca tenha vergonha de dizer não

Aprenda a dizer nãoDizer “não“, acredite, faz bem na maioria dois casos. Melhor um “não verdadeiro” e sincero do que um “sim” relutante ou, pior, um silêncio que não diz nada e ainda pode ser considerado desprezo, falta de consideração. Nunca imagine que o silêncio vai agradar. Lembrem-se: um favor só pode ser concedido ou negado, e em ambos dos casos, o pedinte não tem o direito de ficar magoado. Se a proposta foi ilegal, imoral ou engordar (e você não queira topar) diga NÃO!

A lógica é simples, aprenda a dizer não, sem ter culpa, mas tenha sempre em mente que o sim pode lhe trazer prazeres que jamais imaginou.

*Pequeno texto escrito na década dos anos 2000.

O charme eterno dos Beatles – Show e debate no Teatro Rival

Lançamento do filme Help! em Blu-ray e debate/show no Teatro Rival mostram que o interesse sobre Os Garotos de Liverpool continua forte

PrintO que faz com que debates, shows e cursos de extensão sobre um grupo que se separou há mais de 40 anos sejam realizados em um país que nem mesmo fala o idioma da banda e no qual eles jamais se apresentaram? A resposta é difícil, se é que existe. Porém, é isso que acontece com os Beatles, que serão tema de um debate/show nesta segunda-feira no teatro Rival, no centro do Rio e tem seu segundo longa metragem (Help!) lançado em blu-ray. Isso, sem contar que a PUC, uma das mais respeitadas instituições de ensino do país, promove um curso de extensão sobre a banda, que já teve a primeira turma formada.

A força da banda é tanta que transformou uma simples travessia de pedestres em um dos locais mais visitados do mundo: Abbey Road, em Londres, com dezenas de milhares de turistas repetindo a foto clássica do último álbum gravado por eles.

“Os Beatles trouxeram alegria, harmonia, letras, talento, sonoridade, tudo novo, inédito, surpreendente. Eles surgiram no momento em que o mundo estava triste com as crises do pós-guerra, em plena Guerra Fria, com os jovens desanimados, sem perspectivas, subjugados pelos pais. A música, o carisma, a beleza e a alegria dos Beatles contagiaram jovens do mundo todo. Suas canções são alegres, mesmo as com letras sérias e reflexivas, como Help! A construção melódica, as harmonias vocais, a sonoridade de seus instrumentos, tudo soa fresco e novo até hoje. Eles são a música clássica do próximo século”, diz o músico, colecionador e escritor Ricardo Pugialli, que participará do debate sobre a banda.

0,,22594896-FMM,00O Brasil, por incrível que pareça, tem uma relação única com a banda. Se nos últimos anos Paul McCartney tem sido figura recorrente nos palcos do país, enfrentando até uma nuvem de gafanhotos – como aconteceu este ano em Goiânia – e tem até hoje o seu recorde de público no show realizado no dia 21 de abril de 1990, no Maracanã (184 mil pessoas), os brasileiros estão na história do grupo, já que fã uma brasileira gravou com a banda na canção Across the Universe (1968) e um outro fã trocou correspondências com John Lennon, meses antes de sua morte.

Lizzie Bravo, a fã que teve sua voz eternizada em uma canção do grupo, tem uma memória dos integrantes da banda muito diferente da que o modo como a maioria das pessoas os vê hoje em dia.

“Lembro deles serem muito simples, sem nenhum tipo de afetação, de serem engraçados, muito acessíveis. Nosso convívio quase que diário com eles envolvia tirar fotos, pedir autógrafos, bater um papinho que dependia do humor de cada um deles naquele dia e se estavam com tempo ou atrasados. Muito diferente dos “deuses” em que se transformaram com o decorrer do tempo”, conta Lizzie.

No evento desta segunda, organizado pelo músico e jornalista Heitor Pitombo, integrante da banda Bulldog, que vai interpretar o disco Abbey Road na íntegra, As pessoas que tiverem curiosidade sobre a história da banda, além de conhecerem os instrumentos usados por John, Paul, George e Ringo, vão ouvir relatos sobre o dia-a-dia do grupo.

Bulldog“Pensei em fazer o evento no Rival por vários motivos. Em primeiro lugar, considero que os fãs cariocas dos Beatles são carentes de eventos desse tipo, em que podem ir a um só lugar e ver uma exposição, adquirir itens, assistir a palestras e a um show com convidados, tudo girando em torno da música dos Beatles. A cidade tem várias bandas covers do grupo e creio que, organizando o tributo do Bulldog ao Abbey Road dessa maneira, a gente esteja criando um fator diferenciador em relação a tantas atrações semelhantes que o Rio oferece. Por outro lado, acho que o próprio fato de uma banda apresentar um disco inteiro dos Beatles ao vivo é algo que chama bastante a atenção dos fãs, e também é algo que não se vê muita gente fazendo por aqui”, diz Heitor.

Mas a pergunta permanece: qual a razão de tanta adoração, mesmo após décadas da separação e dois dos seus membros já tendo morrido?

“A qualidade da música”, dispara Lizzie Bravo. “Com certeza influenciaram muita gente, especialmente o pessoal do Clube da Esquina, Tropicália e mesmo as bandas de rock mais recentes”, conclui.

beatles-abbey-roadMas que os menos iniciados não pensem que todo mundo que leva o carimbo de beatlemaníaco é verdadeiramente louco. A maioria se considera (e é) muito mais colecionadores do que qualquer outra coisa, mesmo que isso implique em viajar pelo Brasil (e algumas vezes pelo mundo) para assistir a um show de Paul McCartney ou Ringo Starr. Da mesma forma que em qualquer partido político ou ambiente de trabalho, há picuinhas, turmas e desafetos entre os colecionadores.

“Fico muito triste, sem falar irritado e indignado, com pessoas que inventam encontros, situações e fatos ligando-as aos Beatles, para oficializar coisas que nem perco o meu tempo em comentar. Quem realmente pesquisa, coleciona e está ligado ao lado sério do “colecionismo” dos Beatles, sabe que são picaretas e mentirosos. Só fico triste pelos novos fãs, que caem nestas conversas. Mas o tempo sempre conserta as coisas e as mentiras tem pernas curtíssimas”, explica Ricardo Pugialli.

Loucuras a parte, a experiência de ouvir um dos melhores discos de rock de todos os tempos ao vivo, na íntegra, é algo que todos os que cresceram ouvindo canções como Come Together, Here Comes the Sun ou Something, não devem perder.

Serviço:

Beatles Abbey Road
Local: Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim 33 / 37 – Cinelândia
Data: 19/8
Horário: 19h30
Preço: Entre R$ 25 e R$ 50


Easy-Táxi e a nova face da prestação de serviços na internet

O surgimento de aplicativos de serviços para smartphones e tablets cria oportunidades e desafios para empresas públicas e privadas

easytaxi-conceptMídias digitais tiveram papel importante nas manifestações populares deflagradas em junho deste ano em várias regiões brasileiras, e que demandaram melhoria em diversos serviços públicos, tais quais educação, saúde e transporte. Mas elas podem também ajudar a aprimorar a qualidade desses serviços, mostram projetos desenvolvidos especificamente com esse propósito: alguns, já com modelos de negócios, outros ainda fundamentados basicamente em uma ideia de cidadania.

Com um aplicativo mobile pode-se hoje, por exemplo, acessar serviços disponibilizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), base do sistema público de saúde: por exemplo, obter o histórico de consultas anteriores, ou acessar resultados de exames.

Denominado Fly Saúde Mobile – e, por enquanto, apenas para Android -, esse aplicativo foi lançado há pouco mais de três meses pela empresa Betha Sistema, que comercializa o sistema de gestão pública de serviços de saúde Fly Saúde (o aplicativo trabalha com as informações oriundas das prefeituras usuárias desse sistema). “E chegará o dia em que esse aplicativo será utilizado para agendar consultas no SUS”, prevê Fábio Crispim, coordenador de desenvolvimento da vertical saúde da Betha Sistemas.

E no site MelhorEscola.Net é possível obter informações relativas às cerca de 195 mil escolas – públicas e privadas -, cadastradas no Ministério da Educação: notas nas avaliações governamentais, taxas de reprovação e de abandono, presença ou não de biblioteca, entre outras. Para fornecer mais subsídios a quem tenta escolher uma escola, esse site disponibiliza ainda avaliações provenientes de seus alunos, e dos pais desses alunos.

Em pouco mais de um ano consolidaram-se no Brasil diversas operações fundamentadas em aplicativos projetados para auxiliarem as pessoas a encontrarem táxis (e remuneradas a partir de taxas pagas pelos taxistas que a partir desses aplicativos são acionados por essas pessoas). Rapidamente, algumas dessas operações atingiram grandes dimensões.

Caso da EasyTaxi, hoje com mais de 1,5 milhão de usuários e 45 mil taxistas cadastrados. Presente também em outros onze países, no Brasil ela já oferece serviços em vinte cidades. “Até o final do ano, queremos estar em umas trinta cidades brasileiras”, adianta Tallis Gomes, diretor-executivo da Easy Taxi. “Simplificando o acesso a eles, nosso aplicativo amplia o uso de táxis, pois as pessoas sentem-se mais seguras para deixarem seus carros em casa, e isso colabora para a melhoria do trânsito”, ele argumenta.

Já a Taxibeat, observa Sandro Barretto – gerente de marketing dessa operação no Brasil -, ajuda a elevar a qualidade dos serviços de táxis também por disponibilizar aos usuários ferramentas para sua avaliação: “Quando sabe estar sendo avaliado, o taxista preocupa-se em atender melhor”, ele destaca.

Criada na Grécia, a Taxibeat chegou há cerca de um ano ao Brasil, onde já está presente em São Paulo e no Rio, tem cerca de 8 mil taxistas cadastrados, e recebeu mais de 150 mil downloads. “O número de corridas que passa pelo aplicativo dobra a cada mês”, relata Barretto.

Fonte: ProXXIma

Fox Sports anuncia transmissão da Copa do Mundo e chegada do segundo canal

Equipe Fox SportAs 64 partidas da Copa do Mundo de 2014 vão contar com a cobertura jornalística ao vivo do canal Fox Sports. A notícia foi divulgada nessa terça-feira, 13. A novidade é que, para dar conta de tantos jogos, a emissora lançará o segundo canal no ano que vem.

De acordo com informações do UOL, a ideia da emissora é que todos os jogos tenham cobertura. A Copa será realizada entre 12 de junho e 13 de julho no Brasil. O canal novo, entretanto, deve chegar em janeiro do próximo ano. O espaço vai auxiliar na transmissão e trazer investimentos comerciais – pelo menos 12 mil inserções serão disponibilizadas para os anunciantes, que terão a oportunidade de expor a marca nos outros canais do grupo, como Foz, Fox e no Nat Geo.

“A cobertura que está sendo preparada pelo Fox Sports para a Copa do Mundo contará com estruturas de transmissão em todas as sedes, com objetivo de traduzir todo o envolvimento que os brasileiros têm com o futebol”, declarou ao UOL o VP do canal, Eduardo Zebini.

As negociações dos direitos junto à Globo começaram no final do ano passado e foram finalizadas na semana passada. Os valores não foram divulgadas. A TV fechada terá transmissão do Sportv e da ESPN Brasil, além da Fox Sports. Na TV aberta, Globo e Bandeirantes têm os direitos dos jogos da Copa do Mundo.

Fonte: Comunique-se

Haja dízimo: Ex-presidente da Record é o novo assessor especial de ACM Neto

É, finalmente ACM e o demo, em algum nível, se encontram.

logo-rede-record-1316892247Ex-presidente da Rede Record, Alexandre Raposo vai assumir o cargo de assessor do prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do município nessa terça-feira, 13, informa o site Bahia Notícias.

Raposo esteve no comando da emissora de 2005 até julho deste ano, quando passou o cargo para o bacharel em direito Luiz Claudio Costa, em meio a várias mudanças promovidas por Edir Macedo.

“Eu me coloquei à disposição de Neto porque vejo que ele traz uma gestão inovadora. Salvador precisa de uma visão de longo prazo, de planejamento. Não podemos mais gerenciar a coisa pública apenas com ações imediatas. Caso contrário, não é possível avançar”, afirmou Raposo ao Bahia Notícias.

Na administração municipal, o empresário pretende estar envolvido em “ações sociais, para prestar serviços às pessoas”. Já tenho vontade de participar da vida pública há algum tempo. Nasci em São Paulo, mas sou soteropolitano por título. Quero pegar essa experiência [da Record] e trazer para a vida pública”, explicou.

Fonte: Comunique-se

Coletânea “Violão Ibérico” comprova a qualidade de instrumentistas brasileiros

Violão Ibérico, que teve origem após o lançamento do livro homônimo do jornalista espanhol Carlos Galilea, reúne canções de mestres que levaram o violão ao Olimpo

Violão IbéricoHá algumas verdades incontestáveis na música brasileira. Uma delas é que o País é um celeiro de cantoras, outra de que o samba é o ritmo mais recorrente e que o violão é o instrumento mais nobre e bem tocado dos usados na MPB. A coletânea Violão Ibérico, que teve origem após o lançamento do livro homônimo do jornalista espanhol Carlos Galilea, reúne canções de mestres que levaram o violão ao Olimpo. Baden Powell (É de Lei), Raphael Rabello (Graúna), Yamandu Costa (El Negro Del Bianco) e Guinga (Cheio de Dedos) já valeriam a compra do disco, mas há muito mais nas 12 faixas do CD.

A coleção ainda contou com a benção de outro grande instrumentista brasileiro, Turíbio Santos, que, infelizmente, não está representado musicalmente no disco, mas escreveu um belo texto sobre o projeto e sobre o instrumento.

O violão se basta. Ele é polifônico e tem linda sonoridade. O violão bem tocado inspira compositores a copiarem a orquestra dentro do violão”.

Chega ao Brasil ‘Blurred Lines’, novo álbum de Robin Thicke

Sucesso do álbum, que já conquistou o topo da Billboard, é trilhado por um caminho já desbravado por outros artistas como Michael Jackson e Justin Timberlake

Robin-Thicke-Blurred-Lines-Album-CoverBlurred Lines, sexto disco de estúdio de Robin Thicke é um típico caso de sucesso trilhado por um caminho já desbravado por outros artistas. O estrondoso êxito do álbum – primeiro lugar na Billboard, Inglaterra e Escócia – só pode ser explicado por uma carência de novidades que realmente valham a pena.

O artista, que formatou sua carreira no R&B e já escreveu canções para pesos pesados da indústria fonográfica como Christina Aguilera, Jennifer Hudson, Usher e Mary J. Blige, parece ter colocado Justin Timberlake e Michael Jackson em um liquidificador e adicionado um pouco de açúcar para criar as canções do CD. Dançante e animado são boas definições para Blurred Lines, mas não explicam o sucesso comercial.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense


O vexame do trem-bala e dos metrôs no Brasil

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O Eurostar faz a ligação entre Londres e Paris

O Brasil é mesmo um país com o qual a palavra planejamento não combina. Na maioria das vezes apenas por falta de competência, em outras por ter que ficar abaixo dos interesses político/econômicos de algum grupo de pessoas. O caso do adiamento do leilão para o trem-bala que ligaria Rio e São Paulo é apenas mais um triste capítulo dessa infindável história de falta de visão.

Para começar, este é um projeto que só foi posto para andar por conta da Copa do Mundo e das Olimpíadas, quando todo o transporte ferroviário-metroviário deveria ser a principal prioridade do Governo no que diz respeito a projetos de mobilidade, já que nossas estradas e rodovias, mesmo as privatizadas, já não suportam o fluxo e a demanda de tráfego que passa por elas. Infelizmente, as “prioridades” do Governo mudam toda vez que algum fato novo acontece ou que a pressão de políticos, opinião pública ou empresários vai contra suas ideias iniciais.

mapa-metro-londresO trem-bala já nasceu praticamente morto por conta do seu trajeto e das inimagináveis 11 estações que foram programadas para existir. Pior – pelo jeito essa palavra vai aparecer muitas vezes nesse texto -, com esse novo adiamento, já iremos ter gasto (informação do jornal O Globo) R$ 1 bilhão, mesmo que ele nunca seja saia do papel. Só esse gasto já serve para deixar ainda mais aberta a ferida da desconfiança e da corrupção. Gente: R$ 1 bilhão em estudos de viabilidade?

Só para citar o exemplo mais famoso e próximo da nossa realidade, o Eurostar (que faz a ligação Londres-Paris) tem, além das estações terminais, mais quatro paradas e sua passagem pode sair (dependendo do dia e horário) por pouco mais de R$ 150. Nosso ex-trem teria (segundo estudos) um precinho até mais caro, por um serviço que teria muito menos atrativos do que o Eurostar (lembrando que a Inglaterra é uma ilha e o principal meio de transporte é o avião que, embora mais rápido, tem a desvantagem de sair e chegar a aeroportos bem mais afastados dos centros das capitais do que as gares de trem).

Portanto, bye bye trem bala. Bye bye ligação decente entre o Galeão e qualquer lugar (mesmo que São Paulo).

mapa-metro-paris-francaOs metrôs

Já o caso dos metrôs (e vou me permitir ficar só com os exemplos de Rio e São Paulo) é de chorar. Enquanto os sistemas de Londres e Paris (centenários e, portanto, criados com muito menos tecnologia do que nos dias de hoje) podem ser considerados “organismos vivos” (evoluindo constantemente, até mesmo com o fechamento e abertura de estações em intervalos razoavelmente curtos), nossos sistemas são inacreditavelmente ineficientes e burros, desde a elaboração de seu traçado.

mapa-metro-Rio-de-janeiro-001Quem já viajou sabe que tanto na capital inglesa, quanto na francesa, é possível chegar a praticamente todos os lugares por debaixo da terra e mesmo quando algum acidente ou problema técnico acontece, jamais há um colapso do sistema, como o que vimos no Rio durante a Jornada Mundial da Juventude. A razão? Simples: o traçado das linhas. Na Europa os metrôs foram imaginados em quadrantes (zonas), algo que, com um pouco de boa vontade, pode ser dividido em retângulos onde as diversas linhas se entroncam em vários trechos, impedindo que tudo pare apenas porque a porta de uma composição parou de funcionar, por exemplo. Já no Brasil, foram desenhadas linhas retas, onde qualquer chiclete jogado nos trilhos pode impedir o ir e vir de centenas de milhares de pessoas. Simples, não?

Nossas autoridades, engenheiros, empresários e demais envolvidos nesse projeto parecem usar uma lógica que só pode ser a do lucro (obras mais caras, tarifas mais caras, etc) para que esse modelo se justifique. Uma ligeira comparação nos traçados me deixa com água nos olhos. Isso, sem contar que o Rio é um dos únicos lugares no mundo no qual comprar um bilhete unitário ou bilhetes para vários dias e viagens tem o mesmo custo.

Vou ali enxugar o choro e já volto.

Joe Bonamassa – 11/8/2013 – Vivo Rio – Som alto e muitas notas

Joe Bonamassa Vivo Rio IVUma noite de domingo, Dia dos Pais e com uma temperatura baixa para os padrões do carioca, podem ter contribuído para que o Vivo Rio não recebesse um grande público na apresentação de Joe Bonamassa, considerado por muitos como A Nova Esperança branca do Blues.

Como prometeu, Bonamassa fez um show com som alto e muitas notas. O início do concerto, acústico, mostrou que o guitarrista também manda bem no violão, mas foi mesmo com o desfile de Gibsons que Bonamassa levantou a plateia, em vários momentos – memorável a citação ao mega sucesso do The Who, Won’t Get Fooled Again.

Joe Bonamassa Vivo Rio ISempre usando seus inseparáveis óculos escuros e, seguindo a tradição dos seus ídolos ingleses, falando pouquíssimo, Bonamassa deixou claro que, se ainda não está no patamar de nomes como Eric Clapton ou Buddy Guy, é uma força emergente e que faz tempo deixou de ser uma promessa.

As quase duas horas de espetáculo se passaram quase na mesma velocidade com a qual dedilha e arranca solos enfurecidos de suas Les Paul.

Tomara que da próxima vez sua apresentação seja programada para uma data mais favorável. Os cariocas merecem assisti-lo.

Joe Bonamassa Vivo Rio IISetlist:

Palm Trees Helicopters and Gasoline
Seagull
(Bad Company song)
Jelly Roll
(Charles Mingus song)
Athens to Athens
Woke Up Dreaming
Dust Bowl
Story of a Quarryman
Who’s Been Talking?
(Howlin’ Wolf songr)
Someday After a While
Dislocated Boy
Driving Towards the Daylight
Slow Train
Midnight Blues
(Gary Moore song)
Spanish Boots
(Jeff Beck song)
Song of Yesterday
(Black Country Communion song)
Django
Mountain Time

Bis:
Sloe Gin
(Tim Curry song)
The Ballad of John Henry

Fotos: Fernando de Oliveira e Jo Nunes

Joe Bonamassa: A “Esperança Branca” do blues

Confira a entrevista que o guitarrista me concedeu (por e-mail).

Joe Bonamassa IO blues, assim como o boxe, o samba e as modalidades de corrida no atletismo, é um campo dominado por pessoas da raça negra. Vez ou outra surge um nome de destaque que acaba ganhando o apelido de “A Nova Esperança Branca“. Da mesma forma que aconteceu com gente como Eric Clapton e Stevie Ray Vaughan, o guitarrista Joe Bonamassa é o nome da vez e volta a se apresentar hoje para a plateia carioca no Vivo Rio.

Desde o lançamento de seu primeiro disco solo – A New Day Yesterday (2000) – já se passaram 13 anos, mais dez discos de estúdio, cinco discos ao vivo, quatro DVDs, um grande número de prêmios e colaborações com artistas como  B.B. King, Eric Clapton, Beth Hart, Paul Rodgers e Leslie West. Com dois lançamentos recentes – um ao vivo – An Acoustic Evening at The Vienna Opera House (2013), e outro de estúdio – Driving Towards the Daylight (2012) – o músico continua sua trajetória de sucesso.

Admirado por bluseiros brasileiros, como o também guitarrista de blues Big Gilson – “O Joe Bonamassa é incrível. Sem dúvida o maior nome do blues contemporâneo da atualidade”, Bonamassa, ao contrario da maioria dos bluseiros, foge da normalidade e ao invés de grandes nomes do blues americano, como Howlin’ Wolf ou Muddy Waters, diz que os discos que mais o influenciaram foram John Mayall & the Bluesbreakers with Eric Clapton, Rory Gallagher Irish Tour e Goodbye (do Cream).

Essa não é a sua primeira vez no Brasil. Você mantém algum contato com músicos brasileiros?

JB – Renato Neto (tecladista e produtor) é um dos meus músicos favoritos em todo o mundo, se não for o favorito! Nós tocamos juntos na banda Rock Candy Funk Party (que interpreta clássicos dos anos 70 e 80) e foi ótimo.

Joe Bonamassa IIAlguma lembrança dos shows que já fez no Brasil?

JB – Grandes fãs e ótimos palcos.

Depois da canção Further on up the Road (gravada no disco at Royal Albert Hall), com Eric Clapton, você disse: “Essa é a coisa mais legal que eu já fiz na minha vida”. O que Clapton significa para você?

JB – Eric foi e é tão generoso com o seu tempo e seu talento…Aqueles seis minutos significaram o mundo para mim. Eu jamais poderei retribuir o que ele fez.

Quais artistas novos você costuma ouvir?

JB Joanne Shaw Taylor e Robert Cray– ele ainda é razoavelmente novo.

E quem é o seu guitarrista preferido da nova geração?

JB – Joanne é a minha favorita, porque ela compõe realmente bem e faz grandes solos. Não são muitos os que fazem isso.

Infelizmente, muitos dos grandes nomes do blues estão envelhecendo ou morrendo. Você vê um futuro para o blues?

Joe Bonamassa IIIJB – Se algum jovem pega uma guitarra ou escreve uma canção de blues que signifique algo para as outras pessoas, tudo bem.. Caso contrário, estamos ferrados (risos).

Alguns nomes desapareceram depois de fazerem muito sucesso (Robert Cray, por exemplo). Como você explica o seu sucesso por tanto tempo?

JB – Não consigo explicar esse sucesso. Honestamente, esses últimos cinco anos tem sido como um tornado.

Você se considera um dos artistas que têm a responsabilidade de levar o blues para as novas gerações?

JB – Eu me considero responsável por eu mesmo e pela música que eu faço. Fora isso, melhor deixar a internet fazer o julgamento.

Joe Bonamassa IVComo um guitarrista como você (que é mais “elétrico“) viu a “onda acústica” dos anos 90?

JB – Yeah… Eu adoro esse tipo de música, somente gosto mais de uma Les Paul.

Qual foi o melhor show que já assistiu?

JBBB King no Hampton Beach Casino Ballroom, em 1991. Eu fiz a abertura do show e quando ele cantou Guess Who em sol menor, eu chorei. Foi a melhor música que eu já ouvi.

O que você espera do show no Rio?

JB – Barulho e solos com muitas notas.

Alguma mensagem para os fãs brasileiros?

JB – Obrigado! O que mais eu posso dizer?

Serviço:
Joe Bonamassa
Local – Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Data: 11 de agosto (domingo)
Horário: 20h
Preço: De R$ 180 a R$ 500



Uma versão desse texto foi publicada no jornal O Fluminense