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Grande parte dos internautas compra por impulso

Segundo pesquisa da CNDL/SPC Brasil, 41% dos gastos são feitos sem pesquisa prévia

Que o consumidor brasileiro está cada vez mais maduro e utiliza a internet para checar preços e a reputação dos vendedores, ninguém duvida, mas surpreende saber que 41% dos internautas ainda gastam por impulso, sem nenhuma pesquisa prévia.

A boa notícia é que 47% das compras em lojas físicas só acontecem depois que o internauta pesquisa na internet para conferir se vale a pena. A maioria pesquisa sobre as características do produto e preço, claro.

Ainda há muita resistência para compra de produtos como calçados, por exemplo, mas essas resistências tendem a desaparecer, principalmente por causa do bom atendimento das lojas online e das facilidades para devoluções e trocas.

Mesmo assim, 25% dos internautas visitam loja física antes de comprar na internet e 83%, acreditam que as lojas online praticam preços mais baratos. compras on-line. No geral, 91% dos internautas dizem se preocupar com fraudes na internet.

A pesquisa completa pode ser encontrada no link https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

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Brasil fecha setembro com 62,4 milhões de negativados

Dívidas bancárias crescem 8,5%, enquanto atrasos no crediário caem -6,1%. Inadimplência entre idosos avança 10,0%

Enquanto grande parte da mídia e da população voltam suas atenções para o pleito eleitoral do dia 30, os números da economia continuam mostrando o calvário do brasileiro.

Levantamento do Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostra que, em setembro, aumentou em 3,9% a quantidade de novos inadimplentes na comparação com o mesmo período do ano passado.

São 62,4 milhões de brasileiros com restrições ao crédito (mais de 40% da população adulta acima de 18 anos). E pensarmos apenas na população entre 50 e 64 anos, a alta foi de 6,2%.

A Região Norte é onde se encontra a maior proporção de pessoas com CPF restrito.

O estudo é amplo e pode ser visto na íntegra em http://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Fonte: SPC

Despesa com lazer é o que mais traz gastos para o bolso do consumidor

Lazer caroDe acordo  com  o estudo, entre os maiores  gastos mensais estão despesas com viagens  de  fins  de  semana (R$ 425), boates (R$ 320) e  restaurantes (R$ 301)

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz revela que o lazer é a categoria de consumo que traz mais gastos mensais para o bolso do consumidor brasileiro. Em média, o brasileiro que direciona suas despesas ao lazer gasta R$ 389 por mês com atividades de entretenimento (cinema, boates, bares e outras), R$ 223 com produtos em geral (roupas, calçados, acessórios e outros) e R$ 137 em serviços (telefonia móvel, tevê a cabo, plano de saúde e outros). O estudo foi realizado junto a 620 pessoas maiores de 18 anos, de todas as 27 capitais brasileiras.

A pesquisa também elencou o ranking de gastos mensais da cesta do consumidor brasileiro com atividades de lazer. Em primeiro lugar aparecem as viagens de fim de semana (R$ 425). Já em segundo lugar surgem as saídas para boates (R$ 320), seguidas pelas idas a restaurantes sofisticados (R$ 301) e pelas idas aos restaurantes do dia a dia (R$ 247). Em seguida se destacam as saídas para bares (R$ 174).

A prioridade concedida aos gastos com experiências de lazer fica ainda mais explícita quando se observam fatores relacionados a uma decisão de compra. Fundamentalmente, a pesquisa indica que o consumo está conectado a sensações como realização (80%), felicidade (80%) e segurança (43%) – eram múltiplas as opções de resposta. Dentre os itens menos citados, temos culpa (8%), tristeza (6%) ou insegurança (8%).

Ticket médio ressalta diferenças entre classes sociais

Com relação ao perfil socioeconômico, o estudo aponta algumas diferenças significativas: para 43% dos entrevistados das classes A e B, as experiências de lazer constam entre as categorias com maiores gastos. Já entre os consumidores das classes C, D e E, este percentual é de 30%.

O mesmo ocorre com as viagens de fim de semana. Para os entrevistados das classes A e B, os gastos mensais com viagens de fim de semana são de R$ 573, enquanto que na Classe C, D e E, essas despesas são de R$ 281. A ida a restaurantes com familiares e amigos também aponta disparidade semelhante em relação ao ticket médio mensal: R$ 348 nas classes A e B e R$ 178 na Classe C, D e E. Somando os gastos com viagens de fim de semana e idas a restaurantes do dia a dia, observa-se que os entrevistados mais abonados gastam o dobro em relação aos consumidores das classes C, D e E: R$ 921, contra R$ 459.

“É importante lembrar que os consumidores valorizam muito as atividades de lazer, independentemente do perfil socioeconômico ao qual pertencem. A diferença é que as pessoas das classes mais abonadas têm mais sobras no orçamento para arcar com estes gastos. Mas, de modo geral, todos gastam com lazer dentro do limite orçamentário disponível de cada um”, observa Kawauti.

Baixe a pesquisa completa e a análise técnica do estudo

Fonte: SPC