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Maioria dos negativados em outubro já haviam atrasado outras contas nos últimos 12 meses

Porém, número de pessoas que deixaram a lista de devedores subiu 9,5%

A situação econômica do Brasil continua emperrada. Apesar de alguns bons sinais, a coisa ainda continua difícil para muitos milhões de brasileiros. Quem tem dívidas tem dificuldades para quitá-las e, muitas vezes, caem na mesma armadilha após alguns meses.

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Essa é a realidade de muitos brasileiros que, por falta de planejamento ou dificuldades financeiras, voltam a ter o CPF negativado ao não pagarem suas contas. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que, do total de consumidores que foram negativados no último mês de outubro, 80% são reincidentes, ou seja, já haviam aparecido no cadastro de devedores ao longo dos últimos 12 meses

O tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida para a outra é de 96 dias. Especialistas também dizem que o Natal deve(acreditem) servir para que mais pessoas paguem suas dívidas, ao invés de criar novas.

Portanto, se você conseguiu sair da lista negra, muito cuidado para não voltar!

Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

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Em julho, 19% dos brasileiros tiveram crédito negado

Situação econômica da população continua ruim

O número de brasileiros que tiveram o crédito negado (em julho) foi de 19%. Pior que esse número é saber que 44% dos consumidores usaram algum tipo de crédito, o que deve aumentar a quantidade de inadimplentes nos balanços dos próximos meses.

Os dados do Indicador de Uso do Crédito apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o não pagamento de contas foi a principal razão para as negativas.

Ainda segundo o indicador, apenas 13% dos consumidores brasileiros estão com as contas no azul, enquanto 35% encontram-se no vermelho.

São muitas as informações — Leia o estudo completo aqui — e todas elas muito preocupantes.

Como venho repetindo: as eleições vêm aí. Vote com inteligência.

Brasileiros ainda guardam dinheiro em casa

Pesquisa mostra que ¼ dos brasileiros deixam o dinheiro em casa ao invés de aplicá-lo

Pode parecer estranho que em 2018 ainda existam pessoas que guardam dinheiro em baixo do colchão, mas é verdade. Pelo jeito, não são apenas políticos corruptos que enchem apartamentos de dinheiro.

Tão estranho quanto deixar o dinheiro em casa é saber que a Poupança ainda é utilizada por 60% dos brasileiros. Ou seja, proteger o seu patrimônio financeiro não é uma prática comum.

Opção insegura

Numa época onde a violência e a falta de segurança estão em alta, parece ilógica a escolha de manter qualquer quantia dentro de casa, além de ser economicamente ruim, já que a inflação corrói o seu valor.

Além da péssima e já citada Poupança, outra escolha popular (e pouco rentável) é a Conta Corrente, utilizada por 18% da população. Completam o ranking das escolhas a Previdência Privada (7%), os Fundos de Investimentos (5%), CDBs (4%) e Tesouro Direto (4%).

Falta de dinheiro

Dados do mês de maio mostram que o brasileiro não tem o costume de poupar. As razões? Renda muito baixa (40%), imprevistos (25%), falta de qualquer renda (12%) e excesso de gastos (12%).
A coisa não anda mesmo fácil.

Veja a pesquisa completa aqui.

Metade dos brasileiros prefere fazer compras utilizando táxi ou transporte por aplicativo

A guerra entre táxis e aplicativos de transporte é feroz em várias partes do mundo e, como não poderia deixar de ser, também no Brasil. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas mostra que a maioria da população prefere usar os aplicativos (Uber, Cabify, etc) do que os táxis ou outros meios de transporte na hora de fazer compras.

No caso específico do Rio de Janeiro, onde o serviço oferecido pelos táxis é – que a categoria me desculpe – ridículo e a violência faz com que receio de sair com o seu automóvel próprio cresça todos os dias, o resultado do estudo não surpreende e o corte por faixa etária me parece menos importante do que o resultado global.

A realidade é que os aplicativos vieram para ficar e que necessitam de alguma regulamentação, mas que não inviabilize o seu funcionamento. Quanto aos táxis, é necessário rever o serviço oferecido, com veículos melhores, motoristas mais treinados e educados e preços mais competitivos. Da maneira que a coisa está, taxista pode ser uma profissão em extinção.

Sessenta e cinco por cento das pessoas passou a usar mais os transportes por aplicativo no lugar dos táxis em função do melhor preço oferecido

A concorrência gerada pela entrada das novas plataformas de transporte por aplicativo no mercado está mudando o padrão de exigência do consumidor brasileiro, cada vez mais ávido por alternativas que economizem tempo e dinheiro, sem abrir mão de qualidade e comodidade. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) buscou compreender relação dos brasileiros na hora de optar por serviços de transporte particulares pagos e mostra que metade dos entrevistados (50%) afirmaram que preferem fazer compras utilizando serviços de transporte privados como táxi ou transporte por aplicativo, como Uber e Cabify, por serem mais baratos do que outras alternativas disponíveis.

Em uma comparação levando em conta somente os táxis e as plataformas de transporte por aplicativo, o levantamento revela que mais da metade dos brasileiros (65%), principalmente aqueles entre 18 e 34 anos (77%), concordam que passaram a usar mais os transportes por aplicativo no lugar dos táxis em função do preço oferecido. Já 58% citaram também a qualidade superior do serviço.

O estudo também mapeou quais os meios de transporte mais utilizados para fazer compras. Na opinião dos brasileiros entrevistados, ir às compras utilizando os serviços particulares de transporte é preferível por ser mais cômodo (55%), principalmente para os jovens entre 18 e 34 anos (64%), e também por ser de fácil acesso (55%), com maior frequência entre consumidores de 18 a 34 anos (63%).

As novas plataformas por aplicativo levaram vantagem em comparação com os táxis em muitas categorias pesquisadas. De acordo com os entrevistados, se locomover utilizando serviços de transporte por aplicativos é mais usual do que pedir um taxi principalmente para realizar atividades de lazer como ir a bares, restaurantes, cinema, festas e parques (18% das citações frente a 6% dos táxis), fazer compras longe de casa (10% das citações, frente a 6% dos táxis) e ir ao médico/dentista (6% das citações, frente 3% dos táxis).

“Refletindo uma sociedade cada vez mais conectada e em rede, a entrada da tecnologia da informação aliada aos serviços de transporte particulares possibilitou pela primeira vez a aproximação direta entre motoristas e passageiros”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Considerando tanto as novas plataformas de transporte por aplicativos, como as plataformas de táxis, como 99 Táxi e Easy Taxi, atualmente é possível chamar um carro, acompanhar o itinerário da corrida em tempo real e também avaliar a qualidade do serviço prestado. “Conforme mostram os dados, essa mudança de paradigma vem alterando a maneira com que os brasileiros se deslocam e consomem, principalmente os mais jovens, naturalmente mais adeptos a esse tipo de inovação”, afirma o presidente.

Para Pellizzaro, se tratando das leis de mercado, a demanda reprimida por transporte de qualidade do brasileiro foi atendida pelos serviços de transportes particulares, levando em consideração aqueles que podem pagar por este tipo de serviço. “Para que a equação da mobilidade urbana seja estendida a todos e garanta atributos como eficiência, segurança e consciência ecológica, ainda é preciso políticas públicas e investimentos concretos que incentivem o transporte coletivo de qualidade, a integração de modais e o melhor planejamento da ocupação do espaço público”, explica.

Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o IBOPE e ouviu 1.500 consumidores em todas as capitais. A margem de erro é de no máximo 2,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.

Fonte: SPC Brasil

Cinquenta e sete por cento da população brasileira não se prepara para  a aposentadoria

Preocupação com o futuro entre os mais jovens é ainda menor 

AposentadosDe acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal Meu Bolso Feliz, a maioria dos consumidores (57%) não se prepara financeiramente para a aposentadoria. No caso das pessoas menos escolarizadas (até ensino fundamental completo), o número aumenta para 62%. Entre os homens, 54% não se planejam para essa fase da vida e entre as mulheres, 59%. Um dado importante da pesquisa é a preocupação dos mais jovens (de 18 a 24 anos) com a aposentadoria: 59% dizem não se preparar para a velhice.

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o número é preocupante. “As pessoas não pensam que no futuro terão uma grande redução na renda quando pararem de trabalhar. Os jovens pensam em aproveitar o momento e acabam não se preocupando com gastos com saúde e imprevistos.” alerta. “Quanto mais velho, mais caros são os planos de saúde, maior a propensão a ter problemas sérios que necessitem de remédios caros e cirurgias. Além disso, o futuro pai ou mãe também terá gastos com seus filhos na faculdade ou cursos. Tudo isso deve ser pensado ainda quando jovem”, explica a economista.

Entre os que admitem não se preparar para a aposentadoria, 17% afirmam que dependerão somente do INSS. Outros 15% dizem que gostariam de se preparar, mas não sabem por onde começar; 14% não pensam no assunto; e 10% garantem que gostariam, mas não sobra dinheiro para guardar ou pagar o INSS.

Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, a aposentadoria deve ser pensada desde o primeiro emprego, logo no início da fase adulta. “Ainda que o jovem ganhe um salário baixo, é possível guardar uma parte se houver organização e disciplina. Quem passa por essa fase deve usar a energia da juventude para fazer o seu pé de meia e poupar para depois viver sem preocupações e privações mais para frente”, analisa. “O futuro que hoje parece tão longe está mais perto do que imaginamos e quanto mais cedo iniciar esse investimento, melhor: os aportes mensais feitos com 25 anos são bem menores do que se iniciar aos 45 anos”. 

43% dos entrevistados investem no futuro

Segundo a pesquisa, 43% dos consumidores tomam providências a respeito da aposentadoria. A preparação é maior entre o público masculino, entre pessoas pertencentes às classes A e B, e entre os que possuem maior escolaridade. A poupança é identificada como a opção mais frequente de investimentos (25%), seguida da previdência privada (14%).

Porém, a economista alerta que a caderneta pode não ser a melhor maneira de assegurar uma boa renda para a terceira idade. “Existem outras formas de investimento que também são práticas, permitem a retirada do dinheiro a qualquer momento, e ainda estão dando maior retorno”, explica. “As melhores opções atualmente são os papeis do tesouro direto, CDB e fundos de renda fixa”, diz Kawauti. 

Confira dicas para se preparar para a aposentadoria:

  • Prestar atenção no orçamento e dar importância à Previdência Oficial – INSS;
  • Recolher o INSS mesmo quando resolver dar um tempo para estudar, lazer, etc. O não recolhimento vai prejudicar o futuro já que o imposto é acumulativo, ou seja, se a pessoa não recolher o INSS por dois anos quando jovem, terá que recolher dois anos depois quando já estiver mais velho;
  • Se tiver dificuldades em guardar dinheiro, existe a opção da Previdência Privada. Mas cuidado: se os recursos guardados forem para a compra de um bem – como a casa própria, por exemplo – a tributação da Previdência não é favorável;
  • Quanto maior a reserva, melhor, mas um início de poupança com 10% da renda líquida é um bom começo;
  • Aproveitar a entrada de dinheiro extra para aumentar as reservas, como 13º, férias remuneradas, bônus, etc. 

Metodologia

Foram ouvidas 662 pessoas com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro é de 3,7 pontos percentuais com margem de confiança de 95%.

Baixe a pesquisa na íntegra em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/pesquisas

Fonte: SPC