Google vai lançar um novo sistema operacional voltado para empresas

google11Depois de se estabelecer nos mercados educacionais e do usuário final com produtos baratos e mais simples, o Google volta agora seus olhos para o segmento corporativo com sua nova oferta de Chromebooks. Nesta semana, a empresa anunciou a nova versão de seu sistema operacional baseado no navegador e em código aberto voltado para as companhias que precisam adaptar suas estruturas atuais para o mundo da computação na nuvem.

Em parceria com a Dell, que vai lançar novos produtos do tipo no mercado, o Google quer garantir que os sistemas legados das empresas possam ser utilizados e, mais do que isso, convertidos para a nova onda. É justamente por isso que o grande destaque aqui é um conjunto de ferramentas que permitirão a transição de aplicativos que rodam no Windows para os sistemas de nuvem da gigante.

Esse é um anseio antigo da companhia, que há anos trabalha ao lado de corporações frisando as vantagens do cloud computing – mais segurança, maior disponibilidade, colaboração e, acima de tudo, a possibilidade de um gerenciamento centralizado, estejam os funcionários no escritório, viajando ou trabalhando de casa. O que o Google percebeu é que, por mais que muitos clientes concordem com tudo isso, essa transição efetiva era um pouco dificultada pelos sistemas já em funcionamento, que exigiam adaptações, desenvolvimentos adicionais ou mudanças completas, algo que pode não ser muito viável ou, ainda, ter impacto sobre as receitas.

Para companhias de TI, pode até ser um trabalho importante, mas e quando se trata de empresas mais tradicionais ou com poucos funcionários? Foi justamente em uma visita a uma fábrica desse tipo que o Google percebeu o problema há cerca de um ano e decidiu agir.

Uma das principais adições é um sistema que vai permitir que usuários de Chromebooks acessem pela internet os sistemas de suas empresas, fazendo uso até mesmo de aplicações antigas, que nem mesmo sonhavam com uma arquitetura online. Isso além, é claro, dos sistemas de adaptação e desenvolvimento de novos softwares que estarão disponíveis para todos e facilitarão a transição. Além da Dell, empresas como a Citrix e a VMWare também fazem parte da empreitada.

Os primeiros computadores da nova leva de Chromebooks para o mercado corporativo chegam no dia 17 de setembro e, nos Estados Unidos, vão custar de US$ 399 (cerca de R$ 1,4 mil) até US$ 799, aproximadamente R$ 2,8 mil. Outras fabricantes, como Acer e HP, por exemplo, também devem incorporar os novos sistemas à sua oferta de máquinas futuras.

Concorrência direta

Mais do que atender às necessidades de seus clientes, a nova empreitada do Google é também uma forma de ampliar seu rol de ferramentas para trazer clientes para si e evitar que eles permaneçam na concorrência. Mais do que notar que o uso de sistemas legados é uma realidade, a empresa provavelmente reparou também que são poucas as empresas que pensam dessa maneira.

A HP, uma de suas parceiras na fabricação de Chromebooks, por exemplo, trabalha com foco em virtualização e adaptação, mas a partir de consultorias que auxiliam a transposição de aplicativos antigos para a nuvem. Enquanto isso, a Amazon prefere focar em suas próprias ferramentas e não possui nenhum tipo de assistente para realizar essa conversão. Parece que, pelo menos por algum tempo, o Google será um dos grandes nomes desse movimento se tudo der certo.

Fonte: Canaltech

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Popularidade das cinco principais redes sociais desacelera; WhatsApp cresce

Não tenho como dizer se essa é uma tendência duradoura, mas, em tecnologia, nada dura para sempre.

Popularidade-cinco-principais-redes-sociais-desacelera-WhatsApp-cresceO crescimento das cinco maiores redes sociais desacelerou ou estagnou, mas o uso de aplicativos de troca de mensagem e aqueles efêmeros, como o Snapchat e WhatsApp, está atualmente aumentando, revelou uma nova pesquisa Pew Research.

A última pesquisa sobre social media revela, pela primeira vez, dados sobre o uso de aplicativos de mensagem como uma atividade móvel independente. O relatório foi baseado em entrevistas feitas pelo telefone com 1.907 adultos americanos e conduzida entre março e abril de 2015.

Os resultados demonstram uma mudança em curso do consumidor, que tende a se afastar de serviços tradicionais para soluções mais simples, em resumo, aplicativos mais sofisticados que permitem expressar imediatamente impulsos sociais em dispositivos móveis.

A significante penetração desses aplicativos e as taxas de uso sugerem que plataformas sociais de nicho estão alcançando um ponto que pode eventualmente derrubar as estruturas da então estabelecida “indústria social”.

De acordo com a Pew, 36% de todos os usuários de smartphone e 49% das pessoas entre 18 e 29 anos usam aplicativos de mensagens, como o Facebook Messenger ou KiK. O relatório também identificou que 17% de todos os usuários de smartphone e 41% das pessoas na mesma faixa etária, usam posts que “desaparecem” ou se auto-apagam, caso do Snapchat.

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Facebook ainda domina cenário

O Facebook continua a se manter na liderança; 62% de todos os adultos americanos usam o serviço e 70% deles se conectam ao aplicativo, pelo menos, uma vez ao dia, diz a pesquisa da Pew. Mesmo que o crescimento de sua base de usuários nos Estados Unidos tenha estagnado, vale ressaltar que a companhia fundada por Mark Zuckerberg também opera dois dos aplicativos de mensagem mais populares: WhatsApp e Messenger tem mais de 800 milhões e 700 milhões de usuários ativos, respectivamente.

Já a base de usuários do Pinterest e Instagram mais que duplicou desde que a Pew começou a acompanhar plataformas de redes sociais, isso em 2012, apesar de que o crescimento de ambas diminuiu durante o último ano.

O LinkedIn também experimentou uma queda, o Twitter estagnou. Nenhuma das cinco plataformas – Facebook, Instagram, LinkedIn, Pinterest e Twitter tiveram um crescimento significante  em uso entre setembro de 2014 e abril de 2015, de acordo com a pesquisa.

O relatório também encontrou que 59% dos usuários do Instagram checam o aplicativo diariamente, 27% dos membros do Pinterest o fazem todos os dias e LinkedIn é checado diariamente por 22% dos usuários.

Enquanto o número total de usuários em aplicativos de mensagem ainda é tímido em comparação ao Facebook, a Pew determinou que 30% dos adultos online usam os aplicativos, incluindo WhatsApp, Kik e iMessage.

A popularidade das ferramentas ditas “efêmeras” também está numa crescente, mas elas se mantêm populares entre a população de adultos jovens. As taxas de uso caíram consideravelmente entre pessoas entre 30 e 49 anos, aponta a Pew, atingindo apenas 11%, comparados ao 41% de todos os adultos de 29 anos ou mais jovens.

Fonte: Computerworld

Carolina Morand entra no lugar de Otávio Guedes e CBN marca um golaço

CBNDesde 2008, com a demissão do jornalista Sidney Rezende que a CBN entrou em uma fase pouco inspirada e com decisões que fizeram com que Ricardo Boechat e a Bandnews FM tomassem um protagonismo sem precedentes no cenário carioca. A contratação de Lucia Hippólito, sua saída e a demissão do ancora Maurício Martins apenas confirmaram que a nau estava sem rumo ou indo perigosamente em direção ao grande iceberg. Para piorar transformaram o ótimo colunista e jornalista Otávio Guedes em ancora. Bem, faltou (minha opinião) carisma e ritmo, além de voz. Com a decisão de Guedes de se dedicar única e exclusivamente ao jornal Extra, a direção da rádio decidiu convocar Carolina Morand – que cuidava do CBN Total – para a posição de comando do CBN Rio, o lado da competentíssima Lilian Ribeiro.

A diferença neste primeiro dia do novo CBN Rio já pôde ser notada em todos os sentidos. Na fluidez das notícias, na locução, na objetividade e até no (bom) humor. Parece que finalmente os cariocas terão uma boa opção para se manterem informados nas manhãs.

Carolina, boa sorte! CBN, parabéns! Cariocas, aproveitem!

Pioneiro da Internet diz que web não está pronta para transição de governança

John Klensin 2A criação da Internet é uma história repleta de nomes: uma das maiores revoluções da história da humanidade, a rede não surgiu da noite para o dia e nem foi resultado de uma invenção de uma única pessoa. E dessas dezenas de peças do quebra-cabeças que acabaram formando a Internet atual, alguns nomes são instantaneamente reconhecidos por trabalhos específicos: Robert Kahn e Vint Cerf, por exemplo, são considerados os inventores do protocolo TCP/IP. Outros ficam um pouco mais distante do holofote. Parte deles, inclusive, até por escolha do própria: e esse é o caso de John Klensin.

Reconhecido em 2012 como um dos pioneiros da web pelo Hall da Fama da Internet, o cientista político e especialista em ciência da computação esteve durante os anos 60 e 70 envolvido em diversos projetos de desenvolvimento de protocolos que acabaram sendo parte da criação da ARPAnet — a rede de compartilhamento de dados financiada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos que acabou se transformando na Internet que conhecemos hoje.

Entre entre eles, estavam alguns dos protocolos essenciais para a fundação da rede, como o FTP (File Transfer Protocol), criado para permitir a transferência de arquivos entre computadores, e o SMTP (Simple Mail Transfer Protocol), uma das bases para o envio de e-mails.

Ainda assim, Klensin se recusa a assumir um protagonismo: ele se define apenas como “um cientista político com um interesse em comunicação, influência e redes de pessoas”, e afirma que os trabalhos que levaram ao seu reconhecimento como parte da base da construção da Internet não fazem dele um dos “pais da Internet”, mas são resultado de um esforço conjunto de desenvolvimento com diversas outras pessoas.

“E eu sempre evitei me envolver com a Internet no nível dos bits. Eu me envolvi no desenvolvimento de coisas administrativas da Internet porque as pessoas que estavam envolvidas sabiam que eu tinha a habilidade para resolver os problemas humanos, políticos e dinâmicos disso, enquanto eles cuidavam da engenharia”, contou em uma entrevista ao Canaltech nesta semana, quando esteve em São Paulo para um evento que discutiu o futuro da tecnologia juntamente com o Comitê Gestor da Internet no Brasil, o CGI.br. “Mas havia uma divisão clara, então não, eu não sou um dos pais da Internet”.

Mas talvez um dos papéis mais importantes que Klensin teve para a web foi seu trabalho junto ao pesquisador Jon Postel, que acabou resultando na criação da Internet Assigned Numbers Authority (IANA), autoridade responsável pelo gerenciamento e alocação de endereços de IP.

Quando a IANA foi absorvida e sua a esponsabilidade passou para o Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), através de um acordo com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Klensin também esteve lá para garantir que a transição funcionasse bem.

Hoje, a questão da governança da Internet e do papel do ICANN volta à tona, após o governo dos Estados Unidos ter anunciado no ano passado que passaria a custódia dessas funções de gerenciamento da rede finalmente para um grupo multisetorial e global. Agora a proposta é que a internet passe a ser controlada por entidades contratadas, atuando sob um consórcio de países, empresas e órgãos competentes.

Na avaliação de Klensin, no entanto, a questão da transição até agora fez pouco mais do que ter “gerado muito barulho”, mas o comportamento da comunidade durante o processo de transição tem parecido problemático.

“Quando o ICANN foi criado, a questão era que a comunidade de Internet não estava madura o suficiente para administrar isso sem alguém que pudesse realizar a checagem final”, explicou. “Agora, 50 anos depois, a pergunta é se essa comunidade está pronta para fazer isso agora. Se a comunidade da Internet fosse mais como o caso do Brasil com o CGI.br, a minha resposta seria sim. Mas ela não é, então minha resposta é provavelmente ‘não’”.

Para o cientista político, a discussão está trazendo uma série de problemas para a transição que não deveriam estar enrolados nesse processo. Um dos exemplos que está tirando o foco das questões importantes da transição é a discussão que tenta impedir que a transição permita o surgimento de um “governo global”, que poderia utilizar a Internet como forma de controle supranacional. “[Estão sendo discutidas] coisas como quem está no controle ou onde estarão os pontos de alavancagem, ao invés de garantir que as funções administrativas funcionem bem”, afirmou. “Isso mostra que nós não estamos prontos ainda”.

John-KlensinUm exemplo bom de governança, na opinião de Klensin, é o caso brasileiro, que tem o CGI como órgão responsável. Ele elogia o modelo nacional e afirma que sua importância está no fato que as organizações que participam do órgão representam todos os que têm interesse que a Internet funcione — ou seja, todos que seriam afetados caso alguma coisa desse errado.

Na última segunda, o Departamento de Comércio do Estados Unidos anunciou que vai estender o acordo com o ICANN e adiar em um ano a transição prometida em 2014. Para Klensin, essa mensagem pode ter um duplo significado: ou o governo dos Estados Unidos está simplesmente adiando a questão, ou julgou que a comunidade da Internet ainda não está pronta e que ela agora terá mais um ano para organizar uma proposta eficiente.

No final, a visão do cientista é pragmática: Klensin reconhece que a questão da transição da governança da Internet tem uma importância simbólica, mas sua preferência seria por uma transição que de fato não afetasse a Internet como ela funciona hoje. “O governo dos Estados Unidos nunca interveio de forma significativa em nada”, avaliou. “Se você me der a escolha entre uma importância simbólica ou ter uma administração que funciona bem, eu escolho o segundo a qualquer momento”.

Fonte: Canaltech

Saiba quais cuidados tomar na admissão de funcionários

Contrataçao de profissionalEm qualquer tempo, principalmente em tempos de crise, é importante ter um bom sistema de seleção. No caso do jornalismo, é necessário saber enxergar além do óbvio. Sempre tive boa intuição para avaliar e escolher estagiários – alguns deles indo muito longe na profissão – e mesmo descontando alguns enganos (eles sempre acontecem) o saldo é positivo. A receita? Bem, não existe receita fechada, mas ter um teste atualizado e sobre assuntos variados e o famoso olho no olho na hora da entrevista são sempre mais efetivos que perguntas que sejam muito óbvias ou extremamente sem sentido. Aliás, como já falei aqui algumas vezes, concordo com a conclusão do pessoal do Google que descobriu que algumas técnicas mudernas de seleção servem apenas para dar importância aos profissionais responsáveis pela criação e utilização desses mecanismos do que para escolher a pessoa certa para o cargo certo.

Encontrei o texto abaixo, que cita mais alguns pontos que devem ser levados em conta na hora da contratação e não descordo deles.

O processo de seleção e contratação de funcionários é algo que sempre requer atenção. Não importa o tamanho da empresa ou sua área de atuação. É a força de trabalho que gera os resultados do negócio ou, pelo menos, grande parte deles. Por isso, uma escolha errada pode afetar a produtividade da equipe inteira e comprometer sua iniciativa.

Confira alguns cuidados que você deve tomar para não errar na hora de contratar:

  1. Saiba o que você procura

Saber apenas o título e descrição da vaga que será preenchida não é o suficiente. É preciso compreender que tipo de profissional e perfil a posição requer. Defina exatamente quais as qualidades e habilidades que se encaixam com atividades diárias do cargo, as ambições e motivações que são compatíveis com as da empresa e da equipe, o tipo de experiência que será um diferencial. Com tudo isso em mente antes de admitir funcionários, as chances de errar são menores.

  1. Vá além do currículo

Enquanto o currículo ainda é um item importante a ser analisado na seleção de um candidato, ele não deve ser o único. As informações contidas no documento, como experiência profissional e dados sobre a formação acadêmica, ajudam a entender o histórico do candidato, mas não servem de indicativo de quem ele realmente é. Focar demais no papel pode levar a uma interpretação que não condiz com a realidade. Alguém que aparenta ter a experiência perfeita para um cargo de gerência pelo currículo, por exemplo, pode não ter nenhum traço de espírito de liderança.

  1. Fuja das perguntas padrão

A entrevista é um momento essencial para a admissão de funcionários. Com ela, é possível observar a postura do candidato, sua forma de interagir e de pensar – informações que definem se alguém é compatível com a vaga oferecida e com a cultura organizacional da empresa. Mas, para conseguir reações autênticas e descobrir as motivações dos candidatos, é preciso fugir do lugar comum. Com perguntas padronizadas, você pode conseguir apenas respostas ensaiadas e acabar contratando funcionários desmotivados e incapazes de se adaptarem a mudanças e adversidades.

Fonte: Administradores

Brasil tem novo supercomputador na lista dos Top 500

Mesmo com todas as nossas mazelas o Brasil ainda vai bem em muita coisa.

supercomputador brasileiro santos dumontComeça a funcionar para valer este mês o novo supercomputador brasileiro, instalado na sede do Laboratório Nacional de Computação Científica, no Quitandinha, em Petrópolis-RJ. Batizado de Santos Dumont, ele ocupa 84 metros quadrados e consome R$ 450 mil em eletricidade por mês. E leva o Brasil ao mundo medido em petaflops.

“Era um grande sonho da comunidade científica brasileira, que abre espaço para uma série de desenvolvimentos que exigem performance mais alta. Antes dele ou o pesquisador tinha que pensar pequeno, adaptar seu projeto à capacidade, ou fazer acordos no exterior, o que implica em dividir uma patente, por exemplo”, diz o diretor do LNCC, Pedro Leite Dias.

A fase de testes começou ainda em abril deste ano, quando a máquina encomendada à francesa Atos/Bull ficou pronta. Elas são, na prática, três núcleos distintos com diferentes focos de aplicação à disposição do Sinapad, o Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho que fornece capacidade computacional a universidades e institutos de pesquisa interligados a 100 Gbps.

Por isso o Santos Dumont já está na lista dos 500 maiores supercomputadores do planeta (top500.org), divulgada duas vezes por ano. Liderada pelo chinês Tiahne 2 e seus 33 petaflops, a lista é dominada por equipamentos dos EUA (233 deles), mas onde figuram bem japoneses, europeus, russos e chineses. Em toda a América Latina são sete supercomputadores –  e seis deles ficam no Brasil.

O Santos Dumont responde pelos três deles (148º, 178º e 208º. Outro é o Cimatec Yemoja, no Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia do Senai de Salvador (165º), seguido pelo Grifo04, da Petrobras (um Itautec em 285º), pelo Cray do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (347 ). O sétimo supercomputador em terras latinas é o Abacus I, no México (255º).

A mudança é grande. Até aqui, o Sinapad e seus nove centros (UFRGS, Unicamp, UFRJ, UFMG, UFPE, UFCE, INPA e INPE, além do LNCC) reuniam 168 teraflops de pico de capacidade. O mais robusto entre eles também ficava no LNCC e rodava a 60 teraflops. Com capacidade de processamento de até 1 petaflop, o Santos Dumont é até 25 vezes mais rápido.

O projeto original era ainda maior. Pensado a partir de projeções de demandas do Sinapad, ele seria uma supermáquina de R$ 126 milhões – mas o dinheiro sumiu nos cortes orçamentários ainda de 2014. Quando voltou a aparecer, eram R$ 60 milhões. “O Santos Dumont não chegará ao que foi planejado lá atrás, mas é escalável para ter a capacidade ampliada em 40%”, conta o diretor do LNCC.

Ainda assim, o reforço fará diferença especialmente para três grandes aplicações que demandam muita capacidade computacional: modelagem molecular (para desenvolvimento de fármacos), engenharia aplicada à energia (sismografia do pré-sal, mas também em engenharia de materiais) e meteorologia de alta resolução.

Mas não só eles. Para o LNCC, o Santos Dumont também será muito usado em nanotecnologia, química, física, astronomia, meteorologia, oceanografia e geofísica,  e a própria computação (leia-se, big data). Na biologia, além dos fármacos há aplicações já existentes por sinal, como em medicina assistida por computação com aplicativos de treinamento de cirurgiões em técnicas de recomposição de aneurismas cerebrais.

Fonte: Convergência Digital

Mercado brasileiro de software e serviços movimenta US$ 25,2 bilhões em 2014 e já é o 7º maior no mundo

e-commmerceA indústria brasileira de software e serviços movimentou US$ 25,2 bilhões no ano passado, o que coloca o país como o sétimo maior mercado no mundo, de acordo com estudo encomendado à IDC pela Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes). Considerado apenas o mercado de software — sem incluir exportações —, o faturamento foi de US$ 11,2 bilhões em 2014, enquanto o segmento de serviços registrou US$ 14 bilhões no mesmo período.

Segundo o levantamento, o segmento de aplicativos manteve a liderança de vendas com participação de 44% dos softwares desenvolvidos, enquanto os ambientes de desenvolvimento representaram 31,3%, infraestrutura e segurança 22,7% e software para exportação, 1,9%.

Já o mercado brasileiro de TI — que inclui software, serviços e também hardware — movimentou US$ 60 bilhões no ano passado, o que representa um crescimento de 6,7% na comparação com 2013 e 3% do mercado mundial (US$ 2,09 trilhões). No ranking de investimentos no setor de TI na América Latina, o Brasil está posicionado em 1º lugar no ranking, com 46% do mercado.

Ainda de acordo com a pesquisa, o mercado brasileiro de software e serviços é liderado por micro e pequenos negócios. Das empresas dedicadas ao desenvolvimento e produção de software, quase 95% são micro e pequenas empresas e os empreendimentos de médio e grande porte têm representação de aproximadamente 5%.

Fonte: TI Inside

Redação SP Sportv

Redação Sportv IQue o jornalismo é, muitas vezes, bairrista, é fato. Que os coleguinhas paulistas são os campeões no bairrismo também é fato – talvez pelo estado ser o mais rico do País -, mas é uma pena que o Redação Sportv, programa matinal do canal de esportes da Globosat, tenha se perdido desde que o Marcelo Barreto deixou o seu comando. É triste ver em um dia que temos Vasco x Flamengo, um programa que desde a escalada até a escolha dos convidados dá total prioridade ao jogo entre Santos e Corinthians, que, sejamos francos, é bem menos importante que o embate carioca.

CAPA TIMES VASCO X FLAA culpa não é só do apresentador/comandante do programa. É de toda a equipe que deixa que as origens do seu comandante se sobreponha ao óbvio peso de cada pauta. O tempo reservado para cada parte do programa, além dos comentários sobre, por exemplo, os melhores narradores do rádio brasileiro chega a ser impressionantemente triste.

Seria ótimo, pelo menos uma vez, assistir ao sempre excelente Carlos Cereto fechando o programa, o que significaria que o futebol de São Paulo só teve um bloco na grade do Redação.

#revolta

Sessenta e três por cento das empresas brasileiras não sabem se perderam dados em ataques virtuais

Tem cada gestor de TI por aí…….. alguns nem sabem ligar um ar condicionado!

TIUma pesquisa realizada com cinco mil profissionais de TI e Segurança de TI de todo o mundo revela que apenas 37% dos entrevistados sabem dizer com certeza se a sua companhia perdeu informações sensíveis ou confidenciais num ataque virtual.

O estudo, que foi realizado pelo Instituto Ponemon a pedido da Raytheon|Websense, ainda mostra que no Brasil esse número foi de 23%. Cerca 35% dos entrevistados que perderam informações sensíveis não sabem afirmar exatamente quais dados foram roubados. No Brasil, esse índica é ainda mais assustador, com 63% dos entrevistados não tendo a menor ideia se a empresa perdeu algum dado.

O resultado da pesquisa aponta também a importância da adoção de ferramentas e processos para a prevenção de roubo de dados entre os CISOs e CIOs, que seguem lutando para defender informações críticas aos negócios de suas organizações para que elas se mantenham competitivas.

Na Conferência Gartner Security & Risk Management 2015, que aconteceu no início desta semana em São Paulo, os especialistas da Raytheon|Websense demonstraram a eficácia de uma solução de DTP para identificar os dados críticos de uma empresa. Eles se protegeram de ataques avançados e sofisticados, evitando o vazamento de informações.

O processo também deve recuperar a visibilidade e o controle de todas as informações sensíveis, independentemente de onde estejam e da forma em que são usadas.

Fonte: Canaltech

Governo pode beneficiar operadoras em troca de investimentos na banda larga

E dá-lhe benefícios para quem não precisa em mais um projeto superfaturado.

Fraude na InternetLembra do projeto Banda Larga para Todos, que visa entregar internet de alta velocidade (25 Mbps) via fibra óptica para 45% dos brasileiros até 2018? O conceito tem passado por altos e baixos, e ainda não tem uma data específica de lançamento. Mas o governo federal pretende colocar a ação em prática já nos próximos meses e pode fechar um acordo com as operadoras de telefonia móvel que deve acelerar esse processo.

O acordo em questão envolve os chamados “bens reversíveis”, ativos concedidos às prestadoras na época das privatizações, no fim dos anos 1990. Esses bens incluem desde imóveis, para abrigar os equipamentos de cada empresa, até a infraestrutura necessária para a construção de redes de telecomunicações. Para se ter uma ideia, só os edifícios das concessionárias custam o equivalente a R$ 20 bilhões.

É aí que entra o governo, que estuda a possibilidade de oferecer às operadoras de telecomunicações alguns desses bens reversíveis caso as companhias se comprometam a aumentar a oferta de banda larga em todo o país. De acordo com uma fonte familiarizada com o assunto, parte desses bens pode ser oferecida pelo governo federal às operadoras em troca de investimentos, mas não foram revelados valores. Pela legislação atualmente em vigor, os bens teriam de ser devolvidos à União quando encerrarem as concessões, em 2025. A alteração terá de passar por análise do Congresso Nacional.

Além da troca dos bens pelos compromissos, o plano do governo deve incluir leilões reversos com incentivos tributários para as empresas que aceitarem realizar os investimentos na expansão da oferta de banda larga. Segundo a fonte ligada ao governo, a intenção seria oferecer às companhias interessadas alguns abatimentos nos pagamentos das taxas do Fundo de Fiscalização de Telecomunicações (Fistel) em troca dos compromissos de expansão da banda larga. Nesse caso, obteriam os contratos as empresas que se dispusessem a fazer os investimentos em troca do menor desconto no Fistel.

Em junho, o governo federal havia sinalizado planos de aumentar em 189% as taxas do Fistel, o que foi recebido com forte crítica por parte do Sinditelebrasil, sindicato que reúne as empresas do setor. O objetivo do governo seria aumentar a arrecadação em um momento de ajustes nas contas públicas, frente à crise econômica pela qual o país passa atualmente. Contudo, o ajuste fiscal em vigor este ano não afetaria os planos de leilões reversos, uma vez que o abatimento no Fistel só entraria em vigor quando as obras estiverem concluídas.

Críticas

Internet around the WorldO Banda Larga Para Todos teria um custo total de US$ 50 bilhões, valor considerado alto por representantes do setor de telecomunicações, e a previsão é que o governo inicie os primeiros testes agora em outubro. No entanto, as operadoras afirmaram mais de uma vez que os investimentos estipulados pelo governo são ambiciosos e trariam retornos baixos, principalmente em regiões mais pobres, nas quais a população não tem renda suficiente para acessar fibra óptica, mais cara que a banda larga tradicional.

Algumas organizações da sociedade civil e de defesa do consumidor já esperam redução das metas do projeto. É o caso da associação PROTESTE, que acredita que o plano teria mais sucesso se houvesse mudança da banda larga para o regime público, o que classificaria o serviço de acesso rápido à internet como essencial à sociedade e, assim, permitiria a inclusão de mais recursos.

Fonte: Canaltech

Público da TV por assinatura no Brasil forma “nação” de 24 milhões de pessoas

 

 

 

 

É a crise!Tv por ssinatura XX

O furto de sinais é um dos temas mais pertinentes nos debates que envolvem representantes do setor de TV por assinatura. A parcela de domicílios brasileiros que possui o serviço alcança a faixa de 24.272.160. O número representa população maior que de estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro, que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm 20,8 milhões e 16,5 milhões, respectivamente, e ultrapassa países como Holanda (16,6 milhões de habitantes), Chile (17,4 milhões) e Austrália (21,7 milhões).

Os números de alcance da TV por assinatura no Brasil fazem parte da pesquisa “Sobre Furto de Sinal”, realizada pela H2R Consultoria e apresentada durante a Feira e Congresso da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura. O levantamento utilizou base de dados calculados por meio de análise de mercado feita em 2014, para comparação com os números atuais e observação do comportamento do consumidor.

Em comparação com o resultado total do último ano (calculado em 22 768 478), o número de domicílios que contam com o serviço de TV paga cresceu 6,6%. Da projeção, 19,7 milhões possuem assinaturas registradas pela Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel), enquanto as conexões clandestinas alcançam 4,5 milhões de casas brasileiras. Assim, os contratantes legais cresceram 6,1% e os serviços ilegais, 8,6%.

De acordo com o estudo, o serviço clandestino é mais utilizado por pessoas das camadas mais baixas da população. Dessa forma, 13% dos indivíduos que optam pela pirataria são da classe C e 19% se distribuem entre D e E. Outro dado é que a maioria das pessoas que utilizam serviço ilegal é do sexo masculino.

Fonte: Comunique-se

Roubo de sinal causa prejuízo de mais de R$ 4 bilhões ao setor de TV paga

Gatonet XDurante o primeiro dia de programação da edição 2015 da Feira e Congresso da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), os resultados negativos causados pelo impacto do furto de sinal foram apresentados. Ao participar do evento na terça-feira, 4, o presidente do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade, Edson Vismona, revelou que as ligações piratas de TV por assinatura movimentaram mais de R$ 4,1 bilhão na economia do setor em 2014.

O executivo afirmou que as entidades brasileiras comprometidas com a produção nacional são castigadas pela pirataria. Dessa forma, “os brasileiros precisam ter postura crítica em relação à prática nefasta da TV clandestina”. Para Vismona, que é advogado, os números de movimentação ilegal no setor não só demonstram as perdas como impactam na inovação. “A geração de conteúdo é um patrimônio de deve ser protegido”, enfatizou.

Diante das perdas anunciadas e para combater o avanço da ilegalidade, foi criada a Frente Parlamentar Mista de Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria, em maio de 2015. Segundo Vismona, o objetivo da iniciativa é “debater e contribuir com soluções concretas para o desenvolvimento e o crescimento do país, atacando fatores subjetivos do custo-Brasil, como a falta de inovação e insegurança jurídica que afasta investimentos”.

Gatonet XI“Precisamos estimular o viés absolutamente necessário para o Brasil, de defender a propriedade intelectual”, declarou o convidado do congresso que será realizado em São Paulo até esta quinta-feira, 6. A iniciativa possui apoio de diversas entidades, como as associações brasileiras das empresas de software (Abes), da propriedade intelectual (ABPI), de produtoras independentes de televisão (ABPI-TV), da produção de obras audiovisuais (Apro) e da própria ABTA.

De acordo com os números apresentados por Vismona, outros setores foram impactados pelo comércio tecnológico ilegal. A pirataria causou perdas no mercado de software (de R$ 7,7 bilhões), no setor de audiovisual (R$ 3,6 bilhões) e videogames (com prejuízo de R$ 816,7 bilhões).

Fonte: Comunique-se

Leia sobre o assunto

ABTA acredita que crise econômica pode incentivar acesso clandestino

Hertz anuncia que honrará com preços de locações realizadas com preço errado

Depois do absurdo de cancelar reservas feitas por conta de um erro do seu sistema que cobrou muito barato, a Hertz decidiu rever sua posição. Menos mau.

Hertz logoHá alguns dias publiquei um post sobre leitores que tiveram problemas com a locadora de carro Hertz ao fazerem reservas via empresas parceiras. Nessa ocasião, muitos leitores entraram em contato conosco para uma posição oficial da empresa, uma vez que suas reservas estavam sendo canceladas automaticamente.

Após confirmar que se tratava de um erro e que as locações seriam canceladas, a Hertz decidiu voltar atrás e anunciou hoje que vai manter as reservas! Por meio de sua assessoria, a empresa  afirmou que entrará em contato com os clientes que se sentiram lesados.

Confira a nota oficial da Hertz enviada ao MD:

“A Hertz informa que está contatando os clientes que realizaram reservas de locação de veículos para destinos internacionais no período de 22 a 23 de julho de 2015, por meio de empresas parceiras como Decolar, Mobicar e TAM para informar que irá honrar os valores ofertados nas reservas realizadas neste período e que foram divulgados erroneamente no sistema de reservas da Hertz. O contato será realizado via e-mail e trará as informações necessárias para que as reservas sejam cumpridas corretamente.”

Parabenizamos a Hertz por essa decisão! Caso algum de vocês ainda esteja enfrentando problemas em relação a esse caso, não deixe de nos informar nos comentários abaixo.

Fonte: Melhores Destinos

Boa Forma vai além do mercado de revistas e passa a dar nome a iogurte

Não sei se essa é uma saída para o jornalismo, mas é uma iniciativa.

Iogurte Boa-forma

Após se associar a empresas de roupas, papelaria e academias, a revista Boa Forma vai apostar ainda mais em extensão de marca. A novidade é que o veículo de comunicação vai fazer parte do mercado alimentício. A ação é resultado de parceria com a Verde Campo.

Sem lactose, gordura e açúcar, a Boa Forma apresenta ao mercado o novo iogurte Grego da Verde Campo. Serão duas opções: frutas vermelhas com chia e natural. “É uma alternativa prática e gostosa para deixar o lanchinho da tarde ou do pós-treino com uma dose extra de proteína. Como tem poucas calorias, também ajuda no emagrecimento, além de ser uma ótima opção para quem não pode consumir lactose”, explicou a editora de nutrição e dieta da revista, Eliane Contreras.

O trabalho de extensão de marca da revista mantida pela Editora Abril já envolve parcerias com Marisa, Tilibra e Dermiwil. No ano passado, mais de 250 mil produtos com a marca Boa Forma foram vendidos.

Fonte: Comunique-se

Brasil aparece com segundo preço mais barato na América Latina

Um estudo publicado pelo Instituto de Estudos Peruanos Aileen Agüero, a partir de levantamento feito pela rede de pesquisa DIRSI (Diálogo Regional sobre Sociedad de la Información), que utiliza metodologia da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), aponta que a banda larga no Brasil tem um dos preços mais baratos da América Latina.

A pesquisa, feita em 2014, com apoio do Centro Internacional de Pesquisa para o Desenvolvimento e da Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional, considerou 1.391 planos de oferta de serviços fixos de 48 operadoras, em 20 países latino-americanos. O levantamento, feito anualmente pelo Instituto, mostra avanços positivos em toda a região, como a redução de 16%, em média, no preço da banda larga fixa em 2014 e de cerca de 30% nos últimos quatro anos.

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De acordo com o levantamento, divulgado pela Telebrasil, o Brasil aparece em segundo lugar entre os preços mais baratos de banda larga fixa, com um valor mensal de 12,4 USD PPP (dólar/paridade de poder de compra), atrás apenas da Costa Rica, onde o pacote custa 9,8 USD PPP por mês, com impostos. Na outra ponta, com o preço mais caro, aparece a Argentina, com 59 USD PPP.

Considerando os planos que mais refletem a realidade de cada país, o Brasil aparece como o preço mensal mais barato da América Latina. Também levando-se em conta o que é chamado de “plano típico”, o estudo mostra que Brasil e Uruguai ocupam as duas primeiras posições em termos de maiores velocidades oferecidas. A velocidade, no caso brasileiro, quase dobrou frente a 2013.

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No indicador de acessibilidade, que mede o custo médio da banda larga em relação ao PIB per capita, o Brasil também aparece bem avaliado, ocupando a quarta posição, com 2,8%, bem abaixo da média da região, que é de 8,2%. No caso da banda larga móvel pré-paga, o Brasil lidera o ranking dos planos mais baratos, que tenham pelo menos 110 MB de download, com 0,6 USD PPP. Na análise da banda larga móvel, o Instituto levou em conta um universo de 2.100 planos. O estudo completo pode ser acessado em http://www.telebrasil.org.br/posicionamentos/estudo.

Fonte: Convergência Digital

Como os grandes jornais lidam com a crise

Continuando o tema do post anterior…

jornaisxxTenho uma pós-graduação e, infelizmente, nenhum MBA (Marketing Digital está sempre na mira), mas nem é preciso tanta qualificação para notar que as estratégias usadas pelos grandes jornais do mundo são radicalmente opostas aquelas usadas pelos jornais brasileiros.

Parece claro que a principal diferença está na qualidade das direções e nos objetivos das empresas. Parece óbvio que não é preciso que apareçam milionários para salvar nossos jornais (embora eles sejam bem-vindos), mas é absolutamente imperioso que as pessoas que vão decidir os rumos de nossos principais títulos.

Há decisões tão estapafúrdias que chega a ser difícil acreditar que foram tomadas (e aprovadas) por pessoas com um mínimo de visão.

Exemplo I: Transformar um jornal tradicional, com tamanho standard, e transformá-lo em um monstrengo de tamanho estranho, com menos oferta de conteúdo e gasto com papel (o maior gasto dos jornais), demissão de jornalistas (claro) e preço maior, só pode dar merda! Não precisa de MBA para saber disso.

Exemplo II: Você contrata para conduzir os rumos editoriais de um jornal econômico um jornalista especializado em reportagens policiais ou (pior) contratar alguém que gosta e só se preocupa com política para comandar um jornal popular. Outra vez, só pode dar merda.

Lá fora, se aposta na excelência da informação, na apuração bem-feita e nos profissionais (vide o caso do Washington Post) e, na maioria das vezes, na consolidação das suas raízes, mesmo que com algumas mudanças graduais de rumo, o que acaba sendo muito impactante no número de assinantes e visitantes das versões online, além de revitalizar e oxigenar a situação das versões impressas.

Aqui, o que se vê são apenas demissões a criação e descontinuação de cadernos especiais (automóveis, imóveis, etc) sem uma razão razoavelmente lógica, enquanto se mantém arcaicos departamentos comerciais que se recusam a evoluir e tentar atrair anunciantes para as versões online e, assim, diminuir as tabelas de preços dos impressos e conseguir manter os níveis de entrada de capital.

Parabéns aos envolvidos e aos que pagam seus salários com vários dígitos.

Em agosto de 2013, quando Jeff Bezos, fundador da Amazon, pagou US$ 250 milhões pelo jornal Washington Post, muitos questionaram a real intenção do empresário. Tão bem-sucedido em um negócio digital, o que ele queria em um segmento com dificuldades como a mídia impressa? Na ocasião, Bezos admitiu que não tinha um plano definido para reverter o quadro de queda de receitas e circulação, mas que ele iria testar e experimentar. E é isso que o empresário vem fazendo. Se apenas em busca de prestígio ou não, Bezos injetou quantias consideráveis no Post e contratou 100 repórteres e 40 engenheiros elevando o jornal à lista das empresas mais inovadoras do mundo, segundo a revista Fast Company.

Diante de uma série de notícias negativas relacionadas a meios impressos, destacar como grandes jornais estão lidando com suas crises financeiras e buscando maneiras de inovação no conteúdo, faz a diferença. Sobretudo, quando pesquisas indicam que o conteúdo noticioso continua com força no ambiente digital. Levantamento da PwC mostra que os meios tradicionais devem apresentar desaceleração no ritmo de alta, até então na casa de 4% ao ano. Porém, a procura deverá aumentar no ambiente digital. Marcelo Ribeiro, especialista em telecomunicações da PwC Brasil, explica que as assinaturas de jornais e revistas e títulos de e-books vão prevalecer no online. “Esse crescimento será impulsionado principalmente pelo ritmo de alta na compra de smartphones”, explica Ribeiro.

washintonpostWashington Post

Cenário financeiro

Antes de ser comprado por Bezos, o jornal sofria com queda de circulação e receita publicitária. A concorrência com a internet reduziu a audiência e pulverizou as verbas publicitárias, além de extinguir os classificados.

Solução para buscar novas receitas:

Investimento em conteúdo – Com a chegada de Bezos, o jornal contratou 100 jornalistas e 40 engenheiros para modernizar a redação que tem cerca de 680 profissionais de conteúdo. O resultado foi um aumento de 60% na audiência da internet, cerca de 50 milhões de visitantes únicos por mês.

Estratégia nacional – Antes restrito à capital dos Estados Unidos, o jornal está expandindo sua abrangência e cobertura para todo o País. Em médio prazo, a estratégia será de dar mais enfoque nacional e, posteriormente, internacional.

Interação entre técnica e conteúdo – Os 40 engenheiros contratados se integraram à redação e estão lado a lado com os jornalistas espalhados pelas editoras e times de infografia.

The New York Times Co. Post An 82 Percent Decline In 2nd Quarter ProfiThe New York Times

Cenário financeiro

A receita do jornal cresceu 22%, de 2010 a 2014, as verbas com anúncios caíram 15%, para US$ 662,3 milhões. As vendas de anúncios digitais somaram US$ 162 milhões em 2014 e estão longe de compensar o declínio da publicidade impressa.

Estratégia de redução de custos

Nos últimos anos, a empresa vem se desfazendo de algumas marcas para focar em seu negócio principal e fortalecer caixa. Foram vendidos os títulos Boston Globe, o site About.com, estações de rádio e TV.

Solução para buscar nova receitas

Assinatura digital – Desde 2011, o jornal cobra pelo acesso online, a iniciativa gerou US$ 169 milhões de receita em 2014 e superou a propaganda como principal fonte de recursos em 2012.

Adaptação do conteúdo às novas gerações – Está tornando disponível, aos poucos, o conteúdo em redes como Facebook e o aplicativo News, da Apple.

Estratégias com marcas fortes – A empresa anunciou, em julho, uma parceria para disponibilizar seu conteúdo no aplicativo da Starbucks, acordo que vale a partir de 2016.

el-pais-espanaEl País

Cenário financeiro

O jornal tinha um alto endividamento e vem buscando a redução, além de ampliar as receitas com projetos online. Nos seis primeiros meses de 2015, o grupo aumentou em 2,3% suas receitas para 650,9 milhões de euros e reverteu um prejuízo de 2,16 bilhões de euros, no primeiro semestre de 2014, para um lucro de 10,68 milhões de euros no primeiro semestre de 2015.

Estratégia de redução de custos

Venda do Canal A+ para o Grupo Telefónica reduzindo sua dívida em 681 milhões de euros, passando de 2,58 bilhões de euros, em dezembro de 2014, para 1,9 bilhão de euros, em 30 de junho de 2015.

Solução para buscar nova receitas

Assinatura digital – A assinatura digital do jornal cresceu 21,4% no online e caiu 1,7% no impresso. O grupo acelerou a transformação digital e, em razão disso, as receitas ajustadas para esse conceito aumentaram 15,3%, até alcançar 94,7 milhões de euros.

Expansão regional – Com um plano de fortalecimento de suas operações regionais, a empresa conseguiu boa evolução no México e na Argentina.

Associar a marca à inovação – O esforço do jornal em se conectar com o público jovem também está na estratégia. Na semana passada, o El País lançou um blog com o objetivo de mostrar como sua equipe lida com as transformações tecnológicas.

Fonte: Meio & Mensagem

NY Times: próximo de 1 milhão de assinantes digitais

Em meados dos anos 2000 o New York Times fez sua primeira tentativa de cobrança por conteúdo. Não deu certo! Depois, foi observando e estudando o mercado até que (muito depois, em 2011). O mesmo que aconteceu com o jornal americano foi se repetindo com praticamente todos os veículos de comunicação do planeta. Ainda hoje é muito difícil fechar a equação cobrança x audiência x lucro, fazendo com que muitas empresas sintam calafrios ao verem suas planilhas de custos e as verbas de publicidade.

O anúncio de que o NY Times chega próximo de 1 milhão de assinantes digitais é uma vitória de um jornal que não precisa se utilizar de subterfúgios como fofocas ou imagens com mulheres nuas. Tudo é baseado apenas na qualidade da notícia. Infelizmente, esse tipo de exemplo está muito longe de tentar ser adotado. Por mais de uma década “gurus digitais” (daqueles que leem livros sobre um tema e se tornam experts no assunto) insistem que o que o povo quer mesmo é ver bunda e ler notícias bundas. O detalhe é que nenhum desses brilhantes profissionais brasileiros consegue fazer com que seus empregadores obtenham números próximos da metade dos do NY Times.

New York Times online

O grupo New York Times divulgou na semana passada que seu lucro no segundo trimestre lucro superou as estimativas de analistas, após o publisher ter cortado despesas mais rapidamente que a queda de receita.

O lucro foi US$ 0,13 por ação, segundo comunicado – a Bloomberg, por exemplo, havia previsto uma média de US$ 0,11. Receitas tiveram queda de 1,5%, para US$ 382,9 milhões, abaixo da projeção média de US$ 383,3.

O digital foi responsável por 32,5% da receita total de mídia da empresa, com crescimento de 26,9%, enquanto que o aporte exclusivo de anúncios digitais cresceu 14,2%, chegando a US$ 48,3 milhões. Mas as perdas de receitas de anúncios em impresso novamente se sobrepuseram aos ganhos digitais, caindo 12,8% – a queda total de publicidade foi de 5,5%. O New York Times vem tentando atrair mais assinantes digitais e vender projetos de publicidade nativa.

Sobre circulação, a receita subiu 0,9%, segundo o comunicado. O número de assinantes exclusivamente digitais chegou a 990 mil no final do trimestre, um aumento de 19% em relação ao período do ano anterior, aproximando-se da histórica marca de um milhão.

“A gestão de despesas continuará a ser nossa maior prioridade também no segundo semestre de 2015, embora nossa ênfase em investimentos e execução de projetos digitais esteja mais intensa que nunca”, escreveu Mark Thompson, CEO.

O Times e outros publishers fizeram, recentemente, uma parceria com o Facebook e com a Apple para publicar histórias diretamente no news feed de suas plataformas, invés de encaminhar por meio de links para a página do NYTimes.com. Thompson disse que os acordos irão aumentar as receitas de anúncios digitais e poderá atrair mais assinantes.

Apesar das novidades em digital, o New York Times continua a investir em impressos. Em fevereiro o jornal lançou um novo projeto gráfico e editorial para o New York Times Magazine. Em abril anunciou uma seção masculina reformulada, num esforço para reforçar a publicidade impressa, que ainda compõe grande parte da receita anunciante do grupo.

Fonte: Meio & Mensagem

Em 2020, 50% dos profissionais farão home office

Tendo trabalho, home office não é problema!

Home Office XUm estudo realizado pela empresa de software Citrix mostra que nos próximos anos a tecnologia deve modificar o mercado de trabalho mundial, melhorar as relações de trabalho e consolidar tendências que já existem, mas ainda são vistas com certo receio. De acordo com a pesquisa, até 2020, 50% dos profissionais trabalharão de casa, seguindo os padrões legais e o número de freelancers deve continuar crescendo.

Profissionais autônomos

Home Office XIDe acordo com um levantamento realizado pelo site Freelancer, entre 2012 e 2015 o número de usuários brasileiros cadastrados passou de 17 mil para 235 mil. E a estimativa é de que esse número continue crescendo. A queda na oferta de empregos por conta da situação econômica atual, a necessidade de ter controle sobre o próprio tempo e poder escolher onde, como e para quem trabalhar, além da chance de aumentar o rendimento mensal são apontados como alguns dos motivos para o crescimento no número de profissionais autônomos.

Home Office

Outra tendência que deve crescer nos próximos anos é o trabalho remoto. De acordo com o estudo, em 2020 metade da força de trabalho será remota e dentro dos padrões legais. Uma pesquisa realizada recentemente pela PwC e pela FGV aponta que 64% das empresas brasileiras desejam oferecer a possibilidade de trabalho remoto a seus funcionários, mas não o fazem por receio de problemas legais.

Fonte: Olhar Digital

Dez coisas que sabemos sobre o Windows 10

Está chegando a hora e, acreditem, estou achando que esse será um bom Windows.

windows-10-logoNo fim do mês passado (7/15) a Microsoft apresenta seu muito aguardado Windows 10. Quase três anos após o lançamento do último sistema operacional, a atualização gratuita está sendo disponibilizada em 190 países para usuários do Windows 7, Windows 8.1 e Windows Phone 8.1. Os upgrades serão liberados gradativamente, mas para matar a curiosidade listamos 10 coisas que já sabemos sobre a nova grande aposta da companhia.

1-Menu Iniciar e design familiar

O retorno do menu Iniciar já é considerado um dos grandes acertos da Microsoft no Windows 10. O design é familiar aos usuários de versões mais antigas do sistema operacional – com transparência Aero Glass – e também aos que já se acostumaram com mudanças na interface implementadas no Windows 8. Os blocos dinâmicos continuam fazendo parte da plataforma, apenas ganharam nova animação em 3D.

2-Migração facilitada

O software será disponibilizado aos poucos, priorizando as 5 milhões de pessoas que testaram as versões beta e os donos de novos computadores. Usuários de tablets e PCs poderão fazer o download gratuito até um ano após do lançamento do Windows 10. Com a migração, os arquivos pessoais armazenados nos dispositivos não são perdidos.

3-Assistente virtual Cortana

A chegada da assistente virtual aos computadores é um dos recursos mais aguardados do lançamento. Com a Cortana, é possível fazer pesquisas na internet e nos arquivos internos por comando de voz, assim como saber informações sobre o clima, agendar lembretes e, até mesmo, usar aplicativos de terceiros. A Microsoft já confirmou que até o final do ano será disponibilizada a versão brasileira, que irá falar e compreender português.

4-Novo navegador

Adaptado aos novos padrões da web, o Microsoft Edge veio para substituir o Internet Explorer com recursos para navegação mais rápida. Um novo “Modo Leitura” ajuda a manter o foco e elimina possíveis distrações. Na barra de endereços do browser é possível encontrar informações como previsão do tempo e dados da bolsa de valores. Outra aba também exibe notícias recentes e dá sugestões de apps para download.

Microsoft5-Segurança é prioridade

A proteção é uma questão de prioridade para a Microsoft que garante que a versão 10 é mais segura já lançada de seu sistema operacional. Segunda a companhia, o antivírus nativo Windows Defender passou por várias reformulações e agora atua de forma praticamente instantânea, podendo ser comparado aos melhores softwares do mercado. A preocupação se estende ao período de navegação, com soluções contra ataques de phishing e bloqueios de malware.

6-Multitarefa

Com a intenção de incentivar a produtividade dos usuários, a Microsoft criou a função de multitasking, que possibilita a criação e gerenciamento de múltiplos desktops para distribuição mais eficiente de ícones e widgets nas áreas de trabalho, de maneira similar ao que acontece em smartphones e tablets.

7-Windows Hello

A Microsoft implementou o Windows Hello, plataforma para autenticação do usuário por mecanismos de sensores digitais, como reconhecimento facial e leitura de íris. Ainda que o número de computadores que suportam a função seja muito pequeno, a iniciativa visa garantir a segurança e acabar com a necessidade de senhas – que podem ser esquecidas e roubadas – para desbloquear o PC.

8-Central de Ações

Em resposta aos frequentes questionamentos dos usuários do Windows 8, a companhia optou por criar uma Central de Ações, que substitui a Charm Bar e abriga controles para notificações e configurações rápidas, como volume, brilho da tela e WiFi, entre outras opções.

9-Apps nativos

Para que seja possível aproveitar o novo sistema logo após o download, a desenvolvedora está trazendo uma série de aplicativos nativos que cobrem boa parte das necessidades dos usuários mais básicos, como os programas Photos, Maps e Mail & Calendar. Da mesma forma, jogos populares como Paciência, Campo Minado e Candy Crush já vêm instalados automaticamente.

10-Menos espaço

Comparado ao Windows 8, a nova versão ocupa menos espaço no HD, graças a um algoritmo de compressão desenvolvido pela companhia. Agora, é possível economizar até 15 GB de espaço em alguns computadores.

Fonte: Comunique-se

Sem resposta e sem desculpa

Algumas vezes uma música não ouvida por muito tempo nos traz lembranças de tempos e pessoas que merecem mesmo ficar no passado.

Viva o presente!

No Reply (Lennon/McCartney)

Egoísmo XIThis happened once before
When I came to your door, no reply
They said it wasn’t you
But I saw you peep through your window

I saw the light, I saw the light
I know that you saw me
‘Cause I looked up to see your face

I tried to telephone
They said that you were not home, that’s a lie
‘Cause I know where you’ve been
I saw you walk in your door

I nearly died, I nearly died
‘Cause you walked hand in hand
With another man in my place

Egoísmo XIIIf I were you I’d realize that I
Love you more than any other guy
And I’ll forgive the lies that I
Heard before when you gave me no reply

I’ve tried to telephone
They said you were not home, that’s a lie
‘Cause I know where you’ve been
I saw her walk in your door

I nearly died, I nearly died
‘Cause you walked hand in hand
With another man in my place
No reply, no reply

http://www.dailymotion.com/video/x2oym1n

Paul McCartney relança Tug of War e Pipes of Peace

Paul McCartney Tug Of War ISe você é daqueles que gostam de boa música e já se emocionou ao ouvir algum dos álbuns que Paul McCartney lançou em sua carreira solo (quem sabe até batizando sua cadela de Jet) e acompanha a série Archive Collection, onde está relançando todo o seu catálogo musical em edições remasterizadas e com muitos bônus, prepare-se, pois, está chegando a hora de ouvir uma de suas obras-primas: Tug of War e seu irmão Pipes of Peace, que desembarcam no mercado no início de outubro, embora no Brasil devam estar disponíveis apenas em formato digital.

Agora que o choque em saber as track lists e absorver que Paul decidiu não só remasterizar, mas também remixar Tug of War já passou, dá para descrever um pouco sobre esses dois relançamentos, sem a tentação de reclamar sobre o que deixaram de incluir nas novas edições, que ganharam livros, DVDs e faixas inéditas.

Paul McCartney Tug Of War IIMas, primeiro, um toque de história. Em 1980 Paul McCartney havia acabado de lançar o estranho McCartney II, que até lhe rendeu um hit (Coming Up), mas ficava muito aquém do padrão de seus trabalhos anteriores com o Wings. Então, Paul decidiu que teria uma abordagem mais conservadora para o novo trabalho da banda e chamou seu velho amigo e produtor dos Beatles, George Martin, para produzir o trabalho. As gravações aconteceram (em sua maioria) nos estúdios de Martin, na ilha de Montserrat, no Caribe. Para complementar, um time de músicos de estúdio de primeira foi recrutado e o Wings foi oficialmente desfeito, abrindo caminho para uma produção mais complexa. A ideia original de Paul era lançar um LP duplo, o que (Graças a Deus) George Martin não permitiu, já que o material apresentado pelo ex-beatle não tinha qualidade para tanto. Alguns fatores, inclusive a morte de John Lennon, acabaram atrasando o lançamento de Tug of War, que só saiu em 1982, e Pipes of Peace, lançado em 1983. Enquanto o primeiro é uma obra-prima, o segundo tem um clima de sobras de estúdio, embora dois singles tenham chegado ao primeiro lugar (Say, Say, Say – dueto com Michael Jackson, e Pipes of Peace).

Estes dois lançamentos foram os últimos discos de Paul a alcançar o topo das paradas. Depois deles, apesar da qualidade de alguns de seus álbuns, apenas alguns singles chegaram ao número 1.

Tug of War

Tug of War deluxeO disco que marcou a volta de Paul McCartney, que passou a década de 70 entre o Wings e lançamentos literalmente solo (onde tocava todos os instrumentos), já impactava nos primeiros segundos da faixa-título, que abre o disco. Nunca Paul cantou tão bem e poucas vezes disse coisas com tanta emoção e profundidade. Canções como a própria Tug of War, Somebody Who Cares, The Pound is Sinking, Ebony and Ivory e Here Today (escrita para John Lennon e até hoje tocada por Paul em seus shows), mostraram um compositor muito mais denso que na maioria de seus trabalhos, mesmo com os Beatles. Outras, como Take it Away, Get it e Ballroon Dancing, mostram um Paul com o bom e velho dom de criar melodias que ficam na sua cabeça.

A lista de músicos impressiona: Denny Laine, Stevie Wonder, Carl Perkins, Eric Stewart, Steve Gadd, Stanley Clarke e Ringo Starr estão nela, entre outros. A produção foi esmerada, com arranjos primorosos, o que causa estranheza na decisão de Paul de remixar o disco – é o único que recebeu esse tratamento na Archive Collection. Para completar, Paul apresenta pela primeira vez em CD as canções I’ll Give You a Ring e Rainclouds (lados B de Take it Away e Ebony and Ivory, respectivamente) e a versão solo de Ebony and Ivory. Além disso, vários demos foram incluídos no pacote, inclusive dias que não entraram no disco (Stop, You Don’t Know Where She Came From e Something That Didn’t Happen). Há também (nas versões deluxe e superdeluxe) um DVD com clipes e um making of do vídeo de Take it Away. Aqui uma reclamação: não incluíram o belo clipe da versão solo de Ebony and Ivory. Bola fora, mas que não é motivo para deixar de comprar ouvir e ver. Tug of War é um dos três melhores discos de McCartney e um dos melhores da história do Pop/Rock.

Disc 1: Remixed album

Tug of War (Remixed 2015)
Take It Away (Remixed 2015)
Somebody Who Cares (Remixed 2015)
What’s That You’re Doing? (Remixed 2015)
Here Today (Remixed 2015)
Ballroom Dancing (Remixed 2015)
The Pound Is Sinking (Remixed 2015)
Wanderlust (Remixed 2015)
Get It (Remixed 2015)
Be What You See (Link) (Remixed 2015)
Dress Me Up As a Robber (Remixed 2015)
Ebony and Ivory (Remixed 2015)

Disc 2 – Original album

Tug of War
Take It Away
Somebody Who Cares
What’s That You’re Doing?
Here Today
Ballroom Dancing
The Pound Is Sinking
Wanderlust
Get It
Be What You See (Link)
Dress Me Up As a Robber
Ebony and Ivory

Disc 3 – Bonus Audio

Stop, You Don’t Know Where She Came From [Demo] (previously unreleased)
Wanderlust [Demo] (previously unreleased)
Ballroom Dancing [Demo] (previously unreleased)
Take It Away [Demo] (previously unreleased)
The Pound Is Sinking [Demo] (2015 Remaster)
Something That Didn’t Happen [Demo] (previously unreleased)
Ebony and Ivory [Demo] (previously unreleased)
Dress Me Up As a Robber/Robber Riff [Demo] 
(previously unreleased)
Ebony and Ivory [Solo Version] (B-side of Ebony and 
Ivory 12” single)
Rainclouds (B-side of Ebony and 
Ivory 7” single)
I’ll Give You a Ring (B-side of Take It Away single)

Disc 4 – Bonus Film

Tug of War Music Video (Version 1)
Tug of War Music Video (Version 2)
Take It Away Music Video
Ebony and Ivory Music Video
Fly TIA – Behind The Scenes on Take It Away (new 18 minute documentary using previously unreleased archive footage)

FORMATOS

Físicos

Standard CD (2CD)

Deluxe CD/DVD (3CD/1DVD Box Set) + 112 page essay book and 64 page scrapbook

Super Deluxe CD/DVD (3CD/1DVD Box Set) + 112 page essay book and 64 page scrapbook + limited edition acrylic slipcase

Vinil (2LP)

 

Paul-McCartney Pipes-Of-PeacePipes of Peace

Enquanto Tug of War fala sobre conflitos (pessoais, econômicos e românticos), Pipes of Peace tem como tema central o otimismo, um campo muito mais comum para Paul McCartney, mas que sofreu um pouco com a qualidade das canções e uma certa superficialidade das letras. Claro que o disco será sempre lembrado pelo mais bem-sucedido dueto entre Macca e Jacko (Say, Say Say) e seu ótimo clipe. A cação título também chegou ao primeiro lugar e com um vídeo ainda mais impressionante, com direito a um livro só sobre ele na versão deluxe. Um luxo (com e sem trocadilho).

Mesmo com um certo nariz torto, George Martin fez um ótimo trabalho, principalmente na belíssima Through Our Love, um dos grandes momentos românticos da carreira de Sir Paul. Infelizmente canções como Average Person, Hey Hey e Tug of Peace fazem com que o disco fique com aquele jeitão de restos de estúdio. Nesta nova edição os fãs ganham uma nova mixagem de Say, Say, Say, alguns demos, duas canções inéditas, mas perdem os remixes feitos na época do lançamento do single. Também não foi incluída a mixagem lançada somente na Austrália para Ode to a Koala Bear (lado B de Say, Say, Say), mas, pelo menos, a versão normal foi incluída.

Bem, agora é só esperar.

Pipes of Peace

Disc 1 – Remastered Album (Stereo)

Pipes of Peace
Say Say Say
The Other Me
Keep Under Cover
So Bad
The Man
Sweetest Little Show
Average Person
Hey Hey
Tug of Peace
Through Our Love

Disc 2 – Bonus Audio

Average Person [Demo] (previously unreleased)
Keep Under Cover [Demo] (previously unreleased)
Sweetest Little Show [Demo] (previously unreleased)
It’s Not On [Demo] (previously unreleased)
Simple As That [Demo] (previously unreleased)
Say Say Say [2015 Remix] (previously unreleased)
Ode to a Koala Bear (B-side of ‘Say Say Say’ single)
Twice in a Lifetime (bonus track from 1993 reissue)
Christian Bop (previously unreleased)

Disc 3 – DVD

Pipes of Peace Music Video

So Bad Music Video

Say Say Say Music Video

Hey Hey in Montserrat (previously unreleased home movie footage, 3mins)

Behind the Scenes at AIR Studios (previously unreleased 6 min edit)

The Man (previously unreleased home movie footage, 4mins)

FORMATOS

Físicos

Standard CD (2CD)

Deluxe CD/DVD (2CD/1DVD Box Set) + 112 page essay book and 64 page behind the scenes book about the music video for the song ‘Pipes in Peace’

Vinyl (2LP)

 

4G quase dobra no Brasil

E eu ainda lutando com o 3G….

Internet around the WorldEm seis meses, o Brasil ganhou mais 27,7 milhões de acessos em banda larga, segundo números divulgados nesta segunda, 3/7, pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). A alta é de 14% sobre o total de acessos ao fim de 2014, chegando a 219,7 milhões de acessos.

O ritmo de novos acessos em 3G e 4G é bem mais rápido do que em banda larga fixa. Os acessos móveis praticamente representaram todo o aumento, com 27,3 milhões (98,5% de todas as adesões líquidas entre janeiro e junho), e somam 195,1 milhões. A banda larga fixa passou de 24,2 milhões para 24,6 milhões.

Neste primeiro semestre de 2015, vale o destaque para o crescimento do 4G, base que praticamente dobrou de tamanha: tinha 6,8 milhões de assinaturas ao fim de 2014 e chegou ao fim de junho com 13,1 milhões de acessos. O serviço já está em 168 cidades do país, 21 delas incluídas este ano.

Já os acessos em 3G chegam a 4.146 municípios. Pelo cronograma fixado a partir dos leilões de frequência, o 3G estará disponível em todos os municípios do país até 2017. O 4G, que começou a ser implantado em 2012, prevê um cronograma que vai até 2019.

Fonte: Convergência Digital

ABTA acredita que crise econômica pode incentivar acesso clandestino

O brasileiro já tem um fraco pela pirataria. Imagine o que pode acontecer com crise econômica, falta de dinheiro, emprego e preços altos…

Tv por assinaturaPessimismo e crise econômica. É isso que mostra os recentes levantamentos feitos pelo Ibope sobre o cenário no Brasil. Com isso, poucos são os setores que não sentiram, ainda, o impacto da situação. No mercado de TV por assinatura, outro ponto, somado à realidade, é motivo de preocupação: o roubo de sinal. O tema foi abordado nesta terça-feira, 28, em encontro com a imprensa promovido pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA). Presidente-executivo da entidade, Oscar Vicente Simões de Oliveira acredita que a condição do país pode incentivar o acesso clandestino à programação fechada.

Na edição de 2015 do congresso, a ABTA vai apresentar a versão atualizada do estudo realizado no ano passado sobre o acesso clandestino à TV paga. Estima-se, de acordo com o executivo, que quase 5 milhões de casas possuem este tipo de conexão atualmente. Em 2014, o número já alcançava 4,2 milhões de domicílios. “Quando a pessoa tem hábito de ter o serviço em casa e, de repente, não pode mais pagar, ela se sente atraída a cair em tentações”, explicou Simões de Oliveira. Ele disse que as mais variadas ofertas facilitam esse tipo de situação e que o crime envolve o mercado internacional e pessoas competentes no esquema.

“O tema é de extrema preocupação para nós da ABTA. Vamos tratar do assunto no congresso deste ano, pois é uma ameaça ao nosso mercado. Esses milhões de usuários piratas poderiam impulsionar o crescimento do setor se fossem assinantes do serviço. Isso nos preocupa demais”, ressaltou o executivo.

Previsto para acontecer no primeiro dia de evento, o painel que fala sobre o furto de sinal terá a participação do deputado federal Nelson Marchezan Filho (PSDB-RS) e de Rubens Hannun, da H2R Consultoria, empresa responsável pelo levantamento, além dos debatedores Marta Ochoa (DirecTV LA), Daniel Ackerman (Departamento de Justiça dos Estados Unidos), Renata Santoyo (Anatel) e André Muller Borges (PLKC Advogados). A conversa será moderada por Antônio Salles Neto, da Seta.

Qual era o cenário em 2014?

TV por aasinatura IIINo ano passado, o Brasil tinha mais de 22 milhões de domicílios com TVs conectadas ao serviço de conteúdo por assinatura. Do montante, 18,4%, o que representa mais de 4 milhões de casas, tinham conexão à TV paga de maneira clandestina. O levantamento mostrou que, se levar em consideração todos os domicílios com aparelhos de televisão, conectados ou não ao serviço de assinatura de conteúdo, a penetração clandestina era de 6,1% (numa base de 68.373.809).

No interior, o roubo de sinal aparecia de maneira mais agressiva, alcançando 45% das casas conectadas. As áreas metropolitanas registravam 32% dos casos. Segundo a H2R, os clandestinos tinham, praticamente, o mesmo perfil de quem assina. Eram predominantemente de 40 a 50 anos, tinham o mesmo nível de instrução e assistiam a TV com frequência semelhante ao restante da população.

Fonte: Comunique-se

Sete anos de muitas ilações inúteis, reflexões sobre o nada e coisas mais sérias  

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Na segunda-feira (3/8) o F(r)ases da Vida fez aniversário. São sete anos escrevendo quando quero, sobre o que quero, onde quero. Comecei tarde na blogosfera e me surpreendo com a velocidade com a qual cheguei ao page view 1 milhão. Hoje, o ritmo de visitas diminuiu, mas já são quase 1,5 milhão de visualizações. Isso, sem propaganda e uma preguiça grande de manter a mailing list periódica.

Agradeço aos que devotam um pouco do seu tempo para ler as notícias, críticas e textos desse blog.

Muito obrigado, um abraço e um beijo.

Mozilla detona Microsoft por dificultar uso do Firefox no Windows 10

Como sempre, dificuldades para o usuário.

firefoxA Mozilla não gostou nada de a Microsoft ter mudado a forma como navegadores e outros apps são configurados como padrão no Windows 10. Tanto que o CEO da Mozilla, Chris Beard, enviou uma carta aberta sobre o assunto para o chefão da Microsoft, Satya Nadella.

A novidade do novo sistema, lançado oficialmente nesta quarta-feira, 29/7, não permite mais que apps como o Firefox, da Mozilla, e o Chrome, do Google, se configurem sozinhos como o navegador padrão durante o processo de instalação – para isso, os usuários agora precisam realizar uma alteração nas configurações do sistema.

windows-10-logo“Compreendemos que ainda é tecnicamente possível preservar as configurações e padrões anteriores dos usuários, mas o design de toda a experiência de upgrade e as APIs das configurações padrão foram alteradas para tornar isso menos óbvio e mais difícil. Agora é necessário mais do que o dobro de número de cliques, rolagem através de conteúdos e alguma sofisticação técnica para as pessoas reafirmarem as escolhas que tinham feito previamente em versões anteriores do Windows. É confuso, difícil de navegar e fácil de se perder”, reclama a Mozilla no documento.

Até o fechamento da reportagem, a Microsoft ainda não tinha se pronunciado oficialmente sobre o assunto. Vale notar que a empresa de Redmond aposta alto no seu novo navegador Edge, substituto do sempre criticado Internet Explorer no Windows 10.

Mozilla logo

Carta da Mozilla

Confira abaixo a íntegra da carta de Chris Beard para o CEO da Microsoft, Satya Nadella.

“Carta aberta ao CEO da Microsoft: Não retroceda quanto à escolha e ao controle

Satya,

Estou escrevendo para falar com você a respeito de um aspecto muito preocupante do Windows 10. Especificamente, pelo fato de que a experiência da atualização parece ter sido projetada para renegar a escolha que seus clientes têm feito sobre a experiência de Internet que eles querem ter, e substituí-la com a experiência de Internet que a Microsoft quer que eles tenham.

Quando vimos pela primeira vez a experiência do upgrade do Windows 10 que tira a escolha dos usuários, ignorando suas preferências já existentes para o navegador da Web e outros aplicativos, entramos em contato com a sua equipe para discutirmos este assunto. Infelizmente, não houve nenhum resultado nem qualquer progresso significativo, por isso, o motivo desta carta.

Compreendemos que ainda é tecnicamente possível preservar as configurações e padrões anteriores dos usuários, mas o design de toda a experiência de upgrade e as APIs das configurações padrão foram alteradas para tornar isso menos óbvio e mais difícil. Agora é necessário mais do que o dobro de número de cliques, rolagem através de conteúdos e alguma sofisticação técnica para as pessoas reafirmarem as escolhas que tinham feito previamente em versões anteriores do Windows. É confuso, difícil de navegar e fácil de se perder.

Mozilla-Firefox IIA Mozilla existe para oferecer escolhas, controle e oportunidades para todos. Criamos o Firefox e outros produtos por esta razão. Por isso também construímos a Mozilla como uma organização sem fins lucrativos. E trabalhamos para que a experiência com Internet, além de nossos produtos, represente esses valores o máximo que podemos.

Às vezes vemos grande progresso quando produtos de consumo respeitam os indivíduos e suas escolhas. Com o lançamento do Windows 10, contudo, estamos profundamente desapontados ao ver a Microsoft dar um passo tão dramático para trás.

Essas mudanças não nos trazem inquietações porque nós somos a organização que faz o Firefox. Elas trazem inquietações porque há milhões de usuários que gostam do Windows e que estão vendo suas escolhas serem ignoradas, e porque há um aumento da complexidade colocado no caminho de todos se e quando eles quiserem fazer uma escolha diferente do que o que prefere a Microsoft.

Nós pedimos fortemente que você reconsidere sua tática de negócios nesse caso e, mais uma vez, respeite o direito de escolha das pessoas e o controle de suas experiências online, tornando mais fácil, óbvio e intuitivo para elas manterem as escolhas que já fizeram por meio deste upgrade. Deve ser mais fácil para as pessoas declararem novas escolhas e preferências, não apenas para outros produtos da Microsoft, através das APIs das configurações padrão e interfaces de usuário.

Por favor, dê a seus usuários a escolha e o controle que eles merecem no Windows 10.

Atenciosamente,

Chris Beard

CEO da Mozilla”

Fonte: IDG Now!