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Tim Maia, Jair Rodrigues e Wilson Simonal “revisitados”

Léo Maia, Jair Oliveira e Simoninha, Os Filhos dos Caras, anunciam novas gravações e a produção de um DVD

Tim Maia, Jair Rodrigues e Wilson Simonal são três nomes icônicos da nossa música. Seus herdeiros — Léo Maia, Jair Oliveira e Simoninha — se uniram para um projeto que pretende reler alguns clássicos das obras dos pais.

Chamado de Os Filhos dos Caras, o projeto terá, além das novas gravações, um registro em DVD, programado para 2019. O primeiro fruto dessa parceria já esta disponível nas plataformas digitais.

— Consideramos a possibilidade de ter no setlist músicas inéditas ou que tenham sido gravadas, mas nunca lançadas por nossos pais e também queremos contar com a participação de outros filhos de grandes músicos no nosso show — revelou Leo.

A canção Velho Camarada — originalmente interpretada por Fábio, Tim Maia e Hyldon — ganhou nova roupagem, com direito até a uma orquestra.

Confira o resultado.

Fotos: Divulgação

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Wilson Simonal – Fica Mal com Deus

Simonal e Vandré. Dois caras sensacionais que se perderam na multidão.

Fica Mal Com Deus
Wilson Simonal
Composição: Geraldo Vandré

Fica mal com Deus
Quem não sabe dar
Fica mal comigo
Quem não sabe amar

Fica mal com Deus
Quem não sabe dar
Fica mal comigo
Quem não sabe amar

Pelo meu caminho vou
Vou como quem vai ficar
Quem quiser comigo ir
Tem que vir com amor
E tem que ter pra dar

Vida que não tem valor
Homem que nao sabe dar
Deus que se descuide dele
Um jeito a gente ajeita
dele se acabar

Fica mal com Deus
Quem não sabe dar
Fica mal comigo
Quem não sabe amar

Fica mal com Deus
Quem não sabe dar
Fica mal comigo
Quem não sabe amar

OOooooo
[solo]

Fica mal com Deus
Quem não sabe dar
Fica mal comigo
Quem não sabe amar

Fica mal com Deus
Quem não sabe dar
Fica mal comigo
Quem não sabe amar

Wilson Simonal ganha mais uma coletânea

Wilson Simonal (1939-2000) foi um dos maiores cantores do Brasil e um dos maiores artistas do país.

Disputou em popularidade com Roberto Carlos e dividiu o palco com nomes como Sarah Vaughan.

Porém, um deslize (ou engano) o tornou persona non grata e figura esquecida da MPB durante décadas.

Em 2009, com o lançamento do documentário Ninguém Sabe o Duro que Dei, começou uma série de relançamentos em homenagem ao artista.

Simona ganhou um CD com a trilha sonora do documentário, uma caixa com todos os seus discos lançados pela EMI, um disco raro gravado na época da Copa do Mundo de 70, shows que viraram CD e DVD com artistas da MPB gravando suas canções.

Agora, é a vez da coletânea Simonal – Sempre (Som Livre).

O novo lançamento é daqueles que devem fazer parte da discografia básica de qualquer pessoa que pretende entender a música brasileira e seu cenário dos anos 60 e 70.

Canções como Nem vem que não tem e Mamãe Passou Açúcar em Mim, Sá Marina e Meu Limão, Meu Limoeiro, são resgatadas do limbo para recuperarem seu lugar de destaque na MPB.

Mas todas as 16 faixas são de primeira linha. Impossível escolher o que destacar em um repertório que inclui Vesti Azul, A Tonga da Mironga do Kabuletê, Mustang Cor de Sangue e Tributo a Martin Luther King.

Difícil saber se a série de lançamentos será suficiente para recolocar Simonal em seu lugar, mas, com certeza, permitirá tirar do limbo canções que ecoam na memória de qualquer um com mais de 40 anos.

Serviço

Simonal – Sempre
Gravadora: Som Livre
Preço: R$ 13,90

Esse texto também foi publicado no Portal R7

Baile do Simonal: Uma homenagem merecida

SimoninhaA Simonalmania parece que não vai mesmo ter fim. E olha que isso está longe de ser ruim. Depois de anos sendo considerado maldito, de ter suas músicas praticamente banidas das rádios e shows – fazendo com que muitas delas fossem parcialmente esquecidas, a obra do artista volta com força total.

O movimento de resgate de Simonal, que começou após o lançamento do documentário (ainda em cartaz) Simonal – Ninguém sabe o duro que dei, dirigido por Claudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer, culminou com a festa que aconteceu ontem (11/8) no Vivo Rio: O Baile do Simonal.

Caetano Veloso 08A noite, que poderia ter sido mais bem escolhida para não concorrer com a gravação do DVD de Dona Ivone Lara (Canecão) e com a transmissão de um jogo do Vasco (O Sentimento Não Pode Parar), foi de muita alegria e diversão. O elenco de artistas era ótimo e a seleção de canções foi extremamente feliz. Produzido Max de Castro e Simoninha, filhos do cantor, O Baile do Simonal era a gravação de um CD e DVD que será lançado em outubro pela gravadora EMI.

martinalia 02A gravadora, também responsável pela produção do DVD de Benito di Paula (gravado no mesmo Vivo Rio) parece não ter apostado tanto no projeto. Pelo menos aparentemente, foram menos câmeras do que as usadas no show de Benito, além da ausência da grua.

Um show que valeu por 2,5

Os muitos pontos altos constrastaram com algumas escolhas equivocadas, que causaram estranheza. A má performance de Ed Motta foi totalmente compensada pela alegria de Mart´nália, a leveza de Caetano Veloso e a energia dos Paralamas do Sucesso. Entretanto, foram Fernanda Abreu, Frejat e Seu Jorge – vestido como crooner de algum antigo grupo vocal da Motown – quem proporcionaram os melhores momentos da noite.

Como toda gravação de DVD, a coisa se estendeu. Cada artista repetiu seu numero pelo menos uma vez (Mart’nália foi a única que cantou três vezes) fazendo com que o final do espetáculo acontecesse bem depois de 1 da matina.

Foram muitas emoções e foi bonito ver e ouvir que a música de Simonal (boa, sem qualquer tipo de polêmica) pode novamente viver entre nós.

Além de Max de Castro e Simoninha, confira quem participou do Baile:

Paralamas do sucesso 02Diogo Nogueira (Tá Chegando a Hora), Ed Motta (Lobo bobo), Samuel Rosa (Carango), Maria Rita (Que maravilha), Mart´nália (Mamãe passou açúcar em mim), Marcelo D2 (Nem vem que não tem), Caetano Veloso (Remelexo), Rogério Flausino (Meia volta Ana Cristina), Fernanda Abreu (A tonga da mironga do kabuletê), Roberto Frejat (Vesti azul), Os Paralamas do Sucesso (Mustang cor de sangue), Orquestra Imperial (Terezinha), Sandra de Sá (Balanço Zona Sul), Exaltasamba (Na ganha do cajueiro), Alexandre Pires (Sá Marina) e Seu Jorge (País Tropical).

Fotos: Ag.News