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Paul McCartney – Brasil 2014

Os rumores se confirmaram: Paul McCartney dia 12 de novembro na HSBC Arena.

Out There TourDesde 2010 que Sir Paul McCartney vem brindando os brasileiros com sua presença e sua música. Ele já passou pelo Recife (duas vezes), Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Goiânia e Belo Horizonte, por exemplo. Porém, para essa nova fase da turnê Out There (que foi iniciada no Brasil ano passado), Paul está exagerando (no bom sentido). Já há shows confirmados em Cariacica (Espírito Santo), Brasília, São Paulo (duas apresentações) e no Rio de Janeiro na aconchegante HSBC Arena.

Serão os primeiros shows após o lançamento das novas versões de seus discos Venus and Mars (1975) e Wings at Speed of Sound (1976). São grandes as chances de novidades no repertório, que já contará com as canções do disco NEW, de 2013, e que nunca foram tocadas em palcos brasileiros.

Bem, segue abaixo a lista de shows confirmados até agora e um vídeo gravado por Paul para o show do Espírito Santo.

A diversão e o rombo nas finanças são garantidos para todos!

Mais informações aqui!

Segunda – 10 de novembro: Estádio Kléber Andrade – Vitória
Quarta – 12 de novembro: HSBC Arena – Rio de Janeiro
Domingo – 23 de novembro: Estádio Nacional – Brasilia
Terça – 25 de novembro: Allianz Parque – São Paulo
Quarta – 26 de novembro: Allianz Parque – São Paulo 

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Agora não tem mais jeito – Paul McCartney “Out There” em BH, Goiânia e Fortaleza

paul-foto-big1BH é a primeira cidade a receber a nova turnê mundial de Paul McCartney

Beatle se apresentará também em Goiânia e Fortaleza

Março 2013 – O Brasil é o primeiro país a receber a nova turnê mundial de Paul McCartney, “Out There!”, e a cidade escolhida para a estreia é Belo Horizonte. Na noite de 4 de maio, sábado, o eterno Beatle sobe ao palco do Estádio Governador Magalhães Pinto – Mineirão, onde irá apresentar grandes sucessos de sua história.

Também estão confirmados shows nas cidades de Goiânia (6/5) e Fortaleza (9/5).

A direção geral dos shows no Brasil é da Planmusic Entretenimento dirigida pelo empresário Luiz Oscar Niemeyer, também responsável por todas as turnês anteriores de Paul McCartney no país, incluindo os lendários shows no estádio do Maracanã, em 1990.

“Os shows de Paul McCartney encantam um público muito diversificado. São fãs de todas as idades formando um verdadeiro coral durante as apresentações. O retorno do Beatle para essa turnê reforça a importância do Brasil no roteiro dos grandes artistas internacionais e também o reconhecimento ao profissionalismo do segmento de organização de grandes eventos no país”, indica Niemeyer.

O banco oficial da turnê é o Banco do Brasil, que fará a pré-venda exclusiva para os clientes Ourocard. Os patrocinadores oficiais são FIAT e SKY – HDTV é isso. A produção é uma parceria da Planmusic com a Nó de Rosa Produções.

SOBRE A VENDA DE INGRESSOS – BELO HORIZONTE

Para o show de Belo Horizonte, haverá pré-venda exclusiva de ingressos para compra com cartões Ourocard Pessoas Físicas do Banco do Brasil, com uso na função crédito, e para fãs cadastrados no site internacional de Paul McCartney.

A pré-venda acontece no dia 28 de março, quinta-feira, a partir das 10h e será realizada pelo site http://www.ingresso.com.

O estoque da pré-venda é limitado.

A venda geral dos ingressos tem início a 0h no dia 01 de abril (meia noite de domingo para segunda-feira) e será realizada pelo site http://www.ingresso.com

Haverá também venda nas bilheterias do Mineirão a partir das 10h de segunda-feira, dia 01 de abril.

Bilheteria do Mineirão – Av. Antônio Abrahão Caram, 1001

A bilheteria funcionará de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados e domingos das 10h às 16h, até o término dos ingressos.

Em caso de dúvida, o cliente pode acessar o “Autoatendimento” no site de vendas da Ingresso.com. As respostas serão dadas de forma automática e, caso ainda restarem dúvidas, há a possibilidade de enviar um e-mail para o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor).

Setores disponíveis e valores dos ingressos:

Dias 04/05/13 – BELO HORIZONTE – 21h30

PISTA PREMIUM

Inteira…………………..R$ 600
Meia/Estudante………….. R$ 300

PISTA

Inteira ………………..R$ 300
Meia/Estudante………….R$ 150

CADEIRA INFERIOR
(SETORES ROXO, AMARELO E VERMELHO)

Inteira ………………..R$ 340
Meia/Estudante………….R$ 170
CADEIRA SUPERIOR
(SETORES ROXO, AMARELO E VERMELHO)

Inteira ………………..R$ 160
Meia/Estudante………….R$ 80

Estádio do Mineirão
Av. Antônio Abrahão Caram 1001
Capacidade – 52 mil pessoas

Mais informações aqui

Relembre como foram as turnês de Paul pelo Brasil em 2010, 2011 e 2012

Paul McCarney confirma segundo show em Recife – 22 de abril

A venda dos ingressos tem início esta madrugada, a 0h de 5 de março (meia noite de quarta para quinta-feira) e será realizada pelo site www.zetks.com

Haverá também venda nas bilheterias do Chevrolet Hall e no quiosque do evento montado no Shopping Recife.

Boas e más notícias para quem vai assistir Paul McCartney no Engenhão

O ex-Beatle iniciou sua mini turnê sulamericana nesta segunda-feira (9/5/11) em Lima, no Peru. A boa notícia para todos os que vão assistir ao show é que o setlist praticamente não mudou desde a passagem pelo Brasil no fim do ano passado. A má notícia – apenas para quem já assistiu vários shows – é que o setlist praticamente não mudou desde a passagem pelo Brasil no fim do ano passado.

Sendo assim, fica a garantia de um show de praticamente 3 horas de duração, com passagem por todas as fazes da carreira do músico. Paul garante uma viagem musical emocionante, competente e inesquecível.

Confira como foi o show do Peru
Hello, Goodbye
Jet
All My Loving
The Long and Winding Road
Letting Go
Nineteen Hundred And Eighty Five
Drive My Car
Sing The Changes
Let Me Roll It
Let ‘Em In
Blackbird
I’ve Just Seen A Face
Dance Tonight
Eleanor Rigby
Something
Mrs Vandebilt
Paperback Writer
Back in the U.S.S.R.
And I Love Her
A Day In The Life / Give Peace A Chance
Band on the Run
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Live and Let Die
Here Today
I’ve Got A Feeling
Let It Be
Hey Jude

Encore:

Lady Madonna
Day Tripper
Get Back

Encore 2:

Yesterday
Helter Skelter
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band / The End

Shows de Paul McCartney no Rio e no Peru são confirmados

A coletiva com os detalhes do evento no Rio acontece amanhã (quinta-feira, 7/04/11). Já o show do Peru foi confirmado pelo próprio Paul em vídeo (assista abaixo).

Alegria e desespero!

Come Back Paul

Depois que Paul McCartney fez um vídeo agradecendo aos fãs do Brasil e da Argentina pela acolhida na sua turnê por esses países, foi a vez de um grupo de fãs brasileiros fazer um vídeo pedindo a volta de Macca.

Por estar jogado na madrugada – com essa mania boba de trabalhar e produzir – e tendo que dormir durante o dia, só vi esse vídeo agora. Gostaria muito de ter participado da empreitada! Até o Brian Ray (guitarrista da banda de Sir Paul) foi lá deixar um comentário dizendo que gostou muito.

Só nos resta torcer para que dê resultado e o vejamos novamente em 2011.

Paul McCartney é escolhido como o melhor show internacional de 2010

O Globo – um veículo que foge das paulistadas de grande parte dos órgãos de imprensa – divulgou pesquisa na qual seus leitores escolheram o melhor de 2010 nas categorias show internacional, show nacional, disco internacional, disco nacional e música-chiclete.

Bom ver que o público carioca, mais uma vez esquecido, soube dar valor ao show do ex-beatle. Abaixo dois belos momentos de Paul em Porto Alegre – o show que abriu a turnê brasileira – e um do primeiro show em São Paulo.

Leia a matéria completa aqui.

Valeu, Paul

Foram 15 dias para me recuperar e escrever algo sobre o show de McCartney no Morumbi. E, no dia que o texto fica pronto, Paul publica em seu site oficial um agradecimento aos fãs brasileiros e argentinos que foram aos seus concertos. Uma colagem de imagens das apresentações, com vários closes do público. Para minha surpresa, logo aos 35 segundos, estou lá – com a camisa do Liverpool – na primeira fila de Porto Alegre. Mais um baque, mais uma emoção.

Valeu, Paul

Paul in São Paulo – 22/11/2010 – Pensamentos e Crítica do show

Depois de Porto Alegre e de assistir o (péssimo) ‘”especial’” (com aspas triplas) exibido pela Rede Globo e pelo Multi Show, chegou a hora de ir para a Terra da Garoa assistir ao último concerto de Sir Paul McCartney no Brasil. Durante todo o mês de novembro houve um fenômeno muito interessante, estranho e extremamente prazeroso: Crítica e público se renderam ao talento do maior músico pop vivo. E esse fenômeno não se deu apenas por conta das canções que o velho Macca compôs quando fazia parte dos Beatles. Sua carreira solo e o tempo com os Wings também passaram ser reverenciados.

Mara, Debinha e eu antes do show no Morumbi

Durante anos só era possível encontrar críticas a tudo que era produzido por McCartney. Lembro de ter lido uma crítica extremamente negativa sobre o disco Tug of War (1982), que simplesmente é uma obra prima. Mas, Paul McCartney era um daqueles artistas que faziam com que as pessoas ganhassem status ao falar mal. Havia um certo sentimento de vergonha em admitir que gostavam do que ele fazia. Mesmo quando veio pela primeira vez ao Brasil, em 1990, ainda houve muita gente que criticou seu estilo. Estilo, aliás, que é conhecido exatamente pela versatilidade ou falta de estilo. Até mesmo gente do calibre de Keith Richards já o chamou de peso leve. Inveja?

Chegar em São Paulo sempre significa engarrafamento – mesmo que você vá de avião -, ainda mais se estiver chovendo. Como nosso grupo estava uniformizado, logo apareceu gente de todo lado perguntando: “como vocês vão para o Morumbi?”. Depois de alguma indecisão e tentativas frustradas de conseguir uma van ou um ônibus, optamos por ir de táxi mesmo. Fomos em dois carros e, ai, começou todo o sofrimento. Os engarrafamentos eram imensos e o relógio já marcava 18h. Para piorar, os táxis seguiram caminhos diferentes e o meu motorista (um velhinho) conseguiu chegar 1h30 mais cedo do que o segundo táxi, onde estava o meu ingresso!!!! Tensão total!

Somente pouco antes das 21h é que conseguimos entrar no estádio. Chovia bastante (conforme a meteorologia disse que não aconteceria) e, com ingressos de arquibancada vermelha, fomos subindo os gigantes degraus do Morumbi até um local livre. A essa altura, o estádio já estava razoavelmente cheio e o joelho já dava sinais de que iria doer (o que está acontecendo até hoje). No dia anterior, Paul havia praticamente repetido o setlist de Porto Alegre (suprimindo apenas Ram On) e a lógica dizia que teríamos novidades.

Leia também:

Paul in POA – Soundcheck 7/11/2010
Lembranças em vídeo do show de Paul McCartney em Porto Alegre

Com menos de 11 minutos de atraso, Sir Paul entrou no palco, saudou a platéia e atacou de….Magical Mystery Tour! Pelo jeito ele iria repetir as canções da sua segunda apresentação em Buenos Aires. Teríamos Bluebird?

O cara é mesmo especial. Aos 68 anos, com os agudos já escassos, ele consegue tocar piano, baixo, violão, guitarra, ukelele e bandolim, sempre com uma cara de quem está se divertindo. Por quase três horas passeia por canções que fazem parte da vida das pessoas, mesmo que muitas prefiram fingir que não. Paul trocou várias canções e brindou o público com I’m Looking Through You, Two of Us, Got to Get You Into My Life e Bluebird, que só quem foi ao segundo show do Morumbi pôde ouvir, já que nos dois shows anteriores no Brasil nenhuma dessas canções foi apresentada. A voz parecia em melhor forma do que no dia anterior e a banda mais uma vez tocava com um vigor que não deixava ninguém parado.

Com a chuva, Paul aproveitou para fazer rimas (Tudo bem in the rain?) e citar Chove Chuva. Saudou os paulistas e agradeceu a todos que foram aos dois concertos, dizendo que foram plateias sensacionais. Dedicou My Love a sua Gatinha, Linda, e até arriscou uma musiquinha em homenagem a São Paulo. Teve também a babação de ovo de falar que o Brasil é o país da Música Linda, mas nada muito comprometedor.

Termina o show e fica aquele sentimento dividido. Muita gente chorando e muita gente dizendo que suas preferidas foram essa ou aquela (na maioria das vezes, canções dos Beatles). Particularmente, me emocionei mais com as canções da carreira solo e, principalmente, da época dos Wings. Bluebird, Let me Roll It, Letting Go, Nineteen Hundred and Eighty Five, Ram On e a sensacional dobradinha Venus and Mars/Rockshow – talvez o momento onde as lágrimas tenham descido sem controle. A música dos Beatles é imortal, mas foram as canções de Paul que me fizeram derreter.

No fim, o amor que recebemos foi realmente igual ao que demos. Paul deixou o palco prometendo mais uma vez voltar. Tomara que rápido, bem rápido.

O setlist

Magical Mystery Tour
Jet
All My Loving
Letting Go
Got to Get You into My Life
Highway
Let Me Roll It / Foxy Lady
The Long and Winding Road
Nineteen Hundred and Eighty-Five
Let ‘Em In
My Love
I’m Looking Through You
Two of Us
Blackbird
Here Today
Bluebird
Dance Tonight
Mrs. Vandebilt
Eleanor Rigby
Something
Sing The Changes
Band On The Run
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Back in the U.S.S.R.
I’ve Got a Feeling
Paperback Writer
A Day In The Life/Give Peace A Chance
Let It Be
Live and Let Die
Hey Jude

Encore:
Day Tripper
Lady Madonna
Get Back

Encore 2:
Yesterday
Helter Skelter
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise)/The End

Paul in POA – Soundcheck 7/11/2010

Dentro da tenda Vip, com crachá e tudo

Novamente sem qualquer responsabilidade profissional, o domingo começou com a tensão (a)normal de quem poderia assistir ao show e ao soundcheck de Paul McCartney em Porto Alegre. A entrada estava marcada para o meio-dia, onde deveríamos ser recepcionados e ficar em uma tenda, se protegendo do sol (feroz) e apreciando comidinhas veggie. Para não ter surpresas resolvemos chegar mais cedo.

Logo ao chegar ao Beira Rio fomos procurar os quiosques de material oficial e depois fomos para o local onde estava a tenda (ainda totalmente vazia). Logo foi se formando uma fila sob um sol indecente e, para minha surpresa, vários conhecidos chegavam na tenda, mostrando que são sempre os mesmos loucos de sempre que aparecem nessas horas.

Bem, depois de alguns (poucos) drinks e alguns salgadinhos, veio a informação de que Paul iria estar presente ao soundcheck – Ué, existia a chance dele não estar lá? -. A tensão aumentava.

A seleta galera assistindo ao soundcheck

Pouco antes de 4h25 fomos autorizados a entrar no gramado. Infelizmente não nos deixaram ficar muito perto do palco. Ficamos mais ou menos onde o pessoal da pista comum deveria ficar. Mas, se o show fosse bom, tava valendo. Como Paul não fazia shows desde 19 de agosto e já havia feito uma mini passagem de som na noite do sábado, imaginava que ele pudesse aproveitar a tarde para dar uma esquentada na banda.

Logo que entramos vimos Wix pilotando o seu teclado. Logo depois chegou Abe Laboriel Jr. (bateria) e Rusty Anderson e Brian Ray (guitarras). Eles tocaram alguns acordes até que Sir Paul chegou.  A essa altura, já tinha tomado uns três copos de água, gentilmente oferecidos pela produção, e já me sentia no Saara (o deserto).

Após um Welcome to Soundchek, Paul cumprimentou cada um dos músicos e mandou ver. Foram 1h14 de música, onde ele tocou guitarra, baixo, piano, ukulele e mandolin. Para se ter uma ideia, os portões abriram com atraso porque ele não deixava o palco.

1h14 de um show exclusivo

Paul mandou alguns Muito Obrigado e até fez um comercial para protetor solar, que usou sem cerimônia. Nenhum fã foi chamado para subir ao palco (como fez no México e na Argentina), mas valeu pela quantidade de músicas tocadas. Um verdadeiro novo show. Ele começou com alguns rockabillies, fazendo uma releitura interessante de Blue Suede Shoes. passou por canções que até pouco tempo estavam no setlist do show (Coming Up e Magical Mystery Tour), tocou a sempre lembrada C’moon e outras coisas boas de se ouvir como Sea Melody (do abortado disco do ursinho Rupert), além da excelente (I Want to) Come Home, seu mais recente lançamento. Teve Don1t Let the Sun Catch You Crying, Everynight e, a melhor surpresa de todas, Bluebird. Melhor mesmo é conferir o setlist abaixo e esperar por alguns vídeos.

Pode até ser que Sir Paul McCartney não seja esse personagem bonzinho que ele gosta de passar que é. Mas, se tudo é uma farsa, tenho que admitir que ele finge muito bem. Ele chamou pelo nome seguranças, o responsável pelo som e por cuidar dos fãs. Tratou todos com atenção e pareceu ter real carinho pelos membros da banda. Ele pode ser o demônio, mas engana direitinho.

Veja o setlist

1- Matchbox

2- Honey Don’t

3- Blue Suede Shoes

4- Coming Up

5- Magical Mystery Tour

6- C’Moon

7- Happy Birthday (para um fã que levou um cartaz)

8- Sea Melody

9- (I Want To) Come Home

10- Don’t Let the Sun Catch You Crying

11- Don’t Let the Sun Catch You Crying (reprise do final)

12- What a Thrill, We’re in Brazil (jam)

13- Every Night

14- I’m Looking Through You

15- I’ll Follow The Sun

16- San Francisco Bay

17- Dance Tonight

18- Ram On

19- Something

20- Bluebird

21- Yesterday

22 -Lady Madonna

Leia também:
Paul in POA – 7/11/2010 – A crítica do show
Paul in POA – 6 e 7/11/2010 – O pré-show

Indo para o soundcheck de sábado

Paul in POA – 6 e 7/11/2010 – O pré-show

Rio de Janeiro com chuva e Porto Alegre com um sol de rachar. Esse era o panorama do sábado (5 de novembro de 2010). A ida ao Rio Grande do Sul para a Maratona McCartney começou cedo. Depois de muita ansiedade e várias pesquisas para calcular os custos da empreitada, desembarcamos no Rio Grande – eu e minha fiel escudeira e amada Jo Nunes – por volta de 13h30. Táxi, hotel e uma ida até o Beira Rio para checar o caminho até o local do show e onde ficaria a tenda onde ficaríamos concentrados até a hora do soundcheck de Sir Paul McCartney.

Logo na chegada ao estádio uma ótima surpresa. Filas organizadas para a troca de ingressos (boa notícia para quem precisava), guardas educados e prestativos e facilidade para encontrar a nossa porta para a Disneylândia Musical do dia seguinte. O maior problema era mesmo o sol, daqueles dignos do Rio de Janeiro em tardes de verão. Pior, a previsão para o dia seguinte era de temperaturas ainda mais altas! O sol era tão forte que as filas eram compostas de pessoas em barracas ou se protegendo com guarda-chuvas ou caixas de papelão. Tudo na maior paz.

A cidade respirava Beatles. A porta do hotel onde Macca estava hospedado parecia ter saído de um filme sobre a beatlemania. Os jornais tinham cadernos especiais e até mesmo um táxi-beatle rodava pela cidade.

Almoço com um belo drink a base de vinho e volta para o hotel, preparar tudo para a maratona soundcheck (relato no próximo post). Ficou a sensação de que as coisas não serão tão tranquilas na capital do estado mais rico da Federação.

Leia também:
Paul in POA – 7/11/2010 – A crítica do show
Paul in POA – Soundcheck 7/11/2010

Fotos: Marcos Hermes, Fernando de Oliveira, Sabrina Gabana e Franco Rodrigues.


Paul in POA – 7/11/2010 – A crítica do show

Foto tirada por um segurança do palco

Finalmente encontro condições físicas para escrever sobre o fim de semana do show de Paul McCartney em Porto Alegre. Como esse blog não é amarrado ao factual, vou escrever tudo de trás para frente (primeiro o show, depois o pré-show e, por último, o soundcheck do dia 7, com 1h15 de duração).

Pude até ler algumas (poucas) resenhas sobre o espetáculo. Textos de pessoas que gosto e admiro (como o amigo Leonardo Lichote, que fugiu da sua amada MPB), mas que não chegaram a influenciar nada do que escreverei abaixo.

Hope you enjoy the show

Depois de tudo pronto e sem a obrigação de escrever a cobertura do show para lugar nenhum – coisa que descobri aos 44 do segundo tempo e que deixou a cobertura bem mais pobre, já que são poucos os que sabem 1/12 do que sei sobre a carreira de Sir Paul – o negócio era relaxar e curtir cada segundo. Colocado estrategicamente na primeira fila (literalmente, como podem ver na foto), munido de minha camisa do Liverpool – embora ele torça pel Everton – e de muita expectativa, começou o show.

O início

Para a maioria das pessoas que ficou horas na fila sob um calor inacreditável – o sábado (6), domingo (7) e segunda (8) foram os dias mais quentes do ano em Porto Alegre – o espetáculo que Sir Paul McCartney realizou no ótimo estádio do Beira Rio foi uma sucessão de surpresas. Para quem acompanha esse blog, quase nada de novo.

Logo ao entrar o gigantismo do palco assustava. Eram 23 metros de altura, 28 de profundidade e 148 toneladas de peso. Para o som mais 20 toneladas – 200.000 watts de som –, com 150 caixas de som espalhadas pelo estádio. Dois telões laterais (verticais) enormes e mais um ao fundo. Tudo muito parecido com o que se pode ver no DVD Good Evening New York City – seu último lançamento.

Paul McCartney não é chegado a surpresas. Muito mais depois de três meses de hiato entre seu último concerto e o de POA e com um show tão bem formatado e testado como esse. Em março coloquei aqui no F(r)ases algumas das mudanças feitas por Paul no setlist e praticamente todas elas foram mantidas. Portanto, nada de mexer em time que está ganhando.

Com um clima quente (temperatura) mas extremamente calmo, sem brigas ou aquele costumeiro cheiro de maconha característico de shows de rock, o público, estimado em 50 mil pessoas, encheu o estádio como – me contaram vários colorados – nunca havia acontecido.

Mas, claro, nem tudo podia ser perfeito. E não foi. Por conta de uma lei local que exige que haja uma apresentação de algum artista brasileiro antes de um show internacional, a dupla Kleiton e Kleidir foi convidada para abrir o show. Entretanto, para não mexer na configuração do palco (instrumentos) tudo foi cancelado na última hora e colocaram um DJ acompanhado de um saxofonista e um guitarrista tocando versões eletrônicas para alguns rocks clássicos.

No meio da apresentação recebo um SMS de um amigo dizendo: “Entrei no estádio e estão tocando Sunshine of Your Love – música do Cream – em versão tecno”. Minha resposta imediata: “Estou quase vomitando”.

Felizmente – depois de muitos gritos de “Kleiton e Keidir” vindos da platéia – a apresentação terminou após pouco mais de 20 minutos. Acho que não deu para matar ninguém.

Showtime

Eram 21h10 quando os telões deixaram de exibir colagens de imagens sob o som de algumas canções de Macca.

Logo de cara o medley Venus and Mars/Rockshow/Jet. Assim como na abertura da turnê mundial de 1975/76 – registrada no filme Rockshow – a platéia fica de quatro na hora. Primeiro porque é uma espécie de redenção dos Wings, que ficaram meio de fora das primeiras turnês solo de McCartney, segundo porque é um início de show muito mais para cima que Hello Goodbye, por exemplo. Começar com um show com uma música dos Beatles sempre me pareceu um erro.

Logo depois Paul emenda All My Loving (a primeira dos Fab Four) deixando definitivamente todo o estádio aos seus pés. Para arrematar, solta umas gracinhas em português (Obrigado, gaúchos. Boa noite Porto Alegre! Boa noite Brasil!) inflando o ego do povo local e deixando uma imagem de simpatia que só iria aumentar durante as quase 3 horas de espetáculo.

Era óbvio que a maioria das pessoas que foram ao Beira Rio estavam sedentas por ouvir um Beatle cantando os sucessos da banda mais famosa de todos os tempos, mas, musicalmente, o melhor estava mesmo nas canções dos Wings, nas da carreira solo e nas homenagens aos companheiros John e George.

Músicas como Letting Go, 1985, Mrs. Vanderbilt, Ram On e Sing the Changes, deram a dose de frescor e atualidade a uma setlist repleta de clássicos; Something (Para meu amigo George) e Here Today (Para meu amigo John) deixaram muitos marmanjos de olhos vermelhos de tanto chorar; The Long and Winding Road, Ob-la-di Ob-la-da e Hey Jude transformaram o estádio em um grande coral; e a simpatia do quase setentão fez o resto. Ou você imaginaria alguém do Oasis falando: “Mas, Bah, Tchê” ou “Ah, eu sou gaúcho”? Pois é, Paul McCartney falou.

Ainda cantou parabéns para você em homenagem a algum fã que carregava um cartaz dizendo ser o dia do seu aniversário e autografou o braço de duas fãs – que subiram ao palco e depois transformaram os autógrafos em tatuagens.

PS: As duas estavam pouco atrás de mim. Muito engraçado ver a reação delas na hora em que Paul pediu ao chefe da segurança pra levá-las ao palco.

Lá pelo meio do show uma pessoa ao meu lado perguntou: “Ainda falta muito para terminar?”. Já estávamos com quase 2 horas de apresentação e, sim, ainda faltava muita coisa. Aos 68 anos, o músico deixa algumas canções difíceis de cantar para a parte final do show. I’ve Got a Felling – favor não confundir com o hit do Black Eyed Peas – e, principalmente, Helter Skelter são a prova de que, se alaguns agudos já são coisas do passado, a voz de Macca ainda segura muito bem um repertório onde nenhuma canção teve seu tom original mudado.

Lembrando Linda McCartney

Mas não foram apenas John Lennon e George Harrison os lembrados por Paul durante o show. Se em 1990 a frase “Minha gatinha, Linda” ficou imortalizada no CD Tripping The Live Fantastic, em 2010 Paul arrumou uma maneira de homenagear o grande amor de sua vida (morta em 1998, devido a um câncer). Antes da balada My Love, Paul disparou: “Esta música eu escrevi para a minha gatinha, Linda, mas esta noite ela é para todos os namorados”. Era o que faltava para colocar o mais reticente dos fãs no bolso.

Com o portfólio musical do calibre e do tamanho que tem, Paul McCartney nem precisaria se esforçar para agradar. Era chegar, subir ao palco, tocar, cantar e sair. Não era preciso esboçar um sorriso sequer. Mas ai, não seria Paul McCartney.

Inesquecível

No fim, um comentário que para muita gente sempre soou como uma heresia: o melhor concerto que já havia assistido foi o de Eric Clapton na Praça da Apoteose (1990). Não era nenhum dos anteriores de McCartney, apesar de toda a carga emocional dos concertos realizados no Maracanão de São Paulo (1993) nem fica no meu top 5 -, mas esse de 2010 é, DE LONGE, o mais espetacular realizado no País.

Dá orgulho gostar da música de um cara desses.

Termina o concerto e Sir McCartney vai direto para o aeroporto em direção a Buenos Aires (onde toca nos dias 10 e 11). Fica marcado o encontro para o próximo dia 22, no Morumbi.

PS final: Durante o show Paul só não executou músicas dos LPs Please Please Me e Beatles For Sale, mas no soundcheck ele foi de I’ll Follow the Sun, o que deixou de fora do fim se semana apenas um disco do Quarteto de Liverpool. Outro detalhe importante é o quanto ele gosta do disco Band On The Run. Foram cinco músicas durante o show e mais uma no soundcheck.

Setlist

Venus and Mars
Rock Show
Jet
All My Loving
Letting Go
Drive My Car
Highway
Let Me Roll It
The Long and Winding Road
1985
Let Me In
My Love
I’ve Just Seen a Face
And I Love Her
Blackbird
Here Today
Dance Tonight
Mrs. Vanderbilt
Eleanor Rigby
Ram On
Something
Sing the Changes
Band on the Run
Od-La-Di Ob-La-Da
Back in the USSR
I’ve Got Feeling
Paperback Writter
A Day in the Life
Let It Be
Live and Let Die
Hey Jude

Bis 1
Day Tripper
Lady Madonna
Get Back

Bis 2
Yesterday
Helter Skelter
Sgt. Pepper’s / The End

Leia também: Paul in POA – 6 e 7/11/2010 – O pré-show


Fotos: Marcos Hermes / Divulgação

Paul McCartney no Brasil e mais uma vez longe do Rio

South American Tour Dates Announced – November 2010

Brazil will have two concerts in November

After months of speculation Paul confirms today that he will be taking his ‘Up and Coming Tour’ back to Brazil. Paul and his band will arrive in November for two shows in Porto Allegre November 7th Beira Rio Stadium and Sao Paulo on November 21st at Morumbi Stadium.

“It’s great to bring this tour to Brazil. I love Brazil, they love their music – I love them, I love their music.” says Paul.

Since launching in March the all new ‘Up and Coming Tour’ has seen Paul perform 25 concerts across North America, South America and the UK. Winning unprecedented reviews wherever the tour goes, so far Paul has rocked well over half a million people in a matter of months. Fans turning up to watch the tour have included Katie Holmes, Dave Grohl, Samuel L Jackson, Quincy Jones, Woody Harrelson, the Jonas Brothers, Kings Of Leon, Kaiser Chiefs, David Walliams, Kanye West, Chris Martin and Gwyneth Paltrow, Tom Hanks, Neil Young, Brian Wilson, John Paul Jones, Jack Nicholson, Steven Tyler and Danny Devito.

The shows in South America will feature a typically diverse set list, drawing on nearly three hours of the world’s most loved music. Paul’s concert will include songs spanning his entire career, from The Beatles, Wings, solo material and tracks from The Fireman’s 2008 album ‘Electric Arguments’.