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Qual a melhor Amazon para o colecionador de discos?

A resposta pode ser bem diferente, dependendo do caso

Os colecionadores de disco, essa espécie em extinção, principalmente no Brasil, sofrem com os lançamentos cada vez maiores e mais caros e com a dificuldade de encontrá-los por aqui. A solução é apelar para os sites de lojas no exterior ou para o Ebay/Mercado Livre.

Mas engana-se quem acha que todas as Amazon são iguais. As lojas de diferentes partes do mundo têm políticas de preços, frete e cobrança de impostos diferentes. Esse detalhes – principalmente os impostos – podem fazer toda a diferença na hora de efetuar a sua compra.

Pensando nisso, resolvemos escrever esse post, que vai dar dicas de como escolher a melhor loja para comprar o seu CD/DVD/blu-ray/livro. E, para facilitar ainda mais a sua vida, basta enviar um e-mail para blogdoferoli@gmail.com ou deixar um comentário com o título do item que você quer comprar que nós fazemos a pesquisa e enviamos o link para você, sem custos!

Brasil x exterior

Conforme falamos, nem sempre é fácil encontrar lançamentos convencionais no Brasil, muito menos as edições especiais ou limitadas. Normalmente, quando encontramos, os preços são absurdos e apostar na compra lá fora é uma opção mais que desejável.

Como não temos mais lojas como Music Boulevard ou CD Now (ambas engolidas pela Amazon) o jeito é apelar para a gigante, que tem lojas em praticamente todos os grandes mercados (EUA, Canadá e vários países da Europa, além do Brasil).

Diferença de preços

O que é de se estranhar é que uma cadeia internacional (e online) pratique preços diferentes para suas várias filiais, inclusive com promoções fixas que são exclusivas de apenas um dos países.

Portanto, não é difícil encontrar uma promoção na Amazon da Alemanha que jamais tenha existido na irmão inglesa ou francesa, por exemplo. Não há outra solução senão pesquisar!

O trabalho pode ser chato e demorado, mas vale a pena ― lembrando que nós podemos fazer esse serviço para você de graça! Normalmente a variação de preços chega acima dos 10%.

Além disso, as diferenças na política de cobrança de impostos e variedade das opções de frete podem ser decisivos entre gastar muito ou pouco.

Imposto antecipado x aposta na Receita

Talvez nem todos saibam, mas a maioria dos produtos ― incluindo CDs, DVDs e blu-ray ― estão sujeitos a uma tributação de até 60% do seu valor, caso a encomenda ultrapasse US$ 50. Isso não inclui livros, que são isentos, é bom citar. Mas, nem sempre você é taxado.A Receita Federal faz suas aferições por amostragem e, além disso, você sua encomenda pode passar pelas mãos de um fiscal bondoso.

O problema é que algumas Amazon ― principalmente a dos Estados Unidos ― adotaram uma estratégia um tanto polêmica para as encomendas feitas para serem entregues no Brasil: a cobrança antecipada dos impostos alfandegários.

Essa atitude tem duas consequências imediatas: você recebe sua encomenda mais rapidamente, já que o trâmite na Receita Federal é praticamente inexistente, e paga (bem) mais caro pelos produtos, sem a chance de contar com a sorte de não ser taxado.

Como os preços da Amazon US não são tão mais baratos assim, ela fica como opção apenas para livros ou para os itens que você queira/precise receber rapidamente. Senão, procure na inglesa primeiro.

DHL x iParcel

Um outro item muito importante na hora de fechar sua compra é o método de envio. São várias as opções, desde a entrega standard (sem número de rastreio), até o expresso (normalmente via DHL).

Porém, o melhor é ― na opinião deste colecionador ― utilizar a opção intermediária, onde você tem um número de rastreio e não passa pela DHL.

A razão? A DHL é bem mais rápida, mas costuma fazer a cobrança dos impostos de maneira compulsória (assim como a Amazon US). O envio intermediário é, na maioria das vezes, feito pelo método i-Parcel, da UPS, uma empresa mais que confiável.

Mais uma vez, a escolha é sua.

Amazon BR

A Amazon brasileira pode ser uma boa opção para quem não quer ficar procurando por vários sites, em vários idiomas. Os preços podem até ser um pouco mais altos e a variedade de produtos menor, mas ela não deve ser descartada.

Não deixe de pesquisar

A conclusão deste texto é: não deixe de pesquisar. Nem sempre o melhor preço do produto significa o menor preço final da compra.

Caso tenha interesse em comprar algo e não tenha tempo ou paciência para pesquisar, envie um e-mail para blogdoferoli@gmail.com ou deixe um comentário com o título do item que você quer comprar, que nós fazemos a pesquisa e enviamos o link para você, sem custos!

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Venda de álbuns nos EUA aumenta pela primeira vez desde 2004

Parece que as gravadoras estão encontrando uma maneira de sair do buraco. Não que o buraco seja tão fundo, mas foram décadas de grandes lucros fáceis com pouquíssimo trabalho, até o surgimento do Napster (lembram dele?). Agora, a venda de discos aumenta nos EUA pela primeira vez desde 2004. Muito por conta da volta do vinil e muito por conta do fenômeno Adele – que me parece um ser meio clonado da falecida Amy.

Bom saber que, a despeito da qualidade (ou falta dela), as pessoas voltaram a ouvir música do começo ao fim e não apenas arquivos isolados e sem contexto.

Fiz a minha parte em 2011 – ainda faltam vários post sobre minhas compras – e pretendo continuar contribuindo com a indústria em 2012.

As vendas de álbuns nos EUA subiram no ano passado pela primeira vez desde 2004. Analistas acreditam que o crescimento reflete a redução nos preços dos discos e as ofertas especiais, além da alta no mercado de vinil. As vendas de álbuns subiram 1,4% para 330,6 milhões em 2011, segundo dados publicados pela revista Billboard. Em 2010 foram 326,2 milhões. O pequeno aumento no maior mercado musical do mundo é uma boa notícia para a indústria após anos de queda nos lucros.

“Isso pode ser pela política agressiva de preços dos álbuns. Eles estão sendo vendidos a um valor muito mais econômico para os consumidores, que consideravam US$ 10 muito caro”, disse Keith Caulfield, um dos diretores da Billboard.com à Reuters.

Adele liderou a parada de sucessos em 2011, com 5,8 milhões de cópias vendidas do álbum “21” e 5,8 milhões do single “Rolling in the deep”. “21” foi o disco mais vendido nos EUA desde “Confessions”, de Usher, sete anos atrás. O segundo álbum de Adele não deixa o Top 10 da Billboard americana desde março. Ele vendeu mais que o dobro do segundo lugar da lista, “Christmas”, de Michel Bublé (2,4 milhões).

Bom desempenho americano não se repete no Reino Unido

As vendas de CDs nos EUA caíram 6% no ano passado, mas o aumento de 20% no número de álbuns digitais significou um recorde de US$ 103,1 milhões de discos vendidos, superando as perdas, segundo dados da Nielson SoundScan. A venda de músicas digitais cresceu 8,5% em 2011, alcançando o recorde de 1,27 bilhão de canções baixadas, em comparação ao 1,17 bilhão de 2010.

A venda de álbuns de vinil atingiu 3,9 milhões de cópias, em comparação aos 2,8 milhões vendidos em 2010. Caulifield disse que o crescimento na venda dos discos de vinil era uma “loucura”, atribuindo o sucesso a um “mercado inexplorado”.

“Está chegando a dois tipos de consumidores — os mais antigos que lembram dos discos de vinil com afeto, e muitos até têm mesas de som, e os mais jovens que podem ter uma cópia física na mão e aquela obra de arte para olhar”, analisa.

O bom desempenho do mercado americano não se repetiu no Reino Unido. Apesar do crescimento nas vendas digitais e do ressurgimento do vinil, as vendas combinadas caíram pelo sétimo ano seguido, dessa vez 5,6%, chegando a 113,3 milhões de cópias. No pico da indústria, em 2004, o número foi de 163,4 milhões de cópias vendidas. A venda de músicas digitais cresceu no Reino Unido 26,6%, para 26,6 milhões, mas as vendas de CD caíram 12,6%, chegando a 86,2 milhões. Os discos de vinil venderam 389 mil cópias.

Fonte:Reuters