Estudo indica CEOs descrentes das agências

Para chefes executivos, elas reclamam muito sobre pagamento, mas não conseguem entregar resultados de negócios

Criatividade x dinheiroSe a percepção que o diretor de marketing tem em relação à agência nem sempre é das melhores, essa distância parece ficar ainda maior quando se trata da opinião do chefe dele: o CEO. A maior parte dos chefes executivos pensa que as agências de publicidade que atendem suas marcas estão mais preocupadas com a criatividade do que com os resultados de negócios do cliente.

A conclusão é de um estudo da Fournaise Marketing Group divulgado pela empresa britânica especializada em pesquisas sobre publicidade Warc (que se chamava World Advertising Research Center até 2009). Foram ouvidos 1,2 mil executivos de empresas de grande, médio e pequeno portes da América do Norte, Europa, Ásia e Austrália.

Antes de se conhecer os números, vale ressaltar que esses executivos foram ouvidos dentro de um painel de pesquisas chamado “Global Marketing Effectiveness Program”, focado em efetividade, e que a Fournaise é uma empresa especializada em mensuração e gerenciamento de performance em marketing.

Segundo a opinião de 78% dos chefes executivos dentre os 1,2 mil entrevistados suas agências não são dirigidas pela performance de negócios do cliente e não dão o foco suficiente para gerar resultados de negócios esperados pelos departamentos de marketing.

Outro dado indica que 76% deles sentem que as agências falam muito sobre “criatividade como salvação”, mas não estão aptas a provar ou quantificar o impacto dela nos resultados. Eles acreditam que as agências são frequentemente oportunistas em clamar por crédito no resultados de vendas o que, na realidade, deve ser também atribuído a outros fatores como o produto, a força de vendas, o canal ou preço.

Agências de marketingO estudo traz outras dados sobre a relação agência-anunciante: 72% dos CEOs admitem que, apesar de no começo terem encarado suas agências como especialistas no entendimento dos consumidores e no comportamento de segmentos para melhor engajá-los com a marca, logo  perceberam que elas não são tão guiadas por dados e ciência para conseguir isso. “Há muita confiança em boatos, sentimentos, metodologias equivocadas e informações questionáveis”, afirma o estudo da Fournaise. E, para 70% dos CEOs, as agências dão a desculpa de que recebem budgets inadequados ou em prazos de pagamentos mais longos para mascararem sua falta de habilidade em entregar resultados de negócios.

Para eles, há ainda uma falta de sensibilidade em relação à realidade de negócios da empresa: 74% dos CEOs dizem que as agência estão desconectadas das metas de curto e médio prazo dos clientes. “Elas seguem falando sobre dar tempo para a criatividade para ver o impacto, mas falham na hora de entender as pressões que os executivos da empresa sofrem dos acionistas”, afirma o estudo.

A solução para essa desconexão entre agência e empresa estaria, segundo os executivos, na mudança do modelo de negócios sob o qual as agências atuam. Quase 90% dos entrevistados afirmam que as agências deveriam adotar um modelo de negócios baseado nos resultados de negócios. “Seria uma maneira de forçar as agências a focar no que o CEO realmente espera deles”.

Dois tipos de agências

Os executivos entrevistados apontaram que existem dois tipos muito característicos de agências. A primeira é dirigida por performance e é confiável e a outra finge ter esse viés de performance, mas não é confiável. Para Jerome Fontaine, CEO da Fournaise, a reação dessas agências que “fingem” se preocupar com resultados será atacar e questionar os resultados da pesquisa; “Já as que se preocupam com performance de verdade gostarão dos resultados e continuarão fazendo o que fazem bem: mapear constantemente sua performance criativa e de mídia e entregar resultados de negócios quantificáveis para seus clientes”, afirma.

Fonte: Meio & Mensagem

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Frase: Lembranças de coisas do passado não são necessariamente lembranças de como elas eram – Marcel Proust

Remembrance of things past is not necessarily the remembrance of things as they wereMarcel Proust

Lembranças de coisas do passado não são necessariamente lembranças de como elas eram

Semi féSe nós nos definimos pelas nossas experiências, é também verdade que nossas memórias vão mudando com o tempo. A frase de Proust sempre me remeteu as pessoas que tem por natureza deturpar o que aconteceu, seja para poder criar uma nova realidade onde sempre apareça como protagonista, seja para apagar as atitudes que poderiam revelar cenas onde qualidades nada boas pudessem estar em primeiro plano.

Para outros, a tática Alzheimer – de lembrar apenas do que lhe deixa bem – serve para apagar pessoas e fatos. Alguns aproveitam ainda a coleção de lembranças falsas para compilar um livro de memórias que acaba nunca fazendo sentido, já que rola aquele Alzheimer do início do parágrafo.

Mulher rezandoUma chave jogada ao chão, um diálogo falado com meias palavras, uma fuga de compromissos ou um afastamento para preservar o seu espaço, podem acabar virando um purê de batatas daqueles bem insosso, sem cor, definição de paladar e pior, sem nada para acompanhar.

Não há papa que tenha poder em concretar uma fé que só se manifesta nas manhãs de domingo, da mesma forma que não há ecletismo que possa superar a ditadura da batucada. Martelar semi mentiras realmente tornam tudo em meias verdades na mente de quem precisa afirmar independência.

A faculdade de saber que as lembranças de coisas do passado não são necessariamente lembranças de como elas eram, pode até significar que a felicidade não tenha sido tão feliz, mas também pode significar que o sofrimento foi bem menos (ou mais?) sofrido.

*Esse texto foi escrito alguns anos atrás e resgatado agora, por conta da vinda do papa (assim em caixa baixa).

Sony anuncia ultrabooks Vaio Pro para mercado brasileiro

Ultrabook  Sony Vaio ProA Sony acaba de anunciar suas novidades para o mercado brasileiro. Dessa vez, a empresa está trazendo seus mais novos ultrabooks da Série Vaio Pro. São dois modelos de 11 e 13 polegadas que começaram a ser vendidos no fim de julho.

Voltados para consumidores mais exigentes, ambos vem com tecnologia Full HD e apresentam um display Triluminos e resolução de 1920 x 1080 pixels. Os dispositivos ainda contam com uma estrutura toda feita com fibra de carbono, que é 30% mais leve e 200% mais resistente do que o alumínio.

Além disso, os ultrabooks vem com Windows 8, bateria com Quick Charge, tecnologia que permite até 90 minutos de uso com somente 10 minutos de carga, Office e conectividade NFC. Glauco Rozner, gerente geral de notebooks e tablets da Sony Brasil, definiu os novos dispositivos como “uma linha de produtos feita para usuários muito exigentes, que estão em busca de design diferenciado, conforto e muita performance”.

Entre os modelos, o Sony Vaio Pro 11 é o mais simples e barato: considerado o mais leve ultrabook do mundo, o dispositivo vem com uma tela de 11 polegadas Full HD sensível ao toque, processador Intel Core i7 de quarta geração, 4 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento. O Pro 11 custará em torno de R$5399 e pode ser encontrado em pré-venda no site da Sony até o dia 26.

Já o Pro 13 vem com uma tela de 13 polegadas, processador Intel Core i7 de quarta geração, memória RAM de 8 GB e SSD de 128 GB. Por ser mais avançado, seu preço sugerido é de R$5999.

Fonte: Código Fonte

Amy Grant volta com sensibilidade

Cantora lança o disco – How Mercy Looks From Here

amy-grant-amygrant_howmercylooksfromhere_20130409 (1)Com a Jornada Mundial da Juventude recém-iniciada, o novo disco da cantora e atriz norte-americana Amy GrantHow Mercy Looks From Here (EMI) – cai como uma luva para embalar os dias que comemoram a vinda do Papa Francisco ao Brasil. Amy, que já vendeu milhões de discos ao redor do mundo e ganhou até uma estrela na calçada da fama, dedica o álbum a sua mãe, Gloria Napier Grant, morta recentemente e que serviu de inspiração para muitas das canções, sempre com um cunho religioso, mesmo as com um ritmo mais alegre.

O disco é recheado de convidados, com destaque para James Taylor (Don’t Try So Hard) e Carole King (Our Time is Now). A voz de Taylor, principalmente, encaixa muito bem na temática da canção e rendeu um single que ajudou o álbum a emplacar o primeiro lugar na parada de discos cristãos da Billboard norte-americana.

A produção de Marshall Altman e o elenco de convidados não deixa que o disco caia na mesmice dos temas religiosos. How Mercy Looks From Here é, antes de mais nada, uma obra musical, e das boas!

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense.

Dilma veta portal como empresa jornalística

O que parecia um avanço, se transformou em mais um revés!

Dilma assinandoPresidência afirmou que a classificação não pode ser encaixada em legislação tributária, demandando texto específico

A presidente Dilma Rousseff vetou na sexta-feira, 19, artigo da lei 12.844/13 que classificava portais como empresa jornalística. Segundo o site Convergência Digital, Presidência, Advocacia-Geral da União e Ministério Público entenderam que tal classificação precisa de lei específica e o modo como havia sido colocado no PL “afronta o disposto nos arts. 220, 221 e 222 da Constituição”.

O Congresso havia aprovado há uma semana a Lei de Conversão 17/2013, apresentado pela Comissão Mista da Medida Provisória 610/2013, que versava sobre uma variedade de assuntos, mas cuja matéria principal era a desoneração da folha de pagamento de vários setores do mercado, incluindo o jornalístico.

No 13º artigo, especificava quais tipos de empresas de mídia poderiam ser enquadradas no benefício, que atinge a contribuição de 20% ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre a folha de pagamento. Algumas atividades, como a jornalística, passarão a pagar ao governo, a partir de janeiro de 2014, alíquota de 1% sobre o faturamento.

O veto da presidente disse ainda que a conceituação ampla, aberta e indefinida alcançaria atividades não necessariamente jornalísticas. “Cria, assim, por via legal, um leque de proteção que o legislador constitucional não adiantou na concepção do subsistema constitucional da Comunicação Social”.

Fonte: Meio & Mensagem

O ‘Motel Maravilha’ de Rodrigo Santos

Rodrigo Santos - Motel MaravilhaO baixista do Barão Vermelho, Rodrigo Santos, aproveita a nova parada do grupo para retomar a sua carreira solo com o lançamento de Motel Maravilha, seu primeiro lançamento desde Waiting on a Friend (2010), quando regravou canções de grandes nomes do rock e do DVD Ao Vivo em Ipanema, quando fez um balanço da carreira.

São 11 músicas – todas elas de autoria ou coautoria de Rodrigo. Surpreendentemente, nenhuma das composições tem como parceiro o amigo Frejat.

“Na verdade, não rolou com nenhum dos Barões, mesmo sendo o Frejat meu parceiro mais constante. Não tivemos muito tempo para isso, ensaiamos a pampa, fizemos muita divulgação e 25 shows da turnê, num curto espaço de tempo. Ainda assim, quase entrou uma parceria minha com Guto e cheguei a mandar uma letra para o Frejat aos 48 do segundo tempo, mas não conseguimos ir adiante, pois a banda parou em abril. Não quis misturar tanto as coisas também. Se rolasse seria natural, mas vim mostrando na estrada para cada um deles as canções que iam ficando prontas e escutando as opiniões deles, foi bem bacana!”, conta Rodrigo.

O destaque do disco, que tem pegada pop/rock da boa, é a música Me Dá Um Dia a Mais, que foi escrita com o ex-Police Andy Summers, que também toca guitarra na faixa.

“Tenho várias composições com o Andy, mas resolvi colocar apenas uma, para dar mais espaço para o que produzi com outros parceiros também”, explica.

Motel Maravilha chega com uma capa tão colorida quanto o seu conteúdo: pra cima, pessoal e cheio de amor. Rodrigo Santos pode não ser um cantor tão seguro quanto Frejat, mas sua alegria contagia e transforma Motel Maravilha em um bom disco para quem gosta de rock.

Uma versão editada deste texto foi publicada no jornal O Fluminense

Record é chamada de lixo ao vivo por telespectadora

logo-rede-record-1316892247Os apresentadores do ‘Programa da Tarde’, da Record, passaram por uma saia justa ao vivo nessa segunda-feira, 22. Durante o quadro ‘Patrulha do Consumidor’, comandado por Celso Russomanno, a atração mostrava o caso de uma mãe que se queixava por ter investido antecipadamente R$ 1 mil para que a filha iniciasse a carreira como modelo, mas a jovem nunca conseguiu trabalhos na área. Por telefone, a dona da agência classificou a emissora como “lixo”.

record progdatardeAna Hickmann e Ticiane Pinheiro tentaram contornar a situação (Imagem: Reprodução)A empresária, identificada apenas como Cláudia, mostrou irritação ao ser questionada pelos apresentadores. “Vocês nem deviam colocar um assunto desses no ar, a pessoa assinou um contrato”, disse. “É ridículo! Não sei como a Record faz uma coisa dessas.”Russomanno devolveu o insulto e disse que a Record defende os direitos dos consumidores.

Britto Jr , Ana Hickmann, e Ticiane Pinheiro tentaram intervir, sem sucesso. “Se você sonha em ser modelo preste atenção neste caso”, aparecia na tela. A moça encerrou a ligação: “Não vou mais conversar com vocês. A Record é um lixo”, disse ao desligar.


Fonte: Comunique-se

PS:A voz do povo é a voz de Deus!

“La segurança soy yo” ou Como Cabral deu mais um mole

Parece que o inferno astral do governador do Rio de Janeiro não tem fim. É uma cagada depois da outra, muitas delas com a sua concordância. A última, que já rendeu mais um revés e uma nota oficial dizendo que o texto do artigo que permitia a tal Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas (CEIV) requisitar dados sigilosos de possíveis culpados, será retirado. Mais um mole!

Tão ruim quanto a proposta de Cabral foi a atitude de alguns desembargadores do TJ, que disseram não verem problema no texto, já que tudo seria sempre feito dentro da legalidade….afinal, você acha que o governo (qualquer governo) iria fazer algo de errado com seus dados?

Realmente não sei o que andam fazendo os assessores do mandatário fluminense, mas sei que eles devem detestar muito o Pezão, já que estão se esforçando de maneira ímpar para inviabilizar a sua eleição.

Governo do Rio impõe quebra de sigilo às teles e aos provedores de Internet

Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações PúblicasPolêmica judicial à vista nas ações de repressão aos atos de vandalismo nas manifestações públicas no Rio de Janeiro. Em decreto, que cria a Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manisfestações Públicas (CEIV), publicado no Diário Oficial da última segunda-feira, 22/07 , o governo do estado do Rio de Janeiro estabelece que operadoras de telefonia e provedores de internet têm 24 horas como prazo máximo para atender os pedidos de informações da comissão.

A decisão, que foi divulgada nesta terça-feira, 23/07, pelo blog Capital Digital, é bastante polêmica porque envolve a privacidade dos dados dos clientes e requer a ação judicial para a entrega das informações. Também mostra o vácuo legislativo existente na Internet com a não votação do Marco Civil e do ‘engavetamento’ da lei de privacidade de dados pessoais, no Ministério da Justiça.

A postura do governo do Rio confronta com recentes decisões da própria Justiça. Em março, por exemplo, a 3ª Vara Federal de Sorocaba, no interior de São Paulo, assegurou o direito da Claro de não fornecer os dados cadastrais de alguns usuários que tiveram a quebra de sigilo requisitada pela Delegacia de Polícia Federal.

Na decisão, a juíza federal, Sylvia Marlene de Castro Figueiredo, afirma que a quebra de sigilo de dados deve sempre ser precedida de ordem judicial e que, no caso em questão, o requerimento da autoridade policial “diz respeito aos dados cadastrais que estão relacionados com o direito constitucional à intimidade e à privacidade de qualquer pessoa”, conforme prescreve a Constituição Federal.

Em contrapartida, recentemente, no final de junho, a Procuradoria Geral da República opinou pela improcedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.906, proposta pela Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix). A ação discute o art. 17-B da Lei 9.613/1998, que permite o acesso do Ministério Público e da autoridade policial, sem autorização judicial, a dados cadastrais de investigado.

Fonte: Convergência Digital

Passageiros terão que pagar taxa para fazer conexões em aeroportos

Pode parecer piada, mas não é. Além de termos de conviver com aeroportos péssimos, quentes, sem estrutura, empresas aéreas que parecem viver para desrespeitar os clientes e uma agência reguladora que não regula nada, agora os passageiros terão que pagar uma taxa toda vez que fizerem uma escala, mesmo que essa escala seja culpa das empresas, que não oferecem voos diretos para grande parte dos principais destinos.

No caso específico dessa nova taxa a culpa maior não pode recair sobre as empresas (que deveriam arcar com os custos extras, mas isso somente em um mundo perfeito), mas sobre a Anac, que criou esse monstrengo.

Pobres brasileiros…melhor viajarmos mesmo para o exterior, onde somos melhores tratados.

aeroportoDesde esta terça-feira, os passageiros que fizerem voos com conexão terão que pagar uma taxa para utilizar o aeroporto para a troca de voos. As companhias aéreas vão repassar aos passageiros o a tarifa de conexão, com valor que chega a R$ 7,16 por parada.

A TAM iniciou hoje a cobrança, que foi informada por um comunicado às agências de viagem. A mesma medida será tomada amanhã pela GOL e pela Azul. A Avianca Brasil não se pronunciou, mas também deve seguir o mesmo procedimento, que foi definido pelas companhias na Associação das Empresas Aéreas (Abear).

Segundo o comunicado da TAM, a tarifa será cobrada em todos os aeroportos do Brasil e varia de R$ 3 a R$ 7,16. Os maiores valores são cobrado nos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília, administrados por empresas privadas e nos dois terminais paulistas a taxa será reajustada para R$ 7,64 a partir do dia 10 de agosto.

A Abear confirmou que as quatro maiores companhias nacionais vão passar a trazer clara e discriminadamente no recibo do bilhete aéreo e outras vias de comunicação com os consumidores os valores relativos à cobrança da tarifa de conexão, que entrou em vigor no dia 19 nos aeroportos públicos, tal como já acontece com a tarifa de embarque há três décadas. O Juiz Antônio Cláudio Macedo da Silva, da 8ª vara do Tribunal Regional Federal do Distrito Federal, concedeu, por meio de medida liminar, o direito que foi pleiteado pelas companhias em ação declaratória apresentada pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), que atua em parceria com a Abear.

Aviões“Nesse novo cenário de desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária, com a perspectiva da melhoria dos serviços prestados aos passageiros e às companhias aéreas, é justo que os operadores sejam remunerados. A partir do momento que, com esse objetivo, foi instituída a tarifa de conexão, em tudo semelhante à tarifa de embarque que já era praticada, mas referente a serviços que até então não eram objeto de cobrança, nada mais natural que fosse dada a ela o mesmo tratamento”, explicou o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

A tarifa de conexão foi criada pela Lei 12.648/2012 e ampliou a lista das tarifas aeroportuárias, definidas pela Lei 6.009/1973.  Ela já havia sido integrada aos contratos fechados entre os aeroportos concessionados em 2012 (Guarulhos, Viracopos e Brasília) e foi recentemente regulamentada pela Anac para que passasse a ser cobrada nos aeroportos públicos da Infraero, estados e municípios (Resolução nº 274/2013) a partir do dia 19 de julho.

Tanto a tarifa de embarque como a tarifa de conexão, segundo a definição legal, existem para cobrir os custos relativos aos serviços de embarque e desembarque, carrinhos e esteiras de restituição de bagagens, inspeções de segurança, transporte entre o terminal e as aeronaves, climatização do terminal e serviços de orientação por áudio e vídeo, entre outros.

O Melhores Destinos entrou em contato com as companhias para confirmar o repasse da tarifa, que já foi confirmado pela TAM, Azul e GOL. A Avianca Brasil não se pronunciou até o momento, mas o comunicado enviado ao MD pela Abear, também cita a companhia.

Fonte: Melhores Destinos

Ouvindo a voz do povo, Joyce Moreno lança seu novo CD, ‘Tudo’

Depois de lançar CD no Japão, cantora traz para o Brasil seu mais novo trabalho, que reúne canções inéditas e recentes da artista. Projeto é o primeiro de inéditas em uma década

digipak TUDO.inddDona de uma das carreiras musicais mais singulares dentre os artistas brasileiros, com vários trabalhos lançados no exterior, onde passa boa parte do tempo excursionando, Joyce Moreno, sempre lembrada por sucessos como Clareana, Feminina, Monsieur Binot e Da Cor Brasileira, lança Tudo, seu primeiro CD de inéditas em uma década, depois de uma consulta ao público que lota seus shows.

“Eu tinha dois trabalhos novos por lançar, ambos recém-saídos no exterior: Rio, um disco solo com canções sobre a cidade, e Tudo, meu primeiro CD totalmente autoral depois de Banda Maluca, de 2003. Tive que fazer essa “Escolha de Sofia” e não queria tomar a decisão sozinha. Então, distribuía papeizinhos para que as pessoas votassem. Fiquei super contente que o público tenha escolhido Tudo, que talvez fosse mesmo a minha opção. As pessoas parecem estar um pouco cheias de ouvir regravações, por mais legais que elas sejam”, explica a cantora.

Em ótima forma

Foto: Leo Aversa - Crédito obrigatório.Tudo, que foi lançado primeiro no Japão e é distribuído pela gravadora Biscoito Fino no Brasil, mostra uma Joyce em ótima forma, tanto como compositora, quanto como intérprete. Trata-se de um trabalho que resume a obra da cantora, sem ser apenas uma releitura de sua obra.

“Na verdade Tudo foi gravado para mim e não para o mercado japonês. Ele foi feito de uma forma independente e o Japão pulou na frente na hora de lançar. Esse disco é todo composto por músicas recentes, compostas nos últimos dois anos. Às vezes, passa um tempo até arrumar as canções que façam um buquê”, conta Joyce.

O repertório reúne parceiros como Nelson Motta (Estado de Graça), Paulo César Pinheiro (Quero Ouvir João e Dor de Amor é Água), Zé Renato (Pra Você Gostar de Mim) e Teresa Cristina (Sem Poder Dançar), além de composições próprias. E é uma dessas canções solo, o baião/galopada Boiou, que mais chama a atenção no ótimo conjunto de Tudo.

“A maior parte das músicas desse disco eu já tocava no Brasil mesmo antes do lançamento e todas foram muito bem aceitas e as pessoas saiam assobiando as melodias. Mas realmente Boiou é a que tem a melhor conexão com o público”, confirma Joyce.

Mas quase tudo no álbum merece destaque. As duas canções com a participação de Zé Renato – a parceria Pra Você Gostar de Mim e o dueto em Dor de Amor É Água -, são exemplos da excelência do conteúdo do disco.

Vida Dupla

Foto: Leo Aversa - Crédito obrigatório.Mas, mesmo com o reconhecimento da crítica e o sucesso de público, sobreviver de música no Brasil não é das tarefas mais fáceis segundo a artista.

“Não dá, de jeito nenhum, para viver só da venda de CDs e muito menos com direito autoral. Pra mim, o que realmente tem funcionado são os 25 anos de uma vida dupla. Aqui no Brasil eu sou o Bruce Wayne e lá sou o Batman. Faço praticamente todos os meus projetos de forma independente, o que me permite uma liberdade criativa, mas também dificulta muito na hora de fechar datas para shows, por exemplo. Sou do tempo em que a gente fazia um show e, se lotasse, todos recebiam o seu dinheiro e saiam satisfeitos. Hoje, se não tiver um patrocínio, nem lotando alguma casa por um mês a gente consegue, sequer, cobrir os custos de produção. Se você não está inscrito em alguma lei de incentivo, você sofre muito. E eu sou totalmente fora da lei”, explica.

Por conta dessa vida dupla, Joyce ainda não tem datas fechadas para lançar seu CD por essas bandas.

“Esse mês (julho) vou para a estrada, começando pelo Japão, e só depois vou tocar por aqui. O Rio tem um problema muito sério de casas de espetáculos. É uma oferta muito pequena de espaços para um número muito grande de artistas”, conclui.

Mesmo com tantos afazeres, Joyce não para.

“Tem o Rio, que está pronto para ser lançado, tem um projeto com o Zé Renato só de parcerias nossas e, além disso, há a possibilidade do selo Discobertas lançar uma caixa com vários discos meus da década de 80. É esperar para ver”, conclui.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Fotos: Divulgação

A nova safra de “cientistas políticos”

bush-thinkingFica quase impossível não falar sobre política no atual momento do Brasil. Porém – como disse outro dia e fui bastante questionado -, fico impressionado como 93,72% das pessoas que escrevem nas redes sociais, mesmo aquelas que têm em seu cotidiano apenas academias de ginásticas e shoppings, se transformaram em cientistas políticos, com opiniões (em caixa alta) cheias de argumentos para tentar defender algo que eles não têm ideia do que é.

Aliás, bom lembrar que, talvez por ainda não termos um distanciamento histórico suficiente, ninguém ainda tem uma resposta do porquê de tantas manifestações pelo Brasil. Dizer que não é pelos R$ 0,20, mas sim por causa de algo muito maior é o tipo de resposta que pode até parecer inteligente, mas é de uma cretinice atroz, já que não diz nada, até porque NINGUÉM sabe explicar as razões desses acontecimentos.

Idiota pensandoAlguns podem tentar me incluir nesses 93,72% que passaram a falar de política, mas eu apenas me aproveito do olhar lógico dos virginianos (alguma característica eu tinha que ter dos astros) para analisar os fatos e tirar algumas conclusões, que podem estar erradas (embora isso quase nunca aconteça).

Conheço muitos coleguinhas politizados e que sempre lutaram por ideais, embora façam exatamente o contrário, tirando direitos e conquistas da categoria, assim que assumem uma posição de chefia. Portanto, não adianta ter um prêmio ou outro e um fã-clube que pule que nem pipoca, doidas para que sejam papadas um dia. Postura e pensamento são coisas que é preciso cultivar e manter, sempre!

PS: De qualquer forma, é muito bom ver que as pessoas podem e se preocupam em se manifestar, mesmo que falando idiotices.

Cabral e seu dia de Garotinho

cabral-e-garotinhoA declaração do governador do Rio de Janeiro de que “organizações internacionais” estavam (ou estão) incentivando a baderna e o quebra-quebra no Rio de Janeiro me lembrou em muito a decisão do então pré-candidato a presidência da República Anthony Garotinho, em fazer uma greve de fome por estar sendo perseguido politicamente. Patético!

O mais incrível dessa declaração é que, ao contrário do ex-governador, que não ouvia ninguém, nem mesmo as pessoas que ele contratava para fazer assessoramento político, o atual governante do é uma pessoa bem mais “aberta” e que tem uma equipe de assessores no qual (eca) ele confia. Pior, falou essa besteira depois de ter feito (em minha opinião) uma jogada arriscada, porém inteligentíssima, ao deixar a polícia prostrada observando os bandidos quebrarem o Leblon, mudando o foco de todas as críticas contra a “truculência” da polícia, para a necessidade de ter alguma atitude firme, que não permita que bandidos tomem conta da cidade.

O momento é delicado para o político que comanda o Palácio Guanabara (para os que confundem, esse é o que fica ao lado da sede do Fluminense!) e, com uma sucessão vindo por ai, a posição de seu candidato (o vice-governador Pezão) também se complica.

Esse, com certeza, é um jogo de xadrez no qual frases como “o governador segue adiante/avante, exercendo sua função de governar”, não cabem.

Eleições no SJPMRJ: chapa 2 vence disputa com 143 votos

SJPMRJ_02A chapa 2, encabeçada por Paula Máiran, foi a vencedora da eleição do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e vai comandar a entidade no triênio 2013-2016. A candidatura teve 143 votos dos 429 contabilizados. A chapa 1 ficou com 95 votos; a 4 com 94, e a chapa 3 obteve 90 votos.

A eleição aconteceu entre os dias 16 e 18 de julho, junto com o pleito da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). A apuração foi encerrada na madrugada de sexta-feira (19 de julho).

O presidente da Fenaj, Celso Schröder, candidato pela chapa Sou Jornalista, Sou Fenaj!, foi reeleito para o cargo com 2059 votos em todo o Brasil, contra 1018 votos da chapa 2, Luta, Fenaj!, de Pedro Pomar. Estes números ainda não são definitivos.

Confira a nominata da futura diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio, que assume em agosto.
Presidente: Paula Máiran
Vice-presidente: Randolpho de Souza
Secretário-geral: Cláudia de Abreu
1º tesoureiro: Camila Marins
2º tesoureiro: Amélia Sabino
Conselho fiscal: Daniel Fonsêca, Cecília de Moraes, Fran Ribeiro
Delegados na Fenaj: Gizele Martins, Vivian Virissimo
Suplentes: Regina Quintanilha, Raquel Júnia, José Olyntho Contente Neto, Samuel Tosta, André Vieira

Eleitos para a Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio:
Sylvia Moretzson – 169 votos
Alberto Jacob – 150 votos
Alvaro Britto – 116 votos
Iara Cruz – 116 votos
Dante Gastaldoni – 114 votos

Resultado eleição Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio
Chapa 1 Linha Direta Com Os Jornalistas – 95 votos
*Chapa 2 Sindicato É Pra Lutar – Oposição de Verdade – 143 votos
Chapa 3 Sindicato De Todos Para Todos – 90 votos
Chapa 4 Democracia e Transparência – 94 votos
Nulo – 1
Em branco – 6
Total – 429 votos

Resultado eleição da Fenaj no município do Rio
Chapa 1 Sou Jornalista, Sou Fenaj! – 143 votos
Chapa 2 Luta, Fenaj! – 184 votos
Nulos 31
Em branco 34
Total – 392 votos

Resultado eleição Comissão Nacional de Ética no município do Rio
Beth Costa – 171 votos
José Alves Pinheiro Júnior – 162 votos
Bia Barbosa – 107 votos
Sérgio Murillo Andrade – 92 votos
Helena Palmquist – 73 votos
Romário Schettino – 72 votos
Francisco Canindé – 67 votos
Ângela Maria Marinho Pereira – 66 votos
Luiz de Azevedo Compiani Júnior – 52 votos
Mário Messagi Júnior – 43 votos

Resultado eleição Fenaj Geral (números preliminares)
*Chapa 1 Sou Jornalista, Sou Fenaj – 2059 votos
Chapa 2 Luta, Fenaj! – 1018 votos

Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

Ibope começa a medir audiência via celular

Instituto de Pesquisas recruta dois mil moradores da Grande São Paulo para mensurar seu consumo de TV digital via telefones móveis

smartphonesO Ibope Media está recrutando voluntários para os primeiros testes de monitoramento de audiência de TV digital via telefone celular. Em seu site, o instituto de pesquisa anunciou que recrutará duas mil pessoas, residentes na região metropolitana de São Paulo e que possuem aparelhos equipados com TV Digital, para essa primeira fase de pesquisas.

Os donos dos celulares receberão uma mensagem, enviada pelo Ibope, com as explicações acerca da pesquisa e um convite para baixar o aplicativo TV Móvel, presente no Google Play. A partir daí, o Ibope conseguirá monitorar os programas de TV assistidos por essas pessoas no aparelho e, com isso, construir os primeiros resultados de audiência provenientes da TV móvel.

Esse teste é desenvolvido pelo Ibope Media Lab, área do Instituto dedicada às novas pesquisas e soluções para o mercado. A tecnologia de mensuração de audiência foi obtida por conta de uma parceria com a empresa japonesa Video Research. Como de costume, as identidades de todos os participantes da pesquisa do Ibope serão mantidas em sigilo. O instituto não precisou a data em que os primeiros resultados serão divulgados.

Fonte: Meio & Mensagem

Stereophonics em novo trabalho

stereophonics-graffiti-on-the-trainsO novo CD do grupo britânico StereophonicsGraffiti on the train (Lab 344) – traz a banda com um som que não foge muito do seu ótimo rock, mas com letras bem mais adultas que os discos anteriores. Formado atualmente pelo guitarrista e vocalista Kelly Jones, o baixista Richard Jones, o baterista Jamie Morrison e o guitarrista Adam Zindani, o Stereophonics está na estrada desde 1997, quando lançou Word Gets Around, conquistando o respeito de roqueiros de peso como Pete Townshend, do The Who.

Kelly Jones & Cia. mostram que, mesmo contrariando muitos críticos descolados da Inglaterra, evoluir musicalmente não significa uma mudança radical de rumo. As canções Indian Summer e Graffiti on the Train fizeram bonito na parada indie inglesa e ainda abocanharam o top 50 da parada regular, o que não é pouco.

Os vocais de Jones e os temas – que passam pela morte e por relacionamentos mal-sucedidos – já são uma boa razão para ouvir o disco, mas é no som das guitarras que reside o maior apelo de Graffiti on the train.

Uma versão deste texto também foi publicada no jornal O Fluminense

Lei define portais de conteúdo como empresas jornalísticas

É justo, mas é muito perigoso. Há vários sites sérios que são tremendas arapucas, onde, hoje, só trabalham pessoas (seria muito chamá-los de profissionais) de baixo nível (em todos os aspectos). Portanto, dar o status de empresas jornalísticas para arapucas construídas com o dinheiro de almas atormentadas é um risco para a credibilidade dos verdadeiros portais.

Congresso aprova texto que deve impactar empresas de internet com operação brasileira e 30% de capital estrangeiro

grandes-portais-de-noticiaNo início desta semana, o Congresso aprovou o Projeto de Lei de Conversão 17/2013 , apresentado pela Comissão Mista da Medida Provisória 610/2013, que apresenta em seu 13º artigo uma definição empresa jornalística. Segundo o texto, portais de conteúdo também se enquadram na categoria.

Na prática, o projeto trata de uma diversidade de matérias, desde benefícios a agricultores até a regulação de compra e venda de ouro. A lei também desonera a folha de pagamento de vários setores, incluindo o jornalístico.

Na parte relacionada aos meios de jornalismo, o texto diz que empresas jornalísticas são “aquelas que têm a seu cargo a edição de jornais, revistas, boletins e periódicos, ou a distribuição de noticiário por qualquer plataforma, inclusive em portais de conteúdo da Internet”.

O tema é controverso, pois muitos sites em operação no Brasil – como Terra, Yahoo, MSN e BBC Brasil – permanecem sob controle majoritário ou total de suas sedes no exterior, à revelia da lei 10.610/2002, que limita em 30% a participação de capital estrangeiro em empresas de jornalismo brasileiras. O questionamento esvaziou-se após o Ministério Público afirmar, oito anos atrás, que a principal atividade desses portais é tecnológica.

A nova lei é o primeiro instrumento jurídico que relaciona mais diretamente empresas de internet com produção de conteúdo jornalístico. Ainda que esteja inserida na pauta da desoneração de folha de pagamento, pode intensificar protestos contra a atuação dessas empresas estrangeiras no País. No passado, associações de imprensa como Abert, Aner e ANJ levaram a causa à Justiça.

A redução de tributos atinge a contribuição de 20% ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre a folha de pagamento. Empresas jornalísticas pagarão, a partir de janeiro de 2014, uma alíquota de 1% do faturamento das empresas. Com a proposta, o governo espera estimular a geração de empregos e melhorar a competitividade.

Fonte: ProXXIma

Joel Santana e o seu ingrêis!

Depois do “pode tubí”, o folclórico técnico de futebol Joel Santana volt a se utilizar do seu peculiar modo de falar inglês para ganhar uma boa grana.

Será que tem alguém que ainda não viu o novo comercial de Sir Natalino?

maxresdefaultDonti you révi caspa? Se você tiver, é melhor obedecer às ordens do professor Joel Santana e usar Head&Shoulders.

Em nova campanha que explora o sotaque único do treinador – que já foi sucesso na ação “Pode to be”, da AlmapBBDO para Pepsi – o xampu da P&G quer mostrar a importância do combate à caspa, principal benefício do produto.

O comercial foi criado pela Africa e traz pérolas de Joel como “you ar a véri mutchi caspa man”. Em uma cena, ele até se torna professor de inglês, mostrando no quadro da Monalisa o que é head e o que é shoulders. Naturalmente, poucos alunos entendem o que ele quer dizer.

Ao final, sobra até para o anunciante, já que a pronúncia de Procter&Gamble também é bastante característica.

A criação é de Eco Moliterno, Carlos Fonseca, Alexandre Esposito, Tarek Farahat, Waldemar França e Sergio Gordilho. A ficha técnica traz o nome de Farahat, que é diretor-geral da P&G para a América Latina. Segundo a agência, ele participou do nascimento da ideia e, por isso, consta como redator.

Reação

Por meio de sua conta no Twitter, o sócio-presidente e diretor de criação da AlmapBBDO Marcello Serpa alfinetou a campanha. Ele afirmou: “Na boa, pode “to be” igual?”, em referência ao slogan usado por sua agência na campanha para Pepsi.

Alguns minutos depois, ele voltou a criticar os concorrentes: “Se pode “to be”igual, então podemos fazer um filme aqui na agência com aquele bebe fofo rindo e rasgando papel. Vai ficar uma graça”.

A Africa afirmou que não irá comentar as declarações.

Fonte: Meio & Mensagem

Universal Channel é Universal Channel

Universal ChannelA vida sem TV a cabo é praticamente impossível, porém a quantidade de decisões de marqueteiros e do próprio governo no intuito de deixá-la tão pobre e irritante quanto a TV aberta é inacreditável. Caso não chegasse a imposição do governo de obrigar a veiculação de programação de produção nacional em horário nobre, nos obrigando a aturar uma repetição infindável de filmes, nem sempre de boa qualidade, nos deparamos com os próprios canais se auto mutilando. O exemplo mais recente é o do Universal Channel, que depois de anos no ar, trazendo boas séries e criando uma identidade realmente universal, sucumbiu ao brilhantismo da mente de algum marqueteiro retardado, que achou que o nome era muito complicado para o brasileiro comum e resolveu rebatizar o canal para Canal Universal!

Pausa – respira fundo – fim da pausa

Logo Universal ChannelSerá que os executivos da Universal não se tocaram de que o nome que escolheram (o atual) remete a outra empresa, que tem bem menos credibilidade que a maioria e que, para muitos, significa um câncer social, que só serve para extorquir recursos de almas atormentadas e normalmente sem muita cultura?

Sou contra o delivery no lugar do entregas, mas sou contra a perda de identidade ou a falta de opção em vermos nossos programas favoritos no idioma que preferirmos.

Espero (mas não acredito) que a decisão seja revertida, mas….para todos os com um mínimo de senso crítico, Universal Channel será sempre Universal Channel.

A voz é dela – Ellen Oléria

3_Ellen_Oleria_Foto_Diego_Bresani_Estudio_CaliforniaQuando subiu ao palco do ‘The Voice Brasil’, no início de setembro do ano passado, a cantora e compositora Ellen Oléria não imaginava que sua vida iria sofrer uma mudança tão grande. Interpretando a canção Carta a Mãe África, do rapper brasiliense GOG, a mulata de óculos gigantes conquistou o público com seu carisma e talento. A potência vocal foi tamanha que os jurados da primeira versão brasileira do programa aplaudiram, elogiaram e disputaram o passe da candidata que, hoje, declara que não imaginava que ganharia a disputa com tantos talentos apresentados.

“Só soube que ganharia quando foi anunciado (risos). Eu falei que a torcida maior era a da Cláudia Leite. Meu olho ficou branco na hora que anunciaram. Minha Iris sumiu”, disse a cantora.

Na ocasião, Ellen disputava o favoritismo com Ludmillah Anjos, quando ganhou com 39% dos votos. Antes disso, ela participou das semifinais com Maria Chrisina, Ju Moraes e Liah Soares.

Sem certeza da vitória, ela revela que a intenção de participar do programa de talentos era a projeção que seu trabalho poderia alcançar. Para ela, a TV é uma vitrine poderosa, como formadora de opinião, porém, não esperava a grande repercussão que suas apresentações geravam.

“Foi brutal. Depois de dois minutos e meio, teve gente que me encontrava, se emocionava nas ruas (e foi bem mais de um) e chorava. Diziam que lembravam da mãe, etc”, revela a artista.

Com escolhas de canções que mexiam com a emoção das pessoas, Ellen seguiu durante o programa como uma das favoritas para o prêmio final. Durante suas apresentações, os telespectadores se manifestavam pelas redes sociais com incentivo e apoio à cantora.

Mas engana-se quem acredita que após o The Voice Brasil, Ellen descansou. Pelo contrário. Além dos preparativos para o primeiro trabalho, a cantora se apresentou, antes mesmo da grande final, na Universidade de Brasília. Como parte do prêmio, ela subiu ao palco do réveillon de Copacabana e fez o show da virada e, mais recentemente, brilhou durante a Parada do Orgulho Gay da capital paulista.

O primeiro CD

Capa_CD_Ellen_OleriaIntitulado simplesmente Ellen Oléria, o primeiro trabalho da mais nova voz do Brasil conta com 12 canções, sendo 5 de autoria ou co-autoria da própria artista. O repertório mescla as canções autorais com algumas das músicas que Ellen interpretou no programa.

“Chegamos a esse resultado depois de muita discussão. O repertório acabou ficando muito colorido e muito mais rico do que ficaria se somente eu tivesse escolhido as canções. A coisa ficou cheia de oxigênio, já que as músicas não tinham mais a restrição do tempo de 1min30seg. A gravadora também foi muito gentil em dar espaço para a minha safra autoral e ainda tive a oportunidade de indicar dois compositores da minha cidade – Paulo Djorge e Ricardo Ribeiro, autores da faixa Me Leva.

Como destaques podem ser pinçadas a faixa de abertura – Intuição, de Alceu Valença -, Aqui é o País do Futebol – de Milton Nascimento e Fernando Brant, e que conta com a participação do mentor Carlinhos Brown -, Geminiana – de autoria de Ellen – e a sua excelente versão para o clássico de Hermes de Aquino, Nuvem Passageira.

A colaboração com Carlinhos Brown pode parecer discreta, mas foi fundamental para a finalização do disco.

“Tenho aprendido [com Carlinhos Brown]. Antes mesmo dele me conhecer, eu já andava do lado dele (risos). Com ele eu aprendi a gostar da Marisa Monte, por exemplo. Eu admiro esse “Omelete Man”, por tudo o que ele faz e implementa na sociedade”, diz.

A quantidade de canções conhecidas – Maria, Maria; Taj Mahal, Zumbi, etc – reforçam o caráter interpretativo do CD, que conta com arranjos na medida para dar ainda mais brilho a voz de Ellen, embora o mais importante mesmo seja a força das interpretações. Cada faixa é cheia de personalidade, mostrando uma cantora que nem de longe aparenta ser uma artista de um só momento. Ellen Oléria chegou para ficar e seu disco de estréia já se coloca como um dos melhores lançamentos do ano.

Mais novidades

Para alegrar ainda mais os fãs de Ellen e do The Voice Brasil, a cantora ainda revela que há mais para ser ouvido logo.

“Durante o processo de gravação do disco, eu e o Pedro (Martins) fizemos uma outra canção que vou lançar pela internet e que se chama Mundo Virou. Ela foi escrita em abril e fala desse momento político do país. Foi uma antevisão que fala sobre a felicidade como conceito coletivo e até mesmo de violência policial”.

A letra da canção, disponível no Facebook de Ellen, diz: “Deixo no rosto aquele sorriso/ Porque é preciso felicidade como um conceito coletivo/ Bala, empurrão, fumaça e polícia”. Pelo jeito, a moça é mesmo bem mais do que uma bela voz.

Uma versão desse texto também foi publicada no jornal O Fluminense

Autoria: André Ricardo e Fernando de Oliveira

Hoje é dia de Rock, bebê

rock-starsNeste sábado, comemora-se o Dia Mundial do Rock, que, curiosamente, é muito mais lembrado no Brasil do que em qualquer outro país do mundo. São vários os shows programados para reverenciar o mais contestador dos ritmos.

A ideia de criar uma data para o rock aconteceu depois da realização do Live Aid (1985), o megaconcerto idealizado pelo músico irlandês Bob Geldof para ajudar a população da Etiópia. Apesar de não ter sido o primeiro concerto a reunir grandes estrelas em prol de uma causa humanista, a grandiosidade do Live Aid – que reuniu nomes como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins, Eric Clapton e Black Sabbath, entre outros – transformou os padrões dos festivais de rock, como o Rock in Rio, realizado no mesmo ano.

De Bill Haley aos Beatles, passando por Elvis e a invasão inglesa

The BeatlesÉ difícil descobrir quem é o verdadeiro pai do rock, mas convencionou-se que o americano Bill Halley – intérprete de clássicos como Rock Around the Clock, See You Later, Alligator e Shake, Rattle and Roll – foi o primeiro artista do gênero, com o lançamento, em 1953, de Rock Around the Clock. Mas, se a paternidade do rock também é disputada por nomes como Little Richard e Chuck Berry, o trono de Rei do Rock tem um único e incontestável dono: Elvis Presley (1935-1977).

Elvis causou impacto em todo o mundo, com seu estilo de dança sugestivamente erótico e uma série de sucessos que consolidaram o ritmo, considerado por muitos, à época, coisa do diabo! That’s All Right, Blue Moon of Kentucky e Heartbreak Hotel, entre muitas outras, foram o combustível para uma revolução que aconteceria em uma ilha do outro lado do Atlântico.

A “invasão inglesa”, liderada pelos Beatles, acabou transformando o rock em arte e trazendo novos elementos para o gênero que se mostrou ser muito mais que uma moda passageira. Com eles vieram nomes como The Who, The Rolling Stones, Cream, Led Zeppelin e até mesmo um certo guitarrista chamado Jimi Hendrix.

Hoje, talvez os maiores nomes do rock sejam veteranos, pois, como acontece com todas as coisas, há sempre um momento de entressafra. Entretanto, há sempre bons valores munidos de guitarras para perpetuar a “espécie”.

Mais que um ritmo

Elvis Presley“Pra mim, o rock significa um compromisso com a música e a atitude. Eu sempre fui pelo lado que engloba o rock de uma maneira plural e com compromisso com o conceito da obra como um todo, que ia de Raul Seixas a Crosby, Stills, Nash & Young. Mais do que as levadas do Led Zeppellin, eu gostava das letras e melodias de Bob Dylan ou John Lennon. Mas, no final, tudo se convergia a Beatles e Rolling Stones (risos). Vivo e respiro rock até hoje, não o heavy metal ou o rock progressivo, mas o rock inglês de suingue, levadas, letras boas e melodias precisas”, diz Rodrigo Santos, baixista do Barão Vermelho.

E, pelo jeito, nada mais em conexão com a situação atual do País do que o bom e velho rock.
“O rock é contestação. Ele é o tipo de música que sempre permite questionar o caminho que estamos tomando. O rock sempre esteve ligado aos momentos de mudança, como um elemento de não aceitar um caminho imposto por alguém”, explica Bruno Gouveia, vocalista da banda Biquíni Cavadão.

Para ouvir, dançar, cantar e se divertir

Para comemorar o 13 de julho, alguns palcos de Niterói e do Rio de Janeiro estão em ritmo “rock´n´roll”, com uma programação toda voltada ao gênero, pra fã nenhum botar defeito.

A Fundição Progresso promove o festival Pop Rock Brasil, que reúne ícones do rock nacional como os Paralamas do Sucesso, Biquíni Cavadão e Plebe Rude.

Rolling Stones 60sOutra boa opção é o Bar do Meio, em Piratininga, onde as bandas Mustang´65 e Analfa se apresentarão a partir das 22 horas.

E, finalmente, há a opção da festa pelo Dia Mundial do Rock no Bar Convés, no Gragoatá, que contará apenas com apresentações de bandas da cidade – Mírah, Madc, Os Clodoaldos, The Fraktal, Nardones Horrorpunke. Nos intervalos, o som fica por conta da Maldita 3.0, que vai tocar clássicos do gênero.

Roteiro no Rio e em Niterói para roqueiro nenhum botar defeito

POP ROCK BRASIL – Paralamas do Sucesso, BiquÍni Cavadão e Plebe Rude

Local: Fundição Progresso (Rua dos Arcos, 24 – Lapa – Rio de Janeiro)
Informações e venda de ingressos: http://www.fundicaoprogresso.com.br/compreseuingresso
Abertura da casa: 22h
Início do show: 23h
Capacidade: 4.000 pessoas
Tel para informações: (21) 3212-0800
E-mail: contatofundicaoprogresso@gmail.com.br
Classificação etária: 18 anos
Preços: R$ 40 (meia 1° lote pista comum) R$ 80 (meia 1° lote pista premium)

RockStarsFesta pelo Dia Mundial do Rock

Dia 13 de julho de 2013 a partir das 21h
Shows a partir das 22h com Mírah, Mad´C, Os Clodoaldos, Nardones e The Fraktal.
Espaço Convés – Rua Coronel Tamarindo 137 Gragoatá, Niterói. Telefone 3026-6321
Ingressos: R$ 20 (com camiseta de banda paga apenas R$ 10)
Censura 18 anos

Dia do Rock

Atrações: Bandas Mustang´65 e Analfa
O Bar do Meio fica na Av. Almirante Tamandaré nº 810 – Piratininga – Niterói – Rio de Janeiro. Horário: às 22h. Censura: 18 anos. Ingressos – Pista 1º lote – R$ 25 (apresentando carteira de estudante) – Promocional solidário: R$ 30 (apresentando 1 kg de alimento não perecível). Inteira: R$ 50. Preço sujeito a alteração sem aviso prévio.


Ese texto também foi publicado no jornal O Fluminense

 

Erasmo Carlos em três tempos

Erasmo - caixa 3CDs_frente - em altaO início dos anos 70 era um momento de transição para a música brasileira, que se despedia da jovem guarda e flertava com a Tropicália, sempre com uma bossa nova ou outra pelo caminho. Foi exatamente nesta época que o Tremendão Erasmo Carlos resolveu dar uma guinada em sua carreira e apostar mais no soul e nos sambas, que nos rocks. Esse é o tom de Carlos, Erasmo (1971), um dos três discos relançados na série Três Tons (Universal Music). Os outros dois títulos incluídos na caixa são Sonhos e Memórias 1941-1972 (1972) e o fantástico Banda dos Contentes (1976).

Mas se Carlos, Erasmo é uma espécie de aviso de que o cantor/compositor era muito mais do que um ícone da jovem guarda, Sonhos e Memórias volta ao campo mais tradicional do rock, com pitadas de Tropicália e MPB. E, mesmo não produzindo nenhum grande sucesso radiofônico, se coloca entre os melhores discos do Tremendão.

Carlos Erasmo - em altaPorém, o grande tesouro da caixa Três Tons, e que não merecia estar fora de catálogo, é mesmo Banda dos Contentes. Nele, escorado pelo sucesso Filho Único – composta por Roberto e Erasmo Carlos, e carro chefe da trilha sonora da novela Locomotivas – Erasmo abre o leque que o levaria a uma série de sucessos.

O Gigante Gentil convoca amigos como Gilberto Gil e Belchior, que o presenteiam com composições até então inéditas ou semi inéditas e que ganham versões definitivas. Paralelas (ainda sem todos os elementos e versos da versão gravada pelo próprio Belchior um ano depois) soa brilhante e cheia de emoção, com um arranjo que de longe supera as gravações feitas por outros artistas e, de Gil, ganhou a canção Queremos Saber, que anos depois foi gravada por Cássia Eller.

A Banda Dos Contentes - em altaOs questionamentos aparecem em várias canções do disco, sempre com temas que até hoje são relevantes, mostrando que Erasmo (e Roberto) estavam mesmo muitas vezes a frente de seu tempo. O encarte do disco, que mostra vários Erasmos linchando um outro Erasmo é assustadoramente atual, como os versos de algumas canções como Baby (Roberto e Erasmo):

Deixe os seus protestos e os manifestos pra outra periferia
Não fui eu quem fez as leis que não lhe dão maior autonomia.

Mas o melhor do disco está mesmo na sua diversidade. O ótimo country em ritmo de westerm spaghetti Billy Dinamite – que conta a história de amor pela índia Pão de Mel e na época ganhou um clipe com a participação do então grande atacante Roberto Dinamite, do Vasco, time de coração de Erasmo, se contrasta com a própria melancolia soul da faixa-título.

Banda internaEstá tão difícil ajeitar as coisas
E, cada vez mais, agradar a todos
Quanto mais se faz, mais fica-se devendo
E pra se viver, mais vai se fazendo….

…Com todo o direito
Reclama o meu peito
Achando que a mente
Não tem mais condição
Está faltando a força duvidosa
Da minha razão

Um disco essencial para todos.

Uma versão deste texto foi publicada no jornal O Fluminense

Jornalistas estão com formação política débil

sindicato-2O texto abaixo é cheio de verdades e meias verdades. Que o senso crítico dos jornalistas parece estar indo pelo ralo, eu concordo. Que a maioria não é sindicalizada é fato, e que as condições de trabalho vêm se deteriorando, é incontestável. Porém, não adianta ser filiado a algum partido político ou ser membro de alguma chapa do seu sindicato para ter uma visão crítica do que acontece.

Alguns anos atrás um “patrão” disse que pensava em me pagar um curso sobre política e sindicalismo. O comentário, feito em tom sarcástico, me fez rir, diante da paixão apartidária e do ranço sindicalista obsoleto que reinava na ocasião. Como já disse algumas vezes nesse espaço, nem mesmo os “especialistas” sabem explicar alguns fatos políticos – como as manifestações que aconteceram no país nas últimas semanas, já que as dos últimos dias, coincidentemente organizadas por sindicatos e centrais sindicais foram de uma falta de adesão constrangedora – e, alguns deles, ainda parecem querer reviver os tempos nos quais sequestrar um embaixador era um ato que tinha algum valor.

As pessoas parecem não entender que reivindicar mudanças ou melhorias passa longe de uma panfletagem peseudo-esquerdista e ofensiva. Outro dia li uma publicação de um sindicato onde, em quatro páginas, eles fechavam todas as portas para um acordo para a categoria, já que davam porrada em todos os atores que poderiam se tornar aliados.

Não fazer parte das fileiras de algum partido e não participar como membro em alguma chapa sindical não é algo que defenda religiosamente – tudo é uma questão de oportunidade -, mas realmente gostaria que as mentes se abrissem, que cursos de reciclagem política fossem realizados e que os egos e ranços ficassem escondidos naquela última gaveta do móvel que fica guardado na garagem.

Há muita gente boa na política como no sindicalismo, mas também há muitos picaretas e sem noção de que o mundo e as pessoas mudaram e que a luta de uma categoria não passa por discursos inflamados e cheios de vácuo em seus conteúdos.

Nos últimos anos, muitas coisas mudaram na profissão do jornalista. Entre elas, a formação política e a postura crítica, que foram prejudicadas. A afirmação é resultado do estudo feito pela professora e coordenadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT), Roseli Fígaro, junto com os doutorandos Rafael Grohmann e Cláudia Nonato. Segundo Roseli, os profissionais de imprensa são majoritariamente não sindicalizados, de formação política débil e com pouca capacidade de análise.

A pesquisa completa, que começou a ser feita em 2010, será lançada no próximo mês. Matéria da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) revela que as conclusões qualitativas foram as que mais espantaram os pesquisadores. Em resumo, apontam para formação humanística fraca e foco muito claro na técnica por parte dos profissionais. De acordo com o pesquisador Grohman, o que mais chocou foi o depoimento de uma das entrevistadas ao dizer que o curso de jornalismo não poderia ensinar nada mais do que a empresa já tinha feito.

Além disso, há baixa presença do debate do jornalista enquanto profissional nas universidades. “O jornalista poucas vezes se pensa enquanto trabalhador, ele é o super-herói, o salvador da pátria. Acho que o maior crédito do nosso livro é provocar essa discussão. A classe dos jornalistas está trabalhando muito e não está olhando direito para essas questões tão fundamentais”, afirma Grohmann.

Por outro lado, a pesquisa mostra que existe precarização das condições de trabalho e pouco engajamento. “Acredito que isso se dê pela atual situação de empregabilidade e pela precarização desses laços, que tornam a questão da sindicalização e da organização muito frágeis”, explica Roseli.

O estudo ouviu 538 jornalistas no estado de São Paulo por meio de quatro tipos de amostra: profissionais abordados por redes sociais (principalmente via e-mail), profissionais do Sindicato dos Jornalistas, colaboradores contratados por grande empresa editorial e freelancers.

Fonte: Comunique-se

Djalma Ferreira compilado

djalmaferreiraboxPode ser difícil de acreditar, mas houve um tempo anterior ao surgimento do rock e da bossa nova. Muita gente, que hoje chama as bandas dos anos 60 de dinossauros, nem deve pensar em como eram embaladas as festas antes do surgimento de Bill Haley, Elvis ou ainda Tom Jobim. É aí que entra em cena o pianista Djalma Ferreira (1913-2004), que era um dos grandes nomes – senão o maior – da época. Ao lado do grupo Milionários do Ritmo, Djalma era a trilha sonora das festas e bailes dos anos 40 e 50. Para celebrar o centenário de nascimento do músico, o selo Discobertas lançou uma caixa com oito discos, distribuídos em sete CDs, já que os dois primeiros, lançados no formato de 10 polegadas, foram reunidos em um só disco.

Para quem não conhece o trabalho de Djalma Ferreira, basta dizer que uma de suas gravações – Recado (1963) – foi utilizada por Woody Allen no seu longa Scoop – O Grande Furo (2006).

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Palavra do Dia: Referendo

referendo.noticiaO referendo é um instrumento de consulta do governo ao povo concernente a ato normativo, de nível constitucional ou infraconstitucional. Assim como o plebiscito, o referendo é uma consulta popular, mas é convocado apenas após o ato ter sido aprovado. Assim, cabe ao povo aceitar ou rejeitar a proposta, de forma que, se for rejeitada, ela não entra em vigor. O último referendo no Brasil aconteceu em 2005, sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munições. De acordo com a consulta popular, a alteração da lei foi rejeitada e a comercialização foi mantida.

Definição:

(re.fe.ren.do)

sm.

1. Jur. Pol. Instrumento de consulta do governo ao povo concernente a ato normativo, de nível constitucional ou infraconstitucional, podendo anteceder ou não a feitura da norma, com caráter necessariamente vinculativo, e não apenas consultivo. [Cf. plebiscito e iniciativa popular legislativa (no verbete iniciativa).]

2. Pol. Essa consulta: Referendo sobre a venda de armas.

3. Pol. Votação por meio da qual o eleitorado sanciona ou recusa ato normativo: Ausência no referendo sobre armas deverá ser justificada.

4. Carta enviada por representante diplomático a seu governo, pedindo-lhe instruções ou aprovação de matéria sobre a qual não tem poderes de decisão.

[F.: Do lat. referendum]

Editor está em lista de profissões com maiores perdas salariais

Assim não pode, assim não dá! Pedir aumento está cada vez mais difícil!

editor0407Nos últimos anos, editores ganharam menos. É o que revela a pesquisa Radar – Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, divulgada na quarta-feira (3 de julho), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo comparou os salários de profissionais admitidos em janeiro de 2009 com os vencimentos dos contratados em dezembro de 2012, segundo a Veja.com.

No ranking, os profissionais do setor editorial ficaram em oitavo lugar entre as profissões que diminuíram os salários, com queda de 11,9%. A maior diferença foi constatada na função de delegado, que declinou 64,4%. Os engenheiros ocupam a segunda posição (52,6%) e os chefes de cozinha a terceira (37,3%).

Para a realização da pesquisa, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, foram extraídos. Segundo as informações, os valores foram atualizados para preços de dezembro de 2012, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Dessa forma, excluiu-se o efeito da inflação no período.

Fonte: Comunique-se