Mobilidade: uma nova modalidade olímpica

O texto abaixo foi produzido e acabou não sendo publicado. Para não deixar passar, posto aqui.

aeroporto_lotadoA economia do Brasil mantém-se entre as mais estáveis do planeta, apesar dos solavancos com a inflação e a cotação do dólar. Os investimentos também continuam previstos, mas é preciso que eles saiam do papel, principalmente os direcionados aos transportes. O tempo está cada vez menor e nossos aeroportos continuam precários, apertados, desconfortáveis e com atrasos constantes. Coisas básicas como escadas e esteiras rolantes, ar condicionado ou posições para embarque e desembarque são artigos de luxo em muitos deles, em especial nos do Rio de Janeiro.

Metrô lotadoNossos terminais não têm condições de receber o fluxo regular de passageiros e muito menos uma demanda  muito maior, como deve acontecer na Copa do Mundo e nas Olimpíadas. É certo que esse assunto sempre esteve em pauta, mas é cada vez mais preocupante a inércia dos órgãos encarregados de por em prática as obras necessárias para a modernização dos aeroportos.

Tão grave quanto o atraso nas mudanças que permitirão uma maior eficiência para passageiros e funcionários das empresas aéreas, é constatar que as vias de acesso para os aeroportos também continuam precárias. Se nada for feito com urgência, chegar e sair do Rio de Janeiro, vai se tornar uma nova modalidade olímpica. Uma das mais difíceis de toda a competição.

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Queijo curado – Uma boa do Simão

Quem me conhece sabe da bronca que tenho com a “coluna” do José Simão todas as manhãs na Bandnews FM. Acho a maioria das colocações sem graça e não entendo as gargalhadas de Boechat & Cia. Porém, como acontece com todos, uma vez ou outra ele acerta. A foto abaixo, admito, foi bem bolada!

Queijo curado

A cultura da reação

Boate KissImpressionante como em nosso país o conceito de prevenção parece não ter nenhum prestígio. Ontem completou-se cinco meses da tragédia acontecida na Boate Kiss, no Rio Grande do Sul e até agora quase nada foi esclarecido e ninguém efetivamente punido. Pior, a onda de fechamentos de teatros e casas de show que se sucedeu após o acontecimento já caiu no esquecimento. Ninguém (população e imprensa) parece ter interesse em averiguar o estado real dos locais que abrigam nossas horas de lazer.

Mais recente ainda é a onda de atitudes em relação a tarifas e contratos de concessão de transportes urbanos. A tão falada mobilidade urbana – que popularmente é conhecida como condução – passou a ser pauta prioritária na agenda de todos os governantes. Alguns, de maneira oportunista e com uma tremenda cara de pau – como o governador de São Paulo que, por coincidência, já que pensava nessa ação desde o primeiro dia de seu mandato, conseguiu revogar o aumento dos pedágios nas estradas estaduais – passaram a descobrir fórmulas mágicas para revogar majorações e melhorar a qualidade do serviço. O que estão prometendo criar de comissões e grupos de estudo para analisar o sistema de transportes de estados e municípios é uma coisa impressionante! Se vai funcionar ou cair no esquecimento, só depende de nós.

Congresso-Nacional1Outro bom exemplo de reação é a celeridade com a qual o nosso Congresso passou a votar questões críticas para quem foi protestar nas ruas e para todos os que veem o que os nossos bravos parlamentares fazem. Votar a queda da PEC 37, o projeto de lei que torna a corrupção crime hediondo e o fim (parcial, claro) do voto secreto. Há leis e projetos que tramitam por anos, sempre ficando esquecidos no fundo de alguma gaveta, mas é só uma crise explodir ou a pressão popular aumentar que tudo parece ficar mais fácil para que a nossa classe política tome posições corretas e ligeiras.

A eficácia dessas aprovações ainda é uma grande interrogação – só mesmo o tempo dirá -, mas, apesar do caráter oportunista e da falta de vergonha em tentar ganhar algum lucro eleitoral, o efeito é, pelo menos inicialmente, bom. Agora, resta conseguirmos que as coisas andem sem que seja preciso um clima de revolta nas ruas para acelerar as coisas.

Protestos colocam telejornais em alta

Coberturas das manifestações foram os assuntos mais comentados pelos espectadores de TV no Twitter

JN 2009 peqConsiderado o território de articulação de boa parte das manifestações que eclodiram no País na última semana, as redes sociais também foram um dos principais pontos de discussão e análise dos protestos e das reivindicações dos brasileiros. O ranking TTV, elaborado pela Tuilux para o Meio & Mensagem, mostra que metade das atrações televisivas mais comentadas no Twitter eram telejornais ou a cobertura especial das manifestações feitas pelas emissoras.

O Jornal Nacional, que nunca ocupou a primeira posição desde que o ranking TTV começou a ser publicado no site de Meio & Mensagem, foi o programa de TV mais comentados pelos usuários do Twitter na semana passada. A cobertura do Jornal Nacional desbancou a novela Amor à Vida, também da Globo, que vinha liderando o ranking.

Outros telejornais, como Cidade Alerta, Jornal da Record, Jornal da Globo e a cobertura ao vivo feita pela Rede Globo dos protestos – para a qual a programação foi modificada – também ganharam a atenção do público e aparecem no ranking TTV da semana.

Confira a lista das atrações mais comentadas da TV aberta:
1- Jornal Nacional (Globo)
2- Amor à Vida (Globo)
3 – Sangue Bom (Globo)
4- Cidade Alerta (Record)
5- Cobertura das Manifestações no Brasil ( Globo)
6- A Fazenda (Record)
7- Brasil X México – Ao Vivo
(Globo) 8- Malhação (Globo)
9- Jornal da Record (Globo)
10- Jornal da Globo (Globo)

TV Paga
Os protestos também mudaram os interesses dos espectadores dos canais pagos. Pela primeira vez no ranking TTV, duas atrações jornalísticas aparecem no ranking, sendo o Band News – Notícias e o Jornal Globo News – ambos com dedicação total as coberturas dos protestos. O programa Sai de Baixo, que havia ficado na primeira posição na semana passada, caiu para o oitavo lugar entre as atrações mais comentadas dos canais pagos.

Confira a lista:
1- Julie e os Fantasmas (Nickelodeon)
2- Band News – Notícias (BandNews)
3- TVZ (Multishow)
4- Jornal Globo News (Globo News)
5- Turma do Pagode – Ao Vivo (Multishow)
6- The Billboard Music Awards (TNT)
7- Revenge (Sony)
8- Sai de Baixo (Viva)
9- Violetta (Disney)
10- The Walking Dead (Fox).

Fonte: Meio & Mensagem

‘Kaya’, de Bob Marley & the Wailers, ganha edição dupla e luxuosa

Lp cover released 1978.Para comemorar os 35 anos (1978) de seu lançamento, o disco Kaya (Bob Marley & the Wailers), ganha edição dupla e luxuosa, cheia de extras. Com o característico reggae viajandão falando sobre amor e maconha, Marley emplacou uma série de sucessos como Is This Love e Satisfy My Soul, mesmo sem o teor político de canções anteriores.

A nova edição ganha a adição de um Lado B (Smile Jamaica), 13 outras gravadas em um ótimo concerto na Holanda, em 1978, além de um libreto escrito por Steve Morse, crítico de vários veículos como a Rolling Stone, e que revela vários detalhes sobre a gravação do disco.

Kaya vale por si só, mas este edição comemorativa tem tudo para seduzir os velhos fãs e os recém-apaixonados pelo reggae.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

O impacto dos protestos no varejo

Neguinho só pode estar de sacanagem com a nossa cara. Senhores, R$ 1 bilhão é prejuízo para uma economia ultra-mega-plus aquecida!

DepredaçõesSegundo informações divulgadas nesta segunda-feira pela Bloomberg, os varejistas brasileiros já podem ter perdido o equivalente a R$ 1 bilhão em vendas, nas duas últimas semanas, por conta dos protestos por melhorias na mobilidade urbana nas cidades (e outras causas que a esta se somaram).

A ação de grupos que se aproveitaram do movimento para promover vandalismo e saques às lojas fez muitos comerciantes baixarem as portas mais cedo. Por outro lado, muitos consumidores também preferiram ficar em casa até a tensão social baixar. E a conjunção dos dois fatores levou à estimativa do prejuízo bilionário, feita pelo professor Daniel Pla, da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro.

Foram destacados os casos de depredações e saques sofridos por lojas do Magazine Luiza e da Marisa, na capital paulista. No Rio, dois shoppings da rede Multiplan fecharam mais cedo dia 21 de junho (e quem não se lembra das cenas de destruição envolvendo uma das concessionárias da Hyundai, na mesma cidade?).

A reportagem da Bloomberg também ressalta que esses acontecimentos se somaram a um cenário de crescimento modesto da economia e alta nos preços dos alimentos, transporte e moradia.

Fonte: Meio & Mensagem

El País anuncia versão em português

El PaisPelo jeito o Brasil é mesmo uma das bolas da vez, mesmo com todas as confusões e protestos das últimas semanas. A combalida economia europeia está fazendo com que cada vez mais empresas mirem sua artilharia para o nosso país. Depois dos sites de locais como a Torre Eifel e de vários pontos turísticos da Inglaterra e Itália oferecerem versões em português, agora é a vez das grandes publicações.

Na última quinta-feira 20, durante conferência da Rede Global de Editores (GEN), que aconteceu em Paris, o presidente do grupo Prisa, Juan Luis Cebrián, declarou que será lançada uma versão digital em português do El País. A ideia é fortalecer a presença do jornal espanhol na América Latina, montando, inclusive, uma equipe de jornalistas em São Paulo.

Segundo Cebrián, cerca da metade do tráfego no portal é proveniente de fora da Espanha, o que o faz acreditar que o mercado latino-americano poderá render boas oportunidades de negócio.

Há pouco mais de um mês, o argentino Clarín lançou uma versão digital resumida com alguns artigos, reportagens e entrevistas em português. O portal é destinado a empresários e executivos brasileiros.

NYT
O The New York Times adiou o lançamento da sua operação no Brasil, que estava prevista para o segundo semestre deste ano. A previsão é para 2014 e decorre do reposicionamento do grupo, que vai consolidar investimentos na marca New York Times.

Fonte: Comunique-se

Instagram recebe 5 milhões de vídeos nas primeiras 24 horas

Ações como essa confirmam que boas ideias sempre são potencializadas com um bom timing!

InstagramO Instagram contabilizou mais de 5 milhões de uploads de vídeos nas primeiras 24 horas após a implementação da ferramenta. O recurso lançado na quinta-feira, 20, pelo Facebook permite a criação de filmagens com duração entre três e 15 segundos com aplicação de filtros especiais. A nova ferramenta está disponível nas versões para iOS e Android, que já possui mais de 130 milhões de usuários ativos. O horário de maior fluxo de uploads atingiu 40 horas de vídeo por minuto, que ocorreu durante a partida entre o Miami Heat e o San Antonio Spurs, na final da NBA.

Fonte: ProXXIma

Um pequeno resumo da Copa das Confederações

sbneymar_wc_220613013Escrevo esse texto sem a pretensão de ser um estudo definitivo sobre as atuações de cada um dos times ou sobre as qualidades técnicas de cada time, muito menos sobre os acontecimentos que ocorreram fora dos gramados, como muitos especialistas ou ajuntadores de camisas gostam de fazer. É apenas uma constatação do que estes olhos viram até agora.

Previsível

Os resultados das partidas da Copa das Confederações e os classificados para as semi foram bastante óbvios, assim como ficou óbvio o favoritismo da Espanha que, mesmo sem forçar em nenhuma partida, mostrou que é bastante superior aos outros selecionados. Uruguai, Itália (bastante cansada e sofrendo com contusões) e Brasil, ainda são zebras.

A evolução Canarinho

Gostem ou não da dupla Parreira/Felipão (ou vice-versa), gostem ou não do esquema tático e até mesmo de alguns convocados, é nítida a evolução da Seleção Brasileira em termos de conjunto, algo que não acontecia na mesma velocidade na época do técnico anterior, teoricamente com ideias e métodos mais modernos do que nossos comandantes atuais. O crescimento de Neymar também ajuda este melhor desempenho do time, já que ele é, sem dúvidas, nosso melhor jogador, mas ainda bem longe de estar perto de um Messi ou Iniesta.

??????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????Aliás, o que é o Iniesta? O cara domina a bola com uma facilidade inacreditável, praticamente não erra um passe, só corre quando necessário e ainda descobre sempre a melhor opção para o time, comandando o ritmo dos jogos. Inacreditável que alguns entendidos achem o jogo da Espanha chato. Chato é quando o adversário não tem capacidade para impedir ou tentar impedir o jogo da atual campeã do mundo.

Fim das contas e tudo se encaminha para uma final Brasil x Espanha, onde precisaremos de sorte para fugir de uma derrota daquelas categóricas. Porém, vale lembrar, uma zebra sempre pode aparecer, mesmo que ela se chame Brasil.

Wings Over America e Rockshow – O voo de Paul McCartney e Wings sobre os Estados Unidos

pretoPaul McCartney, figura recorrente nos palcos brasileiros desde 2010, volta aos holofotes com os relançamentos do disco Wings Over America e do DVD e Blu-ray do filme Rockshow, que ainda será exibição nos cinemas de vários países do mundo, inclusive o Brasil (em julho). Os relançamentos registram a bem sucedida turnê de Paul e Wings pelos Estados Unidos, em 1976, mostrando um músico no topo da forma e em busca de uma afirmação artística que ainda não havia conseguido de maneira categórica.

Aos 71 anos recém-completados (18 de junho), Macca prepara um novo disco para ser lançado ainda em 2013, enquanto relembra o seu grande período pós-beatle.

Uma década de afirmação

Paul-McCartney-Wings-RockshowSe em 2013 Paul McCartney tem o título de Sir, é reconhecido como o mais bem sucedido compositor de todos os tempos e vive fazendo shows lotados mundo afora, fazendo um tributo ao legado dos Beatles, a situação era bem diferente dessa no início dos anos 1970. Odiado por boa parte do público e da crítica por ter sido oficialmente quem anunciou o fim dos Beatles – na verdade ele foi o último a abandonar o barco, já que Ringo, George e John (na ordem) já haviam deixado a banda e algum momento – Paul foi massacrado pela imprensa e por seus ex-companheiros, por conta de seus discos e da decisão de carregar sua esposa (Linda McCartney) para o estúdio e palcos onde se apresentava com sua nova banda, Wings (instrumento de divulgação de seu trabalho entre 1973 e 1981).

É verdade que alguns dos primeiros lançamentos de Paul tinham qualidade contestável ou mesmo sofrível – casos de McCartney (1970) e Wild Life (1972), primeiro disco sob o nome da nova banda -, mas alguns, como o álbum RAM (1971), foram injustamente bombardeados por críticas negativas. Portanto, Paul era um artista que precisava mostrar ao mundo (e a si mesmo) que poderia haver vida após os Beatles e que não havia perdido o seu talento. Foi só a partir de 1973 que a coisa começou a mudar com uma série de singles bem sucedidos – Live and Let Die, My Love e Junior’s Farm – e álbuns de primeira linha – Band on the Run (1973), Venus and Mars (1975) e At the Speed of Sound (1976) – que Paul se consolidou como uma força do pop, conquistando fãs de uma geração mais jovem e que muitas vezes nem sabiam que ele já havia participado de outro grupo. Porém, ainda faltava um grande passo: (re)conquistar as plateias norte-americanas.

paul-mccartney-wings-over-americaDepois de algumas pequenas turnês por universidades e pela Europa, e de várias mudanças na formação do grupo – nem sempre com músicos de primeira categoria -, Paul e Linda McCartney, ao lado do fiel escudeiro Denny Laine, do baterista Joe English e do guitarrista Jimmy McCulloch, iniciaram, em 1975, uma turnê pela Europa e Austrália, que iria ser coroada, no ano seguinte, com a conquista da América, dez anos depois do último show de Paul com os Beatles no país.

A turnê foi um sucesso absoluto, com estádios lotados, quebras no recorde de público e aclamação da crítica. Astros da época, como Elton John e Cher, se juntavam a milhares de fãs que estavam lá para ver não o ex-beatle, mas o artista que dominava as paradas, que havia lançado um novo disco (At the Speed of Sound) que, apesar de não ser o seu melhor, ainda produziu hits como Let ‘Em in e Silly Love Songs.

Ainda com as cicatrizes da separação abertas e para marcar posição como artista, Paul fazia questão de deixar para trás o seu passado, tanto que, das 30 canções que compõem o Wings Over America, apenas seis são do repertório Fab FourLady Madonna, The Long and Winding Road, I’ve Just Seen a Face, Blackbird e Yesterday -, canções que até hoje fazem parte do setlist dos shows de McCartney, além de ter aposentado o baixo Hofner e criado uma nova imagem ao lado do “também beatleRickenbaker.

O disco – originalmente lançado como um álbum triplo – ganhou uma remasterização caprichada, dentro da Paul McCartney Archive Collection – que vem recolocando no mercado toda a discografia de McCartney em edições cheias de músicas bônus e som estratosférico -, deixando muito mais nítida a ótima forma vocal de Paul (provavelmente a melhor da carreira), o que pode ser conferido nas interpretações de canções como Call Me Back Again, Beware My Love, Soily e, principalmente Maybe I’m Amazed, que ganhou sua versão definitiva e chegou a ser lançada como single, alcançando o 10º lugar das paradas.

maxresdefaultIIMas que não se enganem os que acham que o repertório era menos interessante por conta das poucas canções dos Beatles. Quem teve a oportunidade de acompanhar alguma das suas apresentações de McCartney no Brasil já teve a oportunidade de ouvir alguma das canções que estão contidas no disco, como Venus and Mars, Rockshow, Jet, Let Me Roll It, Live and Let Die, Bluebird, Listen to What the Man Said, Let ‘Em In, Letting Go, Hi, Hi, Hi e Band on the Run, provando que a sua produção da década de 1970 foi extremamente inspirada. A bertura dos concertos, com a trinca Venus and Mars/Rock Show/Jet é até hoje a melhor de McCartney e uma das melhores da história do rock.

No Brasil, infelizmente, só foi lançada a versão standard, que na verdade é dupla, enquanto lá fora também foi lançada uma versão de luxo, que além do disco original, há um disco com algumas versões gravadas no show de São Francisco, além de um DVD com o especial de TV chamado Wings Over the World (que mostra cenas do grupo em locais como a Austrália e Escócia) e quatro livros com fotos, histórias e tudo sobre a turnê.

Rockshow é lançado em DVD, Blu-ray e nas telas dos cinemas

maxresdefaultSe o giro dos Wings pelos Estados Unidos gerou um álbum triplo, o registro visual da turnê – um dos primeiros projetos da Miramax (produtora responsável por sucessos como Shakespeare Apaixonado) – acabou se transformando no longa Rockshow, que por uma série de problemas de produção, só foi lançado em 1980, quando o impacto da presença de McCartney nos Estados Unidos já era bem menor. Agora, o filme volta de maneira triunfante ao mercado. Restaurado a partir das películas originais, filmadas em 35 mm e com som 5.1. O resultado é estonteante, apesar da escuridão característica dos shows de rock da época, onde os efeitos visuais eram ainda bem limitados. A maior parte da ação se concentra na performance da banda, que não deixa o ritmo cair em nenhum momento. Lançado lá fora em junho, Rockshow ganha uma versão nacional pela ST2 Music, que será lançada até meados de setembro.

Mas, para quem não quiser esperar até lá ou preferir ter a experiência de ver um ótimo concerto de rock na telona de um cinema, uma boa notícia: o filme será exibido em várias cidades do país – o Rio de Janeiro está confirmado – na rede UCI, que já confirmou a data de estreia para o dia 26 de julho, embora ainda não tenha divulgado os preços e quais cinemas receberão o longa.

464092_10151687172763313_1224782107_oCom seus discos dos anos 70 ganhando reedições luxuosas e a redescoberta de que há muitos fãs do Wings por ai – o que fez com que o site oficial de McCartney remodelasse sua loja oficial para incluir produtos temáticos da banda.

Os fãs brasileiros não têm do que reclamar. O Brasil, que já tem o seu lugar no coração do eterno beatle, seja pelos 184 mil presentes em seu show do dia 21 de abril de 1990 (no velho Maracanã) seja pela abertura de sua nova turnê (Out There), em Belo Horizonte, seja pelo show acompanhado por uma nuvem de gafanhotos, em Goiânia, ou pelas inúmeras surpresas das plateias brasileiras em seus shows. Paul anda tão brasileiro que até vem falando um pouco de português em alguns shows fora do Brasil! Para coroar o ano, ainda teremos um novo disco de inéditas e ainda há rumores sobre a possibilidade de tê-lo novamente por aqui para o encerramento da turnê, dizem, no novo Maracanã.



Uma versão deste texto também foi publicada no jornal O Fluminense

Infoglobo: multa de R$ 5 milhões e fim da discriminação

Essa vem do SJPMRJ, sobre as práticas de um dos melhores locais que temos para exercer a nossa função.

jornal O GloboDepois de uma investigação do Ministério Público do Trabalho que levou três anos, a procuradora Luciana Tostes encaminhou, em junho, pedido de ação civil pública sobre a empresa Infoglobo à 24ª Vara do Trabalho.

O motivo: discriminação de idade, já que a empresa – que edita os jornais O Globo, Extra e Expresso – demite profissionais quando chegam aos 60 anos, conforme divulgado pelo Sindicato dos Jornalistas em dezembro do ano passado.

A ação sobre o Infoglobo foi registrada sob o número 0010309-05.2013.5.01.0024. Nela, a Procuradoria do Trabalho pede multa de R$ 5 milhões à empresa e que a editora deixe de dispensar empregados em virtude, unicamente, de sua idade.

“Trata-se de uma medida importante para que a empresa se comprometa a não adotar mais essa prática”, expõe a procuradora Luciana Tostes.

Durante a investigação, o Ministério Público tomou depoimento de dezenas de trabalhadores – de diferentes áreas – que foram demitidos do Infoglobo na proximidade dos 60 anos ou depois de começar a receber aposentadoria pelo INSS.

“Todo mundo no Globo sabe que o empregado lá não passa dos 60 anos, mas não há nada escrito e nem é dito ao funcionário”, afirma, em depoimento à Procuradoria, um jornalista sexagenário dispensado no ano passado, após passar 16 anos na redação da Rua Irineu Marinho. “No Globo, as pessoas já têm medo de falar a idade e nem comemoram aniversário porque ficam em pânico com a dispensa anunciada”, completa o jornalista.

Essa prática do Infoglobo, que fere o artigo 3º da Constituição e até mesmo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, é negada pela empresa tanto nos autos do processo quanto diante de questionamentos do Sindicato dos Jornalistas. Porém, a demissão de sexagenários é algo certo por lá. E, como aponta a ação proposta pela Procuradoria, apenas os “notáveis”, profissionais conhecidos no mercado ou em cargos de chefia, são poupados.

Programa de Vida Ativa

Quando o profissional se aproxima dos 60 anos – e está na iminência de ser dispensado – ele é convidado a participar do que o Infoglobo chama de Programa de Vida Ativa. Nele, o trabalhador tem seis palestras – com duração de três horas cada – sobre perspectivas profissionais, mercado em transição, aposentadoria bem sucedida e “estratégias de como lidar com as emoções”, conforme relata o processo do Ministério Público.

Na prática, o Programa de Vida Ativa acaba colocando o profissional para baixo. “Este projeto é absolutamente ridículo porque pretende ensinar a pessoa a viver quando estiver aposentada”, aponta um ex-empregado do Infoglobo.

Na ação civil pública, a Procuradoria pede o fim imediato deste tipo de programa por parte do Infoglobo. O processo ainda lembra que, por serem rejeitados em função de sua idade pela empresa, alguns profissionais acabaram em depressão.

Uma audiência, aberta para o público, deve ser marcada nas próximas semanas por parte da Justiça.

Globosat

O último grande veículo de comunicação a ser alvo de ação civil pública por parte do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro foi a Rede Globo. Em fevereiro do ano passado, a emissora assinou um acordo que a obrigava a pagar R$ 1 milhão de multa e a contratar 150 jornalistas e radialistas. O caso foi divulgado também pelo Sindicato dos Jornalistas.

Em paralelo, a Globosat, outra empresa das Organizações Globo, é investigada pela Procuradoria diante de denúncias de executar a mesma prática do Infoglobo: demitir os mais experientes.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

Agência Pública crava: jornalismo é a pior profissão do mundo

Pode até ser, mas eu adoro!

jorbra1306Frustração, tendência depressiva e a “naturalização do assédio nas redações” são os principais pontos que, nos últimos 10 anos, contribuíram para que a profissão de jornalista estivesse na lista das piores do mundo. Veiculada pela Agência Pública, a reportagem que traz na assinatura o nome de quatro repórteres mostra que, embora as grandes empresas de comunicação não reconheçam que haja crise, a decadência é inegável.

Dividida em três abordagens, a matéria “A pior profissão do Mundo” é baseada em estudos e relatos de personagens. O texto mostra que seis em cada dez jornalistas que trabalham em veículos de comunicação e produtoras de conteúdo exercem sua profissão em meios impressos – sendo que, quem trabalha em jornal, tem rotina de pelo menos 10 horas por dia. “Dos jornalistas atuantes na mídia, 59,8% possuem carteira assinada. Outros dados demonstram como variadas formas de contratação têm sido adotadas. Ao somar o número de freelancers (11,9%) com os jornalistas que possuem contrato de prestação de serviços (8,1%) e os que firmaram contrato de pessoa jurídica, os PJs (6,8%), são 26,8% de todos os trabalhadores de mídia. O percentual de freelancers em atuação na mídia é duas vezes maior que o de freelancers fora da mídia”, diz o texto.

O acumulo de funções também revela outro ponto preocupante na profissão, principalmente em meios impressos, que sofreram recentes cortes. “Os donos de jornais – em um processo de ‘sinergia’ – integraram as redações de modo a eliminar a separação entre trabalhadores do online e do impresso, economizando custos com recursos humanos enquanto adquiriam novas tecnologias de organização de dados, captação e edição de vídeos e de transmissão das informações para desdobrar o conteúdo em tablets e celulares, por exemplo. O mesmo corpo de jornalistas, arrochado pelas demissões, tem de produzir conteúdo nos mais diferentes formatos para o impresso e para a internet”.

Convidado para cobrir férias na Agência Estado, José (nome fictício do personagem entrevistado pela Pública), trabalhou por quatro anos sem registro e chegou à função de editor-assistente. Na empresa, ele era considerado “freela fixo”, embora tenha tentado negociar a contratação. “Eu era bem avaliado pelas chefias e continuava sendo um colaborador, sem nenhum direito trabalhista”, contou a fonte. A Pública revela que, com base no estudo do pesquisador da Universidade de Campinas (Unicamp) José Roberto Heloani – que desde 2002 investiga os problemas de saúde no ambiente de trabalho do jornalista – todas essas questões afetam seriamente a saúde dos profissionais de comunicação, em que muitos acabam consumindo cada vez mais álcool e drogas, como calmantes.

Fonte: Comunique-se

Em clima de festa junina – Dominguinhos É de Todos – Uma Antologia

DominguinhosedetodosHerdeiro legítimo do legado deixado por Luiz Gonzaga, Dominguinhos é alvo de uma coletânea dupla produzida pela Universal Music. Dominguinhos É de Todos – Uma Antologia reúne canções já clássicas do sanfoneiro, cantadas por ele e por grandes nomes da MPB como Chico Buarque, Fafá de Belém, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão e Emílio Santiago, só para citar alguns.

Com um repertório que passa pelo forró, xote, samba, baladas e até bolero, o disco traz de volta ao público clássicos que muitas vezes são ouvidos sem que se ligue a eles o nome de Dominguinhos. Uma injustiça. Canções como Eu Só Quero Um Xodó e Isso Aqui tá Bom Demais, são exemplos de que o popular pode ter muita qualidade. Além dos sucessos radiofônicos, a belíssima interpretação de Zizi Possi em Dedicado a Você e os ótimos registro do próprio Dominguinhos em Lamento Sertanejo (Forró do Dominguinhos) e Tenho Sede, comprovam o talento de Dominguinhos para criar melodias que emocionem e nos façam querer, no mínimo, balançar a cabeça, senão arrastar os pés.

Lutando contra um câncer de pulmão que o mantém internado desde o início do ano, Dominguinhos merece todas as homenagens que puder receber e Dominguinhos É de Todos – Uma Antologia é uma bela homenagem ao músico e a todos que gostam de um forró de primeira, embalado por uma sanfona arretada.

Uma grande ideia – Os 71 anos de Sir Paul McCartney

Paul McCartney BRASIL 2013O dia 18 de junho ficará para sempre marcado na história como a data onde nasceu o maior gênio da música popular de todos os tempos: James Paul McCartney. Aos 71 anos, Sir Paul está vivendo uma das fases mais produtivas da vida, lançando novos trabalhos, relançando obras antigas e fazendo shows pelos quatro cantos do mundo, felizmente, incluindo o Brasil. Brasil, diga-se, que já tem o seu lugar no coração do eterno beatle, seja pelos 184 mil presentes em seu show do dia 21 de abril de 1990 (no velho Maracanã) seja pela abertura de sua nova turnê (Out There), em Belo Horizonte, seja pelos gafanhotos de Goiânia ou pelas inúmeras surpresas das plateias brasileiras em seus shows. Paul anda tão brasileiro que até vem falando um pouco de português em alguns shows fora do Brasil!

São pelo menos 5 décadas de uma música que mudou e ainda encanta o mundo.

Happy Birthday, Macca!

Love me Do


Get Back


My Love

Silly Love Songs


Venus and Mars/Rockshow/Jet


Press


No More Lonely Nights


Vídeo comigo


Vídeo Comigo II


Hey Jude (Rio de Janeiro 2011)


Gafanhotos

Pedido de casamento


Paul falando em português

Facebook adiciona ”hashtags” como uma de suas funcionalidades

hashtagsNa semana passada o Facebook anunciou que irá utilizar as hashtags como ferramenta oficial da rede social. Em comunicado, a companhia formalizou a nova funcionalidade, uqe deve ser incorporada nas próximas semanas: “As hashtags permitirão que você adicione contexto a um post ou indique que ele é parte de uma discussão maior. Ao clicar em uma hashtag, você verá atualizações de outras pessoas e páginas que estão abordando o mesmo tópico”, destacou o post.

Com a inclusão das hashtags, os usuários conseguirão fazer pesquisas específicas em suas barras de busca e clicar em hashtags originadas em outros serviços, como posts do Instagram. A ferramenta popularizada pelo Twitter também permite aos usuários agrupar várias mensagens sobre um determinado assunto, de maneira mais rápida.

Fonte: ProXXIma

Receita do Facebook com publicidade móvel deve chegar a US$ 2 bilhões em 2013

Estudo prevê que rede social terá aumento 300% em relação ao valor obtido em 2012

facebookNa última quinta-feira, dia 13, o eMarketer divulgou um estudo que avalia o valor da receita de publicidade móvel que será obtida pelo Facebook neste ano. A pesquisa aponta que a rede social deve lucrar cerca de US$ 2 bilhões em 2013 – um aumento de 300% no faturamento com mobile ads em comparação com o valor de 2012, que ficou abaixo de US$ 500 milhões.

Os números são ainda mais impressionantes em comparação com 2011, quando o Facebook ainda não havia introduzido os anúncios de publicidade da rede social. A estimativa deve impulsionar o crescimento de lucro do Facebook como um todo. A companhia computou cerca de US$ 5 bilhões de receita total em 2012.

Se confirmada a previsão do eMarketer, o Facebook será responsável por 10% das verbas de publicidade móvel do mundo.

Fonte: ProXXIma

Whitney Houston ganha biografia e coletânea

s2fa 10xUma das estrelas mais brilhantes dos anos 80 e 90, a cantora e atriz Whitney Houston, que, entre outros grandes feitos, vendeu mais de 200 milhões de discos em todo o mundo, é a única artista a conseguir emplacar sete canções consecutivas no primeiro lugar da parada de sucesso da revista Billboard e que está no livro dos recordes como a cantora com mais prêmios em todos os tempos, volta aos holofotes com o lançamento de uma biografia e uma coletânea com seus maiores sucessos.

O livro Whitney Houston – A espetacular ascensão e o trágico declínio da mulher cuja voz inspirou uma geração (Sonora Editora), escrito pelo jornalista Mark Bego, que já escreveu mais de 50 biografias sobre astros como Elton John, Aretha Franklin, Elvis Presley, Michael Jackson, Madonna, Billy Joel e Leonardo DiCaprio, traça um perfil completo sobre a vida da estrela, que surgiu como um cometa em meados dos anos 80 e que passou por um casamento cheio de turbulência, enfrentou os (muitos) boatos sobre a sua sexualidade, encarou a decadência e a lenta perda da batalha contra as drogas, que lhe roubaram a doçura, voz e a própria vida.

Whitney Houston era uma incrivelmente linda e talentosa cantor e atriz que conseguiu obter sucesso em todo o mundo. Infelizmente, ela também era amaldiçoada com um uma veia autodestrutiva que terminou com sua vida muito cedo”, conta Bego.

A carreira

capa_gabarito_3.inddWhitney Elizabeth Houston nasceu em 1962 cercada por uma família cheia de artistas. A mãe, Cissy Houston, era uma cantora gospel da banda Sweet Inspirations, com a cantora Doris Troy e a sobrinha Dee Dee Warwick – a outra, Dione, se transformaria em uma estrela de primeira grandeza. Entre as “tias” ainda estava Aretha Franklin, o que impregnava o cotidiano da pequena Whitney de música da melhor qualidade.

Cantando em corais de igrejas e com a mãe em algumas apresentações, Whitney logo se destacou e em 1983 o então presidente do selo Artista, Clive Davis, que se tornaria uma das figuras mais importantes na trajetória musical da cantora, ofereceu a ela um contrato de gravação. O cuidado de Davis com o futuro de Whitney era tão grande que ela só começou a gravar seu primeiro disco dois anos depois, quando finalmente o executivo achou que tinha encontrado o material adequado para ela. Antes disso, apenas um single – Hold Me, dueto com o cantor Teddy Pendergrass – foi lançado.

O ano de 1985 pode ser lembrado pelo Live Aid ou pela primeira edição do Rock in Rio, mas também é o ano no qual o mundo tomou conhecimento da presença de Whitney Houston, que lançou seu autointitulado disco de estreia, onde alcançou os primeiros lugares das paradas em quase todo o mundo com canções como Saving All My Love for You, You Give Good Love, How Will I Know e o grande hit Greatest Love of All.

O sucesso do disco rendeu uma grande turnê, um punhado de prêmios Grammy e muito dinheiro.  O que veio a partir daí foi um espiral de sucessos, culminando na sua aparição nas telas e na produção da trilha sonora de seu maior êxito: o filme O Guarda Costas, onde atuou ao lado de Kevin Costner, interpretando o papel de Rachel Marron, uma cantora de sucesso que é perseguida por um fã maluco e que precisa contratar um guarda costas (Costner) para protegê-la, um papel na medida para Whitney. Depois do estrondoso sucesso do filme e da trilha sonora, Whitney começou a ser mais noticiada pelo casamento com o bad boy Bobby Borwn (que havia feito parte do grupo New Edition), vários anos mais novo que ela e com um currículo de confusões bastante invejável.

Whitney Houston Wallpaper @ go4celebrity.com“Quando conheci Whitney ela era apenas uma adolescente que fazia backings para a sua mãe, em Nova York. Ela cresceu, virou uma superestrela e ninguém poderia suspeitar que aquela menina doce fosse se rebelar contra o controle imposto em sua vida. Quando ela assinou com o selo Artista, diziam como ela deveria se vestir e se comportar em público. Entretanto, ela se tornou tão inacreditavelmente popular que ela passou a querer ter certeza de poder fazer o que quisesse. Infelizmente, encontrar Bobby Brown e se envolver com cocaína a levaram a uma espiral descendente. Clive Davis a encorajava a ser a melhor pessoa que ela pudesse ser, enquanto Bobby a encorajava a ser a pior pessoa que ela poderia ser e ela começou a fazer uma escolha errada atrás de outra”, complementa Bego.

E as escolhas erradas envolveram festas onde Whitney e seu marido consumiam cocaína, álcool e outras drogas em uma quantidade tão absurda que na maioria das vezes a noite terminava com uma ambulância levando um dos dois para algum hospital por suspeita de overdose.

O excesso de dinheiro, liberdade e o abuso das drogas acabaram com a boa imagem da diva, assim como com sua voz e vida, em um enredo já protagonizado por muitos outros brilhantes artistas em vários níveis, como Jimi Hendrix, Brian Jones e Amy Winehouse, só para citar alguns.

s2fa 30x Whitney CD“Apesar de alguns amigos bastante chegados de Whitney falarem coisas boas sobre ela, também existe um grande número de pessoas que testemunharam ela sendo rude, cheia de exigências e até cruel. Ela se transformou em uma pessoa com qual nem sempre era bom estar por perto. Ela teve duas estradas diferentes para escolher na sua vida e ela preferiu o caminho da autodestruição. Do jeito que as coisas foram acontecendo para Whitney, sua morte foi ao mesmo tempo trágica e inevitável”, conclui o autor.

Com o passar do tempo e o vício cada vez mais forte, Whitney passou a ter atitudes cada vez mais rudes e menos profissionais. Eram compromissos profissionais onde não aparecia ou pior, comparecia e pedia para que ninguém se aproximasse dela. Ela chegou a deixar George Michael duas semanas esperando para gravar com ela e nunca aparecer para sequer agradecer a viagem do cantor, que viajou da Inglaterra para os Estados Unidos a pedido da produção da cantora!

Com uma narrativa direta, leve e recheada de dados e depoimentos, Whitney Houston – A espetacular ascensão e o trágico declínio da mulher cuja voz inspirou uma geração é um ótimo exemplo de como uma história real que mistura drama, sucesso e decadência pode ser contada com detalhes e emocionar, sem ser piegas.

Se ler o livro pode ser uma experiência triste, ler ouvindo os sucessos de Whitney é algo que beira a crueldade. O também recém-lançado CD I Will Always Love You: The Best of Whitney Houston (Sony Music) traz todos os grandes sucessos da cantora e mais duas faixas inéditas, que servem para comprovar que, mesmo com a voz já debilitada, ela ainda podia fazer bonito em um estúdio de gravações. A qualidade das faixas torna mais difícil ainda entender como alguém com tanta beleza e talento foi capaz de se sabotar com tanta determinação.

O álbum segue, em ordem cronológica, a trajetória de sucessos da cantora, com uma série de canções que passam pelo soul, gospel e baladas com boas doses de açúcar, mas que são familiares para qualquer pessoa com mais de 30 anos ou que já tenha visto O Guarda Costas em alguma Sessão da Tarde.

1Músicas como as já citadas How Will I Know e Greatest Love of All, em companhia de outras como So Emotional, Exhale (Shoop Shoop) e, claro I Will Always Love You, tornam o disco um apanhado de canções que não se pode desprezar e que só mostram que o status de Whitney como Diva era mais que merecido. A voz límpida, firme e os agudos potentes – não confundir com as gritarias de alguma Mariah Carey da vida. Suas interpretações sempre foram sóbrias, mesmo nos momentos mais cheios de glicose, e a produção de gente do calibre de Narada Michael Walden e Babyface, sempre sob a supervisão de Clive Davis, não deixavam espaço para excessos. Tudo é misturado com perfeição para alcançar o público do soul, do gospel e os amantes do pop.

As 18 faixas de I Will Always Love You: The Best of Whitney Houston servem como um registro de uma artista que alcançou o quase inatingível e que deixou a sensação de que poderia ir ainda muito mais longe. Uma bela homenagem e um ótimo documento da voz que dominou por um bom período as rádios de todo o mundo.

Uma versão editada deste texto foi publicada no jornal O Fluminense

Os excessos das manifestações no Rio e em São Paulo

brasil-protesto-onibus-passe-livre-20130613-10-size-460Como todos no Brasil, venho acompanhando as “manifestações” contra o aumento das passagens em várias capitais do país, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo. Na manhã de hoje vi cenas da “repressão violenta” da polícia e ouvi relatos e comentários que me deixaram preocupado e envergonhado ao mesmo tempo.

Primeiro, foram os comentários e declarações de membros dos “protestos” (sim, entre aspas e em itálico), que insistiam (sem a menor convicção) de que toda aquela confusão era apenas por conta do aumento das passagens dos ônibus, que faz sentido destruir coletivos, bancas de jornal, estabelecimentos comerciais e atrapalhar a vida de quem trabalhou o dia inteiro. Como diz o Ricardo Boechat: “vai protestar na frente da casa do prefeito, do governador ou da mãe deles e não atrapalhando o funcionamento (já precário) das cidades”. Depois, os protestos indignados de jornalistas e sociólogos de que houve excessos por parte da polícia, que jornalistas haviam sido detidos e alguns feridos.

MENORES COLOCAM FOGO EM ÔNIBUS NA ZONA LESTEBem, vamos aos fatos que pude constatar.

– Os “protestos” têm motivações muito mais profundas do que apenas o aumento das passagens. Há boas motivações – como a verdadeira indignação, não contra o preço, mas contra a qualidade dos serviços de transporte que nos são oferecidos – e as más motivações – como a disputa política de uma eleição que só acontece no fim do próximo ano e o “prazer” de participar de um ato (de vandalismo).

– Houve excessos de ambas as partes. Que a nossa polícia é despreparada, não deveria ser preciso lembrar, mas achar que atirar bombas incendiárias, destruir ônibus, atear fogo em lixo que foi espalhado nas ruas após a destruição das latas onde estavam depositados, não seria alvo de repressão é de uma ingenuidade ímpar. Como disse o Marcelo Janot: “É natural que, na primeira vez em que um povo que passa décadas sendo vilipendiado pelo poder público finalmente deixa de lado sua tão notória “cordialidade”, haja exageros na forma de se manifestar. É como um bebê aprendendo a andar. Mas é com a prática que se aprende“. O problema é que nessas passeatas sempre tem alguns marginais, como os que se infiltram na pele de torcedores de times ditos populares, apenas para extravazar sua violência e má índole.

Spray de pimenta em cinegrafista– A atitude de muitos coleguinhas (repórteres e fotógrafos) foi de dar vergonha. Claro que somos loucos e muitas vezes nos colocamos em locais e posições que são perigosas, mas algumas cenas que vi – principalmente a de um fotógrafo que derrubou e depois chutou o capacete de um policial e foi detido – foram de amargar. Claro que também há fotos e registros de policiais jogando spray de pimenta em cinegrafistas, mas via de regram quem fica no meio dos manifestantes não pode reclamar de que foi alvo de balas de borracha, cacetadas ou bombas de efeito moral, assim como não é admissível corporativismo e tentativa de fazer drama com essa situação, como visto em algumas redes de TV ligadas a grupos religiosos.

Sempre reclamamos da passividade do brasileiro, de que ele só se organiza mesmo para shows e festas, mas acho mesmo – concordando mais uma vez com o Janot – que falta costume em promover esse tipo de ato. Juro que não me lembro desse tipo de confusão nas manifestações pelas eleições diretas ou pela queda do Collor. Se aconteceram, foram muito menores em relação ao número de pessoas nas ruas. Reclamar da Polícia Militar é uma idiotice. Eles estão lá para cumprir ordens e dispersar esse tipo de ação, esteja ela certa ou errada. É o braço dos governos e, ao primeiro sinal de “provocação“, partem mesmo para cima.

11jun2013---estudantes-protestam-contra-aumenta-da-tarifa-de-onibus-e-metro-em-sao-paulo-sp-durante-manifestacao-na-noite-desta-terca-feira-na-avenida-paulista-zona-central-da-cidade-o-valor-da-1371062946723_1920x1080No caso de São Paulo, vale lembrar que no primeiro dia de protestos um PM foi atacado e quase linchado pelos “manifestantes“. Achar que eles não estariam mais propensos em meter a porrada em quem quer que seja é, digo mais uma vez, de uma ingenuidade absurda.

Outra coisa que me preocupa é ter lido alguns cartazes ameaçando não permitirem a realização da Copa das Confederações, com mais manifestações como as que temos visto. Gente, isso vai dar merda! Imagine alguém atirando uma pedra, digamos, no ônibus da delegação da Espanha. Nada impede que aconteça uma morte por conta de uma “ameaça terrorista” como a desse ato.

Nunca fui de direita, mas nunca fui fã de radicalismo e baderna. Se nossos governantes são ladrões, incompetentes, safados mesmo, vamos mostrar nossa indignação nas próximas eleições ou vamos causar transtornos a ele e não aos pobres que precisam enfrentar um busão depois de um dia cansativo de trabalho.

Um Sururu animado

Sururu CDUm dos grupos mais representativos da nova geração da Lapa, o Sururu na RodaNilze Carvalho (voz, bandolim e cavaquinho), Silvio Carvalho (voz, cavaquinho e percussão), Fabiano Salek (voz e percussão) e Juliana Zanardi (voz e violão) – lança o registro do show apresentado em julho de 2012 no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio. O CD e DVD Sururu na Roda ao Vivo (EMI) reúnem nas suas faixas (20 no CD e 21 no DVD) convidados como Dona Ivone Lara, Monarco, Péricles (do Exaltasamba) e o sempre presente Diogo Nogueira, convidado de nove entre dez DVDs ao vivo.

O projeto mostra canções e sambas conhecidos, como Vatapá (João Nogueira e Claudio Jorge), Sonho Meu (Ivone Lara e Délcio Carvalho) e Morena de Angola (Chico Buarque), ao lado de algumas inéditas como Ô sorte (Nilze Carvalho, Fabiano Salek e Silvio Carvalho). O clima das interpretações é o mesmo que fez o sucesso do grupo, com destaque para as coras, em especial para o cavaquinho de Nilze, sempre fugindo do lugar comum da “força” e da “pegada” que parece impregnar a maioria dos intérpretes mais novos, incapazes de apreciar as nuances e beleza das composições.

O trabalho solidifica o bom trabalho do Sururu na Roda e a descontração e bom gosto de suas apresentações.

Uma versão deste texto foi publicada no jornal O Fluminense

Wilson Simoninha em Alta Fidelidade

Wilson Simoninha - Alta FidelidadeAlta Fidelidade (Som Livre), o quinto disco solo de Wilson Simoninha, que como o nome não deixa dúvidas é filho do grande Wilson Simonal, é, como o próprio artista diz: “um disco simples, que fala das coisas simples da vida, do cotidiano, fala de amor, dessas coisas pequenas e importantes“.

Das 12 canções do novo álbum, dez tem a autoria ou a coautoria de Simoninha (a única exceção são as duas versões de Falso Amor, composta por Jair Oliveira) e trazem o cantor em um território que ele conhece e domina muito bem: o balanço.

A ideia não foi buscar uma sonoridade completamente diferente do que eu venho fazendo, mas eu queria trazer algum frescor, um toque de novidade, que é sempre importante“, completa.

E foi isso que Simoninha conseguiu. Acompanhado quase sempre por arranjos onde se destacam os metais e uma temática que quase nunca foge do amor, seus desencontros, desilusões e euforias, o artista – que é carioca, mas viveu a maior parte do tempo em São Paulo – ainda acrescenta paisagens e imagens tipicamente cariocas em composições como Meninas do Leblon e Nós Dois, além de flertar com o futebol – em Paixão (Meu Time) – e com o universo das paqueras nas quadras das escolas de samba – em Morena Rara.

Alta Fidelidade é um disco daqueles que dão prazer escutar. Palmas para Simoninha.

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Receitas com softwares de armazenamento crescem 3,2%

As empresas que trabalham no mercado de softwares de armazenamento viram suas receitas subirem 3,2% no primeiro trimestre de 2013, em comparação com o mesmo período do ano passado.

A receita do setor, segundo dados da IDC, totalizaram US$ 3,6 bilhões durante os três primeiros meses do ano, contando com as áreas de softwares voltados a proteção e recuperação de dados e de armazenamento e gerenciamento de dispositivos.

O crescimento da primeira categoria foi de 7,6%, com receitas em US$ 1,3 bilhão, enquanto o da segunda foi de 7,3%, com US$ 706,6 milhões.

EMC, IBM e Symantec são quem detêm as maiores fatias do mercado, com 23,9%, 16,8% e 14,7% de participação, respectivamente. Já Veeam e CommVault foram as que mais cresceram anualmente, com taxas de 35,4% e 23%, respectivamente.

Fonte: Olhar Digital

Receitas: Arroz com lentilha

Arroz com LentilhaSempre que chega perto do Dia dos Namorados eu me arrisco a fazer algum prato mais tcham (sem trocadilho, por favor). Este ano eu estou meio sem inspiração, mas andei aprimorando um acompanhamento que deveria ser simples, mas tem lá seus segredos: o arroz com lentilha.

Alguns vão dizer: “Pô, isso é mole de fazer!“. Eu responderia: “Nem tanto, caro Watson!“.

Fazer o arroz com lentilha e, principalmente, a cebola frita e crocante que deve vir por cima dele, tem lá seus mistérios. Só agora – depois de velho – aprendi o segredo de como deixar as cebolas crocantes e, já que não vai mesmo ter uma receita mais sofisticada, compartilho essa com vocês. Esse arroz é um ótimo acompanhamento para kaftas, bolinhos de carne, legumes recheados ou frangos grelhados.
Cebola frita IIngredientes

500g de arroz
250g de lentilha
4 cebolas médias ou 5 pequenas
Óleo
sal

Modo de fazer

Corte as cebolas em fatias bem finas e reserve. Lave as lentilhas em um escorredor de arroz em água corrente por cerca de 3 minutos e reserve. Coloque óleo – o suficiente para cobrir as cebolas – em uma panela alta. Deixe esquentar em fogo alto e coloque as cebolas. Deixe-as fritar até ficarem bem douradas. Retire do fogo e coloque em um recipiente com algumas folhas de papel toalha para retirar o excesso de óleo. Reserve um punhado dessas cebolas fritas e coloque no congelador.

Cebola frita IIRefogue o arroz com um pouco de óleo e de cebola, junte as lentilhas, o suficiente de água quente para cobrir o arroz e as lentilhas e adicione as cebolas fritas. Misture bem e deixe cozinhar em fogo bem baixo.

Quando achar que o arroz já está pronto, pegue as cebolas que estão no congelador e frite-as novamente. Elas servirão para enfeitar o arroz.

Fotos: Fernando de Oliveira

Maioria dos trabalhadores móveis usa seus próprios dispositivos

Trabalhando com tabletA empresa Ipass, provedora de Wi-Fi, questionou 1.150 trabalhadores móveis em todo o mundo e descobriu que 70% agora fazem parte das políticas Byod. Tais políticas estão se tornando tão importantes que 35% de todos os entrevistados disseram que a política Byod de uma empresa pode influenciar suas escolhas de emprego.

Para ilustrar o Capex e os benefícios de produtividade para as empresas que as estratégias Byod (traga seu próprio dispositivo) trazem, a pesquisa constatou que 51% trabalhavam mais de 50 horas ou mais por semana, a maioria com a ajuda de seus próprios gadgets. Além disso, 16% trabalhavam 60 ou mais horas por semana.

A maioria dos pesquisados considerou “mais produtivo” trabalhar em casa e em escritórios remotos. Dos trabalhadores que se aproveitam do Byod, a maioria reivindica custos com Wi-Fi em suas despesas. Quase três em cada quatro (71%) trabalhadores móveis investigam a disponibilidade de hotspots Wi-Fi antes de viajar.

Evan Kaplan, CEO da iPass, disse: “Os trabalhadores móveis querem ter acesso à conectividade confiável e de custo eficaz quando e onde precisarem trabalhar”.

Fonte: IDG Now!