Sex Pistols remasterizado e com bônus

Sex Pistols - Never Mind The Bollocks Here's The Sex Pistols FrontOs Sex Pistols escreveram uma parte importante da história da música. O punk rock – dos quais, para muitos, são os pais – foi um movimento único e que ainda desperta curiosidade, mesmo que mais pela atitude do que pela música.

Sid Vicious & Cia precisaram apenas de um disco – Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols, relançado agora pela Universal em versão dupla, com lados B e gravações ao vivo de um show da banda na Suécia. Editado originalmente em 1977, Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols, é uma verdadeira porrada na cena musical do fim dos anos 70. A ferocidade da banda e o pouco respeito pelo establishment. Como disse uma das críticas da época do lançamento do disco: “os Sex Pistols não são uma banda para a qual você pode dar as costas”.

Fã ou não do punk (e do que ele permitiu produzir), Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols é uma obra, com um quê de nostalgia, para ser ouvida, estudada, entendida e, até, apreciada.

Uma versão desse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

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Guitarra que Clapton usou em Layla ganha nova versão da Fender

Brownie IA guitarra que deu o som característico do disco Layla and Other Assorted Love Songs vai ganhar uma edição limitada (100 cópias) feitas pela Fender. Embora Blackie (a Strato preta) tenha sido a marca registrada de Clapton durante a década de 70 e boa parte dos anos 80, Eric usou outra, Brownie (marron), um modelo fabricado em 1956. Agora, a Fender vai fabricar 100 replicas dessa guitarra – Fender Custom Shop Eric Clapton “Brownie” Tribute Stratocaster.

Quem quiser fazer a sue encomenda pode ir até o site da Fender.

Veja o que o próprio Clapton achou da nova versão da Brownie

Novo disco de Eric Clapton sai em março

Eric Clapton Old SockO ano parece que vai ser agitado para Eric Clapton e seus fãs, além do Crossroads Guitar Festival e de uma turnê mundial comemorando os 50 anos de carreira, Clapton anunciou o lançamento de mais um CD de carreia, Old Sock, que chega ao mercado no dia 12 de março.

Pelas informações de seu site, Old Sock vai seguir a mesma linha do disco anterior (Clapton, de 2010), juntando uma série de canções que fazem parte da memória musical do guitarrista e mais algumas inéditas. A novidade é que o disco vai trazer uma penca de participações especiais. Além dos fiéis escudeiros Steve Gadd (bateria), Willie Weeks (baixo) e Chris Stainton (teclados), foram confirmadas as presenças de JJ Cale (em Angel), Chaka Khan (em Gotta Get Over), Jim Keltner (em Our Love is Here To Stay), Steve Winwood (em Still Got The Blues) e Paul McCartney (em All of Me).

A lista de canções é:

1. Further On Down The Road
2. Angel
3. The Folks Who Live On The Hill
4. Gotta Get  Over
5.  Till Your Well Runs Dry
6. All Of Me
7. Born To Lose
8. Still Got The Blues
9. Goodnight Irene
10. Your One and Only Man
11. Every Little Thing
12. Our Love Is Here To Stay

Eric Clapton: Slowhand ganha edição comemorativa pelos 35 anos de seu lançamento

eric_clapton-slowhand-frontalUm dos principais discos da carreira de Eric Clapton e sua obra que mais tempo ficou no topo das paradas, o álbum Slowhand (um dos apelidos do “Deus da Guitarra”) chega, com um pequeno atraso ao Brasil, com sua edição comemorativa dos 35 anos de seu lançamento, em edição dupla, sobras de estúdio, um concerto ao vivo e som brilhantemente remasterizado a partir das fitas originais.

Se o início dos anos 70 foi marcado pela economia dos solos de seus discos solo, da produção de alguns clássicos – como o disco Layla and Other Assorted Love Songs, gravado sob o pseudônimo de Derek and the Dominos – e do pouco sucesso comercial, Slowhand serviu como um impulso na carreira do guitarrista. Embora não tão diferente no formato de seus lançamentos anteriores – 461 Ocean Boulevard (1974), There’s One in Every Crowd (1975) e No Reason to Cry (1976) -, uma coleção de canções country, blues e composições originais, Slowhand se destaca pela trinca de hits que abre o disco: Cocaine, canção de J. J. Cale – também autor de After Midnight, outro sucesso de Clapton, e que é até hoje um dos números mais esperados dos concertos do guitarrista; Wonderful Tonight, sua balada mais conhecida, escrita para a principal musa inspiradora do rock, Patty Boyd (sua esposa na época) e que já havia servido como figura central para composições como Something (escrita pelo então marido George Harrison, para o LP Abbey Road, dos Beatles) e para Layla, também de Clapton, e que se transformou em sua composição mais conhecida e tema central de sua melhor obra, o já mencionado Layla and Other Assorted Love Songs; e Lay Down Sally, um country que também foi um grande sucesso radiofônico. Não sei qual o borogodó dessa mulher, mas que ela sabia agradar aos maridos, sabia.

Slowhand 35 IAlém dos hits, Slowhand ainda tem uma das mais belas e melancólicas composições de Clapton, a instrumental Peaches and Diesel, que fecha o disco original, e bons riffs como The Core, onde divide os vocais com Yvonne Elliman. Mais os fãs têm mais para se deliciar. A edição deluxe lançada no Brasil traz quatro canções gravadas nas sessões do disco, mas não aproveitadas (Looking At The Rain e Stars, Strays And Ashtrays, não fariam feio se tivessem feito parte do line up original) e nove músicas gravadas em 27 de abril de 1977 no Hammersmith Odeon, em Londres – a maioria delas nunca lançadas -, com a banda formada apenas por músicos norte-americanos, que ainda produziria mais um LP (Backless, em 1978).

Os anos 70 podem ter sido de abusos (álcool e drogas), mas em nada atrapalharam Clapton e sua fiel escudeira Blackie (a Fender Stratocaster preta que aparece na capa do álbum) a produzir alguns dos melhores momentos do artista, que ainda viria a mudar de rumo, várias vezes, com a mesma naturalidade com que mudava de corte de cabelo, sem nunca deixar de lado suas raízes do blues.

Slowhand é um disco de momentos. Não tem a unidade de Another Ticket (1980) ou 461 Ocean Boulevard, mas supera em muito a produção solo de Clapton durante essa década. Essa nova versão abre um novo horizonte, tanto em relação ao som quanto em relação ao material inédito.

 

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Uma versão editada deste texto foi publicada no jornal O Fluminense

Piquet x Mansell – O duelo das pistas se repete 25 anos depois

piquet_mansell 2013 IINelson Piquet foi um grande (talvez o melhor) piloto brasileiro de todos os tempos na F-1. Além do seu conhecimento técnico e mecânico, que sempre lhe renderam alguma vantagem nas corridas, Piquet ainda tinha a qualidade de não ter papas na língua, de ser politicamente incorreto e de abusar da sinceridade. Depois de batalhas sensacionais com Allan Prost, Nigel Mansell e Ayrton Senna (sobre o qual fez a mais impressionante ultrapassagem de todos os tempos), Piquet, tricampeão como Senna, vale lembrar, voltou, depois de 25 anos, a se encontrar com o ex-companheiro de equipe e principal adversário em dois campeonatos, Nigel Mansell, ao qual chamou certa vez de “um idiota veloz“.

piquet_mansell 2013Piquet e Mansell foram reunidos para uma campanha publicitária de uma montadora de automóveis. O programa Linha de Chegada (do Sportv) fez uma excelente entrevista com a dupla, onde se mostraram mais amistosos, sem deixar de distribuírem farpas um ao outro. Tudo de maneira bem-humorada e civilizada.

Formula One World ChampionshipNão vou revelar o conteúdo do programa – veja na grade do canal quando haverá uma reprise -, mas apenas dizer que é muito bom relembrar os tempos nos quais os pilotos faziam a diferença e as brincadeiras; sacanagens eram mais genuínas e as rivalidades verdadeiras e duradouras.

A metralhadora de Piquet não para nunca e nem se preocupa com as vítimas. Perguntado se quem foi melhor, ele ou Senna, a resposta é seca: “bem, eu estou vivo“. As muitas sacaneadas em Mansell também renderam uma resposta afiada do inglês, que em certo momento diz: “O problema do Nelson é que ele sempre teve o cérebro na bunda“. Fora do contexto podem parecer declarações duras e pouco polidas, mas o clima amistoso (com direito a aperto de mão, aparentemente sincero), deixa de lado essa possibilidade.

Quem pôde ver essa geração nas pistas, sofre com a safra atual de pilotos.