Mini Retrospectiva: Beach Boys e Van Halen

Pensei em fazer uma lista com os melhores discos de 2012 (nacionais e internacionais), mas desisti depois de ver que as várias listas publicadas desde o fim do ano passado incuiam alguns discos que considerei bem ruins, o que levaria a discussões acaloradas e comentários nem sempre educados, já que muitos não aceitam opinições contrárias a genialidade de seus ídolos. Uma pena, já que 2012 foi um ano com uma produção musical acima da média (em qualidade e quantidade).

Então, vou falar apenas de dois lançamentos internacionais de grupos veteranos que acabaram não tendo um final feliz, fazendo uma pausa para uma menção honrosa para o ótimo Victoria de Herbert Vianna.

That’s Why God Made the Radio – The Beach Boys

beach-boys-50th-anniversary-robert-matheu5No ano em que comemoravam 50 anos de carreira, os Beach Boys reuniram os membros que ainda estavam/estão vivos e partiram para o estúdio e a estrada. O resultado da reunião de Brian Wilson, Mike Love, Al Jardine, Bruce Johnston e David Marks, foi o sensacional That’s Why God Made the Radio, que trouxe de volta ao grupo as harmonias perdidas durante as últimas décadas de brigas entre os membros – principalmente Mike e Brian – e as perdas de dois dos irmãos Wilson (Carl e Dennis).

O CD, devolveu ao mundo as melodias e tormentos de Brian Wilson que, Thanks God, se sobrepôs em relação as também inspiradas, mas bem mais leves, composições do primo Mike Love. Infelizmente, a ganância e a falta de caráter de Love fizeram com que ele – que por alguma razão que jamais será compreendida – é o detentor da marca The Beach Boys, demitisse Brian, Al e Mark para seguir com a sua versão do grupo em shows pelo mundo. O detalhe é que ela não tem a noção de que os Beach Boys são um grupo familiar e que sem um dos irmãos Wilson (principalemte Brian) o máximo que podemos ter é um cover requentado da banda.

Pelo menos os planos de faturar com o nome e o bom trabalho da banda parecem ter ido por água abaixo, já que muitas datas já tratadas foram simplesmente canceladas depois que os promotores souberam quais membros iriam se apresentar.

Não sei como a história vai terminar, mas é triste entrar no site da banda e ver uma foto do grupo ao lado de datas em branco.

Another Kind of Truth – Van Halen

Van HalenJá os velhinhos (mas nem tanto quando os Beach Boys) do Van Halen também deixaram suas rusgas de lado e foram para o estúdio e para a estrada. Eddie, David & Cia, rasparam o baú de canções inéditas, agruparam mais uma ou outra nova composição e lançaram um dos melhores discos da carreira. A química explosiva (em vários sentidos) dos dois astros principais mostrou-se intacta, ativa, volátil.

Another Kind of Truth é daqueles discos para serem ouvidos em alçto volume, até para quem considera que Eddie é muito mais presepeiro que bom guitarrista. Não há como não se balançar ao som de canções como Tatoo ou She’s the Woman. Há blues, há riffs, há bons vocais e um peso que havia se diluído com o passar do tempo. Porém, assim como os Beach Boys, a aventura na estrada foi curta. Oficialmente uma diverticulite tirou Eddie Van Halen de combate, obrigando-o a uma cirurgia. Mas, em off, as más línguas dizem que a pancadaria entre ele e o pavão David Lee Roth também havia recomeçado.

Eles prometem retornar aos palcos esse ano, mas até agora nada de datas, apesar das promessas dos membros da banda. Let’s wait!


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A cultura ditatorial brasileira

sandy-hook-massacreJá se passou tempo suficiente para podermos analisar os fatos (divulgados) sobre o massacre acontecido na cidade de Newtown, Connecticut, nos Estados Unidos. Só para relembrar, no dia 14 de dezembro, um louco entrou no colégio Sandy Hook e matou 26 pessoas – 20 crianças com idades entre 6 e 7 anos e seis adultos – a tiros.

O episódio trouxe de volta um dos piores vícios da nossa sociedade: a tendência de querer proibir tudo, ao invés de cobrar mais fiscalização. Como qualquer um sabe – dos gestores de recursos humanos aos responsáveis pela parte de tecnologia de qualquer empresa -, a maneira mais confortável e menos trabalhosa de evitar problemas e proibir que se tenha acesso a qualquer coisa que possa ajudar a causá-los. Essa prática permite que se obtenham resultados sem precisar trabalhar ou criar mecanismos de controle que às vezes exige uma competência que não existe.

Esse novo episódio de violência sem sentido fez aflorar o sentimento de inconformismo de vários veículos de imprensa e de vários jornalistas. Foi um festival de memórias sobre outros dias de fúria e outro de especialistas sendo consultados. Mas o triste mesmo foi ver o esforço de alguns coleguinhas em tentar empurrar a ideia de que o problema todo está na facilidade em comprar uma arma nos Estados Unidos – um resquício da derrota do plebiscito que queria proibir a venda de armas no Brasil. Foi constrangedor. Todos os relatos eram aceitos se fossem favoráveis a essa teoria. Os que não iam em sentido contrário, eram contestados.

27_angels_near_sandy_hook_schoÉ óbvio que nenhum ser humano com um pouco de consciência acha certo que uma pessoa comum consiga ter acesso a um fuzil ou uma metralhadora. Até mesmo as pistolas automáticas me parecem um excesso, mas isso é apenas uma questão de fiscalização. Já tentou comprar uma arma no Brasil? É preciso uma série de documentos, atestados e comprovação de que fez um curso para saber manusear a arma. Portanto, não faz sentido proibir, apenas cobrar que essas regras sejam cumpridas. Senão, teremos que proibir a venda de carros, já que alguém pode comprar um e atropelar alguém.

Os seguidos casos de atiradores loucos fuzilando inocentes a esmo é um fenômeno que necessita de um estudo muito mais profundo. Vale lembrar que no Canadá as regras para compras de armas são praticamente as mesmas dos Estados Unidos e não há registro de casos desse gênero por aquelas bandas. É quase como se as escolas norte-americanas tivessem em sua grade a disciplina: Como enlouquecer e matar inocentes.

A quantidade de pessoas desequilibradas na terra do Tio Sam é gigantesca e entrar atirando em lanchonetes, cinemas ou escolas é uma prática que acontece no país desde a década de 1920, muito antes, portanto, que o advento das mazelas da vida moderna atual. Andrew Kehoe (no dia 18 de maio de 1927) entrou em uma escola do estado de Michigan e matou 38 estudantes e seis adultos, além de ferir outras 58 pessoas.

ramboEssa quantidade enorme de atiradores loucos é um caso específico da sociedade dos Estados Unidos e não é proibindo a venda de armas (o que já foi comprovado não é a vontade do povo de lá, nem de cá) que se resolverá o problema. É preciso fiscalização contra a venda ilegal, contra o acesso de pessoas com problemas psiquiátricos, etc. Afinal, são jovens, adultos e velhos enlouquecendo sem razão. Esse controle demanda dinheiro e trabalho, o que nunca é muito bem recebido pelos nossos políticos.

Espero que nossos coleguinhas tenham agido da maneira (errada) como agiram por convicções pessoais e não por imposições das empresas onde trabalham. Mas, seja por uma razão ou por outra, perderam a chance de aprofundar a discussão sobre um fenômeno que nos assusta cada dia mais.

O ímpeto brasileiro por proibir é algo tão assustador quando o dos que puxam um gatilho contra inocentes.

PS: Não uso armas, não gosto de armas, não possuo armas e não compraria uma, mas acho que o problema da segurança pública é profundo e complexo e não passa por nenhum tipo de proibição desse tipo.

O baile da Orquestra Imperial – Fazendo as Pazes com o Swing – Crítica

capa ORQUESTRA IMPERIALCom a proximidade do Carnaval, Fazendo as Pazes com o Swing, segundo disco da Orquestra Imperial, parece uma escolha óbvia para servir como trilha sonora desses dias pré-momescos. Apesar dos arranjos menos animados do que os apresentados em seus shows, a Orquestra ainda dá um banho de suingue nas 13 faixas produzidas por Berna Ceppas e Kassin.

Com destaque para o ótimo naipe de sopros e os arranjos de Nelson Jacobina, a big band empolga e alegra em canções como Moléculas (onde brilha a bela voz de Nina Becker) e Tamancas do Cateretê (com um clima latino/caribenho, que rivaliza, em termos de alegria, com os sambas do disco.

Com aquele climão de gafieira, Fazendo as Pazes com o Swing é um perfeito esquenta pré-carnavalesco.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Coldplay Live 2012 – Crítica

Coldplay live 2012Um dos grupos mais populares do mundo e uma das grandes atrações da última edição do Rock in Rio, o Coldplay lança sua terceira gravação ao vivo. Filmado durante a turnê do disco Mylo Xyloto em locais tão distintos como Paris, Montreal e no Festival de Glastonbury, em 2011, o Live 2012 (EMI), que ganha versões em CD/DVD e Blu-ray, gerou críticas positivas na imprensa inglesa e norte-americana.

A banda se mostra mais solta e segura no palco, com controle absoluto do seu ambiente de trabalho. São 90 minutos onde Chris Martin & Cia provam que um bom álbum pode se tornar ainda melhor quando tocado diante de uma plateia.

“A tour do Mylo Xyloto foi a mais divertida que já tivemos como banda. Ao longo dos anos, o nosso público tem se tornado mais e mais uma parte do show em si. Eles são para cima, diversos, cheios de alma e fazem as músicas soarem muito melhor do que em nossa própria voz”, diz Martin.

O ponto baixo do combo (CD+DVD) é o projeto gráfico, confuso, difícil de ler e nem tão bonito. Descobrir qual é o CD e qual é o DVD exige que se procure o símbolo do DVD. Saber quais canções estão no pacote? Só lendo a contracapa da embalagem, escrita com uma fonte nada amigável. A mixagem, que procura deixar o ouvinte dentro do estádio, também perde um pouco de força, para dar ênfase a ambiência, o que tira muito do peso do som.

Live 2012 é uma boa pedida para quem já viu e para os que nunca viram o Coldplay ao vivo.


Uma versão editada deste texto foi publicada no jornal O Fluminense

Soundgarden volta com o bom King Animal

soundgardenkinganimalPrimeiro álbum de canções inéditas do Soundgarden desde 1996, King Animal traz de volta o grupo norte-americano e uma boa dose de surpresas. Assim como seus contemporâneos Nirvana, Alice in Chains e Pearl Jam, o Soundgarden navegou pelo grunge com maestria, em alguns momentos flertando com o psicodelismo e o punk.

Hoje, bem mais velhos, os membros do grupo fazem um som com muito mais elementos do rock clássico do que na década de 80. Desde a faixa de abertura (Been Away Too Long), até a de encerramento (Rowing), passando pelas boas Black Saturday e Bones of Birds, o novo trabalho segue por novos caminhos, sem perder as raízes ou seguir a trilha dos variados trabalhos solos do vocalista Chris Cornell.

Definitivamente, o Soundgarden está de volta.


Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

“Vovôs” do rock ganham lançamentos históricos

Grupos de rock dos anos 60 e 70 se destacam nos lançamentos e mostram que boa música não tem idade. Led Zeppelin, Rolling Stones e Queen estão entre eles

Led-ZeppelinMesmo com o vigor da juventude pulsando em veias juvenis e cheias de energia, foram alguns dos grupos mais consagrados das décadas de 60 e 70 os protagonistas de grandes lançamentos atuais. E, boa notícia para os atrasadinhos, seus lançamentos continuam em catálogo, garantindo doses intensas de solos de guitarras e canções clássicas. Led Zeppelin, Rolling Stones, Queen, Cream, The Who e a inusitada dobradinha Paul McCartney & Nirvana, se destacaram em registros audiovisuais que mostram que boa música não tem idade.

Provavelmente o lançamento de mais impacto no Olimpo do rock clássico, o CD/DVD Celebration Day (Warner), do Led Zeppelin, gravado durante a última apresentação da banda – com Jason Bonham segurando as baquetas no lugar do pai, John Bonham -, em 10 de dezembro de 2007 na 02 Arena, em Londres, como parte do show em tributo ao fundador da Atlantic Records, Ahmet Ertegun (1923 – 2006), é a prova de que o bom e velho rock’n’roll dos anos 70 ficaria muito melhor com a tecnologia atual, que permite que as apresentações se transformem em experiências quase sinfônicas.

Led Zeppelin IIO filme, que chegou a ser exibido nos cinemas, inclusive no Brasil, mostra uma banda ainda com cacife para lotar arenas e estádios em qualquer lugar do planeta. As rugas de Robert Plant e os cabelos brancos de Jimmy Page não deixam dúvidas de que o tempo passou, mas, mesmo com canções sendo tocadas alguns tons abaixo, Plant, Page e o baixista John Paul Jones desfilam 16 canções como um craque do passado usando equipamento moderno. Ou seja, jogando muito mais que os pseudo craques de hoje, mesmo com a ausência do mão pesada John Bonham.

O show está disponível em CD, DVD e Blu-ray, som 5.1 e inclui a maioria dos clássicos da banda como Black Dog, Stairway To Heaven e Rock and Roll.

O canto do cisne da Nata

cream-live-at-the-royal-albert-hall-import-blu-ray-lacrado_MLB-F-205595534_5625Em 1968, Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker tocavam juntos o que seria (até então) o último concerto do Cream, grupo que, ao lado do Jimmy Hendrix Experience, elevou o conceito de power trio a um patamar icônico. Os músicos, seus talentos e seus egos eram enormes (e com razão). Em apenas três anos de vida, o grupo lançou discos brilhantes (Disrealy Gears), canções inesquecíveis (Sunshine of Your Love e White Room) e viveu muitas brigas internas, principalmente entre Baker e Bruce.

O tempo passou, cada um seguiu o seu caminho e, em maio de 2005, Clapton reuniu os ex-companheiros para uma série de quatro shows no Royal Albert Hall, em Londres – mesmo local da apresentação final, em 1968. O registro dessas apresentações chega em versão Blu-ray em Cream Live at the Royal Albert Hall (ST2). O filme mostra muito possivelmente a última grande performance de Clapton, que parece um pouco acomodado nos últimos trabalhos, mas precisa suar a camisa e gastar sua Fender para não ser engolido pelo virtuosismo dos companheiros de banda.

As mudanças são visíveis na bateria de Baker (com menos elementos, mas ainda poderosa), na saúde de Bruce (que precisou fazer um transplante de fígado após ser diagnosticado com um câncer) e nos cabelos de Clapton. Musicalmente, o trio resgata a magia das jams e solos que os tornaram referência. Canções como I’m so Glad, White Room, Badge e Crossroads, soam melhores do que nunca. Em algumas delas, o baixo de Bruce, a bateria de Baker e a guitarra de Clapton soam até melhor que nas canções originais!

Infelizmente, os problemas pessoais nunca foram superados e, segundo Ginger Baker, não há chance desses shows se repetirem. Uma pena, já que Live at the Royal Albert Hall mostra que grandes músicos inspiram uns aos outros.

Stones comemoram 50 anos com documentário sobre turnê de 1965

STONES_3_ Um dos membros da Santíssima Trindade do rock inglês (juntamente com os Beatles e o The Who), os Rolling Stones comemoram os 50 anos de carreira com uma coletânea, duas canções inéditas, uma turnê e o lançamento de vários vídeos, incluindo o documentário Charlie is my Darling (Universal), que mostra a banda em sua turnê pela Irlanda, em setembro de 1965, logo após o lançamento de (I can’t get no) Satisfaction.

O filme mostra cenas dos shows da banda, quando a segurança era mínima e permitia que fãs chegassem até os músicos e literalmente tirassem a banda do palco. Há entrevistas com cada um dos membros – Charlie Watts, Bill Wyman, Brian Jones, Mick Jagger e Keith Richards -, mas o melhor mesmo são as cenas onde os Stones são mostrados na intimidade dos quartos de hotel, brincando e mostrando que eram antenados com os lançamentos dos rivais (cantarolam canções dos Beatles, entre outros). Engraçado também ver o desconforto de Jones com a condição de astro pop, embora fosse impossível prever o fim trágico de sua história, poucos anos depois.

Charlie is my Darling é uma espécie de A Hard Day’s Night (Os Reis do Iê-Iê-Iê), com uma trilha sonora onde se destacam Play with fire, The Last Time, Time is on my side e Satisfaction.

The Who demolidor

The Who Live in Texas coverOutro da Santíssima Trindade Inglesa, o The Who Pete Townshend (vocais, guitarra), Roger Daltrey (vocais), John Entwistle (baixo e vocais) e Keith Moon (bateria, percussão e vocais) – é representado pelo ótimo DVD Live in Texas ‘75 (ST2).

Se o Led Zeppelin de 2007 já não tinha seu bate estacas, o The Who de 1975 está completo, com o mais louco e criativo baterista de todos os tempos, mais Townshend em grande forma (e com cabelos) e Daltrey chegando aos agudos que já ficaram mesmo no passado. Chega a ser covardia comparar as apresentações – tanto em termos de desempenho, quanto de qualidade de som e imagem -, já que foram gravados com décadas de diferença, mas a batalha é boa.

Substitute, I Can’t Explain e Squeeze Box, no mesmo set de My Generation, Behind Blue Eyes e Won’t Get Fooled Again. Não tem como dar errado. Guitarras sendo destruídas, baterias demolidas e uma banda tocando apenas o melhor e mais barulhento rock de sua época. Se a filmagem não é um primor em termos técnicos (lembrem-se que estamos falando de um concerto gravado em 1975), o que a banda faz no palco é de deixar qualquer grupo da nova geração inglesa com vergonha de suas caras e bocas. Dinamite pura!

A Rainha em Budapeste

Queen hungarian rhapsodyOutro concerto de rock que chegou às telonas em 2012 foi o Hungarian Rhapsody – Queen Live in Budapest (Universal). Na verdade, Hungarian Rhapsody (ao contrário de Live at Wembley) é um documentário sobre um concerto e não o registro de um show do Queen, o que pode deixar um ou outro fã um pouco decepcionado, mas vale como complemento do registro dos shows de Wembley.

Gravado durante a Kind of Magic Tour, o DVD mostra Freddie Mercury, John Deacon, Brian May e Roger Taylor no melhor da forma e com um repertório matador, com hits como Under Pressure, Who Wants to Live Forever, Love of My Life, Crazy Little Thing Called Love e We Are the Champions, entre muitos outros.

Não importa se você achava o som do grupo pop demais, não há como negar o talento de Mercury em comandar uma plateia de mais de 30 mil pessoas. Hungarian Rhapsody pode não estar no patamar de um Last Waltz, mas dá um banho na maioria dos documentários de rock atuais.

O beatle no Nirvana

paul-mccartney-nirvana-1212Para terminar, uma mistura inusitada. Paul McCartney e os sobreviventes do Nirvana se reuniram para gravar uma canção, que foi apresentada em primeira mão no concerto em prol das vítimas da tempestade Sandy, em 12/12/12. Cut Me Some Slack (disponível na iTunes Store por US$ 1,29) traz um McCartney com vocal raivoso e Dave Grohl arrebentando na bateria, ao lado de um inspirado Krist Novoselic. O trio também apresentou a canção ao vivo durante um episódio do programa, causando furor nos fãs da banda, já que Grohl e Novoselic não tocavam juntos fazia mais de 20 anos.

Os jovens têm todo o direito de terem seus ídolos, mas mesmo o menos saudosista rockeiro da humanidade não tem como deixar de admitir que os velhinhos batem um bolão!







Uma versão desse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Com base em horários diferentes, Record e SBT se vendem como vice-líderes no Ibope

Que coisa linda! Um belo exemplo de distorção de informação.

Image converted using ifftoanyO Ibope divulgou para as emissoras os dados de audiência referentes ao ano de 2012. Revelada nesta semana, a pesquisa rendeu releases enviados pela comunicação de SBT e Record e ambas se consideram vice-líderes. Entretanto, elas trabalham com informações de horários diferentes.

A Record, que enviou diversos comunicados ao longo da semana reforçando a vice-liderança em todo o Brasil, considera apenas os dados da faixa das 7h à meia noite, levando em conta o ranking nacional e da Grande São Paulo. Neste caso, durante os doze meses, a emissora marcou média de 6 pontos, contra 5,5 do SBT. Ainda de acordo com o canal, durante aproximadamente 32 dias do ano passado, a Record ficou em primeiro lugar na mesma faixa de horário. Segundo apuração do Comunique-se, a emissora de Edir Macedo não considera as outras faixas pois entende que não é importante, já que trata-se de horários com baixa visibilidade publicitária.

O SBT, que afirmou ter consolidado a vice-liderança no ano passado, considerou apenas os dados da Grande São Paulo. Em contrapartida e diferentemente da Record, o canal de Silvio Santos publicou números de diversas faixas horárias. “O SBT começou 2012 com 0,8 pontos de audiência atrás da concorrente na faixa 24 horas (das 6h às 5h59), e encerrou o ano com 0,5 à frente, alcançando a vice-liderança na audiência”, explicou. Neste caso, a emissora foi vice-líder na faixa vespertina (12h às 18h) e madrugada (0h às 6h).

Quanto à faixa das 7h à meia noite, o SBT ressalta em seu release que houve um empate técnico e, assim, as duas emissoras ocupam o segundo lugar, ambas com 6 pontos de audiência. De acordo com as informações apuradas pelo Comunique-se, se os decimais forem considerados, a Record lidera a disputa com 6,2. O SBT fechou com 5,6. A emissora de Silvio Santos reconhece que arredondou os números e, assim, considerou o dado como empate.

Em resumo, ambas tiveram momentos de vice-liderança durante o ano de 2012. O Comunique-se entrou em contato com o Ibope, que explicou que a divergência de números existe “porque os índices da Record têm como fonte o Painel Nacional de Televisão e os índices divulgados pelo SBT referem-se apenas à Grande São Paulo”. Embora tenha perdido um pouco de audiência, a Globo se manteve no topo da lista. Por ora, a emissora não enviou nenhum comunicado para falar sobre a primeira posição.

Fonte: Comunique-se

Nova ferramenta da Mozilla permite edição de vídeos direto no browser

Popcorn MakerNo início de 2012, a Mozilla anunciou seu recurso WebMaker, que visa dar aos usuários habilidades de DIY (faça você mesmo) para a web, e recentemente lançou uma peça-chave dessa iniciativa.

Lançado no evento MozFest em Londres, oPopcorn Maker 1.0 é um aplicativo web gratuito projetado para tornar mais fácil as ações de melhorar, remixar e compartilhar vídeos.

Trabalhando por meio de uma interface “drag-and-drop” simples (arrastar e soltar), os usuários podem adicionar conteúdo ao vivo para o vídeo – incluindo fotos, mapas, links, feeds de mídia social e muito mais – tudo a partir do conforto de seu próprio navegador.

O resultado, de acordo com a Mozilla, é “uma nova forma de contar histórias na Internet”, com vídeos que são ricos tanto em contexto como em links. O Popcorn Maker é, na verdade, um segmento do Popcorn.js, uma biblioteca JavaScript que a fundação lançou no ano passado para desenvolvedores, e que levaram à recentes produções, incluindo a cobertura das eleições dos EUA pela PBS e NPR.

Um botão de “remix”

Um post de domingo (11) no blog “Hacks Mozilla” explica mais detalhadamente como funciona a nova ferramenta.

Em essência, o Popcorn Maker é um aplicativo web HTML5 para combinar mídia da Internet com imagens, textos, mapas e outros conteúdos dinâmicos da web. Uma vez criados, esses vídeos são hospedados pelo Popcorn Maker como simples páginas HTML na nuvem que podem ser compartilhados ou incorporados em blogs ou outros sites.

Cada remix criado por meio do Popcorn Maker também fornece um botão próprio, permitindo que qualquer pessoa assistindo o vídeo se torne também um criador, usando o remix atual como base para sua própria criação.

Um tutorial grátis

O Popcorn Maker 1.0 já está disponível para qualquer pessoa no site WebMaker. Há também um tutorial grátis para lhe ajudar a utilizar a ferramenta.

O recurso foi desenvolvido por meio de uma colaboração com cineastas, desenvolvedores, jovens fabricantes de mídia e do Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Aberta do Seneca College usando elementos da web abertas escritas em HTML, CSS e Javascript.

Fonte: IDG Now!

‘A visão de Bono está se deteriorando’, afirma Julian Lennon

Bono cegoJulian Lennon, filho de John Lennon, revelou que a visão de Bono, líder da banda U2, está se deteriorando, informa a “NME”. Aos 52 anos, o artista irlandês possui uma doença ocular relacionada a fotofobia.

“Bono tem um problema nos olhos. Eu não sei exatamente o que é, mas o brilho do sol os afeta e está deteriorando sua visão”, afirmou Julian numa entrevista ao jornal “Irish Daily Star”.

O vocalista do U2 já admitiu no passado que seus óculos, que viraram uma marca-registrada, são usados para tratar uma doença que o faz ter uma hipersensibilidade à luz. Mas parece que agora a situação está se agravando.

Enquanto luta contra o problema com a saúde, Bono continua sua porção ativista. No final do ano passado, ele pediu a parlamentares democratas e republicanos, durante visita a Washington nesta semana, para pouparem os programas de assistência dos EUA em países pobres dos cortes orçamentários.

Fonte: O Globo

Ivan Lins – Teatro Rival – 4/1/2013

Ivan Lins rege o público em ode ao amor

Ivan Lins 2013 IVO subtítulo acima seria a expressão mais correta de uma noite que marcou o início da temporada musical em  2013 (pelo menos para mim). Com uma temperatura bem mais agradável que o calor que fazia nos últimos  dias, o entorno do Teatro Rival (na Rua Álvaro Alvim) parecia mesmo mais alegre, mais apaixonado. Não sei  se a inauguração da gigante (e linda) Livraria Cultura, bem pertinho dali, ou se o início de um novo ano  deixaram a atmosfera mais leve, mesmo com os mesmos bares e frequentadores de sempre.

Logo ao chegar ao Rival, uma boa notícia: lotação esgotada! Bom saber que um artista da estatura de Ivan  Lins, mesmo sem ter um sucesso faz algum tempo, ainda consegue lotar casas em um local como o Centro.  O show que ele iria apresentar tinha como base seu último disco (Amorágio), lançando em 2012 e que traz  algumas de suas melhores composições em anos.

Ivan Lins 2013 IDentro do teatro, o público (na sua maioria já depois dos 40), se dividia entre casais apaixonados, grupos de  amigos e até mesmo aqueles que faziam de tudo para parecer mais jovens, com camisas de marinheiros,  óculos escuros ou vestidos que ficariam bem melhores se os modelos tivessem algumas décadas a menos.

Bem, mas e o show? Já estamos no quarto parágrafo e nada do show?

Uma apresentação de Ivan Lins é sempre garantia de boa música, harmonias bem cuidadas e arranjos que  revigoram velhas canções, embora em algumas delas fique a sensação de que as novas roupagens sejam mais  prazerosas para o intérprete do que para o público. Já as canções do novo disco ganharam mais
personalidade, peso e muito mais nuances, com a adição – principalmente – da viola de Neimar Dias. Aliás, a  viola fez toda a diferença em relação aos últimos espetáculos de Ivan. Nota 10!

Ivan Lins 2013 IIILogo no início da apresentação veio a segunda boa notícia. Os dois dias (4 e 5) tiveram lotação esgotada e  duas novas datas foram fechadas para janeiro, dando chance para quem não viu (e para quem quer repetir a dose).

O show é um mix de canções conhecidas e de novos títulos. Mesmo com a temática do amor, Ivan não deixou de falar de política, da tragédia das chuvas em Xerém e do exemplo do companheiro Zeca Pagodinho. É bonito poder cantar uma parte do Hino à Bandeira – o mais bonito de todos – ou acompanhar o medley Desesperar Jamais/Deixa Isso Pra Lá. Da nova safra, Amorágio, Quero Falar de Amor, a sertaneja Olhos pra te ver e Carrossel de bate-coxa (parceria com o filho Gustavo), foram as que mais ganharam com o registro ao vivo e com a participação do público que, regido por Ivan, fez uma ode ao amor em pleno centro do Rio, em uma noite de sexta-feira.

Fotos e vídeo: Jo Nunes

Black Sabbath tem as camisetas mais vendidas de 2012

Sabbath T-shirtUm grupo de hard rock das antigas – que para muitos é hoje sinônimo de rock-farofa – foi o maior vendedor de camisetas de 2012. O Black Sabbath, que fez muito sucesso na década de 70, principalmente por conta do carisma e performance do seu frontman, Ozzy Osbourne, ganhou um fôlego que talvez não tivessse nem mesmo em sua fase áurea.

Segundo o jornal britânico The Independent, a reedição da camiseta da turnê de 1978, usada por Tony Stark/Robert Downey Jr. no longa Os Vingadores (foto), teve um surpreendente salto nas vendas. Para completar, o segundo e o terceiro lugares ficaram com outra banda veterana, o Led Zeppelin. O Zeppelin se aproveitou da exposição na mídia e vendeu camisas da sua turnê americana de 1977 e do novo CD/DVD Celebration Day.

Segundo um executivo da HMV (His Master Voice), loja de discos (sim, elas ainda existem) inglesa, mais da metade dos 30 modelos de camiseta mais vendidos na cadeia foram de artistas antigos.
Veja os artistas que mais venderam:

1. Black Sabbath – US Tour 78
2. Led Zeppelin – USA 77
3. Led Zeppelin – Celebration Day
4. David Bowie – Smoking
5. Bruce Springsteen – Sand Tour
5. Foo Fighters – Gold logo
6. AC/DC – Angus And Brian
7. Metallica – Skull Explosion
8. Rolling Stones – Union Jack Tongue
9. Beatles – Sgt Pepper
10. Guns N’ Roses – Appetite For Destruction

Com informações do O Globo

Ivan Lins inicia o ano musical

Foto: Leo AversaPara muitos o ano no Brasil só começa mesmo após o carnaval, certo? Errado. Pelo menos a temporada de shows musicais começa bem antes das festas momescas e uma das primeiras grandes atrações do ano é o espetáculo de Ivan Lins, que acontece hoje e amanhã no Teatro Rival, no centro do Rio de Janeiro, com preços que não farão com que ninguém tenha que atrasar o pagamento do IPTU para comprar seu ingresso.

Ivan, um dos mais conhecidos e respeitados artistas da Música Popular Brasileira, reverenciado por nomes como Quincy Jones, Sting e até mesmo o ex-beatle Paul McCartney, e que já foi homenageado com um disco-tributo onde astros pop cantam suas músicas em inglês, sobe mais uma vez ao palco, agora para apresentar um espetáculo baseado no repertório de seu último trabalho, o excelente Amorágio (Som Livre), trabalho onde canta as várias formas de amor.

Amorágio é um trabalho no qual apresento alguns dos muitos ‘Ivans’ que moram no compositor popular que eu adoro ser”, conta o artista.

No repertório, Ivan promete mesclar grandes sucessos com as canções do novo CD. Assim, o público pode esperar ouvir clássicos como Madalena, Começar de Novo e Novo Tempo, além das novas (e nem tão novas) como Amorágio, Roda Bahiana (que já havia sido gravada pela diva Gal Costa), Sou Eu (parceria com Chico Buarque e que também ganhou um registro no último CD do cantor), a belíssima Quero falar de amor, uma das mais belas melodias da safra recente de Ivan, além da divertida Carrosel do Bate-Coxa, um xote escrito em parceria com o filho, Cláudio Lins, com quem também já dividiu o palco algumas vezes.

Leia a crítica do CD Amorágio

“São canções novíssimas, outras nem tanto, e algumas releituras transpostas para os sentimentos de hoje, nas quais o passado vira presente”, explica sobre as canções de Amorágio.

No palco do Rival, Ivan é acompanhado por uma banda afiadíssima formada por Teo Lima (bateria), Nema Antunes (baixo), Marco Brito (teclado), João Gaspar (violão e guitarra) e Neimar Dias (violão e viola) -, que dão destaque as belas harmonias lideradas pelos teclados do compositor. Mesmo as músicas que no disco contam com participações de grande peso como os astros Maria Gadu, Pedro Luis e o português António Zambujo, mantêm seu peso pop nas interpretações solo de Ivan.

Se 2012 promete ser o ano de mais um Rock in Rio – onde Ivan vai reviver a parceria com o guitarrista George Benson, sucesso na primeira edição do festival, no hoje longínquo 1985 – e de grandes atrações internacionais desembarcando na cidade e no país, começar o mês de janeiro ouvindo Ivan Lins falar de amor é, sem dúvidas, uma maneira de trazer bons fluídos para todos os outros dias desse novo tempo.

Serviço

Ivan Lins – no show Amorágio. Data: 4 e 5 de janeiro. Horário: 19h30. Local: Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia. Tel: 2240-4069. Preço: Setor A / Mezanino: R$ 90 (Inteira) R$ 45 (Estudante/Idoso/Professor da Rede Municipal) – Setor B: R$ 80 (Inteira) R$ 70 (Os 100 Primeiros pagantes) R$ 40 (Estudante/Idoso/Professor Da Rede Municipal). Capacidade: 472 lugares.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Foto: Leonardo Aversa

Excesso de senhas provoca irritação e “fadiga”

Esse é um evento que acontece diariamente. Ainda bem que não é só comigo!

Login e PasswordDe quantas senhas você precisa se lembrar por dia?

Talvez você comece com as senhas para destravar o celular e para ligar o computador da empresa. Na internet, usará senhas para acessar e-mail, Facebook, Twitter, sites de comércio online e assinaturas de sites de notícias. No meio do dia, é hora de lembrar o código do vale-refeição ou do cartão de crédito. Vai sacar dinheiro? Usará a senha alfabética exigida por alguns caixas eletrônicos.

Essa profusão de códigos que somos obrigados a memorizar abre debates sobre segurança online e já ganhou até nome: “password fatigue” ou “password overload” (fadiga ou sobrecarga de senhas, em tradução livre).

Uma pesquisa de agosto da empresa de tecnologia Janrain, feita com 2,2 mil americanos, apontou que 58% dos entrevistados têm cinco ou mais senhas para lembrar, e 30% têm dez senhas.

Mais de um terço deles declarou que preferiria cumprir uma tarefa doméstica – lavar roupa ou limpar o banheiro – a criar um novo cadastro de login e senha.

‘Dor de cabeça’

A atriz brasileira Marianna Armellini se inclui entre as que preferem lavar roupa a inventar uma nova senha. “Anoto as senhas e depois não lembro onde anotei. Entro em pânico se não vejo aquele campo de ‘esqueceu a senha'”, diz à BBC Brasil.

Algumas das coisas que mais a irritam: memorizar as senhas de sites pouco acessados, como os de milhagem, e aquela autenticação feita por perguntas e respostas. “Como vou lembrar o nome da minha professora preferida do primário?”, brinca.

As senhas acabaram virando tema de um programa humorístico do grupo cênico As Olívias, do qual Marianna faz parte. No vídeo, disponível no YouTube, a personagem dela fica em apuros ao esquecer a senha do cartão durante uma compra – seria a combinação da data da primeira menstruação e do número do sutiã, ou a data do término do casamento?

“Tenho um amigo que, depois que esqueceu a senha para destravar seu iPhone, precisou trocar de telefone! É uma dor de cabeça, porque toda a sua vida está (no aparelho)”, conta Marianna.

A professora de inglês Ana Bailune, de 47 anos, de Petrópolis (RJ), diz que as senhas a confundem “a ponto de eu ter que telefonar ao meu marido durante as compras para que ele me ajude a lembrar a senha dos cartões de crédito”.

Ela usa com frequência quase dez senhas, entre celular, e-mail, cartões, sites de compras, conta no banco e blogs.

“Uma vez, tentei associar os números a eventos reais, como datas de aniversário, números de casas onde moramos, etc. Não deu certo. Pensava: ‘de quem era mesmo o aniversário? Ah, da minha mãe! mas quando é o aniversário dela?'”

Segurança

Para alguns especialistas, essa sobrecarga se dá porque a internet originalmente não foi pensada para conter tantos dos nossos dados pessoais.

Como hoje uma grande parte da nossa vida está sob esses códigos, quão seguros eles são – ou deveriam ser?

Joseph Bonneau, que estudou senhas e segurança cibernética na Universidade de Cambridge, diz que muitas das senhas escolhidas pelas pessoas são extremamente fracas, como ABCDE. Ainda assim, ele não acha que o tema deva ser encarado com paranoia.

“Minha sugestão é ter senhas bem seguras para coisas importantes, como o cartão de banco e e-mail.” Nesses casos, diz, vale evitar números associados à sua vida e apostar em em combinações aleatórias de letras e números que, como serão usadas com frequência, acabarão sendo memorizadas.

Para cadastros menos importantes, senhas simples bastam, diz ele.

Outra sugestão de Bonneau é usar “password managers” (gerenciadores de senha), programas que, sob uma única senha mestra, geram códigos para as demais senhas que você precisar. Basta, então, memorizar a senha mestra.

A ideia não é unânime entre os analistas, até porque, caso você esqueça a senha mestra, terá uma grande dor de cabeça.

Mas atenção: Bonneau lembra que de nada adiantam essas precauções se o seu computador estiver infectado com programas malignos como “keyloggers”, que “leem” tudo o que for digitado ou clicado. Aí, por melhor que seja a sua senha, ela será lida pelo hacker.

Para se prevenir, evite digitar senhas importantes em computadores de lan-houses e, no computador pessoal, tome cuidado ao instalar programas e mantenha antivírus e atualizações em dia.

Sites “confusos”

Um empecilho extra é que, mesmo que usuários queiram criar senhas simples, muitas vezes são forçados pelos sites de cadastro a montar combinações difíceis de letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais.

A professora Cristina Asperti, 58 anos, de São Paulo, já desistiu de fazer compras em muitos sites por não se lembrar das senhas. “Os sites estão mais confusos do que eles imaginam e mais difíceis do que deveriam”, opina.

Em casos assim, será muito perigoso anotar as senhas, para não ter que memorizá-las?

“O que você tem que se perguntar é: de quem quer se proteger?”, afirma o brasileiro Dinei Florencio, pesquisador na Microsoft Research. “Se o risco maior for o de encontrarem a anotação em sua casa, então não anote. Mas se o agressor em potencial for remoto, não há problema em anotar.”

Ele diz que muitos previram a extinção do sistema de senhas online, mas este sobrevive porque traz vantagens: “É conveniente, amigável ao usuário e as pessoas já conhecem seu mecanismo”.

Joseph Bonneau acredita que, na próxima década, talvez precisemos memorizar menos senhas, já que alguns sites começam a fazer logins integrados (ou seja, com um mesmo cadastro você acessa mais de um site).

Quanto a sistemas alternativos de verificação – biométricos, por exemplo -, Florencio acha que eles demorarão a ser aplicados em grande escala. Um dos motivos é que demandariam que usuários instalassem softwares, câmeras, leitores…

“Até que outros sistemas sejam igualmente amigáveis, será difícil substituir as senhas”, opina ele. “E acho que seus inconvenientes ainda são pequenos em comparação aos benefícios e ao controle que elas proporcionam aos usuários.”

Fonte: UOL

Ultraje a Rigor e o Rock Bem Brasil

Ultraje a RigorSem muito alarde ou qualquer explicação na sua embalagem, é possível encontrar nas lojas o DVD Ultraje a Rigor – Rock Bem Brasil (Warner), com a apresentação da banda paulista no extinto programa Bem Brasil, da TV Cultura, em 1999.

A banda desfila seus sucessos com a descontração de sempre. Logo na abertura, uma versão pesada de Inútil, para depois seguir também com versões de Do You Wanna Dance? e do Rock das Aranhas (de Raul Seixas), entre outros clássicos do repertório da banda.

Para os Rebeldes sem Causa dos anos 80, adoradores de Marylou e adeptos de andar Pelado, Ultraje a Rigor – Rock Bem Brasil vai servir como combustível para muitas danças desajeitadas.

Uma versão desse texto foi publicada no jornal O Fluminense

Etta James Live in Montreux – Crítica

Etta James MontreuxMorta em janeiro deste ano, a diva do soul e do blues Etta James ganha uma bela homenagem com o lançamento do DVD Etta James Live in Montreux 1993 (ST2). Apesar do título, o DVD tem apresentações da artista em várias edições do festival (1975, 1977, 1978, 1989, 1990 e 1993). Avessa as câmeras, são poucos os registros em vídeo das apresentações de Etta James.

São 23 números onde ela solta a voz com emoção e técnica, acompanhada por bandas que incluíam músicos como John Paul Jones, Dave Mathews, Steve Ferrone e Rick Wakeman. A qualidade de imagem tem variações de ano para ano, mas as mais de 2 horas de show valem o ingresso, no caso, o preço do DVD, ainda por cima, podendo assistir duas versões de I’d Rather Go Blind.

Uma versão desse texto também foi publicada no jornal O Fluminense

Um combo para relembrar Amy Winehouse

Layout 1Tão talentosa quanto problemática, Amy Winehouse é uma estrela cujo brilho jamais vai se apagar. Depois de registros póstumos, nem sempre com o padrão de qualidade da (pequena) obra deixada pela artista. Para os fãs ávidos por mais material, a Universal laça o CD/DVD Amy Winehouse at the BBC.

O CD é uma compilação de apresentações feitas por Amy para vários programas do canal estatal inglês entre 2004 e 2009 e traz 14 números em interpretações sempre inspiradas. Canções como Rehab, Love is a Losing Game e To Know Him is to Love Him são a prova de que ela era uma cantora especial. Mesmo com o abuso do álcool e das drogas, a voz continua perfeita e segura durante essas apresentações.

O DVD conta com um documentário e apresentações com algumas canções que não estão no CD, como Me and Mr Jones e Back to Black, agregando ainda mais valor desse combo, extremamente recomendável para embalar festas ou aliviar o calor e os engarrafamentos cotidianos.

Para os mais viciados, há uma versão com 3 DVDs e 1 CD. Mas essa (infelizmente) só em edição importada.

Uma versão desse texto também foi publicada no jornal O Fluminense

Salários caem nos países desenvolvidos, diz OIT

dedo e dinheiroOs salários caíram (-0,5%) em 2011 nos países desenvolvidos, mas aumentaram nos emergentes, especialmente nos da Ásia e da América Latina, segundo um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Na Ásia, os salários subiram neste ano 5%, e esta tendência para a alta também foi registrada na América Latina e no Caribe (+2,2%), na África (+2,1%), na Europa central e na Ásia central (+5,2%, em ambos os casos). Já no Oriente Médio, os salários caíram 0,2%.

“Em escala mundial, os salários aumentaram a um ritmo muito mais fraco que antes da crise, e inclusive retrocederam nos países desenvolvidos”, indica a OIT neste relatório, publicado a cada dois anos.
Globalmente, incluindo todos os países, os salários mensais aumentaram 1,2% em 2011, em comparação com a subida de +2,2% em 2010 e de 3% em 2007, segundo este relatório mundial.

Para Guy Ryder, diretor-geral da OIT, “este relatório mostra claramente que em vários países a crise teve um impacto muito claro nos salários e, consequentemente, nos empregados”.

O diretor-geral da OIT também destacou que “os funcionários recebem uma parte menor do bolo”, já que a parte dos salários na receita nacional diminuiu.

Esta situação criou um “descontentamento popular e aumenta o risco de desordens sociais”, acrescenta a OIT, que também denuncia “as remunerações exorbitantes recebidas por alguns diretores de empresas”.

Em 15 países desenvolvidos, a quota do trabalho na receita nacional passou de 75% nos anos 1970 para 65% nos anos recentes.

Por fim, a OIT lança um chamado neste relatório para que sejam fixados salários mínimos, uma medida indispensável para acabar com a pobreza no trabalho.

“Os salários mínimos contribuem para proteger os salários menos remunerados e para prevenir uma queda de seu poder aquisitivo”, declarou Guy Ryder.

Segundo este relatório, “centenas de milhões de empregados nos países em desenvolvimento ganham menos de dois dólares por dia”.

Nos Estados Unidos, os trabalhadores pobres representam 7% da população assalariada, e na Europa 8%.

Fonte: Agência IN

Palavra do Dia – Farofa

Muito lembrada nas festas de Natal e Ano Novo, a farofa (e seus farofeiros) são tão amados quanto odiados. Uma boa palavra para o início do ano.

Farofa com baconA farofa é um prato culinário salgado da cozinha brasileira, geralmente servido como acompanhamento. Seu ingrediente principal é a farinha de mandioca ou a farinha de milho, à qual podem ser acrescentados inúmeros outros ingredientes, como milho, bacon, miúdos, linguiça, ovos, salsa, couve etc. É um prato bastante popular e tem sua origem registrada no período colonial, em várias cozinhas regionais, servindo de acompanhamento a assados de carne, ave ou peixe. Por ser um alimento de baixo custo e fácil de preparar, além de constituir uma rica fonte de energia, foi muito consumido pelos escravos.

 Definição:

(fa.ro.fa)

sf.

1. Bras. Cul. Prato (ger. acompanhamento) preparado à base de farinha de mandioca frita em gordura, ger. misturada com outros ingredientes como cebola, ovos, linguiça etc.

2. Alimento, prato que constitui refeição para trabalhadores agrícolas (esp. no N.E.), feito de farinha de mandioca (macaxeira) com tempero

3. Bras. S.E. Pej. Piquenique na praia, esp. com farofa e frango assado.

4. Fig. Bazófia, fanfarronice, farófia.

5. Fig. Conversa fiada, sem propósito.

Agenda de shows internacionais no Rio em 2013

Bruce Springsteen

Atualizado em 6 de agosto

Como sempre acontece, começo o ano com a agenda de shows internacionais no Rio. Infelizmente, 2013 já começa com a notícia de que alguns astros não incluiram a cidade em seus roteiros (perda maior serão os show de Elton John), mas teremos um novo Rock in Rio.

Feliz temporada de concertos.

A lista será atualizada sempre que alguma novidade for confirmada e qualquer informação é sempre bem vinda (mande seu comentário).

Quem está certo:

16 de janeiro: Surfer Blood (Vivo Rio)

1 de março: Tim Reynolds (Miranda)

12 de março: Jonas Brothers (Citibank Hall)

19 de março: Alejandro Sanz (Citibank Hall)

4 de abril: The Cure (HSBC Arena)

11 de abril: André Rieu (HSBC Arena)

12 de abril: André Rieu (HSBC Arena)

13 de abril: André Rieu (HSBC Arena)

14 de abril: André Rieu (HSBC Arena)

18 de abril: Burt Bacharach (Vivo Rio)

29 de maio: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

30 de maio: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

31 de maio: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

1 de junho: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

2 de junho: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

8 de junho: James Farm e Esperanza Spalding Radio Music Society (Vivo Rio)

9 de junho: Brad Mehldau Trio e Joe Lovano & Dave Douglas Quintet: Sound Prints (Vivo Rio)

10 de junho: Pat Metheny Unity Band (Vivo Rio)

11 de junho: The Stylistics (Vivo Rio)

15 de junho: Chris Cornell (Vivo Rio)

29 de junho: Diana Ross (HSBC Arena)

20 de julho: Hanson (Citibank Hall)

25 de julho: Paramore (HSBC Arena)

4 de agosto: Morrisey (Citibank Hall) – CANCELADO

8 de agosto: Papa Roach (Vivo Rio)

11 de agosto: Joe Bonamassa (Vivo Rio)

24 de agosto: Herbie Hancock (Citibank Hall)

29 de agosto: Johnny Winter (Vivo Rio) – CANCELADO

13 de setembro: Rock in RioBeyoncé, David Guetta, Living Colour (Cidade do Rock)

14 de setembro: Rock in RioMuse, Florence and the Machine, Thirty Seconds to Mars, The Offspring (Cidade do Rock)

15 de setembro: Rock in Rio – Justin Timberlake, Alicia Keys, George Benson (Cidade do Rock)

19 de setembro: Rock in RioMetallica, Alice in Chains, Ghost B. C. (Cidade do Rock)

20 de setembro: Rock in Rio – Bon Jovi, Nickelback, Matchbox Twenty, Ben Harper (Cidade do Rock)

21 de setembro: Rock in Rio – Bruce Springsteen, John Mayer, Phillip Phillips (Cidade do Rock)

22 de setembro: Rock in Rio  – Iron Maiden, Slayer, Avenged Sevenfold (Cidade do Rock)

4 de outubro: B-52’s (Vivo Rio)

13 de outubro: Black Sabbath (Apoteose)

29 de outubro: Loreena McKennitt (Citibank Hall)

3 de novembro: Justin Bieber (Apoteose)

20 de novembro: Cat Stevens (Citibank Hall)

1 de dezembro: Sarah Brightman (Citibank Hall)

Como sempre, há boatos de uma possível vinda do The Who. Aguardemos.

Relembre os shows internacionais que passaram pelo Rio em 2012!

Relembre os shows internacionais que passaram pelo Rio em 2011!