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Maioria dos brasileiros utiliza aplicativos de mobilidade

Levantamento faz parte do Mapa da Qualidade de Vida 2018 – Viva Real, que ouviu moradores de 12 capitais

O trânsito das grandes e médias cidades do Brasil é um dos grandes problemas da população. Os péssimos serviços de transporte público fazem com que muitos brasileiros ainda prefiram o carro ou, na melhor das hipóteses, aplicativos de transporte, como Uber, Cabify, 99 e outros.

Infelizmente, sem metrô ou trens confiáveis e com uma malha decente, somos obrigados a engolir soluções pobres como BRTs, que poderiam funcionar, caso fossem feitas de maneira menos mal planejadas e executadas, o que parece impossível no Brasil.

Nos últimos anos, o uso de aplicativos de mobilidade cresceu no país. Pesquisa realizada pelo Viva Real (empresa do Grupo ZAP), mostra que 52% dos brasileiros utilizam algum deles para o seu deslocamento.

Carro na frente

O Mapa da Qualidade de Vida 2018 ouviu moradores de 12 capitais e mostra que o carro ainda é o principal meio de transporte utilizado nessas cidades, com 63% de participação, na sequência estão os aplicativos, seguido por ônibus (48%), caminhada (44%), metrô (35%), táxi (17%), trem (10%), bicicleta (9%), motocicleta (5%) e caminhão (0,2%).

Deslocamento para o trabalho

Quando perguntados sobre como vão e voltam do trabalho, os entrevistados confirmaram a hegemonia dos automóveis (59%), seguido de ônibus (48%), aplicativos de mobilidade (47%) e metrô (33%).

A tendência é uma troca dos automóveis próprios pelo uso de aplicativos. O que, apesar de diminuir o custo para os usuários, está longe de ser uma boa solução em termos de mobilidade.

Será que algum dia teremos pessoas de bem pensando no deslocamento da população?

A pesquisa foi realizada com 3.990 respondentes das seguintes capitais: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

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Saneamento avança menos de 1% nas cidades mais populosas do Brasil

Assim como a distribuição de renda é um problemão no país, o saneamento básico – basicamente obras que não aparecem e, segundo os políticos, não dão votos – é sempre negligenciado.  Aumentar o saneamento em 1% em três anos é ridículo, mesmo para países pobres.

Abaixo dados do Ranking do Saneamento 2017, divulgado pelo Instituto Trata Brasil.

As melhorias e avanços nas políticas, em obras e infraestrutura no setor de saneamento básico das 100 cidades mais populosas do país foram tímidas nos últimos três anos.

De acordo com o Ranking do Saneamento 2017, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, a coleta de esgoto nas cidades mais populosas avançou menos de 1% entre os anos de 2014 e 2015. Isso significa que a universalização do sistema ainda está longe no país.

O problema é que a garantia do fornecimento do serviço está diretamente ligada aos investimentos do governo que, segundo o senador Armando Monteiro, do PTB, de Pernambuco, não são suficientes para financiar o setor. O senador é a favor das parcerias público-privadas como alternativa viável para alavancar os investimentos em saneamento básico.“O Brasil precisa investir mais nessa área. Agora, como investir mais com o Estado brasileiro enredado nessa crise fiscal profunda? É fundamental criar um marco adequado para estimular as parcerias público-privadas nessa área, sem a qual nós não vamos poder dar a resposta rápida a esse desafio”.

O ranking

As cidades que mais necessitam de investimentos em saneamento estão na região Norte do país. No ranking divulgado pelo Instituto Trata Brasil, entre as 100 cidades mais populosas, Ananindeua e Santarém, no Pará, Porto Velho, em Rondônia e Macapá, no Amapá, estão na faixa de oferta do serviço à população de zero a 20%.

A especialista em Políticas Industriais, Ilana Dalva Ferreira, explica que a proposta de criar parcerias público-privadas para fomentar o saneamento é boa. “Só com o dinheiro público não será possível. Assim como ocorreu em outros setores da infraestrutura, a participação, a parceria com o setor privado é imprescindível”, explica a especialista. Para Ilana, as parcerias não significam privatização. “Para o setor ser desenvolvido, ele precisa de modelos híbridos. Se um local que tem uma população apta a pagar por esse serviço, e esse serviço é rentável, coloque a participação privada. Para não acontecer de o governo Federal disponibilizar recursos para áreas que, às vezes, o setor privado poderia estar atuando muito bem’.

As cidades mais populosas com os maiores índices de cobertura em saneamento estão nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. O Plano Nacional de Saneamento Básico prevê a universalização da coleta e tratamento de esgoto para o ano 2033 no país. Para isso ocorrer, o governo Federal vai precisar investir mais de 300 bilhões de reais no setor.

Fonte: Agência do Rádio Mais

Antarctica cria escola gratuita para capacitar garçons no Rio de Janeiro

Academia da BOA fica na Lapa, no coração da boemia carioca

De tempos em tempos algumas empresas criam projetos que merecem aplausos demorados. A Ambev é uma dessas empresas e a iniciativa de criar uma escola para os garçons cariocas é louvável, já que os garçons são a alma dos botequins e restaurantes e nem sempre estão preparados para atender bem o consumidor.

O projeto deve formar 500 pessoas para o mercado de trabalho ainda este ano, sendo: 300 novos garçons e 200 profissionais reciclados.

Os interessados em informações sobre o projeto ou inscrição para turmas podem se informar em http://www.antarctica.com.br/academiadaboa ou pelo e-mail projetoacademiadaboa@rj.senac.br

Fotos: Felipe Panfili/Divulgação

 

 

Governo do Estado doa Cieps à Prefeitura de Niterói

Faz pouco mais de um mês que o Governo do Estado do Rio de Janeiro divulgou que doou alguns Cieps para a Prefeitura de Niterói. No atual estágio falimentar do governo estadual fica fácil entender a doação que, segundo a explicação oficial, visa ampliar o acesso ao ensino público de qualidade.

A prefeitura de Niterói promete reformar o Ciep 049 – Professor Anísio Teixeira e o Ciep 446 – Esther Bueno Orestes (nos bairros do Cantagalo e o do Fonseca), para que sirvam ao ensino técnico. Tomara que essa doação se transforme em uma realidade que melhore o nosso combalido ensino.

O engodo das Operações da Lei Seca no Rio de Janeiro

Passei o dia vendo reportagens e pessoas exaltando o aniversário de nove anos do início das chamadas blitz da Operação Lei Seca. Vamos deixar claro que sou totalmente favorável a Lei, que existe faz muito tempo, bem antes da modificação que a tornou um veículo para que governos mal-intencionados a usassem como desculpa para extorquir mais verbas dos já oprimidos contribuintes, principalmente no Estado do Rio de Janeiro, e que sei que devo ser uma voz quase solitária. As tais blitzen nunca tiveram por objetivo salvar vidas. Sempre foram realizadas com o dinheiro como alvo. O percentual de motoristas flagrados com excesso de álcool no sangue sempre foi pífio (muitas vezes menos de 2% dos motoristas autuados), o que significa que a grande maioria sempre foi multada ou rebocada por conta de multas ou IPVA atrasados, razões que não necessariamente causam acidentes. Portanto, se levarmos em consideração esses fatores, o número de vidas salvas é bem menor que o alardeado ou cada pseudo acidente teria um número de vítimas fatais que somente caberiam apenas em um micro-ônibus.

Foto: Paulo Vitor

Dizer que a redução no número de motoristas flagrados é uma consequência somente das blitzen é de uma ingenuidade sem descrição. Só a quantidade de pessoas que se utilizam de aplicativos e grupos de WhatsApp para se livrar do arrocho das autoridades – vale lembrar que o Rio é um dos poucos lugares do mundo onde é obrigatório fazer uma vistoria anual do seu veículo, pagando uma taxa, claro – é substancial o suficiente para ser considerado nessa equação.

O que mais me incomoda é a parafernália montada e o efetivo policial usados para extorquir dinheiro de motoristas que dirigem assustados e com medo em um estado onde a segurança é uma piada.

O governo do Rio de Janeiro divulgou um release sobre o aniversário. É surreal e infelizmente foi comprado por grande parte da mídia e da população.

Querem fazer blitz e rebocar carros com IPVA atrasado? Mudem o nome e deixem a Lei Seca em paz.

Quando começou a Operação, em 19 de março de 2009, o percentual de motoristas abordados embriagados nas blitzen era de 7,9%, e esta média caiu para 4,3% em 2017. A comparação entre o número de motoristas abordados e os flagrados com sinais de embriaguez reduziu 45% em nove anos.

Balanço atualizado

Desde a criação da Operação Lei Seca até o último dia 14/3, 2.801.642 motoristas foram abordados em 20.295 ações de fiscalização em todo o Estado do Rio de Janeiro. E, ainda, 521.316 veículos foram multados, 100.974 veículos foram rebocados, 174.509 motoristas tiveram a CNH recolhida e foi identificada embriaguez em 183.219 motoristas.

Waze recebe acesso a dados de criminalidade

Foi uma tragédia, mas é um absurdo colocar a culpa da morte de uma mulher que foi alvejada por uma rajada de balas em uma rua de Niterói no aplicativo Waze. As vítimas cometeram um erro bobo – trocaram avenida por rua – e o GPS os levou para o endereço pedido, que fica no meio de uma favela (comunidade é muito politicamente correto), onde bandidos armados atiram em qualquer um que passe por lá.

Isso é um problema de segurança pública!!

As manchetes falando sobre o Waze foram um exemplo de mau jornalismo e as matérias mostrando os perigos dos aplicativos com GPS foram exemplos de desinformação e falta de apuração. Agora, autoridades do Rio resolvem dar ao Waze informações sobre criminalidade. Não seria melhor dar ao cidadão segurança para andar pelo estado ou acabar com os nomes de ruas e avenidas duplicados?

Waze IIExecutivos do Waze se encontraram nessa semana com autoridades da prefeitura e do estado do Rio de Janeiro dias após o assassinato de Regina Múrmura – ela estava no carro com o marido Francisco quando o aplicativo recomendou um caminho que passava pela comunidade do Caramujo, em Niterói. Alvejados por bala, eles fugiram do local, mas Regina foi atingida e morreu no hospital.

Di-Ann Eisnor, COO global do Waze, recebeu das autoridades uma base de dados pública com estatísticas de crimes, bem como mapas de comunidades da cidade do Rio de Janeiro e imediações. A partir das informações, a ideia é que o aplicativo seja aperfeiçoado – não se sabe, ainda, como.

Di-Ann marcou presença nesta semana no Maximídia. Durante sua apresentação, se demonstrou triste e chocada pelo que aconteceu, e afirmou que o Waze se reuniria com comunidade e autoridades para uma resposta à questão. “O Brasil nos ajudou a entender novos caminhos para o aplicativo no passado e está sendo o mesmo agora”, afirmou – referindo-se, por exemplo, ao mecanismo que evita que carros circulem por zonas de rodízio. Di-Ann argumentou também que muitas pessoas moram em comunidades e o aplicativo não pode deixar de falar sobre os caminhos aos quais elas precisam ir.

Fonte: Meio & Mensagem

Ministra do STJ diz que municípios, distritos e estados não podem legislar sobre Uber

E a polêmica continua….

Será que os taxistas têm tanto poder assim em uma eleição para impedir a regulamentação do Uber? Tenho certeza de que o serviço oferecido pelos taxistas melhoraria muito.

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Não cabe aos municípios, distritos ou Estados legislar se o Uber pode ou não seguir operando no país, isso porque, tais esferas só podem legislar sobre transporte público coletivo, afirmou a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Fátima Nancy Andrighi, durante sua apresentação no II Congresso Brasileiro de Internet, realizado pela Abranet, em 24/9, em Brasília.

A ministra do STJ, na essência, defendeu que o Uber nada mais faz do que servir de intermediário de contrato de transportes e destacou que o Código Civil prevê este tipo de contrato. “A proibição de aplicativos de intermediação de transporte não pode ser pautada por pressão politica de certas categorias, mas, sim, pelo interesse dos consumidores. Também deveria ser missão do Estado fomentar a livre concorrência.Ela jamais deve ser restringida. São os consumidores os primeiros que devem ser ouvidos quando o Estado quer proibir qualquer atividade econômica lícita”, afirmou.

Também no Congresso da Abranet, o diretor de políticas públicas da Uber no Brasil, Daniel Mangabeira, defendeu que a discussão que vem ocorrendo atualmente não deveria ser sobre a Uber, mas, sim, sobre um mercado novo que surge. “Incentivamos um novo sistema econômico e social”, disse.

“O tipo de modelo de negócio que estamos falamos é que não é preciso ter, mas, sim, como acessar. É uma mobilidade urbana mais eficiente”, acrescentou o executivo. Atualmente, a Uber conta com 5 mil motoristas parceiros e já assumiu compromisso público de chegar a 30 mil até fim do ano que vem no país.

Fonte: Convergência Digital

Cade afirma que não há razão econômica para proibir o Uber no Brasil

E a briga continua!

uber

Um novo estudo publicado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aponta que não há razão econômica para a proibição de serviços como o Uber no Brasil.

Intitulado “O Mercado de Transporte Individual de Passageiros: Regulação, Externalidades e Equilíbrio Humano”, o trabalho do economia-chefe do Cade, Luiz Alberto Esteves, também afirma que o Uber e outros aplicativos parecidos “ providenciam um mecanismo de auto regulação bastante satisfatório”.

Além disso, o estudo aponta que esses aplicativos atendem um mercado até então não alcançado – ou atendido de forma insatisfatória – pelos táxis, que são os principais inimigos do Uber no Brasil e no mundo e acusam o app de concorrência desleal.

“Sem embargo, conclui-se que não há elementos econômicos que justifiquem a proibição de novos prestadores de serviços de transporte individual. Para além disso, elementos econômicos sugerem que, sob uma ótica concorrencial e do consumidor, a atuação de novos agentes tende a ser positiva”, conclui o estudo, que pode ser lido por esse link.

Fonte: Computerworld

Cristo Redentor agora tem o wi-fi grátis

Como acontece em quase todos os pontos turísticos do mundo, o wi-fi grátis vai ganhando força. Pena que, por motivos (alegados) de segurança, proíbam o seu uso em bancos e outros locais onde o cidadão deveria estar protegido.

wireless-hotspot-tips-tucson-azO Cristo Redentor terá internet sem fio gratuita disponível para todos os visitantes pelos próximos dois anos. A iniciativa é da Hyundai Motor Brasil, montadora que também vai apoiar, pelo mesmo período, quatro atletas brasileiros da vela e do tiro com arco. Segundo a empresa, passam pelo ponto turístico três milhões de visitantes por ano. Em 2007, o monumento foi eleito uma das novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno em uma votação feita pela internet, em todo o mundo, que contou com mais de 100 milhões de participantes.

Com o patrocínio, as velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze e os arqueiros Marcus Vinícius D’Almeida e Andrey Muniz de Castro terão participação em ações digitais e eventos organizados pela Hyundai para promover suas histórias. Nos Jogos Pan-Americanos que estão acontecendo em Toronto, no Canadá, Martine e Kahena conquistaram uma medalha de prata para o Brasil, enquanto Marcus Vinícius conquistou o bronze no Tiro com Arco por equipes. Andrey participa do Parapan em agosto.

Fonte: ProXXIma

Questões sociais em pauta: Déficit Habitacional e invasões

invasão sem teto IIO Brasil é um país peculiar. Essa frase – que repito faz mais de duas décadas – parece cada vez mais atual, principalmente quando entram em pauta assuntos como política, violência e políticas públicas.

Nos últimos meses, os noticiários têm mostrado mais e mais casos de violência e crimes graves praticados por menores e confusões em reintegrações de posse, o que faz com que muitas opiniões divergentes venham a público. Porém, o que mais surpreende é que as pessoas não cansam de (con)fundir questões totalmente independentes para cimentar seus pensamentos. Mais estranho ainda é que pessoas pseudamente esclarecidas (algumas que eu respeito muito) usem lógicas dignas dos nossos piores políticos para justificar suas posições. Vou me ater apenas ao problema das invasões de prédios e terrenos por foras da lei travestidos de população carente. Sei que só por usar o termo foras da lei já serei massacrado, mas não há outra designação melhor para essas pessoas.

Vamos deixar uma coisa clara: há realmente um grande déficit habitacional e é grande o número de pessoas que vivem em condições sub-humanas. Entretanto, também é de conhecimento de todos que é grande o número de oportunistas que se juntam a essas pessoas de bem para conseguir lucros, vendendo as habitações que ganham ou executando ações ainda mais revoltantes.

invasão sem teto IHá (sempre há) especialistas que aparecem com expressões como “esse prédio não está cumprindo o seu papel social”, para justificar invasões ilegais, se bem que toda invasão é ilegal! O problema dessas pessoas é que elas deturpam a função de um bem privado. Nenhum prédio tem função social. Caso os governos achem que ele está sendo utilizado de forma inapropriada, podem aumentar o IPTU, aplicar multas ou até mesmo desapropriar, mas jamais podem obrigar um proprietário a abrir mão de seu bem para qualquer utilização que não seja de seu interesse. Os proprietários podem até derrubar uma construção, já que é deles, certo?

Acho engraçado essas gangues travestidas de movimentos sociais exigirem moradias em locais nobres. Ninguém aceita ir morar nos subúrbios ou longe das regiões onde o poder aquisitivo e a valorização dos terrenos sejam maiores. Não dá nem mesmo para alegar que nessas regiões mais afastadas as condições de segurança e infraestrutura são ruins, já que isso acontece em todo o país, inclusive nas áreas nobres das grandes cidades.

É estranho ver imagens de invasões e ouvir depoimentos de pessoas que tem geladeira, freezer, dois televisores, computador e outros equipamentos, reclamando de que não tem para onde ir. Deve mesmo ser difícil encontrar um lugar onde não se paga aluguel, luz, gás e água, e ainda ter espaço para colocar todos esses pertences. Sempre fico pensando de onde essa gente veio e como um morador de rua pode ter geladeira e freezer. Deve haver uma explicação lógica. Vou perguntas aos especialistas.

invasão sem teto IIIEnquanto o país chafurda em escândalos, desgoverno e crise econômica, fica mesmo difícil esperar que nossos congressistas e governantes se debrucem sobre o assunto, que vem sendo ignorado por décadas e, portanto, não é culpa do governo A ou B.  Resta esperar que a ordem e o direito de propriedade sejam protegidos e que as soluções para o déficit habitacional voltem a ser tema de estudos nos gabinetes dos palácios e sedes de governos. Resta também esperar que todas as manifestações que tenham por objetivo prejudicar a população dessas cidades sejam coibidas e que as cidades não virem reféns desses grupos.

Atualização de último minuto

A moda agora é morar na Avenida Paulista, principal via da cidade de São Paulo, a maior do país. A justificativa para a montagem de barracas e acomodação das pessoas? “Aqui é mais seguro”, dizem os invasores.

Fecha o pano.

PS: Qual a solução ideal para o problema? Não sei. Mas sei que temos que exigir que as leis sejam cumpridas (por pior que elas sejam).

Gentileza no Trânsito III

ponte_rio_niteroiJá faz algum tempo que a expressão gentileza no trânsito ganhou um status quase de mantra e de lei. O assunto já foi abordado por mim aqui, mas a atual situação do Rio de Janeiro (um verdadeiro canteiro de obras em todas as suas regiões) faz com que eu volte ao assunto.

Caros, conforme podem ver nos meus textos anteriores (links abaixo), não sou contra a gentileza, apenas acho que precisamos deixar claro o que é gentileza. Porém, antes mesmo disso, é preciso deixar claro algumas regrinhas básicas que todos os motoristas/motoqueiros/motociclistas deviam saber.

  • Carros e motos devem seguir as regras de trânsito. Isso significa que:
    1. Todos os veículos precisam trafegar em uma faixa e não ficar ziguezagueando;
    2. Todos podem trafegar em qualquer velocidade (mesmo acima das permitidas), porém é imperativo lembrar que a faixa da esquerda é reservada apenas para ultrapassagens e veículos em alta velocidade. Portanto, se quiser andar devagar vá sempre pela pista da direita;
    3. Faixas exclusivas para ônibus, BRTs e outros existem para que sejam respeitadas. Quem trafega por elas merece ser punido/multado;
    4. É sempre prudente manter uma distância segura do veículo que vai na sua frente, porém distância segura é sempre menor do que ô tamanho de um caminhão ou ônibus.
    5. Dirigir enviando mensagens pelo smartphone não é permitido;
    6. Seta não é habeas corpus para entrar na frente de ninguém.

Posto isso, uma conclusão: gentileza no trânsito não é dar passagem para quicar em anda ziguezagueando nas vias expressas, para quem burla os engarrafamentos usando as faixas exclusivas ou acostamentos e calçadas.

Gentileza no trânsito não é ficar distraído com seu telefone enquanto o trânsito se arrasta e outros motoristas tomam a sua frente, prejudicando aqueles que vêm atrás de você. Gentileza é respeitar os que seguem as regras e que estão atrás de você sofrendo com o engarrafamento e a falta de velocidade do nosso trânsito, é não fechar cruzamentos ou avançar sinais.

Está cada vez mais difícil sentir prazer atrás de um volante.

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Gentileza no Trânsito

Gentileza no Trânsito II

Reciclagem para motoristas e motociclistas

Londres é a cidade mais visitada do mundo em 2014

Nova York é sensacional, Paris é belíssima, Roma, Florença e Siena são deslumbrantes, mas Londres é imbatível. Não tinha dúvida alguma que a capital britânica seria a cidade mais procurada por pessoas de todo o mundo. Mercantilista, moderna e, principalmente, aristocrática, imponente e tradicional, Londres é um paraíso para todos os que apreciam a boa música (rock, principalmente) e sabem admirar o humor dos seus cidadãos e a forma com a qual a cidade funciona perfeitamente.

Claro que não conheço todas as cidades que estão na lista das mais visitas (algumas até sei que jamais deverei ir), mas as viagens não vão parar tão cedo (espero).

LondresDe acordo com o Índice de Destinos Globais da MasterCard, Londres é a cidade mais visitada do mundo em 2014. Anualmente, desde 2010, o estudo é feito relacionando os destinos de acordo com as taxas de crescimento das chegadas de visitantes internacionais e de suas despesas em 132 cidades cobertas pela operadora de cartão de crédito.

Segundo o índice, o total de turistas estrangeiros que desembarcarão na capital britânica até o final do ano ficará em 19 milhões. Esse número foi suficiente para que a cidade recuperasse a primeira colocação, depois de ter perdido para Bangcoc no estudo do ano passado.

Enquanto o aumento de turistas em Londres foi de 8%, a capital tailandesa teve um declínio de 11% no número total de visitantes. Entre os motivos apontados, está a forte instabilidade política do país.

Nas dez primeiras colocações, Istambul foi a cidade que mais cresceu em relação ao último ranking (17,5%). Outro destaque foi Dubai (7,5%) que, com o bom índice de crescimento, se tornou uma forte candidata na competição para ultrapassar Paris (1,8%) e Cingapura (3,1%) como o terceiro principal destino global dentro de cinco anos.

ParisO levantamento também apontou que São Paulo deverá ser a terceira cidade mais visitada da América Latina em 2014, com 2,51 milhões de visitantes estrangeiros. Isso representa um aumento de 9,7% em comparação aos dados de 2013. O estudo também estima que o gasto gerado por visitantes em São Paulo deverá representar US$ 2,3 bilhões, segundo maior volume da região.

À frente da capital paulista no ranking, aparecem Lima, no Peru (a única cidade sul-americana no Top 20), com 5,11 milhões de visitantes, seguida pela Cidade do México, que deverá receber 2,57 milhões de turistas. O Rio de Janeiro ficou com a sétima posição, com 1,2 milhão de viajantes até o final do ano.

A lista:

1. Londres, Inglaterra – 18,69 milhões de visitantes

2. Bangcoc, Tailândia – 16,42 milhões de visitantes

3. Paris, França – 15,57 milhões de visitantes

4. Cingapura – 12,47 milhões de visitantes

5. Dubai, Emirados Árabes Unidos – 11,95 milhões de visitantes

6. Nova York, Estados Unidos – 11,81 milhões de visitantes

7. Istambul, Turquia – 11,6 milhões de visitantes

8. Kuala Lumpur, Malásia – 10,81 milhões de visitantes

9. Hong Kong – 8,84 milhões de visitantes

10. Seul, Coreia do Sul – 8,63 milhões de visitantes

Fonte: PureViagem

Ônibus com ar condicionado no Rio e em Niterói?

ônibus com ar RJComo usuário constante do transporte público e dono de uma grande camada de tecido adiposo, sou adepto ao ar condicionado em todo e qualquer lugar do mundo, principalmente ônibus, barcas e metrôs espalhados pelo nosso país. Infelizmente, o descaso, a total falta de planejamento e o não cumprimento das leis e regras estabelecidas, sempre me deixam extremamente cético quanto ao que anunciam nossos bravos governantes. O anúncio feito pelos prefeitos do Rio e de Niterói de que a maioria da frota de ônibus das duas cidades será equipada com ar condicionado – como ficará a tarifa é outra conversa – até 2016 é super bem vindo, mas deixa dúvidas sobre a sua aplicação. Lembro que hoje no Brasil tudo fica para 2016. O que era para existir para a Copa fica para as Olimpíadas. Será?

Fica a torcida para que os atuais governantes consigam pôr em prática essa promessa. Nós, os calorentos, agradecemos.

PS: Transporte com ar condicionado deveria ser obrigatório em todo o Brasil!

Greves e manifestações – a inversão de valores

Lixo Rio IIA recente onda de protestos, greves e manifestações fechando ruas de grandes cidades do Brasil mostram que houve uma inversão de valores na nossa sociedade. Que a maioria das reivindicações é justa (a dos trabalhadores), não se discute. Que nossa classe política trata os professores, motoristas e garis (entre outras categorias) de forma indecente, oferecendo-lhes salários ridículos e deixando-os com a sensação de que são cidadãos de segunda categoria, também é fato. Porém, garis, assim como policiais, professores, motoristas, cobradores e médicos não têm o direito de paralisar suas atividades causando transtornos a população. A maioria dos profissionais dessas categorias aceitaram a regra do jogo ao se candidatarem aos empregos. Portanto, se lutar por melhores condições de trabalho é um direito, que encontrem uma maneira que não pareça com extorsão e que não deixe as cidades reféns da má fé de sindicatos e bandidos disfarçados de gente de bem.

greve-onibus-poa IIDois casos que ilustram bem a má conduta de certas categorias são a greve dos garis no Rio de Janeiro e a dos rodoviários, no Rio Grande do Sul. Os garis cariocas decidiram deixar a cidade emporcalhada durante o carnaval, fazendo com que qualquer simpatia que pudessem conseguir fosse ralo abaixo e ainda por cima fazendo passeatas com menos de 500 pessoas, mas que conseguiam interditar ruas e avenidas de uma cidade que já sofre com o caos no trânsito, mostrando uma total falta de consideração e de responsabilidade. Para piorar, a defensoria pública ainda sugeriu que as demissões anunciadas pelo prefeito da cidade fossem perdoadas, em mais uma atitude paternalista de nossos dirigentes. Ora, se a greve era legal ou não, pouco importa. Há oferta de trabalhadores, então que se substitua quem não quer ir para as ruas. Simples lei da oferta e da procura. Para piorar o estelionato, conseguiram um (merecido) super reajuste nos salários. Parabéns aos garis pelo aumento e pêsames pela maneira desrespeitosa pela qual conseguiram. Parabéns ao prefeito do Rio pelo aumento dado e pêsames por só ter concedido após um ato dessa magnitude de uma categoria que presta um serviço essencial.

Já no caso dos rodoviários do RS, que deixaram a cidade parada por 15 dias, fico pasmo ao saber que houve uma nova greve para protestar pelos descontos dos dias parados. Bem, até onde eu sei, não trabalhou, não recebe. Ainda mais se o movimento for considerado ilegal e abusivo, como esse foi.

Lixo Rio IQue não venham dizer que essas são opiniões de direita, até porque, no Brasil, a distância entre direita, centro-direita, centro, centro-esquerda e esquerda é praticamente nula. O que é preciso é cobrar condições de trabalho decentes dos patrões e governos e responsabilidade dos trabalhadores/servidores. Chega de passar a mão na cabeça de malandros que manipulam pessoas de bem e de dar voz a políticos oportunistas e que ainda vivem com a cabeça no comunismo.

Outro ponto que também já encheu o saco é a paciência que a polícia e os governantes tem com posseiros que invadem propriedades privadas e ainda se acham no direito de parar o trânsito para reclamar que foram “despejados“. Isso aconteceu recentemente no Rio, na Avenida Francisco Bicalho, importante via da cidade, quando posseiros resolveram sentar no meio da rua e causar um tremendo engarrafamento. Um desses seres ainda deu a seguinte declaração a uma emissora de rádio.

– Invadi esse local faz cinco anos com a minha família e agora querem me tirar daqui. Não tenho para onde ir. A Prefeitura tem que resolver isso. Queremos casa!

Ora, vá se catar! Eu também quero casa, meus parentes querem e todos eles (não importa o grau de escolaridade) conseguem viver sem infringir (quase) nenhuma lei. Pior, essas pessoas não aceitam ir morar longe do Centro ou da Zona Sul. Querem locais “nobres“. Para piorar, a polícia fica olhando esse tipo de manifestação sem fazer nada porque ainda vão acusá-la de truculência.

greve-onibus-poaReforma agrária e projetos como o Bolsa Família seriam bem vindos se as pessoas beneficiadas fossem realmente necessitadas. Infelizmente, uma grande parte é só um grupo de aproveitadores. Há pessoas que pagam tarifas sociais para luz, gás e transporte (ok, merecidos), mas há tarifa social até para TV a cabo. Peraí, quem não tem como pagar aluguel, a passagem do ônibus, etc, precisa ter TV a cabo? Eu também quero. Afinal, pago impostos e sou taxado por todos os lados.

Pelo jeito, a prioridade é o cidadão que não paga impostos ou que descumpre alguma lei.

Já está na hora de termos governantes que não se preocupem apenas com o seu bem estar e de acabar com essa benevolência em relação a atos que simplesmente não têm respaldo popular. Traduzindo: que se use a lei para coibir a bagunça que se instaurou no país. Claro que vão levantar a bandeira de que a Justiça não é igual para todos (realmente, aqui não é) e que até o STF se mostrou capaz de assar um belo calzone (aquela pizza mais sofisticada e com mais recheio), mas isso, senhoras e senhores, é outra (infeliz) história.

Sugiro que da próxima vez escolham bloquear a saída da casa do prefeito, do governador ou do presidente da empresa da qual são funcionários. São eles quem merecem sofrer!

Por favor, nada de ofensas nos comentários.

Mudanças no trânsito podem prejudicar vendas no Centro do Rio

EngarrafamentoAs alterações no trânsito do Centro do Rio para as obras do Porto Maravilha estão preocupando os comerciantes da cidade. Depois da interdição total do Elevado da Perimetral, ocorrida no último sábado, a partir do dia 1º de fevereiro, a Avenida Rio Branco, entre a Praça Mauá e a Avenida Presidente Vargas, passa a operar apenas no sentido Praça Mauá. Já no dia 8, a Rio Branco, a partir da Presidente Vargas até a Beira-Mar, irá se transformar em uma via de mão-dupla, exclusiva para táxis e ônibus.

Com a proibição de circulação de veículos particulares, incluindo os de carga e descarga, que reabastecem o comércio da região, o presidente do Conselho Empresarial de Comércio de Bens e Serviços da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Aldo Gonçalves, estima que ocorra perda de faturamento nos próximos meses. Segundo Aldo, a prefeitura está realizando mudanças estratégicas no deslocamento dos cariocas sem levar em consideração as necessidades da categoria.

Ainda de acordo com Aldo, na tarde desta sexta-feira (24) ele esteve reunido com representantes da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) para debater como ficarão as operações de carga e descarga no Centro do Rio após as alterações no trânsito. Atualmente, elas são autorizadas somente entre 10h e 17h em toda a cidade, e com proibição de estacionamento em determinadas ruas. Segundo Aldo as entregas deverão passar a ser feitas com a ajuda de carrinhos leves. Com isso, os entregadores terão de percorrer um caminho maior entre o caminhão e o estabelecimento.

“O cenário econômico para o setor comercial na Região Central do Rio em 2014 não é favorável e provavelmente haverá um encarecimento das entregas. Com a proibição de veículos particulares e a precariedade do sistema de transporte público, as pessoas vão evitar se deslocar para o Centro da cidade, prejudicando o faturamento do comércio local”, avaliou Aldo Gonçalves que também preside o Sindicato dos Lojistas do Rio de Janeiro (Sindilojas-Rio) e o Clube de Dirigentes Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio).

Aldo Gonçalves ressaltou também outros fatores que vão agravar as perdas no comércio carioca, como a grande quantidade de feriados deste ano, “inclusive alguns que serão criados em dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo”; a elevada carga tributária do setor; o déficit na balança comercial brasileira; e aumento da inflação e da taxa de juros, que está em 10,5% ao ano.

Outras alterações no trânsito

Na sexta-feira (24), começou a valer a proibição de estacionamento em diversas ruas do Centro do Rio, com redução de 1.000 vagas. No domingo (26), seis ruas e avenidas do Centro e Lapa tiveram seus sentidos invertidos.

No dia 8 de fevereiro, o Mergulhão da Praça XV também será fechado. A interdição do Mergulhão é necessária para readequar o traçado atual e incorporá-lo ao do Túnel da Via Expressa. Ele passará a contar com três faixas, como em toda a extensão da Via Expressa. A partir dessa data, os ônibus municipais também terão seus itinerários alterados.

Entre a Presidente Vargas e o Aterro do Flamengo, a faixa central da Avenida Rio Branco será destinada à circulação de táxis no sentido Cinelândia que não terão ponto para embarque e desembarque. As faixas laterais ficarão disponíveis para o tráfego de ônibus: duas no sentido Candelária e as outras duas no sentido contrário (Cinelândia).

Fonte: Associação Comercial do Rio de Janeiro

Adeus Perimetral

Perimetral 4Agora que a poeira (com e sem trocadilho) baixou, resta apenas a certeza de que sem o Viaduto da Perimetral (feio ou bonito), o trânsito do Rio entra em uma fase de longa agonia, ainda maior do que a normalmente enfrentada pelo carioca.

A demolição tem vários prós e contras, mas fica claro que ela não deveria ter sido concretizada sem termos um verdadeiro sistema de transportes coletivos. Nossa frota de ônibus é mal distribuída e pessimamente conservada, o metrô não vai quase de lugar algum até o nada e os trens e barcas…melhor nem comentar.

Foi-se uma obra, ficou a poeira e o caos (e algumas vigas de aço que sempre podem sumir misteriosamente.

Fotos: Beth Santos

Adeus Perimetral

perimetralNeste sábado (2/11/13) termina um capítulo da história paisagística da cidade do Rio de Janeiro, com o fechamento do viaduto da Perimetral. Como suburbano (Vila Isabel), não tenho lembrança da construção e inauguração do viaduto (as rotas para Niterói e para o Centro não passavam por lá) e por isso não tenho sentimentos (positivos ou negativos) sobre a construção, além dos puramente práticos (trânsito, por exemplo). Minha ligação sentimental está muito mais em outro viaduto, muito mais feio e que prejudicou muito mais gente – inclusive com tragédia -, o Paulo de Frontin, na Zona Norte.

Voltando a Perimetral, o que me lembro mesmo é da construção do mergulhão (bem mais recente). Que a ideia de transformar a Zona Portuária em um lugar visitável e agradável é ótima, ninguém discute. Que copiar o Porto Madero é uma decisão acertada, não dá para discordar, mas que fazer isso sem que a cidade tenha um sistema de transportes decente……

viadutoPerimetral4Imagino que não vá mais de carro para o Centro nos próximos 3 ou 4 anos, mas também não acredito que possa me locomover de maneira civilizada pela cidade neste período. Uma cidade que possui uma malha metroviária que não merece essa denominação, um sistema de transportes ferroviários que está longe de qualquer padrão mínimo de qualidade, linhas de ônibus que se arrastam em itinerários sobrepostos, dirigidos por motoristas despreparados e em veículos ainda deficientes. E nem vamos falar das barcas, ok?

Portanto, mais do que louvar as mudanças que serão feitas no Porto Maravilha, fica a preocupação sobre como a população vai se locomover. Rodoviária, Praça Mauá, Centro, Cidade do Samba (eca), são locais que terão seu cotidiano modificado, isso sem contar que quem virá da Avenida Brasil ou de Niterói deveria pensar em lotações de helicópteros ou em aprender xadrez, já que as viagens serão muito mais longas.

Enfim, adeus Perimetral. Valeu pelos bons serviços prestados.

Sambódromo de cara nova

A implosão do antigo prédio da Fábrica da Brahma, que servia de apoio para o badalado camarote da marca de cervejas no Sambódromo, virou pó. No último dia 5 de junho, ele foi implodido para dar lugar a mais arquibancadas, seguindo o projeto original de Oscar Niemeyer. A Cidade Nova vive um renascimento e deve se transformar em um bairro muito mais interessante do que é hoje.

Abaixo agumas fotos (de Beth Santos) do momento da implosão. É o Rio mudando de cara.

 

É o fim do Canecão?

Na última segunda-feira (10) as bilheterias do Canecão, a mais famosa casa de espetáculos do Brasil, foram lacradas por conta de uma ordem judicial ganha pela UFRJ, dona do terreno onde funciona(va) a casa. Uma briga de décadas entre os donos do Canecão e a universidade se arrastava na Justiça e, finalmente foi chegada a hora de uma decisão final.

Infelizmente, o reitor da UFRJ, o professor Aloísio Teixeira – que sempre me pareceu uma pessoa ponderada e com os pés no chão – mostra-se intransigente com o funcionamento do Canecão. Claro que não há condições de negociar com os antigos proprietários, mas ignorar a importância histórica do local para a Cultura brasileira é lamentável. Ouvir frases como: O Canecão não era uma boa casa de espetáculos, reforça a minha convicção de que a maioria das pessoas da academia são dissociados da realidade. Tente conseguir uma resposta direta de um cientista ou pesquisador.

Por lá passaram nomes importantes da música nacional e internacional e assim deveria continuar. Transformar o imóvel em espaço cultural, artístico, científico e acadêmico, é PIADA! Saber que o ministro da Educação apoia a ideia e que nosso prefeito não partiu para tentar qualquer solução que mantenha o Canecão em funcionamento é triste.

Nem vale a pena destacar alguns dos shows que assisti lá ou as festas de empresas das quais participei e jamais esquecerei. O Rio perde – por incompetência de uns e intransigência de outros – um palco que ajudou a construiu muito da nossa história.

Outro protesto vai contra o cancelamento dos shows já programados. Pelo jeito, Johnny Winter vai morrer antes de conseguir tocar no Rio.

Confira a lista dos shows internacionais de 2010 no Rio no post Agenda de shows internacionais no Rio em 2010

Saiba mais sobre o fechamento