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4G no Brasil: boa velocidade, mas a cobertura ainda é sofrível

Eu quase nunca consigo conectar em boa velocidade.

A OpenSignal publicou os resultados do estudo The State of LTE (que compara o 4G de diferentes países) correspondentes ao terceiro trimestre de 2015. Neles podemos observar que o Brasil, apesar de ter uma posição razoável entre os 68 países analisados ainda tem uma cobertura bastante deficitária.

Com uma velocidade média de 16 Mpbs, o Brasil aparece na frente de países como o Reino Unido, Japão e Alemanha. Mostrando os resultados das operadoras, podemos ver que a liderança é da Claro, com 20 Mpbs, seguida da Vivo (18 Mpbs), Oi (14 Mpbs), Tim (10 Mpbs) e a Nextel, na lanterna, com apenas 3 Mpbs.

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Pode-se argumentar que os números podem iludir um pouco, já que só agora as fabricantes estão começando a levar a tecnologia 4G para aparelhos mais baratos. Assim, a rede ainda não se popularizou, de modo que não há muito congestionamento na rede LTE, o que proporciona velocidades maiores. Será interessante observar se os números positivos se mantém dentro de um ou dois anos.

Já quando o assunto é cobertura, o Brasil não está indo tão bem assim, se encontrando próximo do fim da lista. Os dispositivos com 4G aqui no país têm acesso à rede apenas 50% do tempo, em média. A Claro e a Vivo estão na liderança, quando comparamos as operadoras, com 51% cada, seguidas pela Tim e pela Nextel, com 50%. Já a Oi tem apenas 42%.

Deve-se observar também o critério utilizado pela OpenSignal. A empresa se baseia em seu aplicativo, instalado voluntariamente por usuários, para medir a qualidade da internet móvel. Portanto, o relatório apresenta algumas distorções, já que ele não leva em consideração a quantidade de localidades cobertas com o 4G, apenas quanto tempo usuários de celulares com capacidade LTE conseguem ficar conectados a uma rede móvel da quarta geração.

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Fonte: Olhar Digital

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Balão do Google oferece sinal 4G a uma área de até 5 mil km²

A ideia parece boa, mas um tanto utópica.

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O Google revelou novos detalhes sobre o Project Loon, o projeto que usa balões para distribuir sinal de internet a áreas remotas. Segundo a empresa, um único balão é capaz de cobrir uma área similar a um pequeno estado americano como Rhode Island, que ocupa um espaço de 3,1 mil km² no mapa.

As dimensões não são suficientes para cobrir nenhum estado brasileiro por completo, nem mesmo o Distrito Federal. No entanto, o número subestima a real capacidade dos balões de internet da empresa, que, na verdade, podem cobrir um diâmetro de 80 quilômetros, com uma área de cobertura de até cerca de 5 mil km².

Para cobrir áreas maiores, será necessária a utilização de mais balões, o que não parece ser um problema para a empresa. Eles são capazes de se comunicar entre si para ampliar o alcance do sinal, e o projeto é bem barato.

Toda a ideia do Project Loon não é, na verdade, oferecer internet por conta própria, mas trabalhar com operadoras de telefonia móvel para levar conectividade a áreas onde a construção da infraestrutura necessária seria custosa demais, o que desencoraja o investimento.

A parceria com o Google permite que as operadoras apenas apontem sua infraestrutura já existente para o ar e se comuniquem com os balões para ganhar m alcance muito maior. “Se você já tem torres para cobrir uma cidade, você pode apontar uma parte delas para o céu e ser capaz de oferecer conexão para uma região inteira pela rede de balões”, explica Johan Mathe, um dos designers do projeto em entrevista ao Ars Technica.

Outra questão importante do projeto é a durabilidade dos balões. Já foi provado pelo Google: eles são altamente resistentes, e conseguem aguentar até seis meses (embora a média seja de cerca de apenas 100 dias) no ar em condições bastante desfavoráveis. O balão que mais tempo resistiu fez isso por 187 dias, com 9 voltas no globo terrestre aguentando temperaturas de até -75º Celsius e ventos com velocidades de até 291 km/h em uma altitude de até 21 quilômetros passando por mais de uma dúzio de países por quatro continentes.

Por enquanto, o Loon ainda está em fase de testes, atendendo poucas regiões no planeta. Um dos balões oferece conectividade 4G à escola Linoca Gayoso Castelo Branco, no Piauí; também há balões do Google na Nova Zelândia.

Fonte: Olhar Digital

Redes 4G vão cobrir 76% da população da América Latina em 2020

Pode até cobrir, mas será que vai funcionar?

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As Redes 4G LTE cobrirão mais de três quartos da América Latina em 2020, de acordo com estudo da GSMA Intelligence divulgado nesta terça-feira, 03/03, no Mobile World Congress (MWC). Os novos dados calculam que a cobertura 4G estará disponível para 76% da população latinoamericana até o final de 2020, bem acima dos 35% previstos no final de 2014, por conta de implantações 4G aceleradas em toda a região.

A tecnologia 4G responde atualmente por menos de 10% das conexões móveis na América Latina, mas a GSMA Intelligence acredita que o 4G deverá responder por 28% (245 milhões de conexões) em 2020. A previsão é de que o total de conexões móveis na América Latina alcance 709 milhões no final de 2014 e 889 milhões em 2020.

A tecnologia móvel é considerada o principal meio de acesso à Internet para grande parte da população latinoamericana, especialmente em áreas rurais. O número de conexões de banda larga móvel ultrapassou as conexões de banda larga fixa na região em 2011. Este é o caso dos cinco maiores mercados da América Latina, inclusive do Brasil, onde há mais de cinco vezes mais conexões de banda larga móvel do que de banda larga fixa.

Investimentos

As despesas de capital (Capex) por operadoras de telefonia móvel na América Latina estão aumentando significativamente, e a previsão é de que se chegue a um total acumulado de US$ 193 bilhões no período de sete anos entre 2014 e 2020.

As operadoras latinoamericanas investiram quase US$ 8 bilhões em licenças de espectro entre 2012 e 2015, principalmente para apoiar implantações 4G. A quantidade total de espectro atribuído a serviços móveis desde 2012 foi de 1472MHz, nas faixas de 700MHz, 850MHz, 1800MHz, 1900MHz, AWS (serviços avançados sem fio: 1700-2100MHz) e 2,6GHz.

Assim como a expansão do alcance da cobertura 3G/4G, a migração para redes de banda larga móvel de maior velocidade também está sendo impulsionada pela crescente adoção de smartphones. Os smartphones foram responsáveis por 32% das conexões da América Latina em 2014 e espera-se que sejam responsáveis por 68% do total em 2020. A essa altura, a América Latina terá a segunda maior base instalada de smartphones no mundo, atrás apenas da região Ásia-Pacífico.

Fonte: Computerworld

Copa 2014: Governo nega compromisso com a FIFA para o 4G

brasil-4gO compromisso do governo brasileiro com a FIFA é disponibilizar a infraestrutura para a transmissão dos jogos da Copa do Mundo 2014. Foi o que disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em entrevista a correspondentes estrangeiros realizada no dia 14/04, em Brasília. Bernardo esclareceu que este compromisso está expresso na Garantia 11 – Telecomunicações e Tecnologia da Informação, assinada como requisito à candidatura do Brasil à Copa do Mundo de futebol 2014.

O ministro disse ainda que para a montagem dessa infraestrutura, a Telebras investiu R$ 200 milhões na construção de uma rede de fibra óptica, duplicada e de alta capacidade, interligando as 12 cidades sede. “A Copa antecipou os investimentos na construção de infraestrutura de telecomunicações em uns quatro anos. Esse investimento já seria feito, porque nosso compromisso é aumentar o acesso à banda larga no país”, disse. Bernardo acrescentou que a rede da Telebras, portanto, será usada depois dos jogos para aumentar o acesso à internet no Brasil, com venda de pontos no atacado para pequenos provedores que poderão atender às áreas onde as grandes operadoras não têm interesse em investir.

A rede de fibra óptica para a transmissão dos jogos está concluída desde o ano passado nas cidades que foram sede da Copa das Confederações. Nas outras seis cidades, a rede foi complementada ao longo de 2013/2014 e está dentro do cronograma previsto. “Os atrasos na construção de alguns estádios, como São Paulo e Curitiba, trouxeram algumas dificuldades para a montagem da rede até as salas específicas para este fim que ficam dentro dos estádios. Mas tudo está sendo superado para garantir a transmissão dos jogos”, disse Bernardo.

Telefonia e internet

O ministro das Comunicações reforçou que a responsabilidade pela cobertura indoor nos estádios da Copa e das áreas adjacentes é das próprias operadoras de telefonia e o Governo Federal, por meio da Anatel, tem acompanhado as ações das empresas na instalação de equipamentos, redes de fibras e antenas dentro dos estádios. Para esta tarefa, destacou, as operadoras de telefonia estão investindo cerca de R$ 200 milhões para oferecer aos torcedores dentro dos estádios serviços de cobertura de telefonia e wi-fi. Entretanto, segundo Bernardo, alguns estádios não permitiram às operadoras a colocação de roteadores wi-fi e outros, em vista do atraso das obras, demoraram a autorizar a entrada da companhias telefônicas nas arenas.

brasil-4g IIPaulo Bernardo reafirmou que o compromisso do governo para o funcionamento do 4G não é com a FIFA e sim com os brasileiros usuários de serviços de telecom, seguindo os termos definidos no edital de licitação da faixa, realizado em junho de 2012. O documento prevê o seguinte cronograma de atendimento pela tecnologia 4G:

– até 30/04/2013 estivesse implantado nas seis cidades-sede da Copa das Confederações, ou seja, Brasília, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Fortaleza e Belo Horizonte;

– até 31/12/2013 em todas as cidades sede da Copa do Mundo 2014, ou seja, Cuiabá, Manaus, Porto Alegre, Natal, Curitiba, São Paulo;

– até 31/05/2014: todas as capitais com mais de 500 mil habitantes;

– até 31/12/2015: todas as cidades com mais de 200 mil habitantes;

– até 31/12/2016: todas as cidades com mais de 100 mil habitantes;

– até 31/12/2017: todas as cidades com mais de 30 mil habitantes.

Bernardo lembrou ainda que turistas estrangeiros que vão visitar o Brasil para os jogos da Copa poderão utilizar passaporte como documento para a compra de chips de celular – tecnicamente chamados de SIM cards – de operadoras brasileiras. A vantagem é que o turista vai pagar tarifas locais para uso da internet e de chamadas de voz, uma vez que o roaming internacional, nas palavras do ministro, tem uma tarifa “escandalosamente alta”.

Fonte: Convergência Digital

*Com informações da Assessoria do Ministério das Comunicações