Paul McCartney surpreende fãs e divulga nova canção

Get Enough foi lançada nos primeiros minutos de 2019

Aos 76 anos, com um disco (Egypt Station) que chegou ao primeiro lugar nas paradas norte-americanas, vários relançamentos dos Beatles, de seu grupo pós-Beatles (Wings) e uma série de shows programados pelo mundo – incluindo o Brasil, em março – Paul McCartney parece mesmo uma máquina funcionando a pleno vapor.

Aos 76, McCartney é uma usina de lançamentos

Nos primeiros minutos de 2019 o ex-beatle surpreendeu os fãs com a divulgação de mais uma canções das sessões do disco Egypt Station.

Get Enough, tem um clima modernoso e apresenta um exagerado uso do autotune (mais ainda que no big hit Believe, da cantora Cher) e – pelo menos entre os fãs brasileiros – não foi muito bem recebida.

A canção fica parecendo uma experiência daquelas que Macca adora e se diverte fazendo. Infelizmente nem sempre o resultado é satisfatório. Ela seria um bom Lado B.

A boa notícia sobre o lançamento de Get Enough é que ela pode significar que a versão deluxe de Egypt Station, que até hoje segue com um símbolo de interrogação no site do artista, pode, finalmente, se tornar realidade.

Cotação: *** ½

Ouça Get Enough e tire suas conclusões.

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A ‘super blood woolf moon’ está chegando

Um eclipse lunar total (e bem especial) ocorrerá em 20 de janeiro

Em 20 de janeiro, a Terra passará entre o sol e a lua, bloqueará a luz do sol e lançará uma sombra sobre a lua.

A “super blood woolf moon” recebe esse nome porque o eclipse ocorre quando a lua está cheia (a de janeiro, chamada de ‘woolf moon’) e mais próxima da Terra do que o normal (o fenômeno da super lua). A sombra da Terra fará a lua parecer avermelhada.

O eclipse lunar total será totalmente visível para as pessoas na América do Norte, América do Sul, Groenlândia, Islândia, Europa Ocidental e África. Pessoas em outras partes do mundo verão um eclipse parcial.

No Brasil, o fenômeno poderá ser melhor observado na madrugada de 20 para 21 de janeiro. O ápice está previsto para as 3h12, horário de Brasília.

O eclipse lunar deverá durar uma hora e dois minutos.

Esse eclipse lunar total será o último que veremos até maio de 2021 (embora haja eclipses lunares parciais antes disso).

Explicações semânticas dos fenômenos

Os eclipses lunares totais não são tão raros. O último ocorreu em julho de 2018. Mas este se destacará como uma “super lua de sangue do lobo”, para fazer uma tradução bem tosca do fenômeno.

A Nasa costuma manter um link de streaming online no seu canal do YouTube (abaixo). É bem provável que faça uma transmissão ao vivo do fenômeno, como aconteceu na super lua azul de sangue, no ano passado.

Esse nome é baseado no tempo do eclipse e na posição da lua em relação à Terra. Eclipses lunares totais fazem a lua parecer laranja-avermelhada devido ao efeito que a atmosfera da Terra tem sobre a luz do sol que passa através dela. E é por isso que eles são chamados de luas de sangue.

As luas cheias que ocorrem em janeiro são conhecidas como “luas do lobo” (cada mês recebe seu próprio nome de lua cheia). E esta aparecerá especialmente brilhante e grande porque a lua estará um pouco mais próxima da Terra do que o normal — daí a rótulo “super” —, fenômeno conhecido como perigeu.

Algumas explicações científicas

Durante um eclipse lunar, a lua toca a sombra externa da Terra, chamada penumbra, e então se move para a sombra completa, chamada de umbra. Em seguida, ele volta para a penumbra.

Cerca de 80% da atmosfera da Terra é gás nitrogênio, e o restante é principalmente oxigênio. Depois que nossa atmosfera absorve a luz branca do sol, essa mistura de gás se espalha ao redor das cores azul e roxa, e é por isso que o céu parece azul aos nossos olhos durante o dia.

Durante um eclipse lunar, a atmosfera da Terra dispersa a luz azul e refrata o vermelho — um processo semelhante ao que vemos durante o nascer e o pôr do sol. É por isso que a lua parece ficar vermelha quando está na umbra da Terra.

Para quem pretende acompanhar o fenômeno, vale lemrar que observar um eclipse lunar total não é perigoso — ao contrário de olhar para um eclipse solar sem proteção.