Simple Red e o calor no Rio

08/03/2009 2 Por Fernando de Oliveira

O calor era infernal  – dentro e fora do Citibank Hall – mas a noite foi sensacional, em todos os sentidos.

Abaixo a crítica do show, que publiquei ontem no Dia Online.

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Simply Red: Para deixar saudades
Grupo se despede do Rio com show quente

Fernando de Oliveira

simplyrednoshow2Rio – O calor não dava trégua. O Rio sofria com o dia mais quente do ano (39,3°C) e um acidente em uma das vias expressas da cidade tornou a tarefa de chegar a Barra da Tijuca em uma aventura longa, demorada e que fez lembrar o porquê do ótimo Citibank Hall ficar de fora do circuito de muitos que  não moram na Zona Oeste.

Mick Hucknall – líder, alma e único membro original do Simply Red, já havia anunciado que essa Greatest Hits 25 – em comemoração aos 25 anos de carreira do grupo – seria o último canto do Simply Red. “Tenho uma propriedade na Sicília, Itália, onde faço meu próprio vinho, chamado Il Cantante”, dando uma pista do que pode fazer no futuro.

O show, marcado para 21h30, começou com um aceitável atraso de 34 minutos, a banda subiu ao palco para desfilar uma sucessão de sucessos, em pouco menos de duas horas de espetáculo. Mick, que apesar de dizer que sua voz está mais grave, mostrou ótima forma vocal para um quase cinqüentão e a banda, formada por Ian Kirkham (teclados e saxofone), Kenji Suzuki (guitarra), Dave Clayton (teclados), Pete Lewinson (bateria), Steve Lewinson (baixo) e Kevin Robinson (flauta e trumpete), mostrou segurança, competência e prazer em tocar.

Famosos se divertem durante o show

O calor da cidade parece ter se transferido para a casa de espetáculos e o público (boa parte dele chegando já com o show em andamento) dançou e suou, tudo em ritmo de sauna. For your Babies, Holding Back the Years, You Make me Feel Brand New, Money Too Tight to Mention, Stars e If You Don”t Know me by Now, garantiram coros da platéia, que sabia todas as letras.

“The same old shit”

Mick Hucknall fez questão de não esconder que nada de especial foi preparado para o público brasileiro. Nem precisava, ele tocou tudo o que o público queria ouvir: “Vinte e cinco anos e a mesma velha “magia”, disse em certo momento do show . Até mesmo a homenagem a dois grupos dos anos 60 – Hollies e Moody Blues – com duas músicas que podem figurar em qualquer lista das mais românticas de todos os tempos – , The Air that I Breathe e Go Now. Perfeito!

As luzes se apagam, uma música sobe no PA e o calor da apresentação faz o público (este repórter incluído) voltar para casa de alma, roupas e cabelos lavados, além de alguns quilos mais leve.

If You Don’t Know me by Now