Nicole Assustadora IV

27/02/2009 5 Por Fernando de Oliveira

Mais uma etapa da desesperada Nicole. As outras partes podem ser lidas nos links a seguir: Parte I, Parte II, Parte III.

Mais um texto sem pé nem cabeça

nicoleivaMais devaneios
de uma nicole
empolada
Inchada de alergia
e lágrimas
Perdida na sua
própria desgraça
Subemersa naquilo
que ela chama de amor
Mas nem sabe o que é certo
Nem desconfia se é errado

Gastão quer uma
nicole boazinha
Que náo cobre
nem faça manha
Nicole quer apenas um colo
Quer ser amada e respeitada
Mas Gastão não quer ir além
Dos limites que diariamente ele altera

Como respeitar a fronteira desse homem?
Como dar o amor que ele espera sem sufocá-lo
Nicole não consegue se equilibrar dentre seus minutos
Oscilantes de amor e de ‘ódio
De paixão e ojeriza
Nicole só quer seu Gastão

Que preço terá que pagar pra conseguir o que quer?
E o que Nicole quer?
E o que Gastão quer?
Quem é Gastão?
Quem é Nicole?
Eles falam duas línguas distintas
Intraduzíveis, sem tecla SAP
Só mesmo seus corpos quando se encontram
São capazes de conjugar o mesmo verbo com
Todas as suas variações sem ruído ou má interpretação

nicoleivbMas isso é fútil… isso é frívolo… isso é menor
Assim nos ensinou
nossas avós
O verdadeiro amor
é o que fala sem palavras
É o que sobrevive a tudo
é o que cala e comemora
O amigo, o irmão, o amante… o companheiro
De todo instante

Mas ele tem trauma…. ele é um espírito livre
E o que é a liberdade?
Já não sei… Ele foge de mim por se sentir sufocado
Se sentir desrespeitado, alvejado em tudo que lhe é grato
Me chama de louca, de descontrolada, de desalmada.
Meus olhos não vêem assim, meu corpo treme
Minha boca cala mas volta a cuspir
Tristezas, palavras desesperadas, gritos silenciosos
Só quero amor, só quero seu amor

Alguns dizem seja fria
Alguns dizem seja má
Outros falam seja maquiavélica
Outros implesmente dizem: vá e não volte mais\

Não sei que caminho seguir
Talvez seja mesmo louca de amor
Preciso viver isso até o fim
Nem que seja pra descobrir meu valor

Ele vive preso em seus próprios medos
Eu vivo presa em minha própria dor