Fim do amor romântico?

12/11/2008 2 Por Fernando de Oliveira

Se você tiver de escolher entre o amor e a individualidade, opte pelo segundo

Meses atrás uma amiga me enviou um texto no qual um psicólogo idiota (que hoje tem um progema em uma rede nacional de rádio, defendia que se você tiver de escolher entre o amor e a individualide, opte pelo segundo. Mais tarde, neste mesmo blog, fui acusado de ser um romântico disfarçado. Esta semana, no blog No Divã com Samantha,  um texto sobre o assunto: Será o fim do amor romantico?

Deixo claro que ninguém que goste de Paul McCartney pode negar acreditar no amor e no romantismo, por mais que a lógica contrarie esses conceitos. Depois, esse tipo de comentário me lembra um filme onde um raqdialista fazia um programa sobre como manter o casamento, mesmo sendo divorciado.

Algumas pessoas querem encher o mundo com tolas canções de amor. O que há de errado nisso?

Individualidade, nesse caso, nada mais é do que egoísmo, narcisismo e medo de dividir, compartilhar, embora o grande doutor diga que: O individualismo, entendido não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o conhecimento de si próprio…os solteiros que estão mal são os que ainda sonham com o amor romântico. Pensam que precisam de outra pessoa para se completar.

Parece que não acreditar que existe alguém feito para você, que reconhecer que um relacionamento é mantido com pequenas concessões diárias e que viver sozinho não é prova de independência, mas, na maioria das vezes, um sinal de incompetência emocional, é fraqueza. Muito melhor fazer pose de ‘muderno’ e curtir uma solitária velhice emocional.

Amar romanticamente é acreditar que, mesmo após fazer tudo certo e fracassar, uma nova tentativa usando o método (errado) do companheiro/a pode funcionar.

Os solteiros, com um pouco de paciência e treino, driblam a solidão

As explicações para o fracasso dos relacionamentos (e nisso eu e o doutor idiota concordamos), está no egoísmo de cada um. O problema é que ele acha o egoísmo uma qualidade. Eu, considero defeito e, em casos mais graves, uma grande demonstração de covardia.

Quem sabe não seja melhor ir para a noite, se jogar, ficar com alguém de visual atraente, com cérebro de azeitona, que jamais causará problemas, discordará de nada ou térá alguma opinião sobre um assunto que não seja malhação ou batuque, do que apostar em algo/alguém que desafie sua paciência tanto quanto desafia sua mente.

Muitos casais moram até em cidades diferentes

Incível como podemos usar verdades para falar mentiras. Viver com suas manias é saudável e precisa ser entendido pela outra metade do casal. Caso as manias sejam muito irritantes, pode ser o momento de abrir uma daquelas raras exceções onde uma conversa de adulto ou o temeroso momento de discutir a relação seja bem vindo, desde que as mentes estejam abertas para admitir seus enganos.

Até mesmo a cascata de ‘não transo com amigos‘ o dr. idiota defende. Melhor o sexo com um inimigo, claro.

Quando alguém diz: Tudo acaba, melhor conferir se esse relacionamento realmente começou.

Viva o amor romântico.