O mau-humor dos críticos musicais

03/11/2008 3 Por Fernando de Oliveira

Venho notando o mau-humor dos críticos musicais – principalmente os cariocas. São pessoas que leio, algumasque admiro muito e têm conhecimento musical acima da média – independente dos gostos de cada um. Alguns textos sobre rock, por exemplo, têm aparecido com expressões como rockeiro jurassico ou comentários como’não agüento mais solos de guitarra’!

Fico imaginando como seriam chamados os amantes de música clássica, já que os que gostam de rock dos anos 60e 70 são fãs jurásicos. Seriam múmias paralíticas os fãs de Bach ou Beethoven?

Já quem reclamou dos solos de guitarra, o fez depois da apresentação de um dos maiores (em todos os sentidos) guitarristas da atualidade (Buddy Whittignton). Os solos durante a apresentação de John Mayall e os Bluesbreakers foram sensacionais e a aula que deu em Eric Capton e Mick Taylor (ex-Stones) durante o aniversário de 70 anos do bluseiro inglês são prova de que solos são bons quando são bons. Não sei de ondeessa gente tira tanto mau-humor ou se é apenas falta de paciência depois de décadas ouvindo música todos os dias.

Sempre que escrevo procuro guardar minhas carteirinhas de fã clubes oficiais e colocar alguma  imparcialidade no texto. Deixar os problemas de lado e focar na música. E, principalmente, não me meter em áreas que não conheço bem e/ou não fazem parte do meu mundo. Nem todos entendem ou conseguem isso.

Abaixo dois exemplos de que solos de guitarra podem elevar os espíritos. No primeiro vídeo o Deus Eric Clapton faz o melhor solo de todos os tempos na canção Badge, parceria sua com o ex-beatle George Harrison, com quem dividiu idéias, drogas e até a mesma mulher (Patty ‘Layla’ Boyd). O vídeo é da turnê do disco Behind the Sun (1985) e é a última com a guitarra Blackie (uma Fender Stratocaster), construída por Clapton com partes de outras guitarras e que se transforou em sua marca registrada e até fez com que a Fender criasse uma linha com o nome do guitarrista.

No segundo vídeo a prova de que até os deuses envelhecem. Uma versão sensacional de Have You Heard, que faz qualquer um admirar a técnica dos músicos.

Badge

Have You Heard