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Receita: costeleta de porco ao barbecue

Seguindo a linha do post anterior sobre carne de porco, resolvi publicar a minha receita de costeleta ao barbecue

A carne de porco está em alta, então vamos comemorar com uma receita que estou para postar faz tempo: costeleta de porco ao barbecue.

A costeleta

Compre uma costeleta não muito gorda e, de preferência, resfriada. É facil encontrar em supermercados e açougues e são bem mais saborosas que as congeladas.

Antes de temperar uma dica importante: retire a membrana que fica na parte próxima dos ossos (veja a foto). Essa membrana impede que o tempero penetre na carne e deixa a costela menos macia.

Feito isso, vamos ao tempero!

Tempero nem tão básico

Para temperar a costeleta você vai precisar de:

Páprica doce
Páprica defumada
4 dentes de alho picado ou alho em pasta equivalente
Pimenta-do-reino moída
Sal grosso (se possível, com ervas finas)
Limão
Vinho branco


Cubra a costeleta com os temperos como se criasse camadas com cada um deles. Deixe o sal grosso por último, esprema o limão (mais de um se for necessário) e despeje uma xícara de vinho branco e deixe a costeleta marinando em um pirex por aproximadamente uma hora, virando-a algumas vezes para que toda ela entre em contato com o líquido.

O molho barbecue

Ingredientes

1 colher de chá de azeite
1 cebola
1 dente de alho
300g de tomate (com ou sem pele)
2 colheres de sopa de catchup de boa qualidade
1 colher de sopa de açúcar mascavo
2 colheres de chá de molho inglês
1 colher de chá de páprica doce
sal
pimenta-do-reino (de preferência branca)

Modo de preparo (molho)

Passe no processador (ou liquidificador) a cebola com o tomate.Numa panela, esquente o azeite e depois junte o alho e o resto dos ingredientes, mexendo sempre. Tempere com sal e pimenta e coloque um pouco de água e tampe para engrossar, mexendo de tempos em tempos. Depois, passe tudo em um coador bem fino.

PS: Caso prefira, também pode usar um molho industrializado de boa qualidade. Não use os mais baratos!

Modo de fazer (costeleta)

Coloque a costeleta em forno pré-aquecido (alto) por aproximadamente 30 minutos, com os ossos para baixo. Retire do forno, desça a temperatura para o mais baixo possível.

Enquanto o forno desaquece, coloque a costeleta em um papel alumínio, cubra com um pouco do molho barbecue, um pouco de molho inglês e um fio de azeite. Acrescente o vinho (ou coloque mais caso ele tenha evaporado), cubra e feche com o papel alumínio e leve de volta ao forno (já em temperatura baixa) por mais 2h/2h30.

Quando alcançar esse tempo, abra o papel alumínio e verifique se ela já está macia o suficiente para se soltar do osso com facilidade. Caso seja necessário, deixe mais alguns minutos no forno. Se já estiver no ponto, retire o papel alumínio, pincele mais um pouco do molho e sirva em seguida.

Vai bem com arroz branco e uma salada verde ou caprese.

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Carne de porco em alta entre os brasileiros

Depois de décadas de preconceito, brasileiros se rendem ao sabor (e preço) de uma proteína cheia de versatilidade

Sempre lembro de um episódio de No Reservations no qual o saudoso Anthony Bourdain declarava seu amor incondicional pela carne de porco.

Assim como o mestre, eu também sou fá dos sabores e da versatilidade da proteína suína. Portanto, comemoro o aumento do consumo dela pelos brasileiros.

Produção e consumo

Segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Brasil será o quarto maior produtor e exportador mundial de carne suína em 2018.

Já segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o consumo doméstico de carne suína pode aumentar em quase 50 mil toneladas a mais, se comparado a 2017.

Mas qual a razão para essa mudança de comportamento do brasileiro? Afinal, por muitos anos, houve um grande preconceito envolvendo a carne de porco, o que travava o aumento do consumo.

Mitos e verdades

A principal mentira sobre a carne de porco é a de que ela é prejudicial à saúde. Na verdade, a carne suína (na maioria dos cortes) é pouco gordurosa, além de ser nutritiva e rica em vitaminas e minerais.

Muita gente não sabe, mas o camarão tem mais colesterol que a carne de porco e um lombo cozido apresenta teores de gordura menores dos encontrados em um pedaço de filé mignon (também cozido e com o mesmo peso).

Por isso, a carne suína vem sendo incluída em várias dietas.Outro mito é a de que a carne de porco causa alergia. Ora, claro que causa, assim como o leite de vaca, ovos, amendoim, soja, nozes, peixes e frutos do mar.

O importante é que os casos de alergia são bem menos comuns do que os causados pelos frutos do mar, por exemplo.

Branca ou vermelha?

Essa é uma grande discussão entre nutricionistas e a sabedoria popular. Normalmente considerada branca (e em alguns casos mista), a carne suína é oficialmente vermelha.

A confusão acontece por conta da pouca clareza (com o perdão do trocadilho) dos conceitos de carne branca e vermelha, mas isso é outra conversa.

Versatilidade

É fácil encontrar cortes como picanha suína, alcatra, filé mignon suíno, lagarto suíno. Eles permitem uma série de ótimas receitas (confira alguns links no fim do post), fáceis de fazer, saborosas e com preços bastante atraentes.

A possibilidade de combinar sabores mais adocicados com outros mais cítricos e fortes, faz da carne de porco um item quase obrigatório nas geladeiras/freezers dos brasileiros.

Mude seus conceitos

Dito tudo isso, se você ainda tem alguma resistência ao consumo da carne de porco, mude seus conceitos e experimente preparar alguma receita pouco calórica.

Receitas do blog

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