Em decisão quase sem efeito prático, Búzios proíbe festas com ingressos pagos

Em decisão quase sem efeito prático, Búzios proíbe festas com ingressos pagos

22/12/2020 0 Por Fernando de Oliveira

Depois de ter o lockdown decretado e de ter recorrido da decisão, a cidade decide “evitar aglomerações” com a proibição de festas, shows e eventos privados na cidade, mas permitindo o turismo

Festas proibidas em Búzios

Rua das Pedras, a mais famosa da cidade, poderá manter seus estabelecimentos abertos

O Brasil realmente não é um país para amadores. Enquanto o mundo volta a divulgar medidas extremas para conter o contágio pelo novo coronavírus, o Brasil parece mesmo correr na contra mão.

A cidade de Búzios, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, teve um lockdown imposto pela Justiça por conta do crescente número de casos da COVID-19 (leia aqui). No mesmo dia, a Prefeitura entrou com um pedido de anulação da decisão (que foi aceito). Agora, a mesma Prefeitura decide que é preciso “evitar aglomerações na cidade”.

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Proibição de festas pagas

A solução encontrada pelo poder municipal é, no mínimo, curioso: estão proibidas as festas, shows e eventos privados que tenham cobrança de ingressos. Porém, a circulação de turistas está liberada na cidade.

Um decreto municipal editado nesta segunda (21) mantém o estado de calamidade na cidade. Por este decreto, todos os estabelecimentos comerciais podem continuar abertos, desde que respeitem o limite de 50% da sua capacidade.

A regra vale para igrejas, templos religiosos e para o transporte público e intermunicipal. Difícil é acreditar na eficiência da fiscalização dessas regras.

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Turismo da cidade comemora

O Convention Bureau de Búzios.— órgão responsável pela promoção do turismo na cidade — comemorou a decisão e em nota (enviada para a revista Veja Rio) disse que:

“Somos contra aglomerações que podem disseminar o Covid-19 na nossa cidade, mas somos a favor do turismo responsável…fica cada vez mais claro que o lockdown decretado dias atrás foi uma decisão autoritária e que causou muitos prejuízos”.

Ou seja, mais uma vez a “briga” entre Economia x Saúde continua sendo “inventada” e usada como desculpa pelas autoridades.

Vamos torcer para que a situação da contaminação pelo novo coronavírus resista a mais essa decisão de um município brasileiro onde a pandemia está fora de controle.