‘Tolkien’, o ‘pai’ dos hobbits, ganha cinebiografia

‘Tolkien’, o ‘pai’ dos hobbits, ganha cinebiografia

03/05/2019 0 Por Débora Thomé

Longa da Fox que mostrará a vida do lendário escritor britânico J.R.R. Tolkien, autor de obras como “O Hobbit”, “O Senhor dos Anéis” e “O Silmarillion”, tem estreia programada para 23 de maio no Brasil

A Fox Film realizou pré-estreia do longa “Tolkien” em Londres, na última segunda-feira, 29 de abril. O evento aconteceu no Curzon Mayfair Cinema. Contou com a presença dos protagonistas Nicholas Hoult (de “X-Man”) e Lily Collins (de “Espelho, espelho meu”), do diretor Dome Karukoski e de parte do elenco.

Além da pré-estreia, também foi realizada, no mesmo dia, uma sessão exclusiva para fãs no Prince Charles Cinema.

Confira a galeria de fotos da pré-estreia!

Edith e Tolkien

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Tolkien, criador da moderna literatura fantástica

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O ator Nicholas Hoult dá vida ao genial Tolkien (Foto: Divulgação)

Nascido em 1982, na África do Sul, mas de família inglesa, John Ronald Reuel Tolkien logo voltou para as Midlands, na Inglaterra. Desde cedo intrigado por palavras, ainda criança Tolkien começou a inventar seus próprios idiomas e jamais abandonou o hábito.

“Desde a infância, eu sou fascinado por línguas. Eu criei a minha própria.”

A primeira frase no trailer de “Tolkien” resume as origens de toda a mitologia do escritor.

Aperte o play e confira!

De um vagão de trem com termos galeses surgiu o encantamento com idiomas. O galês se tornou a base da língua sindarin, enquanto o finlandês serviu de inspiração para o quenya, ambas usadas pelos elfos.

Toda a sua obra foi uma forma de dar vida a essas línguas élficas e humanas.

De órfão a filólogo, professor, escritor e herói de guerra e sir

“Tolkien” narra os anos de formação de J.R.R. Tolkien. Através do amor e da guerra, o escritor encontrou inspiração para criar os contos da Terra-Média, que entretêm e fascinam gerações.

O longa abordará, ainda, o romance entre o autor e Edith Bratt (Lily Collins), que ele conheceu aos 16 anos. “Tolkien” ainda explora os anos de formação do autor órfão ao encontrar amizade, amor e inspiração artística em um grupo de colegas excluídos da escola.

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O autor de “As crônicas de Nárnia”, C.S.Lewis, era um dos melhores amigos de Tolkien

Mostra, também, seu lado obsessivo e estranho, como um estudante que buscava se integrar. Isso o leva para a eclosão da Primeira Guerra Mundial — Tolkien esteve no front de uma das maiores batalhas de Segunda Guerra, a Ofensiva de Somme, em 1916 —, que ameaça acabar com a “irmandade”.

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‘Aqui, no fim de todas as coisas…’

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A esposa Edith (ou Lúthien) foi a musa inspiradora de Tolkien (Foto: Divulgação)

A lenda de Beren e Lúthien, um mortal e uma princesa dos elfos que se apaixonam e juntos lutam contra o primeiro Senhor do Escuro. O romance entre Aragorn e Arwen, visto em o Senhor dos Anéis, é um reflexo deste conto.

“O Hobbit” foi lançado em 1937. “O Senhor dos Anéis” foi dividido em três partes, entre 1954 e 1955.  “O Silmarillion”, sua maior paixão, foi postumamente publicada, em 1977, pelo seu filho Christupher. É considerada a sua principal obra, embora não seja a mais famosa.

Mais de 150 milhões de cópias de “O Senhor dos Anéis” foram vendidas em todo o mundo. As adaptações da obra e da trilogia “O Hobbit” para o cinema arrecadaram mais de US$ 5,8 bilhões.

Anos mais tarde, em 1971, quando Edith morreu, Tolkien pediu que o apelido “Lúthien” fosse adicionado à sua lápide. Tolkien morreu dois anos depois, em 1973, aos 81 anos. O nome “Beren” também foi incluído no túmulo depois que Tolkien se uniu à sua amada. Antes, em 1972, foi condecorado com seu último e mais importante título: a Ordem do Império Britânico, dada pela Rainha Elizabeth, uma das maiores honras britânicas.