Um Ogro em Paris – parte II

01/10/2012 0 Por Fernando de Oliveira

Esse foi o primeiro carro amassado que vi nas ruas de Paris. Como sempre, a foto não está nenhuma maravilha

Bem, antes de começar a falar do Louvre, vale destacar que a primeira coisa que me chamou a atenção na cidade (ainda no caminho do aeroporto para o hotel) foi a quantidade de carros amassados trafegando pelas ruas da capital francesa. Fiquei na dúvida se os parisienses seriam péssimos motoristas ou se algum fator externo seria o responsável pelo número de carros danificados. Caros, com aquele trânsito e aquelas ruas, é impossível não bater. Só para ter uma ideia da confusão, na praça onde está o Arco do Triunfo (Praça Charles de Gaulle, antes chamada de Place de l’Étoile) convergem 12 avenidas, com carros querendo entrar e sair dela, sem qualquer tipo de sinalização. Loucura total!

Bem, voltando ao Louvre, vale reforçar que aquele papo de que é a Torre Eiffel a grande estrela de Paris, que é uma figura onipresente na paisagem da cidade, é mentira! O grande astro é mesmo o Louvre, não só pelo tamanho, mas principalmente pela localização. É praticamente impossível ir a qualquer lugar da cidade sem passar por ele. Até mesmo para chegar a outros pontos turísticos como o Hotel De Ville é preciso passar por lá. Mas a primeira dica é fugir das filas enormes que são formadas na entrada principal (a da pirâmide). Para isso – assim como em vários outros momentos da viagem -, vá de metrô, mas não saia na estação do museu (Louvre-Rivoli) e sim na (Palais Royal – Musee du Louvre), onde você sai dentro de um pequeno shopping,compra os ingressos e entra no museu sem fila ou contratempo.

Realmente o tamanho do Louvre assusta. Como já chegamos no meio da tarde e o horário de fechamento era pouco antes das 22h, resolvemos focar nas coisas imperdíveis (Mona Lisa, o Egito, Venus de Milo, etc) para depois vermos o que fosse possível. Os corredores são gigantescos, as salas intermináveis e a quantidade de obras expostas é de fazer corar de vergonha qualquer espaço no Brasil (talvez só o Metropolitan de NY seja páreo para ele). E caminhar por ele é um exercício que exige preparo físico e paciência. O número de pessoas lá dentro é indecente e desviar de grupos lerdos ou pessoas distraídas requer habilidade.

A sala onde está a Mona Lisa é, sem dúvidas, o local mais procurado e praticamente o único lugar para onde há sinalização (pegue um guia do museu – há deles em português). Lá está sempre entulhado de gente, sejam grupos de japoneses ou crianças. Procure um momento quando os grupos estejam chegando e saindo para ver a tela. Leve em conta que você não chega muito perto dela e que o quadro não é muito grande. Filme, fotografe, se esprema. O momento é único para um turista de primeira viagem.

Outra dica: preprare-se não apenas para se exaurir com o interior, mas também com o exterior do museu. A praça onde ficam as pirâmides é linda, assim como o pátio interior, que tem um belo chafariz. A noite produz fotos belíssimas e dá até para namorar sob essas luzes.

Saímos do Louvre prontos para um jantar e para o merecido descanso antes do primeiro dia cheio.

PS: Na saída da visitação chuviscou por cerca de 70 minutos. Foi o único momento onde o sol e o calor não estiveram presentes durante a viagem. Portanto, não sei dizer se Woody Allen está certo ao afirmar que Paris é mais bonita na chuva.

Fim da Parte II

Relembro como foi a Parte I

A seguir: Baguetes, pães bundados e a Torre Eiffel

Fotos: Fernando de Oliveira e Jo Nunes