Os Vingadores – A Crítica

26/04/2012 2 Por Fernando de Oliveira

Os Vingadores entra no circuito nacional em esquema “arrasa-quarteirão” e cria equipe de heróis desajustados para lutar contra uma ameaça de outro mundo

Os Vingadores, que chega aos cinemas nesta sexta-feira (27 de abril), é uma superprodução que reúne vários heróis das histórias em quadrinhos da Marvel e que vêm sendo transportados para a telona nos últimos anos. Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Hulk (Mark Ruffalo), Thor (Chris Hemsworth), Capitão América (Chris Evans), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), se juntam a Nick Fury (Samuel L. Jackson) para criar uma equipe de heróis desajustados para lutar contra uma ameaça de outro mundo.

O projeto, que poderia se transformar em um grande fracasso, acaba produzindo o melhor filme baseado em quadrinhos jamais feito – posto ocupado até então pelo primeiro Homem de Ferro. O longa tem tudo para agradar aos fãs de ação, de quadrinhos, além de servir como uma ótima comédia. Um blockbuster imediato.

A história gira em torno de Loki (Tom Hiddleston), irmão de Thor, que se une com uma raça alienígena para invadir e tomar a Terra, usando para isso o Tesseract, o cubo com poderes mágicos que apareceu com o Caveira Vermelha, vilão do filme Capitão América – O Primeiro Vingador. Nesse momento, a S.H.I.E.L.D resolve retomar o Projeto Vingadores, juntando um improvável grupo de heróis para defender o planeta.

O primeiro encontro de Hulk, Thor, Homem de Ferro e Capitão América é desastroso. Egos e personalidades diferentes levam os protagonistas a embates e discussões hilárias, muito bem costuradas pela direção segura do diretor/roteirista Joss Whedon, que conseguiu equilibrar o peso de cada um dos heróis – todos têm um espaço igual na trama e histórias paralelas – e criar um filme que vai agradar em cheio ao público de todas as idades.

Um dos trunfos do longa é ficar livre da obrigação de ter de explicar a origem de cada um dos heróis, partindo logo para a história, que é contada de maneira fluida nas suas quase 2h30 de duração. Como a origem de cada um dos principais heróis já foi contada em seus filmes individuais, agora é esperar pelos longas do Gavião Arqueiro e da Viúva Negra, sem contar com a terceira aventura do Homem de Ferro.

Os eventos que levam o grupo a se unir e agir como um time merecem ficar em segredo e só serem desvendados pelos espectadores lá, no escurinho do cinema. Cada história e personagem ganha espaço para ser desenvolvido sem que haja uma cena de pancadaria a cada 2 minutos.

As cenas de batalha, que mais uma vez têm Nova York como pano de fundo, usam efeitos especiais na medida certa e comprovam o acerto na escolha dos atores que interpretam os personagens. Até mesmo o novato no mundo dos heróis de quadrinhos Mark Ruffalo consegue um desempenho excelente, se encaixando perfeitamente na história e deixando a sensação de que O Incrível Hulk finalmente encontrou seu alter-ego.

Infelizmente, a cópia mostrada para a imprensa foi em 2D, mas quem puder deve procurar um cinema em 3D, porque muitas das cenas devem ganhar impacto com este recurso.

Mas não são apenas os heróis que merecem destaque. Tom Hiddleston está impecável na pele de Loki (melhor até que no filme de Thor) e acaba criando um vilão que chega a ser simpático de tão mal. Uma personalidade extremamente familiar, encontrada na maioria dos psicopatas e serial killers espalhados pelo mundo. Um personagem digno dos CSI ou Criminal Minds, da vida.

O longa também põe mais pressão sobre um possível longa da Liga da Justiça, reunindo heróis da DC, que, embora controlada pela mesma empresa (a Disney), sempre foi concorrente da Marvel no mundo dos quadrinhos.

Os Vingadores é um filme que já nasceu clássico. Grandioso e com todos os bons elementos das HQs, em alguns momentos até mesmo nos enquadramentos, é diversão garantida para todos. Deverá ser um dos campeões de bilheteria do ano e, provavelmente, ignorado pelo Oscar.

Texto também publicado no Jornal O Fluminense

Anúncios