Iron Maiden incendeia em CD e DVD gravados ao vivo no Chile

11/04/2012 0 Por Fernando de Oliveira

Já virou lugar comum entre os artistas que vêm tocar na América do Sul dizer que as plateias desse lado do Equador são mais quentes e um espetáculo à parte. Gente como Bono e Paul McCartney vive repetindo isso, mas ainda é pequeno o número de registros gravados por aqui. Iron Maiden Em Vivo! (EMI) vem tirar um pouco desse ‘descaso’ com o nosso continente.

Gravado no Estádio Nacional, em Santiago (Chile), em 10 de abril de 2011, o CD e DVD duplos, além da versão em Blu-Ray, aproveitam para valorizar a participação de 50 mil fanáticos chilenos, que passaram o tal calor que tanto falam dos nossos públicos.
Tanto no CD quanto no DVD fica clara a interação da plateia, que canta e grita durante as quase 2 horas de duração do show, mesmo quando não incentivados por nenhum membro da banda. O concerto, que fez parte da turnê The Final Frontier – que também passou pelo Brasil, com shows no Rio, São Paulo, Brasília, Belém, Recife e Curitiba, confirma que o Maiden e seu mascote Eddie ainda têm muita energia para gastar.

O repertório, que mistura canções do último disco de estúdio da banda – The Final Frontier (2010) – com clássicos do grupo, como Iron Maiden e The Number of the Beast, é potente e funciona muito bem no vídeo – a mixagem do CD tira um pouco da força das interpretações.

O DVD ainda vem com um disco extra onde está o excelente documentário Behind the Beast, que mostra os bastidores da turnê e a preparação do Ed Force One, o Boeing preparado para o grupo e que foi sempre pilotado pelo vocalista Bruce Dickinson, nos deslocamentos pelos 36 países pelos quais os shows foram apresentados, além de depoimentos sobre a escolha de repertório (mais “generosa” onde o grupo se apresentou pela primeira vez) e preparação do palco e dos efeitos especiais.

As 17 canções foram filmadas em alta definição e o uso do recurso de dividir a tela (normalmente mostrando a plateia e algum detalhe da banda) torna o DVD uma experiência única podendo deixar o espectador “antenado” por várias e várias exibições.


Esse texto foi publicado no dia 11 de abril de 2012 no jornal O Fluminense