Gentileza no trânsito

16/07/2010 0 Por Fernando de Oliveira

As pessoas estão com os nervos a flor da pele. O número de agressões e mortes em (pequenos) acidentes de trânsito cresce de maneira assustadora. Ao analisar essa onda de violência, aparecem especialistas para dizer que o que falta é gentileza no trânsito. Não falta gentileza, falta auto-escola. Falta respeito aos que passam horas em um engarrafamento, aos que não andam pelo acostamento, aos que usam seta para indicar uma curva, aos que sabem que as pistas da esquerda são para ultrapassagem ou para trafegar em alta velocidade. Falta conhecer o Código Nacional de Trânsito.

No trânsito a gente se transforma. O mais calmo cidadão pode virar um psicopata e os mais nervosos podem virar monstros. Mas isso seria culpa do stress do dia-a-dia ou dos motoristas que andam a 30 km/h no meio das ruas, dos que sempre mantêm uma distância do carro da frente que permite que algum(uns) espertinho entre na sua frente, dos que ficam com medo de emparelhar e ultrapassar ônibus e caminhões? Como não se irritar e xingar gente que murrinha, não dá passagem e depois avança um sinal fechado? Como não querer bater em quem deixa espertalhões que cortam os engarrafamentos para forçar a passagem quando chega uma entrada ou uma agulha?

Gentileza no trânsito é saber dirigir. Não sabe? Fica em casa. Anda de ônibus, táxis ou (castigo total) de van. Gentileza no trânsito é seguir as regras, não fazer bandalhas e não dirigir sem condições. Gentileza no trânsito é treinar bem os Guardas Municipais para que eles ajudem ao invés de atrapalhar o tráfego. É colocar sinalização correta e visível pela cidade. Gentileza no trânsito é não fechar cruzamentos (desde que todos façam o mesmo).

Não deixo entrarem na minha frente, não deixo que cortem pela direita, não me intimido com gente que não olha o retrovisor. Assim como não sei quem está do outro lado do volante, eles também não sabem.

Beware!