metalúrgicos e ministros

24/01/2009 0 Por Fernando de Oliveira

Pode parecer que o título desses post esteja escrito errado, mas é que acho que nenhuma das duas categorias merece letra maiúscula.

O mundo enfrenta uma crise econômica digna da inteligência e perspicácia, para não dizer  poder de iniciativa do ex-presidente dos EUA. Bancos falindo, cidadãos dando calote como nunca e ícones da indústria perdendo quase 80% do seu valor em três anos (no caso, a General Motors). São bilhões de dólares em ajuda para que a economia tente entrar nos eixos e, pelo jeito, muita falta de informação desse lado hemisfério.

Durante a semana houve um estardalhaço sobre as demissões em massa que estavam sendo feitas no setor automobilístico. Um líder sindical apareceu em todas as rádios dizendo que era tudo um absurdo e que se uma empresa do porte da General Motors estava demitindo, nada impedia que as outras montadoras fizessem o mesmo. Como assim? A GM tá quase falindo!!! Pior, as tais demissões eram na verdade dispensa de funcionários temporários! Nenhum era realmente empregado da GM!

Mas a cereja do bolo foi dita pelo ministro responsável pela pasta que cuida desses assuntos (me recuso a dizer seu nome). ‘As empresas precisam conversar com os trabalhadores antes de demitir. O trabalhador não pode pagar a conta de uma crise que ele não criou. No momento, temos que ter tranquilidade, trabalhar para o Brasil voltar a crescer e não penalizar o trabalhador’. Ainda reclamou que o governo cortou alíquotas do IPI e, por isso, as empresas não podem demitir! De onde saiu essa pessoa? Emprego é garantido por decreto? Será que ele já ouviu falar em capitalismo?

Qualquer empresa, de qualquer país, em tempos de crise trata de mandar divisas de volta pra casa e de tentar salvar os empregos EM CASA. Seria isso uma novidade? Ou será que eles (sindicalistas e ministros) não sabem que o objetivo de qualquer empresário é lucrar?

Talvez seja melhor mesmo forçar a manutenção dos empregos neste momento. Principalmente esses temporários que parecem querer os direitos de verdadeiros empregados. Talvez seja melhor deixar a empresa ir para o saco, falir, fechar. Assim, nem direitos trabalhistas vão receber.

Viva a informação, a inteligência e a visão da crise.

Realmente vai demorar até sairmos do terceiro mundo.