Um Crítico de Teatro Light ou Como Não Malhei Tom e Vinícius

15/01/2009 0 Por Fernando de Oliveira

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Tenho investido muito na área cultural. São filmes, shows e peças teatrais que acabam recebendo ‘críticas’, normalmente publicadas no Dia Online. Música e cinema não são problema. Sei que tenho conhecimento suficiente para não escrever bobagens e transmitir bem minhas opiniões. Admito que fico menos confiante quando o assunto é teatro, mas a longa série de dramas, comédias e, principalmente, musicais, me fez arriscar pagar algum mico.

Alguns me consideram ‘americanizado’ e até dizem que eu nasci no país errado. Verdade que gosto de rock e até entendo as tramas de West Wing, mas quem me conhece sabe que não sou fã de João Gilberto e que acho o ritmo (hoje) semi-morto, embora goste muito das canções de Tom Jobim, mesmo discordando de que todas sejam clássicos, e de vários poemas de Vinícius de Morais. Portanto, foi com o espírito um pouco receoso que fui até o João Caetano para a estréia de Tom e Vinícius, O Musical.

Ao chegar o primeiro susto: filas enormes tentando chegar a bilheteria e outra, um pouco menor, mas recheada de famosos, tentando chegar até a mesa onde estavam os convites para imprensa. Susto dois: Meu nome NÃO ESTAVA na lista e só depois de conseguir conectar meu celular ao gmail e encontrar o e-mail com a confirmação, consegui o par de ingressos (um bem longe do outro). Um viva para a tecnologia.

Dentro do teatro (reformado e bonito, embora com o ar condicionado um pouco fraco para um dia de lotação esgotada), destacavam-se os políticos, globais e algumas figuras da bossa nova. Começa o espetáculo e, apesar do texto pobre, direção que me pareceu sem muito ‘pulso’ e alguns erros que preferi colocar na conta do nervosismo da estréia (leia a crítica aqui), para não parecer que estava sendo rígido demais, as boas interpretações das canções ‘seguraram a onda’.

Fiquei surpreso ao ler as críticas escritas pelos especialistas, dizendo exatamente o que pensei, mas com muito mais ferocidade que eu. No fim das contas, fui muito mais light do que quem gosta mesmo de bossa nova.