Grávidas podem ter problema para entrar nos EUA

Grávidas podem ter problema para entrar nos EUA

17/05/2020 2 Por Fernando de Oliveira

Novas regras podem dificultar a entrada de mulheres grávidas no país, o que pode prejudicar quem viaja para comprar enxoval ou para fazer turismo

As novas regras (que já estão em vigor desde o início do ano) para emissão de vistos e permissão de entrada de mulheres grávidas nos Estados Unidos podem dificultar a vida das mulheres grávidas de vários países, inclusive as do Brasil.

A ideia do Departamento de Estado dos EUA é dificultar a entrada de mulheres que pensam em fazer o que eles chamam de “turismo de nascimento”. Ou seja, impedir a entrada de mulheres que pretendem dar a luz no país para conseguir um visto permanente para os bebês.

Essas novas regras atingem os turistas (aqueles com visto da categoria B), o que significa a maioria de nós.

Nem todos os países estão na lista de afetados

Nos últimos anos, o Departamento de Imigração vem verificando um grande número de viajantes de países como Rússia, China e Nigéria, para citar alguns, que entraram nos Estados Unidos para que pudessem dar a luz e não para “atividades recreacionais legítimas”.


Os 39 países que fazem parte do Visa Waiver Program — que permite que os viajantes fiquem por até 90 dias nos EUA sem a necessidade de um visto. Dentre esses países estão França, Itália, Austrália, Nova Zelândia, Japão, e até mesmo alguns vizinhos como o Chile.

A medida pode parecer mais uma medida autoritária e contra os estrangeiros, tomada pela administração Trump, mas é baseada em números do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) que mostram que, em 2017, cerca de 10 mil mulheres estrangeiras utilizaram do expediente de dar à luz aos filhos nos EUA.

Como as novas regras funcionam?

Na verdade, ela apenas reforça a autoridade dos agentes da imigração em não permitir a entrada de qualquer pessoa no país, mesmo que tenham um visto da categoria B (que também pode ser negado pelos mesmo motivos).

A diferença é que agora eles podem usar a “desconfiança” de que a mulher está entrando no país para ser mãe como justificativa para a barração.

O problema é que a nova regra não explica como essa “desconfiança” será confirmada. Não há nada falando sobre testes de gravidez ou comprovação do tempo de gestação, ou de quais informações devem ser colhidas (e checadas) pelos agentes.

Portanto, as futuras mamães e que sejam jovens, devem estar preparadas para enfrentarem problemas, especialmente se estiverem viajando sozinhas.

Fica o aviso para as grávidas: tenham com vocês o máximo de documentos que comprovem a sua intenção de voltar ao Brasil antes do nascimento do seu filho. Evitem problemas!

 

 

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