Como serão as classes econômicas depois da COVID-19?

Como serão as classes econômicas depois da COVID-19?

07/05/2020 1 Por Fernando de Oliveira

Algumas mudanças realizadas por conta da pandemia podem se tornar permanentes, mas ainda há muitas dúvidas sobre como ficarão os viajantes das classes econômicas

Empresas aéreas estão fazendo mudanças por conta da pandemia da COVID-19, porém ainda há dúvidas se essas mudanças serão benéficas para os passageiros, pelo menos em termos econômicos

A pandemia do novo coronavírus impactou todo o setor aéreo mundial, principalmente as empresas low-cost e as que criaram as classes “econômicas básicas”, aquelas que não dão direito a quase nada, mas que têm/tinham um preço mais convidativo.

Essas novas classes econômicas eram baseadas num maior número de passageiros por aeronave e em uma menor quantidade de serviços oferecidos e bagagens despachadas.

Como algumas ações para impedir a propagação do vírus e aumentar a segurança dos passageiros tiveram e terão que ser tomadas, fica a dúvida de como ficarão os preços dessa categoria de passagens.

Mas há aspectos que podem melhorar também.

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As mudanças básicas

Política de remarcação de passagens

Uma das mudanças mais importantes ocorridas por conta da COVID-19 foi a flexibilização das regras para a remarcação de passagens. Normalmente as remarcações vêm junto com taxas exorbitantes e, em alguns casos, nem são permitidas.

Agora, por conta dessa loucura vivida em todo o mundo, as empresas tiveram que rever essa política e há uma boa possibilidade que essa “nova realidade” se torne permanente ou que, pelo menos, fiquem vigentes por um bom tempo.

O mesmo deve se aplicar aos no shows, quando o passageiro não aparece para viajar. Ao invés de perder a passagem, as empresas devem passar a cobrar um multa. Se o valor dessa multa vai ser viável, já é outra discussão.

Cada empresa criou suas próprias regras, principalmente por conta das características de cada categoria de passagens oferecidas. Portanto, fica difícil encontrar uma padronização. A solução é pesquisar antes de comprar uma passagem.

Fim do assento do meio

Assim como precisamos manter um certo distanciamento das pessoas nas ruas, comércios, bancos, etc, não há como ser diferente nos aviões.

A maioria das empresas aéreas do mundo decidiu bloquear (temporariamente, imaginamos) os assentos centrais, aumentando o distanciamento entre os passageiros. Embora uma decisão necessária nesse momento, é praticamente impossível que isso se mantenha por um período muito longo.

Afinal, quanto maior o número de passageiros, maiores serão os lucros e a possibilidade das companhias oferecerem tickets mais baratos. Tudo isso na teoria, claro.

Outro ponto positivo (pra os passageiros) é que a necessidade e pagar mais para conseguir um espaço maior vai se reduzir, assim como o “perigo” de acabar sendo escolhido para um desses desconfortáveis espaços.

A preocupação é que as empresas acabem mudando seus sistemas de escolha de assentos, cobrando por esse “serviço” em todas as classes econômicas e não apenas nas “econômicas básicas”.

No sentido contrário, menos passageiros significa que as aeronaves carregarão menos peso, gastando menos combustível, o que pode amenizar os prejuízos.

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Viagens mais baratas

Esse é um ponto controverso. Alguns especialistas dizem que os preços das passagens devem cair por conta da necessidade das empresas de fazerem caixa. Outros, dizem que a tendência é de alta, já que a demanda por viagens deve ser bem alta.

Por enquanto, nos Estados Unidos, os preços estão bastante baixos para as viagens domésticas e para alguns destinos internacionais com voos de curta duração.

Há estudos que mostram que as taxas para marcação de passagens online devem ser abandonadas, mas nada está certo.

Taxas de bagagens

Esse é um “mal” que não deve ter fim. Pelo contrário, deve se intensificar e encarecer. Uma boa quantidade de empresas já fez reajustes nas suas tarifas para os volumes despachados e algumas até passaram a cobrar pelos volumes levados nas cabines.

Então, prepare-se para ter que calcular bem o preço final da sua passagem, levando em conta o gasto adicional com as bagagens.



Vai melhorar ou piorar?

Essa é a pergunta de US$ 1 milhão. Com certeza alguns aspectos ficarão melhores para os viajantes. Alguns por algum tempo e outros que podem ficar para todo o sempre. Se o balanço final vai ser positivo ou negativo (para os consumidores) ainda é cedo para prever.

Tudo depende do tempo necessário para a descoberta de uma vacina para a doença e de como cada governo e cada empresa vão lidar com as restrições necessárias para que as pessoas se sintam seguras para passar algumas horas trancadas em um avião cercado por desconhecidos.

É esperar os próximos capítulos desse nosso “novo normal”.

Fim das low-cost?

O perigo de que várias empresas low-cost não resistam as consequências da crise e fechem as portas é real. Já há casos de empresas que informaram que não vão mais voar, mas os governos estão oferecendo pacotes de ajuda ao setor em praticamente todo o mundo.

Portanto, é bastante possível que tenhamos algumas baixas no setor (assim como em todos os setores da economia), mas essas baixas devem ser mínimas (esperamos).

Os estudos existentes sobre o setor aéreo ainda são muito discrepantes. Cada grupo de especialistas tem suas conclusões, que podem ser totalmente opostas, dependendo de quais dados sejam usados para basear essas conclusões.

O importante é que, mesmo quando as restrições forem relaxadas, as pessoas tenham em mente que é preciso ter segurança para poder viajar. Como já dissemos, passar horas trancado em um avião e cercado por desconhecidos, pode não ser um bom negócio.

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