Seguindo duas direções contrárias na escolha da músicas

11/04/2013 1 Por Fernando de Oliveira

Gente, jornalismo pode ser uma profissão perigosa. Algumas vezes temos que superar nossos medos e encarar desafios que parecem impossíveis de transpor. Mas somos bravos e guerreiros, como prova este texto sobre trilhas sonoras de novelas.

Salve Jorge Nacional 2A escolha das canções das trilhas sonoras de novela continua surpreendendo. Se o bom gosto voltou a ser um dos critérios para a inclusão de fonogramas em alguns dos últimos lançamentos, a coisa também desanda para o popular, no pior significado da palavra. Esses são os casos das novas trilhas de Salve Jorge Nacional 2 e Guerra dos Sexos.

Enquanto a trilha da novela das 21h escorrega em um repertório fraco e na seleção de artistas como Batuk D’gueto, Jammil, Mc Mingau e João Bosco & Vinícius, só para citar alguns, deixando longe o cast do primeiro volume, composto por nomes como os de Marisa Monte, Wanderléia, The Originals, A Cor do Som, Ana Carolina e Elis Regina.

Já o CD de Guerra dos Sexos é uma outra história. Com composições instrumentais de Mú Carvalho, tecladista do grupo A Cor do Som e autor de trilhas de vários filmes e novelas, o disco é um primor de bom gosto, com temas que viajam por vários gêneros e épocas, criando climas que servem como pano de fundo para as diversas situações da trama. Se guardar os títulos das canções não é tarefa das mais fáceis – nunca é fácil lembrar-se dos nomes dados para temas onde não há uma voz cantando alguma história -, se apaixonar pelas canções não é nada difícil.

Os dois lançamentos provam que nem sempre uma boa história rende boas trilhas e que o bom gosto de um CD nem sempre é repetido no seu segundo volume.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense