Bye bye Rádio Estadão-ESPN

03/11/2012 0 Por Fernando de Oliveira

Sou fã de carteirinha da ESPN Brasil, mesmo que a maioria das suas atividades seja baseada em São Paulo, como é (era) o caso da rádio Estadão-ESPN. Sempre que possível ouvia as transmissões do canal e não perco um Linha de Passe. Porém, no caso da rádio, fica claro a dificuldade do grupo em fidelizar uma marca. Depois da Eldorado-ESPN, com pouco mais de um ano de vida, é anunciada a morte da Estadão-ESPN. Uma pena.

Dia 31 de dezembro será o último dia da parceria rádio Estadão ESPN. A proposta da emissora de mesclar jornalismo e cobertura esportiva ao longo do dia nasceu estruturada sobre os alicerces do Grupo Estado e da ESPN, cuja equipe jornalística e de produção auxiliam na transmissão de conteúdo também nas ondas radiofônicas. O Grupo Estado confirmou o fim da parceria após uma reunião que aconteceu no fim da tarde desta quarta-feira 31.

Os motivos sobre o encerramento não foram divulgados. O comunicado diz apenas que “O Grupo Estado e a ESPN comunicam que a parceria comercial que mantêm no rádio desde 2007 não será renovada em 31 de dezembro de 2012. A decisão foi tomada em conjunto pelas duas empresas, respeitando os prazos previstos em contrato”.

Ao completar um ano, a diretoria considerou o desempenho da rádio como “satisfatório”. “Acredito que nosso diferencial seja o fato de poder contar com a estrutura das equipes de todos os veículos do Grupo Estado e da ESPN, o que nos confere muita agilidade e dinamismo”, disse Filomena Salemme, editora-chefe da rádio, em entrevista ao Meio & Mensagem na época.

A ESPN preferiu não se pronunciar sobre o assunto, mas há rumores no mercado de que a emissora esteja procurando outra dial interessada em fazer a parceria esportiva, principalmente com os eventos em vista, como Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas. Já o Grupo Estado mantém o dial, que passa a se chamar Rádio Estadão.

A Estadão ESPN estreou em abril de 2011 no dial 92,9 FM, no lugar da Eldorado, que ocupou o lugar da Brasil 2000.

Fonte: Meio & Mensagem