Agnaldo Timóteo e Wanderléa – Para relembrar os anos 70

03/10/2012 0 Por Fernando de Oliveira

Os dois artistas que, foram sucesso na Jovem Guarda, resgatam suas trajetórias musicais. São três caixas que trazem discos lançados pelos artistas e algumas faixas extras

Os anos 70 foram uma década de contrastes, principalmente na música brasileira. A mistura de romantismo, breguiçe, mineirices e a necessidade de alguns artistas em se reinventar tornou o panorama musical um labirinto cheio de surpresas. Dois artistas de apelo popular – Agnaldo Timóteo e Wanderléa – ganharam caixas resgatando sua produção musical, através do selo Discobertas, especializado em reedições.

As três caixas (duas de Agnaldo e uma da Ternurinha) trazem os discos lançados pelos artistas e algumas faixas extras, lançadas em compactos ou projetos especiais.

No caso de Timóteo, são 12 CDs (divididos em Anos 70 Vol. 1 e Anos 70 Vol. 2) onde o cantor – grande sucesso de vendas nos anos 60 – entra de vez no campo do repertório romântico, muitas vezes indo mesmo para o brega, no bom sentido. Afinal, ainda há canções como Os Brutos Também Amam – composta por Roberto e Erasmo especialmente para Timóteo – que fizeram grande sucesso, além de álbuns lançados para o mercado argentino e o ótimo Ângela & Timóteo, Juntos (1979) – disco que divide com a diva Ângela Maria. Detalhe: no início da carreira ele havia trabalhado como motorista para a cantora.

Já a caixa de Wanderléa (chamada simplesmente Anos 70) traz os cinco discos gravados pela cantora durante a década (embora um deles só tenha sido lançado em 1981) e um CD só com raridades da época.

Apesar de já não alcançar o sucesso de quando era um dos destaques da Jovem guarda, Wanderléa procurou novos rumos e seus álbuns contêm pérolas que merecem ser apreciadas e até alguns hits, como Na Hora da Raiva – outra canção escrita por Roberto e Erasmo Carlos para um artista amigo.

A coleção de canções pop de boa qualidade espalhadas pelos álbuns – Maravilhosa (1972),  Feito Gente (1975), Vamos Que Eu Já Vou (1977), Mais que a Paixão (1978) e Wanderléa (1981) – comprova que a Ternurinha merecia mais espaço em nossas rádios, assim como muitos nomes que fizeram sucesso na Jovem Guarda.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense