Mineiros querem acabar com a cerveja em garrafa

14/07/2011 1 Por Fernando de Oliveira

Nem dá para comentar!

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel MG) declarou-se contra ao Projeto de Lei 839/09, que proíbe a venda de bebidas em recipientes de vidro nos bares e casas noturnas da capital mineira. Os vereadoresde BH aprovaram, em segundo turno, o PL que prevê multa para estabelecimentos que comercializam bebidas em garrafas de vidro. De acordo com o projeto, os estabelecimento que forem notificados mais de três vezes podem ser fechados. O autor do projeto, Paulinho Motorista (PSL), propõe a substituição de recipientes de vidro por copos de plástico ou descartáveis. A justificativa do vereador é o combate à violência na capital dos bares.

A entidade não concorda com a proposta da Câmara, e afirma que essa não é precedida de nenhum estudo científico que prove que há relação direta entre a utilização de garrafas de vidro em bares e restaurantes e o aumento da violência. Além disso, o projeto abre margem para que outros utensílios sejam proibidos nesses estabelecimentos, como copos, taças e talheres, levando nosso setor ao colapso. Para a associação, a proposta não leva em conta questões técnicas que incidem sobre as bebidas em garrafas de vidro, as quais evitam contaminação e são mais higiênicas e seguras para o transporte e armazenamento.

A opção pelo vidro como matéria-prima para embalagens de bebidas tem relação com sua característica inerte, ou seja, de não passar à bebida qualquer aroma ou gosto que não sejam do próprio líquido que ela abriga. O material ainda fornece isolamento térmico e proteção contra a incidência de luz. Os bares, restaurantes e boates de Belo Horizonte não têm acesso e nem poder sobre os fabricantes de bebidas para interferir na mudança das embalagens de envase. Dessa forma, se aprovada, a proposta poderá implicar em aumento do preço de venda das bebidas aos consumidores, já que os estabelecimentos terão que somar aos preços atuais o custo de copos de plástico ou acrílico. Além disso, a proposta é totalmente antiecológica. Ela diverge da Lei n° 9.529 (27/02/08) – aprovada pela própria Câmara -, que dispõe sobre a substituição do uso de saco plástico de lixo e de sacola plástica por sacola ecológica.

Fonte: Malagueta Assessoria