R.I.P.: O fim do Google Wave

06/08/2010 0 Por Fernando de Oliveira

A história durou pouco mais de um ano. Com muito alarde e com grande expectativa por parte do setor de tecnologia, o Google lançou no mercado, no ano passado, a plataforma de e-mail Wave, com a pretensão de criar mais um case de sucesso no universo digital que entrasse para o rol de suas demais ferramentas difundidas em todo o planeta, como o Gmail, o Orkut e o seu próprio buscador.

A pretensão, porém, não refletiu em resultados e a companhia anunciou nessa quarta-feira 8 o fim dos investimentos no desenvolvimento da plataforma Google Wave. No comunicado, publicado no blog oficial do Google, a gigante da internet exalta que o lançamento fez parte da sua constante estratégia de buscar e apresentar projetos inovadores ao mercado, mas afirma que a ideia não teve a aprovação dos usuários.

O Google também promete continuar desenvolvendo o Wave como um produto autônomo, aproveitando as ferramentas nele inseridas e garante que o site ficará no ar até o final de 2010. O Google ressaltou que o Wave foi muito importante para o desenvolvimento e a preparação de tecnologias úteis e facilitadoras para os internautas, como a partilha de imagens em tempo real, a melhoria da verificação ortográfica entre outras coisas.

Por fim, o vice-presidente sênior de operações do Google, Urs Hölze, que assina o comunicado, revela sentir muito orgulho do Wave e que a plataforma tem ensinado muito toda a equipe e trazendo uma grande animação para os futuros desenvolvimentos da companhia.

Quando lançou a plataforma de e-mail o interesse do público foi tanto que o Google abriu uma lista de inscrições para quem desejasse usar a versão experimental do produto. A companhia selecionou previamente os interessados para, posteriormente, disponibilizar o acesso.

Smartphone

O Wave, entretanto, não foi a única desistência do Google neste ano. Em junho a companhia anunciou ao mercado que não iria mais comercializar e nem fabricar o celular Nexus One, o primeiro aparelho de celular inteligente genuinamente feito pela companhia. Na época, a justificativa para o fim do produto foram as baixas vendas registradas pela companhia no mercado.

As informações são do Meio & Mensagem.