Os mistérios do beijo

02/06/2009 1 Por Fernando de Oliveira

Algumas coisas são melhores sem explicação. Outras, são boas de qualquer maneira.

O texto abaixo é de Claudio R. S. Pucci, para o portal Terra

Ao contrário da canção As Time Goes By do filme Casablanca, que dizia que um beijo é só um beijo, temos que convir que uma das melhores sensações que existe é dar o primeiro beijo na pessoa que você está interessado. Pesquisas científicas estão ajudando a entender o significado do beijo e a diferença entre a maneira masculina e feminina de beijar.

Em 2007, Susan Huges da Albright College constatou que o beijo é o ponto de partida para a escolha de um parceiro, mesmo porque o cérebro humano é mais dedicado a colher informações através da língua e dos lábios do que, por exemplo, das costas.

E isso é muito mais forte entre as mulheres do que em homens. A maior parte das entrevistadas só aceitariam ter relações sexuais após beijar o parceiro (enquanto no lado masculino, eles transariam mesmo sem o beijo) e, comprovando a teoria popular, a mulherada dificilmente iria para a cama com alguém que beija mal.

Outro ponto abordado pela pesquisa são os diferentes sinais enviados pelo ato de beijar. Para a grande maioria dos homens, o beijo vai levar ao sexo, não importa como, enquanto que, para as mulheres, isso ocorre em apenas um terço das vezes. Só em uma coisa os dois lados concordaram: que um beijo pode encerrar uma briga, apesar de as mulheres o encararem como uma forma de intimidade e o homem, como um poder para seduzir.

Agora, a professora Wendy Hill, da Lafayette College, mostrou que o ambiente no qual o casal convive pode alterar a reação química do beijo. Isso porque beijar aumenta a produção da ocitina, um hormônio produzido pelo hipotálamo (região do cérebro) que ajuda não só a interagir mais com o parceiro, como também reduz a produção de cortisol, o hormônio do estresse.

No teste feito com 15 casais, a reação foi mais forte nos homens do que nas mulheres, o que levou os pesquisadores a entender que o clima dentro do laboratório não ajudava em nada o estudo.

Ao mudar a ambientação e repetir o feito, constatou-se que o aumento do hormônio foi grande nos dois sexos. Ou seja, comprovou-se que beijar é algo mais íntimo para as mulheres do que para os homens e que tudo tem que estar de acordo para que uma reação ocorra.

Obviamente que as pesquisas descritas são válidas para entender o processo de sedução e não as pegações no Carnaval de Salvador e Rio de Janeiro – onde a regra geral é beijar muito e indistintamente.

Estudos desvendam os mistérios do beijo

Claudio R. S. Pucci
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Reprodução


Tobey Maguire faz até malabarismo para beijar a mocinha, Kirsten Dunst, em Homem Aranha

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Em 2007, Susan Huges da Albright College constatou que o beijo é o ponto de partida para a escolha de um parceiro, mesmo porque o cérebro humano é mais dedicado a colher informações através da língua e dos lábios do que, por exemplo, das costas.

E isso é muito mais forte entre as mulheres do que em homens. A maior parte das entrevistadas só aceitariam ter relações sexuais após beijar o parceiro (enquanto no lado masculino, eles transariam mesmo sem o beijo) e, comprovando a teoria popular, a mulherada dificilmente iria para a cama com alguém que beija mal.

Outro ponto abordado pela pesquisa são os diferentes sinais enviados pelo ato de beijar. Para a grande maioria dos homens, o beijo vai levar ao sexo, não importa como, enquanto que, para as mulheres, isso ocorre em apenas um terço das vezes. Só em uma coisa os dois lados concordaram: que um beijo pode encerrar uma briga, apesar de as mulheres o encararem como uma forma de intimidade e o homem, como um poder para seduzir.

Agora, a professora Wendy Hill, da Lafayette College, mostrou que o ambiente no qual o casal convive pode alterar a reação química do beijo. Isso porque beijar aumenta a produção da ocitina, um hormônio produzido pelo hipotálamo (região do cérebro) que ajuda não só a interagir mais com o parceiro, como também reduz a produção de cortisol, o hormônio do estresse.

No teste feito com 15 casais, a reação foi mais forte nos homens do que nas mulheres, o que levou os pesquisadores a entender que o clima dentro do laboratório não ajudava em nada o estudo.

Ao mudar a ambientação e repetir o feito, constatou-se que o aumento do hormônio foi grande nos dois sexos. Ou seja, comprovou-se que beijar é algo mais íntimo para as mulheres do que para os homens e que tudo tem que estar de acordo para que uma reação ocorra.

Obviamente que as pesquisas descritas são válidas para entender o processo de sedução e não as pegações no Carnaval de Salvador e Rio de Janeiro – onde a regra geral é beijar muito e indistintamente.