O novo Queen


Após muitas audições e um tremendo cuidado para não deixar o lado fã gritar mais alto, escrevi sobre o novo disco do Queen – agora também sem o baixista John Deacon. The Cosmos Rocks é um bastante decente disco de rock e um fraco disco do Queen.

Pena que eles só vão tocar em São Paulo.

Leia a crítica completa no Mistura Interativa.

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Miquinhos Amestrados: Música e humor

Na última segunda-feira (5/10) João Penca e Seus Miquinhos Amestrados foram a atração do Palco MPB – programa de rádio que é gravado sempre no Teatro Rival, no Centro, e que é transmitido todas as terças (16h), com reprise aos domingos (20h).

Depois de mais de uma década longe do mercado, os Miquinhos voltaram exatamente como sempre foram: irreverentes, debochados, engraçados e talentosos. O teatro lotou com jovens e velhos fãs, além de um seleto grupo de lindas meninas, que poderiam ser chamadas de Miquetes, mas ficariam zangadas e poderiam acabar pagando um mico.

Preparando-se para gravar um DVD e com uma versão de Surfin’ Safari (dos Beach Boys), os Miquinhos voltaram com força total. Após uma mini-temporada no Estrela da Lapa (linda casa da Lapa, claro), Selvagem Big Abreu, Bob Gallo e Avelar Love, mostram que o grupo, que apareceu acompanhando Eduardo Dusek no disco Cantando no Banheiro (1982), continua sua mistura de rockabilly, surf music e humor, azeitada.

Com desafinos aparentemente ensaiados, os três mostram que a idade e os cabelos brancos em nada diminuíram sua energia, que deve conseguir muitos novos fãs, que se acabam se transformando em seguidores. Afinal, ouvir pérolas como Telma, Eu Não Sou Gay, Lágrimas de Crocodilo, O Monstro (Do You Love Me?) e Romance Em Alto Mar, não é algo que deva-se deixar passar.

O trio promete mais novidades, mas apenas fazer com que todos dancem e riem é mais que suficiente.



Clique neste link e assista mais trechos da gravação do Palco MPB (MPB FM)
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*Fotos: Sergio Pagano

Joyce e Zé Renato II

Outro dia assisti ao excelente show Encontro das Águas, de Zé Renato e Joyce. Nele, a dupla mostrava algumas canções inéditas, sendo que uma delas era de cortar os pulsos, segundo Joyce.

Abaixo, a letra do samba ainda inédito.

Desarmonia (Zé Renato/ Joyce)

Filosofia é fácil de fazer
Tudo num samba pode acontecer
Eu acreditava na palavra do compositor
Eu levava fé no grande amor
Só que a teoria não é bem assim
Quando na vida um grande amor tem fim
Eu bem que dizia, eu já sabia
E você demonstrou
Mas pra que rimar amor e dor
Alegria
Pra quem sabe viver
Nostalgia
De um bem-querer
Que ironia
Ouvir na voz do cantor
Que o ridículo da vida é o amor
Desarmonia em nossos corações
Não pode a vida ser como as canções
Mas disse o poeta
E o poeta ninguém contradiz
É melhor viver que ser feliz

Pete Townshend – Slit Skirts

Há artistas que estão entre os meus heróis, há discos que estão entre os meus favoritos e, desde 1982, Pete Townshend e seu All the Best Cowboys Have Chinese Eyes, fazem parte da minha vida (bem antes de conhecer direito o The Who).

Pete é um gênio louco, ex-drogado, bêbado, mas sempre brilhante. Numa época na qual nem sabia inglês direito, fiquei apaixonado pelo segundo verso de uma das músicas mais belas que já ouvi e sempre senti que aquelas palavras foram escritas para mim (em negrito na letra).

Algumas frases são simplesmente muito bem sacadas e o vídeo (que tem um vocal diferente do disco) é direto e efetivo, uma performance em estúdio que valoriza o mais importante: a música.

Vejam, ouçam, leiam e digam se estou ou não certo.

Slit Skirts (Pete Townshend)

I was just thirty-four years old and I was still wandering in a haze
I was wondering why everyone I met seemed like they were
Lost in a maze

I don’t know why I thought I should have some kind of
Divine right to the blues
It’s sympathy not tears people need when they’re the
Front page sad news.

The incense burned away and the stench began to rise
And lovers now estranged avoided catching each others’ eyes

And girls who lost their children cursed the men who fit the coil
And men not fit for marriage took their refuge in the oil
No one respects the flame quite like the fool who’s badly burned
From all this you’d imagine that there must be something learned

Slit skirts, Jeanie never wears those slit skirts
I don’t ever wear no ripped shirts
Can’t pretend that growing older never hurts.

Knee pants, Jeanie never wears no knee pants
Have to be so drunk to try a new dance
So afraid of every new romance

Slit skirts, slit skirt
Jeanie isn’t wearing those slit skirts, slit skirt
She wouldn’t dare in those slit skirts, slit skirt
Wouldn’t be seen dead in no slit skirt

Slit skirts, slit skirt
Jeanie isn’t wearing those slit skirts, slit skirt
She wouldn’t dare in those slit skirts, slit skirt
Wouldn’t be seen dead in no slit skirt

Romance, romance, why aren’t we thinking up romance?
Why can’t we drink it up true heart romance
Just need a brief new romance

Let me tell you some more about myself, you know I’m sitting at home just now.
The big events of the day are passed and the late TV shows have come around.
I’m number one in the home team, but I still feel unfulfilled.
A silent voice in her broken heart complaining that I’m unskilled.

And I know that when she thinks of me, she thinks of me as him,
But, unlike me, she don’t work off her frustration in the gym.

Recriminations fester and the past can never change
A woman’s expectations run from both ends of the range

Once she walked with untamed lovers’ face between her legs
Now he’s cooled and stifled and it’s she who has to beg

Slit skirts, Jeanie never wears those slit skirts
And I don’t ever wear no ripped shirts
Can’t pretend that growing older never hurts

Knee pants, Jeanie never wears no knee pants
We have to be so drunk to try a new dance
So afraid of every new romance

Slit skirts, slit skirt
Jeanie isn’t wearing those slit skirts, slit skirt
She wouldn’t dare in those slit skirts, slit skirt
Wouldn’t be seen dead in no slit skirt

Slit skirts, slit skirt
Jeanie isn’t wearing those slit skirts, slit skirt
She wouldn’t dare in those slit skirts, slit skirt
Wouldn’t be seen dead in no slit skirt

Romance, romance, why aren’t we thinking up romance?

Atum com crosta de gergelim e molho teriyaki

Sábado am casa, por conta de problemas dentários, e a necessidade de comer algo macio, foram o cenário perfeito para mais uma experiência culinária. O atum com crosta de gergelim e molho teriyaki pareceu uma escolha apropriada.

Para preparar a minha receita (que mais uma vez é uma adaptação de várias outras) é necessário meio quilo de atum fresco (o congelado é mais difícil de cortar, pois ele dissolve) cortado em formato de medalhões ou bifes bem grossos, açúcar mascavo, gergelim (com casca) preto e branco, vinagre balsâmico, gengibre, vinho do Porto branco (ou saquê), molho shoyo e dois limões.

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Modo de preparo (atum)

Corte o atum em formato de medalhão ou bifes grossos. Em uma travessa esprema o suco dos limões e gengibre bem picadinho (a gosto).

Coloque o peixe para marinar por 30 minutos, temperando suavemente à parte que ficar para cima com um pouco de sal e pimenta do reino. Após esse tempo, vire o peixe, tempere novamente à parte que ficar por cima e deixe marinar por mais 30 minutos.

Enquanto o atum pega o tempero, em uma tigela misture:
2 colheres de sopa de açúcar mascavo
2 colheres de sopa de molho shoyo
1 dose (pequena) de vinho do porto (ou saquê)
1 colher de sobremesa de vinagre balsâmico
Gengibre a gosto

Coloque um fio de azeite em uma frigideira e coloque rapidamente o atum, derramando o gergelim na parte de cima. Vire o peixe (deixando-o cru por dentro) e derrame o gergelim do lado que ainda não recebeu as sementes.

Tire e reserve.

O molho

Em uma panela, em fogo bem baixo, coloque outras duas colheres de sopa de açúcar mascavo e mexa até derreter. Então, misture o conteúdo da tigela até conseguir uma consistência entre o líqüido e o cremoso.

Coloque por cima do atum e sirva.

Não consegui fotografar o passo-a-passo e, como vocês devem ter notado, o vinho do Porto branco entrou como substituto aos dois tipos de saquê normalmente usados para o molho (as fotos do post são meramente ilustrativas).

Rápido, fácil e gostoso.

Sábado de Alta Fidelidade

Um sábado com clima louco e um dente que precisa ser operado. Cenário perfeito para um dia aborrecido. Ligo a TV e me deparo com um dos meus filmes preferidos e que tem como personagem principal alguém que muitos aspectos (e até eu concordo) parece muito comigo (não no visual, claro): Alta Fidelidade (High Fidelity), lançado em 2000 e estrelado por John Cusack, Iben Hjejle, Black Jack e participações de Tim Robins, Joan Cusack e Catherine Zeta-Jones, entre outros.

Ganhei esse DVD de uma ex-namorada (que não era ex ainda), o que já coloca por terra a tese dos que dizem que é um filme para dor-de-cotovelo. Baseado em um livro do escritor inglês Nick Hornby – que também é o autor do ótimo Febre de Bola (Pitch Fever), que também virou filme.

Alta Fidelidade é um daqueles raros casos nos quais o livro não é melhor que o filme. Como no livro a história acontece na Inglaterra e o roteiro do filme foi transposto para os Estados Unidos, muitas referências foram modificadas, tornando as duas obras similares, mas impedindo comparações. O meu preferido? Acho que dá empate.

Rob Fleming (no livro) ou Rob Gordon (no filme) é dono de uma loja de discos (basicamente em vinil), viciado em listas, músicas e em depressão. O diretor Stephen Frears conseguiu tirar ótimas atuações do elenco, até mesmo dos difíceis Jack Black e Tim Robins.

Entre as muitas características comuns entre Rob e eu, estão: a apurada técnica e a enorme quantidade de regras para criar fitas (hoje CDs) de música, a eterna arrumação de sua coleção, o número enorme de listas criadas sobre tudo e a mania de ranquear as coisas.

“What came first, the music or the misery? People worry about kids playing with guns, or watching violent videos, that some sort of culture of violence will take them over. Nobody worries about kids listening to thousands, literally thousands of songs about heartbreak, rejection, pain, misery and loss. Did I listen to pop music because I was miserable? Or was I miserable because I listened to pop music?”

Talvez Rob tenha algumas atitudes muito civilizadas para o meu gosto, mas nisso não impede de admira-lo.

Apesar de ser musicalmente superficial (com discussões que não levam ninguém a lugar nenhum), Alta Fidelidade tem uma trilha sonora fenomenal, impulsionada pela variedade de gostos dos personagens. Engraçado que uma das músicas citadas (e criticadas) no filme (e que aparece nos créditos – I Believe (When I Fall In Love It Will Be Forever)) é uma das minhas favoritas. Até mesmo seus intérpretes (Steve Wonder, que também é o autor), Art Garfunkel (que faz a minha versão favorita) e Peter Frampton, são colocados como decadentes ou simplesmente desprezíveis.

John Cusack emendou uma série de filmes que me agradam: Being John Malcovich, High Fidelity, America’s Sweethearts e Serendipity. Atualmente anda escolhendo maus roteiros (minha opinião), mas continua um ótimo ator e vale a pena assistir Grosse Pointe Blank (Matador em Conflito), de 1997.

“It would be nice to think that since I was 14, times have changed. Relationships have become more sophisticated. Females less cruel. Skins thicker. Instincts more developed”.

Ótimo me ver na tela da TV.

Em tempo: Quais as cinco melhores músicas para um sábado de Alta Fidelidade?

Clique na imagem e ouça as músicas que acompanham bem um dia de Alta Fidelidade

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Papo de botequim e o grande palmito de Troisgros

O segundo dia do Circuito Rio Show de Gastronomia foi marcado pelo bom humor. A mesa redonda discutindo as diferenças entre cozinha de botequim, bar e restaurante (com a presença de Moacyr Luz, Carlos Eduardo Thomé – o Kadu – do Bracarense, Antonio Rodrigues, do Belmonte, Luciana Fróes e Jefferson Lessa, ambos do Globo) foi uma sessão de terapia e para ficar perfeita só faltou mesmo a cerveja gelada.

“Todo dono de botequim quer ser dono de bar, assim como os donos de bares querem ter restaurantes e os donos de restaurantes queriam mesmo é ter um botequim”, analisou o Moacyr. Perfeito!

A briga entre os donos do Bracarense e do Belmonte também teve momentos engraçados, mas as risadas aumentaram de intensidade durante a apresentação do maravilhoso curta-metragem Papo de Botequim. Clique aqui e pare 20 minutos para assistir uma produção que me fez acreditar novamente nos futuros cineastas brasileiros (o curta foi feito pelo pessoal da UFF).

No campo das receitas, o melhor ficou por conta de um doce de chocolate com sucrilhos e um poderoso, grande e grosso palmitA (como diz o chef, com seu sotaque francês) assado e recheado com foie gras e farofa de quinoa (fotos do post), preparados por Claude Troisgros.

Agora é juntar dinheiro, comprar os ingredientes e ir para a cozinha.

PS: Troigros utilizou o palmito pupunha, ecologicamente correto, mas que não tem um terço do sabor do palmito retirado das palmeiras. O Brasil é o maior  produtor e  consumidor de palmito (iguaria tipicamente brasileira). A produção nacional chegou a 41.714 toneladas em 2001 (mais de 50% da produção mundial) e precisa descobrir um jeito de preservar suas florestas e continuar com a produção do palmito de palmeira.

É ridículo que países que dizimaram seus índios, torraram suas árvores e não cuidam da poluição que produzem. Assim como são ridívulos os ambientalistas que acham que não devemos utilizar nada da natureza.

Abaixo o pupunha!

Fotos de Rogério Resende.

Bacalhau e Hambúrguer

Ontem começou o Circuito Rio Show de Gastronomia, no Museu de Arte Moderna. O evento reúne chefs, cozinheiros e conhecedores de todos os tipos de cozinha. Me inscrevi em alguns painéis e flutuei por outros. Aumentei meu leque de receitas e pretendo testá-las em breve.

Abaixo dois destaques da noite: o Bacalhau com vinho do Porto (Antiquarius) e uma receita de hambúrguer de Roberto Peres, do Copa Café. O bacalhau vai demandar alguma disposição ($), já o hambúrguer não vai demorar para ser testado.

As fotos abaixo são de Rogério Resende.

O Circuito Rio Show de Gastronomia vai até domingo (5/10) e ainda tem shows (grátis) todas a s noites às 23h. Hoje o dono do palco é o sambista, escritor e botequeiro Moacyr Luz.

O novo e o velho Queen

Estou ouvindo o novo CD do Queen sem o Freddie Mercury, claro. Ainda esta semana devo colocar uma crítica no Dia Online e aviso aqui também (para um dos meus três leitores). Não há como não lembrar da voz, talento e presença de Mercury.

Abaixo a letra e o clipe de uma das belas músicas que o Queen gravou.

Save Me

It started off so well
They said we made a perfect pair
I clothed myself in your glory and your love
How I loved you,
How I cried…
The years of care and loyalty
Were nothing but a sham it seems
The years belie we lived a lie
I love you ‘til I die
Save me, save me, save me
I can’t face this life alone
Save me, save me, save me…
I’m naked and I’m far from home

The slate will soon be clean
I’ll erase the memories
To start again with somebody new
Was it all wasted,
All that love?
I hang my head and I advertise
A soul for sale or rent
I have no heart I’m cold inside
I have no real intent
Save me, save me, save me
I can’t face this life alone
Save me, save me, ooooohhhhh…
I’m naked and I’m far from home

Each night I cry I still believe the lie
I’ll love you, ‘till I die

Save me, save me, oh, save me
Don’t let me face my life alone
Save me, save me, ooh…
I’m naked and I’m far from home

Anjos e demônios

Reza a lenda que todos lutam contra seus demônios durante a noite. Nunca acreditei nisso. Demônios lutam conosco durante o dia, quando tomamos aquela decisão errada, fazemos a escolha covarde, forjamos a imagem mentirosa, deixamos passar a data importante de maneira silenciosa apenas para marcar posição, flertamos com quem não devemos por diversão, quando não ajudamos aquela velhinha na rua ou quando somos grossos, apenas para mostrar que podemos.

Batalhamos com nossos demônios quando decidimos não olhar para trás, quando não olhamos para o lado e passamos por cima de tudo, quando lemos o que queremos ler e não o que está escrito, quando não ouvimos ou quando apenas queremos falar quando sabemos que isso não vai acontecer.

Duelar com os demônios nem sempre é fácil, mas, como toda batalha diária, acaba se tornando parte do seu cotidiano, parte do seu viver. Difícil mesmo é encarar nossos anjos, aqueles que vêm durante a noite para questionar, atormentar e questionar. Não adianta fingir felicidade, se esforçar nos sorrisos, se abastecer de álcool, eles vão cobrar por tudo o que fazemos, sem piedade.

Nunca fui grande freqüentador de igrejas ou qualquer outro templo religioso, porque também não acredito em ajuda apenas nos momentos de dor e desespero. Não acredito em quem aparece, reza e não pratica. Não acredito que os anjos acreditem.

Sempre que tenho que escolher uma batalha, prefiro enfrentar os demônios que nos rondam enquanto o sol está brilhando. Eles são muito menos perturbadores. Os anjos são quem nos fazem ver quem realmente somos e não quem gostaríamos de ser.

Esses ingleses maravilhosos e suas pesquisas “voadoras” (II)

Qualquer um sabe que uma pessoa só é feia se a quantidade de álcool no organismo de quem está olhando não estiver na dose certa. Não é que os ingleses gastaram tempo e dinheiro para descobrirem que o ÁLCCOL TORNA AS PESSOAS MAIS BONITAS!?!

Pegaram 84 coitados para servirem de cobaia, serem embriagados e darem suas opiniões sobe o sexo oposto (barango(a), sempre, claro). Qual resultado poderiam obter?

O único resultado prático dessa pesquisa é dar aos feios uma razão para ir contra as leis que querem fazer com que as pessoas bebam menos.

Por essas e outras que só saio com mulhees que bebam!

Leia mais sobre mais esse importante estudo aqui.

Samba, Bossa Nova e MPB

Falar bem de bossa nova não será muito comum neste espaço. O mesmo para samba, mas sempre haverá exceções. O Samba-pop-de-booutique de Maria Rita (corpão para ser conferido nas fotos abaixo) e o show Samba Meu contrastaram com as melodias e clássicos da MPB apresentados por Joyce e Zé Renato na noite anterior (sexta, 26/9), no show Encontro das Águas.

Duas belas vozes, uma proposta simples (apresentar canções imortalizadas por duos) e três belas surpresas – músicas inéditas que devem compor um futuro CD/DVD. Uma delas extremamente triste (“de cortar os pulsos”, segundo Joyce), mas que é a grande prova de que quando dois grandes talentos acertam, acertam mesmo.

O J Club, no segundo andar da elegantíssima Casa de Cultura Julieta Serpa (desde já um dos meus locais preferidos no Rio), se mostrou perfeito para shows de pequeno porte (apenas dos dois e seus violões), além de ter preços surpreendentemente honestos, se comparados com a da maioria das casas de shows e bares da Lapa, por exemplo.

Joyce e Zé estão lançando projetos novos  – um CD sobre Jovem Guarda () e um DVD comemorando 40 anos de carreira (Joyce) – e não há mais shows da dupla programados. Quando souberem de algum, (fiquem de olho no Diversão é a Solução) não percam!

Sobre Maria Rita? A filha de Elis tem mesmo razões para ser chamada de Vaca Premiada por alguns do meio musical. Curta as fotos abaixo e leia a crítica do show, aqui.

Na próxima semana mais shows (Dave Matthews) e muito teatro.

Quem quiser ver o corpo da filha da Elis com mais detalhes pode clicar nas belas fotos da Ag. News e conferir tudinho.

Poesia tecnológica

Há pessoas que se sobressaem pelo talento.  André ‘Barba’ Machado é desses, que mesmo escrevendo sobre tecnologia (assunto que não dominava anos atrás) e se dividindo na gravação de seu segundo CD (de rock, claro), pode sair com um texto desses (roubado do Cadafalso II).

Quero ser assim quando crescer.

Clico em
“Desligar o amor”.
Aparece a famigerada
caixa de diálogo:
o que você deseja fazer?
“Em espera”
“Desativar”
“Reiniciar”

Faltou o botão
“Destruir para todo o sempre”.

Brian Wilson comes back

Quem me conhece sabe que sou fã xiita de carteirinha de fã clube oficial dos Beach Boys e que fico sempre animado quando algo novo é lançado. Recebi o novo CD do Brian Wilson e fiz crítica lá no site do Dia Online. Ainda por estes dias vou escrever (aqui ou lá) sobre os novos lançamentos do Queen, David Gilmour e Paul Weller, sobre quem fiz post alguns dias atrás.

Post mais profundo mesmo só no sábado 🙂

Leia a crítica do novo CD de Brian Wilson (That Lucky Old Sun), clicando aqui.

Jards Macalé, Adriana Calcanhotto e Wally Salomão

Mais um dos shows diferentes que fui assistir e gostei muito. Wally Salomão era um poeta pouco convencional, Jards Macalé é uma figura ímpar na música brasileira e Adriana Calcanhotto é o toque de doçura que os dois precisam.

Leia a crítica.

Abaixo algumas fotos do espetáulo Olho de Lince, no Teatro Rival.

Woody Allen: Ninguém é gênio por acaso

Afirmação retirada de uma entrevista publicada no jornal Folha de São Paulo em 30/04/08 e roubada do blog Cadafalso, do amigo André Machado.

Sempre senti que a vida é uma confusão muito grande. Tenho uma visão sombria e pessimista da vida e da fé do homem, da condição humana. Mas acho que há alguns oásis extremamente divertidos no meio dessa miragem. Há momentos de prazer e momentos que são divertidos, mas, basicamente, a vida é trágica.

Aguardando o Tim Festival

No sábado, 25 de outubro, o Tim Festival (versão carioca) vai receber sua melhor atração (na minha humilde opinião): Paul Weller. O ex-líder do Style Concil e do The Jam (ou vice-versa), é um dos músicos mais talentosos da Inglaterra, tendo uma carreira de sucesso mesmo sem a companhia de um grupo.

Mais do que um compositor, Weller é também um excelente cantor e aproveito para colocar o vídeo onde ele e o gênio Pete Townshend recriam de maneira muito inspirada So Sad About Us, uma música menor do The Who. O show é do ano de 2000 e prova que até os gênios podem ter mal-gosto, como pode ser comprovado olhando para a cor das camisas dos músicos.

So sad about us

La la la la la la la

So sad about us
So sad about us
Sad that the news is out now
Sad, suppose we can’t turn back now
Sad about us

So bad about us
So bad about us
Bad – never meant to break up
Bad – suppose we’ll never make up
Bad about us

Apologies mean nothing
When the damage is done
But you can’t switch off my loving
Like I can’t switch off the sun

La la la la la la la

La la la la la la la la la la

So sad about us
So sad about us
Sad – never meant to break up
Sad – suppose we’ll never make up
Sad about us

E para não deixar dúvidas de que Pete é um gênio, do mesmo show no Royal Albert Hall, em 2000, ele e Eddie Vedder destroem em I’m One.

Realmente espero morrer só depois de poder vê-lo ao vivo.

I’m One

Every year is the same
And I feel it again
I’m a loser – no chance to win
Leaves start falling
Come down is calling
Loneliness starts sinking in

But I’m one
I am one
And I can see
That this is me
And I will be
You’ll all see
I’m the one

Where do you get
Those blue blue jeans?
Faded patched secret so tight
Where do you get
That walk oh so lean?
Your shoes and your shirts
All just right

I got a Gibson
Without a case
But I can’t get that even tanned look on my face
Ill fitting clothes
I blend in the crowd
Fingers so clumsy
Voice too loud

Que PIB, que nada! O negócio é Roberto Ribeiro e Paulo Diniz

O F(r)ases da Vida, assim como a maioria dos espaços pelos quais sou responsável, é um espaço democrático. Sendo assim, abro espaço para a crônica de uma amiga querida.

Comentem, comentem!

Que PIB, que nada! O negócio é Roberto Ribeiro e Paulo Diniz (**)

Marion Monteiro (*)

Neste sábado cinzento no Rio de Janeiro, depois de uma semana de alta dos juros, de PIB e “robustos” resultados da economia brasileira, nada melhor do que ouvir, com fervor religioso, ou até como ato de contrição, o sambista Roberto Ribeiro, cara e coração do Império Serrano.

Muitos podem discordar, com toda a razão. Entendo pouco de samba, mas considero Roberto Ribeiro o maior sambista de muitos tempos. Uma perda. Morte trágica. Os mais jovens desconhecem a excelência de sua voz, o repertório “robusto”, o cadenciado, o xote, o samba de roda, o pagode, o vozeirão. Um intérprete de primeira linha, mas que anda esquecido atualmente nas rádios e lojas de CDs.

Mas ninguém nunca vai cantar o samba-enredo “Estrela de Madureira”, de Acyr Pimentel e Cardoso, como ele, que não tinha vergonha nenhuma de ser chamado de puxador de samba, pois sempre soube que era bem mais do que isso. Um intérprete magistral do maior samba-enredo de todos os tempos, esse do Império Serrano. (Muita gente pode discordar, porque, digo mais uma vez, não entendo nada de samba, só das pretinhas, não do samba, mas do computador).

Um recado para o blog: continuo mangeirense xiita como você, viu Vicente? Mas ouvir o canto visceral de Roberto Ribeiro em tempos de Selic, de PIB, de casamento de atriz global e de Furacão Ike virou um oásis. Nada mais do que um som que ameniza a fúria. Isso remete a um outro intérprete e compositor genial mais ainda esquecido pelos velhos e novos e pelos seus colegas do meio (ou fim) musical: o piauiense Paulo Diniz. Cadê você?

Há anos, as informações sobre o paradeiro de Diniz davam conta de que ele estaria muito, mas muito doente num hospital em Niterói. Cadê a gravadora? Cadê os amigos? Onde está Paulo Diniz, maravilhoso cantor de voz anasalada e uma cantiga gostosa? Autor, junto com Baiano Odibar (creio eu) de músicas inesquecíveis: “Um chope pra distrair”, ” Pingos de amor” e ” Piri Piri”. Cântico delicioso.

Cadê você, Paulo Diniz? Me emociono sempre quando ouço “Bahia Comigo”, também em parceira com Odibar. Cadê você, Paulo Diniz?

(*) Marion Monteiro é jornalista
(**) Texto originalmente publicado no Blog do Vicente, no jornal Correio Brasiliense em 13/09/08

Somos aquilo que as pessoas acham que somos

Poucas coisas enganam mais do que a imagem que os outros fazem das pessoas. Não adianta ser amigo ou companheiro de trabalho, a maioria das imagens é fruto de personagens que se criam – normalmente bem diferentes do que realmente as pessoas são.

Não é nada incomum:

Ver aquela pessoa que sabe jogar em equipe tomando uma atitude individualista;
O mão aberta contar o número de batatas fritas da sua porção;
O incompetente aceitar desafios além da sua capacidade;
O independente dar um jeito de sempre ter os amigos por perto;
O mente-aberta ter as atitudes mais conservadoras;
O corajoso tomar a atitude mais covarde;
O alegre chorar sempre sozinho;
O carinhoso esquecer e isolar quem o ama;
O fiel ser o autor da grande traição;
O que sabe dividir, tomar as atitudes mais egoístas;

O cheio de amor terminar sempre sozinho;
O sem-rumo repetir sempre os mesmos caminhos;
O que gosta de ser agradado fazer força para não agradar;
O que não precisa de ninguém dar um jeito de ter a ausência notada,
O religioso cometer os maiores pecados.

Ninguém sabe como vai reagir em uma situação extrema e ninguém sabe como é o interior dos outros.

Somos aquilo que as pessoas acham que somos é o complemento perfeito para Todo Mundo Mente.

Músicas de novelas dos anos 70 (III) – o fim

A festa foi ótima, o local lindo (Casa Julieta Serpa, no Flamengo), as pessoas num clima ótimo e exibição do DVD terminaram com a trilogia do projeto Um Barzinho, Um Violão Novela 70, que, como espero que vocês tenham lido, também tem dois CDs com as apresentações gravadas no Morro da Urca.

Zeca Pagodinho e Marjore EstrianoZeca Pagodinho chegou às 15h para o coquetel que começava 20h, alguns globais e músicos que participaram do projeto também prestigiaram o evento (Tunai, o mais animado nas gravações esteve presente, claro) que fez a festa das publicações de fofoca.

Leia mais lá no Mistura Interativa.

Ainda descobri que o DVD gravado por Caetano Veloso deve mesmo é ser aproveitado como um extra do seu novo CD.

A vingança dos feios

Outro dia recebi um texto (de uma mulher!) que falava da decepção feminina com os homens bonitos. Finalmente chegaram a conclusão de que os feios são mais simpáticos, educados e entram em campo sempre como se fosse um artilheiro em decisão de Copa do Mundo (leia o texto aqui).

Aliás, esse é um tema que o pessoal do A culpa é delas! e do Homem é Tudo Palhaço, adorariam explorar. Ninguém mostra que as relações e pensamentos entre homens e mulheres são diferentes e complexas com tanto (mal) humor como nesses sites.

Mas, a verdade é que escrevi este post para dizer que não há nada melhor do que descobrir que aquela mulher linda que nunca saiu com você ou que saiu apenas uma vez (e caiu na real de que você era feio demais para ela) virou uma BARANGA! Encontrar com um ser desses no meio da rua, falando ao celular e pensar: “como eu já quis sair com isso?”, é SENSACIONAL. Difícil segurar o sorriso e não ligar só para falar nada e aguardar a chance de dizer não ou perguntar como está namorando daquele jeito. Sempre com delicadeza, claro.

Gente, o mundo dá mesmo voltas.

Ilações inúteis, reflexões sobre o nada e coisas mais sérias

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