Lennon e eu

Um dia falo sobre o fascínio que o grupo de Liverpool tem sobre a maioria do planeta (falo sobre isso outro dia). Hoje vou só contar uma historinha. Em outubro de 1979, Paul McCartney e o então secretário geral da ONU (Kurt Waldheim) resolveram organizar um concerto para angariar fundos para o povo do Cambodja (Concerts for Kampuchea) e corriam rumores de que Paul havia convidado John Lennon para participar da maratona de shows (que duraram quatro noites e incluíram artistas como The Who, Queen, The Clash e Pretenders) e que ele teria recusado.

Uma revista brasileira fez um apelo para que os fãs escrevessem para Lennon pedindo que ele mudasse de idéia e um jovem de 14 anos, morador do Andaraí e que não falava nada de inglês resolveu escrever, enviando um cartão postal e um envelope endereçado ara a resposta do ex-Beatle. Por três meses três cartas foram enviadas e três respostas recebidas (as respostas chegaram em novembro e dezembro de 79 e abril de 1980). Depois disso, foram anos até que tivesse certeza de que havia sido mesmo Lennon o autor das respostas. Só mesmo quando Lizzie Bravo (que cantou com os Beatles na música Across the Universe) confirmou que a letra era dele e anos mais tarde quando Yoko deu uma entrevista dizendo que John adorava responder cartas de locais exóticos como o Brasil!!

Esses cartões me fizeram pagar micos homéricos, como participar do Fantástico e de especiais do GNT, e até nutrir a inveja de muitos colecionadores e pseudo entendidos em Beatles, além de sair em revistas (sobre Beatles, claro) de vários locais do mundo. Nada mal para quem recebeu o primeiro cartão quando jogava bola na frente de casa.

O mais legal é que o destino ajudou mesmo. Um dos cartões simplesmente não foi selado ou passou por qualquer máquina do Correio americano e viajou de NY ao Brasil assim mesmo. Clique nas imagens e confira.

Explicando os cartões

No primeiro, Lennon escreveu: Buenos Dias Fernando, por cima do que havia escrito (errado) em inglês. No segundo, desejou Feliz Natal na sua linguagem típica. No terceiro eu havia pedido ‘algumas letras‘ e ele me mandou o alfabeto (bela sacaneada).

Abaixo o vídeo com Paul e a Rockestra (grupinho formado por Denny Laine, Laurence Juber, David Gilmour, Hank Marvin, Pete Townshend (guitaras), Steve Holly, John Bonham, Kenney Jones (bateria), Paul McCartney, John Paul Jones (pianos), Ronnie Lane, Bruce Thomas (baixo), Gary Brooker, Linda McCartney, Tony Ashton (teclados), Speedy Acquaye, Tony Carr, Ray Cooper, Morris Pert (percussão), Howie Casey, Tony Dorsey, Steve Howard, Thaddeus Richard e Robert Plant, entre outros).

Detalhe: Na noite anterior ao show Pete Townshend perguntou se podia ir com Paul para o Hammersmith Odeon(local do show). Paul concordou e falou para Pete aparecer na sua casa (ou hotel) por volta de 7 horas. Pete apareceu, 7 da MANHÃ e ficaram bebendo até a hora do show. Reparem no estado do rapaz.

PS: Sempre fui (sou e serei) muito mais fã do Paul.

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Gastronomia: Figos ao vinho do Porto

Muitos não sabem, outros apenas não acreditam, mas adoro cozinhar e experimentar receitas novas. Abaixo, coloco a de uma entrada que fiz na casa de um amigo e adorei (adaptando uma receita do Estadão).

Figo ao porto com presunto (parma)

Ingredientes:

4 figos

6 fatias de presunto (de preferência parma)

½ xícara de vinho do Porto (de preferência Ruby)

1 colher de sopa de vinagre balsâmico

Qeijo brie a gosto (não muito)

Modo de preparo:

Corte os figos ao meio, sem tirar a casca. Em uma tigela, coloque a meia xícara de vinho do Porto e, em seguida, despeje a colher de vinagre balsâmico. Misture bem

Regue os figos com o molho e leve ao forno por 20 minutos (forno médio)

Após tirar os figos do forno ponha o presunto parma por cima, ou então enrole-o no figo e enfeite com o queijo.

Simples e delicioso.

Juro que da próxima vez tiro fotos.

Todo Mundo Mente

A segunda frase que escolhi para falar aqui é uma que vem de dois dos meus seriados preferidos: House e CSI. Guardadas as devidas proporções e dando um desconto para alguns momentos nos quais a psicologia de botequim impera, nada mais verdadeiro que isso: TODO MUNDO MENTE.

As pessoas mentem, as evidências não. Pode ser uma mentirinha inofensiva ou apenas negar que fez sexo com um desconhecido no elevador do trabalho ou no banheiro do avião. Não importa, o que interessa é que as pessoas nunca falam a verdade (muitas vezes nem mesmo para si).

Não é difícil ver alguém alegre que esteja chorando por dentro, alguém que ri de tudo para disfarçar o desespero (dá-lhe Frejat); alguém que distribui o que não interessa, para manter para si o que realmente importa.

As verdades nunca estão na nossa frente e quem não acredita pode perder algum tempo assistindo House (Universal Channel e Record). O médico kanalha e que fala as verdades de maneira crua pode acabar revelando muito de você.

Pop de qualidade

Sou fã de música pop, de refrões fáceis, de melodias que grudam, de guitarras e talento. Na última sexta-feira tive a oportunidade de entrevistar Frejat, guitarra e alma do Barão Vermelho, personagem que sempre evocou mais sentimentos e simpatia do que qualquer Legião Urbana da vida. Falta de presunção e boas doses de simpatia ajudam quem já tem um talento acima da média.

Frejat está lançando CD novo (Intimidade Entre Estranhos) e quem quiser ler um pouco da entrevista ou minha opinião sobre o novo disco, pode clicar nos links a seguir: entrevistacrítica

Frejat é daqueles que fazem música para que o público cante. Algumas letras bem sacadas (sem saudades de Cazuza, disse ele, em trecho da entrevista que preferi não divulgar), arranjos bem feitos, clipes bonitos e shows competentes.

Quem for ler a crítica do novo disco pode assistir ao clipe de Dois Lados. Meu trecho de letra favorito vem da canção Nada Além:
Fique com seus bonsais, seus haikais, sua paz
Suas flores, seus jardins de inverno
Se isso é céu, eu prefiro o meu inferno

Abaixo o clipe de Segredos (uma bela animação que quem não viu precisa ver) e a fantástica letra de Homem não Chora.

Podem me chamar de setorista de Paula Toller e Frejat. Isso só mostra meu bom gosto.

Homem não chora

Homem não chora
Nem por dor
Nem por amor
E antes que eu me esqueça
Nunca me passou pela cabeça
Lhe pedir perdão
E só porque eu estou aqui
Ajoelhado no chão
Com o coração na mão
Não quer dizer
Que tudo mudou
Que o tempo parou
Que você ganhou

Meu rosto vermelho e molhado
É só dos olhos pra fora
Todo mundo sabe
Que homem não chora
Esse meu rosto vermelho e molhado
É só dos olhos pra fora
Todo mundo sabe
Que homem não chora

Homem não chora
Nem por ter
Nem por perder
Lágrimas são água
Caem do meu queixo
E secam sem tocar o chão
E só porque você me viu
Cair em contradição
Dormindo em sua mão
Não vai fazer
A chuva passar
O mundo ficar
No mesmo lugar

Scorpions, rock baba e assessoras estressadas

Fernando de Oliveira

Sexta os alemães do Scorpions fizeram um pocket show para a imprensa e alguns fãs. Tocaram três músicas do seu set acústico, entre elas a baba Dust in the Wind, do Kansas. Depois, foram para uma sala sem ar condicionado da Arena Multiuso e responderam algumas perguntas dos jornalistas, apenas do estresse de uma assessora que queria regular o número de peguntas e de pessoas que chegaria perto do grupo. Tudo em vão, quando os músicos começaram a falar enlouquecidamente, o que me fez perguntar se a tal pessoa não iria pedir para eles pararem, já que estavam respondendo demais.

Leia um pouco sobre o show no site de O DIA.

O que vem por ai

Frio e um mal-estar me afastaram da frente dos computadores e textos. Mas para domingo (ou segunda) teremos uma entrevista com Frejat (e a crítica do seu novo CD que será lançado dia 2/9), uma mini-entrevista com o pessoal do Scorpions e textos sobre vinhos e uma nova frase.

Aproveitem o frio, que eu vou me deitar de novo.

Para esfriar a cabeça

Sempre tive vontade de ter uma casa com espaço para uma máquina de gelo. Até tenho um amigo que conseguiu realizar esse sonho (gelo é sempre bom). Agora, enquanto trabalhava e escrevia sobre mortes, tiros e crimes, recebo o release de um Ice Maker, que pela bagatela de R$ 1 mil, pode fazer a alegria dos mais quentinhos.

O Ice Maker é capaz de produzir cerca de 12 cubos de gelo em apenas 7 minutos. Em 24 horas, a produção chega a 15 quilos (haja Coca-Cola e caipivodka). A linha residencial não requer instalação hidráulica e o gelo é fabricado em três tamanhos.

Aceito o presente no meu aniversário.

Pensamento do dia: Enquanto houver gelo, há esperança!

Monty Python and The Rutles

O pessoal do Monty Python é genial (juntos ou separados). Sempre admirei o trabalho de Graham Chapman, Eric Idle, Terry Jones, Michael Palin, Terry Gilliam, John Cleese, Neil Innes & cia. A Vida de Brian é genial, assim como a busca pelo Cálice Sagrado e O Sentido da Vida. Como fã dos Beatles, me u preferido não podia deixar de ser The Rutles (1978), onde Eric Idle mostra todo o seu talento fazendo um documentário sobre Dirk, Barry, Stig e Nasty – os pre-fab-four.

Só a sacada de dizer que Dirk processou Stig, Nasty, e Barry; Barry processou Dirk, Nasty, e Stig; Nasty processou Barry, Dirk, e Stig; e que Stig processou a si mesmo por acidente, já vale o filme, que oficialmente é um projeto de Idle e não do grupo de humoristas. Para completar, o elenco tem apenas George Harrison, Mick e Bianca Jagger, John Belushi, Dan Aykroyd, Gilda Radner, Bill Murray, Ron Wood e Paul Simon, entre outros.

Abaixo uma pequena mostra do talento até para trilha sonora (um disco imperdível). Do lp Tragical History Tour, a canção Pig in the Middle e do disco Let it Rot temos Get up and Go.

Em tempo: No especial de TV Paul é um idota, Yoko uma nazista, George um indiano e Ringo um cabeleireiro (na vida real ele até teve uma rede de lojas).

Divirtam-se!

Perguntas e respostas

Há perguntas que não devem ser feitas, mas que sempre devem ser respondidas. Pena dos que realmente acham que um gesto vale mais que mil palavras.

Never ask me
(Pete Townshend)

I passed her once, I passed her twice
Your first reply, just
seamed as cold as ice
You never ask me
If you loved me

I was in doubt, I begin to shout
She kept on laying the same line out
You never ask me
If you loved me

She said never ask me,
If I love you baby
What do you really think,
I’m going to say
You never asked me, If I loved you
Cause if you don’t know now
You’ll never will
My words are still, Just words until.

Just tell me once, just tell me twice
And baby baby I’ll fly to the heights
You never asked me
If you loved me

I have you near, I kiss your ear
But I’m so insecure, I just
gotta hear you saying
You never ask me
If you loved me

I just got to pin her down
My heart bleeds for the sound
Of her shouting out she loves me
As he is I sit in guess
My head’s in such a mess
What’s the use to hold truth above me
Does she really love me

Never ask me
Never ask me
Never ask me

You never asked me, If I loved you
Cause if you don’t know now
You’ll never will
And words are still, Just words until.

I asked you once, I asked you twice
Your first reply, just
seamed as cold as ice
Never asked me
If I love you

I’m in such doubt, I got to shout
You keep on laying the same lines out
Never ask me
If I love you

Please tell me
Never ask me
Please tell me
Never ask me
Please tell me
(whispers)
I love you
I love you

Never Ask Me está no meu Playlist. Ouçam!

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Músicas de novelas dos anos 70

Nos dias 12 e 13 de maio assisti as gravações do projeto Um Barzinho, um Violão, no Morro da Urca. Foram 24 artistas cantando músicas de novelas dos anos 70.

Quem quiser saber como foram as gravações ou como ficaram os CDs (também haverá um DVD), pode visitar o Mistura Interativa.

Boa semana para todos.

O Brasil merece o mesmo tratamento da Etiópia

No dia 13 de julho de 1985 – que se transformou no dia mundial do rock – foi realizado, na Inglaterra e nos Estados Unidos (com alguns poucos artistas também se apresentando na Austrália, Japão e Rússia), o mega concerto Live Aid.

Durante a maratona musical (16 horas) reuniu um elenco dos sonhos da música internacional. Elvis Costello, Sting, Phil Collins, Dire Straits, U2, Queen, The Who, Paul McCartney, Eric Clapton, Beach Boys, Madonna (então uma estrela de brilho menor), Mick Jagger e Led Zeppelin foram alguns dos que subiram em algum dos palcos (Phil Collims tocou em Londres, pegou um Concorde e tocou também nos Estados Unidos).

Os concertos confirmaram o Queen como um grupo que sabia comandar as grandes platéias e mostrou que o U2 tinha chegado para ficar.

Bandeira do Brasil em todos os concertos

Coincidência ou não, uma bandeira do Brasil aparece no lado direito do palco (olhando de frente), o que se tornaria uma tradição nos grandes concertos na Inglaterra. Olhem no momento que Bono começa a cantar Ruby Tuesday, no meio de Bad  (no vídeo abaixo).

Todo esse esforço foi para ajudar a população da Etiópia, que morria de fome com a seca e a pobreza do país. Os concertos foram assistidos por cerca de 1,5 bilhão de espectadores (no Brasil não tivemos transmissão ao vivo) e foram angariados aproximadamente 283,6 milhões de dólares.

Você deve estar perguntando onde o Brasil entra nesse papo. Bem, 23 anos depois, os dirigentes do esporte do Brasil acham que fomos bem e que seremos uma potência Olímpica, enquanto o dinheiro enviado para a Etiópia parece ter sido bem utilizado: o país conseguiu quatro medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze, ficando NA FRENTE DO BRASIL NAS OLIMPÍADAS!!!

Será que a gente não merece uma ajudinha internacional com música de graça?

PS: E não fiz piadinhas com a vara perdida!

Aproveitem para ouvir a playlist atualizada!

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Reconhecimentos e boas idéias

Há tempos nos quais acho que todos ficam um pouco inseguros quanto aos seus ideais e idéias (principalmente após um tempo só fazendo releases e lidando com pessoas que se têm certeza). Como jornalista, pensar em uma pauta para Saúde, Cidade ou Polícia pode ser algo simples. Muito mais simples que surgir com um assunto interessante sobre informática.

Tenho o defeito de sempre ter achado que o reconhecimento dos companheiros de profissão sempre é mais importante que o reconhecimento de chefes – o que pode explicar muito do (não) desenvolvimento da minha carreira. Sempre detestei gente que joga para a galera, mesmo sem competência ou talento.

Não seria obrigação de quem comanda ver o que cada comandado faz?

Bem, a verdade é que gosto muito quando há o reconhecimento dos colegas de que até mesmo idéias que não vamos utilizar são boas o suficiente para se transformarem em lead de uma matéria. Melhor ainda quando isso acontece em assuntos que dependem unicamente do seu gosto (música, cinema, gastronomia, etc).

Todo esse papo foi um grande nariz-de-cera para fazer a propaganda (merecida) de uma idéia que deixei de lado por conta dos textos que escrevi na época do lançamento do último Batman (veja aqui e aqui) e que foi muito bem explorada pelo companheiro Calazans nas páginas de O Dia (leia o texto).

Continuo achando que há reconhecimentos (necessários) e reconhecimentos (importantes para o ego) e que, de tempos em tempos, eu até consigo ter idéias bem interessantes.

E não é que tem gente que nunca emplaca nada? 😉

Questões simples: Hello Goodbye

You say yes, I say no
You say stop and I say go, go, go
Oh, no
You say goodbye and I say hello
Hello, hello
I don’t know why you say goodbye
I say hello
Hello, hello
I don’t know why you say goodbye
I say hello

I say high, you say low
You say why, and I say I don’t know
Oh, no
You say goodbye and I say hello
Hello, hello
I don’t know why you say goodbye
I say hello
Hello, hello
I don’t know why you say goodbye
I say hello

Why, why, why, why, why, why
Do you say good bye
Goodbye, bye, bye, bye, bye

Oh, no
You say goodbye and I say hello
Hello, hello
I don’t know why you say goodbye
I say hello
Hello, hello
I don’t know why you say goodbye
I say hello
hello, hello
I don’t know why you say goodbye I say hello
Hello

Hela, heba helloa

Setorista de Paula Toller, não!

Uma pessoa me disse outro dia que eu sou o setorista de Paula Toller. Isto porque vi alguns shows da cantora, comprei os CDs (sim, tem gente que faz isso) e fui na gravação do DVD.

Me apaixonei pelo seu repertório (e pernas, claro) no meu aniversário do ano passado, quando a sensacional Bianca me conseguiu uma mesa na primeira fila, em frende de onde a loura cruzava as pernas em certo momento do show. Ainda por cima ela estava cantando afinadíssima!!

Mas é um absurdo esse classificação de setorista de Paula Toller. Nos últimos 12 meses, trabalhando ou por lazer, assisti somente os seguintes espetáculos: Scorpions, Diana Krall, Mart’nália, Frejat (já perdi a conta), Jards Macalé e Adriana Calcanhotto, Maria Rita, Lô Borges, Roger Hodgson, America, Dione Warwick, Monarco, Joyce, Tia Surica, Beth Carvalho, Duran Duran e Skank, Miquinhos Amestrados, Os Produtores, Rod Stewart, Elba Ramalho, Jorge Aragão, Papas da Língua, Jorge Vercillo, Luiza Possi, Casuarina, Zeca Pagodinho, Mauricio Manieri, Marina Elali, Herbert Viana, O Moinho, Marjorie Estiano, Zélia Duncan, Dudu Nobre, Fernanda Takai, Pedro Mariano, Isabella Taviani, Diogo Nogueira, Paula Toller (de novo), Celso Fonseca, Lobão, Tunai, Margareth Menezes, Boca Livre (3x), Zé Renato (2x), Teresa Cristina, Johnny Rivers, John Mayall & The Bluesbreakers, James “Blood ” Ulmer, Vernon Reid, Will Calhoun, Russell Malone, Bonerama, The Godfathers of Groove, Léo Gandelman, Blues Etílicos, Taryn Szpilman, Mauro Senise Quarteto, Dudu Lima, Jean-Pierre Zanella, Robson Fernandes Blues Band, Delicatessen, Joss Stone (SENSACIONAL), Moacyr Luz, Bobby Mcferrin, Beatles num Céu de Diamantes, Gilberto Gil (2x), Alceu Valença com  Paralamas do Sucesso, Paula Toller (de novo), Caetano (4x), Dwayne Dopsie & The Zydeco Hellraisers, Mahogany Blue, Henry Gray & The Cats, Thais Clark e Irvin Mayfield.

UFA!

A vida é mesmo um grande show para uns, uma aventura mentirosa para outros e um tormento monótono para alguns outros.

Morro, mas levo gente junto

Demorou três dias, mas finalmente coloco a primeira frase no ar. A dúvida era cruel (são muitas as frases), mas não dava para começa por outra que não fosse essa. Afinal, morro, mas levo gente junto é a mais antiga das minhas ‘originais’ e significa muito para quem me conhece há muito tempo.

Não lembro mais se ela é uma derivação de uma velha frase muito usada pelo Agildo Ribeiro (Vou querer também senão vou contar pra todo mundo) ou se vem do inglês (going down in flames). O certo é que ela é perfeita!

Perfeita para lembrarmos aos outros que sempre há um telhado de vidro que pode ser quebrado, que é bom pensar antes de atacar e que a vida dá voltas. Também é perfeita para que lembremos que não adianta se esforçar demais quando não há ninguém interessado em ver isso.

Guarde sempre com você algum trunfo, algum defeito alheio, alguma boa idéia ignorada. Assim, na hora de cair, você morre, mas leva gente junto.

Oração para os sem-música


Deus tenha piedade dos que não têm uma melodia para rir
Uma música para lembrar
Uma canção para sonhar

Perdoai os que não têm uma música para chorar
Uma canção para se envergonhar
Uma melodia para trabalhar

Tenha piedade dos que não têm uma canção para amar
Uma melodia para se isolar
Uma música para trabalhar

Orai pelos que só tem batidas monotônicas dentro do coração
(esses, não têm mesmo direito ao perdão)

 

Coisas que irritam (uma questão existencial)

Todo mundo tem uma lista de coisas e atitudes que parecem inofensivas mas podem nos tirar do sério. São sons, manias que só afetam poucos indivíduos. Tenho várias, mas gostaria muito de saber quem inventou a mania de dar nós em sacos plásticos.

É comprar um pão ou algo em supermercado e mandar entregar que lá estão eles. Se alguém vai arrumar a cozinha, mais nós. Não sei se é trauma por nunca conseguir abrir um presente sem destruir o embrulho, o negócio é que fico irritadíssimo com essa mania.

Será que um saco bem fechado só existe com nó?

Ensinem a Jade a chorar

Realmente não tenho como fugir.  Se o primeiro post era para ser algo mais bonitinho e sério, foi tudo por água abaixo após o ouro no Cubo lá de Pequim. Finalmente deixamos de estar atrás de países ridículos e que só tinham UM (sim…leu certo..UM – 1) atleta na China!

Agora rezo para que alguém mostre para a ginasta atarracada (feinha…dificilmente classificada como apta para o consumo humano) que se é para ficar chorando toda hora, que seja por ter vencido.

Boa sorte para todos

Fazer um blog é algo que sempre me deu um certo medo. Apesar de escrever sobre informática por quase toda a minha vida, tinha a impressão de que ficaria com a obrigação de postar algo (quase) todo o dia e, sejamos sinceros, não é nada bom fazer algo que gostamos por obrigação. Além disso, não queria apenas um blog para contar causos da minha efêmera passagem pela terra (a famosa vidinha mais ou menos).

Em abril de 2008 iniciei o Mistura Interativa no site do jornal O Dia e gostei da experiência. Depois, encontrei alguns disquetes com textos antigos (alguns com mais de 20 anos) e resolvi ter um lugar onde possa reciclar esses textos, fazer reflexões e escrever sobre algumas das minhas frases favoritas (adoro colecionar frases) e com uma foto linda dessas na logo na entrada da página (tirada pela irmã Eny Miranda), não tinha mesmo como fugir.

O título do blog e a frase que o explica (??) foram criadas sem pensar muito. Apesar de achar que essa história de deixa a vida me levar é uma grande balela (isso é um OUTRO post), dessa vez decidi deixar o script que sempre deve orientar uma parte de nossas vidas de lado.

Espero que vocês passem por aqui para dar uma conferida no que vou escrever. Sempre terá muita música, teatro e cinema, porque, no fim das contas, a (minha) vida está se tornando um grande show.

Espero que vocês gostem, voltem e comentem.

Boa sorte!

PS: Para o bem estar de todos (inclusive o meu) nunca leremos nenhuma tentativa de incursão no mundo da poesia.

PS’: Quem quiser pode ouvir as músicas que selecionei para acompanhar a leitura dos textos que vou postar clicando na imagem abaixo.

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Ilações inúteis, reflexões sobre o nada e coisas mais sérias

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