Tchau 2012, vou sentir sua falta

paul_mccartney_recife_22_show_fotos_marcos_hermes_-6Apesar de todos os percalços na economia, política, das mortes de ícones das artes e de outros setores, 2012 é um ano do qual vou sentir falta. Fazia tempo que não passava 365 dias tão tranquilos, harmoniosos e sem ter que conviver com pessoas de aura pesada, filhos da puta, mesmo.

Em 2012, vi gente boa se dando bem e muitas 171 e outras que usam de crenças coletivas, caírem, apesar da sua experiência e especialidade nas funções que nunca desempenhou.

555295_Buddy_Guy_17_gTivemos música, muita música. Paul McCartney voltou para mais shows, o muro de Roger Waters, a simpatia pop/progressiva de Roger Hodgson, a guitarra bluseira de Buddy Guy e as harmonias imortalmente afinadas de Crosby, Stills & Nash, também atracaram no país, entra muitas outras belas apresentações. Isso tudo, sem esquecer a maravilhosa Marisa Monte!

Dois mil e doze também foi um ano europeu. Londres, Paris, Roma, Florença, Siena, Veneza e paisagens toscanas valeram memórias inesquecíveis. Viva a crise econômica deles e o crédito parcelado nosso de cada dia.

O Louvre IO ano também foi de aprendizado na área gastronômica. Provei queijos, embutidos e experimentei vinhos que jamais imaginei pudessem chegar até esse ogro suburbano metido a besta.

Profissionalmente foi um ano quase perfeito. Muita ralação, uma remuneração ainda abaixo da merecida e muita diversão em entrevistas e matérias que fazem valer a profissão. Os papos com Erasmo Carlos e Dado Villa-Lobos são bons exemplos disso.

Queijos em ParisAgradeço 2012 também por todo o amor que foi despejado na atmosfera ao meu redor. Amigos, amigos perdidos e, claro, aquela pessoa especial, ajudaram a transformar o ano em um dos melhores da minha vida.

Não sei (ninguém nunca sabe) como será o novo ano, mas espero que traga tantas alegrias e tanta calmaria agitada quanto esse que se despede.

Aos amigos, leitores e para a pessoa que fez tudo isso valer a pena (mesmo com os passeios de gôndola), um grande beijo.

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Anunciantes preferem sites pagos ao Facebook

Sites PagosA Online Publishers Association (OPA) divulgou os resultados da pesquisa “Branding on Display”, que avalia o papel de branding na publicidade online e as mídias preferidas de agências e anunciantes para atingir seus objetivos de marca. Conduzido pela Advertiser Perceptions para a OPA e realizado entre 7 e 15 de agosto com 251 agências e anunciantes que investem no mínimo US$ 1 milhão em publicidade digital, o estudo de profundidade verificou que os sites de conteúdo premium não apenas oferecem nível de satisfação mais elevado do que o Facebook (78% versus 51%), mas também mais intenções de compra (78% x 50%), mais segurança para a reputação da marca (71% x 36%), melhores opções para as campanhas publicitárias (64% x 26%), maior nível de atenção da audiência (63% x 29%), mais oportunidades de plataformas cruzadas (60% x 29%) e melhor visibilidade dos anúncios (59% x 42%).

Outros resultados incluem:

– 55% dos respondentes afirmam conseguir mensurar o ROI de campanhas focadas em marca nos sites de conteúdo pago, uma proporção duas vezes maior dos que sentem o mesmo sobre o Facebook (27%).

– 47% consideram os sites pagos a melhor mídia para campanhas de marca, contra 16% que preferem mídia social em geral. (Apenas 13% preferem as video ad networks, e 11% os portais).

– Entre os que acreditam que os sites de conteúdo pago são a melhor mídia para campanhas de marca, 73% os consideram melhores para alcançar a audiência-alvo, e 63% para atingir os objetivos de branding.

– 61% dizem que os publisher pagos são a melhor mídia para qualidade e imagem da marca (contra 20% que favorem a mídia social), e 48% acreditam que eles oferecem conteúdo ou contexto mais relevante para as campanhas (contra apenas 23% da mídia social).

– 64% afirmam que os sites de conteúdo premium aumentam o tráfego para uma loja, e 45% que aumentam a resposta a uma oferta especial.

– Em relação aos segmentos demográficos mais focalizados, 74% dos respondentes visam a Geração X (30-44 anos), 56% os Baby Boomers (45-65 anos), e 48% a Geração Y (20-29 anos). Na comparação com a mídia social, os sites pagos são iguais ou superiores para atingir duas dessas três faixas etárias: Geração X (27% x 24% da mídia social) e Baby Boomers (45% x 5%).

Pam Horam, presidente da OPA, declarou em comunicado: “Queríamos compreender melhor as prioridades dos anunciantes na entrega dos seus objetivos online para as marcas. A pesquisa sem dúvida demonstra que os tomadores de decisão valorizam os Premium Content Publishers acima de todas as outras mídias para suas mensagens de branding. Com 63% dos pesquisados considerando esses publishers como canais superiores para atingir os objetivos de marca, comparados a apenas 27% que favorecem a Mídia Social, a mensagem é muito clara: eles consideram as top marcas da mídia mais vantajosas para suas campanhas.

Fonte: ProXXIma

Apple pode encerrar parceria com Intel e usar chips próprios

Apple-LogoA Apple pode encerrar a parceria com a Intel e começar a utilizar processadores próprios em seus notebooks e computadores que seriam similares aos usados no iPhone e no iPad, segundo reportagem da “Bloomberg”.

A Intel fornece chips para os Macbooks e iMacs desde 2006. Antes, os processadores das máquinas da Apple eram Power PC.

De acordo com a “Bloomberg”, os engenheiros da Apple acreditam que seus processadores serão tão poderosos um dia que poderão ser utilizados nos computadores que desenvolvem. A mudança, contudo, não deve ocorrer tão cedo.

Outro motivo da mudança é que a Apple vê que os chips usados em smartphones, que são menores e consomem menos energia, ditam os rumos da indústria e, caso a empresa queira lançar aparelhos ainda menores, usar este tipo de processador ajudaria.

Fonte: G1

Gastronomia: Receitas para a ceia de réveillon – Chester, arroz de forno e batatas recheadas

Para terminar o ano em relação aos posts de receitas, faço logo um combo com uma ceia de Natal que serve perfeitamente para o réveillon: Arroz de Forno, Chester e Batatas Recheadas.

Como sempre, procuro simplificar o máximo as receitas, ainda mais com esse calor absurdo que está fazendo no Rio de Janeiro.

Vamos lá!

Arroz de fornoArroz de Forno

Ingredientes

150g de presunto
1 lata de ervilhas
1/2 tomate pelatti
1 colher de sobremesa de extrato de tomate
1 maço de cheiro verde picado
Passas (a gosto)
Azeitonas fatiadas (a gosto)
2 kg de arroz
Pimenta do reino moída na hora (a gosto)
Queijo parmesão ralado (a gosto)

Modo de Fazer

Em uma travessa funda, misture todos os ingredientes, menos o arroz, e o queijo. Reserve.
Faça o arroz sem puxar no alho ou na cebola. Enquanto ele ainda estiver quente, vá colocando um pouco em um pirex e misture com o molho. Faça isso até que todo o arroz esteja no pirex.
Depois, polvilhe o queijo ralado por cima e leve ao forno baixo por cerca de 10 minutos antes de servir.

Batatas recheadas com requeijão e cream cheeseBatatas recheadas com requeijão e cream cheese

Ingredientes

6 batatas grandes e de casca grossa
Creme de leite fresco (50 ml)
1 vidro de requeijão
1 pote de cream cheese
Cheiro verde picado (a gosto)
Queijo parmesão ralado (a gosto)
300 ml de caldo de legumes ou 1 tablete

Modo de fazer

O recheio

Em uma travessa funda, misture meio vidro de requeijão, meio pote do cream cheese, o creme de leite e o cheiro verde, até ficar uma mistura cremosa, parecida com a consistência original do requeijão. Reserve.

As batatas

Corte um pequeno pedaço do fundo das batatas, para que elas consigam ficar em pé; Depois, corte-as ao meio e cozinhe no caldo de legumes, sem deixar que fiquem muito moles. Ao retirar, mergulhe-as rapidamente em uma travessa com água gelada para manter a consistência. Espere esfriar e, com uma pequena concha ou colher, retire uma parte do “miolo” até que fique uma cavidade grande o suficiente para colocar o recheio. Recheie – deixando um pouco de espaço na borda (já que o recheio sempre transborda no calor) -, polvilhe o queijo ralado, coloque-as em uma travessa no forno baixo por cerca de 6 minutos e sirva.

ChesterChester

Ingredientes

1 chester temperado
2 cebolas
1 maço de cheiro verde
Pimenta do reino rosa em grãos (a gosto)
50g de manteiga
100 ml de vinagre
Suco de 2 limões
Pimenta do reino moída (a gosto)

Retire o chester da embalagem, remova o saquinho que vem com os miúdos e o pescoço e lave bem a ave. Coloque a mistura do limão, a pimenta do reino moída e o vinagre em um pote e regue o chester com metade do líquido. Recheie-o com a manteiga, o cheiro verde e as pimentas. Coloque em um pirex, leve ao forno muito baixo por cerca de 4 horas, sempre regando com a mistura do vinagre e limão para não deixar a ave ressecar. Use também a gordura que for ficando depositada no pirex para regar a ave.

Fotos (até mesmo as fora de foco): Fernando de Oliveira

Facebook oferece wi-fi em troca de check-ins (nos EUA)

Essa é uma daquelas ideias que seriam muito bem-vindas em terras tupiniquins.

facebookAssim como as grandes metrópoles acabam concentrando a maior parte do capital financeiro, criativo e intelectual, o mesmo parece estar acontecendo com o Facebook, que quer engolir seus concorrentes apoiado em sua imensa base de usuários. A rede social está testando um nos Estados Unidos um roteador wi-fi especial que oferece internet gratuita a quem fizer check-in em locais específicos.

Um porta-voz do Facebook informou que “quando você utiliza o hotspot, você é direcionado à página do Facebook do local aonde você está. Algumas lojas podem, inclusive, oferecer brindes para quando o cliente fizer o check-in”.

Trata-se de um serviço que está sendo testado em alguns cafés, bares e restaurantes desenhados para oferecer uma forma de acesso rápida e gratuita, depois de fazer check-in usando o Facebook. Os check-ins não serão obrigatórios para ter acesso ao hotspot, os usuários que não quiserem ou não tiverem uma conta do Facebook logada em seus smartphones, poderão solicitar a senha de acesso da internet gratuita

A ideia surgiu a partir de um a sessão de Hackthons, evento de programadores digitais que colaboraram com desenvolvimentos de projetos de software.

Fonte: ProXXIma

Morre Gerry Anderson, o criador dos Thunderbirds

Thunderbird II Já postei aqui que a série de TV Thunderbirds é uma das minhas mais fortes memórias de infância. Hoje, fui surpreendido com a morte do seu criador – e de vários outros programas produzidos com o sistema Supermarionation, como Capitão Escarlate, Joe 90 e Stingray, todas exibidas pela extinta TV Tupi.

Thunderbirds tinha uma história original e um tema musical de primeira qualidade. Apesar de ter sido exibida por apenas dois anos (1965 e 1966) a equipe do Resgate Internacional marcou época e fez com que Gerry se tornasse consultor de efeitos especiais em várias aventuras do mais famoso agente britânico de todos os tempos: James Bond, o 007.

Por sua criatividade, Anderson chegou a ser condecorado pela rainha com uma medalha de MBE (Membro do Império Britânico), honraria concedida também aos Beatles nos anos 60.

Fechando um ano que ceifou várias personalidades e talentos, 2012 termina com mais um grande nome nos deixando.

R.I.P. Gerry Anderson.


Brastemp integra app à geladeira

Aplicativo monta listas de compras e indica os estabelecimentos comerciais mais próximos da localização do usuário

Geladeira BrastempA Brastemp anunciou seu novo aplicativo que funciona em conjunto com a geladeira Inverse Maxi. O serviço permite importar listas de compras criadas pela Central Inteligente da máquina por meio de QR code.

Com as informações importadas da geladeira, o app monta listas de compras, permite compartilhar com outras pessoas, além de indicar os estabelecimentos comerciais mais próximos da localização do usuário.

O Brastemp Ative! está disponível nos sistemas operacionais Android e iOS.

Fonte: ProXXIma

U2 mostra novamente como fidelizar fãs

u2com8Enquanto alguns pesos-pesados da música ainda não sabem como fazer para manter seus fãs interessados em acessar suas home pages, o U2 mostra mais uma vez que tem uma equipe das mais competentes em todos os sentidos. O presentinho para quem pagar a assinatura do site U2.com em 2013 é um livro de fotos da turnê 360º (chamado From The Ground Up), com 260 páginas, e mais um CD com 15 faixas escolhidas por The Edge, além de alguns downloads de músicas que não foram incluídas no CD. Isso, mais as faixas do CD U22, dão um grande panorama da útlima turnê da banda.

Detalhe: Duas das canções foram gravadas no Brasil!

Confira as faixas escolhidas por The Edge e os locais onde foram gravadas.

1. Breathe
Recorded at Stadio San Siro, Milan, 8th July 2009

2. I Will Follow
Recorded at Stade Roi Baudouin, Brussels, 22nd September 2010

3. Get On Your Boots
Recorded at Gillette Stadium, Foxborough, 20th September 2009

4. New Year’s Day
Recorded at Croke Park, Dublin, 27th July 2009

5. Electrical Storm
Recorded at Stadio San Siro, Milan, 8th July 2009

6. Stuck In A Moment You Can’t Get Out Of
Recorded at Estadio Azteca, Mexico City, 11th May 2011

7. Your Blue Room
Recorded at Giants Stadium, East Rutherford, 23rd September 2009

8. Vertigo
Recorded at Subiaco Oval, Perth, 18th December 2010

9. I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight
Recorded at Stade de France, Paris, 11th July 2009

10. Sunday Bloody Sunday
Recorded at Vanderbilt Stadium, Nashville, 2nd July 2011

11. Scarlet
Recorded at Vanderbilt Stadium, Nashville, 2nd July 2011

12. In A Little While
Recorded at Estadio Morumbi, Sao Paulo, 9th April 2011

13. Miss Sarajevo
Recorded at Estadio Morumbi, Sao Paulo, 9th April 2011

14. Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me
Recorded at Estadio Nacional, Santiago, 25th March 2011

15. “40”
Recorded at Magnetic Hill Music Festival, Moncton, 30th July 2011

Brasileiro é quem mais interage no Facebook

Isso não é novidade, mas é impressionante como, seja lá qual for a Rede Social, o brasileiro está lá.

facebookO Social Bakers realizou uma pesquisa para saber o nível de influência de cada país nas atividades do Facebook. O Brasil é o país que mais interage em páginas da rede social, sendo mais de 800 perfis monitorados que mantiveram o seu mural ocupado com quase 86 mil recados por mês. Isso representa uma média de 103 por conta, levando o quinto lugar na categoria logo depois de Itália, Colômbia, Rússia e Egito.

No ranking geral, o Egito ficou em segundo lugar, com média de 380 mensagens por mês. No entanto, o país tem quase seis vezes menos páginas do que o Brasil e oito vezes menos do que os Estados Unidos. A Rússia se destacou pela maior atividade per capita de postagem.

Fonte: ProXXIma

Caetano Veloso e BandaCê lançam o terceiro disco, ‘Abraçaço’ – A Crítica

O álbum, que fala de temas sombrios e pesados, traz riffs repetitivos e mostra que pouco mudou desde o lançamento do bom (2006) e do fraco Zii e Zie (2009)

AbraçaçoAbraçaço (Universal), o terceiro e último disco de Caetano Veloso e da BandaCêPedro Sá (guitarras), Marcelo Callado (bateria) e Ricardo Dias Gomes (baixo) -, mostra que pouco mudou desde o lançamento do bom (e superestimado) (2006) e da Obra em Progresso que se transformou no fraco Zii e Zie (2009).

A primeira impressão da bela capa de Abraçaço se desfaz logo após a audição da faixa de abertura A Bossa Nova é Foda. A partir daí, são poucos os momentos memoráveis do disco. A nova empreitada de Caetano não traz transambas ou rocks, mas uma coleção de canções que falam de temas mais sombrios e pesados. Se o artista se mostra em forma com sua poesia (?), fica a impressão que faltou um pouco mais de capricho na criação das melodias e dos arranjos, que continuam com as mesmas características dos dois trabalhos anteriores: riffs repetitivos, bateria simples e a intenção de criar sons hipnóticos, que muitas vezes acabam se tornando apenas chatos.

As mensagens são engajadas, mas falta liga entre letra e música. Canções como O Império da Lei e Estou Triste mereciam mais. Mereciam uma melodia que se pudesse cantarolar logo após a primeira audição, como as de A Cor Amarela. Fica claro que a fórmula que trouxe um sopro de juventude ao baiano, hoje, setentão, mostra-se cansada. Parece que o conceito se transformou em algo mais importante que o conteúdo.

Abraçaço, apesar dos seus pecados, ainda se encontra acima de Zii e Zie, mas está longe de ser um álbum à altura do talento de um dos mais brilhantes compositores da MPB.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Gastronomia: Livro sobre Miojo

miojoSei que é dia de Natal e que para muitos Miojo nem entra na categoria gastronomia. Entretanto, um grupo de cheffs se juntou para participar do livro Meu Miojo – Receitas e Histórias (Ed. Bocatto). Carla Pernambuco (Carlota), Emmanuel Bassoleil (Skye), Erick Jacquin (La Brasserie), Morena Leite (Capim Santo), Edinho Engel (Amado), Flávia Mariotto (Mercearia do Conde), Joca Pontes (Ponte Nova), Mônica Rangel (Gosto com Gosto), Renato Carioni (Così), Carlos Ribeiro (Na Cozinha), Pier Paolo Picchi (TrattoriaPicchi), Luiza Hoffmann, (Figo Gastronomia), Tatiana Szeles e Felippe Sica, dão dicas e receitas para a massa quase instantânea.

O lançamento foi em agosto e a tiragem era limitada (4 mil exemplares). Quem sabe ainda dá tempo de encontrar algum.

Serviço:
Meu Miojo – Receitas e Histórias
Editora Bocatto, 100 p., R$ 39,90

Entre jovens, vício em smartphones é maior do que em Internet

smartphonesO Gabinete de Educação da Província de Gyeonggi, na Coreia do Sul, realizou uma pesquisa com aproximadamente 1,5 milhão de estudantes cursando o equivalente aos Ensinos Fundamental e Médio, no mês passado, para descobrir padrões de uso de smartphone. As informações são do jornal KBS World.

No geral, 66% dos alunos pesquisados tinham um smartphone. Desse total, 48% eram do ensino fundamental, 76% do ensino médio e 77% do último ano. Aproximadamente 46% dos alunos disseram passar 1-3 horas por dia em seus telefones, em média, enquanto 27% relataram uso de menos de uma hora diária. Apenas 10% disseram passar mais de cinco horas todos os dias.

O envio de mensagens por meio de aplicativos de bate-papo e falar ao telefone foram as atividades mais populares, de acordo com a pesquisa. Em seguida vieram ouvir música ou baixar arquivos MP3. Navegar na web e jogar jogos também são atividades comuns.

De acordo com as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Sociedade da Informação, 2.2% dos estudantes pesquisados estavam em um alto risco de vício em smartphone. Isso é mais que o dobro da taxa daqueles que estavam em um alto risco de vício em internet (1.1%), de acordo com estudo realizado no começo do ano. Os que estão na categoria de alto risco tiveram problemas levando suas vidas cotidianas, sofrendo sintomas de abstinência, se comunicando com os outros principalmente por meio de seus celulares e se sentindo ansiosos sem seus smartphones.

O governo pretende fortalecer a educação nas escolas para prevenir o vício em smartphone e promover o uso saudável do dispositivo.

Fonte: IDG Now!

Palavra do Dia: Sufragista

SufragismoTermo que designa toda mulher que lutou pelo direito de voto para o sexo feminino. O movimento das sufragistas começou na Inglaterra, em 1910. Neste época, o sufrágio feminino estava sendo discutido, e foi apresentado um projeto que concedia o voto às mulheres de 25 anos que ocupassem um imóvel ou que fossem casadas com um homem que ocupasse um imóvel. No entanto, este projeto foi rejeitado, levando os grupos Women’s Social and Political Union e Women’s Freedom League a se mobilizarem. Os protestos foram liderados por Emmeline Pankhurst, que já integrava o movimento feminista desde jovem, culminando no casamento com Richard Pankhurst, um advogado amigo da causa, cujo sobrenome adotou.

O movimento teve um caráter hostil devido à radicalização por meio de violentas ações públicas, que eram fortemente contidas pelo governo. Com a Primeira Guerra Mundial, no entanto, as mulheres tiveram que ocupar o espaço deixado pelos homens convocados, o que favoreceu a concessão do voto feminino em 1918.

Definição:

(su.fra.gis.ta)

1. Que diz respeito a sufrágio

2. Que é adepto do sufrágio universal; que defende a extensão do voto a todas as pessoas adultas, sem nenhum tipo de restrição

3. Diz-se da mulher que, em parte do séc. XIX e no começo do XX, lutava pelo direito de voto para o sexo feminino

sf.

4. Mulher sufragista: As sufragistas saíram vitoriosas

[F.: sufrágio + -ista.]

Um Arnaldo Antunes analisado

santos_arnaldo-canibal-antunesPara aqueles que gostam de estudar e entender os significados por trás das letras de suas canções favoritas, a Editora nVersos caba de lançar o livro Arnaldo Canibal Antunes, onde a Doutora em Literatura pela Universidade da Califórnia em Los Angeles e professora de Letras da Universidade da Colúmbia, Alessandra Santos se debruça sobre a obra do ex-Titã.

A publicação – com quase 300 páginas – é dividido em três capítulos – Arnaldo Antunes e a Poesia: poética da percepção; Arnaldo Antunes e a Música: poética da Bricolagem; e Arnaldo Antunes e as Artes Visuais: poética da apropriação – e chega mesmo a falar sobre as motivações de Arnaldo na criação de sua obra.

Em 2013, Newsweek será apenas digital

O aviso foi dado em outubro, mas custo a acreditar que mais uma publicação deixa de ser impressa (em papel) no ano e 2013. Agora, só assinaturas para iPad.

NewsweekCom o título de “Virada de página”, a Newsweek, uma das semanais mais conhecidas no mundo, anunciou  que deixará de ser impressa a partir de 2013. O conteúdo da revista passará a ser distribuído apenas de forma digital. A última edição em papel nos Estados Unidos será a que tem a data de 31 de dezembro de 2012.

O comunicado, disponível na web, informa que a publicação está em transição e se transformará em um produto concentrado em digital que ganhará o nome de Newsweek Global. O conteúdo será produzido de modo a atingir uma audiência de formadores de opinião altamente conectada por meio de celulares. O acesso a esse material será por meio de assinaturas e estará disponível em e-readers, tablets e também via web. O conteúdo será selecionado a partir do publicado pelo The Daily Beast.

Fundada em 17 de fevereiro de 1933, o título se aproxima da comemoração dos 80 anos de circulação. No comunicado assinado pela editora-chefe Tina Brown, revela-se que a decisão de acabar com o formato impresso foi complexa. Em 2008, surgiu o site de notícias The Daily Beast, criado por Tina. Por um processo de fusão, ele foi incorporado em 2010 em uma empresa chamada The Newsweek Daily Beast Company. Naquela ocasião, não havia a intenção de tirar a versão impressa da Newsweek.

Junto com Baba Shetty (CEO da The Newsweek Daily Beast Company), Tina Brown comenta no anúncio que atualmente 39% dos americanos consomem notícias via fontes online (de acordo com um estudo do Pew Research Center). “Na nossa avaliação, atingimos um ponto em que consideramos que seremos mais eficientes e efetivos ao atingir nossos leitores no formato all-digital. Não era o caso dois anos atrás. Será o caso de modo crescente nos próximos anos”.

A jornalista e o executivo dizem ainda que a decisão não coloca em questão a força da marca e a qualidade do jornalismo, que continua poderoso como sempre. A medida foi tomada em virtude dos desafios econômicos que a mídia impressa enfrenta.

A Newsweek já começou a reduzir seu time de profissionais nos Estados Unidos e nas operações internacionais. “Extinguir o impresso é um momento extremamente difícil para nós que amamos o romantismo do papel e a camaradagem única daquelas horas agitadas antes do fechamento na noite de sexta-feira. Mas, como caminhamos para o 80º aniversário da Newsweek no ano que vem, temos de sustentar o jornalismo que deu à revista seu propósito – e abraçar o futuro all-digital”, despedem-se Tina Brown e Baba Shetty no comunicado.

Fonte: Comunique-se

Estônia é o país mais livre da web; Brasil está em 11º

InternetêsA FreedomHouse, uma organização não-governamental que realiza pesquisas a favor da democracia, liberdade política e os direitos humanos, divulgou um relatório sobre liberdade na internet.

De acordo com a pesquisa, a Estônia (10 pontos) é o país mais livre da web, seguido dos Estados Unidos (12 pontos) e Alemanha (15 pontos). O Brasil (27 pontos) aparece em 11º lugar da lista dos locais com maior liberdade na internet e o Irã (90 pontos) ocupa o último lugar do ranking.

O índice criado pela ONG pontua os países da seguinte maneira: locais com 10 a 30 pontos são considerados livres, 31 a 60 pontos são parcialmente livres e 61 a 100 pontos não são livres.

O estudo ainda revelou que de 2011 para 2012 alguns países tiveram mudanças em sua pontuação. O Brasil, por exemplo, perdeu dois pontos e se tornou ainda mais livre, enquanto Bahrein ganhou 9 pontos, se tornando mais fechado.

No geral, na Ásia o país mais independente na internet é a Filipinas, com 23 pontos, e o mais fechado é a China, com 85 pontos. Na América Latina, a Argentina é o local com maior liberdade na internet, com 26 pontos, e Cuba é o país menos livre, com 86 pontos. Na Europa e América do Norte, a Estônia é a líder em liberdade na web, com 10 pontos, e o Reino Unido está em último lugar, com 25 pontos.

Fonte: Olhar Digital

Wishbone Ash – Live From The Marquee Club – Guitarras em solo contínuo

DVD AshReconhecidos por serem os primeiros a usar duas guitarras solo (twin guitars) em um grupo de rock, os ingleses do Wishbone Ash alcançaram o auge de sua fama na década de 70, embora nunca tenham parado de se apresentar ou lançar discos. Agora, chegam em uma apresentação incendiária no DVD Wishbone Ash – Live From The Marquee Club (ST2)

Gravado em fevereiro de 1983, o filme captura a banda – Steve Upton (bateria), Laurie Wisefield e Andy Powell (guitarras e vocais) e Trevor Boulder (baixo e vocais), em uma noite inspirada. São oito canções em pouco menos de 1 hora do mais puro rock and roll. A qualidade do som e da imagem compensam a curta duração.

Uma versão deste texto foi publicada no jornal O Fluminense

 

Pesquisa aponta as empresas mais influentes do Brasil: Google lidera

google11A Ideal – The Reputation Agency- e a consultoria britânica The Leadership Group (TLG) apresentaram a pesquisa Thought Leaders 2012 – As Empresas Mais Influentes do Brasil. O Google lidera o ranking entre 20 empresas, na sequência da lista ficaram Apple, Microsoft e Facebook.

A pesquisa ouviu os mais relevantes formadores de opinião locais – Governo, empresas, mídia, ONGs e acadêmicos – além de prover insights sobre as tendências mais críticas de negócios e revelar quais tipos de mídia têm a maior influência na reputação corporativa.

A receptividade do Google entre os brasileiros é muito maior do que nos outros países por onde o estudo já passou – Estados Unidos, Reino Unido e Índia. Segundo o CEO da TLG, Malcolm Gooderham, é a primeira vez, na história da pesquisa, que quatro empresas do mesmo segmento, de internet/tecnologia, são as principais referências de reputação locais. “Isso pode demonstrar o amadurecimento definitivo da indústria da informação, da conectividade e da filosofia do Vale do Silício”, avalia Gooderham.

Segundo o estudo, para 80% dos entrevistados, o principal benefício que uma empresa tem ao ser considerada líder de influência é a confiança das pessoas. O fator confiança foi apontado como um elemento crítico, que dá à empresa uma espécie de “licença” para operar e crescer. “Essa é uma mensagem importante para as empresas: é preciso construir uma marca que seja mais do que confiável, uma vez que muitas empresas consideradas confiáveis eventualmente podem deixar de ser vistas como influentes”, explicou o CEO da TLG.

A pesquisa detectou-se ainda a significativa presença do Governo no ranking. Das sete empresas brasileiras entre as top 20, três são estatais – Petrobras, Banco do Brasil e Correios – e uma tem um forte componente estatal (a Vale).

O Twitter e a Amazon, com excelente desempenho nos demais índices, não tiveram nenhuma representatividade no estudo brasileiro. Nos EUA e na Europa, o Twitter está entre as top 10 empresas mais influentes. Caminho semelhante segue a Amazon, que também é destaque nos três rankings globais de Thought Leadership.

Fonte: ProXXIma

Manuais de redação “proíbem” jornalistas de falar sobre suicídio

Essa discussão sobre noticiar ou não suicídios é velha (bem mais que meu tempo de profissão). Discordo com meu companheiro de formatura André Trigueiro. Acho que não noticiar ajuda a inibir alguns loucos que usariam essa atitude como forma de aparecer.

Mas isso é só a minha opinião!

Também discordo de quem diz que seguir os manuais impede o jornalismo. Claro, que todos os manuais têm pontos, no mínimo, polêmicos, mas só mesmo os muito ruins impedem totalmente o trabalho jornalístico. Na verdade, os manuais ruins ou inexistentes.

SuicídioNos últimos 45 anos, a taxa de suicídio cresceu 60%, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). A cada 40 segundos, uma pessoa tira a própria vida no mundo. No Brasil, os casos equivalem a uma ocorrência por hora, mas sabe-se que o número real é muito maior, já que muitas vezes as mortes são relatadas como acidentais. Considerado um problema de saúde pública, por que a imprensa não trata o suicídio como pauta?

A fim de discutir os motivos, a ESPM, em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), reuniu um grupo de jornalistas, em setembro. Mediado pelo profissional da Globo e comentarista da CBN, André Trigueiro, o assunto foi discutido pela ombudsman da Folha de S. Paulo, Suzana Singer; pela gerente de Inovação do R7 e comentarista da Record News, Rosana Hermann; pelo apresentador e repórter de polícia da Globo, Valmir Salaro; e pela repórter especial da Folha, Cláudia Collucci.

Embora a imprensa trate com frequência de pautas que envolvem saúde, o suicídio é constantemente deixado de lado. Trigueiro lembra que o assunto é ausente na maior parte das mídias e que, entre pessoas de 15 a 35 anos, o número de casos aumentou consideravelmente. “São jovens que nem conhecem a vida para dizer que ela não vale a pena”. Para o jornalista da Globo, há um problema grave a ser resolvido, principalmente dentro dos veículos de comunicação. “A informação não circula e os próprios manuais de redação proíbem os profissionais de falar sobre o assunto”.

Certo de que não pode reportar os casos de qualquer maneira, Suzana concordou com Trigueiro e criticou ao dizer que “se for seguir à risca as orientações dos manuais, o profissional não consegue fazer jornalismo”.

A ombudsman da Folha alerta que, evidentemente, nem todo suicídio é notícia, assim como nem todo homicídio é relatado na imprensa, mas acrescenta que, além de casos em que não é possível ignorar – como, por exemplo, se a morte envolver um famoso – é preciso noticiar outras histórias. A reportagem escrita por Eliane Brum, da revista Época, foi lembrada durante o evento. No texto, intitulado “Suicídio.com”, a jornalista fala sobre sites na internet que incentivam adolescentes a se matar e conta a história de Yoñlu, que tirou a própria vida.

Claudia, que escreve na editoria de saúde, atenta para outro ponto: há dificuldades em noticiar o tema, principalmente porque o jornalista fica restrito ao fazer a parte de “serviços” da reportagem. “Como o leitor vai se tratar? Como ele vai procurar ajuda? Não há hospitais, psicólogos e psiquiatras para anteder essas pessoas”.

“Não conheço alguém que, em algum momento, não pensou em se matar. Temos que tratar o assunto como algo que faz parte de nós e olhar para as pessoas que não conseguem resolver sozinhas e precisam de ajuda externa”, disse Rosana. Ela comenta que um local interessante para buscar dados são os seguros, já que muitos não pagam a apólice em caso de suicídio e por isso há investigação dos casos de morte.

Ainda sobre os problemas internos, Valmir não hesita ao dizer que “para as redações, se matar é proibido”. “Primeiro é preciso discutir isso com os colegas de trabalho pois as pessoas acham que se não falam sobre o tema, logo ele não existe”. O problema não deixa ninguém de fora. Nos últimos 10 anos, Claudia revela que conheceu pelo menos três repórteres que tiraram a própria vida.

O fato é que, como aponta Trigueiro, o suicídio não está na pauta nos veículos de comunicação. “Temos que buscar informações e entender a realidade que nos cerca e, assim, noticiar. Temos um tema invisível e ele precisa ser tratado”, conclui. Durante o encontro, o jornalista da Globo afirmou que a iniciativa continuará e, nos próximos anos, a mesma data levará o debate para outros estados brasileiros.

O começo

Criado pela Organização Mundial de Saúde em 2009 e pouco divulgado na mídia, a Cartilha para profissionais da Imprensa traz orientações sobre como abordar o suicídio, “preservando o direito à informação e colaborando para a prevenção”. O material, que pode ser baixado gratuitamente pela internet, apresenta instruções de como noticiar os casos. Entre as dicas estão: evitar chamadas dramáticas ou ênfase no impacto da morte sobre as pessoas próximas; não fornecer detalhes sobre o método letal e nem fotos; evitar termos valorativos, como por exemplo “cometeu” suicídio.

Outro trecho traz exemplos de textos jornalísticos que refletem o tema e uma lista de fontes em que o jornalista pode obter informações.

Fonte: Comunique-se

Brasil é o segundo país com maior índice de falhas ou perda de dados na nuvem

Nas NuvensA segurança continua sendo o principal desafio para a adoção de soluções e serviços de computação em nuvem. Levantamento realizado pela Trend Micro, empresa especializada em segurança virtual, revela que o percentual de empresas que reportaram falhas de segurança de dados ou problemas com serviços de computação em nuvem aumentou de 43%, em 2011, para 46%, em 2012. No Brasil, 55% dos entrevistados afirmaram ter tido falhas ou perda de dados. O país ficou atrás apenas da Índia, que registrou o maior índice de falhas (67%).

Para 53% dos tomadores de decisão entrevistados, a segurança de dados é uma das principais razões para o adiamento na decisão de adotar soluções em nuvem. Tal resultado corrobora a declaração de 40% dos participantes que afirmaram que seus requisitos de segurança de TI não são atendidos pelos serviços atuais na nuvem.

Ainda segundo o estudo, o Japão é o país com menor taxa de adoção de computação em nuvem (46%), enquanto Canadá e Índia apresentam as maiores taxas de adoção, com 51% e 49%, respectivamente. O Brasil aparece um pouco abaixo da média global de adoção de cloud computing com 56%. Quando observadas as distintas modalidades, no país, a taxa de adoção de nuvem pública é de 46% e de nuvem privada, de 47%. Em termos de virtualização de servidores, a taxa brasileira é a mais baixa entre os países pesquisados – 50%.

A pesquisa também aponta que, apesar do receio em utilizar serviços em nuvem, o número de empresas que implantaram soluções em ambientes públicos e privados aumentou  para 20%, contra 13% que tinham soluções instaladas em 2011.

O estudo Cloud Security Survey Global foi realizado em junho e ouviu 1,4 mil gestores de TI nos EUA, Reino Unido, Alemanha, Índia, Canadá, Japão e Brasil.

Fonte: TI Inside

Sardenberg deixa Estadão e diz que não pode trabalhar por tão pouco

Isso foi em agosto, mas ainda penso na notícia toda vez que olho para o meu contracheque.

carlos-alberto-sardenberg2008Colunista no impresso, na TV e no rádio, o jornalista Carlos Alberto Sardenberg se despediu na última semana dos leitores do Estadão. Há 15 anos no diário, o profissional deixou o jornal por não conseguir um reajuste.

Ao Comunique-se, Sardenberg contou que descobriu que as colunas eram mal remuneradas ao conversar com outros colegas. “Fiquei muito tempo sem reajustar os valores. Era aquela história de que jornal é assim mesmo e que colunista ganha mal”. Com a coluna compartilhada entre Estadão e O Globo, o jornalista enviou uma proposta aos jornais para que os valores fossem reavaliados. “O Globo concordou na hora, disse que estava certo e que aceitava a minha argumentação. Já o Estadão recusou”, disse.

De acordo com ele, o impresso de São Paulo afirmou que não poderia mudar a remuneração e nem se comprometer a fazer isso no futuro. “Os colunistas precisam trabalhar e ganhar o valor correto, não pode ser assim. Eu fiz o possível, tentei um acordo para aumentar aos poucos, mas não deu”. Com a situação, Sardenberg passa a assinar e publicar os textos somente no diário carioca.

Fonte: Comunique-se

 

Estaria O Dia se transformando em um novo JB?

O Dia LogoJá tinha programado o post anterior falando sobre demissões no O Dia quando soube de mais dispensas de jornalistas, fotógrafos e diagramadores no grupo (12, no total). Pior, segundo a Rádio Corredor, mais 11 profissionais estão na alça de mira da direção da empresa que controla o título, embora isso ainda não tenha se concretizado.

Os cortes anunciados atingiram gente com muito tempo de casa e salários mais elevados. Provavelmente vão contratar (se contratarem) pessoas mais jovens e com salários (e competência) bem mais baixas). Agora, o medo é que O Dia se transforme no novo JB!

Incrível como empresas/empresários compram marcas fortes, prometem (sempre) investimentos e modernização e só fazem merda, ajudando ainda mais a desvalorizar um produto. Os erros se sucedem faz tempo e algumas direções. Desde as trocas de cores do logo, até a mudança no formato (já pensando em demissões), passando pela escolha de pessoas com o perfil errado para “comandar” os rumos da publicação.

Já vi muita gente boa caminhando pelos corredores da redação, assim como já vi pessoas preocupadas apenas em prazeres carnais, fotos eróticas e status. É a vida!

Torço para que esse temor em torno do fim de uma das publicações mais tradicionais da imprensa brasileira seja infundado.

Boa sorte aos coleguinhas que foram dispensados.

Maria Rita reencarna a mãe Elis

cd_digipak_06.inddRedescobrir (Universal), lançado agora em CD e DVD, é o registro do show que Maria Rita idealizou para homenagear a obra da mãe, Elis Regina. O espetáculo batizado originalmente de Viva Elis e criado para ser apresentado poucas vezes, apenas para convidados e em concertos gratuitos, funcionou tão bem que acabou virando turnê e agora ganha registro em áudio e vídeo.

As 28 canções de Redescobrir cobrem toda a carreira da Pimentinha, de maneira respeitosa, mas sem perder a identidade de Maria Rita, hoje uma cantora madura, segura e, provavelmente, a única com direito de prestar esse tipo de homenagem, sem cair em comparações rasteiras.

O DVD deixa uma impressão de mais peso, apesar da imagem sempre tirar um pouco da atenção do que se ouve. Já o CD tem uma mixagem onde a voz de Maria Rita se encaixa com suavidade com os instrumentos de sua banda, mas com um tom mais suave em relação ao que se ouve no vídeo.

Mais um belo tributo que chega às lojas nesse fim de 2012.

Uma versão desse texto foi publicada no jornal O Fluminense