Samba na Dose Certa

O grupo Dose Certa, uma improvável mistura de quatro sambistas e um carioca, chega com seu segundo disco, Pra Sempre Samba (Universal), recheado de referências aos sambas de antigamente e a nomes como Cartola, Noel Rosa e João Nogueira, entre muitos outros.

A lista de compositores e de participações especiais também é longa. Assinando as canções do disco há nomes do calibre de Moacyr Luz, Luiz Carlos da Vila, Dona Ivone Lara, Zé Renato e Nei Lopes, o que já seria garantia de qualidade, mas há mais em Pra Sempre Samba. O disco conta um naipe de convidados de primeira categoria: Ivan Lins, Ana Costa, Wanderley Monteiro, Pedro Miranda, Verônica Ferriani e Leci Brandão e a benção do jornalista Chico Pinheiro, que escreveu um belo texto para apresentar o novo trabalho do quinteto formado por Alemão do Cavaco (arranjos e cavaquinho), Vitor da Candelária (percussão), Wilsinho Peruche (voz e pandeiro), J. Petróleo (voz e banjo) e Vinicius Almeida (contrabaixo, violão de 6 e 7 cordas).

Pra Sempre Samba é uma viagem no tempo em que os sambas tinham ritmo e uma qualidade que há muito parece ir se perdendo de maneira irreversível e um trabalho altamente recomendável para quem gosta de samba com conteúdo (melódico e lírico).

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

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Uma Cat Power ensolarada

Charlyn Marie Marshall, também conhecida como Chan Marshall ou pelo seu nome artístico, Cat Power, lança um novo trabalho – Sun (Lab 344) – que chega seis anos depois do razoável The Greatest (2006). Sun é um disco pra cima, ancorado em um repertório dos mais inspirados e em muitos recursos eletrônicos e guitarras.

Sun tem pegada indie, embora não caia na mesmice que invade a maioria das FMs pelo mundo. As 11 canções do álbum mostram uma Cat Power em forma, pelo menos artística, já que, por problemas de saúde e problemas financeiros, ela teve que cancelar alguns shows da turnê que serviria para promover o disco.

O disco agrada e músicas como Ruin (o primeiro single do álbum) e Cherokee demonstram que Marshall também tem um grande talento na função de produtora, dosando os recursos e evitando usar elementos que poderiam soar dispensáveis.

O disco foi bem nas paradas de países como Bélgica, França e Estados Unidos, e merece atenção dos programadores das rádios com perfil indie/rock.

Sun pode ser mesmo considerado um raio de luz na carreira de Cat Power.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

O passado, presente e La Futura do ZZ Top

Os barbudos texanos do ZZ Top voltam, depois de um hiato de nove anos, com um novo disco de estúdio. La Futura (Universal), que reúne dez canções onde as guitarras distorcidas, o rock, o blues e baladas se encaixam de maneira perfeita.

Além das barbas compridas e do visual exótico, Billy Gibbons (guitarra e vocais), Dusty Hill (baixo e vocais), e Frank Beard (bateria e percussão), apresentam um som que remete ao passado, aposta no presente e dá pistas de como será o futuro da banda. O resultado é que La Futura é um dos melhores discos do grupo. Canções como Chartreuse e Consumptionm com suas guitarras sujas e vocal gutural, mostram que a mistura de blues-rock do Texas é combustão pura. Já Over You é mais uma das baladas inspiradas que vez ou outra o trio despeja em seus discos. Talvez para mirar nas rádios, talvez só para mostrar que rockeiros também podem ser pesados sem perder a ternura.

La Futura chega no mesmo ano no qual o grupo entra para o Hall da Fama do Rock Clássico como Lenda Viva. Com o prêmio, entregue em uma cerimônia realizada em Londres, o ZZ Top se junta a nomes como Jeff Beck, Alice Cooper, Jimmy Page, Ozzy Osbourne e Iggy Pop.

Não há como negar que 2012 foi um bom ano para os texanos!

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Facebook passa Google como site mais acessado no Brasil

A queda por cerca de uma hora durante a tarde da segunda-feira, 26, levou o Google para a segunda colocação no ranking de sites mais acessados no País. Segundo o Alexa, ferramenta que mensura diariamente as páginas mais visualizadas mundialmente, o gigante de buscas perdeu a liderança no Brasil para o Facebook.

Rede social serviu de espaço para comentar queda do Google

A rede social já tinha figurado à frente do Google, mas o ranking nacional apresentado pelo Alexa nesta terça-feira, 27, resulta na primeira vez que o Facebook lidera a lista em um dia útil. Nas demais ocasiões, o site criado por Mark Zuckerberg só superou o site de buscas durante finais de semana – fato que também ocorre de acordo com o ranking mundial do Alexa.

Com o Google fora do ar, o Facebook serviu justamente como espaço para promoção de brincadeiras e discussões relacionadas ao ocorrido. Comentarista de TV da rádio Jovem Pan, José Armando Vannucci afirmou, afirmou, em seu perfil na rede social, que a queda do site de buscas estava relacionada com o fim do mundo. “O mundo acabou: o Google caiu. Não haverá nada hoje e amanhã. O que você faz sem o Google?”, questionou o jornalista. Também no Facebook, a conta da TV Esporte Interativo perguntou se o Google seria rebaixado à Série B da internet.

Depois que voltou ao ar, o Google Brasil emitiu uma nota na qual afirma que a empresa não encontrou nenhum problema em seus servidores. “Soubemos que alguns usuários tiveram problemas para acessar algumas de nossas ferramentas, mas não encontramos problemas em qualquer serviço até agora. Continuamos monitorando nossos sistemas, e avisaremos sobre qualquer novidade”, informou.

Segundo o site de O Globo, usuários de algumas operadoras de banda larga, como a GVT, conseguiram ter acesso ao Google durante toda a tarde, sem interrupções. O veículo ainda divulgou que teve casos em que as páginas do Google foram abertas normalmente quando procuradas por números que identificam o endereço eletrônico na web, em substituição do Domain Name System (DNS – nome de domínio no sistema).

Fonte: Comunique-se